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Archive for the ‘Eu defendo…’ Category

Acerca deste tema, defendo que a pena de morte é inadmissível, independentemente das circunstâncias, pelas razões que serão seguidamente explicadas.

    pena-de-morte Em primeiro lugar, no artigo 24º da constituição portuguesa e na Declaração Universal dos Direitos Humanos, está expresso o direito inalienável e inviolável de todos os indivíduos à vida. A pena de morte viola este direito, sendo moralmente condenável.  Além disso, creio que deve ser fornecida a hipótese ao indivíduo de se regenerar e de se reintegrar na sociedade, após cumprimento do seu castigo, possibilidade negada pela pena de morte. Assim, é nosso dever, enquanto sociedade civilizada, não permitir o retrocesso à mentalidade do “olho por olho, dente por dente”, que leva à confusão entre vingança e justiça.

Também é importante realçar que o efeito dissuasor normalmente associado a esta condenação, na prática, não se verifica. Nos Estados Unidos, por exemplo, as taxas de homicídio em estados nos quais a pena capital é legal são superiores às dos estados onde esta é ilegal (5,63 e 4,49, respetivamente).

Acrescento ainda que pessoas de classes sociais mais baixas estarão mais expostas a esta condenação, aumentando a desigualdade, por não terem posses para contratar advogados de renome, estando sujeitos à nomeação de defesa por parte da Ordem dos Advogados, existindo a hipótese de serem defendidos por profissionais com menos experiência ou capacidades.images

Por fim, apresento um exemplo proveniente dos Estados Unidos, onde 1,6% dos condenados à morte são libertados por se provar a sua inocência, sendo que um estudo publicado por uma revista científica, a Proceedings of the National Academy of Sciences, permitiu concluir que 4,1% dos réus que aguardam ou aguardaram no corredor da morte neste país são inocentes. Desse modo, podemos inferir que já existiram casos de execução de pessoas isentas de culpa, o que é inadmissível.

Tomás Noválio, 12ºC

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A pena de morte como todos sabem é uma punição para crimes capitais. Portugal foi praticamente o primeiro país da Europa e do Mundo a abolir esta pena, sendo o primeiro estado do mundo a prever a abolição da pena de morte na Lei Constitucional, após a reforma penal de 1867. Nos dias de hoje ainda é aplicada em alguns países como a China, Arábia Saudita e em muitos dos estados federais dos EUA; sendo nestes países aplicada segundo as regras do direito e da lei (não é arbitrária). Quando falamos na aplicação da pena de morte é importante frisar que estarão em causa casos muito específicos configurados no quadro legal vigente do pais em causa.

pena-de-morte.jpgCom este texto vou apresentar argumentos que universalmente podemos encontrar a favor da pena de morte, não como uma banalidade face a todos os tipos de crime, mas sim em condições muito específicas, sempre no enquadramento  legal e no pressuposto absoluto que não existem dúvidas sobre a autoria do crime.

Na defesa desta tese são normalmente utilizados os seguintes argumentos:

  • argumento dissuasor que defende que, ao existir a pena de morte no quadro legal e sendo esta a mais pesada, poderá levar a uma potencial diminuição dos crimes uma vez que poderá criar alguma intimidação aos potenciais criminosos levando assim a uma maior segurança dos cidadãos;
  • argumento da proporcionalidade do sofrimento, em que é defendido que quem impõe sofrimento de grau elevado deverá ser punido com grau de sofrimento o mais idêntico possível;
  • argumento do castigo final (morte) que de alguma forma é controlado pela justiça e poderá impedir vinganças futuras que podem ser muito mais dolorosas;
  • argumento de garantia de que o criminoso não voltará a cometer crimes.

Surgem muitas vezes contra-argumentos relativos a este último, designadamente no sentido da pena de prisão perpétua, em que também pode ser alegado que o criminoso não voltara a cometer crimes. No entanto, esta afirmação será apenas válida em teoria, porque para além do criminoso dentro da cadeia poder continuar a promover o crime também pode ser sujeito a atenuantes legais da pena que o façam sair mais cedo ou até ser libertado.

Mais uma vez, será de frisar que a pena de morte para ser aplicada deverá ser sempre em casos muito específicos, sempre no quadro legal e no pressuposto absoluto que não existem dúvidas sobre a autoria do crime. Não posso também deixar de referir que atualmente a questão da pena de morte possa estar a ganhar  algum relevo face aos atos terroristas que tem vindo a ser praticados.

Tomás Gaspar, 12ºC

imagens: daqui, daqui e daqui

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Nicholas Ostler, um estudioso britânico da história das línguas, tem uma teoria que está a levantar celeuma entre os linguistas. Diz ele que o inglês está condenado a breve prazo. Não para ser substituído por outra língua, mas para dar origem a uma fragmentação dos idiomas. As ferramentas de tradução automática são, diz ele, o futuro. No seu livro “The Last Lingua Franca: English Until the Return of Babel” (Princeton 2010), sugere que o inglês está no seu apogeu, que sobreviverá enquanto grande idioma, mas que deixará de ser usado para a comunicação internacional.

Nuno Crato, «Passeio Aleatório» – «Expresso» de 30 de dezembro de 2010

Atualmente, o inglês é a principal língua franca utilizada entre diferentes povos com diferentes idiomas, permitindo um maior entendimento entre eles No texto em epígrafe, Nicholas Ostler prevê uma fragmentação dos idiomas e o aparecimento de uma “nova Babel” devido ao desenvolvimento tecnológico na área da comunicação. Eu porém não concordo com a sua opinião.

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A Torre de Babel, Pieter Bruegel

Por um lado, a língua inglesa é muito usada em serviços de comunicação e tecnológicos em todo o mundo, desde aparelhos tecnológicos, como telemóveis, computadores e tablets. A própria tecnologia utiliza inglês na sua fonte básica, no seu funcionamento, como na realização de comandos e tarefas, ou seja, implica um conhecimento geral entre os povos

Por outro lado, a simplicidade da língua facilita a sua aprendizagem e pronunciação, sendo uma das línguas mais acessíveis e de fácil entendimento e além disso, vários países comunicam com o uso de inglês como língua instituída: é reconhecido que  o inglês possui uma gramática pouco complexa, com verbos conjugados, normalmente, segundo um padrão, com certas exceções.

Em suma, o desenvolvimento da tecnologia não implica necessariamente uma fragmentação dos idiomas, devido à grande influência do inglês e a sua baixa complexidade.

Tiago Batista, 11ºC

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A liberdade como responsabilidade cívica

Ao possuírem consciência e maturidade, os cidadãos têm o dever cívico de tomar decisões – votar trata-se assim de um exercício da liberdade que ao não ser exercido anula essa dita liberdade

Direitos-culturais-na-democraciaVotar é um ato que permite aos cidadãos participar ativamente na vida política do país escolhendo os seus representantes através das escolhas da maioria. Como cidadão, defendo que votar é um dever de todos os cidadãos visto que se trata de uma escolha importante e pode alterar o rumo da região e país que se habita, logo, deverá ser obrigatório.

Isto suposto, ao  atingirem a maioridade, os cidadãos devem votar. Eles fazem parte da vida do país e assim as escolhas tomadas pelos órgãos de soberania irão afetá-los. Ao possuírem consciência e maturidade, os cidadãos têm o dever cívico de tomar decisões – votar trata-se assim de um exercício da liberdade que ao não ser exercido anula essa dita liberdade.

Portanto, ao vermos este direito como algo garantido e por isso abstermo-nos de votar, estamos a direito-dos-povos-2condicionar o rumo do país e a não exercer um direito que foi bastante reivindicado no passado. Depois de tanto de tempo de luta, vamos simplesmente abandonar algo que em tempos foi tão cobiçado? Os cidadãos não se devem abster de votar: os locais de voto são acessíveis, logo não são uma razão para que exista abstenção. Como alternativa, cabe aos órgãos de soberania arranjar meios e incentivos que levem as pessoas a participar nos atos eleitorais.

Democracia1Por outro lado, em relação àqueles que se abstêm como forma de protesto ou apenas porque não sabem em quem votar, eu considero que votar é uma forma de exprimir a opinião de cada um, escolhendo o candidato que na sua opinião pode fazer a diferença. Ao não votar está-se a transmitir a ideia que não se tem opinião, algo que é impossível não ter. Caso os cidadãos queiram protestar contra o atual sistema, podem fazê-lo de outras maneiras – não precisam de condicionar o exercício da liberdade.

Em conclusão,  penso que o direito de voto é um dever que devia ser obrigatório pois condiciona o rumo do país e das regiões e ao não exercer este direito estamos a prejudicar a vida política do nosso país.

Duarte Santigo, 11ºC

O direito de votar, a liberdade de se abster

Acho que só deve ser considerado um dever qualquer ato que não sendo praticado prejudique algum indivíduo ou conjunto de pessoas. Como a abstenção ao voto se resume a não exprimir uma opinião, é perfeitamente legítimo que um cidadão não vote

deveres2Para mim, votar constitui um direito e não um dever de cada cidadão. Um cidadão, ao votar, está apenas a “exprimir a sua opinião”, no que respeita a eleição de uma pessoa para um cargo importante para o país. Se esse mesmo cidadão não votar, apenas está a mostrar que nenhum dos candidatos a esse cargo lhe transmite confiança para governar o país em que vive.

Partindo do pressuposto que se aproximam as eleições para o cargo de presidente da República e se apresentam dois candidatos, um cidadão que pretenda votar irá dar importância às respectivas campanhas eleitorais, de forma que possa escolher em qual dos candidatos votar. No entanto, um eleitor que tenha decidido que jamais irá votar, não tomará atenção a estas mesmas campanhas. Penso, por isso, que é “justo” que uma pessoa possa escolher não votar, já que se pode dar o caso de que nenhum dos candidatos apresente as propostas que agradem ao eventual eleitor.

Para além disso, acho que só deve ser considerado um dever qualquer ato que não sendo praticado prejudique algum KRAUZE-EU-petition_1indivíduo ou conjunto de pessoas. Como a abstenção ao voto se resume a não exprimir uma opinião, é perfeitamente legítimo que um cidadão não vote, devido ao seu desagrado com mandatos anteriores, inexistência de propostas sugestivas por parte dos candidatos, ou por qualquer outro motivo. Ainda para mais, muitas vezes os cidadãos votam num determinado candidato, não porque pensam que ele seja o “melhor” para ocupar o cargo, mas sim porque de todos é o “menos mau”. Votar por esta razão também não me parece que seja correto, pois é quase como votar em alguém que não nos agrada para ocupar a posição em causa.

Em síntese, penso que votar é um direito de cada cidadão e não um dever seu, pois todos são livres e, da mesma forma que têm o direito ao voto, têm o direito e a liberdade de não votar.

Gonçalo Rolo, 11ºC

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Os autores merecem ser remunerados e reconhecidos pelo seu esforço, dedicação e criatividade – mas não serão eles seriamente afetados por esta nova era de cibernautas que têm como linha de raciocínio: “se está na internet, é de todos”?

copyright-lawsDireitos autorais, ou direitos de autor, são as denominações atribuídas à extensa lista de direitos que os autores têm sobre as suas obras intelectuais, sejas estas científicas, literárias ou artísticas. Muitas das suas obras são divulgadas na internet e apropriadas de forma ilegítima por parte de terceiros.

Eu defendo a partilha livre de conteúdos na internet mas com certas regras e limitações.

Existem duas componentes distintas dentro dos direitos autorais: os direitos patrimoniais da obra e os direitos morais do autor. Os direitos patrimoniais referem-se à obtenção de lucro por parte do autor, através das suas obras. A proteção dos direitos morais do autor tem como base a noção de que um trabalho criativo é, de alguma forma, uma expressão da personalidade do autor e deve ser, consequentemente, protegido.284541-2059-24

Deste ponto de vista, os autores merecem ser remunerados e reconhecidos pelo seu esforço, dedicação e criatividade – mas não serão eles seriamente afetados por esta nova era de cibernautas que têm como linha de raciocínio: “se está na internet, é de todos”?

De facto, os autores (principalmente músicos, escritores, etc.), recebem uma pequena parte do lucro proveniente da venda das suas obras. É importante ter a noção de que tudo o que é publicado na internet vai passar a estar à disposição e ao alcance de milhões de utilizadores, sendo provável ser-se vítima de plágio, cópia ou qualquer outra apropriação ilegítima.

creative-commons-screenshotAs licenças de uso livre, apelidadas de Creative Commons, têm como fim a proteção das obras e conteúdos publicados e expostos na internet, em que o autor escolhe qual dos seis tipos de licença se adequam melhor a si, permitindo não só o respeito dos seus direitos autorais, mas também a utilização correta desses conteúdos.

Desta forma, concordo que o plágio merece ser punido por lei. A partir do momento em que alguém tem o trabalho e gasta recursos e tempo para criar uma obra ou um conteúdo, e vê essa mesma obra ser divulgada ou copiada sem a devida identificação do autor ou o respeito pelos seus direitos, essa pessoa vai deixar de se dar a esse trabalho. Vai deixar de criar todo o tipo de conteúdos porque não vê os seus direitos respeitados, e a internet será afetada, assim como todas as outras indústrias.

o-plagio-de-textos-dos-blogsNo caso da música, porém, um estudo realizado pela Comissão Europeia conclui que a pirataria na internet não afeta a indústria musical. Pelo contrário, conclui-se que o aumento em 10% da audição de música em sites de streaming, levou ao aumento de 0,7% das vendas legais. No entanto, fora da indústria musical, está provado que a pirataria, que é também uma forma de violação dos direitos de autor, tem impacto na economia do país.

Esta forma de “pirataria” sempre existiu, antes mesmo do aparecimento da internet, mas, na minha opinião, o seu fim passa simplesmente pela educação e correção da mentalidade de todos nós.

Elena Ostrovan, 11ºC

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A clonagem como solução terapêutica e não como duplicação humana

O que aconteceria ao nosso sentido de individualidade se as crianças fossem feitas por encomenda? Desapareceria  –  não só ele como também a variabilidade genética.

A clonagem é um processo em que se produzem células geneticamente iguais, através de uma reprodução assexuada de uma célula-mãe, que resulta na obtenção de cópias geneticamente idênticas de um mesmo ser vivo, ou seja, um clone. A clonagem pode ser terapêutica ou reprodutiva. A clonagem reprodutiva consiste na duplicação de um ser existente, enquanto, que a clonagem terapêutica é utilizada para reproduzir órgãos e tecidos para transplantes.

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Na minha opinião, a clonagem deveria ser utilizada apenas para fins terapêuticos, pois poderia evitar doenças ou mesmo salvar vidas. Sou contra a clonagem reprodutiva porque acredito que todos os seres têm direito à sua individualidade.

A clonagem terapêutica pode evitar doenças genéticas como o Síndrome de Down ou até recuperar a vida de pessoas que ficaram tetraplégicas e que teriam de passar as suas vidas em cadeiras de rodas. Através das células-tronco é possível substituir células danificadas e, assim, reverter as consequências, por exemplo, de um ataque cardíaco. Segundo o Human Genome Program, também as células estaminais podem ser utilizadas na clonagem terapêutica, pois estas dividem-se e podem originar qualquerclones tipo de célula especializada. Esta variedade de clonagem pode trazer vantagens como a criação de medicamentos adequados a cada doente, assim como reduzir significativamente as listas de espera para transplantes, pois é possível a criação de um órgão completamente novo a partir de novas células mas com a mesma informação genética, o que impede que este seja rejeitado pelo doente.

Em relação à clonagem reprodutiva, penso que não é correta porque uma criança tem o direito de ser uma mistura genética dos seus dois progenitores, ou seja, ser imprevisível, parecida com os seus pais mas única na sua individualidade.O que aconteceria ao nosso sentido de individualidade se as crianças fossem feitas por encomenda? Desapareceria – não só ele como também a variabilidade genética. Com a clonagem reprodutiva vêm muito mais desvantagens como o envelhecimento rápido do clone ou mesmo deformações físicas ou malformações que poderiam 1_123125_123104_2240687_2262768_100820_medex_searchingtn.jpg.CROP.original-originallevar a uma morte muito precoce ou a uma vida de sofrimento.

Em conclusão, penso que antes de avançarmos para qualquer tipo de clonagem, devemos realizar mais experiências e estudos de modo a que sejam reduzidos todos os riscos da clonagem no geral. No caso da terapêutica penso que seria muito benéfica para a população, principalmente para pessoas com doenças graves. Da clonagem reprodutiva, como já referi, não sou a favor, mas acho que no caso de vir a ser possível executá-la creio que seria necessária a criação de uma série de leis restritivas.

Mariana Aires, 11ºC

Os benefícios da clonagem humana

Desde que se desenvolva de uma forma segura e que sejam criadas leis que a regulem, todo e qualquer tipo de clonagem só trará benefícios à humanidade.

A clonagem divide-se em reprodutiva e terapêutica. A primeira consiste na criação de um novo ser geneticamente idêntico a outroClonagem4- Ofélia já existente. Para tal, substitui-se o núcleo de um óvulo não fecundado pelo de uma célula somática de um indivíduo desenvolvido e coloca-se num útero. A clonagem terapêutica é utilizada para produzir uma cópia saudável do tecido ou órgão de uma pessoa doente ou com deficiência para transplante. Esse processo é semelhante ao da reprodutiva, mas a blástula (segundo estado de desenvolvimento do embrião) não é introduzida no útero, sendo utilizada em laboratório para a produção de células estaminais.

Defendo que se devem praticar ambos os tipos de clonagem. No entanto, principalmente em relação à reprodutiva, é necessário que se desenvolvam e melhorem as suas técnicas e que se criem leis restritivas para a sua prática. Um dos maiores problemas associados à clonagem reprodutiva deve-se à sua baixa taxa de sucesso, no entanto, o britânico John Gurdon, vencedor do prémio Nobel da Medicina em 2012, afirmou que, em no máximo 50 anos, a clonagem humana será possível e bastante natural; diz também que até essa altura precisamos melhorar muito as técnicas de clonagem antes de começar a testá-las em humanos. Relativamente à variabilidade genética, as leis que têm de ser criadas irão impedir que esta se perca, pois esta prática não pode ser feita indiscriminadamente.

627_00Muitos dizem também que este processo vai contra as leis da natureza e que o clone terá problemas de identidade. Contudo, a clonagem é uma forma de reprodução que se assemelha às já existentes na própria natureza, nomeadamente, nos processos de reprodução assexuada em que os indivíduos gerados são sempre geneticamente iguais aos progenitores e também em alguns processos de reprodução sexuada, no caso dos gémeos. Assim, o clone será como que um irmão gémeo, não havendo problemas de identidade. Cada indivíduo é único apesar do seu DNA, pois tem características, gostos, personalidade e caráter únicos que derivam, não do material genético, mas das experiências por si vividas, além de que, tal como nos gémeos, o DNA nunca é exatamente igual devido a erros/mutações que sempre ocorrem.

A clonagem poderá ainda ajudar casais inférteis a ter filhos e, no caso dos animais, assegurar a continuidade das espéciescura, impedindo a sua extinção. A clonagem terapêutica, por sua vez, traz inúmeras vantagens à sociedade, pois podem-se diminuir os danos de um acidente vascular cerebral, de um ataque cardíaco ou de alguns cancros e curar doenças como a diabetes, a leucemia, a doença de Alzheimer, de Parkinson, o Síndrome de Down e muitas outras doenças cardíacas, neurológicas, sanguíneas, hormonais, genéticas… Imagine a felicidade de uma pessoa paralítica que assim poderá sair da cadeira de rodas e andar pelos seus próprios pés. Com esta prática é possível transplantar órgãos sem o risco de rejeição e mais rapidamente, uma vez que há pessoas que ficam anos numa lista de espera.

Concluo reafirmando que, desde que se desenvolva de uma forma segura e que sejam criadas leis que a regulem, todo e qualquer tipo de clonagem só trará benefícios à humanidade.

Miriam Colaço, 11ºC

imagens: daqui, daqui, daqui, daqui, daqui e daqui

Disponível para requisição na BE: Clonagem (2002), realização de John Rubin; National Geographic; DVD; localização: 57.CLO

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 O direito à morte sem sofrimento

A eutanásia deve ser legalizada, porque o desejo de morrer para acabar com o sofrimento deve ser respeitado e as pessoas têm o direito de morrer com dignidade

eutanásia 4Eutanásia é a prática pela qual se abrevia a vida de um doente incurável, de maneira controlada e assistida por um especialista. Em sentido amplo, é a morte sem sofrimento físico; em sentido estrito, é a ação de pôr termo voluntariamente e de forma indolor à vida de uma pessoa. Esta palavra deriva do grego euthanatos, onde eu significa “bom” e thanatos, significa “morte”. Traduzido como “boa morte”, o termo é sinónimo de morte pouco dolorosa.

Eu defendo a prática e legalização da eutanásia, pois esta permite evitar a dor e o sofrimento de pessoas em fase terminal e sem qualidade de vida. Na minha opinião, a eutanásia deveria ser legalizada, pois cada um de nós deveria ter o direito de decidir aquilo que pretende fazer com a sua vida. O Homem é proprietário do seu corpo, logo deveria ter liberdade de escolha, pois sabe melhor do que ninguém aquilo que deseja. No entanto, defendo que só o doente deve tomar essa decisão. E tem de ser uma decisão consciente e informada.

Quem condena a prática de eutanásia utiliza frequentemente o argumento religioso de que só Deus tem o direito de dar ou tirar a vida e, portanto, o médico não deve interferir nesse dom sagrado. No entanto, se Deus criou o Homem como um ser inteligente e livre ele devia, para além de ter o direito à vida, também ter o direito à morte. Assim, não lhe pode ser negado o direito de escolher a forma como quer morrer e o dia da sua morte. Outra ideia ainda a ter em conta é que, para os crentes, a vida na Terra é apenas uma passagem, logo a morte não é vista como um fim, mas sim como o início de uma vida melhor.

Relativamente ao facto da lei em Portugal não permitir a prática da eutanásia, através de vários estudos e sondagens realizados, verificou-se que grande parte da população gostava que aeutanasia lei fosse alterada. Por exemplo, Rui Nunes, sociólogo, efetuou um estudo muito interessante, ao escolher uma população com mais de 65 anos e sem doença terminal. Ou seja, escolheu uma faixa etária que por estar mais próxima do final da vida, está mais predisposta a pensar na morte. O estudo revelou que mais de 50% dos inquiridos defenderam a legalização da eutanásia.

Resta-me dizer que todos os anos ocorrem casos de eutanásia em vários países, seja ela ou não legalizada. Um caso muito conhecido foi o de Ramón Sampedro, que aos 26 anos ficou tetraplégico. Ele planeou a sua morte ao fim de 29 anos, depois de ter pedido autorização para morrer, e dos juízes espanhóis terem negado. A sua vida está retratada no filme Mar Adentro (*), onde afirma que “a vida assim não é digna para mim” e que “viver é um direito, não uma obrigação”.

Assim, posso concluir que a eutanásia deve ser legalizada, porque o desejo de morrer para acabar com o sofrimento deve ser respeitado e as pessoas têm o direito de morrer com dignidade.

Rita Pereira, 11ºC

A vida humana como um valor intrínseco

a expressão “direito de morrer” não passa de uma “máscara” que os defensores da eutanásia arranjaram para o termo “direito a morrer em paz”, pois todos nós iremos morrer e, por isso, não precisamos de nos encarregar disso

A eutanásia é um termo que deriva do grego “ευθανασία” e que significa “boa morte”, ou seja, é uma forma de terminar com a vida de um doente em fase terminal ou numa situação de saúde delicada, acabando com o seu sofrimento de uma forma controlada e assistida por um especialista.

eutanásia 3Eu defendo que a eutanásia não devia ser praticada porque a vida de uma pessoa é um direito e não deve, por isso, ser violada (independentemente da situação em causa).

Quem defende a eutanásia não vê a vida humana como um valor intrínseco pois, para si, a condição necessária para viver são as qualidades subjacentes à vida, como por exemplo a saúde e não a vida em si mesma. Apesar de se dever reduzir o sofrimento de uma pessoa ao máximo, matá-la é uma solução radical, pois existem tratamentos que podem ser administrados aos pacientes e que atenuam as suas dores, ainda que possam aproximar a hora da morte.

A prática da eutanásia também não pode ser justificada pela redução dos custos de saúde, devido ao facto de uma vida ter um valor muito superior e incomparável ao de qualquer quantia de dinheiro que se possa poupar. Esta prática também pode ser considerada uma solução fácil, cómoda e egoísta para resolver a situação por parte dos familiares do paciente, já que o seu dever seria ajudá-lo dando lhe amor, carinho e compaixão.

A única forma de morrer dignamente não é ter uma morte “fácil”, neste caso, pela prática da eutanásia. Por isso, a expressão “direito de morrer” não passa de uma “máscara” que os defensores da eutanásia arranjaram para o termo “direito a morrer em paz”, pois todos nós iremos morrer e, eutanasia 2por isso, não precisamos de nos encarregar disso.

Por outro lado, não sabemos até que ponto é que o estado de saúde de uma pessoa pode melhorar para que ela possa voltar a ter uma vida com condições mínimas. Portanto, ao retirarmos a vida a um doente podemos estar a retirar-lhe a hipótese de ele recuperar e voltar a ter uma vida decente.

Muitas vezes também acontece que os pacientes tomam a decisão de que querem que lhes seja aplicada a eutanásia, por influência dos médicos, familiares ou amigos, o que não é correto, pois estes deviam apoiar o paciente a ultrapassar a situação e não torna-la ainda pior (fora os casos em que a eutanásia é praticada sem o consentimento do doente).

Deste modo, defendo que a eutanásia não deve ser legalizada, pois caso isso aconteça, os casos de morte por eutanásia vão aumentar desmedidamente, porque as pessoas já não ponderarão tanto sobre o assunto, já que este é permitido por lei.

Gonçalo Rolo, 11ºC

 mar_adentro(*) Mar Adentro, de Alejandro Amenábar (2004), uma sugestão da autora a não perder.

Ilustrações dos textos daqui, daqui, daqui e daqui.

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No âmbito do Dia Mundial dos Direitos Humanos e na sequência do visionamento do filme sobre a sua história publicitado aqui no Bibli, alguns alunos do 11ºA, sob a orientação da professora Rosa Silva, registaram as suas próprias visões  sobre o tema, que agora se publicam.

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raNa minha opinião, apesar de existir uma Declaração Universal dos Direitos Humanos, ainda não há um total respeito pelos mesmos. Sabemos que os direitos humanos, tal como o nome indica, se dirigem a todos os Homens, sejam estes do sexo feminino ou masculino, negros ou brancos. Então, porque ainda se fazem tantas distinções em relação à sua “raça” ou em relação ao seu sexo?

Passo a citar o Artigo V: “Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante”. Há, diariamente, uma clara violação deste artigo, quando mulheres e filhos são espancados e, por vezes, assassinados pelos seus maridos e pais.

O Artigo I, em que é mencionado que “todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos”, também é constantemente desrespeitado. Quantas são as mulheres que recebem menos salário que um homem no mesmo cargo profissional? Quantos são os negros que ainda são vítimas de racismo, nos dias que correm? Quando se nasce “diferente” do que a sociedade declara como normal, é logo feita uma sentença: embora essa pessoa seja igual perante a lei, não o é aos olhos da sociedade.

No dia em que não houver discriminação, no dia em que não houver assassínios, no dia em que todos tivermos os mesmos direitos, e no dia em que ninguém seja tratado de forma cruel, nesse dia, orgulhar-me-ei em alterar a minha tese e dizer que há um total respeito pelos direitos humanos.

 Inês Cristina de Gouveia Bonito, 11ºA

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Atualmente, apesar de já ter existido, ao longo da história, uma grande evolução no cumprimento e no respeito pelos direitos humanos, estes continuam a não ser totalmente respeitados.

Segundo a Declaração dos Direitos Humanos, todos os indivíduos têm direito à vida, e, no entanto, esta cláusula não é cumprida. A prova disso é que continuam a Human-Rights-Violations-of-Prisoners-and-Arrested-Persons-in-Indiaser praticados crimes de homicídio e, mais grave ainda, continua a existir, no mundo atual, a pena de morte. Homens que tiram a vida a outros homens, não é um desrespeito pelos direitos humanos? Não há como negar!

Um dos direitos humanos é, também, que todos os seres humanos têm direito à saúde, e, apesar disso, ainda existem pessoas sem acesso a tratamentos. Por exemplo, em África há uma grande proliferação de doenças, muitas delas mortais, e não existem condições nos hospitais locais, para que as pessoas infetadas recebam o devido tratamento.

Nesta declaração, é ainda referido que todos os indivíduos têm direito à liberdade, mas existem ditaduras, ou, pelo menos, censura, em diversos países. Nos Estados Unidos da América, por exemplo, muitos programas, vídeos musicais, desenhos animados, entre outros, não são transmitidos na televisão, porque o governo não o permite. Isto é uma negação à liberdade de expressão, a que todos temos direito.

Por todas estas violações aos direitos humanos, penso que estes não são ainda totalmente respeitados, e temos muito a melhorar no que diz respeito a este assunto.

 Joana Vilar, 11ºA

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Num Mundo dotado de razão e consciência, seria expectável que o ideal comum fosse verdadeiramente universal e válido para qualquer povo de qualquer raça.

Contudo, creio firme e aterrorizadamente que isto não acontece; não existe um total respeito pelo outro ou pelos seus direitos.

 Será que alguma vez alguém se perguntou se os seus direitos estão a ser minuciosamente respeitados? E, se estão, será que os do próximo também estarão? Talvez o egoísmo do Homem não o deixe alcançar esta perspetiva de fraternidade.

human_rights_handsPergunto-me como é possível defendermos os direitos Humanos quando estamos, na verdade, a anulá-los. Parece algo contraditório e para o qual a resposta parece tudo menos simples.

Como é possível afirmar que a Constituição Universal dos Direitos Humanos é vigente, quando nesta, se defende o direito à vida e, no entanto, já é quase universal o direito ao aborto?

E se qualquer um tem direito ao trabalho, porque assistimos diariamente a pessoas menosprezadas, por serem demasiado velhas para arranjar emprego, mas, ao mesmo tempo, demasiado novas para terem acesso à reforma e a uma vida digna?

Se todos têm direito ao trabalho, não deveria importar a idade ou sexo, mas sim, a qualidade do serviço prestado.

Quando analisamos os artigos primeiro e terceiro da Declaração, estes também não parecem encontrar-se em conformidade com a realidade. Se, nestes, são defendidos os mesmos direitos, independentemente do sexo ou religião, porque continuamos a excluir os homossexuais, da sociedade, e a retirar-lhes privilégios, tais como casamento e adoção?

Por isto, acho importante apelar à consciência de todos, quanto aos direitos humanos, ao que estes significam e se estão realmente em conformidade com a realidade.

Vera Duarte,  11.ºA

imagens daqui, daqui e daqui

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