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Archive for Janeiro, 2015

Já estão disponíveis na BE, para requisição, as mais recentes aquisições de filmes de ficção em DVD:

  • 12 anos escravo
  • 127 horas
  • 1941 ano louco em Hollywood
  • A Gaiola Dourada
  • A guerra do fogo
  • A lancheira
  • A rapariga que roubava livros
  • A residência espanhola
  • Apocalypse Now
  • As ondas de Abril
  • As vantagens de ser invisível
  • Bom dia Vietname
  • Casablanca
  • Encontro de irmãos: Rain Man
  • Filomena
  • Forrest Gump
  • Getúlio: Últimos dias de um presidente
  • Grand Budapest Hotel
  • Mistérios de Lisboa
  • O clube de Dallas
  • O clube dos Poetas mortos
  • O Hobbit: A desolação de Smaug
  • O homem duplicado
  • O Lobo de Wall Street
  • O Mordomo
  • Os homens do presidente
  • Os Maias
  • Os Miseráveis
  • Por quem os sinos dobram
  • Que mal fiz eu a Deus? Bem vindos à família Verneuil

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Está decorrer, no átrio do Pavilhão A, patrocinada pela vereação da cultura da CMA e organizada pela nossa colega Fátima Campos, uma pequena exposição de 8 painéis sobre a história do nosso concelho. Apesar de não ocuparem muito espaço, os painéis oferecem no entanto uma síntese bem conseguida do que foi o nosso concelho desde a Idade Média até à atualidade e têm suscitado a curiosidade de quem passa.

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clique para saber mais

E a próposito destes tempos, que não podemos nunca esquecer, estão disponíveis na BE, entre outros:

  • LEVI, Primo (2002), Se isto é um homem, col. Mil folhas, Público – localização: 821.1/.9.LEV
  • LOSA, Ilse (1987), O Mundo em que Vivi, Afrontamento, 20ª ed. – localização:821.1/.9.LOS
  • KERR, Judith (1992), Quando Hitler me roubou o coelho cor-de-rosa, Caminho Jovens – localização: 0875.5. KER
  • BOYNE, John (2009), O rapaz do pijama às riscas, ASA, 6ªed. – localização: 821.1/.9 BOY
  • FRANK, Anne (2000), Diário de Anne Frank, Livros do Brasil – localização: 0875.5. FRA

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Já estão expostas no escaparate da entrada da BE as últimas novidades em livro prontas para serem levadas pelos nossos leitores – de facto, alguns dos livros nem chegaram ao escaparate, pois alguns leitores mais ávidos requisitaram-nos nada mais serem catalogados. Seguem-se então a lista dos livros e muito em breve publicaremos a dos filmes.

  • BOWEN, James – O mundo segundo Bob: A continuação do bestseller “A minha história com Bob”. 1ª ed.: Porto Editora, 2013.
  • BOWEN, James – Um presente do Bob: Como um gato nos pode ensinar o verdadeiro sentido do Natal. 1ª ed.: Porto Editora, 2014.
  • BRONTË, Charlotte – Jane Eyre. 1ª ed.: Civilização Editora, 2012.
  • BRONTË, Emily – O monte dos vendavais. 2ª ed.. , 2012.
  • CARTER, Ally – As miúdas de Gallagher: Quem vê caras não vê espiões. 1ª ed., 2014.
  • CASACA, Ana – Viagem ao fim do coração. 1ª ed.: Guerra e paz/Clube do livro SIC, 2014.
  • CAST, P. C. – Desejada. 1ª ed.: ASA, 2012.
  • CAST, P. C. – Divina por engano: Quem diria que ser divina é tão complicado?. 1ª ed.: Saída de Emergência, 2013.
  • CAST, P. C. – Divina. 1ª ed.: ASA, 2014.
  • CAST, P. C. – Iluminada. 1ª ed.: ASA – 1001 Mundos, 2013.
  • COELHO, Paulo – Maktub. 3ª ed.: Pergaminho, 2003.
  • DOCTOROW, Cory – Little Brother: O futuro já começou. Editorial Presença, 1ª ed.. Lisboa, 2011.
  • GREEN, John – À procura de Alaska: Primeiro amigo, primeiro amor, últimas palavras. 6ª ed: ASA, 2014.
  • HOLDEN, Wendy – Haatchi & Little B: A história verdadeira e inspiradora de um menino e do seu cão. 3ª ed.: Quinta Essência, 2014.
  • KAMPUSCH, Natascha – 3096 Dias. 1ª ed.. Lisboa, 2011.
  • LEWIS, C. S. – O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa. 17ª ed.: Editorial Presença, 2011.
  • LOPES, Baltasar – Chiquinho. Vega, 2ª ed.. Lisboa, 2014.
  • MÁRAI, Sándor – As velas ardem até ao fim. 26ª ed.: D. Quixote, 2014.
  • MUCHAMORE, Robert – A Evasão. 1ª ed.. Porto: Porto Editora, 2014.
  • MUCHAMORE, Robert – Gangues. 1ª ed.. Porto: Porto Editora, 2012.
  • MUCHAMORE, Robert – Lobos Cinzentos. 1ª ed., Porto: Porto Editora, 2014.
  • MUCHAMORE, Robert – Vingança. 1ª ed.: Porto Editora, 2014.
  • PEIXOTO, José Luis – Galveias. 1ª ed.: Quetzal Editores, 2014.
  • POSTEGUILLO, Santiago – A vida secreta dos livros: Os segredos por trás da criação dos grandes clássicos da literatura. 1ª ed.: Clube do Autor, SA, 2014.
  • ROTH, Veronica – Convergente: A tua escolha vai definir-te. 1ª ed.: Porto Editora, 2014.
  • ROTH, Veronica – Divergente: o que te faz diferente torna-te perigoso. 1ª ed.: Porto Editora, 2014.
  • ROTH, Veronica – Insurgente: A tua escolha pode destruir-te. 1ª ed.: Porto Editora, 2014.
  • SÁ-CARNEIRO, Mário de – Indícios de oiro. 1ª ed.. : Guimarães Editora, 2009.
  • SALGUEIRO, Francisco – O fim da inocência: Diário secreto de uma adolescente portuguesa. 11ª ed.: Oficina do livro, 2014.
  • SANTOS, José Rodrigues – A chave de Salomão. 6ª ed.: Gradiva, 2014.
  • SARAMAGO, José – Alabardas. 1ª ed., Porto Editora: 2014.
  • SPARKS, Nicholas – Um homem com sorte. 23ª ed.: Editorial Presença, 2014.
  • TOWNSEND, Sue – Adrian Mole – Os anos do cappuccino. 5ª ed.. Lisboa: Editorial Presença, 2014.
  • TRANSTRÖMER, Tomas – 50 Poemas. 1ª ed.: Relógio D’Água, 2012.

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CIDADANIA

clique para aceder aos recursos

À semelhança do ano anterior, agora alargado a todo o agrupamento, irá ser lecionado neste 2º. Período, na disciplina de Cidadania do 7ºAno, o módulo de Boas Práticas na Internet.

Temas como o plágio, por contraposição à partilha e citação; a livre expressão da criatividade, por contraposição ao excesso de exposição da intimidade; a cortesia e o respeito pelos outros por oposição à falta de educação e até ao cyberbullying; assim como o perigo de fraudes e outros perigos que advêm de um uso menos avisado e responsável da rede deverão ser abordados pelos professores que lecionam essas disciplinas.

Um guião curricular e novos materiais foram acrescentados à biblioteca já existente, que constitui um  pequeno centro de recursos ao dispor dos professores para operacionalização das suas atividades, de acordo com os seus estilos e modelos letivos e as características de cada grupo-turma.

Fernando Rebelo (PB)

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O nosso Galinheiro

O desenho é o resultado da nossa vontade em representar tudo aquilo que nos rodeia e o que nos sensibiliza, quando queremos transmitir algo, uma ideia ou uma mensagem. É a maneira de ver, de uma forma diferente, uma realidade. Saber desenhar é, principalmente, uma questão de prática e de observação.

Existem muitas técnicas para desenhar: desde o lápis de grafite, carvão, lápis de cor, lápis de cera, pastel, marcadores, esferográficas, canetas de aparo, pincel, etc.

No lápis de grafite, existe o material que faz o risco que é o grafite.

O grafite é graduado do tipo duro (designado por H) ao tipo macio (designado por B). As variações vão do 6H, passando por H HB F, até 6B.

A mina dura permite um traço leve e fino, bom para um desenho mais rigoroso.

A mina macia permite um traço escuro e largo, bom para um desenho expressivo.

O Círculo Cromático

O círculo indica:

  1. As cores primárias estão no centro em formato de triângulo e são o azul cien, o magenta e o amarelo;
  2. As cores secundárias estão dentro do formato de hexágono e são o violeta, o laranja e o verde;
  3. As cores terciárias estão no círculo externo e são todas as outras cores.

Então, misturar todas as cores dá branco ou dá preto?

Esta é uma pergunta mesmo difícil…

Podemos encontrar a explicação científica mas a resposta a esta pergunta não é uma só!

Depende se estamos a falar de uma mistura de luzes ou de uma mistura de pigmentos…

Resumindo, a explicação mais simples é:

– A adição de todas as luzes resulta na luz branca.

– A adição de todos os pigmentos coloridos resulta na cor preta.

Natal Comunidade Vida e Paz 2014

Para a decoração da 26ª Festa de Natal com as Pessoas sem Abrigo os alunos do 8º A, 8º B, 8º C, 8º D e 8º E da Escola Secundária Daniel Sampaio executaram círculos cromáticos subordinados ao tema da festa “365 Dias em Dádiva” onde a técnica plástica mais utilizada foi a pintura, com o mote dos conteúdos programáticos da cor. As cores dominantes foram as cores básicas e secundárias: Amarelo, Azul Cyen, Magenta, Verde, Laranja e Violeta. Os alunos do 8º F (Percursos Curriculares Alternativos) executaram a faixa do tema para o salão principal da festa.

Links da RTP com a cobertura televisiva da Festa de Natal 2014:

Soledade Estribio (professora)

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M.C. Escher

M.C. Escher

“Quando olho para mim não me percebo…”! Este excerto (do poema “Quando olho para mim não me percebo”) define de uma forma geral, a complexa vida e experiência de Fernando Pessoa. Nascido num século marcado pela mudança, Pessoa foi alvo de vários obstáculos, através dos quais se fortaleceu, no entanto apenas em questões extrínsecas a si. Será que foi por esta razão, a preocupação pelo outro, que o levou a não encontrar-se, a não definir-se?

O “enigma do ser” tem então um forte peso na mente deste poeta, impossibilitando que este consiga viver a vida. Assim, num tom de ansiedade, como que numa necessidade de afeto, cria em si, para resolver este problema, várias entidades, os heterónimos, uma vez que “…Ser um é cadeia/Ser um é não ser…”[1]. Ter-se-ia acabado a incerteza da sua identidade?

Em um dos seus poemas, intitulado “Não sei quantas almas tenho”, existem excertos que nos transmitem a ideia da perduração da questão do “eu”, como por exemplo “Continuamente me estranho”, “Torno-me eles e não eu”. O primeiro mostra-nos que Pessoa apesar de se ter fragmentado, não conseguiu encontrar-se, tendo ficado preso num caminho sem retorno. O último verso é muito importante pois transmite a ideia de uma ciclicidade e de uma impossibilidade: É ele que se define, ou são os seus heterónimos?

O contínuo pensar desta ideia, fez com que Pessoa, continuasse “preso” em si. A conceptualização de heterónimos criou em Pessoa uma ciclicidade de criação: Pessoa enquanto criador dos heterónimos, mas estes enquanto moldadores da vida de Pessoa. Existe assim um influência mútua de ambas as partes, que consequentemente leva ao desenvolvimento do poeta.

Na imagem podemos encontrar retratado o que foi anteriormente referido. Podemos visualizar duas mãos, onde uma delas poderá representar Fernando Pessoa, e a outra, os heterónimos criados. Assim enquanto uma esboça os heterónimos, a outra complementa o criador. Para além disso podemos atribuir ao cinzento da imagem, o significado da restrição, do não avanço pessoal.

É irónico se pensarmos que apesar de Pessoa não conseguir saber quem é, este é capaz de, detalhadamente, criar uma vida para cada “vontade” sua, ou seja, para um Alberto Caeiro, um Ricardo Reis, um Álvaro de Campos, não se questionando sobre essas.

Chega-se assim à conclusão, que Pessoa ao procurar a sua identidade, perde-a, uma vez que este acaba por estilhaçar a sua alma, que nunca poderá ser recuperada, (“…Partiu-se o espelho mágico em que me revia idêntico,/E em cada fragmento fatídico vejo só um bocado de mim…”[2]).

Tiago Coelho, 12ºA

[1] Poema: Sou um evadido – Fernando Pessoa

[2] Poema: Lisbon Revisited  – Álvaro de Campos

Imagem daqui

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GROGAN, J. (2006), Marley & Eu , A Vida e o Amor do Pior Cão do Mundo, Casa das Letras

Conta a história de John e Jenny, um casal recentemente casado. Antes de tentarem ter filhos, decidem adotar um cão, que batizam como Marley. Marley parece ser o cão ideal, mas na verdade, ele é “o pior cão do mundo”. O seu maior medo é das trovoadas.

A obra é bastante divertida, tendo momentos em que toda a gente ri, mas também tem os seus momentos tristes. A obra apresenta alguma cultura geral, falando sobre o clima da Florida e da Pensilvânia, e as diferentes espécies e labrador. […]

No geral é bastante boa. Aconselho a sua leitura. Tal como o jornal “The Wall Street Journal” diz: “Não se precisa de gostar de cães para ler este livro.”

Gabriela Godinho, 8ºD

ACulpaDasEstrelas

GREEN, J. (2012), A culpa é das estrelas, Asa – disponível na BE: 821.1/.9. GRE

Esta obra […] relata a vida de dois adolescentes, Hazel Grace e Augustus Waters, que se apaixonam, apesar das suas incapacidades.

Um romance cativante e inovador, que atrai todas as idades, fácil de ler e que nos surpreende com duas perspetivas diferentes da vida. O habitual final cor-de-rosa não se encontra nesta obra, o que a torna especial e inovadora.

Boa história, bem escrita e inovadora. São estas as três características que podemos encontrar nesta magnífica obra de John Green. Uma história que pode causar impacto na vida de uma pessoa. Para sempre.

Joana Cardoso, 8.º D

 

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SITTENFELD, C. (2008), Preliminar – os altos e baixos de Lee Fiora, Record, Brasil

O livro fala de uma rapariga da classe média baixa de South Bend, Indiana, que entrou como bolsista para a escola Ault, um internato de pessoas ricas, perto de Boston. O livro conta toda a adolescência e amadurecimento de Lee Fiora, a maneira como ela cresceu psicologicamente, deixando muitos dos seus medos e enfrentando os seus obstáculos.

Acho este livro muito interessante, pois pode-se observar a maneira como  as pessoas mudam o comportamento e tendências ao longo da adolescência, vendo os pensamentos de Lee, os seus medos, receios e opiniões, que evidenciam a discriminação social e racial existente aquela comunidade.

A única coisa de que gostei menos foi a questão da tradução de inglês para português do Brasil, o que tornou a compreensão do texto mais difícil.

Em geral, achei que é um ótimo livro. Dou-lhe uma pontuação de quatro estrelas.

Sofia Bártolo, 8.º D

(Textos enviados pela professora Rosa Silva no âmbito do projeto de Portefólio de Leituras dos alunos)

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No mês de dezembro a Disney recebeu um belo presente pois o seu primeiro filme natalício, Empty Socks de 1927 que se julgava perdido, foi encontrado no arquivo da biblioteca norueguesa de Mo i Rana, na região do Círculo Polar Ártico.

Quanto a estreias, o período está sempre associado a filmes de animação para toda a família e este ano não foi exceção com os divertidos Os pinguins de Madagascar de Eric Darnell e Simon J.Smith, Big Hero 6 – os novos heróis de Chris Williams e Don Hall e a produção portuguesa sobre a importância da reciclagem Papel de Natal de José Miguel Ribeiro. A fantasia e aventura de O Hobbit : a batalha dos cinco exércitos de Peter Jackson pode ser, igualmente, enquadrada no espírito da época. No conjunto de estreias realce para algumas obras de suspense e drama além do excelente documentário sobre a trágica realidade na Síria Água prateada – um auto-retrato da Síria de Ossama Mohammed e Wiam Bedirxam, vencedor de melhor filme nesta categoria no London Filme Festival.

A China atual é apresentada de forma cruel no intrigante filme de crime e mistério Carvão negro, gelo fino de Yi`nam Diao vencedor, no festival de Berlim do Urso de ouro para melhor filme e do Urso de prata para melhor ator. David Cronenberg em Mapas para as estrelas, a partir de dados biográficos do argumentista Bruce Wagner, apresenta uma sátira negra sobre a indústria cinematográfica de Hollywood demonstrando a falta da caráter dos vários indivíduos que a compõem. Do Canadá chega um drama comovente e perturbante sobre a relação de amor entre mãe e filho no premiado Mamã de Xavier Nolan. A linguagem do coração de Jean – Pierre Améris apresenta um enredo baseado em factos verídicos que demonstra a importância da força do amor na superação das dificuldades. A adaptação da vida do excêntrico pintor inglês do século XIX, William Turner, valeu a Timothy Spall o galardão para melhor interpretação nos prémios de cinema europeu ao encarnar aquela personagem em Mr. Turner de Mike Leigh.

Na cidade de Riga, Letónia, decorreu a cerimónia de entrega dos prémios do cinema europeu, uma forma de valorizar e incentivar a produção cinematográfica europeia sendo que o filme polaco Ida de Pawel Pawlikowski foi o grande vencedor arrecadando cinco galardões entre os quais o de melhor filme.

Com o início do novo ano, começa a corrida para a 87ª edição dos prémios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood que se realizará em 22 fevereiro sendo que as várias nomeações aos ambicionados Óscares serão conhecidas no próximo dia 15 Janeiro. Esperemos que a cerrada disputa contribua para o reconhecimento de obras de qualidade no mundo de sonhos do cinema.

Luísa Oliveira

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Damos início às publicações de 2015 com um texto de opinião do nosso colega Carlos Sant’Ovaia, que serve igualmente de lançamento da nossa próxima sondagem – O ranking das escolas reflete a qualidade do seu ensino e das aprendizagens dos seus alunos?

Esperamos assim contar com a opinião dos nossos leitores, na sequência do convite à reflexão sobre o tema,  feito pelo autor do artigo, seja o resultado dessa reflexão consonante ou não com a posição que defende.

Fernando Rebelo

standardized-testingCerca de vinte anos após a sua abolição, no agitado contexto que envolveu as escolas no período pós 25 de Abril, os exames regressaram à agenda da educação, de forma tímida mas persistente. Apresentados como a panaceia para o apregoado défice de conhecimentos disponibilizados pela escola aos jovens que a frequentam, os exames foram granjeando a simpatia e o apoio de um número significativo de opinion makers, acabando por consagrar o seu regresso em 1993, através de um esconso despacho ministerial (Despacho Normativo 338/93, de 21 de outubro).

A centralidade dos exames, enquanto instrumento de regulação da ação educativa, conheceu contudo uma nova dimensão com o início da publicação do ranking das escolas.rankings

O acesso aos resultados dos exames nacionais tornou-se possível em agosto de 2001, com a disponibilização à imprensa dos dados relativos aos resultados dos exames nacionais pelo Ministério de Educação, então dirigido pelo ministro Júlio Pedrosa.

Tratou-se de uma decisão polémica, criticada por muitos, sobretudo professores mas também académicos, que nela temiam as consequências para as escolas de uma informação descontextualizada junto do público e, concretamente, dos encarregados de educação; mas aplaudida por outros, com destaque para a coligação de interesses entretanto formada em torno do então diretor do jornal Público – José Manuel Fernandes – que vinha pugnando, há largos meses, pelo que considerava ser o direito público de acesso aos dados. Foi este jornal quem primeiramente promoveu a produção do ranking das escolas, mantendo-a regularmente desde então.

Os argumentos pró-divulgação dos resultados dos exames eram, sinteticamente, os seguintes:

  • Representam a transparência do sistema educativo;
  • Permitem a troca de experiências: aprender com os bons exemplos e evitar os maus;
  • Disponibilizam aos pais informações úteis para optarem pela escola onde colocar os seus filhos;
  • Estimulam a concorrência entre escolas, o que constitui um fator de melhoria de cada uma delas;
  • Fornecem dados que permitem decisões e ações orientadas para uma maior qualidade do ensino.

Esta sinopse argumentativa evidencia bem os fundamentos e os objetivos que lhe estão subjacentes. Com efeito, a generalidade dos argumentos esgrimidos em favor da divulgação dos resultados dos exames, e dos rankings das escolas que os mesmos suportam, visou (e visa) sobretudo introduzir (e manter) mecanismos de mercado na oferta educativa, fomentando a concorrência com o propósito de instituir a livre escolha das escolas (privadas ou públicas) pelos encarregados de educação.

tumblr_m3xc85azi71qkaoroo1_500Nas palavras do já referido José Manuel Fernandes, “mais do que dar respostas – qual é a melhor ou a pior escola do país? – o trabalho que hoje [27/8/2001-primeira edição dos rankings] editamos deve levar-nos a interrogações: Porque é que numa mesma escola, com os mesmos alunos, há excelentes prestações numas disciplinas e péssimas noutras? Porque é que escolas que são vizinhas e tem condições semelhantes, obtêm por vezes resultados tão diferentes?” (Fernandes, 2001), interrogava o jornalista em jeito de introito à pergunta basilar da coligação de interesses a que conferia visibilidade: “Porque será que, havendo na minha área de residência uma escola que obtém melhores resultados do que a minha, o ministério não me dá possibilidade de escolher?” (idem).

A criação de normas-padrão e provas de avaliação a nível nacional mostraram-se igualmente fundamentais na implementação de “duas peças fundamentais para a reforma educativa: a prestação de contas (accountability) e a competição entre escolas”, ao mesmo tempo que se mostraram instrumentais na “reorganização dos currículos em função do mercado de trabalho” (Afonso, 2002,  p.114).

O referido autor afirma ainda que a “avaliação estandardizada criterial com publicitação de resultados (…) permite evidenciar, (…) o já designado paradoxo do ‘Estado neoliberal’”: por um lado, o Estado quer controlar mais de perto os resultados escolares e educacionais (tornando-se assim mais Estado, Estado-avaliador) mas, por outro lado, tem que partilhar esse escrutínio com os pais e outros «clientes» ou «consumidores» da educação (… tornando-se mais mercado e menos Estado). Produz-se assim um mecanismo de quase-mercado”.(idem, p.122).imagem

Neste contexto, os exames nacionais, amplificados pelos rankings, concorrem para a regulação de estratégias e práticas educativas, conformando-as às consideradas mais eficazes para os resultados. Numa investigação efetuada junto de docentes do ensino secundário, Maria Benedita Melo constatou que o ranking “alterou em 22,4% dos inquiridos as práticas profissionais quotidianas (…), 37,5% por cento dos docentes que inquiriu afirmaram que “os rankings levaram à adoção de estratégias específicas que permitissem (…) melhorar os resultados obtidos nos exames de 12º ano” (Melo, 2009).

De facto, apesar da posição geralmente crítica com que questionam os critérios da sua elaboração, estudos recentes sustentam que as lideranças escolares e os docentes se preocupam com os rankings, sobretudo com a imagem das escolas que os mesmos transmitem e com a sua própria imagem enquanto professores (Melo, 2007a). Tal facto pressiona-os no sentido alterarem opções pedagógicas e critérios de avaliação com vista a obterem dos seus alunos melhores resultados nos exames, privilegiando por vezes a eficácia em detrimento da eficiência.

tumblr_m81ucz4wlX1qkaoroo1_500A pressão efetuada sobre as escolas encontra-se também patente na dependência entre o crédito horário que lhes é concedido para atividades e projetos próprios e os resultados obtidos pelos respetivos alunos dos exames nacionais, fixada, primeiramente, no Despacho Normativo 13A/2012 de 5 de junho. O critério definido nesse normativo compreende vários fatores e indicadores, um dos quais, o EFI (Indicador de Eficácia Educativa), remete, com uma clareza sem precedentes, para os resultados da avaliação interna e externa, ou seja, a que é protagonizada pelos professores e a que resulta dos resultados obtidos pelos alunos nos exames nacionais. O crédito horário a conceder a cada escola varia, assim, em resultado da aplicação de fórmulas de cálculo que têm em conta a média dos resultados obtidos pelos alunos internos nos exames nacionais, a comparação entre as Classificações Internas Finais (CIF) e as obtidas nos exames nacionais (CE) e ainda a comparação entre as classificações obtidas nos exames num ano letivo com as obtidas nos exames do ano letivo anterior.

Embora de forma não exclusiva, a dependência direta entre os recursos a disponibilizar às escolas e os resultados dos exames vem adicionar ainda mais pressão sobre responsáveis escolares e docentes, no sentido de organizarem o ensino tendo em conta o que releva para os exames e alinharem a sua avaliação pela bitola utilizada nos mesmos. Em consequência, o trabalho docente baseado em práticas letivas estimuladoras do espírito crítico, da criatividade, da capacidade de iniciativa, da cooperação e da responsabilidade, competências que não são suscetíveis de avaliação nos exames nacionais, têm vindo a perder valor de ponderação em favor da avaliação essencialmente cognitiva de caráter sumativo, concretizadas através de testes escritos elaborados à imagem e semelhança dos exames.all-class-testing-pic

Melo (2007b) recolheu evidências de que, na sequência da reposição nos exames nacionais, a maioria dos docentes com responsabilidade pela lecionação de disciplinas que vão ser sujeitas a exame nacional, elegem como estratégia pedagógica preferencial “a que traduz uma lógica de ensino-aprendizagem mais “mecanizada”: lecionarem o programa dando mais relevância às matérias que poderão sair no exame e treinando os alunos, (…) a saber responder a testes cujos enunciados são idênticos aos exames (…)” (p.322).

O reforço letivo nas disciplinas de exame, a criação de gabinetes de apoio aos exames e a atribuição dos horários nos anos de exame a professores experimentados no treino para essas provas, são exemplos de medidas adotadas nas escolas com o mesmo objetivo.

2314376313Outras, porém, têm vindo a ser tomadas, com consequências porventura mais profundas. É o caso da seleção dos alunos que serão propostos a exame pelas escolas – alunos internos. Perante uma previsível prestação menos favorável nos exames de uma determinada disciplina, os alunos são reprovados na avaliação de frequência ou “aconselhados” a anularem a matrícula na disciplina em causa, propondo-se ao exame como alunos externos, não computando as suas notas de exame para a estatística dos resultados da escola.

A redução (ou mesmo anulação) da componente comportamental na formação das classificações doshigh-stakes-testing alunos, em benefício do peso da componente cognitiva, constitui uma outra consequência direta da relevância crescente dos exames. De facto, se a diferença entre a classificação interna (CIF – classificação interna) e a classificação externa (CE – classificação do exame) constitui um dos fatores determinantes da atribuição de maior ou menos crédito horário às escolas e se essa mesma diferença é evidenciada nos rankings, a escola tenderá a menosprezar a componente comportamental na avaliação e classificação dos alunos, esquecendo que essa é uma importante componente da formação integral dos indivíduos, que deve ser igualmente avaliada e classificada, para se centrar na componente estritamente cognitiva que constitui a única avaliada nos exames.

fig_transtorno1Uma outra estratégia que tem vindo a fazer percurso em muitas escolas, está relacionada com o early tracking of students, recentemente preconizada ao mais alto nível por responsáveis do Ministério da Educação. Embora ainda não oficialmente enquadrada, esta estratégia tem sido seguida oficiosamente em algumas escolas, através da orientação dos alunos para as chamadas ofertas não regulares, como os CEFs – Cursos de Educação e Formação – e os Cursos Profissionais. Sob o argumento da diversificação da oferta educativa, este encaminhamento precoce configura na realidade um exercício de seletividade social, através do qual a escola (fundamentalmente a escola pública) se demite da sua missão inclusiva, segregando em vez de apoiar, reproduzindo dessa forma as desigualdades sociais que supostamente deveria corrigir.

O próprio relacionamento entre professores de disciplinas sujeitas a exame e os professores das restantes disciplinas revelam tensões decorrentes da pressão dos exames. Queixas de que as disciplinas não sujeitas a exame fazem “perder tempo” excessivo aos alunos, desviando-os do que “realmente importa, começam a ouvir-se com alguma frequência. A este propósito, a diminuição da carga letiva semanal imposta a algumas disciplinas do currículo, designadamente as de opção no 12º ano, ou a irrelevância para a média final das notas obtidas na disciplina de Educação Física, no ensino secundário, constituem exemplos da despromoção a que foram votados pelo ministério saberes e competências fundamentais à formação integral dos alunos.

Do que fica dito, pode retirar-se que a importância adquirida pelos exames, enquanto expressão de um fenómeno mais vasto emergente a nívelBLG_tests_reg20120816-17262-1l7grj internacional, nas últimas décadas, no campo da educação – o testing-, vai muito além do que pontuar a espaços o percurso académico dos alunos, como mais um (entre outros) instrumento de avaliação, embora de âmbito externo e com propósitos de aferição. Na realidade, tal fenómeno tem impactos não desprezíveis ao nível do funcionamento das escolas, dos curricula, do trabalho docente e das competências e conhecimentos adquiridos pelos alunos, razões mais que suficientes para que, enquanto profissionais da educação, sobre ele lancemos uma reflexão crítica, própria de mulheres e homens do conhecimento que essencialmente somos.

Carlos Sant’Ovaia, dezembro 2014

Referências Bibliográficas:

  • Afonso, A. J. (2002). Políticas contemporâneas e avaliação educacional. In L.C. Lima & A. J. Afonso, Reformas da Educação Pública: Democratização, modernização, neoliberalismo (111-128). Porto: Edições Afrontamento.
  • Fernandes, J. M. (2001). Editorial. Público, 27/8/2001.
  • Melo, M. B. (2007a). Educação e mass media na modernidade: efeitos do ranking escolar em análise, In Vieira, M. M. Vieira (Org.). Escola, Jovens e Media (pp 67-94). Lisboa: ICS.
  • Melo, M. B. (2007b). Reflexões e Reflexividade Mediatizada: Os professores do Ensino Secundário e os Rankings Escolares, Tese de Doutoramento em Sociologia, Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, Lisboa.
  • Melo, M. B. (2009). Professores consideram que rankings originam “julgamento público negativo” sobre a classe. Entrevista a ‘A Página da Educação’, Edição nº 185, série II.

imagens: daqui, daqui, daqui, daqui, daqui, daqui, daqui e daqui

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(mais) Feliz 2015!

Valerie Drake Lesiak, via Pinzellades al Món

Valerie Drake Lesiak, via Pinzellades al Món

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