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Posts Tagged ‘Fantástico’

mmO que propomos aos nossos leitores para este mês de maio é uma visita aos mistérios das estantes da nossa biblioteca, cujos livros, agora revelados, oferecem, a quem os souber aproveitar, mundos de suspense e de emoção: segredos guardados desde há séculos, heróis que impedem a negra mão de conspirações globais de destruir a humanidade, fórmulas de deus e do diabo, surpreendentes revelações, ou as mais simples soluções para os mais complexos enigmas, aparentemente irresolúveis.

Desde o clássico mais clássico, de Agatha Christie e Conan Doyle, até ao já clássico português, bem mais moderno, de José Rodrigues dos Santos, é impossível não encontrar nestas estantes mistérios para todos os gostos para, por algumas horas, dias ou semanas, viver as aventuras que só existem nos livros, assistir aos filmes que só a nossa imaginação, transportada pelas palavras certas, consegue realizar: ler.

Fernando Rebelo

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Nasceu em Carvahall, uma aldeia de Alagaesia. Foi criado pelos tios e com um primo cerca de um ano mais velho. Aos 15 anos, descobre o ovo de dragão de Saphira. Com essa descoberta, Eragon passa a ser um cavaleiro do dragão, uma raça que já estava quase extinta devido ao rei tirano de nome Galbatorix. Viaja juntamente com Brom, contador de histórias e antigo cavaleiro do dragão, por Alagaesia, para fugirem do rei e dos seus servidores e para um dia o poderem matar. Eragon é ensinado por Brom a praticar magia, a falar  língua antiga, a conhecer os costumes dos cavaleiros do dragão, a arte de manejar a espada e como cuidar de um dragão. O seu tutor morre numa das batalhas com os servidores do rei. Eragon e Saphira continuam a sua viagem mudando o rumo para irem ter com os Varden, um povo rebelde contra Galbatorix. Esse povo habita nas Montanhas Beor. Eragon chega às Montanhas Beor, mais propriamente a Fathen Dûr – a grande montanha oca. É aí que as suas capacidades são postas à prova numa batalha contra o império. No final da batalha, Eragon é informado que tem de viajar para junto dos Elfos. Eragon parte então e, em Ellesméra – cidade élfica -, os seus conhecimentos são aprofundados. Assiste à celebração do juramento de sangue em que comemora, cada 100 anos, a paz alcançada com os dragões por parte dos elfos. Depois da celebração, Eragon vai para junto dos Varden que haviam começado a combater o Império. Luta com o Império e acaba por conseguir vencer o Rei Galbatorix. Como único cavaleiro de Alagaesia, fica a treinar os novos cavaleiros. Devido ao facto de Alagaesia não ter espaço para ele treinar os futuros cavaleiros, decide treinar fora de Alagaesia, algures para Este…

mapa de alagaesia

mapa de Alagaesia

A história de Eragon está inteiramente relacionada com as raças de Alagaesia. A principal razão da guerra com o rei são as diferenças entre as raças. Conto-vos agora a história das raças de Alagaesia! No início apenas existiam dragões. E durante muitos anos viveram sozinhos até que o Deus Helzvog criou os anões. Estas duas raças guerrearam bastante, durante muitos e muitos anos. Depois chegaram os Elfos e também guerrearam com os dragões. Um dia finalmente alcançam a paz: alguns ovos de dragões eram entregues aos elfos para que estes os chocassem e se tornassem cavaleiros do dragão. E foi assim que surgiram os cavaleiros do dragão. Depois, chegaram os humanos que também aderiram ao pacto entre dragões e elfos, tornando-se também eles cavaleiros do dragão. Atrás dos humanos vieram os Urgals e os Ra’zac. E durante muitos anos a paz reinou em Alagaesia. Os dragões são criaturas com capacidades mágicas. Os selvagens – aqueles que não têm um cavaleiro – habitavam o centro do Deserto de Hadarac. Os anões são uma raça que habita as montanhas Beor e que gosta imenso de terra e de rochas. Os Elfos são uma raça que pode usar magia e que habita na floresta de Du Weldenvarden. Os Humanos habitam por toda a Alagaesia e alguns membros desta raça podem usar magia. Os Urgals são uma raça sedenta de sangue e que adoram guerras. Os Ra’zac são criaturas que devoram carne humana e habitam em Helgrind (os portões da morte), uma montanha perto de Dras-Leona.

Eragon é caracterizado pelas outras personagens como sendo imaturo e infantil, como alguém que ainda tem muito que aprender. Ora disso todos temos um pouco. Nós não sabemos tudo e vamos aprendendo um pouco todos os dias. Eragon acabou por cair no meio de uma guerra entre Imperio e Varden que não foi ele que  causou, mas que é ele que tem de resolver. Com 15 anos, penso que seja normal ainda não se ter o discernimento para tomar as melhores decisões. Por isso, nesse aspeto, Eragon foi até bastante capaz de fazer o que lhe era pedido. Critico assim as críticas que as outras personagens fazem a Eragon.

O pormenor que mais me surpreendeu e que eu vou partilhá-lo convosco é a ligação entre Eragon e Saphira. Para se conseguir perceber esta relação, não se pode esquecer que nesta história os dragões são considerados como seres que pensam e têm sentimentos e não como meros animais (aliás, esse foi o erro dos elfos e dos anões e foi assim se começou a guerra entre eles e os dragões). Eragon e Saphira conseguem saber tudo o que o outro está a fazer. Eles partilham tudo – desde os sentimentos e emoções mais profundos até à mais simples ação, como comer, estejam a que distância estiverem um do outro!

Perguntei-me a mim mesmo: se Eragon tivesse vivido na nossa “humanidade”, em que período da história seria? Refleti um pouco (e por refletir não se entende nada mais do que pensar) sobre esta pergunta e conclui de imediato: na Idade Média! Muitos dos seus pensamentos e práticas são próprias dessa época da História. Esse pode ser um ponto em comum entre nós e Eragon. Claro que não podemos fazer comparações relativamente à magia pois eu penso que ninguém a saiba usar (era bom…). Assim, é claro que neste nível temos algo sem comparação possível connosco. A relação entre Eragon e Saphira é um tanto ou quanto parecida com a de um casal de namorados, sempre trocando mensagens e telefonemas para saber o que estão a fazer ou de uma mãe galinha com os seus filhos. As diferenças raciais, que também as encontramos na nossa realidade, constituiram um motivo de guerra para os nossos antepassados, apesar de muitas desses preconceitos já serem hoje postos em causa. Parece que o mesmo que se passou com os povos de Alagaesia. Diferenças quase ultrapassadas, pois houve alguém que lutou para que elas não fossem motivo de conflito: Eragon.

À semelhança do artigo anterior, este também vai terminar com algumas curiosidades sobre o ciclo Herança. Na versão filmada, 180 mil pessoas participaram nos castings para a personagem de Eragon. Os livros têm na capa 4 dragões: o primeiro é Saphira, um dragão azul; o segundo é Thorn, um dragão vermelho; o terceiro Glaedr, um dragão amarelo; o quarto é Firnen, um dragão verde. Paolini, além dos quatro livros que relatam a história de Eragon e seus amigos escreveu outro livro: Guia de Eragon para Alagaesia, um livro que fala da passagem de Eragon por Alagaesia, a terra inventada por Paolini.

“Que a boa sorte te acompanhe, Qua a paz habite o teu coração, E que as estrelas te protejam” (Expressão élfica de despedida)

Tiago Bernardino, 10ºF

Ilustração de Margarida Carvalho e imagem daqui

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Para dar as boas-vindas aos alunos recém chegados à escola, resolvemos fazer um escaparate com algumas das obras de maior êxito da nossa biblioteca, que tem “coisas” de amor, aventura, misteriosas e mesmo… horríveis. Aqui fica a primeira Estante deste ano letivo, já com resultados no terreno: mais de metade dos livros do escaparate já estão na companhia dos nossos leitores :).

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SALVATORE, R.A, Pátria – A Trilogia do Elfo Negro, editor:  Saída de Emergência, 1ª edição, Outubro de 2010

Era escura e tenebrosa a cidade de Menzoberranzan, criada por Lolth, a Rainha Aranha que dominava este mundo, que acolhera os elfos negros da superfície, elfos que não aguentavam a luz do sol e das estrelas, elfos que viviam para matar. Menzoberranzan fora criada para proteger os elfos negros, denominados drow, fora uma dádiva da malévola rainha. Afinal esta cidade não era uma cidade normal, era uma cidade construída por baixo da terra, onde a temperatura era amena e não existia luz solar, era uma cidade cheia de esconderijos secretos…

Dinin Do’Urden  ia montado no seu lagarto, os passos da sua montada eram silenciosos, pois trotava num passo leve, encaminhando o seu mestre ao seu destino. Dinin encontrou-se com Sem Rosto, um velho drow, mestre da academia de mágicos de Menzoberranzan. Dinin pediu-lhe que participasse numa missão secreta, oferecendo-lhe para tal uma recompensa.

Após a chegada de Dinin a sua casa, décima casa de Menzoberranzan – a casa Daermon N’a’shezbaernon, ou apenas Do’Urden – Matrona Malice, o patrono, as irmãs sacerdotisas, o Mestre de Armas e o Primeiro Rapaz da casa esperavam-no na sala de reuniões. Estes planeavam atacar a quinta casa – a casa De Vir. E assim o fizeram: atacaram-na durante a noite. Para tornar os feitiços das sacerdotisas mais fortes, Malice deu à luz a um drow de olhos cor de púrpura, com o objectivo de sacrificá-lo à Rainha Lolth. Porém o desaparecimento  do Primeiro Rapaz às mãos do próprio irmão, Dinin, mudou-lhe os planos: Malice já não podia sacrificar a criança e, com a queda da quinta casa, esta decidiu dar-lhe o nome de Drizzt – Drizzt Do’Urden.

Drizzt ficou ao encargo da sua irmã do meio, a sacerdotisa Vierna, que lhe ensinara ao longo dos anos que naquele mundo as fêmeas eram superiores e que nunca deveria desrespeitar nenhuma das suas decisões. Quando Drizzt cresceu, foi escolhido para ir para a academia de armas de Menzonberranzan, onde acabaria por ser treinado pelo seu verdadeiro pai, Zaknafein Do’Urden. Zak era o melhor guerreiro em toda a cidade, mas Drizzt, sangue do seu sangue, não lhe ficava atrás.

Após a ida de Drizzt para a academia, Zak ficara com receio de que ele mudasse. Tanto Zak como Drizzt tinham uma maneira diferente dos drow normais de ver o seu mundo – Zak e Drizzt achavam repugnantes todos os assassinatos, traições e castigos que estes impunham.

Drizzt voltou mas continuara igual a si mesmo, embora Zak ficasse inquieto, pois deixara de lhe ver o sorriso habitual. Drizzt pertencia agora às patrulhas de Menzanberranzan, protegendo a sua cidade de outras criaturas, juntamente com a sua pantera Guenhwyvar. Drizzt teve então como missão ir à superfície matar elfos brancos. Drizzt, contudo,  não conseguiu cumpri-la. Fitava  os olhos da criança elfo e via a sua agonia, por isso limitava-se a derrubá-la, cortar-lhe a roupa com as suas cimitarras e a cobri-la de sangue de outros elfos mortos pelos seus companheiros para lhe simular a morte.

Zaknafein desafiou então Drizzt para uma luta mortal, durante a qual Drizzt acabou por confessar que não tinha morto a criança.  Zak , feliz, contou-lhe  que era o seu verdadeiro pai. Porém,  Lolth ficou bastante desagradada com a traição de Drizzt e a Matrona sabia que tinha que fazer algo: sacrificar Drizzt. Mas Zak não deixou que tal acontecesse, sacrificando-se  para salvar o filho. Ele sabia que o filho era diferente, que Drizzt poderia levar uma vida diferente da sua, sabia que Drizzt poderia fugir daquele horroso lugar.

Quando Drizzt descobriu a morte do seu melhor amigo, do seu pai Zak, revoltou-se e disse, na sala de reuniões, que tudo o que os seus familiares pensavam sobre Lolth era uma farsa, todo aquele mundo era horrível e expos tudo aquilo que pensava, desrespeitando as fêmeas superiores e terminando o seu discurso ofuscando com uma bola de luz todos os que estavam presentes na sala.

Fugido da sua família, da sua cidade, do seu mundo, Drizzt estava agora sozinho, tendo apenas como melhor amiga a pantera e carregando os remorsos por não ter podido salvar o pai.

Aqui transcrevo o meu excerto preferido:

– Que lugar é este – perguntou baixinho ao felino – a que chamo lar? Esta é a minha gente, pela cor da pele e por herança, mas não sou familiar deles. Estão perdidos, e estarão para sempre. Quantos outros haverá como eu? Gostava de saber… – murmurou, olhando uma última vez. – Almas condenadas, como a de Zak. Pobre Zak. Faço isto por ele, Guenhwyvar; parto, quando ele não conseguiu partir. A vida dele foi a minha lição, um negro pergaminho rabiscado com preço pesado pago às promessas malignas da Matrona Malice.

– Adeus Zak! – gritou, com a voz erguendo-se num desafio final. – Meu pai… Consola-te sabendo, como eu sei, que da próxima vez que nos encontrarmos, numa vida depois desta, não será certamente no fogo infernal a que os nossos familiares estão condenados!

Trilogia do Elfo Negro

Gostei bastante deste livro porque sempre me deu prazer ler histórias de elfos, neste caso os drow, elfos negros. Cativou-me entrar num mundo que  desconhecia, ficar a saber como fora o passado do famoso herói Drizzt. É realmente um dos meus livros preferidos. Recomendo-o vivamente porque tem uma escrita de compreensão fácil, assim como também é fácil ficar envolvido na história e sentir aquilo que os personagens sentem. Aconselho mesmo a leitura do resto da trilogia ainda não editada totalmente em Portugal, no momento em que escrevo.

Patrícia Gonçalves, 11ºB

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Neste período realizaram-se dois festivais que, apesar dos cortes orçamentais, já têm lugar de destaque no calendário do cinéfilo. Na 31ª edição do Fantasporto foram apresentados 307 filmes oriundos de 25 países que contribuíram para o êxito de bilheteira.  Alguns  destes filmes tiveram  estreia comercial em Março. Os prémios principais foram atribuídos  ao thriller psicológico Two eyes staring do holandês Elbert Van Strien,  que ganhou o Grande Prémio e o de Melhor Argumento e A Serbian Film de Srdjan Spasojevic com o  Prémio Especial do Júri. Maria de Medeiros foi distinguida com Prémio de Carreira e Pedro Sena Nunes recebeu o  1º prémio do cinema português neste festival.

Outro evento importante foi a 10 ª edição da Monstra festival de Animação de Lisboa que decorreu de 21 a 27.  A Holanda foi o país convidado e, entre outras iniciativas, procedeu-se a  uma retrospectiva do cinema de animação dos estúdios japoneses Ghibli, e  a uma competição de escolas de todo o mundo com 85 curtas-metragens. No encerramento apresentou-se um filme de dez minutos, de vários autores nacionais, sobre a arte na Primeira República. Piercing 1 do realizador chinês Liu Jian, uma reflexão sobre a China atual, recebeu o Grande Prémio, O Mágico de Sylvain Chomet o Prémio do Público e Cozido à Portuguesa de Natália Andrade o prémio entre as obras portuguesas.

O dinâmico cinema de animação português é reconhecido mundialmente e a prova disso  é o facto  de quatro dos sete filmes a concurso de 6 a 1 de Junho no Festival Internacional de animação de Annecy, em França, pertencerem  à produtora Sardinha em Lata.

Outra notícia interessante foi o facto da curta-metragem Alfama de João Viana ter conquistado o Grande Prémio na 12º edição do Festival Internacional do filme de Aubagne, principal acontecimento mundial consagrado à relação do cinema com o som. Entre as obras oriundas de 29 países, o júri considerou Alfama “ a melhor criação sonora para uma curta-metragem, pela função estruturante do som na escrita do guião”.

Quanto às estreias, em Março houve géneros para todos os gostos embora, nem sempre, de  qualidade. Da amálgama de estreias, os destaques vão  para obras já laureadas:  o drama comovente tendo com base a doença de Alzheimer de Poesia do realizador sul-coreano Lee Chang-Dong– prémio do Melhor Argumento no Festival de Cannes ; a comtemplação de Mel de Semih  Kaplanoglu da Turquia que venceu o Urso de Ouro no festival de Berlim de 2010; Camino de Javier Fesser, drama espanhol inspirado numa história verídica que ganhou seis Goyas, incluindo o de melhor filme espanhol de 2008.

Também merecem destaque A tempestade de Julie Taymor, adaptação da obra homónima de William Shakespeare,  O tio Boonmee (que se lembra das suas vidas anteriores) de Apichatpong Weerassethkul Tailândia e a acção de A maldição do faraó – as aventuras de Adèle Blanc-Sec de Luc Besson, baseado numa famosa série de banda desenhada francesa.

As comédias, como é usual, marcaram grande presença: Tens a certeza? de James L. Brooks;  Igualdade de sexos de Nigel Cole;  o francês Potiche – minha rica mulherzinha de François Ozon; Rédea solta de Bobby e Peter Farrelly; O agente disfarçado: tal pai, tal filho; Copacabana de Marc Fitoussi; Micmacs – uma brilhante confusão de Jean-Pierre Jeunet e o hilariante Manhãs gloriosas de Roger Michell sobre o mundo  dos programas matinais  da televisão.

Também marcaram presença em Março os filmes de acção: Os agentes do destino de George Nolfi  –  thriller romântico baseado num conto de Philip K. Dick ; O Profissional de Simon West; Homens de negócios de John Wells, Época das bruxas de Dominic Sena, sobre um herói das Cruzadas e Guerreiros do Amanhã de Stuart Beattie, uma aventura da Austrália.

Os  apreciadores de ficção científica ou terror podem escolher entre Ritual de Mikael Hafstrom inspirado em factos reais  sobre exorcismo, Mutante de Vincenzo Natali ou o terror espanhol de O exorcismo de Manuel Carballo, Sou o número quatro de D. J.Caruso, Perigo à espreita de Antti Jokinen e ainda  Monsters – zona interdita, ficção de Gareth Edwards, e Sucker Punch- Mundo surreal de Zack Snyder.

Para entreter o público infantil tivemos Rango de Gore Verbinski, Zé Colmeia de Eric Brevig, Gnomeu e Julieta de Kelly Asbury animação  inspirado na peça de William Shakespeare, Alpha & Omega de Anthony Bell e Ben Gluck  e Winx Club 3D : a aventura magica de Iginio Straffi.

Registaram-se  ainda as estreias de E o tempo passa de Alberto Seixa Santos, Filme Socialismo de Jean-Luc Godard e Em último recurso de Baltasar Kormákur.

Por fim, documentários com algum interesse: Chelsea hotel de Abel Ferrara sobre o mais icónico hotel de Nova Yorque que enfrenta uma ameaça de despejo e Os 2 da (nova) vaga, de Emmanuel Laurent,  sobre os cineastas franceses François Truffaut e Jean-Luc Godard, fundadores do emblemático movimento cinematográfico  Nouvelle Vague.  Especialmente dirigido aos adolescentes  o musical Justin Bieber: never say never,   de Jon Chu sobre a ascensão do jovem ídolo que se tornou uma estrela no mundo da música .

De 1 a 10 Abril, no cinema São Jorge,  vai realizar-se a 5ª Mostra do Documentário Português Panorama, um género que  cada vez tem mais adeptos. Esta edição  vai centrar-se num período pós 25 Abril de 1974, conturbado mas saudoso para alguns, o PREC.

De 14 a 21 Abril realiza-se a 4º edição de 81|2 – Festa do Cinema Italiano cuja programação, em Lisboa, divide-se entre o cinema Monumental e o espaço Nimas. A partir desta data e até 8 Maio a festa continua em Coimbra, Porto e Funchal.

Luísa Oliveira

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Para os cinéfilos, Fevereiro é o mês  mais aguardado devido à atribuição dos ambicionados Óscares. E, para manter a tradição, começo por falar na 83º edição que decorreu no dia 27 de Fevereiro, com apresentação feita pelos actores Anne Hathaway e James Franco. A habitual noite de glamour não trouxe muita surpresas e o Discurso do rei continuou a sua caminhada triunfante, arrecadando quatro estatuetas: Melhor Filme, Melhor Realizador (Tom Hooper), Melhor Actor Principal (Colin Firth) e Melhor Argumento Original. Natalie Portman ganhou o prémio de Melhor Actriz Principal, e Cristian Bale e Melissa Leo foram considerados os Melhores Actores Secundários pelos papéis em The Figther – último round. Por seu turno,o filme dinamarquês In a better World de Susanne Bier foi considerado o Melhor Filme Estrangeiro. Grande desilusão para Indomável, o grande derrotado da noite, e destaque para A origem que ganhou quatro estatuetas nas categorias técnicas.

Mas os Óscares da Academia não podem eclipsar outros acontecimentos como o Festival de  Berlim  e os prémios Bafta, César e Goya. Assim, na 61ª edição do  Festival de Berlim foi apresentada uma retrospectiva integral da obra do criativo realizador sueco falecido em 2007, Ingmar Bergman. Curiosamente este realizador,  durante a sua longa carreira, ganhou três Óscares de Melhor Filme Estrangeiro. O Urso de Ouro para melhor filme foi para o iraniano Asghan Farhadi com a obra Nader and Semin – a Separation que também ganhou os Ursos de Prata para Melhores Actriz e Actor. A 64 ª edição dos Bafta, prémios da Academia de cinema britânico,  foi um reconhecimento do  Discurso do rei, que arrecadou sete estatuetas. Os Césares, prémios da Academia francesa de Cinema, galardoaram Os deuses e os homens de Xavier Beauvois com 3 prémios e o realizador Roman Polanski pelo filme  O escritor fantasma. Nos prémios Goya, Discurso do rei foi considerado o Melhor filme europeu e Javier Bardem foi premiado por Biutiful, tendo Pa Negre, de Agusti Villaronga,  arrecadado nove prémios.

Nas estreias do mês, houve a coincidência  de apresentação de filmes nomeados para os Óscares:  o emocionante  trilher psicológico Cisne Negro de Darren Aronofsky, com uma excelente representação de Natalie Portamn; o estupendo drama histórico e biográfico sobre o rei Jorge VI de Inglaterra em  Discurso do Rei de Tom Hooper, com uma magistral interpretação de Colin Firth; o brilhante Indomável dos irmãos Ethan e Joel Cohen,  um western  que tem sido um êxito de bilheteira e que é a nova adaptação da novela de Charles Portis, baseada num episódio verídico. Realce ainda para Jeff Bridges na personagem que valeu a John Wayne, em 1969, o Óscar de Melhor Actor em A velha raposa; o drama familiar ligado ao boxe em The Fightero último round de David O. Russel,  a partir da biografia de dois pugilistas irmãos, Dicky Ecklund e Micky Ward; a história de sobrevivência, 127 horas de Danny Boyle; o drama Despojos de inverno de Debra Granik, considerado um clássico do feminismo contemporâneo e Blue valentine – só tu e eu de Derek Cianfrance,  sobre as dificuldades da vida a dois.

Ainda outras estreias do mês: a comédia política  e testemunho jornalístico, CasinoJack –  O dinheiro dos outros de George Hickenbooper, com Kevin Spacey  na personagem de Jack Abramoff que esteve envolvido num escândalo de corrupção de vários funcionários do Congresso Americano durante a Administração de George W. Bush;  a comédia de acção Green Hornet de Michel Gondry, baseada numa personagem radiofónica dos anos 30 e numa série  televisiva dos anos 60;  a importância da  tenacidade em Secretariat de Randall Wallace, versão de um livro que relata a história verídica de Secretariat, um cavalo que se tornou o primeiro, em vinte e cinco anos, a vencer a Tríplice Coroa, e que continua a ser o único animal a figurar na lista dos 50 maiores atletas do século XX, tendo sido capa de inúmeras revistas desportivas; a comédia romântica Sexo sem compromisso de Ivan Reitman;  terror e  ficção científica  de 2008 em Outlander – a vingança Howard McCain;  O exército vermelho unido de Koji Wakamatsu, um documentário ficcional com imagens de arquivo, relatos e recriações sobre os métodos terroristas utilizados pelo fanático Exército Vermelho japonês; também do mesmo realizador, O bom soldado, um drama com acção na 2ª Guerra Mundial;  Budapeste de Walter Carvalho a partir da obra homónima de Chico Buarque de Hollanda;  Somewhere – Algures de Sofia Coppola ; a aventura de  Sanctum de Alister Grierson e O dilema de Ron Howard.

A curiosidade do mês foi o facto do realizador australiano Phillipe Mora  ter descoberto, em  Berlim, dois filmes em 3D, datados de 1936,  um período muito anterior à utilização desta técnica em Hollywood.

No plano nacional, assistiu-se à estreia do musical  As cobaias de Pedro Gil de Vasconcelos e à realização da 31ª edição do Fantasporto com inauguração oficial no dia 25 e que se prolonga até 6 Março. Nesta edição, a maioria dos filmes são de produção europeia com muitas antestreias mundiais. Duas das obras são protagonizadas pelo actor britânico, ícone do cinema fantástico, Cristopher Lee. O  Fantas, Festival Internacional de Cinema do Porto, pela sua vasta programação, continua a prestigiar o mundo do cinema.

Luísa Oliveira

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O Escritor fantasma, como já se previa, foi o grande vencedor dos Prémios do Cinema Europeu arrebatando seis estatuetas. O realizador Roman Polanski  agradeceu a distinção, por videoconferência, dado os problemas que vem enfrentando com a justiça americana. Nos restantes prémios, Sylvie Testud ganhou o de melhor actriz pela sua interpretação em Lourdes, o prémio Carlo di Palma para a melhor fotografia foi para Lebanon de Samuel Maoz , o de melhor montagem para Carlos de Olivier Assayas,  tendo O Mágico sido galardoado com o de melhor filme de animação.

Curioso é o  facto de Mistérios de Lisboa ter sido considerado o melhor filme de 2010 em França, pelo júri do prémio Louis Delluc, constituído  por um grupo de vinte personalidades e críticos do cinema francês. A RTP vai exibir o filme numa minisérie de  seis episódios. Ainda sobre o cinema português, a revista norte-americana New Yorker incluiu os filmes  O estranho caso de Angélica de Manoel de Oliveira, Aquele querido mês de Agosto de Miguel Gomes e Ne change rien de Pedro Costa na lista do Top 15.

O ano terminou com apresentação de duas preciosidades da cinematografia nacional, agora em formato digital. Assim, tivemos oportunidade de rever  Aniki Bóbó uma realização de 1942 do veterano Manoel de Oliveira e o documentário de 18 minutos Douro, faina Fluvial de 1929.

Mas como as festas natalícias são tradicionalmente  dirigidas ao público infantil, os filmes de animação dominaram as estreias do mês: Planeta adormecido de Manuel Abrantes, Lígia Ribeiro  e Luciano Ottani; Megamind de Tom McGrath; As aventuras de Sammy: a passagem secreta de Ben Stassen; a 50ª longa-metragem da Disney Entrelaçados de Byron Howard e Nathan Greno, o  belíssimo O Mágico de Sylvain Chomet, a partir de um argumento inédito de Jacques Tati, e  a magia das personagens de C.S. Lewis, que ganham vida em As crónicas de Nárnia: a viagem do caminheiro da Alvorada de Michael Apted. Também dirigida aos jovens,  a adaptação da banda desenhada, Scott Pilgrim contra o mundo de Edgar Wright  ganhou dois prémios da International Press Academy.

As comédias  estiveram presentes com os divertidíssimos A tempo e horas de Todd Phillips,  Não há família pior de Paul Weitz , o humor singular de Encontros em Nova Iorque de Nicole Holofcener, e os franceses Mammuth de Benoit Deléphine e Gustave de Kervern e O amor é melhor a dois de Arnaud  Lemoit e Dominique Farrugia. Também de assinalar a ficção científica  com Skyline de Colin e Greg Strause,  o musical Burlesque de Steve Antin, com Cher, e a produção conjunta da Alemanha e Casaquistão Tulpan de Sergei Dvortsevoy.

No campo dos filmes de acção, estrearam-se  Jogo Limpo de Doug Liman, e Stone- ninguém é inocente de John Cunan .

Por fim, o estranho documentário I’m still here de Casey Affleck sobre  o suposto abandono da carreira de actor de Joaquin Phoenix.

Porém, de todas as estreias, o meu destaque vai para os seguintes filmes : a obra espanhola Cela 211 de Daniel Monzón, um  intenso trhiller premiado com oito Goyas, Katalin Varga de Peter Strickland, um assombroso  filme sobre vingança, passado na Roménia e falado em húngaro, e A última estação de Michael Hoffman, a partir da adaptação do livro de Jay Parini sobre os últimos dias do carismático Leo Tolstói, com excelentes interpretações de Hellen Mirren e Christopher Plummer.

Continua o período da entrega de prémios, neste caso, das Associações Nacional de Críticos de Cinema dos EUA  e de Críticos de Cinema de Los Angeles que distinguiram  o filme Rede Social de David Fincher com os prémios de  melhor filme, realização, actor e guião. Já se conhecem também os nomeados para a 68ª edição dos Globos de Ouro com The King’s  Speech a liderar com sete nomeações. Em Janeiro saberemos quem irão ser os vencedores.

Quanto ao balanço de  2010, as preferências nos cinemas portugueses foram para  os filmes  em 3D, liderados por Avatar, obras de  animação como Shrek e a saga Twilight.  Mas eu relembro Precious, Invictus, O laço branco, O segredo dos seus olhos, Vão-me buscar alecrim, Uma outra educação, Lola e muitos outros que nos fazem sonhar e passar bons momentos  de alegria e emoção.

Termino com referência  a um movimento de curtas-metragens que pretende revolucionar os hábitos culturais, Shortcutz,  que integra o LABZ, uma plataforma internacional para a  promoção de talentos na área da cultura urbana. Em Lisboa, o encontro é no bar Bicaense, na Rua da Bica às 3ª feiras à noite .

Para manter a tradição, esperemos que 2011 traga bons filmes para amenizar a época de crise .

Luísa Oliveira

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