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Posts Tagged ‘Fantástico’

mmO que propomos aos nossos leitores para este mês de maio é uma visita aos mistérios das estantes da nossa biblioteca, cujos livros, agora revelados, oferecem, a quem os souber aproveitar, mundos de suspense e de emoção: segredos guardados desde há séculos, heróis que impedem a negra mão de conspirações globais de destruir a humanidade, fórmulas de deus e do diabo, surpreendentes revelações, ou as mais simples soluções para os mais complexos enigmas, aparentemente irresolúveis.

Desde o clássico mais clássico, de Agatha Christie e Conan Doyle, até ao já clássico português, bem mais moderno, de José Rodrigues dos Santos, é impossível não encontrar nestas estantes mistérios para todos os gostos para, por algumas horas, dias ou semanas, viver as aventuras que só existem nos livros, assistir aos filmes que só a nossa imaginação, transportada pelas palavras certas, consegue realizar: ler.

Fernando Rebelo

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Nasceu em Carvahall, uma aldeia de Alagaesia. Foi criado pelos tios e com um primo cerca de um ano mais velho. Aos 15 anos, descobre o ovo de dragão de Saphira. Com essa descoberta, Eragon passa a ser um cavaleiro do dragão, uma raça que já estava quase extinta devido ao rei tirano de nome Galbatorix. Viaja juntamente com Brom, contador de histórias e antigo cavaleiro do dragão, por Alagaesia, para fugirem do rei e dos seus servidores e para um dia o poderem matar. Eragon é ensinado por Brom a praticar magia, a falar  língua antiga, a conhecer os costumes dos cavaleiros do dragão, a arte de manejar a espada e como cuidar de um dragão. O seu tutor morre numa das batalhas com os servidores do rei. Eragon e Saphira continuam a sua viagem mudando o rumo para irem ter com os Varden, um povo rebelde contra Galbatorix. Esse povo habita nas Montanhas Beor. Eragon chega às Montanhas Beor, mais propriamente a Fathen Dûr – a grande montanha oca. É aí que as suas capacidades são postas à prova numa batalha contra o império. No final da batalha, Eragon é informado que tem de viajar para junto dos Elfos. Eragon parte então e, em Ellesméra – cidade élfica -, os seus conhecimentos são aprofundados. Assiste à celebração do juramento de sangue em que comemora, cada 100 anos, a paz alcançada com os dragões por parte dos elfos. Depois da celebração, Eragon vai para junto dos Varden que haviam começado a combater o Império. Luta com o Império e acaba por conseguir vencer o Rei Galbatorix. Como único cavaleiro de Alagaesia, fica a treinar os novos cavaleiros. Devido ao facto de Alagaesia não ter espaço para ele treinar os futuros cavaleiros, decide treinar fora de Alagaesia, algures para Este…

mapa de alagaesia

mapa de Alagaesia

A história de Eragon está inteiramente relacionada com as raças de Alagaesia. A principal razão da guerra com o rei são as diferenças entre as raças. Conto-vos agora a história das raças de Alagaesia! No início apenas existiam dragões. E durante muitos anos viveram sozinhos até que o Deus Helzvog criou os anões. Estas duas raças guerrearam bastante, durante muitos e muitos anos. Depois chegaram os Elfos e também guerrearam com os dragões. Um dia finalmente alcançam a paz: alguns ovos de dragões eram entregues aos elfos para que estes os chocassem e se tornassem cavaleiros do dragão. E foi assim que surgiram os cavaleiros do dragão. Depois, chegaram os humanos que também aderiram ao pacto entre dragões e elfos, tornando-se também eles cavaleiros do dragão. Atrás dos humanos vieram os Urgals e os Ra’zac. E durante muitos anos a paz reinou em Alagaesia. Os dragões são criaturas com capacidades mágicas. Os selvagens – aqueles que não têm um cavaleiro – habitavam o centro do Deserto de Hadarac. Os anões são uma raça que habita as montanhas Beor e que gosta imenso de terra e de rochas. Os Elfos são uma raça que pode usar magia e que habita na floresta de Du Weldenvarden. Os Humanos habitam por toda a Alagaesia e alguns membros desta raça podem usar magia. Os Urgals são uma raça sedenta de sangue e que adoram guerras. Os Ra’zac são criaturas que devoram carne humana e habitam em Helgrind (os portões da morte), uma montanha perto de Dras-Leona.

Eragon é caracterizado pelas outras personagens como sendo imaturo e infantil, como alguém que ainda tem muito que aprender. Ora disso todos temos um pouco. Nós não sabemos tudo e vamos aprendendo um pouco todos os dias. Eragon acabou por cair no meio de uma guerra entre Imperio e Varden que não foi ele que  causou, mas que é ele que tem de resolver. Com 15 anos, penso que seja normal ainda não se ter o discernimento para tomar as melhores decisões. Por isso, nesse aspeto, Eragon foi até bastante capaz de fazer o que lhe era pedido. Critico assim as críticas que as outras personagens fazem a Eragon.

O pormenor que mais me surpreendeu e que eu vou partilhá-lo convosco é a ligação entre Eragon e Saphira. Para se conseguir perceber esta relação, não se pode esquecer que nesta história os dragões são considerados como seres que pensam e têm sentimentos e não como meros animais (aliás, esse foi o erro dos elfos e dos anões e foi assim se começou a guerra entre eles e os dragões). Eragon e Saphira conseguem saber tudo o que o outro está a fazer. Eles partilham tudo – desde os sentimentos e emoções mais profundos até à mais simples ação, como comer, estejam a que distância estiverem um do outro!

Perguntei-me a mim mesmo: se Eragon tivesse vivido na nossa “humanidade”, em que período da história seria? Refleti um pouco (e por refletir não se entende nada mais do que pensar) sobre esta pergunta e conclui de imediato: na Idade Média! Muitos dos seus pensamentos e práticas são próprias dessa época da História. Esse pode ser um ponto em comum entre nós e Eragon. Claro que não podemos fazer comparações relativamente à magia pois eu penso que ninguém a saiba usar (era bom…). Assim, é claro que neste nível temos algo sem comparação possível connosco. A relação entre Eragon e Saphira é um tanto ou quanto parecida com a de um casal de namorados, sempre trocando mensagens e telefonemas para saber o que estão a fazer ou de uma mãe galinha com os seus filhos. As diferenças raciais, que também as encontramos na nossa realidade, constituiram um motivo de guerra para os nossos antepassados, apesar de muitas desses preconceitos já serem hoje postos em causa. Parece que o mesmo que se passou com os povos de Alagaesia. Diferenças quase ultrapassadas, pois houve alguém que lutou para que elas não fossem motivo de conflito: Eragon.

À semelhança do artigo anterior, este também vai terminar com algumas curiosidades sobre o ciclo Herança. Na versão filmada, 180 mil pessoas participaram nos castings para a personagem de Eragon. Os livros têm na capa 4 dragões: o primeiro é Saphira, um dragão azul; o segundo é Thorn, um dragão vermelho; o terceiro Glaedr, um dragão amarelo; o quarto é Firnen, um dragão verde. Paolini, além dos quatro livros que relatam a história de Eragon e seus amigos escreveu outro livro: Guia de Eragon para Alagaesia, um livro que fala da passagem de Eragon por Alagaesia, a terra inventada por Paolini.

“Que a boa sorte te acompanhe, Qua a paz habite o teu coração, E que as estrelas te protejam” (Expressão élfica de despedida)

Tiago Bernardino, 10ºF

Ilustração de Margarida Carvalho e imagem daqui

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Para dar as boas-vindas aos alunos recém chegados à escola, resolvemos fazer um escaparate com algumas das obras de maior êxito da nossa biblioteca, que tem “coisas” de amor, aventura, misteriosas e mesmo… horríveis. Aqui fica a primeira Estante deste ano letivo, já com resultados no terreno: mais de metade dos livros do escaparate já estão na companhia dos nossos leitores :).

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SALVATORE, R.A, Pátria – A Trilogia do Elfo Negro, editor:  Saída de Emergência, 1ª edição, Outubro de 2010

Era escura e tenebrosa a cidade de Menzoberranzan, criada por Lolth, a Rainha Aranha que dominava este mundo, que acolhera os elfos negros da superfície, elfos que não aguentavam a luz do sol e das estrelas, elfos que viviam para matar. Menzoberranzan fora criada para proteger os elfos negros, denominados drow, fora uma dádiva da malévola rainha. Afinal esta cidade não era uma cidade normal, era uma cidade construída por baixo da terra, onde a temperatura era amena e não existia luz solar, era uma cidade cheia de esconderijos secretos…

Dinin Do’Urden  ia montado no seu lagarto, os passos da sua montada eram silenciosos, pois trotava num passo leve, encaminhando o seu mestre ao seu destino. Dinin encontrou-se com Sem Rosto, um velho drow, mestre da academia de mágicos de Menzoberranzan. Dinin pediu-lhe que participasse numa missão secreta, oferecendo-lhe para tal uma recompensa.

Após a chegada de Dinin a sua casa, décima casa de Menzoberranzan – a casa Daermon N’a’shezbaernon, ou apenas Do’Urden – Matrona Malice, o patrono, as irmãs sacerdotisas, o Mestre de Armas e o Primeiro Rapaz da casa esperavam-no na sala de reuniões. Estes planeavam atacar a quinta casa – a casa De Vir. E assim o fizeram: atacaram-na durante a noite. Para tornar os feitiços das sacerdotisas mais fortes, Malice deu à luz a um drow de olhos cor de púrpura, com o objectivo de sacrificá-lo à Rainha Lolth. Porém o desaparecimento  do Primeiro Rapaz às mãos do próprio irmão, Dinin, mudou-lhe os planos: Malice já não podia sacrificar a criança e, com a queda da quinta casa, esta decidiu dar-lhe o nome de Drizzt – Drizzt Do’Urden.

Drizzt ficou ao encargo da sua irmã do meio, a sacerdotisa Vierna, que lhe ensinara ao longo dos anos que naquele mundo as fêmeas eram superiores e que nunca deveria desrespeitar nenhuma das suas decisões. Quando Drizzt cresceu, foi escolhido para ir para a academia de armas de Menzonberranzan, onde acabaria por ser treinado pelo seu verdadeiro pai, Zaknafein Do’Urden. Zak era o melhor guerreiro em toda a cidade, mas Drizzt, sangue do seu sangue, não lhe ficava atrás.

Após a ida de Drizzt para a academia, Zak ficara com receio de que ele mudasse. Tanto Zak como Drizzt tinham uma maneira diferente dos drow normais de ver o seu mundo – Zak e Drizzt achavam repugnantes todos os assassinatos, traições e castigos que estes impunham.

Drizzt voltou mas continuara igual a si mesmo, embora Zak ficasse inquieto, pois deixara de lhe ver o sorriso habitual. Drizzt pertencia agora às patrulhas de Menzanberranzan, protegendo a sua cidade de outras criaturas, juntamente com a sua pantera Guenhwyvar. Drizzt teve então como missão ir à superfície matar elfos brancos. Drizzt, contudo,  não conseguiu cumpri-la. Fitava  os olhos da criança elfo e via a sua agonia, por isso limitava-se a derrubá-la, cortar-lhe a roupa com as suas cimitarras e a cobri-la de sangue de outros elfos mortos pelos seus companheiros para lhe simular a morte.

Zaknafein desafiou então Drizzt para uma luta mortal, durante a qual Drizzt acabou por confessar que não tinha morto a criança.  Zak , feliz, contou-lhe  que era o seu verdadeiro pai. Porém,  Lolth ficou bastante desagradada com a traição de Drizzt e a Matrona sabia que tinha que fazer algo: sacrificar Drizzt. Mas Zak não deixou que tal acontecesse, sacrificando-se  para salvar o filho. Ele sabia que o filho era diferente, que Drizzt poderia levar uma vida diferente da sua, sabia que Drizzt poderia fugir daquele horroso lugar.

Quando Drizzt descobriu a morte do seu melhor amigo, do seu pai Zak, revoltou-se e disse, na sala de reuniões, que tudo o que os seus familiares pensavam sobre Lolth era uma farsa, todo aquele mundo era horrível e expos tudo aquilo que pensava, desrespeitando as fêmeas superiores e terminando o seu discurso ofuscando com uma bola de luz todos os que estavam presentes na sala.

Fugido da sua família, da sua cidade, do seu mundo, Drizzt estava agora sozinho, tendo apenas como melhor amiga a pantera e carregando os remorsos por não ter podido salvar o pai.

Aqui transcrevo o meu excerto preferido:

– Que lugar é este – perguntou baixinho ao felino – a que chamo lar? Esta é a minha gente, pela cor da pele e por herança, mas não sou familiar deles. Estão perdidos, e estarão para sempre. Quantos outros haverá como eu? Gostava de saber… – murmurou, olhando uma última vez. – Almas condenadas, como a de Zak. Pobre Zak. Faço isto por ele, Guenhwyvar; parto, quando ele não conseguiu partir. A vida dele foi a minha lição, um negro pergaminho rabiscado com preço pesado pago às promessas malignas da Matrona Malice.

– Adeus Zak! – gritou, com a voz erguendo-se num desafio final. – Meu pai… Consola-te sabendo, como eu sei, que da próxima vez que nos encontrarmos, numa vida depois desta, não será certamente no fogo infernal a que os nossos familiares estão condenados!

Trilogia do Elfo Negro

Gostei bastante deste livro porque sempre me deu prazer ler histórias de elfos, neste caso os drow, elfos negros. Cativou-me entrar num mundo que  desconhecia, ficar a saber como fora o passado do famoso herói Drizzt. É realmente um dos meus livros preferidos. Recomendo-o vivamente porque tem uma escrita de compreensão fácil, assim como também é fácil ficar envolvido na história e sentir aquilo que os personagens sentem. Aconselho mesmo a leitura do resto da trilogia ainda não editada totalmente em Portugal, no momento em que escrevo.

Patrícia Gonçalves, 11ºB

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Neste período realizaram-se dois festivais que, apesar dos cortes orçamentais, já têm lugar de destaque no calendário do cinéfilo. Na 31ª edição do Fantasporto foram apresentados 307 filmes oriundos de 25 países que contribuíram para o êxito de bilheteira.  Alguns  destes filmes tiveram  estreia comercial em Março. Os prémios principais foram atribuídos  ao thriller psicológico Two eyes staring do holandês Elbert Van Strien,  que ganhou o Grande Prémio e o de Melhor Argumento e A Serbian Film de Srdjan Spasojevic com o  Prémio Especial do Júri. Maria de Medeiros foi distinguida com Prémio de Carreira e Pedro Sena Nunes recebeu o  1º prémio do cinema português neste festival.

Outro evento importante foi a 10 ª edição da Monstra festival de Animação de Lisboa que decorreu de 21 a 27.  A Holanda foi o país convidado e, entre outras iniciativas, procedeu-se a  uma retrospectiva do cinema de animação dos estúdios japoneses Ghibli, e  a uma competição de escolas de todo o mundo com 85 curtas-metragens. No encerramento apresentou-se um filme de dez minutos, de vários autores nacionais, sobre a arte na Primeira República. Piercing 1 do realizador chinês Liu Jian, uma reflexão sobre a China atual, recebeu o Grande Prémio, O Mágico de Sylvain Chomet o Prémio do Público e Cozido à Portuguesa de Natália Andrade o prémio entre as obras portuguesas.

O dinâmico cinema de animação português é reconhecido mundialmente e a prova disso  é o facto  de quatro dos sete filmes a concurso de 6 a 1 de Junho no Festival Internacional de animação de Annecy, em França, pertencerem  à produtora Sardinha em Lata.

Outra notícia interessante foi o facto da curta-metragem Alfama de João Viana ter conquistado o Grande Prémio na 12º edição do Festival Internacional do filme de Aubagne, principal acontecimento mundial consagrado à relação do cinema com o som. Entre as obras oriundas de 29 países, o júri considerou Alfama “ a melhor criação sonora para uma curta-metragem, pela função estruturante do som na escrita do guião”.

Quanto às estreias, em Março houve géneros para todos os gostos embora, nem sempre, de  qualidade. Da amálgama de estreias, os destaques vão  para obras já laureadas:  o drama comovente tendo com base a doença de Alzheimer de Poesia do realizador sul-coreano Lee Chang-Dong– prémio do Melhor Argumento no Festival de Cannes ; a comtemplação de Mel de Semih  Kaplanoglu da Turquia que venceu o Urso de Ouro no festival de Berlim de 2010; Camino de Javier Fesser, drama espanhol inspirado numa história verídica que ganhou seis Goyas, incluindo o de melhor filme espanhol de 2008.

Também merecem destaque A tempestade de Julie Taymor, adaptação da obra homónima de William Shakespeare,  O tio Boonmee (que se lembra das suas vidas anteriores) de Apichatpong Weerassethkul Tailândia e a acção de A maldição do faraó – as aventuras de Adèle Blanc-Sec de Luc Besson, baseado numa famosa série de banda desenhada francesa.

As comédias, como é usual, marcaram grande presença: Tens a certeza? de James L. Brooks;  Igualdade de sexos de Nigel Cole;  o francês Potiche – minha rica mulherzinha de François Ozon; Rédea solta de Bobby e Peter Farrelly; O agente disfarçado: tal pai, tal filho; Copacabana de Marc Fitoussi; Micmacs – uma brilhante confusão de Jean-Pierre Jeunet e o hilariante Manhãs gloriosas de Roger Michell sobre o mundo  dos programas matinais  da televisão.

Também marcaram presença em Março os filmes de acção: Os agentes do destino de George Nolfi  –  thriller romântico baseado num conto de Philip K. Dick ; O Profissional de Simon West; Homens de negócios de John Wells, Época das bruxas de Dominic Sena, sobre um herói das Cruzadas e Guerreiros do Amanhã de Stuart Beattie, uma aventura da Austrália.

Os  apreciadores de ficção científica ou terror podem escolher entre Ritual de Mikael Hafstrom inspirado em factos reais  sobre exorcismo, Mutante de Vincenzo Natali ou o terror espanhol de O exorcismo de Manuel Carballo, Sou o número quatro de D. J.Caruso, Perigo à espreita de Antti Jokinen e ainda  Monsters – zona interdita, ficção de Gareth Edwards, e Sucker Punch- Mundo surreal de Zack Snyder.

Para entreter o público infantil tivemos Rango de Gore Verbinski, Zé Colmeia de Eric Brevig, Gnomeu e Julieta de Kelly Asbury animação  inspirado na peça de William Shakespeare, Alpha & Omega de Anthony Bell e Ben Gluck  e Winx Club 3D : a aventura magica de Iginio Straffi.

Registaram-se  ainda as estreias de E o tempo passa de Alberto Seixa Santos, Filme Socialismo de Jean-Luc Godard e Em último recurso de Baltasar Kormákur.

Por fim, documentários com algum interesse: Chelsea hotel de Abel Ferrara sobre o mais icónico hotel de Nova Yorque que enfrenta uma ameaça de despejo e Os 2 da (nova) vaga, de Emmanuel Laurent,  sobre os cineastas franceses François Truffaut e Jean-Luc Godard, fundadores do emblemático movimento cinematográfico  Nouvelle Vague.  Especialmente dirigido aos adolescentes  o musical Justin Bieber: never say never,   de Jon Chu sobre a ascensão do jovem ídolo que se tornou uma estrela no mundo da música .

De 1 a 10 Abril, no cinema São Jorge,  vai realizar-se a 5ª Mostra do Documentário Português Panorama, um género que  cada vez tem mais adeptos. Esta edição  vai centrar-se num período pós 25 Abril de 1974, conturbado mas saudoso para alguns, o PREC.

De 14 a 21 Abril realiza-se a 4º edição de 81|2 – Festa do Cinema Italiano cuja programação, em Lisboa, divide-se entre o cinema Monumental e o espaço Nimas. A partir desta data e até 8 Maio a festa continua em Coimbra, Porto e Funchal.

Luísa Oliveira

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Para os cinéfilos, Fevereiro é o mês  mais aguardado devido à atribuição dos ambicionados Óscares. E, para manter a tradição, começo por falar na 83º edição que decorreu no dia 27 de Fevereiro, com apresentação feita pelos actores Anne Hathaway e James Franco. A habitual noite de glamour não trouxe muita surpresas e o Discurso do rei continuou a sua caminhada triunfante, arrecadando quatro estatuetas: Melhor Filme, Melhor Realizador (Tom Hooper), Melhor Actor Principal (Colin Firth) e Melhor Argumento Original. Natalie Portman ganhou o prémio de Melhor Actriz Principal, e Cristian Bale e Melissa Leo foram considerados os Melhores Actores Secundários pelos papéis em The Figther – último round. Por seu turno,o filme dinamarquês In a better World de Susanne Bier foi considerado o Melhor Filme Estrangeiro. Grande desilusão para Indomável, o grande derrotado da noite, e destaque para A origem que ganhou quatro estatuetas nas categorias técnicas.

Mas os Óscares da Academia não podem eclipsar outros acontecimentos como o Festival de  Berlim  e os prémios Bafta, César e Goya. Assim, na 61ª edição do  Festival de Berlim foi apresentada uma retrospectiva integral da obra do criativo realizador sueco falecido em 2007, Ingmar Bergman. Curiosamente este realizador,  durante a sua longa carreira, ganhou três Óscares de Melhor Filme Estrangeiro. O Urso de Ouro para melhor filme foi para o iraniano Asghan Farhadi com a obra Nader and Semin – a Separation que também ganhou os Ursos de Prata para Melhores Actriz e Actor. A 64 ª edição dos Bafta, prémios da Academia de cinema britânico,  foi um reconhecimento do  Discurso do rei, que arrecadou sete estatuetas. Os Césares, prémios da Academia francesa de Cinema, galardoaram Os deuses e os homens de Xavier Beauvois com 3 prémios e o realizador Roman Polanski pelo filme  O escritor fantasma. Nos prémios Goya, Discurso do rei foi considerado o Melhor filme europeu e Javier Bardem foi premiado por Biutiful, tendo Pa Negre, de Agusti Villaronga,  arrecadado nove prémios.

Nas estreias do mês, houve a coincidência  de apresentação de filmes nomeados para os Óscares:  o emocionante  trilher psicológico Cisne Negro de Darren Aronofsky, com uma excelente representação de Natalie Portamn; o estupendo drama histórico e biográfico sobre o rei Jorge VI de Inglaterra em  Discurso do Rei de Tom Hooper, com uma magistral interpretação de Colin Firth; o brilhante Indomável dos irmãos Ethan e Joel Cohen,  um western  que tem sido um êxito de bilheteira e que é a nova adaptação da novela de Charles Portis, baseada num episódio verídico. Realce ainda para Jeff Bridges na personagem que valeu a John Wayne, em 1969, o Óscar de Melhor Actor em A velha raposa; o drama familiar ligado ao boxe em The Fightero último round de David O. Russel,  a partir da biografia de dois pugilistas irmãos, Dicky Ecklund e Micky Ward; a história de sobrevivência, 127 horas de Danny Boyle; o drama Despojos de inverno de Debra Granik, considerado um clássico do feminismo contemporâneo e Blue valentine – só tu e eu de Derek Cianfrance,  sobre as dificuldades da vida a dois.

Ainda outras estreias do mês: a comédia política  e testemunho jornalístico, CasinoJack –  O dinheiro dos outros de George Hickenbooper, com Kevin Spacey  na personagem de Jack Abramoff que esteve envolvido num escândalo de corrupção de vários funcionários do Congresso Americano durante a Administração de George W. Bush;  a comédia de acção Green Hornet de Michel Gondry, baseada numa personagem radiofónica dos anos 30 e numa série  televisiva dos anos 60;  a importância da  tenacidade em Secretariat de Randall Wallace, versão de um livro que relata a história verídica de Secretariat, um cavalo que se tornou o primeiro, em vinte e cinco anos, a vencer a Tríplice Coroa, e que continua a ser o único animal a figurar na lista dos 50 maiores atletas do século XX, tendo sido capa de inúmeras revistas desportivas; a comédia romântica Sexo sem compromisso de Ivan Reitman;  terror e  ficção científica  de 2008 em Outlander – a vingança Howard McCain;  O exército vermelho unido de Koji Wakamatsu, um documentário ficcional com imagens de arquivo, relatos e recriações sobre os métodos terroristas utilizados pelo fanático Exército Vermelho japonês; também do mesmo realizador, O bom soldado, um drama com acção na 2ª Guerra Mundial;  Budapeste de Walter Carvalho a partir da obra homónima de Chico Buarque de Hollanda;  Somewhere – Algures de Sofia Coppola ; a aventura de  Sanctum de Alister Grierson e O dilema de Ron Howard.

A curiosidade do mês foi o facto do realizador australiano Phillipe Mora  ter descoberto, em  Berlim, dois filmes em 3D, datados de 1936,  um período muito anterior à utilização desta técnica em Hollywood.

No plano nacional, assistiu-se à estreia do musical  As cobaias de Pedro Gil de Vasconcelos e à realização da 31ª edição do Fantasporto com inauguração oficial no dia 25 e que se prolonga até 6 Março. Nesta edição, a maioria dos filmes são de produção europeia com muitas antestreias mundiais. Duas das obras são protagonizadas pelo actor britânico, ícone do cinema fantástico, Cristopher Lee. O  Fantas, Festival Internacional de Cinema do Porto, pela sua vasta programação, continua a prestigiar o mundo do cinema.

Luísa Oliveira

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O Escritor fantasma, como já se previa, foi o grande vencedor dos Prémios do Cinema Europeu arrebatando seis estatuetas. O realizador Roman Polanski  agradeceu a distinção, por videoconferência, dado os problemas que vem enfrentando com a justiça americana. Nos restantes prémios, Sylvie Testud ganhou o de melhor actriz pela sua interpretação em Lourdes, o prémio Carlo di Palma para a melhor fotografia foi para Lebanon de Samuel Maoz , o de melhor montagem para Carlos de Olivier Assayas,  tendo O Mágico sido galardoado com o de melhor filme de animação.

Curioso é o  facto de Mistérios de Lisboa ter sido considerado o melhor filme de 2010 em França, pelo júri do prémio Louis Delluc, constituído  por um grupo de vinte personalidades e críticos do cinema francês. A RTP vai exibir o filme numa minisérie de  seis episódios. Ainda sobre o cinema português, a revista norte-americana New Yorker incluiu os filmes  O estranho caso de Angélica de Manoel de Oliveira, Aquele querido mês de Agosto de Miguel Gomes e Ne change rien de Pedro Costa na lista do Top 15.

O ano terminou com apresentação de duas preciosidades da cinematografia nacional, agora em formato digital. Assim, tivemos oportunidade de rever  Aniki Bóbó uma realização de 1942 do veterano Manoel de Oliveira e o documentário de 18 minutos Douro, faina Fluvial de 1929.

Mas como as festas natalícias são tradicionalmente  dirigidas ao público infantil, os filmes de animação dominaram as estreias do mês: Planeta adormecido de Manuel Abrantes, Lígia Ribeiro  e Luciano Ottani; Megamind de Tom McGrath; As aventuras de Sammy: a passagem secreta de Ben Stassen; a 50ª longa-metragem da Disney Entrelaçados de Byron Howard e Nathan Greno, o  belíssimo O Mágico de Sylvain Chomet, a partir de um argumento inédito de Jacques Tati, e  a magia das personagens de C.S. Lewis, que ganham vida em As crónicas de Nárnia: a viagem do caminheiro da Alvorada de Michael Apted. Também dirigida aos jovens,  a adaptação da banda desenhada, Scott Pilgrim contra o mundo de Edgar Wright  ganhou dois prémios da International Press Academy.

As comédias  estiveram presentes com os divertidíssimos A tempo e horas de Todd Phillips,  Não há família pior de Paul Weitz , o humor singular de Encontros em Nova Iorque de Nicole Holofcener, e os franceses Mammuth de Benoit Deléphine e Gustave de Kervern e O amor é melhor a dois de Arnaud  Lemoit e Dominique Farrugia. Também de assinalar a ficção científica  com Skyline de Colin e Greg Strause,  o musical Burlesque de Steve Antin, com Cher, e a produção conjunta da Alemanha e Casaquistão Tulpan de Sergei Dvortsevoy.

No campo dos filmes de acção, estrearam-se  Jogo Limpo de Doug Liman, e Stone- ninguém é inocente de John Cunan .

Por fim, o estranho documentário I’m still here de Casey Affleck sobre  o suposto abandono da carreira de actor de Joaquin Phoenix.

Porém, de todas as estreias, o meu destaque vai para os seguintes filmes : a obra espanhola Cela 211 de Daniel Monzón, um  intenso trhiller premiado com oito Goyas, Katalin Varga de Peter Strickland, um assombroso  filme sobre vingança, passado na Roménia e falado em húngaro, e A última estação de Michael Hoffman, a partir da adaptação do livro de Jay Parini sobre os últimos dias do carismático Leo Tolstói, com excelentes interpretações de Hellen Mirren e Christopher Plummer.

Continua o período da entrega de prémios, neste caso, das Associações Nacional de Críticos de Cinema dos EUA  e de Críticos de Cinema de Los Angeles que distinguiram  o filme Rede Social de David Fincher com os prémios de  melhor filme, realização, actor e guião. Já se conhecem também os nomeados para a 68ª edição dos Globos de Ouro com The King’s  Speech a liderar com sete nomeações. Em Janeiro saberemos quem irão ser os vencedores.

Quanto ao balanço de  2010, as preferências nos cinemas portugueses foram para  os filmes  em 3D, liderados por Avatar, obras de  animação como Shrek e a saga Twilight.  Mas eu relembro Precious, Invictus, O laço branco, O segredo dos seus olhos, Vão-me buscar alecrim, Uma outra educação, Lola e muitos outros que nos fazem sonhar e passar bons momentos  de alegria e emoção.

Termino com referência  a um movimento de curtas-metragens que pretende revolucionar os hábitos culturais, Shortcutz,  que integra o LABZ, uma plataforma internacional para a  promoção de talentos na área da cultura urbana. Em Lisboa, o encontro é no bar Bicaense, na Rua da Bica às 3ª feiras à noite .

Para manter a tradição, esperemos que 2011 traga bons filmes para amenizar a época de crise .

Luísa Oliveira

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ROTHFUSS, Patrick (2009), O Nome do Vento, Colecção Mil e Um Mundos, Edições Gailivro

O Nome do Vento trata de uma história sobre a vida de Kvothe, membro de uma família que junta constitui uma trupe de artistas nómadas, os Edema Ruh. Numa das suas viagens conhecem Ben, um Arcanista que, ao juntar-se a eles na sua viagem, começa a partilhar com Kvothe as Artes do Arcano, que começam a fascinar o pequeno rapaz que vai viver com elas o resto da sua vida.

A história base do livro é a vida de Kvothe antes e depois da morte dos seus parentes: uma infância de dificuldades e pobreza, e uma adolescência também bastante difícil, em que procura uma oportunidade para frequentar a Universidade (de Artes do Arcano) mas, da qual, depois de finalmente conseguir entrar, é expulso com a idade em que a maior parte dos alunos começava a frequentá-la. Posteriormente, a história trata o presente de Kvothe que, apesar das suas grandes conquistas e de ser conhecido em todo o mundo pela sua arte, se esconde do passado a trabalhar de forma humilde numa estalagem.

Assim, o livro não conta apenas uma história, mas uma história dentro de outra, ou seja, a personagem narra no presente histórias do seu passado. Por vezes, enquanto o passado está a ser relatado, são feitas referências ainda a uma terceira história dentro da segunda. Este livro acaba assim por tratar de algo popular que é a criação de lendas, e é essencialmente nelas que se baseia.

Inicialmente escolhi este livro não pelo facto de ter ficado “fascinada” com a sinopse da história, mas pelo  volume de páginas que apresentava. Apesar disso, à medida que fui lendo e entrando no enredo/espírito da história,  uma vez que não é pertence a um tipo de livros que leia regularmente, fui positivamente surpreendida, especialmente pelo facto de ter encontrado uma escrita e um tema fora do habitual círculo das criaturas fantásticas, como vampiros, anjos e afins, que tanto me agradou. Sendo assim, o que mais gostei foi o facto de me ter conseguido surpreender pela positiva apesar de ser um tipo de livro completamente diferente do habitual.

Patrick Rothfuss

É por tudo isto que recomendo a sua leitura e também porque, apesar de não ser um livro muito conhecido e de fácil leitura devido ao seu tamanho e de ser baseado nas lendas populares, é uma história muito interessante e, mais do que isso, original dentro do seu género literário, pois Patrick Rothfuss consegue fazer parecer não só que a história é real, mas também que as personagens têm sensações tão fortes que as passam ao leitor.

Aqui fica uma das minhas passagens favoritas:

Cheguei ao fim do refrão que antecedia a primeira estrofe de Aloine. Dedilhei o primeiro acorde com intensidade e aguentei enquanto o som se ia perdendo, sem atrair uma voz do público. Olhei-os com serenidade, na expectativa. A cada segundo, o alívio e a desilusão travavam um duelo mortal dentro de mim.

Depois, uma voz chegou ao palco, delicada como uma pena, entoando:

«Savien, como poderias saber

Que chegara a hora para ti e para mim?

Savien, consegues recordar os dias que desperdiçámos com gosto?

Como desde então tens suportado

O que permanece no meu coração e memória?»

Ela cantava como Aloine, eu como Savien. Nos refrões, a sua voz alterava-se, fundindo-se com a minha. Parte de mim quis procura-la no público, descobrir a face da mulher com quem cantava. Tentei, uma vez, mas senti os dedos vacilar enquanto procurava aquela voz de de cujo fresco luar conseguia responde à minha. Distraido, toquei a nota errada e fez-se sentir na música.

(…)

Sem saber o que fazia, devolvi os dedos ás cordas e procurei algo. Procurei algo perdido anos antes, quando as minhas mãos tinham calos como pedras e a minha música fora fácil como respirar. No tempo em que tocara para imitar o com do Vento Voltando a Folha num alaúde de 6 cordas.

E recomecei a tocar. Lentamente, com maior velocidade do que as minhas mãos recordavam. Reuni os farrapos que restavam da canção e teci-os com cuidado, restaurando o que antes existira.

Ana Rita Marina, 11ºB

imagens: daqui e daqui

site oficial de Patrick Rothfuss

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Neste verão,  li um livro chamado O Despertar. O Despertar é de uma saga de livros da autora L.J.Smith, que envolve uma combinação de géneros como fantasia, terror e romance.

O livro fala-nos de um grupo de adolescentes numa cidade pequena, onde todos se conhecem e se relacionam. A história inicia-se com o ano lectivo da secundária local, que desta vez vai estar recheado de novos dramas, mistérios e romance, motivados pelo aparecimento de uma nova personagem chamada Stefan Salvatore, o rapaz novo, cheio de mistério e charme que chama a atenção de toda a gente no liceu.

O livro trata da vida dos adolescentes, dos seus dilemas e dramas pessoais. A personagem principal Helena e as suas melhores amigas, Bonnie e Vickie, deparam-se repentinamente com uma nova luta pelo poder escolar: a desde sempre rainha da escola, Helena, ganha uma inimiga e rival numa anterior amiga (Catherine); como se não bastasse, apaixona-se pelo rapaz novo.

O passado obscuro deste rapaz (afinal ele é um vampiro) irá rechear a história de aventuras, drama e acção, não só porque ele tenta lutar contra a paixão que também sente por Helena, pela sua sede de sangue humano (ele, sendo vampiro, só consome sangue de animais), como também tenta esconder de todos a sua verdadeira essência.

Este primeiro livro termina já com Helena consciente daquilo que Stefan é e com o aparecimento de algumas situações inexplicáveis que deixam antever o aparecimento de mais um vampiro.

Em suma, achei o livro interessante, revigorante quando toca à química entre as personagens e o enredo é de tal forma extenso e complexo que a autora teve que escrever mais do que cinco livros para narrar a história completa de todas as personagens e suas relações.

Rui Alves, 11º B

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Após a interrupção do Verão, as Fitas retomam com notícias das estreias que marcaram o período quente. Começo por referir filmes que agradam a todas as faixas etárias  como Shrek- Para sempre de Mike Mitchell, e o que considero  o melhor filme desta estação o mundo encantador  e emocionante de Toy Story 3 de Lee Unkrich, último filme da famosa trilogia da Pixar,  complementado pela curta  Day & Night de Teddy Wewton. Destaque  merecido para  o excelente filme policial/suspense O escritor fantasma do polémico e genial Roman Polanski que, com mérito, ganhou o Urso de Ouro de Melhor Realizador no Festival de Berlim  2010.

Assistiu-se a estreias de  filmes  fascinantes, realizados fora do circuito de Hollywood, como  Vão-me buscar alecrim dos irmãos Benny e Josh Safdie, um comovente filme  autobiográfico sobre a infância que representa uma homenagem dos realizadores ao pai de ambos e que já tinha arrecadado o Grande Prémio no Indielisboa 2010;  a obra peruana vencedora do Festival de Berlim 2009 A Teta assustada de Claudia Llosa, que relata a forma como o medo pode aniquilar a alma  ; do Uruguai, o Prémio da Crítica do Festival de Cannes 2004 Whisky de Juan Pablo Rebella e Pablo Stoll sobre o quotidiano banal e,  do novo cinema norueguês, Águas Agitadas de Erik Poppe, um discreto e melancólico drama sobre o direito  que todos têm à regeneração humana e social,  convertendo em Bem todo o Mal.

O Verão  também ficou marcado pelo que é considerado o filme do ano: a ficção científica A origem de Christopher Nolan, com um enredo intrigante que prende o  espectador.

Para os apreciadores de argumentos de espionagem, estrearam-se O Caso Farewell de Christian Carion, uma ficção baseada num dos mais importantes casos de espionagem  do período da Guerra Fria e Salt de Phillip Noyce. O Barão Vermelho de Nikolai Mullerschon,   baseado na vida de Manfred von Richthofenn, admirado piloto alemão da 1ª Guerra Mundial, deve agradar aos que gostam de biografias.

Para um público mais restrito, os filmes  perturbantes Canino de Giorgos  Lanthimos e  Meu filho, olha o que fizeste de Werner Herzog,  este último baseado num caso verídico que descreve  a insanidade crescente de um indivíduo.

O género terror esteve representado por Saw VI – Jogos Mortais de Kevin Greutert e o mundo fantástico e  mágico  pela nova  versão  do filme Fantasia, produzida pela  Walt Disney Pictures,  Aprendiz de feiticeiro de Jon Turteltaub.

Surgiram também adaptações  como Presente de morte de Richard Kelly, baseado num episódio da emblemática série televisiva A Quinta Dimensão, Soldados da Fortuna de Joe Carnahan  e  Lucky Luke de James Huth.

Sendo o Verão uma época propícia  a comédias românticas, Jennifer Aniston não podia falhar em Como gerir o amor de Stephen Belbert, que se pode  juntar a outras produções vulgares como  É muito rock, meu de Nicholas Stoller, Miúdos e Graúdos de Dennis Dugan, com o habitual Adam Sandler, Beijos & Balas de Robert Luketic, Cartas para Julieta de Gary Winick  e a  espanhola A estrada de Santiago de Robert Santiago.

Os filmes de acção também estiveram presentes com Dia e Noite de James Mangold,  Golpe de artistas de Peter, O último Airbender 3D de M. Night Shymalan e Os Mercenários de Silvester Stallone .

A cinematografia francesa, como é habitual,  marcou presença com os documentários A Dança de  Fredéric Wiseman sobre a conceituada Companhia de Bailado da Ópera de Paris e Iréne de Alain Cavalier, a partir do drama causado pela morte da mulher, a actriz Irene Tunc  e com  as comédias  Casamento a três de Jacques Doillon  e  Louise-Michel de Benoît Delepine e Gustave de Kervern, produção de 2008, com um argumento interessante.

Quanto a filmes nacionais, contámos com Contraluz de Fernando Fragata, O inimigo sem rosto de José Farinha, baseado no livro da magistrada Maria José Morgado e do jornalista José Vegar sobre a corrupção em Portugal, e a produção animada Dama da Lapa, curta animação de Joana Toste vencedora de vários prémios.

Em Setembro começa a definir-se  o cenário para os Óscares 2011  nos importantes Festivais de Toronto, San Sebastian, Nova Iorque e Veneza.

A 67ª edição do  Festival de Cinema de Veneza, que  decorre de 1 a 11   de Setembro, apresenta a estreia mundial de 79 obras. Portugal está presente com a curta-metragem de Manoel de Oliveira, Painéis de São Vicente,Visão Poética e a primeira longa-metragem de João Nicolau A Espada e a Rosa.

Ainda sem a projecção dos festivais mencionados vai decorrer a 2ª edição do Douro Filme Harvest de 5 a 11 que alia a 7ª Arte  à gastronomia para promover a belíssima região duriense. Neste evento,  a actriz italiana Sophia Loren será homenageada.

No âmbito das comemorações do Centenário da Implantação da República a Cinemateca vai apresentar, nos meses de Setembro e Outubro, documentários e filmes relacionados com o tema.

Profª. Luísa Oliveira


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Escolhi ler o livro chamado Danças Malditas, que não contém apenas uma história, mas sim cinco histórias sob o mesmo tema. Cinco histórias escritas por diferentes autores, A filha do exterminador – Meg Cabot; O Buquê – Lauren Myracle; Madison Avery e a morte – Kim Harriso; Beijos e segredos – Michele Jaffe e O inferno na terra – Stephenie Meyer.Todas elas têm em comum a existência de seres sobrenaturais que amedrontam num baile de finalistas. O Buquê foi de todas a que me despertou um interesse maior para passar de uma página à página seguinte e, assim sendo, é sobre ela que falarei.
A história começa com 3 adolescentes, Will, Frankie e Yun Sun no consultório de Madame Zanzibar, uma vidente conhecida por prever o futuro das maneiras mais estranhas. Frankie está  apaixonada por Will desde o 1º ano e Yun Sun é a sua melhor amiga. Enquanto Madame Z escreve na sua secretária, Yun Sun tenta convencer Frankie a ser ela a convidar Will para o baile de finalistas que era dali a 2 semanas, mas em vão, pois Frankie era a pessoa mais casmurra que ela conhecera. Madame Z dirige-se a eles e, olhando-os nos olhos, nomeia tudo aquilo que consegue ver sem receios.
Usava frases estranhas como “se uma árvore cair na floresta e não estiver lá ninguém para a ouvir cair, faz, mesmo assim, algum som”. Os três ficaram mais confusos mas, quando iam embora, repararam num frasco que continha uma rosa dentro. Frankie, fascinada, questiona
Madame Z sobre tão estranho objecto, pedindo mesmo se o podia levar com ela. Madame Z tenta desviar a conversa, parecendo assustada, porém, perante a insistência de Frankie, conta que aquela rosa concede 3 desejos a cada pessoa mas que contém uma maldição, referindo também que já se tentou livrar dela mas que não consegue. Frankie não acredita que Madame Z se queria livrar de uma coisa tão bonita e, depois muita insistência, Madame Z deixa Frankie levar o frasco para casa, dizendo que não se responsabiliza por nada que possa acontecer e que tenha cuidado. Assim, Frankie, despreocupada, segue para casa de Yun Sun e Will para o treino de futebol.
A noite de domingo é sempre uma rotina para as meninas, que comem pizza e vêem televisão a noite toda. Frankie, lembrando-se então da rosa vai buscá-la e diz a Yun que vai pedir o seu primeiro desejo (que o Will a convide para o baile). Depois disso, deixam a rosa em cima da mesa e continuam o seu serão. Na outra manhã, as raparigas recebem a triste notícia de que Will morrera ao descer de um muro onde escrevera “Frankie queres vir ao baile comigo?”. Frankie sente-se culpada e revoltada com tudo, as amigas apoiam-se uma à outra mas na escola nada é facilitado, os colegas acusam Frankie de ser culpada.

À noite, Yun vai com o namorado ao baile e Frankie fica em casa devastada, mas lembrando-se que tem mais 2 desejos, corre para a rosa pedindo-lhe que traga Will de volta. Segundos depois, inesperadamente, batem à porta. É Will. Frankie olha pela janela e nem consegue acreditar: Will está lá fora mas em muito mau estado – afinal de contas cairade um muro de 3 metros. Ela não sabe o que fazer: quer que ele esteja vivo mas ao mesmo tempo sente-se mal pelo que lhe está a fazer. Ele está cheio de dores, e depois o que irá ela dizer lá na escola? Que Will ressuscitou?

Frankie fecha os olhos e, ao mesmo tempo que as lágrimas lhe escorrem pelo  rosto,  pede o seu último desejo.  Após fazê-lo, todos os sons terminam e, ao olhar pela janela, vê apenas um pálido raio de luar que brilhava na rua deserta.

Joana Pinto, 10ºB
Nota do editor: esta obra está disponível na biblioteca da ESDS

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Novo mês – nova sondagem. Tendo questionado os nossos leitores sobre os conteúdos do Bibli, deixaremos para um artigo de maior folêgo a análise dos resultados, servindo os mesmos de pretexto para um balanço, não só quantitativo mas igualmente qualitativo deste ano e meio e quase 87.000 visitas.

Curiosamente, 25.000 delas incidiram sobre um artigo publicado há mais de um ano sobre o filme Crepúsculo. Foi tal o sucesso que há muito deixámos de publicar comentários sobre esse post, dada a quantidade e redundância dos conteúdos. Verificamos igualmente nas requisições domiciliárias da BE o interesse pelas obras de Stephenie Meyer e afins vampíricos, particularmente junto das jovens leitoras, e constatamos estar perante um fenómeno que se aproxima do sucesso atingido por J.K Rowling com a saga de Harry Potter ou Dan Brown com O Código da Vinci.

Assim, temos tema! E pedimos a colaboração dos nossos leitores para a sondagem que agora iniciamos: diga-nos então, “amando” ou detestando as obras a que nos referimos, o que pensa sobre as causas de tanto sucesso.

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A saga Casa da Noite é mais uma das muitas sobre vampiros. Apesar disso, é diferente de muitas das que li até agora.

Este primeiro livro da saga, Marcada, escrito por P.C. Cast e Kristin Cast conta o início da história de uma rapariga chamada Zoey que vive num mundo igual ao nosso mas com uma única diferença: os vampyros não só existem como são tolerados.

Ao contrário das histórias mais comuns sobre vampiros, não é necessário ser mordido para que ocorra a transformação. Nesta saga,  os humanos são “marcados” por uma espécie de caças, ou seja, vampyros cuja profissão é avisar as pessoas que irão ser transformadas dentro de pouco tempo e que terão de dirigir-se à Casa da Noite. Ou seja, irão viver num local para onde vão todas as pessoas que são marcadas para aprender a lidar com a sua nova vida. Lá, irão concluir a mudança ou acabar por morrer. Os vampyros que são marcados caracterizam-se pelo aparecimento de uma meia-lua na testa.

Na Casa da Noite Zoey acaba por encontrar não só amizade e amor como também mentira e inveja.

Gosto especialmente desta saga, não só pelo facto de ser diferente das histórias de vampiros comuns como também por desenvolver mais o lado psicológico das personagens, fazendo com que tenham de tomar decisões difíceis mesmo que nem sempre a escolha feita seja a melhor das opções, levando a que, por vezes, as suas vidas se tornem mais complicadas. Também a “amizade” tem um papel importante nesta saga, lembrando-nos que na adolescência os amigos fazem tudo uns pelos outros. É também uma história que deixa o leitor sempre à espera de saber a continuação do livro, imaginando as mais diversas situações que poderão suceder em seguida.

Ana Rita Marina, 10ºB

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Fevereiro começou com as nomeações para os Óscares, prémios da Academia de Hollywood, que foram anunciadas pela actriz Anne Hathaway e pelo Presidente da Academia, Tom Sherak. Avatar e Estado de Guerra tiveram nove nomeações sendo que este ano há dez candidatos ao Melhor Filme em vez dos cinco habituais , pelo que a competição é mais renhida.

A 82ª edição da entrega destes famosos prémios decorrerá a 7 de Março , em Los Angeles, numa cerimónia transmitida em directo para mais de duzentos países e  apresentada pelos actores Steve Martin e Alec Baldwin. Claro que será o tema principal das Fitas do Mês de Março.

Mas há outros Festivais como  a 60ª edição do emblemático Festival de Berlim que decorreu de 11 a 20 de Fevereiro, com a apresentação de mais de 400 filmes. Entre os inúmeros prémios, destaco O Urso de Ouro para Melhor Filme atribuído à obra turca Bal ( Honey), de Semih Kaplanoglu e o Urso de Prata para Melhor Realizador a Roman Polanski pelo filme The Ghost Writer.

No dia 14 realizou-se a 24ª edição dos Prémios Goya, importantes galardões do cinema espanhol. O principal vencedor foi o filme Celda 211, de Daniel  Monzón que conquistou oito prémios, incluindo os de Melhor Filme e Melhor Realizador.

No que respeita aos Prémios BAFTA da Academia de Cinema Britânico , cuja cerimónia realizou-se no dia 21, os grandes vencedores ( arrecadaram seis prémios) foram a realizadora Kathryn  Bigelow e Estado de Guerra, Carey Mulligan (Uma outra educação), Colin Firth  (Um homem singular) e Christopher Waltz (Sacanas sem lei), que ganharam nas respectivas categorias.

Quanto às estreias, o mês foi marcado pela excelente obra ( muito aclamada e favorita na corrida aos Óscares) Precious, de Lee Daniels. Este  emocionante filme ( adaptação de uma obra de Sapphire)  teve como produtora executiva Oprah Winfrey  e, merecidamente, tem sido muito apreciado pela crítica e pelo público .

Outro candidato aos prémios da Academia é Um homem sério, dos irmãos Joel e Ethan Cohen. É uma  comédia negra que, de certeza, agrada aos inúmeros fãs desta original dupla de realizadores. Uma outra educação, de Lone Schervig,  também  tem   nomeações para os Óscares. A acção decorre  no início dos anos 60  tendo a actriz principal, Carey Mulligan, arrecadado vários prémios pelo seu promissor papel de jovem indecisa. Um homem singular, do estilista Tom Ford, é um  belíssimo drama  sobre a fragilidade da vida  e do espírito humano com nomeações para os Óscares , assim como O Mensageiro, de  Oren Moverman.

É claro que o mês também foi marcado pela estreia da comédia de Woody Allen, Tudo pode dar certo, pois já era tempo de se ver uma obra típica deste consagrado realizador.   Quanto a Homens que matam cabras só com o olhar,  de Grant Heslov, apesar do excelente elenco, não passa de uma comédia absurda. Da Noruega, veio a  curiosa comédia Norte de Rune Denstad Langlo, que venceu o Prémio da Crítica Internacional no recente Festival de Berlim. À procura do homem ideal é uma comédia de Richard Loncraine e, neste mês, veio mesmo a propósito a comédia romântica Dia dos Namorados, de Garry Marshall.

O grande realizador Martin Scorsese está presente com Shutter Island, uma intrigante obra  de suspense.

No género de terror, Lobisomem, de Joe Johnston, é uma  produção  inspirada no tema clássico do homem amaldiçoado que se transforma em lobisomem.

Os apreciadores futebol devem ver O meu amigo Eric de Ken Loach que faz contracenar  a lenda de futebol, Eric Cantona , num filme  que explora a paixão futebolística e a forma como ela pode inspirar quem vive situações problemáticas .

De aconselhar o filme de Claire Simon, Consultórios de Deus sobre histórias reais num centro de aconselhamento familiar.

Como sempre, há filmes de animação, Chovem almôndegas, de Phil Lord e Chris Miller  e A princesa e o sapo de John Musker e Ron Clements que,  com uma versão moderna de um conto clássico, tem batido recordes de bilheteira. De fantasia/acção Percy Jackson e os ladrões do Olimpo, de Chris Columbo.

No que respeita a documentários, destaca-se Bobby Cassidy, de Bruno Almeida, sobre o homónimo boxeur profissional e  The CoveA baía da vergonha, de Louie Psihoyos, nomeado para o Óscar de Melhor Documentário que relata uma perturbante e dura realidade que envolve golfinhos na ilha de Taiji, no Japão.

No que respeita a  outras notícias do mundo do cinema, é de anotar que de  11 a 21 de Março realiza-se a Monstra – Festival de Animação de Lisboa que comemora dez anos.  Nesta edição, entre as várias iniciativas, destaca-se a retrospectiva histórica do cinema animado português a propósito do Centenário da República.

Está a decorrer até 12 de Março o prazo de entrega de candidaturas para o Festival Internacional de Cinema Jovem em Espinho que se realizará entre 20 e 27 de Junho.

Ainda sobre o Fantasporto realiza-se uma extensão deste Festival no Auditório Municipal do Seixal nos dias 5, 6 e7 de Março com a exibição de oito filmes o que constitui  uma excelente oportunidade para quem não pode deslocar-se ao Porto.

No âmbito  do cinema fantástico e de terror vai decorrer uma iniciativa interessante  no Auditório do Pavilhão Municipal do Alto do Moinho que recebe nos dia 26 e 27 de Março e, ao longo de 24 horas, uma maratona de doze filmes deste género.

Profª Luísa Oliveira

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O livro  Nómada, da autora Stephanie Meyer, conta a história de Melanie e de Nómada, a sua invasora.

A Terra foi invadida por extraterrestres invisíveis aos olhos da maioria dos humanos, pois eram pequenos seres que se alojavam no cérebro dos seus hospedeiros controlando todas as suas acções e pensamentos. Os humanos invadidos apenas podiam ser distinguidos pelo brilho metalizado dos olhos e uma pequena cicatriz rosada na nuca. Estes invasores, as Almas, acreditavam ser pacificadores e melhorar os mundos colonizados pela sua espécie. Julgavam que ao controlarem os piores instintos das espécies invadidas estavam a impedir a sua aniquilação e a contribuir para a criação de mundos melhores. Esta utopia levou-os a invadir silenciosamente vários mundos, acabando por chegar até nós. Estavam inconscientemente a acabar com a raça humana, pois quando uma Alma se apoderava de um corpo, normalmente, a mente humana desaparecia, pois duas mentes não conseguem habitar um mesmo corpo.

Havia duas espécies de resistentes a esta invasão: os lunáticos que acreditavam na invasão antes de ela acontecer e que conseguiram mobilizar alguns familiares e amigos para locais seguros  e humanos que se aperceberam da invasão devido às estranhas mudanças de personalidade nas pessoas à sua volta.

Melanie tinha feito parte deste ultimo grupo mas foi capturada, e foi-lhe implantada uma Alma, e agora fazia parte de outro grupo, um grupo extremamente reduzido de pessoas que tendo-lhes sido implantada uma Alma conseguiam resistir ao seu domínio. A sua vontade de viver era tão grande que nem mesmo Nómada, uma das almas mais experientes a conseguia dominar.

A principal preocupação de Melanie não era a sua sobrevivência, mas sim a segurança do seu irmão e Jared, o grande amor da sua vida. Se ela cedesse perante Nómada as suas memórias seriam reveladas e a segurança do grupo comprometida.

A luta de Melanie pelo domínio do seu próprio corpo era constante, invadindo cada vez mais a mente de Nómada com as suas memórias e sentimentos revelando-lhe, aos poucos as suas memórias mais fortes e sentimentais, transmitindo-lhe emoções até então desconhecidas para a espécie de Nómada: amor, paixão, desejo, perda, saudade vergonha e raiva. Aos  poucos,  os sentimentos de Melanie transformaram-se também nos sentimentos de Nómada. Nómada, ao vasculhar as memórias de Melanie, apercebe-se da existência de um grupo de resistentes, escondidos  algures no meio do deserto de Sonora. Decide procurá-los não para os prejudicar mas para os proteger. Na procura pelo pequeno grupo de resistentes, Nómada e Melanie tornam-se amigas, companheiras. Quase mortas são encontradas e capturadas pelo grupo do tio de Melanie, Jeb. Quase todos as queriam matar pois acreditavam que Melanie já não existia e Nómada lhes preparava uma cilada. Só Jeb e Jaimie, o irmão de Melanie, acreditavam que Nómada poderia ser diferente das outras Almas, e como Jeb era o chefe do grupo Nómada manteve-se viva mas no entanto odiada pelo resto desta pequena sociedade.

É com o convívio com esta sociedade, que Nómada acaba por reconhecer que não se identifica com os ideais da sua espécie mas sim com a espécie humana. E que este foi o único planeta em que se sentiu feliz. Apesar dos sentimentos de Melanie por Jared, Nómada sente pela primeira vez o amor incondicional de Ian um dos que a tentou matar antes de a conhecer. Ian apaixonou-se, não pelo corpo de Melanie mas pelo ser azul prateado viscoso aconchegado dentro do seu cérebro. Nómada acaba por desprezar a própria espécie e desejar a própria morte para libertar Melanie. Acaba assim por convencer o médico do grupo a retirá-la do corpo de Melanie e enterra-la viva junto aos combatentes mortos na luta contra os Batedores da sua espécie.

Tinha encontrado a sua casa, a sua espécie, o único sito onde amou e foi amada. Preferia morrer a ter de deixar este planeta ou a prejudicar as pessoas que amava. Os amigos de Nómada impediram que ela fosse enterrada e encontram um novo corpo, substituindo uma alma invasora por Nómada. No final, o grupo descobre que não são os únicos resistentes e que Nómada não era a única alma a identificar-se connosco. Afinal ainda havia uma esperança…

Sara Fernandes, 10º B

Nota do editor: este livro pode ser requisitado na biblioteca, tendo sido adquirido por sugestão da autora deste artigo

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Ainda da vasta lista de aquisições recentes da biblioteca, destacamos mais uma estante de novidades, onde podemos encontrar desde obras que abordam, de uma forma mais ligeira, autores portugueses como Camões, ou filmes que podem apoiar o estudo de Fernando Pessoa, até ficção e livros didácticos para os mais diversos gostos e idades, sugeridos por alguns dos nossos leitores professores e alunos.

Aqui fica o critério – viva a diversidade!

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Como sempre, o ano começa com a atribuição de prémios que são, muitas vezes, uma antevisão do que vai acontecer na cerimónia dos ambicionados Óscares. No dia 15, a Associação de Críticos de Cinema dos EUA,  constituída por cerca de duzentos membros, realizou a 15ª edição no Hollywood Palladium em Los Angeles distribuindo prémios por 25 categorias. Estado de Guerra de Kathryn Bigelow foi o grande vencedor, recebendo os prémios de Melhor Filme e Melhor Realização. Jeff Bridges foi o Melhor Actor pelo papel em  Crazy Heart  e Meryl Streep (Julie e Julia) e Sandra Bullock (The Blind Side) dividiram o prémio de Melhor Actriz. Christopher Waltz (Sacanas sem lei) e Mo’Nique    (Preciosa) ganharam os prémios de Melhor Actor Secundário. Avatar ganhou o galardão para Melhor Filme de Acção e Abraços Desfeitos, de Pedro Almodóvar, o prémio de Melhor Filme Estrangeiro.

Quanto à 67ª cerimónia dos Globos de Ouro no dia 17, promovida pela Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood, Avatar e James Cameron foram os grandes vencedores arrecadando os prémios de Melhor Filme e Melhor Realizador. O Laço Branco ganhou o prémio de Melhor Filme Estrangeiro e Jeff Bridges, Meryl Streep, Sandra Bullock , Mo’Nique  e Cristopher  Waltz voltaram a ganhar os prémios em que eram candidatos.

No dia 23, foram atribuídos os prémios dos Screen Actors Guild, o sindicato dos actores. O filme Sacanas sem Lei ganhou o prémio de Melhor Elenco e  Cristopher Waltz , Jeff Bridges e Sandra Bullock continuam a arrecadar prémios sendo fortes candidatos aos Óscares em Março.

O mês de Janeiro apresentou poucos,  mas bons, filmes em estreia. Destaque para  o misterioso e galardoado filme austríaco O Laço Branco, de Michael  Haneke, o emocionante Invictus (trata do papel histórico de Nelson Mandela), do meu realizador preferido, Clint Eastwood , A Estrada de John Hillcoat,  baseado na excelente obra homónima de Cormac MacCarthy , Nas Nuvens de Jason Reitman, em que o papel de um solitário  é soberbamente interpretado por George Clooney , O sítio das coisas selvagens de Spike Jonze e o musical Nove de Rob Marshall que apresenta um elenco de luxo. Da Argentina, chegou uma obra interessante Bombón , el perro de Carlos Sorin que será apreciada, sobretudo, por quem gosta de cães.

Fanny Ardant realizou Cinzas e Sangue, produzido por Paulo Branco. Também de França mais um filme sobre a resistência aos nazis, O exército do crime, de Robert Guédiguian e Estilhaços de medo, de Sean Ellis.

Em períodos de crise, uma comédia ligeira como Ouviste falar dos Morgan?, de Marc Lawrence,  assim como o drama  Estrela Cintilante de Jane Campion são vistos com algum agrado. Quanto a trilhers estão em exibição Parceiros no crime, de Mimi Leder e Não há crimes perfeitos, de James DeMonaco .

Finalmente, estreou-se o polémico Anticristo, de Lars Von Trier, que provoca reacções extremas. É preciso estar preparado para assistir a este tipo de filme pois  conjuga momentos muito belos com outros de extrema violência.

Os filmes de animação estão sempre presentes como o israelita $9.99, de Tatia Rosenthal.

Quanto à produção nacional, podem apreciar o drama A Rua de José Filipe Costa e a comédia A Bela e o Paparazzo, de António Pedro de Vasconcelos.

Em  22 de Fevereiro, começa a 30ª edição do Fantasporto – Festival Internacional de Cinema do Porto que, como sempre, vai deliciar os amantes da sétima arte. Todas as informações relacionadas com este importante festival que merece uma deslocação ao Porto estão disponíveis  no sítio do evento.

Também em Fevereiro, serão indicados os nomeados para a 82ª edição dos Óscares que se realizará em 7 de Março. A expectativa, como habitualmente, é grande.

Profª Luísa Oliveira


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