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Archive for Setembro, 2014

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9789722033336PATERSON, Katherine, Ponte para Terabithia, Lisboa, D. Quixote, 2007

Este livro é sobre um rapaz de 10 anos, chamado Jesse Aarons, que é um rapaz bastante pobre, mas ajuda a mãe a fazer as coisas na quinta, onde mora juntamente com as quatro irmãs: a Joyce Ann, Ellie e Brenda as mais velhas, e a mais nova, May Belle. Esta última era a única das irmãs que gostava dele. A sua grande paixão era desenhar, mas ninguém queria saber disso à exceção de uma professora de música de quem ele gostava muito.

Na escola de Jess havia corridas entre os rapazes de cada ano e ele queria ser o mais rápido do seu ano, por isso antes de começar a escola ele todos os dias acordava cedo para ir correr.

Um dia, enquanto Jess estava a fazer uma das suas tarefas, May Belle foi ter com ele e contou-lhe que alguém se estava a mudar para a quinta ao lado, cuja casa era muito velha e suja. Algum tempo mais tarde, numa das suas corridas matinais, alguém se dirigiu a ele. Jess parou para ver quem era e reparou que era a rapariga da quinta ao lado: chamava-se Leslie Burke; conversaram pouco tempo pois Jess tinha tarefas para fazer e depois desse dia não voltaram a falar até começar a escola.

Quando começou a escola, na hora do intervalo, todos os rapazes se reuniram para a corrida. Quando chegou a vez do ano de Jess, ele reparou que Leslie também lá estava para participar na corrida. Inicialmente houve problemas porque era uma rapariga, mas depois deixaram-na participar. Leslie ganhou seguida de Jess, que não ficou lá muito contente. Porém, a caminho de casa, começaram a dar-se bem e tornaram-se grandes amigos, estavam juntos todos os dias depois de acabarem as aulas.

Um dia, ao regressarem da escola, foram até ao caudal seco do riacho atrás da casa dos Perkins, onde havia uma velha macieira brava mesmo junto ao riacho e que tinha uma corda pendurada. Jess e Leslie decidiram baloiçar na corda à vez, até que Leslie disse que eles precisavam de um lugar secreto só deles, onde fossem reis. Decidiram então passar para a outra margem do riacho e foram andando pelo bosque dentro, até que encontraram uma casa na árvore, velha. Subiram e Leslie disse que aquele ia ser o castelo deles, só tinham era de melhorar algumas coisas. Decidiu também que aquele lugar só deles ia chamar-se Terabithia.

No início foi dificil para Jess acompanhar as ideias de Leslie, pois ela tinha uma imaginação muito grande. Leslie teve de emprestar a Jess todos os livros que tinha sobre os reinos mágicos que ajudaram Jess a perceber como é que os animais e as árvores deviam ser protegidos e como é que um rei se devia comportar. Todos os dias depois das aulas iam para Terabithia viver as suas aventuras e imaginar coisas novas para fazerem, como combater monstros e outras criaturas imaginárias.

Katherine Paterson

Katherine Paterson

Uma vez, ao vir da escola, Jess viu um senhor a oferecer uns cachorrinhos e lembrou-se que Leslie sempre quis ter um, então pediu ao motorista do autocarro para parar ali e disse a Leslie que se enontrariam em Terabithia. Ele foi a correr direito para Terabithia com o cachorro. Leslie ficou tão contente que não sabia como agradecer; deram ao cachorro o nome Principe Terrien e fizeram dele o guardião de Terabithia.

Uma manhã, quando começaram as férias da Páscoa e chovia muito, eles foram, como todos os dias, até ao riacho  mas desta vez a corrente já era muito forte e a cada dia de chuva que passava o riacho enchia mais e mais. Houve então um dia em que a professora de música do Jess ligou para casa dele a perguntar se ele queria ir ao museu e ele aceitou mas não convidou a Leslie. À noite, quando chegou a casa, recebeu a notícia da morte de Leslie, que tinha sido arrastada pela corrente, pois a corda onde costumavam baloiçar havia rebentado. Jess nem queria acreditar e foi dificil para ele ter que passar por aquilo.

Mais tarde, decidiu voltar ao riacho e construir uma ponte até Terabithia; fez então uma coroa de flores que deu a May Belle, pois não podia voltar a ser rei sem ter uma rainha.

Bárbara Viana, 12ºG

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Tabuada.1_thumb[13]As pessoas já na casa dos 50 ainda se lembram dos manuais do 1º ciclo que todos levavam na pasta da escola, com loas ao Estado Novo, poemas de Primavera e de passarinhos, histórias onde figurava a omnipresente casinha portuguesa, modesta e honesta como devia ser o chefe de família.

Os tempos mudaram e os manuais escolares “democratizaram-se” – já não veiculam (pelo menos explicitamente) uma ideologia dominante, já não são “únicos” e foram-se enchendo de cores e outras sofisticações gráficas, e têm vindo progressivamente a incluir outros suportes que não o papel, embora de forma ainda muito acessória. Apareceram às dezenas em quase todas as disciplinas e os professores, que os podem selecionar (e lecionar) em cada escola, se por vezes se podem queixar da sua qualidade, não o farão certamente em relação à quantidade.

Mas, se à uniformização ideológica e ao cinzentismo das velhas cartilhas se seguiu a liberdade da escolha e a maior atratividade do design, muitas questões se podem ainda colocar em relação ao manual escolar, quer a favor do atual modelo de adoção e utilização, quer pondo em causa sua própria existência com o estatuto de que dispõe: material de aquisição e utilização obrigatória em praticamente todas as disciplinas.

Há certamente vantagens em dispor de um instrumento que nos organiza o programa disciplinar e que, até certo ponto, normaliza e orienta tanto a lecionação como a aprendizagem (“abram o livro na página 67”, “para o teste, sai tudo desde a página 5 até à 34”, “não trouxeste o livro, não podes trabalhar”), porém, com tantas fontes de informação ao dispor de professores e alunos, terão os manuais escolares ainda um papel na escola atual? Sem pôr em causa os direitos de autor, não poderia cada professor (que está de uma forma ou outra já condicionado pelo programa) sugerir fontes (in)formativas aos seus alunos, muitas vezes até produzidas por ele próprio? Não poderia o professor atuar mais como um orientador da navegação informativa do aluno no universo de materiais-fontes que tem ao seu dispor – nas bibliotecas escolares, online – e que, de uma forma ou de outra, acabará por consultar?

Finalmente, se chegados à conclusão da inevitabilidade do manual, não haveria maneira de o desonerar? Por exemplo, por concurso a nível nacional, transformando as editoras, neste particular, em prestadoras de serviços ao estado, oferecendo a melhor relação qualidade-preço? Ao fim e ao cabo, a obrigatoriedade mantém-se e a liberdade não advém de um estilo letivo, de uma opção individual do mestre, mas sim de uma decisão que acaba também ela por ser institucional e circunstancial: se mudar de escola, tenho de mudar de manual – ensinarei melhor como professor, aprenderei mais como aluno, gastarei menos como pai?

Todas estas questões ficam à consideração dos nossos leitores nesta sondagem que hoje lançamos – digam de vossa justiça.

Fernando Rebelo (professor bibliotecário)

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Sonia Maria Luce Possentini (via Pizellades al món)

Sonia Maria Luce Possentini (via Pinzellades al món)

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