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Archive for the ‘Os Filmes da Minha Vida’ Category

No ano em que se comemoram 100 anos da assinatura do Armistício que assinalou o fim da 1ª guerra mundial, é natural que surjam obras cinematográficas que abordem temas ligados a este terrível conflito. Portugal não foi exceção e estreou o interessante O Soldado Milhões de Gonçalo Galvão Teles e Jorge Paixão da Costa. Um filme passado na década de 1940 e durante a Primeira Grande Guerra, em que Portugal participou com o Corpo Expedicionário Português (CEP), sofrendo uma dura derrota na Batalha de La Lys (França ). No dia 9 de abril assinalou-se o centenário da famosa batalha na qual o Soldado Milhões ou mais precisamente Aníbal Milhais (1895-1970), ficou conhecido por ter aguentado nas trincheiras, sozinho, com a sua Luisinha (diminutivo de Luísa, nome dado pelos portugueses à metralhadora Lewis), a investida alemã salvando, dessa forma, muitos portugueses e ingleses. Segundo passou a ser referenciado, pela sua ação, o comandante Ferreira do Amaral saudou-o com a frase “Tu és Milhais, mas vales Milhões!”.

Igualmente sobre o conflito e as suas consequências sociais, a obra distinguida, este ano, com cinco Césares foi  Até Nos Vermos Lá Em Cima de Albert Dupontel, inspirado no romance homónimo de Pierre Lemaitre, vencedor, em 2013, do Prémio Goncourt, o mais prestigiado galardão da literatura francesa. Uma interessante sátira social que, com humor negro, demonstra a insensatez das decisões tomadas pelas chefias militares e os esquemas fraudulentos surgidos com o enterro e memoriais dos combatentes que morreram durante a guerra.

Sem a dimensão de um conflito mundial mas igualmente devastador e actual, o belga Philippe Van Leeuw filmou Na Síria, a partir do ponto de vista de um grupo de civis. Trata-se de um filme claustrofóbico e tenso que mostra as consequências devastadoras do conflito. Protagonizado maioritariamente por refugiados sírios no Líbano, demonstra como os civis continuam a ser as maiores vítimas do conflito que aniquila física e psicologicamente membros de várias gerações.

Com uma temática diferente e apresentado de forma burlesca, temos a sátira política  A morte de Estaline  de Armando Iannuci, que  relata  os conflitos entre o círculo próximo de Estaline após a sua morte, em março de 1953, misturando  humor negro e alguns factos históricos.   Estreado em 2017, no Festival de Cinema de Toronto, o teor deste filme causou muita controvérsia entre políticos e figuras das artes de várias repúblicas da antiga URSS tendo sido banido em alguma delas.

Em abril também são de realçar as comédias Madame de Amanda Sthers, com Rossy de Palma, uma das musas do realizador espanhol Pedro Almodóvar e a divertida produção franco belga Assim não vais longe de Franck Dubosc, uma produção romântica sobre as consequências de enganos e mentiras. Também neste género, estreou Ammore e Malavita dos irmãos Antonio e Marco Manetti, que associa a comédia ao musical, numa sátira social sobre a Máfia com todos os lugares comuns ligados a esta temática.

No género terror, Helen Mirren domina em A Maldição da Casa Winchester de Michael & Peter Spierig, obra inspirado em factos verídicos. Película valorizada pela interpretação da talentosa atriz inglesa no papel de viúva e herdeira do criador das lendárias espingardas que vivia convencida que a sua casa era assombrada pelos espíritos das pessoas mortas por esta arma e que a única forma de os acalmar era acrescentar novas divisões, pelo que, que a habitação esteve em permanente construção até à sua morte, em 1922.

Os apreciadores de aventuras que incluem experiências genéticas, catástrofes globais e muitos efeitos digitais devem apreciar Rampage – Fora de Controlo 2D de Brad Peyt.  O realizador Wes Anderson voltou à animação em stop-motion com a comovente  fábula  Ilha dos cães, vencedora do Urso de Prata do festival de Berlim,  tendo sido o primeiro filme de animação que abriu a Berlinale. É uma obra que agradará não só aos que gostam do “melhor amigo do homem” que na película aparecem como os principais personagens numa ilha depósito de lixo municipal para onde foram enviados pelo residente da Câmara Municipal. Conforme consta da informação, o filme demorou dois anos a ser rodado na complicada técnica de filmar os bonecos/marionetas, tendo estado envolvidas cerca de 670 artistas, incluindo 70 animadores de bonecos e 38 técnicos de animação com a câmara digital Canon IDX a registar 130 mil frames que juntos dão a ilusão de movimento. Assim, todo o filme foi feito à moda antiga da técnica stop-motion, quase não tendo sido usadas imagens geradas por computador, sendo o cão-robot a única marioneta concebida em 3D.

Por fim, ninguém fica indiferente à reposição da maravilhosa e intemporal obra de 1988 Cinema Paraíso de Giuseppe Tornatore, com Philipe Noiret, numa magistral interpretação num filme que é considerado uma autêntica homenagem à magia do cinema.

Termino relembrando que até 6 maio decorre a 15º edição do IndieLisboa com a apresentação de mais de duzentos filmes, inúmeras propostas artísticas e as homenagens a Lucrecia Martel  e Jacques Rozier.

Luísa Oliveira

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Um filme, um pacote de gomas, duas horas e muito arrependimento depois, eis que formulei uma opinião sobre a obra cinematográfica “American Ultra”, realizado por um típico “american” Nima Nourizadeh.

A ação decorre numa cidade pequena dos EUA, onde Jeremiah, um jovem adulto consumidor de drogas leves, vive a sua vida pacata de trabalhador numa loja de conveniência no meio do nada.

Sendo categorizado como um filme de ação, seria de esperar que houvesse, bamerican-ultra-posterem, ação. Para um bocado de “agitação” é preciso esperar uns bons quarenta e cinco minutos, algo um pouco chato para apreciadores de filmes dinâmicos.

Entretanto aparece a CIA e “desbloqueia” a mente do rapaz que, numa inversão de acontecimentos, tinha sido treinado para ser uma autêntica máquina de matança e cuja memória fora apagada. É a partir desse momento que começa a gargalhada. É importante mencionar que não é uma comédia: os efeitos especiais parecem de há vinte anos, cada soco soa como pedra com pedra, o nome Jeremiah é demasiado comprido para um filme de ação, dado que está sempre a ser gritado e perdem-se logo uns instantes de ação… Diria que é uma junção de “Era dos Rôbos” com “Jantar de Idiotas”.

Concluindo, é uma obra “faz de conta que é um filme a sério com ação desde o início ao fim” que não faz justiça ao título do cinema como sétima arte.

Ana Luísa Oliveira, 11ºA

 

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missao-impossivel-missao-secreta-poster 2No passado mês de Setembro, tive a oportunidade de assistir ao filme “Missão impossível: Nação secreta”, dirigido por Christopher Mcquerie e produzido por J.J. Abrams, David Elisson e Tom Cruise, que é o principal ator, desempenhando a personagem “Ethan Hunt”.

Ethan Hunt é um membro crucial da IMF (Impossible Mission Force), que é localizado e raptado por uma organização de assassinos anti IMF, chamada “Sindicato”,  mas com a  ajuda dos seus amigos, consegue escapar.

Na minha opinião este filme desperta o interesse do público, do primeiro ao último minuto da acção, porque há sempre surpresas quanto a alguns personagens que pensamos ser aliados e que se revelam inimigos infiltrados.

Saliento também o uso dos efeitos especiais, que tornam a Missão aparentemente mais “Impossível”…

Recomendo o visionamento deste fantástico filme a todos quantos gostam de filmes de acção. Atribuir-lhe-ia cinco estrelas.

Diogo Silva 8.º B

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5602193501552Eu adorei ver este filme! É uma abordagem completamente nova do clássico de William Shakespeare, permanecendo-se fiel à história e textos originais. O modo como introduziram as falas “antigas” nos tempos modernos, deixou-me boquiaberta! Para os apreciadores de uma boa história romântica, penso que é o filme ideal! Este filme presenteia-nos com uma lição de vida, que nos deixa de lágrimas nos olhos! Um amor que é proibido por ambas as famílias, apenas por um desentendimento, deixar-vos-á pensativos ao verem o que o ódio e a vingança fazem a duas pessoas que realmente se amam! E um fim que poderia ser evitado, tornar-se-á trágico, não só para o casal, como para ambas as famílias que perdem mais o membro. É um filme que apela ao lado humano de uma pessoa, aquele que contêm os sentimentos mais simples e verdadeiros, como o amor!
O filme começa com um conflito, numa bomba de gasolina, entre a família de Julieta,  os Capuleto e a de Romeu, os Montéquio, que traz consequências para ambas. Entretanto, a família Capuleto decide realizar um baile de máscaras, para a qual não era permitida a entrada dos Montéquio; mas estes acabam por ir. Para não prejudicar os convidados, o pai de Julieta não deixa que os expulsem da festa, permitindo aos dois jovens que se conhecessem, e por consequente, se apaixonassem perdidamente um pelo outro. O amor surgiu logo no primeiro instante em que os seus olhos se cruzaram! Romeu e Julieta acabam por se entregar ao amor que sentem e trocam vários beijos! A cena que se segue é a minha preferida! É quando eles descobrem que pertencem a duas famílias rivais e se apercebem que não podem estar juntos, mas decidem contrariar esta realidade e pôr um fim ao conflito que dura há anos. Para isso, fazem a “fiel promessa de amor”, ou seja, decidem casar-se! Um momento de nervosismo e tensão, que mudará o rumo da história! E mais não digo…terão de ver o filme!

Sara Batista, 10ºC

DVD disponível na nossa BE – localização: 8-3. ROM

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ng1078370Pessoalmente eu gostei bastante deste filme, pois trata-se de uma boa historia onde os acontecimentos são apresentados por ordem cronológica. O filme apela de modo claro aos sentimentos mais nobres de uma pessoa.

A mim tocou-me bastante pois, como normalmente todos os filmes românticos, este transmitiu-me uma grande lição de moral, lição esta que consiste em nunca baixar a cabeça pois o final de uma história pode ser o início de outra ainda melhor.

Neste filme nós presenciamos do outro lado do ecrã a vida amorosa e os problemas que Carter Webb enfrenta. Este jovem adulto depara-se com uma crise amorosa comum aos adolescentes, mas como este não teve uma vivência de “Playboy”, não se encontra assim preparado para enfrentar casos destes. Assim resolve atravessar esta fase da sua vida de uma maneira bastante curiosa e perspicaz.

Pronto para vivenciar o caso de uma vida a três?

 Maria Rodriguez, 11ºC

filme disponível na BE – localização: 8-3. NOM

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No âmbito da disciplina de Cidadania – módulo de Boas Práticas na Internet – os alunos do 9ºA e 9ºE visionaram o filme TRUST – Perigo Online (Realização: David Schwimmer, 2010). Posteriormente produziram em grupo um texto de análise ao filme – o que a seguir se publica é o texto que melhor retrata a história do filme e analisa a problemática tratada no enredo.

Soledade Estribio (professora de Cidadania)

trustAnnie está na secundária e tem 14 anos. Recebeu um computador no aniversário e conectou-se no chat. Vive numa família feliz e unida, até que um certo homem surge na sua vida. As más opções que Annie toma fazem-na estragar a sua vida e a da sua família. No chat “conhece” várias pessoas, nomeadamente Charlie – o tal homem -que acaba por ter grande influência na sua vida. Sem se aperceber, começa a apaixonar-se por uma pessoa que nunca viu. Ele mentiu-lhe: é mais velho do que lhe disse. Mesmo assim, Annie continua a conversar com ele e ambos decidem encontrar-se.

Annie percebe então que Charlie não é quem disse ser e que lhe tinha mentido novamente. Mesmo assim, Charlie convence-a de que são almas gémeas e vão comer um gelado. Ela, apesar de já saber que ele lhe mentira várias vezes e que não é bem quem disse ser, continua porém a revelar-lhe pormenores da sua vida. Já no carro de Charlie, este oferece-lhe uma prenda (peças de lingerie) e acabam os dois num motel onde ela experimenta a prenda. Mas Annie, sem saber, estava a ser filmada e acaba mesmo por ser violada.

Annie desabafa então com a sua amiga Katie, contado-lhe aquilo por que  passou, mas da forma como ela própria entendeu a situação. Assim, Katie, apercebendo-se realmente do que aconteceu pelas palavras da amiga, informa a diretora da escola sobre o assunto que de imediato passa o caso para o FBI. Toda a gente sabe que na realidade o homem a violou, mas ela não quer acreditar nisso pois acha que ele está apaixonado por ela. O pai fica furioso e só quer encontrar o homem que lhe fez isso. Durante a investigação, acaba por descobrir as mensagens que a sua filha trocou com Charlie, o que torna ainda mais intensa a vontade de o encontrar  para o matar.

Annie regressa à escola onde confronta Katie, acabando as duas a discutir. Annie e o pai discutem igualmente, pois o pai está muito zangado por não ter sabido o que se passava entre a filha e Charlie. Entretanto, com os progressos na investigação, chega-se à conclusão de que Annie não foi a primeira vítima de Charlie. Só então é que Annie percebe que Charlie não a ama e que simplesmente a violou. Em consequência disso, Annie vai conversar com uma psicóloga acabando por desabafar com ela tudo o que sente. Para piorar ainda mais as coisas, Annie descobre que criaram um site onde expuseram a sua intimidade, o que a deixa completamente desolada, chegando ao ponto de tentar suicidar-se. O pai chega felizmente a tempo de a salvar e finalmente pede-lhe desculpa por não a ter conseguido proteger.confiar-principal

Análise das personagens:

  • Annie: Foi ingénua no desenrolar da história, apercebendo-se apenas no final, que o Charlie não é quem dizia ser, e que a enganou. É a personagem principal.
  • Pai (Will): É um homem trabalhador e preocupado com a família. Quando Annie foi violada deu o máximo, talvez demasiado à família e principalmente à Annie. Tornou-se obcecado por encontrar Charlie.
  • Mãe (Lynn): Não tem um papel muito relevante, mas sofre igualmente. Apoia imenso a filha.
  • Irmão: É uma personagem secundária, mas que se mostra preocupado com Annie após saber o que aconteceu.
  • Charlie: É manipulador, violou Annie e deixou-a acreditar que estava apaixonado por ela. Descobre-se que fez a mesma coisa a outras raparigas.
  • Melhor Amiga de Annie (Katie): É aquela amiga que conta a diretora da escola o que se passou com Annie. É uma verdadeira amiga, que qualquer um gostaria de ter. A partir deste acontecimento, a história desenrola-se.
  • Psicóloga: Desempenha um papel importante na perceção de Annie, perante aquilo que aconteceu, principalmente quando Annie se apercebe que foi violada.

Conclusão final: Nós concluímos que não devemos confiar e abrir-nos com pessoas que não conhecemos, ou que descobrimos na internet.

Ana Brito, Ana Costa, Daniel Pereira e Daniel Guerreiro, 9º A

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O Rei LeãoO Rei Leão (original: The Lion King; realizadores: Roger Allers e Rob Minkoff; distribuidor: Walt Diney, E.U.A. ,1994)

Após me ter sido proposto escrever sobre o filme da minha vida, e garanto-vos desde já que é uma grande responsabilidade, tive que aceitar este desafio que durante muitas horas me deixou a pensar sobre que filme deveria escolher. Isto porque é díficil selecionar um filme entre vários que me deixaram a refletir sobre inúmeras questões, que despertaram diversas emoções desde o choro às mais espontâneas gargalhadas, que me ensinaram lições e que, acima de tudo, me marcaram.

Foi díficil escolher um filme tendo em conta também o facto de que a minha vida nem vai a meio e possivelmente ainda poderei assistir a um filme que me marque para toda a vida e esse sim se torne o intitulado “filme da minha vida”.

Entretanto, e avançando para o que realmente interessa, acabei por fazer a minha escolha que se inclinou para um filme que me acompanhou toda a minha infância, isto é, dos meus cinco aos onze/doze anos mais ou menos. Um filme que ainda hoje me traz tão boas memórias, um filme do qual eu sei todas as falas de cor e, mesmo nos dias de hoje, consigo ver vezes sem conta e nunca me fartar. E esse filme é “O Rei Leão” da Disney.

Provavelmente muita gente iria questionar o porquê de ter escolhido um filme de desenhos animados e, além disso, iriam inclusive perguntar como posso considerar um filme de “bonecos” o filme da minha vida. Mas quanto a isso, eu posso responder de forma muito clara: sim, é de facto, um filme de desenhos animados, um filme direcionado especialmente para crianças. Porém, não se trata apenas e somente de um filme de animação e entretenimento. Se prestarmos atenção, este tipo de filmes são os que melhor passam as mensagens, bem como as lições de moral. São os que de forma não tão evidente (pelo menos até certa idade), nos fazem perceber como certos aspetos na vida funcionam. Foi o que aconteceu com este filme da Walt Disney.

O filme “Rei Leão” (irei focar-me no primeiro filme, embora tenha adorado também o segundo) foi e é um filme que, como já tinha referido, me ensinou algumas coisas que eu fui percebendo melhor à medida que fui crescendo e amadurecendo, e que ainda hoje me faz esboçar um sorriso, por um lado, de nostalgia, por outro, das boas recordações que tenho em mim.

A história do filme foca-se em Simba, filho de Mufasa, que muito cedo morre vítima do seu irmão Scar. Scar mata Mufasa, o rei leão3pois quer alcançar o poder do irmão e, depois da morte dele, obriga Simba a fugir da terra, culpando-o da morte de seu pai. Simba, que ainda era uma criança na altura, ouvindo tais palavras, não hesitou em fugir. Porém, ele não sabia que um grupo de hienas comandadas por Scar iriam atrás dele na tentativa de o matar para que não houvesse herdeiro do trono e Scar subisse definitivamente ao poder. Entretanto, Simba consegue escapar e conhece Timon e Pumba que se tornariam os seus companheiros para a vida. Com eles cresceu, sarou as feridas, aprendeu os hábitos de vida dos companheiros e foi em busca da sua própria felicidade.

Certa tarde, uma velha amiga de infância de Simba vai à caça e tenta capturar Timon e Pumba. Todavia, quando Simba sente a presença da leoa, lança-se para cima dela para a impedir de atacar os amigos. Eis que Nala (essa mesma leoa, amiga de Simba) o reconhece e ambos festejam o reencontro depois de todo aquele tempo sem se verem. No entanto, rapidamente a felicidade dá lugar às interrogações de Nala, que o interpela sobre o seu desaparecimento, o confronta com o facto de todos na sua terra o julgarem morto e afirma que ele tem que regressar, pois as condições do seu habitat (que também já fora de Simba) eram miseráveis, e ele tinha que assumir o trono e expulsar Scar de lá. Contudo, Simba estava cada vez mais confuso e não suportava a ideia de voltar, afetado ainda pelo sentimento de culpa em relação à morte do pai.

Após uma longa discussão com Nala, Simba decide caminhar à noite para refletir e chega a evocar o nome do pai através das estrelas, questionando porque é que ele o tinha deixado sozinho quando lhe tinha prometido que sempre estaria lá para ele. Lembro-me que esta foi a cena que mais me marcou em todo o filme, tendo até me escapado algumas lágrimas. Aparece um babuíno, chamado Rafiki, que conhecia Mufasa e soubera de toda a história. Ele surge e aconselha Simba, dizendo-lhe as seguintes palavras: “O passado pode doer, mas quanto a isso só há duas coisas a fazer: fugir dele ou aprender com ele.” É nesta cena que Simba fica decidido a voltar para sua terra natal, enfrentando o passado e lutando pelo trono.

Quando lá chega, todos os parentes, inclusive a mãe e conhecidos de Mufasa, ficam surpreendidos ao ver Simba que julgavam morto mas, evidentemente, ficam contentes com o seu regresso. Simba pensa num plano juntamente com Timon e Pumba para poder chegar até Scar e confrontá-lo. É nesse confronto que vem a surgir a verdade e Scar admite que fora ele quem matara Mufasa. Depois de uma grande luta, Scar acaba por ser alvo das próprias aliadas (hienas) que o devoram quando este cai de um precipício.

No final, Simba assume o trono e passado algum tempo, vem ao mundo a sua filha e de Nala, a quem deram o nome de Kiara e que viria a ser a protagonista do segundo filme.

Tenho a certeza que fui apenas uma das muitas crianças que se apaixonou por este filme. Recordo-me de episódios em que punha a cassete do filme – sim porque, nessa altura, ainda eram usadas cassetes antes de surgirem os DVD’s que hoje conhecemos – e mal o filme iniciava punha-me logo a cantar o tema inicial do filme desde o início ao fim. Também me lembro de saber todas as falas de cor (e ainda hoje sei) e recordo-me também de me pôr de gatas no meio do chão e imitar todas as cenas do filme como se eu mesma fosse a protagonista. A inocência e imaginação de uma criança são fantásticas, não é?

reileaoOutra coisa que me fascina neste filme (e que acontece com grande parte dos filmes da Disney) é, sem dúvida, a banda sonora. Quando somos mais novos não ligamos tanto ao significado das músicas, prestamos mais atenção ao ritmo, por exemplo. No entanto, agora que mais crescida, sempre que vou ouvir alguma música do filme interpreto o seu verdadeiro significado e consigo até indentificar-me com ela mesmo passado todos estes anos. Existe uma, que toda a gente conhece que se chama “Hakuna Matata” e que fala sobre deixar o passado atrás das costas e viver o presente, que é uma das mensagens que o filme passa a quem o vê e foi algo que eu aprendi com ele. Aprendi, também, que é preciso acreditar em nós e enfrentar as situações, pois fugir delas é estar a fugir de nós mesmos. Precisamos aprender com o passado, com os erros, e lutar para que no presente e no futuro tudo fique bem.

Para além destes aspetos, o filme também retrata o facto de estarmos rodeados de ganância, mas devemos ser superiores a toda essa ganância e mesmo inveja e não deixarmos de ser fiéis a nós mesmos, não deixar que essas pessoas nos tirem isso.

Este, certamente, será um filme que me acompanhará para toda a vida. Sempre que assistir ao “Rei Leão”, vou-me sentir criança outra vez, como se viajasse numa máquina do tempo. São incríveis as sensações e o impacto que um filme pode ter em nós. Farei questão, se possível, de um dia mostrar o filme aos meus filhos e partilhar com eles algo que acabou por fazer parte de mim e da minha vida.

Já vi muitos filmes, de todos os géneros: ficção científica, ação, suspense, drama, animação, comédia, romance, um ou outro histórico… E claro que alguns deles também estão na minha lista de filmes favoritos, contudo não me arrependo desta escolha que fiz e hei-de sempre considerar o “Rei Leão” um dos filmes da minha vida.

Sandra F. Matoso, 11ºE

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