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Posts Tagged ‘Cidadania’

ED_livrolivre1O Livro Livre é uma outra forma de comemorar os 40 anos do 25 de Abril dando a conhecer a crianças e jovens este marco da História de Portugal e o seu legado. Celebra os direitos e as liberdades fundamentais consagrados na Constituição de 1976 como a sua principal herança e destaca a responsabilidade do que é viver em democracia.

Tomando como referência este momento de conquista histórica, fruto da luta e do trabalho de muitos, militares e civis, o Livro Livre apela ao espírito da liberdade e convoca o leitor a participar numa atividade criativa, como co-autor do livro. Desafia-o a resgatar as memórias de quem viveu este período e registar estas experiências. Através de breves enquadramentos históricos, ilustrações sugestivas e propostas de atividade diversificadas, este livro constrói um espaço para a reflexão sobre o significado do 25 de Abril

(sinopse FNAC)

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O projeto foi apresentado à nossa turma, 9º C da ESDS, pela prof. de História Anabela Rodrigues e, em colaboração com Educação Visual, desenvolvemos o projeto Livro Livre.

Primeiramente analisámos os conteúdos já presentes no livro, depois realizámos diversas pesquisas documentais na biblioteca da escola e testemunhais junto da geração que viveu o 25 de Abril de 74.

Depois reflectimos individualmente sobre os conteúdos propostos pelo livro, que nos questionava sobre temas de cidadania, levando-nos a emitir uma opinião que mais tarde registaríamos no livro.

Mas a questão da criatividade  também foi importante, pois o preto e branco do livro antes de passar pelas nossas mãos necessitava cor e personalização: assim pintámos, modificámos páginas, e adaptámos o livro à maneira de cada um.

A turma gostou de participar no projeto, pois foi o testemunho de algo importante, conseguindo-se inclusivamente aprender mais com o Livro Livre do que com os manuais de História. Como etapas mais marcantes do processo destaco as entrevistas a quem viveu intensamente esse período. Foi igualmente fundamental, o trabalho de colaboração entre a nossa DT, as professoras de História e Educação Visual e as nossas famílias.

Fomos convidados para apresentar os nossos projetos pessoais no Museu do Aljube e aí pudemos dar testemunho aos presentes não só da nossa experiência individual mas de toda a turma.

Margarida Lopes, 9ºC (testemunho)

 

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cyber

as redes sociais podem ser um excelente meio de partilha e convívio mas também uma poderosa fonte de agressão

Há diversos anos letivos que, na ESDS, se generalizou no 7ºAno a lecionação do módulo de Boas Práticas na Internet, integrado na área da Cidadania. Apesar de não se ter ainda conseguido uma articulação com as TIC e de não ter ainda uma visibilidade na escola e não ter sido ainda possível de fazer chegar esta literacia digital e de cidadania  a outros níveis de escolaridade, o número médio de horas lecionadas e o número total de alunos estabilizou num nível bastante aceitável (ver quadro abaixo).

À semelhança de anos anteriores, todos os professores reportam o entusiasmo dos alunos com os temas abordados, embora menor empenho na realização de tarefas mais estruturadas.

Longe ainda do idealizado em projetos anteriores da BE – uma carta de cidadania digital para os alunos – esperemos que para o ano possamos avançar um pouco mais nesse sentido com a colaboração de todos.

Fernando Rebelo (PB)

Síntese-balanço da lecionação do Módulo no ano letivo 2015-16

BPI

Alguns trabalhos realizados pelos alunos

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É através da comunicação social que sabemos o que está a ocorrer à volta do mundo. Mas, por vezes, deparamo-nos com visões um pouco distintas, visto que as opiniões, argumentos e palavras mudam consoante a fonte que consultamos.

imagesAtualmente podemos verificar esse facto, mais regularmente, quando o assunto são “os refugiados”. Todos os acontecimentos negativos protagonizados por indivíduos de etnia árabe parecem ser culpa dos refugiados. Mas será que essa é a realidade? Ou será que a sociedade está já demasiado vinculada à ideia de que tudo o que diz respeito a essa etnia tem a ver com os refugiados?

Esta questão colocou-se a propósito dos acontecimentos do passado dia 31 de Dezembro, na Alemanha quando, pelo menos, 80 mulheres foram brutalmente atacadas por homens. Tendo em conta que foi algo que mereceu uma grande atenção por parte dos média, podemos deparar-nos com mais do que uma visão sobre o mesmo assunto em distintas fontes.

Assim o pude constatar quando li a notícia do jornal Expresso e a comparei com a dohamburgo-antinazista-g1 Observador. Na notícia apresentada pelo jornal Expresso podemos ler que os ataques terão sido, supostamente, planeados por agressores de etnia árabe e africana. Embora a notícia não seja extensa, podemos comprovar que o foco está na dimensão monstruosa do que se passou em Colónia (Alemanha) e igualmente, embora em menor escala, em Hamburgo e Estugarda: o número de mulheres assediadas, agredidas ou assaltadas. Neste jornal, no entanto, a notícia não refere os agressores como refugiados mas apenas menciona as suas etnias.

Por outro lado, no jornal Observador a notícia sobre o mesmo assunto acrescenta o suposto “perigo” que é a Alemanha dar asilo aos refugiados, na medida em que alguns agressores eram de etnia árabe, questionando, na linha de pensamento de Frauke Petry e outros grupos, se Angela Merkel não concorda que a vaga de violência na passagem de ano não serviria de “aviso” à política de “portas abertas” da chanceler alemã. Apesar de incluir igualmente a opinião de Henriette Reker, que discorda que os refugiados estejam envolvidos neste trágico acontecimento, o foco acaba assim por se deslocar do ataque para a questão dos refugiados.

revista-de-imprensa-nacional-jornais

Esta é apenas uma amostra de como a comunicação social pode mudar o ênfase de uma notícia e torná-la distinta de um jornal para outro. Tudo depende de quem está por detrás da caneta ou do computador a escrevê-la. Daí podermos defender que nunca nos devemos guiar por uma simples fonte de informação, mas antes procurar mais fontes para assim recolhermos mais dados de modo a retirarmos as nossas próprias conclusões, de uma forma mais crítica e informada.

Mónica Andrade, 12ºD

fontes analisadas:

fonte das imagens: aqui, aqui e aqui

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O autor d’A Vila das Cores, Bruno Magina,  um dos vencedores da Bolsa Jovens Criadores 2015, na área de literatura, esteve a tempo inteiro durante os dias 26 e 27 de novembro p. p. no Agrupamento de Escolas Daniel Sampaio (AEDS).

O convite ao autor surgiu no âmbito do projeto multidisciplinar Um Livro, Um Mundo, iniciativa promovida pela Biblioteca Escolar (BE) da EB Vale Rosal que rapidamente se estendeu às outras BE e Escolas do Agrupamento.

No 1º período 2015 / 2016, Um livro foi A Vila das Cores, Um Mundo foram os sentidos inferidos a partir do texto e da cor. Enquanto texto multimodal, a obra de Bruno Magina permitiu a um grande número de alunos dos vários ciclos e níveis de ensino do AEDS, auxiliados pelos seus Professores e Professores Bibliotecários (PB), fazerem uma interseção entre a estética literária e as artes plásticas. As suas propostas de análise consubstanciaram, por um lado, uma articulação curricular vertical e horizontal, por outro, as mais diversas apresentações finais, nos mais diversos suportes.

Dulce Sousa

Nota do editor: as imagens em diaporama ilustram a presença do escritor na ESDS e a exposição dos trabalhos dos alunos do 8º ano, coordenados pela profª. Ana Guerreiro e do 12ºI (PAI), coordenados pela profª. Armanda Mendes, também autora da maioria das fotos.

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Damos hoje início a uma nova rubrica aqui no Bibliblog com a publicação de um artigo da Micaela Rafael.

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mil maneiras de mostrar os factos

Este nova rubrica – Um olhar sobre as notícias – resulta da colaboração da BE com a disciplina de História lecionada pela Luísa Oliveira ao 12ºE, turma que se dispôs a participar neste projeto.

O nosso objetivo é combinar a consciência cívica, a atualização informativa, a opinião fundamentada e, em particular, promovendo a literacia dos media, a formação de uma consciência crítica em relação às opções editoriais dos vários media.

Pretendemos que os alunos envolvidos neste projeto

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um espetador desprevenido

se apercebam das mil maneiras de olhar e de mostrar  os “factos” – como, por vezes, meras opções gráficas ou destaques podem refletir o mesmo facto de distintas formas, infelizmente algumas delas com um efeito manipulatório sobre um leitor/espetador mais desprevenido ou menos educado na forma como filtra e reage criticamente à informação que lhe é fornecida em catadupa nos dias de hoje.

Fernando Rebelo (PB)

Imagens daqui e daqui

As consequências de uma sociedade conformista

O aquecimento global poderá ser sanado quando, entre outras coisas, houver um crescimento global de mentalidade

É do conhecimento geral que um dos principais temas da atualidade se prende com as alterações climáticas. O aumento da temperatura, a subida no nível médio das águas ou a degradação da qualidade do ar são consequência de uma sociedade cada vez mais consumista, indiferente e conformista.

A verdade é que todos nós gostamos de ter aquela camisola a 15 euros, uma caneta a 2 euros ou um par de calças a 20 euros, a casa aquecida no inverno e um carro para nos deslocarmos de forma cómoda para o trabalho, no entanto, pensamos nas consequências que daí advêm? Não.

original (2)Assim, na sequência desta questão e de outras, líderes de todo o mundo reúnem-se em Paris, de forma a chegar a um acordo relativamente às medidas a tomar para combater as alterações climáticas, tendo como principal objectivo que até 2100 a subida da temperatura não exceda os 2 graus celsius.

O top de países mais poluentes são efetivamente, e sem surpresa, os países que mais produzem. China, Estados Unidos, Índia, Rússia, etc. Tornando-se evidente que é necessário estabelecer de forma igualitária os encargos dos países industrializados e dos países em desenvolvimento, para que não aconteçam situações como a que se está a viver agora na capital chinesa, Pequim.

Jornais como o Diário de Notícias, Expresso ou o Jornal de Negócios avançam

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Pequim em alerta vermelho (Sicnotícias.pt)

com a notícia chocante de que a China activou o alerta vermelho pela primeira vez na sua história: o máximo numa escala de quatro em relação aos níveis de poluição. Medidas como a proibição de circulação de veículos ou o aconselhamento às populações para permanecerem nas suas casas já estão em vigor na capital chinesa.


A maioria dos jornais mantem-se fiel à mesma linha informativa, destacando que esta é a primeira vez que tais medidas são implementadas e explicando o sucedido com a existência de um denso nevoeiro branco seguido de um forte odor a carvão. No entanto, conseguimos ver que tanto o Jornal de Negócios como o2015-12-07-Pequim  Diário de Notícias se centram unicamente nas medidas tomadas por Pequim, sendo tal visível na repetição da expressão “alerta vermelho em Pequim” chamando assim mais a atenção dos leitores para este lado pontual da questão. Já o Expresso, para além da descrição dos factos, alargou mais o campo informativo, procurando dar uma base mais científica ao artigo, reportando muitos números baseados em estudos relacionados com a poluição, incluindo relatos de residentes, explicações do Presidente da Câmara de Pequim e os estudos de um investigador.

Não deixa de ser irónico o sucedido, visto que, não há muitos dias, a China, o país mais poluente no mundo, expressava a sua vontade de reduzir em cerca de 60% as emissões dos gases poluentes na Conferência do clima em Paris.

Este é um tema que deve interessar a todos, tendo em conta que se trata,2015-11-29-paris-1 nada mais, nada menos, do que o reflexo de uma sociedade consumista que quer sempre mais e mais a um preço cada vez mais baixo, o que não é possível sem colocar em causa a “saúde” do nosso planeta e das imensas pessoas que nele habitam, como é referido no jornal Expresso, que divulga um estudo em que 1,4 milhões de chineses podem morrer prematuramente anualmente por causas relacionadas com a poluição, sendo que a poluição mata diariamente 4000 pessoas.

Cabe-nos então a nós pensar se realmente queremos continuar a adoptar uma atitude conformista ou agir – será que uma camisola, um lenço ou mais um ar-condicionado ligado em casa vale, a longo prazo, a vida das pessoas, vale o fim da biodiversidade, vale o início de secas, a escassez de água e novos conflitos mundiais? Deixemos de ser egoístas e pensemos nas gerações vindouras, como Veríssimo Andrade refere: “O aquecimento global poderá ser sanado quando, entre outras coisas, houver um crescimento global de mentalidade.”

Micaela Rafael, 12º E

Fonte das imagens: sicnotícias.pt e expresso.pt

 

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