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Posts Tagged ‘Ficção’

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Já estão disponíveis na BE, para requisição, as mais recentes aquisições de filmes de ficção em DVD:

  • 12 anos escravo
  • 127 horas
  • 1941 ano louco em Hollywood
  • A Gaiola Dourada
  • A guerra do fogo
  • A lancheira
  • A rapariga que roubava livros
  • A residência espanhola
  • Apocalypse Now
  • As ondas de Abril
  • As vantagens de ser invisível
  • Bom dia Vietname
  • Casablanca
  • Encontro de irmãos: Rain Man
  • Filomena
  • Forrest Gump
  • Getúlio: Últimos dias de um presidente
  • Grand Budapest Hotel
  • Mistérios de Lisboa
  • O clube de Dallas
  • O clube dos Poetas mortos
  • O Hobbit: A desolação de Smaug
  • O homem duplicado
  • O Lobo de Wall Street
  • O Mordomo
  • Os homens do presidente
  • Os Maias
  • Os Miseráveis
  • Por quem os sinos dobram
  • Que mal fiz eu a Deus? Bem vindos à família Verneuil

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Tomás Noronha, personagem central de Codex 632 de José Rodrigues dos Santos, é professor da Universidade Nova de Lisboa, leciona História e é perito em criptanálise e em línguas antigas. É casado com Constança e fruto desse casamento tem uma filha: Margarida Noronha de 8 anos. Margarida sofre de trissomia 21 ou Síndroma de Down.

Tomás é contratado para descodificar uma estranha cifra, deixada pelo professor Toscano antes de morrer, por parte da Fundação Americana de História. A Sociedade prometeu-lhe pagar 2.000 contos por semana e 500.000 de prémio caso conseguisse descodificar o cifra (o problema foi que foram impostas novas condições no final). Tomás é um curioso da história, não só a portuguesa, como também a mundial. Gosta de códigos e cifras e de codificá-las e, claro, descodificá-las constantemente. Através dessa sua astúcia consegue decifrar o estranho enigma deixado pelo professor Toscano.

A sua filha é vítima de uma doença incurável a que se associam outras complicações cardíacas. Tomás e Constança tudo fazem por ela, desde levá-la a inúmeras consultas a dispensarem-lhe todos os cuidados em casa. Há uma altura inclusive que eles lutam para conseguir um professor que possa ajudar Margarida (as crianças com algum tipo de deficiência têm  direito, à luz da legislação portuguesa, a um professor que as ajude e lhes dê um apoio suplementar). Concluindo, tudo fazem pela sua filha que, ao invés de ser um motivo de desunião, é antes um motivo de união.

O que acaba por ser um motivo de desunião é a “capacidade de observar a sala de aula” que revela Tomás Noronha (se é que me faço entender…) A dado momento, aparece uma jovem dos países nórdicos (Lena) que estava a estudar história e queria escrever uma tese sobre os Descobrimentos Portugueses. Tomás é então convidado a estudar em conjunto com Lena na casa dela e os dois envolvem-se sexualmente, acabando ela por se tornar sua amante. Quando Constança toma conhecimento disso, separa-se dele mas no final foi a sua filha que mais uma vez os acaba por unir (não pelos melhores motivos mas, enfim…)

José Rodrigues dos Santos

José Rodrigues dos Santos (o criador de Tomás Noronha) já recebeu diversos prémios. Não só no âmbito da sua carreira literária, como também na sua carreira jornalística. É uma referência para os portugueses enquanto jornalista e português. As opiniões sobre os livros deles divergem: uns afirmam que, partindo de sobrepostos falsos, nunca se poderá chegar a conclusões verdadeiras. Outros porém, dizem que acham a história credível visto que há a possibilidade espácio-temporal da realização da história (coisa que provavelmente não poderá acontecer em alguns livros de Dan Brown, onde a ação se desenvolve num só um dia). Para além da crítica, a sua escrita já foi alvo de prémios, nomeadamente Escritor de Confiança 2012.

Tiago Bernardino, 10º F

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NAVARRO, Júlia (2007), O Sangue dos Inocentes, Gótica, Lisboa (disponível na BE – cota: 821.1/9.9. NAV)

No seguimento do texto que escrevi sobre Viagem ao mundo da droga, inserido na rubrica O Livro da Minha Vida, e porque na minha vida há lugar para mais do que um livro, escrevo agora, e mais uma vez para tentar aliciar cada vez mais possíveis leitores, sobre uma outra obra que considerei digna de nota.

Uma das coisas que mais me agrada num livro é a facilidade com que viajo dentro dele. Transporto–me no espaço e no tempo,  deixo-me levar e quando dou por mim …estou lá. Assim aconteceu com este O Sangue dos Inocentes. Mergulhei nas histórias da História, como se conseguisse viver em cada século retratado no livro, tentando, eu mesma, encontrar respostas para as dúvidas que nos surgem ao longo da obra e do tempo.

“ Sou espião e tenho medo…”. É Frei Julián quem o escreve no início desta crónica, em pleno Séc XIII. Um relato quase real do cerco a Montségur, uma luta cruel entre cátaros e católicos. Em nome da religião, de uma crença cega se mata e se morre.

Séculos mais tarde, em 1939, num outro cenário de guerra, um agnóstico, em plena Berlim hitleriana, inicia uma busca perigosa pela mulher, de origem judaica, no contexto da perseguição sem tréguas, onde mais uma vez o fanatismo desmedido e a intolerância voltaram a fazer derramar sangue inocente.

Já na atualidade, um grupo de muçulmanos radicais imola-se em Frankfurt, deixando uma mensagem que provoca um forte alerta no Centro Antiterrorista da Europa. Sejam quais forem as motivações reais, o radicalismo e o fanatismo não se condoem com que quer que encontrem pela frente. “Um herói pode não ter sequer idade, mas o amor à causa é-lhe tão precocemente instigado, que o sangue mais inocente é aquele que mais serve a causa”.

Júlia Navarro

Esta é pois uma obra transversal no tempo e no espaço, intensa e real, marcante e chocante! Várias histórias numa só história onde o medo e a coragem se confundem, mas onde, sobretudo a convicção impera, a crença domina, converte, cega e aliena! Ontem, como hoje, se derrama o sangue inocente, em nome de um idealismo alucinado e fanatizado, perpetuado através dos tempos. Uma obra que nos leva a questionar os nossos próprios valores. Aquilo em que sempre acreditámos será ou não credível? Valerá ou não a pena acreditar? Será o ser humano capaz de encontrar  a ténue fronteira entre o certo e o errado?

Um livro histórico e atual, que liga de forma brilhante três épocas da história da humanidade, mostrando-nos como ao longo dos séculos a intolerância nunca deixou vingar a paz entre os homens. Fica-nos no entanto a convicção de que um dia, não importa quando, será vingado o sangue dos inocentes!

Vale mesmo a pena ler este livro!

Fernanda Peralta

imagem daqui

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Para dar as boas-vindas aos alunos recém chegados à escola, resolvemos fazer um escaparate com algumas das obras de maior êxito da nossa biblioteca, que tem “coisas” de amor, aventura, misteriosas e mesmo… horríveis. Aqui fica a primeira Estante deste ano letivo, já com resultados no terreno: mais de metade dos livros do escaparate já estão na companhia dos nossos leitores :).

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PRIETO, Susana, VÉLEZ, Lea, A Casa do Destino, Edições Casa das Letras, 1ªEdição, Cruz Quebrada 2005

Rocío Herrero é uma rapariga de deslumbrantes olhos verdes e de origem humilde (filha de uma pastora). Após o assassinato da sua mãe, quando tinha apenas cinco anos, foi adoptada por uma família rica de Villanueva, os Acevedo. No entanto, sendo dada a sua rebeldia nunca foi realmente aceite pela sua família adoptiva.

Embora Rocío seja diferente dos outros, não deixa de ser uma jovem romântica que  sonha com um homem que nunca viu mas pelo qual se apaixona perdidamente, mesmo sabendo que não passava da sua imaginação (ou assim pensava ela…).

Mas a sua vida haverá de sofrer uma grade reviravolta quando, com apenas vinte e cinco anos, é vítima de um enfarte e lhe é oferecida um pavilhão de caça pelo poderoso marquês de Villanueva, D. Alfonso, um homem abastado com grande influência sobre a vila e os pais de Rocío.

Já na sua nova moradia, durante um dia tempestoso, aparece no seu sotão um homem gravemente ferido. Não era porém um homem qualquer – era o homem dos seus sonhos, o homem com quem sonhara desde a adolescência.

Passados quatro meses, Carlos (assim se chamava o homem dos  seus sonhos) e Rocío tentam desvendar um crime envolvendo a família do marquês ignorado durante vinte e cinco anos e, aos poucos, apaixonam-se um pelo outro.

Escolhi este livro porque retrata com o todo o pormenor uma fantástica história sobre o “mistério e sensualidade” de um amor impossível, o que me deu grande motivação para continuar a ler até descobrir o surpreendente final da história. Embora o final fosse diferente daquilo que estava à espera, só o facto de ter sido inesperado tornou a história muito interessante.

A parte que mais apreciei foi a descrição de Rocío quando viu Carlos, o homem com quem sonhara desde a adolescência, pela primeira vez. Pelo contrário, não me agradou tanto o momento da história em que Ignacio, sobrinho do marquês, matou o seu primo, noivo da melhor amiga de Rocío e filho do marquês, José Antonio.

as autoras

Aqui registo um dos meus excertos preferidos:

A Morte, o Destino e o Amor não conseguiam chegar a um acordo. Cada um julgava ter mais poder sobre os mortais do que os outros dois. O Destino asseverava que era capaz de qualquer coisa, unir reinos, destruir culturas, provocar guerras e que a Morte e o Amor eram consequências dos seus actos. O Amor asseverava que era ele quem realmente comandava todas as coisas. Se havia guerras, era por amor e, por conseguinte, por ódio, a outra face da moeda, e que, se as pessoas viviam e morriam, era também por seu intermédio, já que as impelia a casarem-se, a procriarem, a conservarem as suas possesões e a cometerem os crimes mais horrendos só para não deixarem de sentir esse fogo no coração. A tudo isto a Morte replicou que punha fim a esse amor com o peso da lousa, algo com o que Destino também não concordava, pois asseverou que era ele quem decidia como e quando se devia colocar essa lousa. Incapazes de se entenderem, chegaram à conclusão de que, para resolverem o dilema, tinham de considerar um caso prático.(…)

No primeiro dia de 1960, o Destino, o Amor, e a Morte voltaram a encontrar-se. (…)

O Destino e a Morte reconheceram a sua derrota. Os amantes estavam juntos e já nada poderia separá-los. O Amor ganhara, mas este, com grande humildade, disse que também ele perdera. Tinham o mau costume de não levar em conta o quarto poder.

– Foi ele quem ganhou a aposta – disse o Amor.

O Destino e a Morte assentiram.

Tinham sido vencidos pela Vontade.

Filipe Hanson, 11ºB

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Para os cinéfilos, Fevereiro é o mês  mais aguardado devido à atribuição dos ambicionados Óscares. E, para manter a tradição, começo por falar na 83º edição que decorreu no dia 27 de Fevereiro, com apresentação feita pelos actores Anne Hathaway e James Franco. A habitual noite de glamour não trouxe muita surpresas e o Discurso do rei continuou a sua caminhada triunfante, arrecadando quatro estatuetas: Melhor Filme, Melhor Realizador (Tom Hooper), Melhor Actor Principal (Colin Firth) e Melhor Argumento Original. Natalie Portman ganhou o prémio de Melhor Actriz Principal, e Cristian Bale e Melissa Leo foram considerados os Melhores Actores Secundários pelos papéis em The Figther – último round. Por seu turno,o filme dinamarquês In a better World de Susanne Bier foi considerado o Melhor Filme Estrangeiro. Grande desilusão para Indomável, o grande derrotado da noite, e destaque para A origem que ganhou quatro estatuetas nas categorias técnicas.

Mas os Óscares da Academia não podem eclipsar outros acontecimentos como o Festival de  Berlim  e os prémios Bafta, César e Goya. Assim, na 61ª edição do  Festival de Berlim foi apresentada uma retrospectiva integral da obra do criativo realizador sueco falecido em 2007, Ingmar Bergman. Curiosamente este realizador,  durante a sua longa carreira, ganhou três Óscares de Melhor Filme Estrangeiro. O Urso de Ouro para melhor filme foi para o iraniano Asghan Farhadi com a obra Nader and Semin – a Separation que também ganhou os Ursos de Prata para Melhores Actriz e Actor. A 64 ª edição dos Bafta, prémios da Academia de cinema britânico,  foi um reconhecimento do  Discurso do rei, que arrecadou sete estatuetas. Os Césares, prémios da Academia francesa de Cinema, galardoaram Os deuses e os homens de Xavier Beauvois com 3 prémios e o realizador Roman Polanski pelo filme  O escritor fantasma. Nos prémios Goya, Discurso do rei foi considerado o Melhor filme europeu e Javier Bardem foi premiado por Biutiful, tendo Pa Negre, de Agusti Villaronga,  arrecadado nove prémios.

Nas estreias do mês, houve a coincidência  de apresentação de filmes nomeados para os Óscares:  o emocionante  trilher psicológico Cisne Negro de Darren Aronofsky, com uma excelente representação de Natalie Portamn; o estupendo drama histórico e biográfico sobre o rei Jorge VI de Inglaterra em  Discurso do Rei de Tom Hooper, com uma magistral interpretação de Colin Firth; o brilhante Indomável dos irmãos Ethan e Joel Cohen,  um western  que tem sido um êxito de bilheteira e que é a nova adaptação da novela de Charles Portis, baseada num episódio verídico. Realce ainda para Jeff Bridges na personagem que valeu a John Wayne, em 1969, o Óscar de Melhor Actor em A velha raposa; o drama familiar ligado ao boxe em The Fightero último round de David O. Russel,  a partir da biografia de dois pugilistas irmãos, Dicky Ecklund e Micky Ward; a história de sobrevivência, 127 horas de Danny Boyle; o drama Despojos de inverno de Debra Granik, considerado um clássico do feminismo contemporâneo e Blue valentine – só tu e eu de Derek Cianfrance,  sobre as dificuldades da vida a dois.

Ainda outras estreias do mês: a comédia política  e testemunho jornalístico, CasinoJack –  O dinheiro dos outros de George Hickenbooper, com Kevin Spacey  na personagem de Jack Abramoff que esteve envolvido num escândalo de corrupção de vários funcionários do Congresso Americano durante a Administração de George W. Bush;  a comédia de acção Green Hornet de Michel Gondry, baseada numa personagem radiofónica dos anos 30 e numa série  televisiva dos anos 60;  a importância da  tenacidade em Secretariat de Randall Wallace, versão de um livro que relata a história verídica de Secretariat, um cavalo que se tornou o primeiro, em vinte e cinco anos, a vencer a Tríplice Coroa, e que continua a ser o único animal a figurar na lista dos 50 maiores atletas do século XX, tendo sido capa de inúmeras revistas desportivas; a comédia romântica Sexo sem compromisso de Ivan Reitman;  terror e  ficção científica  de 2008 em Outlander – a vingança Howard McCain;  O exército vermelho unido de Koji Wakamatsu, um documentário ficcional com imagens de arquivo, relatos e recriações sobre os métodos terroristas utilizados pelo fanático Exército Vermelho japonês; também do mesmo realizador, O bom soldado, um drama com acção na 2ª Guerra Mundial;  Budapeste de Walter Carvalho a partir da obra homónima de Chico Buarque de Hollanda;  Somewhere – Algures de Sofia Coppola ; a aventura de  Sanctum de Alister Grierson e O dilema de Ron Howard.

A curiosidade do mês foi o facto do realizador australiano Phillipe Mora  ter descoberto, em  Berlim, dois filmes em 3D, datados de 1936,  um período muito anterior à utilização desta técnica em Hollywood.

No plano nacional, assistiu-se à estreia do musical  As cobaias de Pedro Gil de Vasconcelos e à realização da 31ª edição do Fantasporto com inauguração oficial no dia 25 e que se prolonga até 6 Março. Nesta edição, a maioria dos filmes são de produção europeia com muitas antestreias mundiais. Duas das obras são protagonizadas pelo actor britânico, ícone do cinema fantástico, Cristopher Lee. O  Fantas, Festival Internacional de Cinema do Porto, pela sua vasta programação, continua a prestigiar o mundo do cinema.

Luísa Oliveira

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Um breve resumo da história…

Esta história decorre em Barcelona, no ano de 1945. Daniel Sempere está prestes a comemorar o décimo-primeiro aniversário e, como presente, o seu pai leva-o a um local desconhecido para a maior parte dos barceloneses no centro da cidade: o Cemitério dos Livros Esquecidos. Este lugar é uma biblioteca secreta e infindável onde se encontram os livros abandonados e esquecidos pelas pessoas, que estão à espera de ser redescobertos. Já no Cemitério, Daniel encontra um exemplar de A Sombra do Vento escrito pelo desconhecido Julián Cárax.

Ficou de tal forma interessado pelo livro e pelo autor, que procurou encontrar mais informações e detalhes sobre a sua misteriosa vida . No entanto, Daniel descobre que alguém anda a queimar todos os exemplares das obras escritas por Cárax e que o exemplar que  possui pode bem ser o último existente.

À medida que aprofunda a sua investigação, Daniel descobre que a obra que que tem nas mãos retrata a vida amorosa do próprio Julián com uma rapariga chamada Penélope Aldaya, filha de uma família rica de Barcelona. Obcecado em desvendar todos os mistérios, Daniel percorre todos os cantos da cidade com o seu amigo Fermín (funcionário da livraria do pai de Daniel), e aos poucos vai descobrindo a verdade da triste vida de Julián e Penélope. No decorrer da investigação, Daniel apaixona-se ele próprio por Beatriz, irmã do melhor amigo de Daniel, Tomás Aguilar.

O meu excerto preferido…

Um homem jovem, coroado já de alguns cabelos brancos, caminha pelas ruas de uma Barcelona apanhada sob os céus de cinza e um sol de vapor que se derrama sobre a Rambla de Santa Mónica como uma grinalda de cobre líquido.

Leva pela mão um rapaz de uns dez anos, olhar embrigado de mistério perante a promessa que o pai lhe fez ao alvorecer, a promessa do Cemitério dos Livros Esquecidos.

– Julián, não podes contar a ninguém aquilo que vais ver hoje. A ninguém.

– Nem sequer à mamã? – inquire o rapaz a meia-voz.

O pai suspira, amparado naquele sorriso triste que o persegue pela vida.

– Claro que sim – responde. – Para ela não temos segredos. A ela podes contar tudo.

Daí a pouco, figuras de vapor, pai e filho confundem-se entre a multidão de Ramblas, os seus passos para sempre perdidos na sombra do vento.

Porque o recomendo…

Escolhi falar deste livro porque foi o primeiro livro que me cativou só ao ler o primeiro parágrafo, já para não falar do ambiente misterioso que se sente ao ler o livro. Porém, o mais engraçado é que é um livro que fala sobre outro livro, mostrando a magia e a influência que os livros têm sob as pessoas. Também o escolhi porque considero o melhor livro que já li, pois não só possui as duas características que penso serem essenciais num bom livro (escrita simples e acessível e  uma história cativante), como também pelo suspense tão intenso que consegue envolver o leitor ao ponto de só apetecer ler sem parar.

Filipe Hanson, 11ºB

ZAFÓN, Carlos Ruiz, A Sombra do Vento, Publicações Dom Quixote, 17ª Edição, Março 2009

Carlos Ruiz Zafón

Do mesmo autor:

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Neste verão,  li um livro chamado O Despertar. O Despertar é de uma saga de livros da autora L.J.Smith, que envolve uma combinação de géneros como fantasia, terror e romance.

O livro fala-nos de um grupo de adolescentes numa cidade pequena, onde todos se conhecem e se relacionam. A história inicia-se com o ano lectivo da secundária local, que desta vez vai estar recheado de novos dramas, mistérios e romance, motivados pelo aparecimento de uma nova personagem chamada Stefan Salvatore, o rapaz novo, cheio de mistério e charme que chama a atenção de toda a gente no liceu.

O livro trata da vida dos adolescentes, dos seus dilemas e dramas pessoais. A personagem principal Helena e as suas melhores amigas, Bonnie e Vickie, deparam-se repentinamente com uma nova luta pelo poder escolar: a desde sempre rainha da escola, Helena, ganha uma inimiga e rival numa anterior amiga (Catherine); como se não bastasse, apaixona-se pelo rapaz novo.

O passado obscuro deste rapaz (afinal ele é um vampiro) irá rechear a história de aventuras, drama e acção, não só porque ele tenta lutar contra a paixão que também sente por Helena, pela sua sede de sangue humano (ele, sendo vampiro, só consome sangue de animais), como também tenta esconder de todos a sua verdadeira essência.

Este primeiro livro termina já com Helena consciente daquilo que Stefan é e com o aparecimento de algumas situações inexplicáveis que deixam antever o aparecimento de mais um vampiro.

Em suma, achei o livro interessante, revigorante quando toca à química entre as personagens e o enredo é de tal forma extenso e complexo que a autora teve que escrever mais do que cinco livros para narrar a história completa de todas as personagens e suas relações.

Rui Alves, 11º B

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Como Setembro foi um mês de festivais,  começo  por transmitir algumas informações  de alguns desses acontecimentos. O  filme Somewhere de Sofia Coppola  ganhou o Leão de Ouro  da 67ª edição do Festival de Veneza, num ano marcado pelo desacordo dos críticos e jornalistas relativamente às escolhas do júri nomeadamente a atribuição da Melhor Interpretação Masculina a Vicent Gallo  no filme Essential Killing. Além disso,  nenhum dos filmes premiados estava entre os preferidos dos críticos. Assim, aguardemos pela exibição no circuito comercial para vermos quem tem razão.

Na 35º edição do Festival de Toronto aconteceu o oposto pois o drama  britânico de Tom Hooper  sobre a gaguez do rei Jorge VI, The King Speech,  foi o previsto vencedor.

Ainda sobre Festivais, Outubro é o mês do aguardado e aplaudido VIII Festival Internacional de Cinema  Doclisboa que se realiza de 14 a 24 de Outubro com o documentário de abertura  sobre José Saramago e a mulher Pilar del Rio.  Como já vem sendo hábito , certamente serão  exibidos excelentes documentários  o que é  um bom motivo para a deslocação à Culturgest e  a outros locais  da capital  .

Também bastante apreciado vai decorrer, entre 7 Outubro e 9 Novembro em várias cidades, nomeadamente Almada,  a 11ª edição da Festa do Cinema Francês. Em Almada as projecções serão no  Fórum Romeu Correia de 13 a 17 Outubro.

A 50ª edição do Festival de Cinema de Viena realiza-se de 21 Outubro a 3 de Novembro com uma retrospectiva do falecido realizador francês Eric Rohmer.

O mês também ficou marcado por inúmeras  estreias  sendo, no entanto, a maioria de qualidade inferior.

No que respeita  às obras de  ficção científica e de terror  tivemos  Predadores de Nimrod Antal, Depois da vida de Agnieszka Wojtowicz – Vosloo, Resident Evil : ressurreição de Paul W.S. Anderson  e o humor negro do interessante Até ao inferno de Sam Raimi.

Claro que os filmes de comédia em que os temas apresentam muitas semelhanças estiveram em maior número.  Assistimos à versão americana de uma comédia francesa em que o  absurdo impera em  Jantar de idiotas de Jay Roach, que se juntou a  muitos outros como :   A vida desafinada de Todd Louiso; Cães e gatos : a vingança de Kitty Galore de Brad Peyton; Eterno solteirão de Brian Keppelman e David Lévien; A troca de Josh Gordon e Will Speck; Todos os outros de Maren Ade; Adoro-te à distância de Nanette Burstein; Jaccuzzi – o desastre do tempo de Steve Pink ; a paródia aos filmes de vampiros em  Ponha aqui o seu dentinho de Aaron Seltzer e Jason Friedberg e Tâmara Drewe de Stephen  Frears. Ainda deste género destaca-se o filme do Uruguai Gigante de Adrián Biniez Grande Prémio do Júri no Festival de Berlim 2009.

Quanto a dramas   assistiu-se às seguintes obras: Entre irmãos de Jim Sheridan; Karate Kid de Harald Zwart; Não minha filha tu não vais dançar de Christopher Honoré;  a sequela  Wall Street :  dinheiro nunca dorme de Oliver Stone;  o italiano La Pivellina de Rainer Frimmel e Tizza Covi; a autobiografia do agente secreto infiltrado Martin McGartland  Na  senda dos condenados de Kari Skogland ;  Comer, orar, amar de Ryan Murphy baseado no livro de memórias de Elizabeth Gilbert e  o filme alemão A papisa Joana de  Sonke Wortmann  sobre um mito cristão do século IX.

Os destaques vão para  o filme australiano Daybreakers – o último vampiro de Michael e Peter Spierig, a excelente obra filipina com uma forte componente social Lola de Brilhante Mendonza  e o  comovente  Hachiko- amigo para sempre de Lasse Hallstrom, baseado em factos verídicos e que emociona  sobretudo os que gostam de animais. Para o público infantil, Sininho salva as fadas de Bradley Raymond ao qual  se pode juntar o curioso documentário francês de Thomas Balmes Bebés . O género  musical, por seu turno, teve um único representante com Step Up 3D de Jon Chu .

Quanto a filmes nacionais, contámos com  O último voo do flamingo de João Ribeiro, baseado no romance homónimo de Mia Couto com acção  em Moçambique no período após o fim da guerra civil; Marginais de Hugo Diogo ; o belo documentário de Marta Pessoa Lisboa Domiciliária, que retrata o quotidiano de  idosos que vivem isolados nas suas habitações; Assalto ao Santa Maria de Francisco Manso baseado na maior acção de protesto contra o regime de Estado Novo; Embargo de António Ferreira,  a  partir da obra homónima de José Saramago,  e  a curta metragem de Daniel Schmidt e Gabriel Abrantes A history of mutual respect.

Saliento ainda a interpretação da obra de Fernando Pessoa em Filme do Desassossego de João Botelho, que se estreou no Centro Cultural de Belém não estando previsto o circuito habitual das salas comerciais,  apresentando-se, em alternativa, em digressão pelos cineteatros do país.

Termino com a notícia de que o  filme Morrer como um homem de  João Pedro Rodrigues  é o candidato português à nomeação para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro na edição 2011 destes prémios.

Profª Luísa Oliveira

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Após a interrupção do Verão, as Fitas retomam com notícias das estreias que marcaram o período quente. Começo por referir filmes que agradam a todas as faixas etárias  como Shrek- Para sempre de Mike Mitchell, e o que considero  o melhor filme desta estação o mundo encantador  e emocionante de Toy Story 3 de Lee Unkrich, último filme da famosa trilogia da Pixar,  complementado pela curta  Day & Night de Teddy Wewton. Destaque  merecido para  o excelente filme policial/suspense O escritor fantasma do polémico e genial Roman Polanski que, com mérito, ganhou o Urso de Ouro de Melhor Realizador no Festival de Berlim  2010.

Assistiu-se a estreias de  filmes  fascinantes, realizados fora do circuito de Hollywood, como  Vão-me buscar alecrim dos irmãos Benny e Josh Safdie, um comovente filme  autobiográfico sobre a infância que representa uma homenagem dos realizadores ao pai de ambos e que já tinha arrecadado o Grande Prémio no Indielisboa 2010;  a obra peruana vencedora do Festival de Berlim 2009 A Teta assustada de Claudia Llosa, que relata a forma como o medo pode aniquilar a alma  ; do Uruguai, o Prémio da Crítica do Festival de Cannes 2004 Whisky de Juan Pablo Rebella e Pablo Stoll sobre o quotidiano banal e,  do novo cinema norueguês, Águas Agitadas de Erik Poppe, um discreto e melancólico drama sobre o direito  que todos têm à regeneração humana e social,  convertendo em Bem todo o Mal.

O Verão  também ficou marcado pelo que é considerado o filme do ano: a ficção científica A origem de Christopher Nolan, com um enredo intrigante que prende o  espectador.

Para os apreciadores de argumentos de espionagem, estrearam-se O Caso Farewell de Christian Carion, uma ficção baseada num dos mais importantes casos de espionagem  do período da Guerra Fria e Salt de Phillip Noyce. O Barão Vermelho de Nikolai Mullerschon,   baseado na vida de Manfred von Richthofenn, admirado piloto alemão da 1ª Guerra Mundial, deve agradar aos que gostam de biografias.

Para um público mais restrito, os filmes  perturbantes Canino de Giorgos  Lanthimos e  Meu filho, olha o que fizeste de Werner Herzog,  este último baseado num caso verídico que descreve  a insanidade crescente de um indivíduo.

O género terror esteve representado por Saw VI – Jogos Mortais de Kevin Greutert e o mundo fantástico e  mágico  pela nova  versão  do filme Fantasia, produzida pela  Walt Disney Pictures,  Aprendiz de feiticeiro de Jon Turteltaub.

Surgiram também adaptações  como Presente de morte de Richard Kelly, baseado num episódio da emblemática série televisiva A Quinta Dimensão, Soldados da Fortuna de Joe Carnahan  e  Lucky Luke de James Huth.

Sendo o Verão uma época propícia  a comédias românticas, Jennifer Aniston não podia falhar em Como gerir o amor de Stephen Belbert, que se pode  juntar a outras produções vulgares como  É muito rock, meu de Nicholas Stoller, Miúdos e Graúdos de Dennis Dugan, com o habitual Adam Sandler, Beijos & Balas de Robert Luketic, Cartas para Julieta de Gary Winick  e a  espanhola A estrada de Santiago de Robert Santiago.

Os filmes de acção também estiveram presentes com Dia e Noite de James Mangold,  Golpe de artistas de Peter, O último Airbender 3D de M. Night Shymalan e Os Mercenários de Silvester Stallone .

A cinematografia francesa, como é habitual,  marcou presença com os documentários A Dança de  Fredéric Wiseman sobre a conceituada Companhia de Bailado da Ópera de Paris e Iréne de Alain Cavalier, a partir do drama causado pela morte da mulher, a actriz Irene Tunc  e com  as comédias  Casamento a três de Jacques Doillon  e  Louise-Michel de Benoît Delepine e Gustave de Kervern, produção de 2008, com um argumento interessante.

Quanto a filmes nacionais, contámos com Contraluz de Fernando Fragata, O inimigo sem rosto de José Farinha, baseado no livro da magistrada Maria José Morgado e do jornalista José Vegar sobre a corrupção em Portugal, e a produção animada Dama da Lapa, curta animação de Joana Toste vencedora de vários prémios.

Em Setembro começa a definir-se  o cenário para os Óscares 2011  nos importantes Festivais de Toronto, San Sebastian, Nova Iorque e Veneza.

A 67ª edição do  Festival de Cinema de Veneza, que  decorre de 1 a 11   de Setembro, apresenta a estreia mundial de 79 obras. Portugal está presente com a curta-metragem de Manoel de Oliveira, Painéis de São Vicente,Visão Poética e a primeira longa-metragem de João Nicolau A Espada e a Rosa.

Ainda sem a projecção dos festivais mencionados vai decorrer a 2ª edição do Douro Filme Harvest de 5 a 11 que alia a 7ª Arte  à gastronomia para promover a belíssima região duriense. Neste evento,  a actriz italiana Sophia Loren será homenageada.

No âmbito das comemorações do Centenário da Implantação da República a Cinemateca vai apresentar, nos meses de Setembro e Outubro, documentários e filmes relacionados com o tema.

Profª. Luísa Oliveira


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Junho começou com o Dia da Criança que  muitos comemoraram  assistindo a filmes de animação  como  Astro Boy de David Bowers e  a reposição de Toy Story- os Rivais de John Lasseter e Lee Unkrich, ambos apresentados em 3D. Também para o público infantil/juvenil Toy Story 2- em busca de Woody e o novo episódio da ama de aparência estranha e poderes mágicos  Nanny McPhee e o Toque de Magia de Susanna White.

Estrearam-se dois filmes biográficos: John Rabe – o negociador de Florian Gallenberger sobre a acção humanitária do gerente da fábrica da Siemens na China em 1937  e A Flor do Deserto de Shery Horman baseado na corajosa história verídica do modelo somali Wairis Dirie, porta-voz da ONU contra a excisão feminina. Além dos filmes mencionados, também há outros  em cartaz que são bons motivos para ir a uma sala de cinema: o galardoado  Nada pessoal da realizadora polaca Urszula Antoniak,  que  foca a necessidade individual de liberdade e solidão ; os comoventes dramas Wendy e Lucy de Kelly Reichardt , Partir de Catherine Corsini e   Sem nome de Cary Fukunaga; A mulher do viajante do Tempo de Robert Schwentke e  24 City de Jia Zhang Ke, um documentário ficcionado sobre os últimos 50 anos da China; o triller policial repleto de tensão Atraídos pelo crime de Antoine Fuqua e o invulgar Shirin de Abbas Kiarostami.

Duas Mulheres de João Mário Grilo, o documentário Muitos dias tem o mês de  Margarida Leitão sobre  a atitude de cada um perante  a realidade actual e a comédia Um funeral à chuva, a primeira longa-metragem de Telmo Martins, mostram como a cinematografia nacional vai sobrevivendo .

Comédias também as houve como a do famoso dogue alemão da banda desenhada Marmaduke de Tom Dey, Em Roma de Mark Steven Johnson, Ela é demais para mim de Jim Field Smith e Plano B…ebé de Alan Poul.

Sagas óptimas para as receitas de bilheteira mas de qualidade duvidosa  como Sexo e a Cidade 2 de Michael Patrick King e Eclipse de David Slade.

No dia 18 de Junho faleceu o laureado escritor José Saramago com obras adaptadas ao cinema.  No Doclisboa em 14 de Outubro está prevista a exibição de um documentário denominado José e Pilar sobre a vida deste grande escritor.

As Fitas voltam em Setembro para o balanço dos meses de Verão. Mas como esta época não é só sinónimo de praia há oportunidades para assistir a bons filmes como no Ciclo de Cinema da Gulbenkian com agradáveis exibições no Anfiteatro ao ar livre.

Também é de salientar a realização de 3 a 11 de Julho  de 18º Curtas de Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema , um evento de referência de curtas-metragens  com uma programação recheada de muitas novidades.

Profª. Luísa Oliveira


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