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Posts Tagged ‘Ficção’

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Já estão disponíveis na BE, para requisição, as mais recentes aquisições de filmes de ficção em DVD:

  • 12 anos escravo
  • 127 horas
  • 1941 ano louco em Hollywood
  • A Gaiola Dourada
  • A guerra do fogo
  • A lancheira
  • A rapariga que roubava livros
  • A residência espanhola
  • Apocalypse Now
  • As ondas de Abril
  • As vantagens de ser invisível
  • Bom dia Vietname
  • Casablanca
  • Encontro de irmãos: Rain Man
  • Filomena
  • Forrest Gump
  • Getúlio: Últimos dias de um presidente
  • Grand Budapest Hotel
  • Mistérios de Lisboa
  • O clube de Dallas
  • O clube dos Poetas mortos
  • O Hobbit: A desolação de Smaug
  • O homem duplicado
  • O Lobo de Wall Street
  • O Mordomo
  • Os homens do presidente
  • Os Maias
  • Os Miseráveis
  • Por quem os sinos dobram
  • Que mal fiz eu a Deus? Bem vindos à família Verneuil

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Tomás Noronha, personagem central de Codex 632 de José Rodrigues dos Santos, é professor da Universidade Nova de Lisboa, leciona História e é perito em criptanálise e em línguas antigas. É casado com Constança e fruto desse casamento tem uma filha: Margarida Noronha de 8 anos. Margarida sofre de trissomia 21 ou Síndroma de Down.

Tomás é contratado para descodificar uma estranha cifra, deixada pelo professor Toscano antes de morrer, por parte da Fundação Americana de História. A Sociedade prometeu-lhe pagar 2.000 contos por semana e 500.000 de prémio caso conseguisse descodificar o cifra (o problema foi que foram impostas novas condições no final). Tomás é um curioso da história, não só a portuguesa, como também a mundial. Gosta de códigos e cifras e de codificá-las e, claro, descodificá-las constantemente. Através dessa sua astúcia consegue decifrar o estranho enigma deixado pelo professor Toscano.

A sua filha é vítima de uma doença incurável a que se associam outras complicações cardíacas. Tomás e Constança tudo fazem por ela, desde levá-la a inúmeras consultas a dispensarem-lhe todos os cuidados em casa. Há uma altura inclusive que eles lutam para conseguir um professor que possa ajudar Margarida (as crianças com algum tipo de deficiência têm  direito, à luz da legislação portuguesa, a um professor que as ajude e lhes dê um apoio suplementar). Concluindo, tudo fazem pela sua filha que, ao invés de ser um motivo de desunião, é antes um motivo de união.

O que acaba por ser um motivo de desunião é a “capacidade de observar a sala de aula” que revela Tomás Noronha (se é que me faço entender…) A dado momento, aparece uma jovem dos países nórdicos (Lena) que estava a estudar história e queria escrever uma tese sobre os Descobrimentos Portugueses. Tomás é então convidado a estudar em conjunto com Lena na casa dela e os dois envolvem-se sexualmente, acabando ela por se tornar sua amante. Quando Constança toma conhecimento disso, separa-se dele mas no final foi a sua filha que mais uma vez os acaba por unir (não pelos melhores motivos mas, enfim…)

José Rodrigues dos Santos

José Rodrigues dos Santos (o criador de Tomás Noronha) já recebeu diversos prémios. Não só no âmbito da sua carreira literária, como também na sua carreira jornalística. É uma referência para os portugueses enquanto jornalista e português. As opiniões sobre os livros deles divergem: uns afirmam que, partindo de sobrepostos falsos, nunca se poderá chegar a conclusões verdadeiras. Outros porém, dizem que acham a história credível visto que há a possibilidade espácio-temporal da realização da história (coisa que provavelmente não poderá acontecer em alguns livros de Dan Brown, onde a ação se desenvolve num só um dia). Para além da crítica, a sua escrita já foi alvo de prémios, nomeadamente Escritor de Confiança 2012.

Tiago Bernardino, 10º F

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NAVARRO, Júlia (2007), O Sangue dos Inocentes, Gótica, Lisboa (disponível na BE – cota: 821.1/9.9. NAV)

No seguimento do texto que escrevi sobre Viagem ao mundo da droga, inserido na rubrica O Livro da Minha Vida, e porque na minha vida há lugar para mais do que um livro, escrevo agora, e mais uma vez para tentar aliciar cada vez mais possíveis leitores, sobre uma outra obra que considerei digna de nota.

Uma das coisas que mais me agrada num livro é a facilidade com que viajo dentro dele. Transporto–me no espaço e no tempo,  deixo-me levar e quando dou por mim …estou lá. Assim aconteceu com este O Sangue dos Inocentes. Mergulhei nas histórias da História, como se conseguisse viver em cada século retratado no livro, tentando, eu mesma, encontrar respostas para as dúvidas que nos surgem ao longo da obra e do tempo.

“ Sou espião e tenho medo…”. É Frei Julián quem o escreve no início desta crónica, em pleno Séc XIII. Um relato quase real do cerco a Montségur, uma luta cruel entre cátaros e católicos. Em nome da religião, de uma crença cega se mata e se morre.

Séculos mais tarde, em 1939, num outro cenário de guerra, um agnóstico, em plena Berlim hitleriana, inicia uma busca perigosa pela mulher, de origem judaica, no contexto da perseguição sem tréguas, onde mais uma vez o fanatismo desmedido e a intolerância voltaram a fazer derramar sangue inocente.

Já na atualidade, um grupo de muçulmanos radicais imola-se em Frankfurt, deixando uma mensagem que provoca um forte alerta no Centro Antiterrorista da Europa. Sejam quais forem as motivações reais, o radicalismo e o fanatismo não se condoem com que quer que encontrem pela frente. “Um herói pode não ter sequer idade, mas o amor à causa é-lhe tão precocemente instigado, que o sangue mais inocente é aquele que mais serve a causa”.

Júlia Navarro

Esta é pois uma obra transversal no tempo e no espaço, intensa e real, marcante e chocante! Várias histórias numa só história onde o medo e a coragem se confundem, mas onde, sobretudo a convicção impera, a crença domina, converte, cega e aliena! Ontem, como hoje, se derrama o sangue inocente, em nome de um idealismo alucinado e fanatizado, perpetuado através dos tempos. Uma obra que nos leva a questionar os nossos próprios valores. Aquilo em que sempre acreditámos será ou não credível? Valerá ou não a pena acreditar? Será o ser humano capaz de encontrar  a ténue fronteira entre o certo e o errado?

Um livro histórico e atual, que liga de forma brilhante três épocas da história da humanidade, mostrando-nos como ao longo dos séculos a intolerância nunca deixou vingar a paz entre os homens. Fica-nos no entanto a convicção de que um dia, não importa quando, será vingado o sangue dos inocentes!

Vale mesmo a pena ler este livro!

Fernanda Peralta

imagem daqui

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Para dar as boas-vindas aos alunos recém chegados à escola, resolvemos fazer um escaparate com algumas das obras de maior êxito da nossa biblioteca, que tem “coisas” de amor, aventura, misteriosas e mesmo… horríveis. Aqui fica a primeira Estante deste ano letivo, já com resultados no terreno: mais de metade dos livros do escaparate já estão na companhia dos nossos leitores :).

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PRIETO, Susana, VÉLEZ, Lea, A Casa do Destino, Edições Casa das Letras, 1ªEdição, Cruz Quebrada 2005

Rocío Herrero é uma rapariga de deslumbrantes olhos verdes e de origem humilde (filha de uma pastora). Após o assassinato da sua mãe, quando tinha apenas cinco anos, foi adoptada por uma família rica de Villanueva, os Acevedo. No entanto, sendo dada a sua rebeldia nunca foi realmente aceite pela sua família adoptiva.

Embora Rocío seja diferente dos outros, não deixa de ser uma jovem romântica que  sonha com um homem que nunca viu mas pelo qual se apaixona perdidamente, mesmo sabendo que não passava da sua imaginação (ou assim pensava ela…).

Mas a sua vida haverá de sofrer uma grade reviravolta quando, com apenas vinte e cinco anos, é vítima de um enfarte e lhe é oferecida um pavilhão de caça pelo poderoso marquês de Villanueva, D. Alfonso, um homem abastado com grande influência sobre a vila e os pais de Rocío.

Já na sua nova moradia, durante um dia tempestoso, aparece no seu sotão um homem gravemente ferido. Não era porém um homem qualquer – era o homem dos seus sonhos, o homem com quem sonhara desde a adolescência.

Passados quatro meses, Carlos (assim se chamava o homem dos  seus sonhos) e Rocío tentam desvendar um crime envolvendo a família do marquês ignorado durante vinte e cinco anos e, aos poucos, apaixonam-se um pelo outro.

Escolhi este livro porque retrata com o todo o pormenor uma fantástica história sobre o “mistério e sensualidade” de um amor impossível, o que me deu grande motivação para continuar a ler até descobrir o surpreendente final da história. Embora o final fosse diferente daquilo que estava à espera, só o facto de ter sido inesperado tornou a história muito interessante.

A parte que mais apreciei foi a descrição de Rocío quando viu Carlos, o homem com quem sonhara desde a adolescência, pela primeira vez. Pelo contrário, não me agradou tanto o momento da história em que Ignacio, sobrinho do marquês, matou o seu primo, noivo da melhor amiga de Rocío e filho do marquês, José Antonio.

as autoras

Aqui registo um dos meus excertos preferidos:

A Morte, o Destino e o Amor não conseguiam chegar a um acordo. Cada um julgava ter mais poder sobre os mortais do que os outros dois. O Destino asseverava que era capaz de qualquer coisa, unir reinos, destruir culturas, provocar guerras e que a Morte e o Amor eram consequências dos seus actos. O Amor asseverava que era ele quem realmente comandava todas as coisas. Se havia guerras, era por amor e, por conseguinte, por ódio, a outra face da moeda, e que, se as pessoas viviam e morriam, era também por seu intermédio, já que as impelia a casarem-se, a procriarem, a conservarem as suas possesões e a cometerem os crimes mais horrendos só para não deixarem de sentir esse fogo no coração. A tudo isto a Morte replicou que punha fim a esse amor com o peso da lousa, algo com o que Destino também não concordava, pois asseverou que era ele quem decidia como e quando se devia colocar essa lousa. Incapazes de se entenderem, chegaram à conclusão de que, para resolverem o dilema, tinham de considerar um caso prático.(…)

No primeiro dia de 1960, o Destino, o Amor, e a Morte voltaram a encontrar-se. (…)

O Destino e a Morte reconheceram a sua derrota. Os amantes estavam juntos e já nada poderia separá-los. O Amor ganhara, mas este, com grande humildade, disse que também ele perdera. Tinham o mau costume de não levar em conta o quarto poder.

– Foi ele quem ganhou a aposta – disse o Amor.

O Destino e a Morte assentiram.

Tinham sido vencidos pela Vontade.

Filipe Hanson, 11ºB

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