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Archive for Junho, 2012

Como já tinha sido anunciado aqui no Bibli, foi levado a cabo um concurso de desenho no âmbito do programa anual Como a escola promove a as artes. A edição de 2012 teve como tema Energia sustentável para todos.

O concurso, com patrocínio da Texto Editora, foi organizado pelas professoras Laila Ribeiro, Ana Guerreiro e Leonett Abrantes e teve como júri os professores Sara Moura, Carlos Amaral e Fátima Campos.

Aqui ficam então, para apreciação dos nossos leitores, os 3 prémios e 3 menções honrosas atribuídas.

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No dia da cidade e dois anos após a sua morte, José Saramago volta para ficar definitivamente em Lisboa com a abertura da fundação que leva o seu nome na Casa dos Bicos e uma exposição que não podia ter um título mais sugestivo para este regresso: A semente e os frutos.

E, apesar de ter um dia partido zangado, Lisboa era sem dúvida uma das suas paixões, ou não tivesse escrito o texto que aqui reproduzimos.

Fernando Rebelo

imagem daqui

Tempo houve em que Lisboa não tinha nome. Chamavam-lhe Olisipo quando os Romanos ali chegaram, Olissibona quando a tomaram os Mouros, que logo deram em dizer Aschbouna, talvez porque não soubessem pronunciar a bárbara palavra. Quando, em 1147 depois de um cerco de três meses, os mouros foram vencidos, o nome da cidade não mudou logo na hora seguinte: se aquele que iria ser rei enviou à família uma carta a anunciar o feito, o mais provável é que tenha escrito ao alto Aschbouna, 24 de Outubro, ou Olissibona, mas nunca Lisboa. Quando começou Lisboa a ser Lisboa de facto e de direito? Pelo menos alguns anos tiveram de passar antes que o novo nome nascesse, tal como para que os conquistadores Galegos começassem a tornar-se Portugueses…

Estas miudezas históricas interessam pouco, dir-se-á, mas a mim interessar-me-ia muito, não só saber, mas ver, no exacto sentido da palavra, como veio mudando Lisboa desde aqueles dias. Se o cinema já existisse então, se os velhos cronistas fossem operadores de câmara, se as mil e uma mudanças por que Lisboa passou ao longo dos séculos tivessem sido registadas, poderíamos ver essa Lisboa de oito séculos crescer e mover-se como um ser vivo, como aquelas flores que a televisão nos mostra, abrindo-se em poucos segundos, desde o botão ainda fechado ao esplendor final das formas e das cores. Creio que amaria a essa Lisboa por cima de todas as coisas.

Fisicamente, habitamos um espaço, mas, sentimentalmente, somos habitados por uma memória. Memória que é a de um espaço e de um tempo, memória no interior da qual vivemos, como uma ilha entre dois mares: um que dizemos passado, outro que dizemos futuro. Podemos navegar no mar do passado próximo graças à memória pessoal que conservou a lembrança das suas rotas, mas para navegar no mar do passado remoto teremos de usar as memórias que o tempo acumulou, as memórias de um espaço continuamente transformado, tão fugidio como o próprio tempo. Esse filme de Lisboa, comprimindo o tempo e expandindo o espaço, seria a memória perfeita da cidade.

O que sabemos dos lugares é coincidirmos com eles durante um certo tempo no espaço que são. O lugar estava ali, a pessoa apareceu, depois a pessoa partiu, o lugar continuou, o lugar tinha feito a pessoa, a pessoa havia transformado o lugar. Quando tive de recriar o espaço e o tempo de Lisboa onde Ricardo Reis viveria o seu último ano, sabia de antemão que não seriam coincidentes as duas noções do tempo e do lugar: a do adolescente tímido que fui, fechado na sua condição social, e a do poeta lúcido e genial que freqüentava as mais altas regiões do espírito. A minha Lisboa foi sempre a dos bairros pobres, e quando, muito mais tarde, as circunstâncias me levaram a viver noutros ambientes, a memória que preferi guardar foi a da Lisboa dos meus primeiros anos, a Lisboa da gente de pouco ter e de muito sentir, ainda rural nos costumes e na compreensão do mundo.

Talvez não seja possível falar de uma cidade sem criar umas quantas datas notáveis da sua resistência histórica. Aqui, falando de Lisboa, foi mencionada uma só, a do seu começo português: não será particularmente grave o passado de glorificação… Sê-lo-ia, sim, ceder àquela espécie de exaltação patriótica que, à falta de inimigos reais sobre que fazer cair o seu suposto poder, procura os estímulos fáceis da evocação retórica. As retóricas comemorativas, não sendo forçosamente um mal, comportam no entanto um sentimento de autocomplacência que leva a confundir as palavras com os actos, quando as não coloca no lugar que só a eles competiria.

Naquele dia de Outubro, o então ainda mal iniciado Portugal deu um largo passo em frente, e tão firme foi ele que não voltou Lisboa a ser perdida. mas não nos permitamos a napoleónica vaidade de exclamar: “Do alto daquele castelo oitocentos anos nos contemplam” – e aplaudir-nos depois uns aos outros por termos durado tanto… Pensemos antes que do sangue derramado por um e outro lados está feito o sangue que levamos nas veias, nós, os herdeiros desta cidade, filhos de cristãos e de mouros, de pretos e de judeus, de índios e de amarelos, enfim, de todas as raças e credos que se dizem bons, de todos os credos e raças a que chamam maus. Deixemos na irónica paz dos túmulos aquelas mentes transviadas que, num passado não distante, inventaram para os Portugueses um “dia da raça”, e reivindiquemos a magnífica mestiçagem, não apenas de sangues, mas sobretudo de culturas, que fundou Portugal e o fez durar até hoje. 

Lisboa tem-se transformado nos últimos anos, foi capaz de acordar na consciência dos seus cidadãos o renovo de forças que a arrancou do marasmo em que caíra. Em nome da modernização levantam-se muros de betão sobre as pedras antigas, transtornam-se os perfis das colinas, alteram-se os panoramas, modificam-se os ângulos de visão. Mas o espírito de Lisboa sobrevive, e é o espírito que faz eternas as cidades. Arrebatado por aquele louco amor e aquele divino entusiasmo que moram nos poetas, Camões escreveu um dia, falando de Lisboa: “cidade que facilmente das outras é princesa”. Perdoemos-lhe o exagero. Basta que Lisboa seja simplesmente o que deve ser: culta, moderna, limpa, organizada, sem perder nada da sua alma. E se todas estas bondades acabarem por fazer dela uma rainha, pois que o seja. Na república que nós somos serão sempre bem-vindas rainhas assim.

in O Caderno, Lisboa, Caminho, 2009

Notícia e fotogaleria da abertura da fundação e da exposição na Casa dos Bicos (Expresso)

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A habitual rubrica da autoria de José Castanheira termina a sua publicação este ano letivo em grande! Desta vez com uma animação: Martim & Telmo orientam os utilizadores da BE da Daniel Sampaio de forma a tirarem um melhor partido dos seus recursos. Com base nos guiões já existentes, que ensinam como encontrar os documentos na estante a partir da pesquisa no catálogo e também como rentabilizar a pesquisa no Google, foi produzido um pequeno filme em que as duas personagens seguem os passos necessários para a utilização da BE na realização de um trabalho escolar.

Com animação do José Castanheira, vozes do próprio mas também de Tiago Bernardino nas personagens e Alícia Gil na narração, numa produção do Clube Multimédia, orientada pela professora Filomena Graça, para a BE, esperamos que este pequeno filme continue a ser utilizado com êxito como material de apoio quer aqui no Bibli, quer nas visitas guiadas à BE no próximo ano letivo.

Em nome da BE, um muito obrigado ao J. Castanheira e a todos os intervenientes nesta divertida e didática animação.

Fernando Rebelo

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 ROWLING, J.K. (2000) Harry Potter e o Cálice de Fogo, Editorial Presença

O Cálice de Fogo é um livro hilariante, cheio de aventuras e emoção… Este livro é a continuação da coleção da saga Harry Potter, escrito por J.K. Rowling. Nesta aventura, Harry Potter vai passar uma semana de férias a casa do seu melhor amigo Ron, onde irá encontrar a sua amiga Hermione. Os três amigos vão com Ginny, George, Fred (todos eles irmãos de Ron) e com Arthur (pai de Ron) ver o maior campeonato de Quidditch de sempre  onde acabam por presenciar acontecimentos terríveis na comunidade dos feiticeiros, o que faz surgir o receio de que tudo de mal volte a acontecer.

Depois deste grande desastre, os três amigos voltam para a escola mágica dos feiticeiros que tanto agradava aos alunos. Nesse quinto ano na escola de Hogwarts ia-se realizar o concurso dos três feiticeiros, o que iria provocar um aumento no entusiasmo na alegria diária das pessoas pela expectativa de ganhar a prova. Esta prova faria com que os alunos pudessem conhecer novas comunidades mágicas e novas culturas.

Todas as pessoas já tinham posto os seus nomes no cálice de fogo que iria escolher os três feiticeiros da prova, mas, desta vez, apareceu um quarto nome que não devia lá estar, ainda para mais porque esse quarto concorrente não tinha idade suficiente para o torneio, o que  provocou algum constrangimento a todos.

Esta prova iria ser realizada em vários locais, tais como: na água com sereias, ao pé de um ninho de um dragão e num labirinto gigante onde o mal acabaria por regressar e com ele matar  um aluno da escola.

Este livro acaba com o diretor da escola mágica a anunciar o regresso do mal ao mundo dos feiticeiros .

E assim termina mais uma grande aventura de Harry Potter com muito divertimento, imaginação, aventuras e muitos desafios que vão pôr à prova a  sua coragem.

 Carolina Almeida, 8ºB

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Todos nós gostamos de uma maneira ou de outra de jogos de vídeo, a tal ponto que se pode dizer que este tipo de jogos faz parte do nosso quotidiano. Assim sendo, porque gostamos destes jogos e porque nos interessamos igualmente pela informática, nós, alunos do 12º ano da nossa escola, José Castanheira e Oleg Vasylyev, desenvolvemos, nos nossos tempos livres, alguns jogos de computador em cuja programação  utilizámos vários conhecimentos de Física e Matemática, aplicados à informática. Três destes jogos foram apresentados no Laboratório de Física no Dia da Escola, atraindo a atenção de bastantes colegas nossos.

Tank Survival

Um desses jogos que aplica conceitos e equações da Física é o Tank Survival, desenvolvido no software da Microsoft Visual Basic, onde o jogador controla a força de lançamento de um projétil lançado por um tanque. Utilizando a funcionalidade do tanque, o jogador tenta sobreviver e angariar o máximo número de pontos. A posição do projétil, o seu alcance e a altura, necessários para a destruição dos inimigos é dada pela fórmula de lançamento de projéteis estudada na disciplina de Física, utilizando a velocidade de lançamento e aceleração gravítica. Se quiseres experimentar, podes fazer um download do jogo em: http://zegcorp.netai.net/TS.zip

Super C!

No entanto, o jogo que mais sucesso teve na nossa escola foi o Super C!. Trata-se de um jogo do género “plataformas” (como exemplo, o famoso Super Mário), cujas personagens são alunos da turma do 11ºC do ano letivo de 2010/2011, com um ambiente colorido e divertido, com inúmeros níveis, sendo os inimigos alunos da turma e os jogadores o criador e o seu amigo. Foi desenvolvido num software gratuito, o Game Maker, de fácil utilização para criação de programas de computador. Os gráficos e programação do jogo Super C! são da autoria do José Castanheira. Para download do jogo acede a http://zegcorp.netai.net/C!.zip

Finalemente, um terceiro jogo, o Zegpush, é um jogo matemático de tabuleiro, desenvolvido no software da Microsoft, Visual Basic, concebido por José Castanheira e  adaptado a software informático por Oleg Vasylyev. A regras do jogo e link para download encontram-se no site http://zegcorp.netai.net/

Espero que se divirtam com estas nossas criações e, se possível, partilhem os vossos comentários e opiniões.

José Castanheira e Oleg Vasylyev, 12º C

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O conhecimento do funcionamento do cérebro pode ser usado para melhorar a aprendizagem. Apesar dos numerosos estudos sobre o funcionamento do cérebro humano, muitas das questões sobre esta matéria, continuam por responder.

Sobre o funcionamento do cérebro humano, como sobre outros assuntos, factos falsos repetidos frequentemente são difíceis de corrigir. Assim persistem alguns equívocos sobre o nosso cérebro, afirmações que convencem muita gente, mas que os cientistas afirmam não serem válidas.

Ao longo de 6 semanas vamos desmistificar algumas dessas crenças. Aqui abordamos a sexta. Leia para descobrir a verdade por detrás dos mitos sobre o cérebro.

6. A memória de acontecimentos passados é precisa e exata: falso

Todos nós temos recordações de acontecimentos que nos parecem tão vivos e exatos, como uma imagem fotográfica. Sobre acontecimentos que nos marcaram, agradáveis ou desagradáveis, dizemos: “lembro-me tão bem, recordo-me como se fosse hoje…”. De facto, sobre esses momentos, especialmente se forem acontecimentos vividos de forma empolgante ou historicamente marcantes, achamos sempre que sabemos, com toda a certeza, onde estávamos, com quem estávamos e o que estávamos a fazer. Quando dizemos, “se a memória não me atraiçoa”, receamos ter esquecido algum detalhe, mas não sentimos que a informação que vamos reproduzir sobre uma situação possa estar alterada. Isto significa que, geralmente, confiamos na precisão e exatidão das informações evocadas, reproduzidas pela nossa memória.

Quando recordamos um acontecimento passado, poderemos não ter um reflexo exato e preciso desse acontecimento e a recordação pode ser inexata, imprecisa e pouco fiel. Assim como outras memórias se alteram (por exemplo, a forma como se faz uma conta de dividir), também a memória de acontecimentos se pode alterar – podemos esquecer detalhes importantes e adicionar alguns incorretos, sem consciência disso.

Sempre que falamos em alterações da memória, pensamos em episódios sobre os quais não conseguimos recordar algo que aconteceu e nunca no facto de nos lembrarmos de algo que não aconteceu. Será então possível termos recordações de coisas que não vimos ou reviver emoções que não sentimos? Alguns estudos experimentais sobre esta matéria demonstram que é possível implantar falsas memórias e descrevem as circunstâncias em que essas memórias são produzidas. Outros estudos mostram que a alteração da reprodução de acontecimentos passados, dada a sua natureza psicológica, é o resultado de um trabalho mental involuntário.

Em vez de pensarmos que a nossa memória funciona como uma câmara fotográfica ou de filmar, temos de saber que os acontecimentos recordados, podem ser modificados ao longo do tempo e tornar-se uma mistura da memória e do pensamento, em que as exigências para recordar ou esquecer e a relação emocional com a matéria reproduzida são aspetos determinantes dessa recordação.

Aqui abordámos apenas  um aspeto da memória: a reprodução de acontecimentos – para quem quiser pensar e saber mais sobre isto, lembre-se que a memória é um sistema muito complexo do qual fazem parte os processos de retenção, reconhecimento, reprodução, conservação e esquecimento.

Teresa Alves Soares

(Psicóloga da ESDS)

imagens daqui e daqui

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Maio foi marcado pela morte do realizador Fernando Lopes, uma referência do Cinema Novo português. Figura ímpar do meio cinematográfico  realizou  obras memoráveis como Belarmino, Uma abelha na chuva ou O delfim  que marcaram o percurso do cinema nacional.

No mês de estreia do misterioso Teia de gelo realizado por Nicolau Breyner, assinala-se a atribuição de mais prémios a obras portuguesas. É na terra não é na lua, de Gonçalo Tocha, foi eleito o melhor documentário do 55º Festival Internacional de Cinema de São Francisco, nos Estados Unidos recebendo o Golden Gate Award. De igual modo, o filme de João Canijo, Sangue do Meu Sangue, continua a somar prémios nos festivais onde é apresentado. Venceu o Prémio do Público no “D’A – Festival Internacional de Cinema D’Autor” de Barcelona, o único atribuído neste evento.

Neste período ocorreram inúmeras estreias, pelo que seria exaustivo referir todas. Nesse sentido, só refiro as que considero mais significativas nos vários géneros. Começo pelas obras premiadas no festival de Cannes 2011: das profundas estepes turcas, Era uma vez na Anatólia de Nuri Bilge Ceylan, que ganhou o prémio do júri e Procurem abrigo de Jeff  Nichols com o 50th Critics’ Week Grand Prix e Fipresci. Realce, igualmente, para os seguintes filmes: A fonte das mulheres de Radu Mihaileanu, imperdível pela atualidade do tema, a defesa dos direitos individuais e a coragem  na luta pela mudança; o perturbante Michael, do austríaco Marcus Schleinzer sobre pedofilia ; a comédia romântica A pesca do salmão no Iémen de Lasse Hallstrom, adaptação do livro de Paul Torday, prémio Bollinger Everyman Wodenhouse para o melhor romance cómico de 2007; Sombras da escuridão do excêntrico Tim Burton que, no seu  habitual estilo gótico, apresenta um argumento com personagens do mundo dos vampiros. Claro que o seu ator preferido, Johnny Depp, surge, mais uma vez, como personagem principal, com Alice Cooper num papel secundário; a adaptação do romance homónimo de Lionel Sriver que ganhou o Orange prize de 2005, Temos de falar sobre Kevin de Lynne Ramsay, com a oscarizada Tilda Swinton num papel de forte conflito psicológico; Rafa de João Salaviza  a acompanhar o drama francês Nana de Valérie Massadian; MIB – Homens de negro 3 de Barry Sonnenfield que conjuga humor, ação e efeitos especiais; o enigmático O corvo de James McTeigue,  inspirado no poema homónimo do poeta e escritor Edgar Allan Poe  (1809-1849), cuja morte ainda está envolta em mistério e a nova versão do conto clássico A Branca de neve e o caçador de Rupert Sanders.

Os que apreciam documentários têm disponíveis relatos de realidades africanas em Cartas de Angola de Dulce Fernandes e Kola San Jon é festa di Kau Bedi de Rui Simões, assim como o ícone jamaicano Marley de Kevin Macdonald. A animação está presente com Um monstro em Paris de Bibo Bergeron e A Bela e o Monstro em 3D de Gary Trousdale e Kirk Wise. Para os adeptos do ator cómico Sacha Baron Cohen temos O ditador de Larry Charles. O género policial esteve bem representado com um excelente Al Pacino em Impune de Dito Montiel, Uma traição fatal de Steven Soderbergh, com um elenco de luxo, em que sobressaem Michael Douglas e Ewan McGregor, e o israelita  O polícia de Nadav Lapid. Referência especial a Cosmopolis de David Cronenberg que trouxe o realizador e o ator principal, Robert Pattinson, à anteestreia em Lisboa o que movimentou inúmeros fãs deste ídolo dos adolescentes.

Finalizo com notícias sobre  a 65º edição do festival de Cannes que se realizou com o habitual glamour. A Palma de Ouro foi para o realizador austríaco Michael Haneke com a obra Amour.  Já em 2009 este realizador tinha ganho este prémio com Laço branco. Perfilando-se desde o início como favorita, retrata os últimos meses de vida de um casal de idosos, interpretados pelos veteranos do cinema francês, Emmanuelle Riva e Jean-Louis Trintignant. Curiosamente, neste filme, Rita Blanco desempenha um pequeno papel. O Grande prémio do Júri foi para Reality de Matteo Garrone um olhar sobre a cultura dos reality- shows televisivos.

Luísa Oliveira

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O conhecimento do funcionamento do cérebro pode ser usado para melhorar a aprendizagem. Apesar dos numerosos estudos sobre o funcionamento do cérebro humano, muitas das questões sobre esta matéria, continuam por responder. 

Sobre o funcionamento do cérebro humano, como sobre outros assuntos, factos falsos repetidos frequentemente são difíceis de corrigir. Assim persistem alguns equívocos sobre o nosso cérebro, afirmações que convencem muita gente, mas que os cientistas afirmam não serem válidas.

Ao longo de 6 semanas vamos desmistificar algumas dessas crenças. Aqui abordamos a quinta. Leia para descobrir a verdade por detrás dos mitos sobre o cérebro.

5. Uma lesão cerebral causa sempre danos permanentes nas funções do cérebro: falso

Felizmente nem sempre é assim! Uma lesão cerebral é sempre uma coisa assustadora, misteriosa, mas também surpreendente.

Em alguns casos, após a lesão de uma área cerebral, o cérebro pode reparar-se, isto é, contornar o dano causado e restaurar uma função perdida. Esta recuperação assenta em variáveis, algumas conhecidas, outras não, que têm a ver com o rearranjo das redes neuronais, com o desenvolvimento de novas ligações entre os conjuntos de neurónios.

Dizemos que o cérebro é um sistema especializado na criação de novos sistemas, ou seja, ele é notavelmente, dinâmico e plástico. Hoje não se pode ver o cérebro como um conjunto de neurónios, estruturados de forma estática.

Quando ocorre uma lesão cerebral, ela torna-se geralmente observável, pela perda ou interrupção temporária de funções cerebrais. Muitas vezes, uma função perdida (por exemplo a fala, movimentos finos, ou até o equilíbrio) pode ser restaurada. Por vezes são áreas adjacentes à área cerebral afetada que, com a terapia adequada, passam a assumir as funções perdidas, restaurando-as. Esta “função de suplência” do cérebro significa que áreas anteriormente não envolvidas numa função, podem assumir funções das áreas danificadas, graças ao desenvolvimento de novas sinapses (conexões), entre conjuntos de neurónios.

Quando se diagnostica uma lesão cerebral, nem sempre é possível dizer qual será o grau de recuperação. A possibilidade de reorganização funcional é variável, dependendo de muitos fatores relacionados com a lesão, com a terapia e com características do próprio indivíduo.

Teresa Alves Soares

(Psicóloga da ESDS)

imagens daqui e daqui

 

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