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Ainda completamente fora de tempo, mais vale tarde do que nunca, já que, à exceção da campanha Miúdos a Votos, todo o restante programa se cumpriu.

Dulce Sousa (PB ES Daniel Sampaio)

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No dia 29 de janeiro de 2020, decorreu na ESDS a Oficina de Escrita criativa orientada pelo escritor David Machado. Tratou-se de uma iniciativa enquadrada no Festival READ ON, projeto cofinanciado pelo programa Europa Criativa, da União Europeia, a decorrer em Almada. A oficina de escrita foi dirigida sobretudo a jovens do ensino secundário e nela se inscreveram alunos de diversas turmas de 11º e 12º anos.

O laboratório de escrita criativa decorreu em três fases: um primeiro momento de reflexão/debate sobre a importância da literatura, do ato de escrita e da função das histórias e das narrativas na nossa vida social e pessoal. Nesta fase inicial, o testemunho de David Machado e o seu diálogo com os alunos foi muito importante para clarificar e concretizar o que é o ofício de escritor e o processo de escrita.

O segundo momento aconteceu já à mesa de trabalho e correspondeu a um brainstorming que levou os alunos a esboçarem uma história multicéfala mas coesa. Cada ideia um caminho novo para uma narrativa que teria de ser verosímil, cada pormenor teria de justificar a sua própria existência e nunca defraudar o leitor. Sob o olhar técnico e arguto do escritor David Machado, os alunos tiveram oportunidade de perceber que numa história nada está ao acaso. O estado de vigilância tem de ser permanente, inclusivamente, para evitar preconceitos e clichés que navegam nas ideias e que poderão contaminar a criatividade da escrita. Foi um momento muito divertido e enriquecedor do processo de criação de texto.

Depois do exercício de oralidade, que “aqueceu” a imaginação do grupo, veio o terceiro momento. Nesta fase, os alunos foram convidados a iniciar o processo de escrita criativa da sua história. Um processo solitário de redação de uma história individual que partiu de uma ideia original de cada aluno Cada um dos 15 textos deveria integrar no seu enredo o tema Green Revolution – Revolução Verde.

Os resultados foram muito interessantes e, apesar de não ter sido possível a David Machado comentar a construção de todos os textos, as suas observações foram muito úteis para o coletivo. Incidiram sobre o modo como cada narrativa consegue “agarrar” o leitor, o modo como se ganha ou perde o leitor a partir de situações ou frases que quebram o encantamento da história no imaginário de quem a lê. Ouviram-se fragmentos de histórias. Narrativas inesperadas, puras, tocadas pela magia das primeiras escritas criativas.

O trabalho de criação continuou em casa. Mas aqui, na escola, os alunos envolveram-se realmente na experiência e no final da oficina tinham ainda mais dúvidas a esclarecer e perguntas a fazer a David Machado, que sempre disponível partilhou a sua experiência literária.

A Biblioteca da ESDS agradece a todo o grupo de alunos envolvidos, bem como a todas as professoras que colaboraram na divulgação da iniciativa.

Um agradecimento muito especial ao escritor David Machado pela sua partilha de experiência e pelo conhecimento que nos transmitiu. Próximo encontro: Festival Read On – Concurso de Escrita Criativa.

Dulce Sousa

(Prof. Bibliotecária ESDS/AEDS)

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No passado dia 2 de dez., o poeta fingidor, Fernando Pessoa, viu a sua vida e obra ser recriada e homenageada por alunos do 12 ano dos Cursos Profissionais, na biblioteca da ESDS.
Em estilo café-concerto, Fernando Pessoa revelou o seu “eu” fragmentado e plural. Eis então que surgem Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos e até mesmo Alexander Search, que em registo musical emocionou a plateia – E. E., alunos, Professores, Direção.
Os alunos e alunas assumiram com convicção os rostos do poeta através de sentidas leituras de interessantíssimos poemas. Alguns bem divertidos, revelando um Fernando Pessoa (ou seria Álvaro de Campos?!…)  irónico, meigo e ridículo, pois “todas as cartas de amor são/ Ridículas. […] Mas, afinal, /Só as criaturas que nunca escreveram/ Cartas de amor/ É que são/ Ridículas”.
Também através da dança e da música estes (re)criadores deram “vida” ao grande escritor da língua portuguesa, falecido a 30 de novembro de 1935, data que este café-concerto pretendia também assinalar.
Sob orientação e organização das Professoras Maria Chinopa e Rute Magalhães (Português), bem como com a colaboração e monitorização das Professoras Paula Duque (Português/Música)e Conceição Marchã (Inglês), o café-concerto foi um sucesso de diversidade pedagógica e de abordagem interdisciplinar, a que não quis faltar o próprio Fernando Pessoa.
Que voltem sempre, ó Utilizadores, ó Leitores, ó Escritores desta biblioteca!
Dulce Sousa

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Festa Medieval realizada pelos alunos de Humanidades

Realizou-se no passado dia 13 de junho de 2019, na Escola Secundária Daniel Sampaio, uma festa medieval organizada pelos alunos da turma do 10.ºF de Humanidades e as professoras das disciplinas de Filosofia, História A e Português, e também com a participação da diretora de turma, a professora de MACS, sem a qual este projeto não seria possível.

Esta festa medieval consistiu numa crítica à sociedade da época, para a qual os alunos realizaram peças de teatro representando as várias classes sociais, nobreza, clero e povo e trajaram conforme a sua classe social ou grupo profissional.

Neste projeto, havia padres, frades, freiras, padeiras, camponesas, taberneiras, estalajadeiras, alcoviteiras, Rei e Rainha, esbirros, enforcados, entre outros.

Durante as representações, alunos de outras turmas, que assistiam aos espetáculos, teceram muitos comentários positivos acerca do referido projeto. Desejaram fazer parte desta “viagem ao tempo medieval”.

A música rasgou o tempo e renovou o ambiente, alunos cantaram, declamaram, tocaram, professores e alunos dançaram, enfim, a alegria foi a principal convidada desta festa de união!

Realizou-se também um grande almoço com as iguarias da altura, como enchidos, favas, leitão, queijos, morcelas, muito pão, com louças de barro e talheres de madeira, tendo sido tudo muito bem apreciado e comentado pelo 10.ºF e professores, pela qualidade extrema da comida e decoração feita pelos alunos e especialmente pela professora de MACS.

Foi um projeto muito interessante que os professores tencionam repetir para o ano envolvendo igualmente outras turmas. Parece-me que iremos viajar para outra época… Apertem os cintos!

Mafalda Castro, 10.º F

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Uma manhã medieval

A idade média homenageada pela idade contemporânea

Iniciando os preparativos para o que seria um dia fora do comum, os alunos da turma 10ºF do curso de Humanidades atraíram para a Escola Secundária Daniel Sampaio um espírito medieval que deu lugar, desde cedo, a um clima de fraternidade entre colegas e professores que fariam deste dia um marco para o fim do ano letivo.

Foi ao som dos sinos que marcavam as 11:30 horas do dia 13 de junho que se deu início à encenação de uma missa que, num tom sátiro, porém sério, conseguiu criticar (de forma geral) a sociedade medieval. Seguiu-se, então, o começo do ‘jantar’ com a inusitada aparição de cinco personagens lendárias da época medieval, sendo elas a Padeira de Aljubarrota, Deuladeu Martins, Inês de Castro, a Rainha Santa Isabel de Aragão e a menina da Capa Rica que, contando as suas lendas, pediram permissão a ‘El-Rei’ para se juntarem ao banquete.

A mesa recheada de iguarias tradicionais, que tinha os lugares reservados somente para os importantes integrantes da corte, não conseguiu privar os alunos das emoções deste convívio que lembrava o término das aulas. Foram, assim, erradicadas as desigualdades sociais características da época medieval pela espontaneidade do ‘jantar’, podendo os elementos das diferentes classes sociais comer juntos, num alegre convívio.

Enquanto decorria o ‘jantar’, tornou, novamente, à escola um cenário de representação com a intervenção dos esbirros apresentando dois criminosos a ‘El-Rei’: um feiticeiro e um ladrão que havia roubado a coroa real. Por iniciativa da rainha, a corte gritou por “morte ao ladrão”, que consequentemente foi enforcado.

No mesmo ambiente de encenação, surgiu uma donzela perante o monarca queixando-se de que havia sido assediada por um monge – uma crítica ao clero medieval, que mostrou a impunidade da igreja na respetiva época.

O desfecho desta agradável manhã deixa na lembrança o som da música, as conversas, gargalhadas e a dança das fitas realizada pelas donzelas e senhoras, bem como um sentimento de realização, pelo sucesso do evento, por parte dos alunos e professoras Rute Magalhães, Antónia Gomes, Luísa Ferreira e Carmo Gomes, responsáveis pela organização do mesmo.

David Ramos e Raquel Ponge, 10ºF

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Durante os dias 29 de abril e 02 de maio, decorreu na Escola Secundária Daniel Sampaio a 2ª Mostra do Filme Solidário realizada, este ano lectivo, no nosso Agrupamento.

Tratou-se de uma atividade dinamizada pelas Bibliotecas (VR+DS), no âmbito da Educação para a Cidadania. A Mostra do Filme Solidário consiste na apresentação de curtas-metragens de carácter não comercial que visam a reflexão sobre comportamentos sociais e temáticas de impacto global: desenvolvimento sustentável (Norte global/ Sul Global), Objetivos do Milénio, ODS (Objectivos de Desenvolvimento Sustentável), igualdade de género, ambiente, exemplos positivos, comportamentos de risco, violência, fome, direitos de autor.

Nestas sessões, participaram alunos de turmas do 7º ao 12º ano, num total de nove turmas. Em cada uma das sessões, após a visualização das curtas, iniciou-se o debate que contou com a intervenção interessada e pertinente de muitos alunos e professores. Estes momentos foram mediados e dinamizados por Pedro Santos um dos voluntários da produtora independente HelpImages. O Pedro deu-nos a conhecer a missão desta ONG e o modo como filmes tão curtos carregam em si mensagens tão vastas. Nesta exploração, houve leituras polémicas, houve leituras consensuais. Houve debates mais entusiastas, outros menos empolgados, mas em todos eles esteve sempre presente a perceção do enriquecimento mútuo que estas horas de diálogo descontraído nos trouxeram.

Assim, saímos todos com uma certeza: se queremos um mundo melhor e mais sustentável, essa responsabilidade cabe a cada um de nós, sem exceção, pois não há Planeta B.

Dulce Sousa (professora-bilbiotecária da EBVR)

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encontro5O 2º Encontro das Bibliotecas Escolares do concelho de Almada teve como tema “A Biblioteca Escolar e o desenvolvimento do pensamento crítico”. Com um programa rico e diversificado, constituiu um momento de reflexão e de consciencialização da importância da BE no processo de aprendizagem e de construção da pessoa / aluno, mas também da pessoa / professor.

Num universo tão complexo como é o da educação, que envolve razão e emoção, o primado do pensamento crítico deverá prevalecer. Pensar o pensamento é um ato crítico. Será esse mesmo ato que deveremos desencadear em nós, enquanto docentes, e promover nos outros, enquanto alunos. Pensar-nos, alargar experiências, recorrer a instrumentos que nos prestem auxílio à orientação, ao rumo a seguir, deverão ser ações recorrentes e constantes no contexto educativo. “Ler e pensar para compreender, compreender para transformar, transformar para ler”. Desafio tenso e intenso nas palavras do Dr. José Barata Moura, professor catedrático do Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 1º palestrante do Encontro, para quem a qualidade da nossa vivência depende deste exercício. “Para que o viver não permaneça uma sala vazia.” A conferência do Dr. José Barata Moura foi brilhante, no meu entender. Subordinada ao tema “A leitura e o desenvolvimento do pensamento crítico” consubstanciou-se num prática reflexiva atenta e perspicaz sobre o modo como o conhecimento traz inquietação, mas também constrói felicidade.encontro3

Outras intervenções de grande qualidade e lucidez se seguiram, já que todos os painéis apresentaram sempre um contributo novo, esclarecedor, sobre os fios que tecem a teia do pensamento crítico. Pessoalmente, destacaria a comunicação da Dra. Teresa Calçada, especialista das áreas temáticas das bibliotecas e leitura, que reforçou a noção de biblioteca como elemento fundador, chamando a atenção para o facto do “mundo da biblioteca variar conforme o mundo exterior”. Nesta perspetiva, propôs o reconhecimento das qualidades e das características do mundo digital. Fenómeno novo e marcante do mundo em que vivemos, que exige uma atitude crítica, pessoal, filosófica sobre o modo como a técnica se comunica entre si, ou seja, há que ter pensamento crítico. Não no sentido de se aprovar ou desaprovar, mas no de (re)pensar o que se pensa. Ler em papel ou em digital, exige um código, exige saber descodificar, exige uma aprendizagem, exige a aquisição de capacidades e de literacias. A leitura é interpretação da realidade e da ficção. A leitura é condição sem a qual não acedemos ao conhecimento nem à condição de ser Homem / cidadão. Por isso, “ler é um imperativo social”, segundo a Dra. Teresa Calçada. Este axioma assume-se como uma verdade inquestionável. Não se explica, não se questiona. Sem a leitura a dimensão humana do ser definha. Apreciei especialmente a visão clara da oradora sobre a imprescindível necessidade de inclusão do “novo”, sem receio de “abrir velas ao vento”, imagem posteriormente acrescentada pela Dra. Maria José Vitorino. Esta perspetiva de incorporação rompe paradigmas e preconiza vitalidade para o futuro da BE, o que para qualquer professor bibliotecário é extremamente gratificante.

Esta visão explica e implica a inegável centralidade da BE na escola. Ou será que existe alguma perspetiva em que a BE possa ser pensada fora deste contexto? Demissionária da sua função de promotora de literacias e, por extensão, de cidadania?

encontro1Na minha opinião, houve também, neste 2º Encontro das BE do concelho de Almada, três outras intervenções que se destacaram: a da professora bibliotecária Maria José Vitorino que, entre diversas funções, é também a curadora do “Fólio Educa – Festival Internacional de Literatura de Óbidos”; a apresentação do Dr. José João Moura, Diretor da Biblioteca da FCT – Universidade Nova de Lisboa, que mostrou as práticas de uma biblioteca com múltiplas valências e grande dinâmica, de arquitetura propícia à leitura, ao estudo e à cultura. Numa outra linha, os comentários e o papel de moderador desempenhado por Luís Miguel Cintra, sobejamente conhecido, pensamento crítico inconformado. As intervenções do ator e encenador do Teatro da Cornucópia trouxeram ao Encontro um contributo eclético, já que a figura em causa sintetiza em si mesmo várias artes: a teatral, a cinematográfica e a literária, e simultaneamente um contributo proveniente da praxis, pois através da encenação Luís Miguel Cintra constata, com preocupação, que sobretudo as faixas etárias mais jovens pouco uso fazem do pensamento crítico, tendência que acarreta graves implicações sociais.

Conclusão, todos os painéis foram importantes e interessantes, em especial, aqueles que deram voz e visibilidade às práticas das escolas, como “a minha Biblioteca em 2 minutos”, a “Arte Postal” – promovida pela Associação 800 anos de Língua Portuguesa, entre outras. Apesar de poderem ter tido maior destaque, as boas práticas tiveram a grande virtude de mostrar o quanto a BE é galvanizadora de estéticas literárias e artísticas, promovendo, muitas vezes, com fracos meios o que deveria ser uma preocupação inadiável de todos os decisores políticos: a educação.

Assim, impõe-se também felicitar toda a organização pelo excelente trabalho, bem como a edilidade, entidades culturais e formadoras envolvidas, e lamentar que a afluência do público, docente ou não, tenha ficado aquém do desejável numa iniciativa desta importância. No entanto, acima de tudo ficou claro para todos que a Biblioteca Escolar é indiscutivelmente um incentivo ao desenvolvimento do pensamento crítico na sociedade.

O Encontro encerrou com o expressivo contador de histórias de tradição oral, António Fontinha, que redesenhou a figura do Lobo, requalificando-o à luz das preocupações atuais. Tal como com a BE “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”.

Dulce Godinho Sousa

Prof. Bibliotecária BEVRosal – AEDS

fotos de Isaura Carvalho

As nossas BE em 2 minutos
(vídeo das BE do Agrupamento de Escolas Daniel Sampaio apresentado no encontro)

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