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encontro5O 2º Encontro das Bibliotecas Escolares do concelho de Almada teve como tema “A Biblioteca Escolar e o desenvolvimento do pensamento crítico”. Com um programa rico e diversificado, constituiu um momento de reflexão e de consciencialização da importância da BE no processo de aprendizagem e de construção da pessoa / aluno, mas também da pessoa / professor.

Num universo tão complexo como é o da educação, que envolve razão e emoção, o primado do pensamento crítico deverá prevalecer. Pensar o pensamento é um ato crítico. Será esse mesmo ato que deveremos desencadear em nós, enquanto docentes, e promover nos outros, enquanto alunos. Pensar-nos, alargar experiências, recorrer a instrumentos que nos prestem auxílio à orientação, ao rumo a seguir, deverão ser ações recorrentes e constantes no contexto educativo. “Ler e pensar para compreender, compreender para transformar, transformar para ler”. Desafio tenso e intenso nas palavras do Dr. José Barata Moura, professor catedrático do Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 1º palestrante do Encontro, para quem a qualidade da nossa vivência depende deste exercício. “Para que o viver não permaneça uma sala vazia.” A conferência do Dr. José Barata Moura foi brilhante, no meu entender. Subordinada ao tema “A leitura e o desenvolvimento do pensamento crítico” consubstanciou-se num prática reflexiva atenta e perspicaz sobre o modo como o conhecimento traz inquietação, mas também constrói felicidade.encontro3

Outras intervenções de grande qualidade e lucidez se seguiram, já que todos os painéis apresentaram sempre um contributo novo, esclarecedor, sobre os fios que tecem a teia do pensamento crítico. Pessoalmente, destacaria a comunicação da Dra. Teresa Calçada, especialista das áreas temáticas das bibliotecas e leitura, que reforçou a noção de biblioteca como elemento fundador, chamando a atenção para o facto do “mundo da biblioteca variar conforme o mundo exterior”. Nesta perspetiva, propôs o reconhecimento das qualidades e das características do mundo digital. Fenómeno novo e marcante do mundo em que vivemos, que exige uma atitude crítica, pessoal, filosófica sobre o modo como a técnica se comunica entre si, ou seja, há que ter pensamento crítico. Não no sentido de se aprovar ou desaprovar, mas no de (re)pensar o que se pensa. Ler em papel ou em digital, exige um código, exige saber descodificar, exige uma aprendizagem, exige a aquisição de capacidades e de literacias. A leitura é interpretação da realidade e da ficção. A leitura é condição sem a qual não acedemos ao conhecimento nem à condição de ser Homem / cidadão. Por isso, “ler é um imperativo social”, segundo a Dra. Teresa Calçada. Este axioma assume-se como uma verdade inquestionável. Não se explica, não se questiona. Sem a leitura a dimensão humana do ser definha. Apreciei especialmente a visão clara da oradora sobre a imprescindível necessidade de inclusão do “novo”, sem receio de “abrir velas ao vento”, imagem posteriormente acrescentada pela Dra. Maria José Vitorino. Esta perspetiva de incorporação rompe paradigmas e preconiza vitalidade para o futuro da BE, o que para qualquer professor bibliotecário é extremamente gratificante.

Esta visão explica e implica a inegável centralidade da BE na escola. Ou será que existe alguma perspetiva em que a BE possa ser pensada fora deste contexto? Demissionária da sua função de promotora de literacias e, por extensão, de cidadania?

encontro1Na minha opinião, houve também, neste 2º Encontro das BE do concelho de Almada, três outras intervenções que se destacaram: a da professora bibliotecária Maria José Vitorino que, entre diversas funções, é também a curadora do “Fólio Educa – Festival Internacional de Literatura de Óbidos”; a apresentação do Dr. José João Moura, Diretor da Biblioteca da FCT – Universidade Nova de Lisboa, que mostrou as práticas de uma biblioteca com múltiplas valências e grande dinâmica, de arquitetura propícia à leitura, ao estudo e à cultura. Numa outra linha, os comentários e o papel de moderador desempenhado por Luís Miguel Cintra, sobejamente conhecido, pensamento crítico inconformado. As intervenções do ator e encenador do Teatro da Cornucópia trouxeram ao Encontro um contributo eclético, já que a figura em causa sintetiza em si mesmo várias artes: a teatral, a cinematográfica e a literária, e simultaneamente um contributo proveniente da praxis, pois através da encenação Luís Miguel Cintra constata, com preocupação, que sobretudo as faixas etárias mais jovens pouco uso fazem do pensamento crítico, tendência que acarreta graves implicações sociais.

Conclusão, todos os painéis foram importantes e interessantes, em especial, aqueles que deram voz e visibilidade às práticas das escolas, como “a minha Biblioteca em 2 minutos”, a “Arte Postal” – promovida pela Associação 800 anos de Língua Portuguesa, entre outras. Apesar de poderem ter tido maior destaque, as boas práticas tiveram a grande virtude de mostrar o quanto a BE é galvanizadora de estéticas literárias e artísticas, promovendo, muitas vezes, com fracos meios o que deveria ser uma preocupação inadiável de todos os decisores políticos: a educação.

Assim, impõe-se também felicitar toda a organização pelo excelente trabalho, bem como a edilidade, entidades culturais e formadoras envolvidas, e lamentar que a afluência do público, docente ou não, tenha ficado aquém do desejável numa iniciativa desta importância. No entanto, acima de tudo ficou claro para todos que a Biblioteca Escolar é indiscutivelmente um incentivo ao desenvolvimento do pensamento crítico na sociedade.

O Encontro encerrou com o expressivo contador de histórias de tradição oral, António Fontinha, que redesenhou a figura do Lobo, requalificando-o à luz das preocupações atuais. Tal como com a BE “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”.

Dulce Godinho Sousa

Prof. Bibliotecária BEVRosal – AEDS

fotos de Isaura Carvalho

As nossas BE em 2 minutos
(vídeo das BE do Agrupamento de Escolas Daniel Sampaio apresentado no encontro)

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