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Archive for Abril, 2010

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proclamação da república

Uma bandeira representa uma síntese de um povo, da sua história e tradições, mas também as opções políticas do regime que o governa. Só assim se percebe que as bandeiras mudem. Contudo essa mudança, não pode (ou não deve) ser radical, sob pena desse mesmo povo que representa não se reconhecer na bandeira que o representa. Posto isto, percebe-se a importância simbólica da bandeira. Foi exactamente por esse reconhecimento que, nos dias que se seguiram à revolução republicana, em Outubro de 1910, a escolha da bandeira originou uma enorme polémica. A “questão da bandeira” centrava-se sobretudo à volta da cor, assunto que se polarizou, entre os concordantes e discordantes da cor verde-rubro, as cores da actual bandeira, e os do azul-branco, cores da bandeira nacional durante a monarquia.

Os símbolos nacionais constituiram uma das prioridades do Governo Provisório, sobretudo sabendo do grande impacto que estes têm para a opinião pública. Apressaram-se a nomear uma comissão destinada ao estudo da bandeira e do hino nacionais.

Foram escolhidos para integrar a comissão figuras de relevo da vida nacional, entre eles o célebre pintor Columbano Bordalo Pinheiro, o romancista Abel Botelho, o jornalista e conhecido republicano João Chagas, e ainda dois combatentes do 5 de Outubro.

No dia 1 de Dezembro de 1910, em frente à Câmara Municipal de Lisboa, lugar onde fora proclamada a República em 5 de Outubro, uma parada militar prestou

"Tradição" e "Revolução"

homenagem, ao som de “A portuguesa” (outro assunto curioso), à bandeira “verde-rubra”, agora feita bandeira nacional. Ao desfile das tropas pela Baixa juntou-se uma multidão de populares, de acordo com os jornais da época, que, em “clima patriótico” subiu a Avenida até à Rotunda, e depois seguiu-se um espectáculo no Teatro Nacional. Este evento, A Festa da Bandeira, foi precedido de uma renhida polémica à volta do tema. A manutenção da esfera armilar e do escudo foi relativamente pacífico, mas a questão das cores moveu as principais figuras nacionais e a opinião pública. Em Lisboa e no Porto, assim como por todas as cidades de província, em clubes políticos e estabelecimentos comerciais expunham-se as maquetas das bandeiras, realizavam-se debates e conferências, e as páginas dos jornais enchiam-se de artigos prós e contra as propostas.

Guerra-Junqueiro, poeta e republicano, foi o grande tribuno da bandeira azul-branco, apresentando a sua defesa na Sociedade de Geografia. Para ele o “branco é candura, pureza perfeita, virtude sem mancha” e o vermelho” é um excitante da vida, dá-lhe ardor, impele a acção, provoca a luta”. O azul é “serenidade, bondade, graça ingénua, alegria cândida”. Tudo qualidades lusas! O Branco, defendia, não podia desaparecer da bandeira nacional porque foi a base de todas as bandeiras portuguesas desde a fundação da nacionalidade, e o Azul remetia para o céu e o mar, elementos indissociáveis da nossa História. E estas cores seriam, além do mais, as únicas a serem reconhecidas como representativa da soberania de Portugal, em África.

No entanto, para muitos adeptos do novo regime, o azul-branco estava irremediavelmente ligado “Monarquia corrupta dos Braganças”, motivo mais que suficiente para ser eliminado.

Teófilo Braga, filósofo positivista, republicano, e Presidente do Governo Provisório, era o grande defensor da proposta verde-rubro, juntamente com outras destacadas personalidades, como Afonso Costa e António José de Almeida. O vermelho, porque era a cor dos movimentos populares e revolucionários. como factor tradição, esta tinha também sido a cor da conquista do Algarve (Afonso III), “em que se integrou o território português”. O verde não deixava de ser também a cor da Ala dos Namorados, na Batalha de Aljubarrota. Verdade é que o verde e o vermelho tinham sido as cores usadas no primeiro pronunciamento republicano, o 31 de Janeiro de 1891 (a bandeira então içada na Câmara do Porto era toda vermelha com um círculo verde ao meio) no 5 de Outubro (desfraldada na Câmara, no castelo de S. Jorge e em todos os quartéis, a bandeira era bipartida, com vermelha junto à tralha e a parte maior verde; esfera armilar de ouro assente em fundo azul, estrela de prata com resplendor de em ouro). A verde-rubra era pois a bandeira dos republicanos.

Enfim, argumentos havia que chegassem para ambas as partes, mas a comissão optou pelo verde-rubro, para o qual apresentou as seguintes razões: “ o vermelho é a cor combativa, quente, viril (…) cor da conquista e do risco e que figura na bandeira desde D. João II, (…) O verde, que embora não tenha raízes na consciência nacional, foi uma das cores que preparou e consagrou a revolução”. Definitivamente, havendo quanto baste de simbolismo histórico na paleta cromática de todas as propostas, acabou por prevalecer o critério político.

Mais consensual, mais ditada pelo nacionalismo do que pela política, foi a escolha das armas. O partido republicano era profundamente nacionalista e grande defensor do Império colonial, criticando inclusivamente aos monárquicos o desleixarem este aspecto da vida nacional. Foi portanto fácil a aceitação da esfera armilar, «padrão eterno do nosso génio», e o escudo branco com as quinas azuis «da fundação da nacionalidade» (armas de Afonso Henriques), de acordo com o parecer da comissão.

Nem todos se reviram de imediato nesta bandeira. E não só monárquicos. Foi só com o tempo que a verde-rubra passou de bandeira republicana a bandeira nacional. A consolidação desta referência como nacional foi conseguida graças à sua exposição repetida como símbolo de identidade nacional, em momentos em que o “nacionalismo” se tornou particularmente relevante, como na Grande Guerra, nas campanhas coloniais, no 25 de Abril, e mais recentemente, podíamos acrescentar, nas competições internacionais de futebol.

Profª. Cristina Teixeira

(Adaptado de “Do azul-branco ao verde-rubro. A simbólica da bandeira nacional” de Nuno Severiano Teixeira, in a Memória da Nação, Livraria Sá da Costa Editora, Colóquio F.C.G., Lisboa, 1987)

(para saber mais sobre a história das bandeiras de Portugal clique aqui.)

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O Judo foi criado por Jigoro Kano em 1882 com base nos métodos de diversas escolas de Jujitso que frequentava.

Em Portugal surgiu apenas em 1958, por obra de Kiyoshi Kobayashi, nascido em 1928, que desde muito novo apresentou um enorme interesse e aptidão por esta arte marcial.

O Judo é pois uma arte marcial bastante saudável que pode ser praticada por crianças, adolescentes e adultos de ambos os sexos, facilitando-lhes um melhor equilíbrio físico e psicológico e uma maior flexibilidade da mente e do corpo. Judo significa na sua lingua original “caminho da suavidade”, sendo “DO” caminho e “JU” suavidade; através dele  é possivel adquirir essas qualidades mais favoráveis à vida.

Como em qualquer outro desporto, o Judo também apresenta as suas próprias regras, podendo citar-se, como exemplo, a duração variável dos combates, entre 4 e 5 minutos, dependendo do sexo do judoca, havendo a possiblidade de se descansar 10 minutos entre os vários combates. Os judocas, antes de começarem um combate, devem saudar-se um ao outro. O combate finalizará, então, quando o árbitro anunciar Soremade e os judocas regressarem às posições iniciais. Este poderá  terminar por diversos motivos como o tempo geral do combate, ou mesmo por Sogo-gashi.

João Pina, Campeão Europeu 2010

Mais uma vez, como em qualquer outro desporto, o Judo também tem um traje próprio designado por judogi, que consiste num fato amplo, branco ou azul, composto por duas peças: O blusão (wagui) e as calças (zubon). Em torno da cintura, o judoca usa a faixa (obi) amarrada com um nó direito, que pode ter uma grande variedade de cores, dependendo do grau de formação do judoca. A  ordem das cores, segundo o nível do atleta, é: branco, azul, amarelo, laranja, verde, azul e castanho. Os mestres usam o cinturão negro.

Os golpes constituintes do Judo são o ippon, waza-ari, yuko, koka, hidô, chui, keikou, hansoku-make, kumikata (saber mais aqui).

João Cristo, 10ºB

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O nosso colega da ESDS, Carlos Amaral, prepara-se para publicar o seu terceiro livro de poesia, Desflorar da Flor de Sal.

O autor, juntamente com a editora, convidam todos os leitores a estarem presentes na sessão de lançamento, que terá lugar no dia 1 (sábado) de Maio de 2010, pelas 16:30 horas no Auditório Principal da Feira do Livro de Lisboa.

A sessão contará ainda com a presença dos nossos colegas Ângelo Rodrigues, que fará a apresentação da obra, e Paula Duque, que contribuirá com um momento musical.

Para saber mais sobre o autor visite o seu blogue.

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Curiosamente, mas não inesperadamente, este ano, a centenária república cruza-se com a trintona revolução dos cravos. Sem poder reinvidicar-se sua herdeira directa, a 3ª República associa-se à 1ª , salvo as devidas distâncias históricas, em valores partilhados, como se pode constatar por algumas iniciativas públicas que associam as duas efemérides numa genética comum do património da cidadania e da liberdade.

Mas se a 1ª é muito velha para o testemunho directo dos seus portagonistas, entrando nas vantagens e desvantagens de já ter passado à história, a 3ª é ainda nova demais, ficando-se por um limbo entre o ainda julgamento político e a quase história. É então curiosa a ligação entre esta avó de fotos em sépia, venerada por esta neta, já trintona, que revê  com nostalgia a ingenuidade da sua infância nos idos setenta, ao mesmo tempo que assume alguns excessos da adolescência.

A sua maternidade  federou-se porém em clandestinidades de muitas cores ideológicas, unidas numa oposição a uma 2ª república madrasta dessa liberdade, e assim, para registar a efeméride, deixamos desta vez  a sugestão de uma visita a essa outra memória numa galeria de imagens publicada pelo Público sobre o interessante Mundo clandestino dos jornais comunistas manuscritos nas cadeias.

clique para aceder à galeria

Fernando Rebelo

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aceda ao site da DGLB

Celebra-se hoje o Dia Mundial do Livro com múltiplas iniciativas, das quais destacamos a associação entre esta efeméride e o Ano Europeu de combate à Pobreza e Exclusão Social, promovida pela Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas.

Numa época em que as comunicações digitais das redes sociais e outras ferramentas dão já um novo rosto ao conceito de comunicação e às fontes de conhecimento, muitos questionar-se-ão onde podemos inscrever o conceito de livro: o objecto em si mesmo, como símbolo do conhecimento reflectido, da arte das palavras? A festa dos sentidos: o afecto do tacto e do olfacto associados a ele? Saudades antecipadas dessa forma que nos tem acompanhado desde há séculos? Ou, por outro lado, a redução à sua intrumentalidade no processo de comunicação e conhecimento e o risco de se remeter, mais cedo ou mais tarde, para uma condição de objecto caro e obsoleto – cavalo em era de automóvel?

Deixemos estas respostas aos nossos leitores e apenas registemos a efeméride com uma cronologia possível da sua evolução e a sugestão de leitura de um artigo do DN sobre o seu mais imediato futuro.

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Os alunos que fazem parte da equipa do JEDS, Luiz Monteiro (10º E), Barbara (10º D), Filipa (10º D), Soraia (10º D), Rafael (10º C) e a Prof. responsável Teresa Reis, participaram num concurso do Diário de Noticias, elaborando um nota biográfica sobre uma personalidade portuguesa, tendo a escolha recaído sobre Joana Vasconcelos, que é uma das artistas plásticas portuguesas mais aclamadas internacionalmente.

aceda ao site do concurso

Alguns dias depois  da equipa do JEDS enviar a nota biográfica, o DN contactou-nos, dizendo que a o nosso trabalho havia sido seleccionado e que a nossa equipa iria entrevistar uma personalidade portuguesa, neste caso a actriz Cleia Almeida, que faz parte do elenco da novela “Perfeito Coração”. A entrevista vai realizar-se no auditório da Escola no dia 3 de Maio no período da manhã.

É um orgulho muito grande para a equipa do JEDS e para a nossa Escola participar neste evento. Esperamos que no dia 3 de Maio corra tudo bem, e contamos para tal com a colaboração dos alunos e dos professores.

Luiz Felipe Monteiro, 10º E, em nome da equipa do JEDS

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