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Archive for Abril, 2010

Conheça o programa completo de actividades aqui

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proclamação da república

Uma bandeira representa uma síntese de um povo, da sua história e tradições, mas também as opções políticas do regime que o governa. Só assim se percebe que as bandeiras mudem. Contudo essa mudança, não pode (ou não deve) ser radical, sob pena desse mesmo povo que representa não se reconhecer na bandeira que o representa. Posto isto, percebe-se a importância simbólica da bandeira. Foi exactamente por esse reconhecimento que, nos dias que se seguiram à revolução republicana, em Outubro de 1910, a escolha da bandeira originou uma enorme polémica. A “questão da bandeira” centrava-se sobretudo à volta da cor, assunto que se polarizou, entre os concordantes e discordantes da cor verde-rubro, as cores da actual bandeira, e os do azul-branco, cores da bandeira nacional durante a monarquia.

Os símbolos nacionais constituiram uma das prioridades do Governo Provisório, sobretudo sabendo do grande impacto que estes têm para a opinião pública. Apressaram-se a nomear uma comissão destinada ao estudo da bandeira e do hino nacionais.

Foram escolhidos para integrar a comissão figuras de relevo da vida nacional, entre eles o célebre pintor Columbano Bordalo Pinheiro, o romancista Abel Botelho, o jornalista e conhecido republicano João Chagas, e ainda dois combatentes do 5 de Outubro.

No dia 1 de Dezembro de 1910, em frente à Câmara Municipal de Lisboa, lugar onde fora proclamada a República em 5 de Outubro, uma parada militar prestou

"Tradição" e "Revolução"

homenagem, ao som de “A portuguesa” (outro assunto curioso), à bandeira “verde-rubra”, agora feita bandeira nacional. Ao desfile das tropas pela Baixa juntou-se uma multidão de populares, de acordo com os jornais da época, que, em “clima patriótico” subiu a Avenida até à Rotunda, e depois seguiu-se um espectáculo no Teatro Nacional. Este evento, A Festa da Bandeira, foi precedido de uma renhida polémica à volta do tema. A manutenção da esfera armilar e do escudo foi relativamente pacífico, mas a questão das cores moveu as principais figuras nacionais e a opinião pública. Em Lisboa e no Porto, assim como por todas as cidades de província, em clubes políticos e estabelecimentos comerciais expunham-se as maquetas das bandeiras, realizavam-se debates e conferências, e as páginas dos jornais enchiam-se de artigos prós e contra as propostas.

Guerra-Junqueiro, poeta e republicano, foi o grande tribuno da bandeira azul-branco, apresentando a sua defesa na Sociedade de Geografia. Para ele o “branco é candura, pureza perfeita, virtude sem mancha” e o vermelho” é um excitante da vida, dá-lhe ardor, impele a acção, provoca a luta”. O azul é “serenidade, bondade, graça ingénua, alegria cândida”. Tudo qualidades lusas! O Branco, defendia, não podia desaparecer da bandeira nacional porque foi a base de todas as bandeiras portuguesas desde a fundação da nacionalidade, e o Azul remetia para o céu e o mar, elementos indissociáveis da nossa História. E estas cores seriam, além do mais, as únicas a serem reconhecidas como representativa da soberania de Portugal, em África.

No entanto, para muitos adeptos do novo regime, o azul-branco estava irremediavelmente ligado “Monarquia corrupta dos Braganças”, motivo mais que suficiente para ser eliminado.

Teófilo Braga, filósofo positivista, republicano, e Presidente do Governo Provisório, era o grande defensor da proposta verde-rubro, juntamente com outras destacadas personalidades, como Afonso Costa e António José de Almeida. O vermelho, porque era a cor dos movimentos populares e revolucionários. como factor tradição, esta tinha também sido a cor da conquista do Algarve (Afonso III), “em que se integrou o território português”. O verde não deixava de ser também a cor da Ala dos Namorados, na Batalha de Aljubarrota. Verdade é que o verde e o vermelho tinham sido as cores usadas no primeiro pronunciamento republicano, o 31 de Janeiro de 1891 (a bandeira então içada na Câmara do Porto era toda vermelha com um círculo verde ao meio) no 5 de Outubro (desfraldada na Câmara, no castelo de S. Jorge e em todos os quartéis, a bandeira era bipartida, com vermelha junto à tralha e a parte maior verde; esfera armilar de ouro assente em fundo azul, estrela de prata com resplendor de em ouro). A verde-rubra era pois a bandeira dos republicanos.

Enfim, argumentos havia que chegassem para ambas as partes, mas a comissão optou pelo verde-rubro, para o qual apresentou as seguintes razões: “ o vermelho é a cor combativa, quente, viril (…) cor da conquista e do risco e que figura na bandeira desde D. João II, (…) O verde, que embora não tenha raízes na consciência nacional, foi uma das cores que preparou e consagrou a revolução”. Definitivamente, havendo quanto baste de simbolismo histórico na paleta cromática de todas as propostas, acabou por prevalecer o critério político.

Mais consensual, mais ditada pelo nacionalismo do que pela política, foi a escolha das armas. O partido republicano era profundamente nacionalista e grande defensor do Império colonial, criticando inclusivamente aos monárquicos o desleixarem este aspecto da vida nacional. Foi portanto fácil a aceitação da esfera armilar, «padrão eterno do nosso génio», e o escudo branco com as quinas azuis «da fundação da nacionalidade» (armas de Afonso Henriques), de acordo com o parecer da comissão.

Nem todos se reviram de imediato nesta bandeira. E não só monárquicos. Foi só com o tempo que a verde-rubra passou de bandeira republicana a bandeira nacional. A consolidação desta referência como nacional foi conseguida graças à sua exposição repetida como símbolo de identidade nacional, em momentos em que o “nacionalismo” se tornou particularmente relevante, como na Grande Guerra, nas campanhas coloniais, no 25 de Abril, e mais recentemente, podíamos acrescentar, nas competições internacionais de futebol.

Profª. Cristina Teixeira

(Adaptado de “Do azul-branco ao verde-rubro. A simbólica da bandeira nacional” de Nuno Severiano Teixeira, in a Memória da Nação, Livraria Sá da Costa Editora, Colóquio F.C.G., Lisboa, 1987)

(para saber mais sobre a história das bandeiras de Portugal clique aqui.)

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O Judo foi criado por Jigoro Kano em 1882 com base nos métodos de diversas escolas de Jujitso que frequentava.

Em Portugal surgiu apenas em 1958, por obra de Kiyoshi Kobayashi, nascido em 1928, que desde muito novo apresentou um enorme interesse e aptidão por esta arte marcial.

O Judo é pois uma arte marcial bastante saudável que pode ser praticada por crianças, adolescentes e adultos de ambos os sexos, facilitando-lhes um melhor equilíbrio físico e psicológico e uma maior flexibilidade da mente e do corpo. Judo significa na sua lingua original “caminho da suavidade”, sendo “DO” caminho e “JU” suavidade; através dele  é possivel adquirir essas qualidades mais favoráveis à vida.

Como em qualquer outro desporto, o Judo também apresenta as suas próprias regras, podendo citar-se, como exemplo, a duração variável dos combates, entre 4 e 5 minutos, dependendo do sexo do judoca, havendo a possiblidade de se descansar 10 minutos entre os vários combates. Os judocas, antes de começarem um combate, devem saudar-se um ao outro. O combate finalizará, então, quando o árbitro anunciar Soremade e os judocas regressarem às posições iniciais. Este poderá  terminar por diversos motivos como o tempo geral do combate, ou mesmo por Sogo-gashi.

João Pina, Campeão Europeu 2010

Mais uma vez, como em qualquer outro desporto, o Judo também tem um traje próprio designado por judogi, que consiste num fato amplo, branco ou azul, composto por duas peças: O blusão (wagui) e as calças (zubon). Em torno da cintura, o judoca usa a faixa (obi) amarrada com um nó direito, que pode ter uma grande variedade de cores, dependendo do grau de formação do judoca. A  ordem das cores, segundo o nível do atleta, é: branco, azul, amarelo, laranja, verde, azul e castanho. Os mestres usam o cinturão negro.

Os golpes constituintes do Judo são o ippon, waza-ari, yuko, koka, hidô, chui, keikou, hansoku-make, kumikata (saber mais aqui).

João Cristo, 10ºB

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O nosso colega da ESDS, Carlos Amaral, prepara-se para publicar o seu terceiro livro de poesia, Desflorar da Flor de Sal.

O autor, juntamente com a editora, convidam todos os leitores a estarem presentes na sessão de lançamento, que terá lugar no dia 1 (sábado) de Maio de 2010, pelas 16:30 horas no Auditório Principal da Feira do Livro de Lisboa.

A sessão contará ainda com a presença dos nossos colegas Ângelo Rodrigues, que fará a apresentação da obra, e Paula Duque, que contribuirá com um momento musical.

Para saber mais sobre o autor visite o seu blogue.

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Curiosamente, mas não inesperadamente, este ano, a centenária república cruza-se com a trintona revolução dos cravos. Sem poder reinvidicar-se sua herdeira directa, a 3ª República associa-se à 1ª , salvo as devidas distâncias históricas, em valores partilhados, como se pode constatar por algumas iniciativas públicas que associam as duas efemérides numa genética comum do património da cidadania e da liberdade.

Mas se a 1ª é muito velha para o testemunho directo dos seus portagonistas, entrando nas vantagens e desvantagens de já ter passado à história, a 3ª é ainda nova demais, ficando-se por um limbo entre o ainda julgamento político e a quase história. É então curiosa a ligação entre esta avó de fotos em sépia, venerada por esta neta, já trintona, que revê  com nostalgia a ingenuidade da sua infância nos idos setenta, ao mesmo tempo que assume alguns excessos da adolescência.

A sua maternidade  federou-se porém em clandestinidades de muitas cores ideológicas, unidas numa oposição a uma 2ª república madrasta dessa liberdade, e assim, para registar a efeméride, deixamos desta vez  a sugestão de uma visita a essa outra memória numa galeria de imagens publicada pelo Público sobre o interessante Mundo clandestino dos jornais comunistas manuscritos nas cadeias.

clique para aceder à galeria

Fernando Rebelo

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aceda ao site da DGLB

Celebra-se hoje o Dia Mundial do Livro com múltiplas iniciativas, das quais destacamos a associação entre esta efeméride e o Ano Europeu de combate à Pobreza e Exclusão Social, promovida pela Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas.

Numa época em que as comunicações digitais das redes sociais e outras ferramentas dão já um novo rosto ao conceito de comunicação e às fontes de conhecimento, muitos questionar-se-ão onde podemos inscrever o conceito de livro: o objecto em si mesmo, como símbolo do conhecimento reflectido, da arte das palavras? A festa dos sentidos: o afecto do tacto e do olfacto associados a ele? Saudades antecipadas dessa forma que nos tem acompanhado desde há séculos? Ou, por outro lado, a redução à sua intrumentalidade no processo de comunicação e conhecimento e o risco de se remeter, mais cedo ou mais tarde, para uma condição de objecto caro e obsoleto – cavalo em era de automóvel?

Deixemos estas respostas aos nossos leitores e apenas registemos a efeméride com uma cronologia possível da sua evolução e a sugestão de leitura de um artigo do DN sobre o seu mais imediato futuro.

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Os alunos que fazem parte da equipa do JEDS, Luiz Monteiro (10º E), Barbara (10º D), Filipa (10º D), Soraia (10º D), Rafael (10º C) e a Prof. responsável Teresa Reis, participaram num concurso do Diário de Noticias, elaborando um nota biográfica sobre uma personalidade portuguesa, tendo a escolha recaído sobre Joana Vasconcelos, que é uma das artistas plásticas portuguesas mais aclamadas internacionalmente.

aceda ao site do concurso

Alguns dias depois  da equipa do JEDS enviar a nota biográfica, o DN contactou-nos, dizendo que a o nosso trabalho havia sido seleccionado e que a nossa equipa iria entrevistar uma personalidade portuguesa, neste caso a actriz Cleia Almeida, que faz parte do elenco da novela “Perfeito Coração”. A entrevista vai realizar-se no auditório da Escola no dia 3 de Maio no período da manhã.

É um orgulho muito grande para a equipa do JEDS e para a nossa Escola participar neste evento. Esperamos que no dia 3 de Maio corra tudo bem, e contamos para tal com a colaboração dos alunos e dos professores.

Luiz Felipe Monteiro, 10º E, em nome da equipa do JEDS

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Carolina, 8º A

A Linha 2 - Eva Nunes, 8º C

Marco, 7ºC

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para saber todos os pormenores, aceda ao Regulamento.

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Um site brasileiro com uma síntese bem estruturada sobre a História da Língua Portuguesa e uma viagem pelo mundo lusófono actual – ideal para uma visão rápida do tema.

aceda ao site

…E um portal de e para professores de Ciências, patrocinado pela Fundação Caloste Gulbenkian, com acesso a materiais didácticos desde o 1º ciclo até ao 12º Ano para as disciplinas de Ciências Naturais, Biologia, Geologia, Química, Física e Matemática.

aceda ao site

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Das diferentes radiações emitidas pelo Sol, algumas são reflectidas ou absorvidas na atmosfera mas muitas chegam à Terra. Nestas, encontram-se radiações imprescindíveis à vida no nosso planeta mas também algumas prejudiciais.

As radiações prejudiciais, são todas as que têm consequências malignas como é o caso das radiações ultra-violeta (U.V.). Estas estão subdivididas em três, a U.V.-A, U.V.-B e U.V.-C, de acordo com os valores de comprimento de onda que apresentam. A radiação U.V.-A, é a menos energética, com comprimento de onda que varia de 320nm a 400nm enquanto que a U.V C é a mais energética, com comprimento de onda 280nm.

Entre os efeitos nocivos das radiações ultra-violeta contam-se as queimaduras solares, ao nível da pele. Felizmente as radiações ultra-violeta B e a ultra-violeta C, as mais energéticas, são filtradas pelo ozono existente nas camadas superiores da atmosfera, nomeadamente na Estratosfera, pelo que não chegam à Terra com grande intensidade. Isto é, sem a presença do ozono estratosférico, que absorve uma parte importante da radiação ultravioleta que atinge a Terra e portanto actua como um filtro, a exposição ao Sol prejudicaria seriamente todas as formas de vida.

Os filtros solares absorvem de forma selectiva um determinado tipo de radiação mas não impedem a passagem de outras radiações.

Além de filtros naturais, como o ozono e a mielina, o Homem, com a sua capacidade de descoberta e evolução científica, desenvolveu produtos que aumentam a protecção da pele de que é exemplo o creme protector solar. De acordo com a sua composição química, estes cremes filtram com intensidade diferente o que está relacionado com diferentes graus de protecção. Nestes produtos, a eficiência de protecção é indicada pelo Factor de Protecção Solar (FPS) ou Índice de Protecção Solar (IPS). Por exemplo, um FPS igual a 20 indica que o tempo de exposição ao sol poderá ser 20 vezes maior do que sem protector e, em princípio a pessoa estará mais protegida relativamente aos efeitos das radiações U.V. sobre a pele, do que se não utilizar protector solar.


Rafael Oliveira, 10ºC

fotos originais da Profª Laila Ribeiro

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Na linha do tema da desigualdade social no mundo, abordado pelo Luiz no post anterior, e em forte contraste com a sofisticação tecnológica da biblioteca de Take a seat, alvo de um outro Vídeobibli, damos notícia agora desta comovente  experiência itinerante.

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Com o Sistema Capitalista, podemos dizer que o mundo se torna cada dia mais e mais desigual. Enquanto os jovens dos países desenvolvidos têm tudo o que querem e são mimados, os jovens dos países que nós chamamos de 3º Mundo não tem nada e as suas condições de vida são precárias. A desigualdade social é um problema do século XXI, porém, antes do Capitalismo, já se falava da acumulação de riquezas com o Mercantilismo. A desigualdade social tem como consequência o crescimento de crianças e jovens sem formação para a vida e geralmente estes jovens não têm oportunidades na sociedade e acabam se tornando marginais e desocupados.

Cada dia, valorizo mais e mais tudo o que tenho, procuro não me acomodar com as coisas: se a cada dia posso melhorar, eu vou avante. Mas fico pensando e reflectindo sobre a vida que tenho e de muitas pessoas que conheço, e na das pessoas dos países de 3º Mundo. Hoje, se ficamos doentes, podemos ir ao hospital mais próximo e já está tudo bem, mesmo que demore um pouco. Mas as pessoas que moram nos países sub-desenvolvidos não têm essa opção; se ficam doentes, não têm os recursos necessários e, quando têm, geralmente as condições são mínimas. Nós nem imaginamos quantas pessoas morrem no mundo com doenças que poderiam ser  tratadas no hospital.

O ensino também é uma área que devo mencionar. Conheço muitas pessoas que não gostam de estudar – isto é um erro, pois a escola deve ser valorizada, sendo uma preparação para o nosso futuro, um futuro melhor. Fico abismado toda vez que eu vejo um aluno desrespeitando um professor ou que diz que não gosta da escola; quando um aluno faz isso, ele “enterra ” o sonho de um professor, porque enquanto nós estamos aqui com todo o conforto e facilidade nas salas de aula e com todo o material necessário para que a aula decorra/desenvolva bem, muitos não estudam porque não têm escola ou professores ou, quando estudam, estudam em más condições, andam quilômetros até chegar à escola ou vão em transportes com condições precárias; e quando chegam à escola, geralmente não têm a alimentação necessária com todos os nutrientes. Enquanto isso, nós do Primeiro Mundo, temos todas as facilidades que o mundo pode oferecer e não lhes damos valor. Enquanto nós só lanchamos no McDonald’s, só comemos em restaurantes caros, vivemos fazendo dieta, muitos não têm essa opcção. As pessoas do Primeiro Mundo, morrem sub-nutridas e as do 3º Mundo, desnutridas. Enquanto só usamos roupa de marca, elas não podem escolher, usam roupas rasgadas e “surradas”.

Com toda a desigualdade do mundo, não estou dizendo que nós não podemos comprar roupas, acessórios, casas, carros caros, uma TV de Plasma de 42 polegadas, uma calça Armani ou, quando temos dinheiro suficiente, um BMW; só estou dizendo que devemos valorizar e aproveitar tudo o que temos e todas as facilidades que o mundo nós oferece, porém sem deixarmos de pensar e ajudar mais os que não têm. E quando estivermos reclamando dos problemas simples da nossa vida, deveríamos reflectir sobre os problemas tão complexos que outras pessoas enfrentam; elas, que muitas vezes estão tão perto de nós. Em vez de reclamarmos, deveríamos é agradecer por tudo o que temos.

Hoje em dia, está “na moda” reivindicarmos nossos direitos. Vamos lutar pelos nossos direitos, mas também vamos cumprir os nossos deveres. Vamos colaborar para um mundo melhor. Vamos pensar mais nas pessoas como seres humanos, independentemente da sua cor, religião,  convicções e orientação sexual. Vamos ser humanos!

“Porque as pessoas amam as coisas e usam as pessoas?”

A bonito da vida é estar feliz
ter amigos e sentir-se parte do mundo
algo importante que se contradiz
a hipocrisia do mundo de meretriz
Um mundo de inveja e irreverência
estamos todos correndo atrás de concorrência
mas ninguem pensa nas pessoas?
e muito mais… na sua própria consciência?
Se cada um fizesse um pouco
logo teríamos muito, não haveria miséria
não haveria guerra nem bactérias
destruindo os corpos e suas artérias
Oro a Deus em minhas orações
todos os dias cantarolando canções
pedindo paz aos homens
e em seus corações

(Max, em 21/10/08)

Luiz Monteiro, 10º E

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Apesar da hegemonia dos ditos jogos de computador, diariamente damos conta que muitos dos frequentadores da BE recorrem à nossa ludoteca, mesmo quando a sua utilização não é promovida por torneios organizados , como o SuperTematik de Língua Portuguesa para o Ensino Básico, a decorrer na nossa escola, já na sua etapa regional.

Assim, aproveitamos para divulgar, a quem ainda os desconhece, alguns destes materiais que através do entretenimento podem ajudar a desenvolver diversas aptidões sócio-cognitivas e conhecimentos em diversas áreas científicas. Em breve, contamos disponibilizar, quer na BE, quer aqui no Bibli, um guião descritivo dos materiais da nossa ludoteca, que, para além das actividades lectivas de planificação regular, pode funcionar como um eficaz  material de apoio às aulas de substituição do Ensino Básico.

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O Homem Ilustrado, de Ray Bradbury, conta-nos a história de um homem com o corpo repleto de tatuagens. Ora, um dia este pediu albergue a um homem que  aceitou. O homem ilustrado diz então que as tatuagens contam o que vai acontecer no futuro e mostra uma mistura de cores na sua omoplata direita, alegando que após certo tempo de observação a tatuagem fica nítida e mostra o futuro do observador. O outro homem, fascinado, mira então as tatuagens e vê um total de 17 histórias.
A 1ª história fala-nos de dois pais que criaram uma sala de realidade virtual. Estes proíbem os filhos de entrar na sala, quando vêem que esta está transformada numa savana cheia de leões. Revoltados, os filhos trancam os pais na sala, sendo estes mortos pelos leões.
Na 2ª história, uma nave embate, lançando Hollis e outros para o espaço. Hollis, aproximando–se da Terra, apercebe-se que teve uma vida inútil e vazia. Este pensa que se incendiará como um meteoro, questionando-se se alguém o verá. Na Terra, um rapazinho confunde-o com uma estrela cadente e pede um desejo.
Na 3ª história, Marte foi colonizado por negros. Um foguetão com brancos aterra em Marte, sendo que os negros, devido ao que sofreram no passado, criam leis em que os brancos são cidadãos inferiores. Quando um homem branco sai do foguetão, comunica aos presentes que começou  a 3ª Guerra Mundial e pede ajuda. Os negros ajudam-nos, esquecendo o passado.
A 4ª história fala-nos de Hernando, um homem que vive perto de uma auto-estrada. Um dia, vê muitos carros a dirigirem-se para Norte. Um condutor diz a Hernando que a guerra atómica começou, que é o fim do mundo e vai-se embora. Após isto Hernando questiona-se sobre o que é «o mundo».
Na 5ª história, um grupo de astronautas aterra num planeta que, segundo os habitantes, foi visitado por Ele umas horas antes. Inicialmente o comandante não acredita, porém quando se apercebe de que é verdade, parte para outros planetas à procura d’Ele. Na realidade Ele ainda se encontra no planeta.
A 6ª história fala-nos de homens que se encontram sob a terrível chuva de Vénus. Estes tentam encontrar uma Abóbada Solar, onde não chove e onde existe um pequeno sol artificial. Alguns membros do grupo cometem  suicídio devido à chuva. Apenas um homem consegue alcançar uma abóbada.
A 7ª história fala-nos de um astronauta que vê a família raramente, pois não consegue passar muito tempo longe do espaço. Na sua última viagem, a sua nave cai no Sol e ele morre. Mãe e filho começam a viver a sua vida durante a noite, para não verem o Sol e lembrarem-se dele.
Na 8ª história, as pessoas ficam a saber que o mundo irá acabar nessa noite, através dos sonhos. Elas ficam calmas e não se exaltam, prosseguindo com as suas rotinas até se deitarem e dizerem “Boa noite”.
Na 9ª história, livros fantásticos são proibidos, sendo que os autores desses livros se refugiam em Marte. Cada vez que os livros de um autor desaparecem do Universo, o autor também desaparece. Certo dia, um grupo de astronautas queima os livros, fazendo desaparecer todos os escritores.
A 10ª história fala-nos de Hitchcock, um homem louco que ficou céptico devido à viagem espacial que realiza. Este questiona tudo e não acredita em nada, nem sequer que a Terra existe, o que deixa a tripulação preocupada. Um dia, Hitchcock sai da nave, deambulando pelo espaço até morrer.
Na 11ª história, um casal viaja através duma companhia de viagens para o passado (México, 1938). Eles tencionam ficar a viver nesse local, visto não haver guerra. Porém, o governo apercebe-se disso, forçando-os a voltar a 2155.
Na 12ª história, Marte é um planeta em quarentena para pessoas com doenças contagiosas. Um dia, chega um jovem que tem telepatia e consegue recriar cidades. Os doentes ficam maravilhados e começam a discutir sobre quem irá passar mais tempo com o jovem. No meio disso, o jovem é morto.
A 13ª história fala-nos da invasão da Terra por Marte. Ettil é obrigado a juntar-se ao exército. Quando chegam à Terra, os terrestres dizem que só querem paz. Ettil apercebe-se que na realidade o plano dos terrestres é explorar financeiramente os marcianos. Em seguida é atropelado e morre.
A 14ª história fala-nos de 2 amigos, Braling e Smith. Braling tem um robot que o substitui durante a sua ausência, pelo que Smith pretende também adquirir um.  Já em casa, o robot de Braling diz-lhe que ama a sua mulher e este fecha-o numa caixa. Na casa de Smith, este apercebe-se que a mulher o substituiu por um robot.
A 15ª história fala-nos de uma cidade que foi programada para matar os humanos que aí entrassem, vingando a morte dos seus cidadãos. Um grupo de astronautas é então aniquilado, sendo os seus cadáveres enviados para a Terra, com uma praga, a fim de a destruírem.
Na 16ª história todas as crianças do mundo estão a jogar um jogo chamado “Invasão”. Os pais não se importam, até se aperceberem, demasiado tarde,  de que o jogo é real e que os extraterrestres estão a utilizar as crianças com o objectivo de controlar a Terra.
Na 17ª história, um homem consegue ganhar 2000 dólares e decide que um

Ray Bradbury

Ray Bradbury

dos membros da sua família irá ao espaço. A família não consegue decidir quem vai, pelo que o pai compra um modelo de uma nave e projecta no vidro um filme a 3D do espaço, sendo que os filhos pensam que realmente viajaram, apesar de nunca terem saído do chão.
Após as histórias, a tatuagem da omoplata do homem ilustrado torna-se nítida, e o outro homem vê este a sufocá-lo com as mãos. Imediatamente este foge para a cidade mais próxima.
Gostei muito deste livro pois retrata problemas actuais que, infelizmente, também já existiam na altura em que o livro foi escrito (1951). Alguns dos problemas retratados são a discriminação, a traição, a guerra, a dependência da tecnologia, o egoísmo, o colapso da humanidade devido à tecnologia e a censura.
Um ponto de interesse do livro é que todas as histórias têm por base uma sociedade com um elevado avanço tecnológico e todas demonstram diferentes sentimentos e atitudes do seu dia–a-dia. O livro baseia-se muito na psicologia das pessoas, o que o torna extremamente interessante, pois conseguimos identificar-nos com algumas partes, no que dia respeito à nossa própria maneira de ser. Faz-nos também reflectir sobre a vida e sobre os sentimentos que nos assolam em diversas situações. Por exemplo, é engraçado ver uma reacção de pura aceitação quando uma pessoa é confrontada com a notícia que o mundo vai acabar daí a umas horas. Será que teríamos uma atitude similar se estivéssemos nesta situação? Será que conseguiríamos esquecer o que outros nos fizeram no passado, se estes necessitassem da nossa ajuda? Estas são algumas das questões que o livro nos coloca.
Além disso, o livro “devolve-nos” a nossa imaginação de criança.  É ela que nos faz deambular pelo espaço em direcção à Terra e é ela que nos leva até uma cidade que tem vida. Com imaginação, tudo é possível, e este livro lembra-nos isso. Não é necessário que a nave saia realmente do chão para viajarmos. Basta nós sairmos do chão, e chegamos mais alto que qualquer nave.
É um livro de fácil leitura, visto estar dividido em pequenas histórias, não ser um livro grande e não ser entediante. A forma de escrever de Ray Bradbury é excelente, especialmente a descrição. Os diálogos também são extremamente bons. O autor também evita dizer tudo sobre certo assunto ou história, ou seja, deixa-nos liberdade de pensamento sobre o que irá acontecer ou o que aconteceu, libertando uma vez mais a nossa imaginação.
Gostei de todas as histórias, apesar de ter uma preferência pela 14ª história. Na 14ª acho que Ray Bradbury conseguiu um clímax perfeito, pois Smith decide que irá comprar um robot para poder “livrar-se da mulher” durante algum tempo. No entanto, este apercebe-se que na realidade a mulher teve esta ideia antes e que convivia com um robot dela há 1 mês. É uma reviravolta impressionante, deixando-nos completamente extasiados e boquiabertos.
Recomendo a leitura deste livro a pessoas de todas as faixas etárias, pois é uma magnífica obra de arte.

Ana Costa, 10ºB

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