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Archive for Novembro, 2015

fp 80 anos

imagem editada daqui

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missao-impossivel-missao-secreta-poster 2No passado mês de Setembro, tive a oportunidade de assistir ao filme “Missão impossível: Nação secreta”, dirigido por Christopher Mcquerie e produzido por J.J. Abrams, David Elisson e Tom Cruise, que é o principal ator, desempenhando a personagem “Ethan Hunt”.

Ethan Hunt é um membro crucial da IMF (Impossible Mission Force), que é localizado e raptado por uma organização de assassinos anti IMF, chamada “Sindicato”,  mas com a  ajuda dos seus amigos, consegue escapar.

Na minha opinião este filme desperta o interesse do público, do primeiro ao último minuto da acção, porque há sempre surpresas quanto a alguns personagens que pensamos ser aliados e que se revelam inimigos infiltrados.

Saliento também o uso dos efeitos especiais, que tornam a Missão aparentemente mais “Impossível”…

Recomendo o visionamento deste fantástico filme a todos quantos gostam de filmes de acção. Atribuir-lhe-ia cinco estrelas.

Diogo Silva 8.º B

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vila das cores (mais…)

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O Diário Gráfico regressa neste ano letivo com um tema curioso….

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O autor d’A Vila das Cores foi um dos vencedores da Bolsas Jovens Criadores 2015, na área de literatura. Estavila das cores iniciativa, que decorre desde 1990, é da responsabilidade do Centro Nacional de Cultura e do Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P. e tem como objetivo estimular o trabalho criativo dos jovens nas diversas áreas das Artes e das Letras.
Bruno Magina recebeu uma bolsa para desenvolver o seu projeto de criação e divulgação de livros ilustrados para crianças e jovens. O anúncio público coincidiu com a chegada às lojas da reedição do livro A Vila das Cores, publicado pela primeira vez em novembro de 2014.
A segunda edição do livro será apresentada nas lojas FNAC do Vasco da Gama (22 de novembro) e do Alegro Alfragide (29 de novembro) e, simultaneamente, um pouco por escolas e bibliotecas de todo o país. O próximo livro do autor será publicado no primeiro semestre de 2016 e seguirá a linha infanto-juvenil.

clique para aceder ao projeto

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E o que tem esta notícia a ver com o nosso agrupamento? Nada mais nada menos o facto da obra em causa ser o centro de um projeto multidisciplinar dirigido aos alunos do 1º ao 3º Ciclo de diversas escolas, incluindo também a ES Daniel Sampaio, Um Livro, um Mundo, concebido e  dinamizado pela Dulce Godinho Sousa, Professora Bibliotecária da EB de Vale Rosal.

Prometemos brevemente dar mais notícias sobre a obra e o projeto…

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Desenhador compulsivo e com uma capacidade de criação notável, apresenta uma vasta obra que vai da arquitetura ao mobiliário, à pintura, à escrita, até ao planeamento de cidades, Charles-Édouard Jeanneret, (1887-1965) mais conhecido por “Le Corbusier“, “parecia querer redesenhar o mundo”.

No ano em que se assinala o cinquentenário da morte deste arquiteto suíço, que se naturalizou francês, importa lembrar o trabalho que desenvolveu na área da arquitetura, num tempo em que a vida moderna obrigava a uma mudança de comportamentos e de necessidades das pessoas, muitas delas, vindas do campo para as cidades, para trabalhar em fábricas.

Fig 4

Fig 4

A resposta a este problema passou por um estudo sobre os comportamentos destas pessoas que chegavam, bem como estudos de ergonomia e de proporções com base nas medidas do corpo humano para aplicação nos espaços e equipamento, e o resultado encontra-se descrito no seu livro “O Modulor”. Desta forma, as habitações coletivas que vai desenhar, apresentam normas padronizadas de modo a abrigar um maior numero de pessoas no menor espaço possível, sem descuidar, no entanto, a higiene, a salubridade, a funcionalidade e o conforto.

A Unidade de Habitação de Marselha (1947-1952) foi um exemplo de habitação social para alojar 1800 pessoas, em áreas mínimas habitáveis. O edifício de 23 andares dispõe de um restaurante, lojas e, na cobertura, um infantário, um ginásio e uma piscina.

É nesta lógica que o arquiteto se refere às casas como “máquinas de habitar” embora os novos tempos, e com eles a civilização maquinista que o Futurismo defendeu e que tanto impressionaram Le Corbusier, contribuíssem para que tudo fosse visto como uma máquina. O escritor Paul Valéry referiu-se aos livros como sendo “máquinas de ler”, “um quadro é uma máquina para nos comover” disse o pintor Ozenfant, “a ideia é a máquina de fazer arte” concluiu Marcel Duchamp, entre tantas outras definições.

Fazendo igualmente a apologia de novos materiais e da cidade nova, e com um espírito prático sem sentimentalismos fantasiosos, vai debruçar-se sobre um trabalho do qual o rigor e a clareza formal serão a sua marca.

Fig 5

Fig 5

A encomenda de uma construção de habitações para operários e respetivas famílias, de um industrial francês, resultou num conjunto de casas despojadas de decoração, com telhados planos e compridas janelas. Corbusier parece ter comentado, com orgulho, a ausência de pormenores e de referências rurais. Porém, a reação dos habitantes não correspondeu ao que foi idealizado e após muitas horas de trabalho, fechados em fábricas, o que os operários pretendiam era tudo menos permanecerem em espaços cúbicos fechados, longe das suas antigas casas e, principalmente, do seu bocado de terra. Descontentes, e com o passar do tempo, iniciam alterações ao projeto do grande arquiteto: inclinam os telhados, de planos passam a inclinados, as janelas passam a ter persianas e intervêm também no exterior, num pequeno espaço ajardinado, em frente da casa, decorando-o com gnomos e fontes, diferenciando-se as casas de acordo com os gostos de quem a habita.

Em 1926 escreve “Os Cinco Pontos da Nova Arquitetura” onde defende plantas de andar totalmente livres, de acordo com o sistema estrutural que desenvolveu “Dom-ino”, em 1914, onde reduz a expressão arquitetónica ao mínimo, partindo de um esqueleto em betão armado fabricado com elementos padrão combináveis entre si, o que permite uma grande diversidade no agrupamento das casas.

Fig 6

Fig 6

Os outros pontos da Nova Arquitetura eram a utilização de tetos planos com terraços e jardins na cobertura; a construção apoiada em finos pilares, elevando-a do solo e conferindo-lhe elegância e, ainda, com a vantagem de evitar a humidade no edifício e de aproveitar esse espaço para estacionamento; fachadas com composição livre e janelas rasgadas em longos retângulos horizontais.

Estes princípios foram aplicados na construção da Unidade de Habitação de Marselha bem como em várias mansões entre as quais a da família Savoye. Diferente do que era convencional até então, a casa Savoye, situada em França, emerge austera, numa clareira rodeada por um denso arvoredo, impondo a brancura da sua volumetria retangular.

“A porta da frente, feita de aço, abre-se para um átrio tão limpo, claro e despojado como uma sala de operações. No chão há mosaicos, no teto lâmpadas nuas e no meio do átrio uma bacia que convida os convidados a lavarem-se das impurezas do mundo exterior.”

A casa apresentava poucas peças de decoração, no entanto, o trabalho manual das paredes, feito por artesãos, com uma argamassa importada da Suíça, e por isso muito dispendiosa, assemelhava-se a delicadas rendas, proporcionando um sentimento artístico a quem as contemplava.

O mobiliário era muito reduzido e nem quando a proprietária, a senhora Savoye, manifestou vontade de ter um cadeirão e dois sofás na sala Le Corbusier cedeu, antes, reagiu com alguma mágoa, afirmando que “a vida doméstica está hoje a ser paralisada pela ideia deplorável de que temos de ter mobília (…) Essa ideia deve ser extirpada e substituída pela de equipamento”.

O telhado plano que insistiu em construir, apesar da pouca vontade do proprietário, o senhor Savoye, apresentou infiltrações a ponto do filho do casal contrair uma infeção respiratória e, depois, uma pneumonia, e quando, numa carta, a senhora Savoye se queixa da água que entra em casa, quando chove, e que a parede da garagem fica completamente ensopada, Le Corbusier promete resolver o problema rapidamente, não sem antes informar que o design do telhado plano tinha sido elogiado pelos críticos de arquitetura de todo o mundo.

“Após inúmeras exigências da minha parte, concordou finalmente que esta casa que construiu em 1929 é inabitável” refere a senhora Savoye, em 1937. “Está em causa a sua responsabilidade e não tenho de ser eu a pagar a conta. Espero sinceramente não ter de recorrer aos tribunais” prossegue a queixosa.

Fig 7

Fig 7

De facto, não houve queixa em tribunal porque a segunda guerra mundial obrigou a família a ausentar-se do país, terminando assim a resolução do problema.

Outro projeto interessante mas que não passou do papel, foi a ideia de urbanismo de uma cidade radiosa “ville radieuse” em que o arquiteto delineou cidades revelando preocupação e cuidado quanto à diferenciação das zonas de trabalho das de lazer e de residência, e distingue três tipologias de edifício: arranha-céus, prédios de seis andares e imóveis-villa rodeados de jardins e terrenos arborizados.

Apesar do projeto nunca ter sido concretizado, contribuiu para influenciar a arquitetura e o planeamento urbano do séc. XX em obras como o projeto da cidade de Chandigarh, na Índia ou o projeto de Lúcio Costa e Niemeyer para a cidade de Brasilia, entre outras.

Fig 8

Fig 8

A igreja de Notre-Dame-du-Haut, em Romchamp, França, uma das últimas obras, assinala uma viragem no percurso do arquiteto. O jogo escultórico de volumes, pontuado por pequenas aberturas, quebra, de alguma maneira, o racionalismo das formas que sempre defendeu e é exemplo da sua capacidade de se renovar e inventar.

O arquiteto que cedo viajou pela Itália, Grécia e Turquia e contactou com a arquitetura clássica, é a partir do mar que se impressiona com a Acrópole de Atenas. O contraste entre o mar azul e as ruínas do templo pareceram-lhe o lugar mais perfeito ao cimo da terra e é nesse mar mediterrâneo que, muitos anos mais tarde, numa manhã de agosto de 1965, mergulha para não mais voltar. Afogamento? Suicídio? Quem sabe da natureza das linhas que nesse dia lhe desenharam o pensamento?

Ana Guerreiro

Bibliografia

  • “Cadernos de História da Arte”, Ana Lídia Pinto, Fernanda Meireles, Manuela Cambotas
  • “A Arquitetura da Felicidade”, Alain de Botton

Imagens

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As estreias do mês de outubro não fazem esquecer eventos cinematográficos recentes como foram a festa do cinema chinês durante o mês de Setembro e a 16ª edição da festa do cinema francês que, durante o mês de novembro, continua a percorrer os cinemas nacionais, nomeadamente no Seixal, nos dias vinte e sete e vinte e oito. Além destes acontecimentos é de assinalar o Doclisboa que decorreu com a qualidade e o sucesso habitual.

Quanto a estreias uma referência especial a um filme fabuloso realizado por Jean-Jacques Annaud,  A hora do lobo que marcou a abertura da Festa do cinema francês  tendo sido, igualmente, apresentadas seis das obras deste realizador. Baseado numa biografia de 2004 de Jiang Rong, pseudónimo de um ativista pela democracia preso durante as manifestações da praça de Tiananmen de 1989. Esta película não é só uma fascinante viagem pelas estepes da Mongólia como também um alerta para a necessidade urgente de preservação da natureza e o equilíbrio na relação entre os seres vivos. A acção decorre em 1967 durante a Revolução cultural maoísta quando um estudante / professor de Pequim é enviado para o meio rural na Mongólia fazendo uma aprendizagem de vida quando enfrenta as decisões da autoridade central de eliminar os lobos da região, situação que poria em causa a relação mística destes animais e a comunidade local.

Também sobre aprendizagem mas neste caso de sobrevivência é a última obra do lendário Ridley Scott, o excelente filme de ficção científica Perdido em Marte. Baseado no livro homónimo de Andy Weir demonstra a complexidade da instalação de seres humanos em Marte com uma interpretação exemplar de  Matt Damon,  entrecortada pelo silêncio, ao encarnar a personagem de um astronauta que é deixado no planeta vermelho pelos colegas supostamente porque estava morto.

Em outubro, curiosamente, estrearam-se alguns filmes com enredos nas décadas de 70 e 80. Assim Black mass –Jogo sujo    realizado por Scott Cooper   parte da investigação dos repórteres Dick Lehr e Gerard O’Neil sobre um dos criminosos para cruéis de Boston  Jim “Whitey”  Bulger, chefe da Máfia irlandesa,  representado por  Johnny Depp. Esta investigação resultou num escândalo que envolveu o FBI pois a impunidade que o criminoso gozava resultava das suas ligações com um agente desta instituição, seu amigo de infância, com o objetivo de eliminar a Máfia italiana mas que rapidamente resultou num elevado número de homicídios, actividade de extorsão e tráfico de droga que escaparam ao controle das autoridades.

Num tema distinto 71 de Yann Demange, contemplado com uma menção honrosa no festival de Berlim, descreve, com grande realismo e num ambiente de tensão e suspense o sofrimento de um soldado britânico, representado por Jack O´Donnel, abandonado numa zona de Belfast, Irlanda do Norte, palco do eterno conflito religioso entre católicos e protestantes.

O prodígio de Edward Zwick apresenta Tobey Maguire no papel do célebre campeão mundial de xadrez Bobby Fischer que, num período marcado pela rivalidade entre as superpotências americana e soviética, venceu em 1972 o campeão russo Boris Spassky num jogo histórico denominado “Batalha da guerra fria”. Sempre controverso até à sua morte em 2008 este desafio teve consequências psicológicas graves pois aquele que é considerado um dos maiores xadrezistas de todos os tempos tinha um comportamento que oscilava entre a genialidade e a loucura.

Também um desafio pessoal a aventura do francês Philippe Petit que, na década de 70, caminhou entre as torres do World Trade Center suspenso num arame o que é narrado em  The Walk – o desafio  realizado por Robert Zemeckis  com tecnologia inovadora onde se pode verificar as dificuldades que foram ultrapassadas para garantir o sucesso do empreendimento.

Com tema atual, Sicário – o infiltrado de Denis Villeneuve é considerado um dos melhores filmes sobre a temática do tráfico de droga, neste caso, na fronteira americana/mexicana. Emily Blunt,Josh Brolin e Benicio del Toro brilham num enredo que apresenta a realidade violenta dos sanguinários cartéis de droga mexicanos.

Os fãs da filmografia francesa podem assistir a duas comédias ligeiras, superficiais mas divertidas, em Um momento de perdição de Jean- François Richet com Vincent Cassel   e François Cluzet sobre o processo de  sedução e Barbecue de Eric Lavaine  que trata das  escolhas de vida de amigos cinquentões.

É sempre gratificante ver que o talento de excelentes atores não envelhece e, por isso, vale a pena rever Robert de Niro em O estagiário  de Nancy Meyers  com Anne Hathaway num interessante filme sobre as relações familiares e emocionais assim como Robert Redford em Por aqui e por ali   de Ken Kuapis numa divertida aventura em que  contracena com  Nick  Nolte e Emma Thompson .

Uma obra curiosa Pan – viagem à terra do nunca de Joe Wright revela a origem das personagens criadas por J.M. Barrie em 1904 no fantástico mundo dos piratas, guerreiros e fadas quando Peter Pan e o futuro capitão Gancho eram amigos e tinham o Barba Negra, encarnado por Hugh Jackman, como inimigo comum.

Por fim, da Nova Zelândia, uma comédia de Jemaine Clement e Taika Waititi, O que fazemos nas sombras em que, com humor inteligente, a mitologia dos vampiros é apresentada como um documentário.

No que respeita a eventos culturais, em novembro o realce vai para a 9ª edição do Lisbon & Estoril Film Festival  de 6 a 15 novembro   que, como sempre, apresenta um programa ambicioso com selecção de filmes  de realizadores credenciados, wokshops,debates, sessões de leitura  e actividades enriquecedores do mundo artístico. Nesta edição faz-se um tributo ao multifacetado escritor britânico John Berger sendo o convidado principal o ator e realizador italiano Nanni Moretti. Mais perto, a Gandaia, Associação Cultural da Costa de Caparica, continua a apresentar ciclos de cinema decorrendo actualmente o dedicado a Roman Polanski o que é sempre uma boa oportunidade para conhecer obras relevantes da 7ª arte.

As estreias do mês de outubro não fazem esquecer eventos cinematográficos recentes como foram a festa do cinema chinês durante o mês de Setembro e a 16ª edição da festa do cinema francês que, durante o mês de novembro, continua a percorrer os cinemas nacionais, nomeadamente no Seixal, nos dias vinte e sete e vinte e oito. Além destes acontecimentos é de assinalar o Doclisboa que decorreu com a qualidade e o sucesso habitual.

Quanto a estreias uma referência especial a um filme fabuloso realizado por Jean-Jacques Annaud,  A hora do lobo que marcou a abertura da Festa do cinema francês  tendo sido, igualmente, apresentadas seis das obras deste realizador. Baseado numa biografia de 2004 de Jiang Rong, pseudónimo de um ativista pela democracia preso durante as manifestações da praça de Tiananmen de 1989. Esta película não é só uma fascinante viagem pelas estepes da Mongólia como também um alerta para a necessidade urgente de preservação da natureza e o equilíbrio na relação entre os seres vivos. A acção decorre em 1967 durante a Revolução cultural maoísta quando um estudante / professor de Pequim é enviado para o meio rural na Mongólia fazendo uma aprendizagem de vida quando enfrenta as decisões da autoridade central de eliminar os lobos da região, situação que poria em causa a relação mística destes animais e a comunidade local.

Também sobre aprendizagem mas neste caso de sobrevivência é a última obra do lendário Ridley Scott, o excelente filme de ficção científica Perdido em Marte. Baseado no livro homónimo de Andy Weir demonstra a complexidade da instalação de seres humanos em Marte com uma interpretação exemplar de  Matt Damon,  entrecortada pelo silêncio, ao encarnar a personagem de um astronauta que é deixado no planeta vermelho pelos colegas supostamente porque estava morto.

Em outubro, curiosamente, estrearam-se alguns filmes com enredos nas décadas de 70 e 80. Assim Black mass –Jogo sujo    realizado por Scott Cooper   parte da investigação dos repórteres Dick Lehr e Gerard O’Neil sobre um dos criminosos para cruéis de Boston  Jim “Whitey”  Bulger, chefe da Máfia irlandesa,  representado por  Johnny Depp. Esta investigação resultou num escândalo que envolveu o FBI pois a impunidade que o criminoso gozava resultava das suas ligações com um agente desta instituição, seu amigo de infância, com o objetivo de eliminar a Máfia italiana mas que rapidamente resultou num elevado número de homicídios, actividade de extorsão e tráfico de droga que escaparam ao controle das autoridades.

Num tema distinto 71 de Yann Demange, contemplado com uma menção honrosa no festival de Berlim, descreve, com grande realismo e num ambiente de tensão e suspense o sofrimento de um soldado britânico, representado por Jack O´Donnel, abandonado numa zona de Belfast, Irlanda do Norte, palco do eterno conflito religioso entre católicos e protestantes.

O prodígio de Edward Zwick apresenta Tobey Maguire no papel do célebre campeão mundial de xadrez Bobby Fischer que, num período marcado pela rivalidade entre as superpotências americana e soviética, venceu em 1972 o campeão russo Boris Spassky num jogo histórico denominado “Batalha da guerra fria”. Sempre controverso até à sua morte em 2008 este desafio teve consequências psicológicas graves pois aquele que é considerado um dos maiores xadrezistas de todos os tempos tinha um comportamento que oscilava entre a genialidade e a loucura.

Também um desafio pessoal a aventura do francês Philippe Petit que, na década de 70, caminhou entre as torres do World Trade Center suspenso num arame o que é narrado em  The Walk – o desafio  realizado por Robert Zemeckis  com tecnologia inovadora onde se pode verificar as dificuldades que foram ultrapassadas para garantir o sucesso do empreendimento.

Com tema atual, Sicário – o infiltrado de Denis Villeneuve é considerado um dos melhores filmes sobre a temática do tráfico de droga, neste caso, na fronteira americana/mexicana. Emily Blunt,Josh Brolin e Benicio del Toro brilham num enredo que apresenta a realidade violenta dos sanguinários cartéis de droga mexicanos.

Os fãs da filmografia francesa podem assistir a duas comédias ligeiras, superficiais mas divertidas, em Um momento de perdição de Jean- François Richet com Vincent Cassel   e François Cluzet sobre o processo de  sedução e Barbecue de Eric Lavaine  que trata das  escolhas de vida de amigos cinquentões.

É sempre gratificante ver que o talento de excelentes atores não envelhece e, por isso, vale a pena rever Robert de Niro em O estagiário  de Nancy Meyers  com Anne Hathaway num interessante filme sobre as relações familiares e emocionais assim como Robert Redford em Por aqui e por ali   de Ken Kuapis numa divertida aventura em que  contracena com  Nick  Nolte e Emma Thompson .

Uma obra curiosa Pan – viagem à terra do nunca de Joe Wright revela a origem das personagens criadas por J.M. Barrie em 1904 no fantástico mundo dos piratas, guerreiros e fadas quando Peter Pan e o futuro capitão Gancho eram amigos e tinham o Barba Negra, encarnado por Hugh Jackman, como inimigo comum.

Por fim, da Nova Zelândia, uma comédia de Jemaine Clement e Taika Waititi, O que fazemos nas sombras em que, com humor inteligente, a mitologia dos vampiros é apresentada como um documentário.

No que respeita a eventos culturais, em novembro o realce vai para a 9ª edição do Lisbon & Estoril Film Festival  de 6 a 15 novembro   que, como sempre, apresenta um programa ambicioso com selecção de filmes  de realizadores credenciados, wokshops,debates, sessões de leitura  e actividades enriquecedores do mundo artístico. Nesta edição faz-se um tributo ao multifacetado escritor britânico John Berger sendo o convidado principal o ator e realizador italiano Nanni Moretti. Mais perto, a Gandaia, Associação Cultural da Costa de Caparica, continua a apresentar ciclos de cinema decorrendo actualmente o dedicado a Roman Polanski o que é sempre uma boa oportunidade para conhecer obras relevantes da 7ª arte.

Luísa Oliveira

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