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Archive for Maio, 2011

Nos dias 29 de abril e 19 de maio de 2011, os alunos do 9º ano da Escola Secundária Daniel Sampaio visitaram, respectivamente, a EPA – Escola Profissional de Almada e a EPED – Escola Profissional de Educação para o Desenvolvimento, no âmbito do seu programa de Orientação Escolar e Profissional.

O objectivo destas visitas foi a sensibilização dos alunos para as características desta modalidade do Ensino Secundário e das ofertas educativas existentes nas escolas profissionais do Concelho de Almada.

Alunos e professores tiveram oportunidade de conhecer instalações – oficinas, laboratórios, salas de aula – e contactar com os alunos e professores dessas escolas.

Esta modalidade do Ensino Secundário, uma vertente teórico-prática, pode constituir-se como uma opção adequada às características e aos projectos de alguns dos alunos que agora terminam o 9º ano de escolaridade.

Mais informação disponível no Serviço de Psicologia e Orientação da ESDS, na EPED e na EPA.

Teresa Alves Soares
Psicóloga
(SPO da ESDS)

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José Castanheira, 11º C

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A sua opinião pode ajudar a melhorar o Portal da ESDS – participe no inquérito de avaliação de qualidade aqui.

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Os alunos da nossa escola participaram mais uma vez na final nacional do Campeonato SuperTmatik,  que decorreu na Biblioteca da nossa escola.

Foi com entusiasmo que, na passada segunda-feira, os finalistas dos 7º, 8º e 9º anos jogaram a final nacional online, concorrendo nas disciplinas de Geografia, Cálculo Mental, Português e Francês.

A ESDS foi representada pelos alunos Vasco Bargas (7ºB; Cálculo Mental), Carolina Sousa (7ºE; Geografia), Bruno Aparício (8ºB; Cálculo Mental); André Santos (8ºD; Francês e Geografia), Maria Inês Costa (8ºD; Língua Portuguesa) e Ruben Santos (9ºB, Geografia). Os resultados serão publicados no dia 30 de Maio.

A BE agradece a todos os alunos e professores que participaram nesta actividade.

Ana Paula Noválio

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2ª Sessão às 17:45, para professores e Encarregados de Educação

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imagens: Armanda Mendes e Lucinda Lourenço e ainda mais aqui

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Apesar da ideia de Museu ter estado frequentemente  associada a “local onde se preservam coisas velhas e inúteis, ultrapassadas pela velocidade evolutiva das ideias, da tecnologia”, a sua etimologia remonta a Museion, o Templo das Musas, deusas da antiguidade que inspiravam e patrocinavam as artes e a ciência – a excelência do génio humano.

Hoje em dia, porém, Museu recuperou um pouco o seu sentido original e, em vez de nos depararmos com colecções estáticas (como se alguma vez o génio humano o pudesse ser…) de objectos antigos, catalogados minuciosamente, surpreendemo-nos com a experiência dinâmica e interactiva que proporcionam ao visitante pois, além de preservarem registos importantes da acção humana, são em si mesmos mostras lúdicas, científicas e estéticas do melhor que o homem faz – assim, só alguém digno de figurar num desses velhos e bafientos museus continuará convencido de que não passam de locais elitistas e aborrecidos.

Dia 18 a entrada é gratuita entre as 10:00 e as 18:00 – aproveite a efeméride e o programa.

Fernando Rebelo

cartaz daqui

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 No âmbito do Ano Internacional do Voluntariado I Love 2 Help, decorreu no passado dia 10 de Maio a 1ª Mostra do Filme Solidário, na ESDS, dirigida a alunos dos Cursos Profissionais – Nível Secundário e a alunos do 7º ano – Ensino Básico. A actividade teve como tema O mesmo REAL, diferentes linguagens e surgiu com o intuito de estabelecer o diálogo entre a literatura, o cinema e os Projectos /Turma/Escola.

 A actividade, promovida pela Prof. Dulce Sousa, teve a colaboração de alguns docentes dos C. Profissionais, da Coordenadora dos C. Profissionais, da Coordenadora do Ensino Básico, e foi possível devido à total disponibilidade da produtora HELP IMAGES .

in Portal da ESDS (excerto); cartaz: Raquel Viegas 11ºI

Nota do Editor: aqui fica também o trailer promocional da mostra, com a indicação de que muitos dos filmes que dela fazem parte, verdadeiras obras de arte, para além do mérito da mensagem humanista que veiculam, se encontram no YouTube, para quem quiser (re)vê-los.

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Mais uma tira do José Castanheira no Bibliblog. Se no seu último post tivemos um primeiro contacto com as aventuras virtuais de Martim, desta vez ficamos a conhecer o Telmo. Ficamos à espera da próxima. 🙂

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José Castanheira, 11ºC

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WELLS,  H. G., O  Homem Invisível, Publicações Europa-América, Colecção Livros de Bolso / Série Ficção – Científica

A história começa na estalagem de Iping, uma vila de Inglaterra. Certo dia, aparece um homem todo coberto com casaco, luvas, ligaduras envolvendo a cara e chapéu, pelo que não se vê parte alguma do seu corpo, que se instala nessa mesma estalagem. Percebe-se, então, que o homem possui um temperamento bastante instável, sendo que não quer ser incomodado nem visto por ninguém.

Um dia, após a dona da estalagem, Srª Hall, confrontar o homem sobre certos acontecimentos estranhos que se passam no seu quarto e sobre os roubos que têm acontecido na aldeia, este retira o seu chapéu, peruca e óculos, revelando que é invisível e que foi ele o autor dos roubos. A polícia tenta prendê-lo, porém ele despe-se completamente e consegue fugir.

Após este acontecimento, o homem invisível arranja um cúmplice, chamado Marvel. Com a sua ajuda, o homem consegue voltar a Iping e recuperar os livros que deixara na estalagem, os livros que continham a fórmula da invisibilidade. Porém, Marvel, com medo que o homem invisível o mate, foge levando consigo os livros.

Noutra vila, o homem invisível encontra um amigo seu de faculdade, o Dr Kemp. É aí que ele revela que é Griffin, um jovem estudante de Química bastante pobre. Griffin explica que então que encontrou a formula da invisibilidade, que não partilhará com ninguém, e que com a ajuda de Kemp podem criar um reino de terror, em que Griffin rouba, aterroriza e ordena sobre todas as pessoas da vila. Chega então a polícia, contactada por Kemp, e Griffin, furioso, consegue novamente escapar.Porém, sentindo-se traído por Kemp, persegue-o a fim de o matar. Kemp, apercebendo-se disto, avisa toda a vila que o homem invisível vem atrás dele. Assim, quando Griffin alcança Kemp, as pessoas da vila fazem-lhe uma emboscada e agridem-no, levando à sua morte.

Escolhi ler este livro pois H.G.Wells é considerado um dos melhores escritores de ficção científica (autor de clássicos como A Guerra dos Mundos e a Máquina do Tempo) e nunca tinha lido um livro da sua autoria. Gostei bastante do livro, apesar deste não ser tanto um livro de “entretenimento” mas mais um livro para reflectir, nomeadamente sobre as atitudes de Griffin e sobre o efeito que o poder pode ter sobre ser humano. Recomendo a sua leitura a todas as pessoas, principalmente entusiastas de ficção científica, pois é um livro que nos faz reflectir e “crescer”, pois apercebemo-nos que o ser humano é capaz de tudo para conseguir algo e que pode tornar-se bastante instável quando tem poder.

H.G. Wells

Aqui registo o meu excerto preferido:

-Tome!- disse ele. Deu um passo em frente e entregou algo à Srª Hall que, fitando espantada a sua cara metamorfoseada, aceitou automaticamente. Depois, quando viu o que era, gritou em voz alta, largou o objecto e recuou. O nariz, era o nariz do forasteiro, róseo e brilhante, caiu no chão.

Depois arrancou os óculos e toda a gente no bar engoliu em seco. Tirou o chapéu e com um gesto violento pôs-se a arrancar a barba e as ligaduras. Um pressentimento horrível perpassou pelo bar.

-Oh meu Deus! – disse alguém. E foi então que viram.

Era pior do que se podia imaginar. A Srª Hall, de pé, com a boca aberta e tomada de horror, gritou por causa do que viu e correu para a porta da casa. Todos começaram a mover-se. Estavam preparados para cicatrizes, um rosto desfigurado ou algum outro horror, mas nada! As ligaduras e o cabelo falso voaram pelo corredor até ao bar, onde as pessoas se esquivaram para não serem atingidas. Todos se empurraram em direcção às escadas… que o homem que estava ali de pé, gritando alguma explicação incoerente, era uma pessoa normal até ao colarinho mas daí para cima… nada, não havia absolutamente nada!”

 Ana Catarina Costa,  11ºB

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Atualmente vivemos num mundo cheio de ilusões. Porém, será que estamos preparados para enfrentarmos a realidade como ela é?  Como podemos ter total acesso à realidade?

Primeiramente, vamos clarificar o conceito de realidade. A realidade é entendida como: qualidade do que é real; o que existe de facto; certeza; aquilo que se opõe ao nada; ao aparente; ao ilusório; etc.

Será que no mundo de tantas ilusões e dissimulação, a mentira tem algum papel na nossa vida? O filósofo alemão Friedrich Nietzsche, na sua obra Sobre a Verdade e a Mentira no Sentido Extramoral, diz que na arte a dissimulação é válida, porque pode satirizar a sociedade. Ou seja, a dissimulação é utilizada pelo teatro, por exemplo, e neste caso ela é válida. O filósofo faz uma análise da verdade e da mentira num sentido extramoral, ou seja, para além daquilo do que moralmente achamos que é correto: a verdade é boa e a mentira é má. A mentira inserida no contexto artístico dá-nos acesso à outra realidade, o teatro.

Nietzsche

Nietzsche define a mentira e a verdade. Ele diz que O mentiroso utiliza as designações válidas, as palavras, para fazer com que o irreal pareça real. Ele diz, por exemplo, “Sou rico”, quando a designação correta seria precisamente a palavra “pobre”. Faz mau uso das convenções estabelecidas através de trocas arbitrárias ou até inversões de nomes, feitas a seu bel-prazer. (1) Para Nietzsche, a mentira dá-nos acesso a outro mundo, o mundo artístico, um mundo de esperança, felicidade, etc. A mentira é uma aparência, porém agradável, que nos faz viver. A aparência faz parte da nossa vida. O filósofo entende como verdade: (…) as verdades são ilusões que foram esquecidas enquanto tais, metáforas que foram gastas e que ficaram esvaziadas do seu sentido, moedas que perderam o seu cunho e que agora são consideradas, não já como moedas, mas como metal. (1) Nietzsche explica como ser verdadeiro, isto é, utilizar as metáforas usuais, portanto, expresso de uma maneira moral da obrigação de mentir segundo uma convenção estabelecida, de mentir de um modo gregário, num estilo vinculativo para todos. Ora, é certo que o homem esquece que é isso que se passa com ele; ele mente do modo indicado, inconscientemente e segundo hábitos de séculos – e precisamente através dessa não consciência e através desse esquecimento ele atinge o sentido de ser verdadeiro.(1) Friedrich Nietzsche entende a verdade como sendo um ponto de vista. O filósofo não especifica nem aceita a definição da verdade, uma vez que não se pode alcançar uma certeza sobre a realidade do oposto da mentira.

A meu ver, a verdade vai muito para além da teoria de Nietzsche. A verdade é contar os factos tais como aconteceram, sem adulteração da realidade, sem que a imaginação acrescente pormenores. É verdade que a verdade pode magoar e a distorção da verdade, ou seja, o uso da arte da dissimulação pode minimizar o sofrimento das pessoas envolvidas. No entanto, a arte da dissimulação é utilizada de maneira a diminuir a dor dos indivíduos na sociedade. Trata-se apenas de uma desculpa para modificar a verdade/realidade, para nos protegermos do modo como a sociedade nos vê quando nos pronunciamos acerca daquilo que,para nós, é verdade. Parece-me que a teoria de Nietzsche é extremamente convincente, uma vez que nos dá uma ideia liberal, i.e., dá-nos uma ideia de que a experiência da vida em sociedade se realiza, se cada indivíduo respeitar a perspectiva do outro e que todos os indivíduos procurem sempre a verdade, tentando evitar a todo custo a dissimulação.

Na minha opinião, no domínio das artes, cada pessoa tem uma perspectiva diferente sobre uma determinada peça. Para alguns, pode ser a peça mais bonita do mundo e para outros pode ser a peça mais simples de todas. Porém, nas ciências exatas, por exemplo, nomeadamente na matemática, sabemos que “9 x 9 é 81”. Não há dúvidas relativamente a este facto. Podemos fazer esta conta as vezes que forem necessárias, que o resultado será sempre o mesmo. Se alguém fizer esta operação matemática e obtiver um resultado diferente, então esse resultado estará errado e isto não depende das perspectivas. Esta é uma verdade científica e é universal. Existem casos em que não há várias perspectivas sobre um determinado assunto, existe apenas uma verdade universal e comprovada. Se a perspectiva de todas as pessoas é diferente, logo ninguém tem acesso à realidade.

Platão diz que a verdade é racional. Nietzsche diz que a verdade e a mentira estão misturadas, e isto nos faz viver, faz parte da nossa vida. Isto não faz mal nenhum. É aí que está o encanto da vida. A vida é-nos apresentada, basta vivermos. Nós estamos permanentemente a recorrer à mentira, uma vez que não temos total acesso à realidade.

Nietzsche crê que o ser humano anseia pela verdade, não para tornar-se melhor, mas por medo dos resultados negativos. Se no mundo nos quiséssemos prejudicar uns aos outros, como seria mantida a paz na sociedade? Por outras palavras, a verdade é extremamente necessária. Como podemos observar durante toda a história da Humanidade, surgem personalidades obscuras como Adolf Hitler, Getúlio Vargas, Muammar Al-Gaddaf, etc., que utilizam a dissimulação para iludir pessoas e cometer crimes horríveis.

Outro exemplo bem presente nas nossas vidas é a preferência  por telenovelas. Geralmente,  abundam em clichés quando mostram a vida das diferentes classes sociais. Grande parte do público que assistem às telenovelas desconhece o modo como vivem as pessoas de outras camadas sociais.  A partir das telenovelas, contactam com o modo de vida de outras classes sociais. Em resumo, não têm acesso total à realidade mas sim sobre uma perspectiva.  Geralmente trata-se de uma perspectiva errada e estereotipada.

Um texto que, apesar de ter sido escrito há muitos anos precisamente por Platão, continua a ter uma validade intemporal sobre este tema é a Alegoria da Caverna. A Alegoria da Caverna é uma metáfora sobre a vida humana. Para Platão existem dois mundos: o Inteligível, da realidade, onde podemos ascender; e o Sensível, das aparências, onde vivemos. Platão diz que quando os homens da caverna entram em contacto com a luz e os objetos reais, ou seja, com a realidade, são incapazes de os ver, por  não estarem acostumados à luz mas sim à escuridão (salientando que a luz representa a sabedoria e conhecimento da realidade, e a escuridão representa as aparências). Seguidamente, diz que o homem não crê no que vê e a escuridão e as sombras parecem-lhe mais reais. O autor também afirma que é muito difícil para o homem olhar para estes objetos na escuridão, onde é mais confortável. Após algum tempo e uma dura adaptação, o homem consegue viver com a luz. O homem da caverna não fica maravilhado com a luz e não mostra gratidão a quem o ajudou a encontrá-la. No começo, o homem protesta e mais tarde, esclarecido quanto à realidade, o homem dá valor e entende que toda a difícil adaptação à realidade é compensada.

Se refletirmos um pouco, concluímos que geralmente somos contra tudo o que é novo. As teorias do Heliocentrismo e do Geocentrismo são disso um exemplo. Antes de Galileu ter comprovado o Heliocentrismo, a teoria que era tida como verdadeira era a teoria de Ptolomeu, o Geocentrismo.  Este astrónomo, matemático e geógrafo dizia que a Terra estava imóvel, no centro do Universo, e os restantes planetas giravam à sua volta. Entretanto, Copérnico apresentou uma revolucionária e nova teoria que mais tarde veio a ser comprovada por Galileu, o Heliocentrismo, que contradizia o Geocentrismo.  Galileu afirmava que não era a terra que estava no centro do Universo mas sim o Sol e que os restantes astros, juntamente com a Terra, faziam um movimento de translação em volta da terra.

Como Galileu defendia a teoria heliocentrica, teve alguns problemas com a Igreja, nomeadamente com o Santo Ofício, dado que a Igreja defendia a teoria do Geocentrismo. Galileu só não foi condenado à morte e à tortura pelo Santo Ofício, porque era amigo do Papa. No entanto, foi forçado a abdicar publicamente da sua teoria. Apesar de tudo, Galileu continuava a acreditar na sua tese. Os seus livros entraram para o Index (lista de livros proibidos/condenados pela Igreja, visto que contradiziam os princípios bíblicos). A teoria de Galileu contradizia a Igreja, poderia gerar dúvidas nos fiéis e isto poderia ameaçar o poderio da Igreja. Galileu conseguiu comprovar que o nosso planeta não está no centro do Universo, e é apenas um pequeno planeta. Só mais tarde, no séc. XX, o Papa reconheceu a teoria de Galileu.

Outro aspecto que está bem presente na nossa vida é a televisão. A  televisão pode ser um perigo para a percepção da realidade. Segundo Popper no seu livro Televisão: Um Perigo para a Democracia, as crianças são influenciadas e se adaptam aos diferentes meios com que se deparam. Assim, a sua evolução mental depende largamente do seu ambiente.(2) A televisão é um perigo para as crianças, uma vez que lhes rouba o tempo e as crianças têm muita dificuldade em distinguir a realidade da ficção, devido à compreensão limitada que possuem do mundo E assim são mais vulneráveis do que os adultos. (2) Os super-heróis não só influenciam o dia a dia das crianças como também são essenciais para a formação da personalidade de seu filho. É nessa relação da criança com os super-heróis que são plantadas as sementes de valores como ética, coragem, humildade, assim como também nos contos de fadas, onde os heróis são os mais humildes e bondosos, são os que aceitam enfrentar a perigosa tarefa que irá salvar o reino, o rei, o pai etc.” (in http://www.guiagratisbrasil.com/saiba-como-os-super-herois-influenciam-na-vida-das-criancas/) E se estes mesmos super-heróis pregam que só com a violência podemos vencer o mal? Qual será a lição que  estão a passar para as nossas crianças?  Quando assistem a cenas de violência, por exemplo, é provável que concluam à sua maneira que, é o mais forte quem tem razão. (2) As crianças têm dificuldade em perceber as mensagens mais subtis e com algumas técnicas como as mensagens subliminares, por exemplo, alguns produtores podem manipular o comportamento das crianças. Para solucionar este problema da televisão, Popper sugere que o Estado crie um órgão moderador para a produção dos programas televisivos e que quem trabalha na televisão seja portador de uma licença. Em caso de desrespeito pelas regras estabelecidas por este órgão,  seria retirada a licença. A licença só  seria entregue após uma formação e uma prova. O autor exemplifica o problema dizendo que em Inglaterra uma mulher quis castigar um ator que desempenhava o papel de criminoso. E casos como este estão se espalhando por todo o mundo. Esta pessoa, adulta, tem dificuldades em distinguir a realidade da ficção. Aliás, um dos objetivos da ficção em geral e de todos os géneros de ficção propostos na televisão é mostrar cenas tão vivas e reais quanto possível. (2)

Existe um grande risco das pessoas (tanto adultos como crianças) confundirem a realidade com a ficção e isto pode ter sérias consequências. Foi o que aconteceu com dois rapazes de 10 anos, em Liverpool. Eles sequestraram e mataram uma criança de dois anos, em 1993.  Na Grã–Bretanha e nos Estados Unidos, os criminosos confessaram que foram influenciados pelo que tinham assistido na televisão.

Em suma, muitas vezes mentimos sem saber pois não temos total acesso à realidade. A mentira inserida no contexto artístico, nomeadamente no teatro, tem um papel muito importante nas nossas vidas pois torna-a muito mais divertida. A mentira também pode ser usada para minimizar o sofrimento das outras pessoas, uma vez que a verdade por vezes é dolorosa. E, como diria Platão, muitas vezes é mais cómodo ficar na nossa caverna do que ser confrontado com a luz.  Será que isto é saudável?

Luiz Monteiro, 11º E

Fontes bibliográficas citadas:

(1) Sobre a Verdade e a Mentira no Sentido Extramoral – Nietzsche

(2) Televisão: Um Perigo para a DemocraciaKarl Popper

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O mês da liberdade foi marcado pela estreia comercial do galardoado documentário 48 de Susana Sousa Dias. Esta obra revela-se um autêntico documento histórico do período da ditadura  que todos os portugueses deviam ver para  não se perder a memória do que efectivamente foi o Estado Novo. Como já é hábito, Sérgio Trefaut apresentou  documentários de qualidade com Cidade dos Mortos sobre o quotidiano de quem vive no cemitério de El Arafa, no Cairo. Também interessante a co-produção brasileira e inglesa,  nomeada para o Óscar de melhor documentário: Lixo extraordinário de João Jardim, Karen Harley e Lucy Walker.

As  comédias, desta vez, tiveram fraca presença: Engana-me que eu gosto de Dennis Dugan, Hop de Tim Hill, uma divertida mistura de personagens de carne e osso e de animação e Tournée – Em digressão de Mathieu Amalric são as únicas menções do mês .

O cinema português esteve mais uma vez presente com A espada e a rosa de João Nicolau , Quinze pontos na Alma de Vicente Alves do Ó e  O estranho caso de Angélica de Manoel de Oliveira.

No género dramático destacam-se o excelente Sem destino de Monte Hellman que nos faz recordar os clássicos  e o dinamarquês, Óscar de melhor filme estrangeiro,  Num mundo melhor de Susanne Bier. Outras estreias com algum interesse foram A rapariga de capuz vermelho de Catherine Hardwicke, uma versão sombria da história do Capuchinho Vermelho, Jane Eyre de Cary Fukunaga, adaptação do clássico homónimo de Charlotte Bronte, A última noite de Massy Tadjedin, Mães e filhas de Rodrigo Garcia e os italianos, As quatro voltas de Michelangelo Frammartino e A solidão dos números primo de Saveno Costanzo.

Nos filmes de acção, destaque  para o vencedor do Urso de Ouro do festival de Berlim 2008, Tropa de elite 2 – o inimigo agora é outro de José Padilha que, neste filme,  critica o comportamento dos políticos que ocupam altos cargos.  Neste género merecem ainda menção Medos de Joe Dante e Thor de Kenneth Branagh e, com alguma qualidade, destacaram-se os thrillers  London Boulevard – Crime e redenção de William Monahan  e Sem limites de Neil Burger. Os apreciadores de terror, por seu turno, tiveram disponível Gritos 4 de Wes Craven e E a noite a cair de Marcos Efron. Os fans da ficção científica, poderão dividir as atenções entre O Código Base de Duncan Jones e Invasão mundial: Batalha Los Angeles de Jonathan Lieberman. Finalmente, na animação, surgiu um inesperado êxito de bilheteira, Rio, de Carlos Saldanha, uma divertida aventura protagonizada por uma arara macho, e a sequela  Artur 3 – a guerra dos 2 mundos de Luc Besson.

Paralelamente às estreias cinematográficas, uma referência a um acontecimento que é um reflexo do mundo real actual: o assassinato de Juliano Mer- Khamus, actor, realizador e activista político árabe-israelita, que era considerado um símbolo da luta pela causa palestiniana. O seu assassinato no campo de refugiados de Jenin, na Palestina, constituiu mais  uma acção do radicalismo no Médio Oriente. Também de assinalar a morte do realizador norte-americano Sidney Lumet, que, ao longo da sua carreira , realizou mais de quarenta filmes. As suas obras abordaram, principalmente, temáticas policiais, destacnado-se entre outras Doze homens em fúria, Serpico e Um dia de cão.

Quanto a festivais, no dia 26 de Abril teve início a 2ª edição do FesTin, Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, com apresentação de várias produções no cinema São Jorge e com mais um tributo ao realizador Manoel de Olveira. Em Maio, de 5 a 15, realiza-se o a 8ª edição do Indielisboa, Festival Internacional de Cinema Independente. A edição deste ano também reflecte o período de crise em que se vive pois houve uma redução orçamental de quase um terço relativamente à verba investida no ano passado.  Nas várias secções os temas estão ligadas ao estado contemporâneo, versando temas como a crise económica, o terrorismo, a emigração e a xenofobia. Ainda em Maio, entre 11 a 22, terá lugar a 64º edição do festival de Cannes  com o filme de abertura Midnight in Paris de Woody Allen e a atribuição da Palma de Honra ao realizador italiano Bernardo Bertolucci. Na Quinzena dos realizadores foi seleccionada a curta-metragem Nuvem do realizador luso-suíço Basil da Cunha.

Luísa Oliveira

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Saiba mais consultando o folheto de apresentação e o programa aqui.

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Na primavera passada o MoMa, o mais importante museu de arte contemporânea do mundo, em Nova Iorque, levou a efeito uma retrospectiva da obra da artista sérvia Marina Abramović, que há 40 anos trocou a austera e conservadora Belgrado socialista que a viu nascer (o pai era um general do regime do marechal Tito), pela glamorosa, hip e consumista Nova Iorque, onde se tornou a mais famosa artista de performance, um género artístico polémico, em virtude da fluidez de fronteiras com os espectáculos tipo Houdini, ou com a própria auto-flagelação. Na verdade, nas quatro décadas que leva a sua carreira, Marina Abramović participou nas mais respeitadas exposições internacionais, como a Documenta de Kassel ou a Biennal di Venezia, onde fez de tudo, em tempo real e ao vivo, desde espetar facas entre os dedos da mão, a desenhar a fogo uma estrela de cinco pontas (um dos símbolos do comunismo) na barriga, a dançar até cair em colapso, entre tantas outras performances, nas quais a sua própria existência terá estado em risco, nalgumas delas devido à requisitada interacção do público.

A experiência física limite parece ser o passaporte para uma experiência espiritual, partilhada com a audiência. Em vez das tradicionais formas de expressão artística plásticas, é o corpo que se torna objecto e veículo de comunicação. Sendo o expoente deste género artístico, não foi, contudo, a sua fundadora. A sua origem remonta ao dadaísmo, e a outro movimento artístico “anti-arte”, Fluxus, um movimento internacional, de matriz europeia, criado nos anos 60 (do qual, por curiosidade, a viúva de John Lenon, Yoko Ono, fazia parte), e que teve como figura mais carismática Joseph Beuys, autor da célebre performance How to explain art to a dead hare (como explicar a arte a uma lebre morta), durante a qual o artista, com o rosto coberto de mel e ouro, carregava ao colo uma lebre morta com quem dialogava – “porque as lebres percebem melhor que os homens”.

As décadas de sessenta e setenta do século passado assistiram à irrupção de movimentos de contestação, mais ou menos aparatosos, e tendencialmente radicais da juventude (contra o capitalismo, contra a guerra, contra a supremacia masculina, entre outros) e à emergência de uma contracultura. Foi o fim da promissora e gloriosa era do pós-guerra e o início da recessão, com o consequente abrandamento do mercado da arte. Esta contracultura foi plural e também pós-moderna, no sentido em que rejeitava a corrente moderna, representada na arte pela corrente modernista, de Picasso a Pollock. Assistiu-se então a uma inflexão na expressão artística, que optou por outros formatos que não os tradicionais, como a pintura, ou “arte de parede”. Muitas destas correntes socorreram-se das então novas tecnologias de comunicação, como o vídeo e os novos equipamentos de som e luz. Relativamente à obra de arte, o ênfase deixa de estar no produto final e passa a estar no próprio processo da sua produção; a presença física do produtor/artista enquanto parte do work in process, tornou-se inevitável. Surgem, entre muitos outros, os hapennings e as performances, e ramificações, como a Body Art. Trata-se, genericamente, de actuações ao vivo, podendo incluir as variáveis que o artista entender, como escultura, dança, audiovisual, luzes ou lasers, e nas quais, a categoria tempo se sobrepõe à categoria imagem. Pretendendo ser sobretudo uma experiência memorável, podem tanto entreter e divertir, como chocar e horrorizar, emocionar ou simplesmente entediar. Não são comercializáveis, no entanto o artista pode cobrar ingressos ou direitos de autor pelo seu registo.

 Em The artist is Present, assim se chamou a referida retrospectiva no MoMa, a artista esteve literalmente presente no museu durante todo o horário de abertura ao público ao longo de quase 3 meses, onde se sentava numa cadeira, deixando outra em frente livre para o público, que nela se poderia sentar, o tempo que quisesse, sendo o contacto visual o único consentido. Foram mais de 700 horas, sentada em silêncio, perante o público. Vários foram os que repetiram a visita à performance, e vários os que com ela se comoveram às lágrimas. Simultaneamente decorriam, noutras salas do museu, réplicas de anteriores trabalhos de Abramović, entre eles o polémico Imponderabilia, inicialmente apresentado em 1977, no qual o público era obrigado a entrar num espaço em que o acesso era um homem e uma mulher nus, frente a frente.

Será isto arte? Haverá quem se questione. A resposta é, sem dúvida, afirmativa. Depois dos ready made de Marcel Duchamp, o acto criativo passou a ser o objecto, ou a actividade, que queiramos designar como arte, para além das suas mais convencionais expressões, a pintura e a escultura, e muito para além de considerações de gosto.

Cristina Teixeira

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