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Archive for Janeiro, 2012

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O IAC-CEDI, Centro de Estudos, Documentação e Informação sobre a Criança do Instituto de Apoio à Criança é a entidade promotora e organizadora do concurso escolar SE O MEU TELEMÓVEL VOASSE (ideia original do escritor José Fanha)  que decorre a nível nacional entre 1 de fevereiro e 31 de maio de 2012.

Este concurso visa premiar os melhores projetos desenvolvidos no âmbito da temática DIREITO À DIFERENÇA – EU MAIS TU.

Apelando à criatividade das crianças e dos jovens, o projeto pretende contribuir para a defesa da não discriminação consignada no artigo 2º da Convenção Sobre os Direitos da Criança.

O concurso destina-se aos alunos dos estabelecimentos de ensino público e privado que frequentem o ensino básico, secundário e profissional, no ano letivo de 2011-2012.

Os grupos de alunos constituídos para o concurso devem desenvolver projetos criativos com recurso ao telemóvel (fotografia e/ou filme) ilustrando a temática DIREITO À DIFERENÇA – EU MAIS TU.

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A Qwiki é uma espécie de Wikipédia cujos verbetes (entradas) são apresentados sob a forma de uma síntese multimédia (imagens, vídeos, audio e texto) a partir da expressão pesquisada pelo utilizador, que o software compila em tempo real a partir de outros sites. Segundo os seus promotores, representa o futuro das enciclopédias online, para uma obtenção rápida de informação de carácter científico-cultural.

Apesar de apenas estar disponível, de momento, em língua inglesa, não deixa de ser um conceito interessante no campo da apresentação da informação online, a merecer sem dúvida uma visita dos nossos leitores.

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Os alunos tiveram cerca de 3 minutos para observarem e comentarem a imagem acima, ou seja, a intenção era que não pensassem muito e escrevessem o que lhes viesse à cabeça. Eis o que saiu:

A imagem representa elementos naturalistas como o ramo, o pássaro e as folhas.
Como a cabeça humana diz “free”, penso que dá uma sensação de liberdade e, como está cortada, penso que foi executada porque era diferente ou fez algo que desgostasse a algumas pessoas. Talvez o facto de a cabeça ter dois braços, um na testa e outro na cara me demonstrou que era “diferente”.
Interpreto, também, que a cabeça pode ter sido executada por ter uma folha com notas de música.
A cabeça humana talvez tivesse escrito uma canção com algumas críticas como a desflorestação, o aquecimento global, o racismo, a homossexualidade, os contrastes económicos…
A imagem também pode ser interpretada como devermos poder escolher o rumo da nossa vida.
O meu sentimento é de compreensão.

Frederico Corado Teixeira, 8º C

A meu ver, a figura devia designar-se pelo homem tronco, alguém para quem a música é importante e que, ao longo da sua vida, lhe deu frutos.
Presumo que seja um homem ligado à natureza e que tem habilidade de construir o que não é comum.
Na vida, este homem, tal como semeou, assim colheu os frutos que desabrocharam à sua frente.
Parece de mente livre e um homem que cria raízes muito facilmente a alguém, a uma coisa ou a algum lugar.
É de facto um homem semelhante ao homem de hoje em dia, trabalhador, criativo e ambicioso.

Joana Vilas Boas, 8º C

Para mim, esta é uma imagem de um explorador livre que já viu de tudo: pássaros a cantar nos ramos das árvores e a criar as suas próprias melodias; o amor e o ódio que há entre os homens; a força das raízes das grandes árvores que são queimadas mas tem força para se erguerem de novo; a descoberta das mais engenhosas máquinas e aparelhos…
Para mim, este homem é História e aventuras.

Micaela, 8º A

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A Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, a Rede de Bibliotecas Escolares e o Plano Nacional de Leitura lançam, em 2011.12, a 1ª edição do concurso Ler em Português, com o intuito de promover a utilização da Língua Portuguesa, aumentar as práticas de leitura e aprofundar a troca de experiências entre alunos e professores portugueses e norte-americanos.

O concurso destina-se a equipas mistas de alunos e professores do Ensino Secundário de Portugal continental, das regiões autónomas dos Açores e da Madeira e dos Estados Unidos da América (…). A participação no concurso efetiva-se através da edição e publicação de conteúdos no blogue atribuído a cada equipa e da elaboração de um trabalho final (…). As equipas selecionadas serão premiadas com um programa de intercâmbio entre Portugal e os Estados Unidos da América para conhecer, in loco, a cultura e os costumes dos dois países, bem como as dinâmicas e os projetos de leitura e literacia desenvolvidos pelas respetivas escolas e bibliotecas escolares.

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NAVARRO, Júlia (2007), O Sangue dos Inocentes, Gótica, Lisboa (disponível na BE – cota: 821.1/9.9. NAV)

No seguimento do texto que escrevi sobre Viagem ao mundo da droga, inserido na rubrica O Livro da Minha Vida, e porque na minha vida há lugar para mais do que um livro, escrevo agora, e mais uma vez para tentar aliciar cada vez mais possíveis leitores, sobre uma outra obra que considerei digna de nota.

Uma das coisas que mais me agrada num livro é a facilidade com que viajo dentro dele. Transporto–me no espaço e no tempo,  deixo-me levar e quando dou por mim …estou lá. Assim aconteceu com este O Sangue dos Inocentes. Mergulhei nas histórias da História, como se conseguisse viver em cada século retratado no livro, tentando, eu mesma, encontrar respostas para as dúvidas que nos surgem ao longo da obra e do tempo.

“ Sou espião e tenho medo…”. É Frei Julián quem o escreve no início desta crónica, em pleno Séc XIII. Um relato quase real do cerco a Montségur, uma luta cruel entre cátaros e católicos. Em nome da religião, de uma crença cega se mata e se morre.

Séculos mais tarde, em 1939, num outro cenário de guerra, um agnóstico, em plena Berlim hitleriana, inicia uma busca perigosa pela mulher, de origem judaica, no contexto da perseguição sem tréguas, onde mais uma vez o fanatismo desmedido e a intolerância voltaram a fazer derramar sangue inocente.

Já na atualidade, um grupo de muçulmanos radicais imola-se em Frankfurt, deixando uma mensagem que provoca um forte alerta no Centro Antiterrorista da Europa. Sejam quais forem as motivações reais, o radicalismo e o fanatismo não se condoem com que quer que encontrem pela frente. “Um herói pode não ter sequer idade, mas o amor à causa é-lhe tão precocemente instigado, que o sangue mais inocente é aquele que mais serve a causa”.

Júlia Navarro

Esta é pois uma obra transversal no tempo e no espaço, intensa e real, marcante e chocante! Várias histórias numa só história onde o medo e a coragem se confundem, mas onde, sobretudo a convicção impera, a crença domina, converte, cega e aliena! Ontem, como hoje, se derrama o sangue inocente, em nome de um idealismo alucinado e fanatizado, perpetuado através dos tempos. Uma obra que nos leva a questionar os nossos próprios valores. Aquilo em que sempre acreditámos será ou não credível? Valerá ou não a pena acreditar? Será o ser humano capaz de encontrar  a ténue fronteira entre o certo e o errado?

Um livro histórico e atual, que liga de forma brilhante três épocas da história da humanidade, mostrando-nos como ao longo dos séculos a intolerância nunca deixou vingar a paz entre os homens. Fica-nos no entanto a convicção de que um dia, não importa quando, será vingado o sangue dos inocentes!

Vale mesmo a pena ler este livro!

Fernanda Peralta

imagem daqui

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A luz branca, ou seja, o espetro de todas as cores, após ser emitida pelo sol, chega à atmosfera terrestre, onde as moléculas de ar têm um diâmetro muito inferior ao comprimento de onda da luz vinda do sol, o que favorece os pequenos comprimentos de onda como as radiações que se situam na zona azul do espetro da luz visível (fenómeno conhecido por dispersão da luz), e é isso que nos faz observar o céu azul durante o dia.
À medida que o sol desce ou sobe, a quantidade de atmosfera atravessada pela luz aumenta ou diminui o que, por sua vez, faz variar a quantidade de dispersão sofrida pela luz azul dando assim origem à variação de cor observada no céu ao longo do dia.
Ao meio dia, quando o sol se encontra em paralelo com a terra (ver esquema à esquerda), a dispersão da luz solar é mínima, pois a luz atravessa uma pequena quantidade da atmosfera, a luz observada nesse caso é azul (claro). À medida que o sol baixa, a quantidade de atmosfera atravessada pela luz aumenta, o que aumenta a dispersão da luz, mudando então a cor desde o azul do meio dia até ao avermelhado do pôr-do- sol.

Oleh Vasylyev, 12º C

Saber mais: Física ao quadrado

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Como o título desta categoria indica – O Filme da Minha Vida – este artigo era suposto ser dedicado a um filme que, ao longo dos meus 18 anos, me tivesse marcado. Em vez disso, vou referir um que me define atualmente: A Melodia do Adeus  (Título Original: The Last Song). Apesar de preferir filmes como os do Harry Potter, Transformers, ou seja, filmes que são um misto de fantasia, acção, suspense, A Melodia do Adeus identifica-se com muitos adolescentes de hoje em dia.

Retrata a história de uma rapariga adolescente que vai com o irmão mais novo passar o verão com o pai a uma aldeia junto à costa. No início, Ronnie (a rapariga) dá-se muito mal com o pai e estão sempre a discutir. Passados alguns dias, Ronnie conhece um rapaz que a trata como uma princesa, fá-la feliz e assim, Ronnie, devido a toda a atenção de que é alvo, decide acalmar as coisas com o pai, pois não tendo nenhum amigo na aldeia com quem pudesse falar, acaba por fazer dele o seu melhor amigo. Nos dias seguintes, Ronnie vive o sonho de que tudo está bem, até que, numa tarde, o pai vai para o hospital. Ronnie é informada de que ele tem cancro e que não viverá por muito mais tempo. Tudo correra bem até àquele infeliz dia mas, a  partir daí, o seu mundo entra em colapso. Perdeu o pai, o seu melhor amigo, perdeu o amor da sua vida, perdeu tudo.

Esta história acaba assim – não de uma forma feliz, como naqueles filmes em que podemos dizer que “viveram felizes para sempre”, mas de uma forma boa, pois ela acaba por recuperar o seu grande amor e decide seguir o sonho de ir para a universidade de Julliard, para se formar no ramo da música, especializando-se no piano (uma paixão partilhada com o pai).

Na minha opinião, esta jovem era definida pelo seu passado, era definida pelos outros pela sua aparência, pelo carácter forte que demonstrava ter mas, no fundo, só queria uma oportunidade para ser feliz. E só se apercebeu das coisas boas que tinha quando estas se lhe “escaparam das mãos”.

Na vida nem sempre vamos a tempo de as recuperar: por vezes perdemos pessoas de quem tanto gostamos e só nos apercebemos disso muito tempo depois. Este filme deve servir de lição a muitos adolescentes, porque costumam “atirar- se de cabeça” não medindo as consequências e, quando dão por isso, já não há volta a dar.

Joana Falcão, 12ºB

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Mylène Silva, 9ºB

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Ai Weiwei, reputado artista conceptual chinês, nascido em 1957 em Pequim, foi notícia nos últimos dois anos, e por razões muito díspares: a destruição do seu atelier em Pequim e a sua posterior detenção, em Abril de 2011, e a inauguração da exposição do seu trabalho The unilever series: Ai Weiwei sunflower seeds, na Tate Modern em Londres, em Outubro de 2010. O primeiro caso prende-se com a sua acção como activista político, num país onde este tipo de atitude é fortemente reprimida, e a segunda, pela exposição referida, que esteve patente até Maio de 2011, naquele que é o  gadget de arte contemporânea mais prestigiado da Europa. “Made in China”, no bom sentido, define na perfeição esta instalação escultórica, como adiante se explicará.

Entre Abril de 2010 e Novembro de 2011, Ai Weiwei viu o seu estúdio em Pequim, no valor de 1 milhão de euros, ser destruído, os seus bens serem confiscados, a sua mulher sujeita a interrogatórios e ele próprio ser detido em local secreto durante três meses. Depois de libertado foi proibido de utilizar o Twitter e de dar entrevistas durante 1 ano.

Ai Weiwei tornou-se conhecido internacionalmente por ter sido o assessor artístico na  construção do “Ninho de Pássaro”, nome com que foi batizado o palco central dos jogos olímpicos de Pequim 2008, da autoria dos arquitectos Herzog & de Meuron.

Weiwei é filho de Ai Qing, poeta venerado na China, que, no entanto, durante o regime maoísta, foi alvo de perseguições. Acusado de direitista, foi desterrado para o oeste da China onde foi obrigado a limpar latrinas e proibido de publicar. O desterro, que Ai sofreu com o pai, e com quem partilha os ideais de justiça, acabou com o fim da Revolução Cultural (1966-1976), tendo a família voltado a Pequim, onde Ai estudou cinema e  dinamizou um colectivo de artistas denominado Xingxing, grupo perseguido pelas autoridades chinesas, acabando a maioria dos seus membros por abandonar a China. Ai Weiwei foi então para Nova Iorque onde permaneceu doze anos, entregando-se a tarefas diversas para sobreviver, frequentando, sem nunca concluir, vários cursos de arte. Acaba por entrar em contacto com o meio intelectual nova-iorquino, na altura em que o ambiente artístico efervescente está ainda marcado pelas experiências da Pop Art, do minimalismo e do conceptualismo. É nessa cidade que toma conhecimento do legado de Marcel Duchamp, cujas ideias veio a perfilhar. Numa entrevista ao Jornal El País (16/05/2005) afirmou: “aprendi a ser um artista inteligente, não um artista único, com habilidades visuais ou técnicas, – estas fazem falta, porém são apenas ferramentas para representar uma ideia”

Regressado à China, para acompanhar o pai na doença, instala-se em Pequim onde se aplica na animação cultural da cidade, sempre vigiado pelas autoridades chinesas, até porque a sua obra, onde são utilizados vários suportes, entre elas a fotografia, tem quase sempre um conteúdo provocatório, como a fotografia em que aparece frente à Praça Tianamen (onde ocorreram os massacres de 1989), com o punho fechado e o dedo médio estendido, e outra em que a sua mulher, Lu Qing surge levantando a saia em frente ao retrato de Mao Tsé Tung, em Tianamen.

A temática da sua obra não se esgota, contudo, nestes desafios, embora tenha sempre alguma conotação social ou crítica, nem sempre tão explícita. Ai Wewei dedica-se à construção de grandes instalações, fazendo também séries fotográficas com objectos com ligação ao Império do Meio, como vasos neolíticos, cerâmicas imperiais, mobiliário tradicional, em que se subverte a sua função ou o seu valor, como no caso da série em que deixa cair e partir uma réplica de jarrão da Dinastia Ming (séculos III a.C. a III d.C.).

A sua exposição na Tate Modern, Ai Weiwei sunflowers seeds é uma instalação com 100 milhões de sementes de girassol (uma quantidade para além do imaginável, segundo o próprio autor), com o peso total de 150 toneladas, réplicas das naturais, mas feitas em porcelana chinesa, na cidade de Jingdezhen, a terra da porcelana, cozidas a 1300 º e pintadas à mão, uma a uma, num complicado processo, cuja produção envolveu cerca de 1600 pessoas. O que distingue estas sementes de porcelana dos ready-made de Duchamp, é que estas não são fruto de uma indústria massificada, nem produzidos para outro qualquer fim, mas objetos únicos, produzidos por artesãos especializados, destinados exclusivamente à obra artística.

Os girassóis foram uma metáfora utilizada pelo regime comunista na sua revolução cultural, representando Mao o próprio sol, cujo movimento os milhões de girassóis (os chineses) seguiam, em tropismo infalível e perpétuo; – os girassóis suportaram, tanto material como espiritualmente, a revolução, diz o artista acerca da sua opção por este objeto. Ao mesmo tempo, as sementes de girassol são um aperitivo popular muito comum na China, presentes sempre que se socializa à volta de uma bebida, simbolizando então a partilha, o prazer e a comunhão colectiva. A porcelana, por outro lado, é a mais emblemática das exportações chinesas. Simboliza a delicadeza, perícia e diligência com que eram feitos muitos dos artefactos tradicionalmente produzidos na China (não nos deixemos contaminar pelo novo sentido do “made in China”, característico da voragem industrial contemporânea chinesa e da sua busca pela hegemonia comercial; o termo cuja origem se prende com os atributos que mencionámos será chinezisse, embora, aqui, a sua utilização vernácula, o tenha também desvirtuado).

Cem milhões de sementes produzidas artesanalmente e pintadas uma a uma é disso mesmo testemunho – uma homenagem a esta atitude ancestral chinesa que tantas preciosidades produziu – ainda que estas preciosidades, as sunflowers seeds de Weiwei que encheram a Turbine Hall da Tate, pudessem ser calcadas pelos visitantes, pelo menos até terem sido cobertas por um vidro para evitar a poeira sufocante que libertavam. De acordo com a curadoria da exposição, “a natureza preciosa do material, o esforço de produção, a narrativa e a interpretação pessoal, fazem deste trabalho um poderoso comentário sobre a condição humana”.

 Cristina Teixeira

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Sara Cosme, 8ºC

Luís, 8ºC

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Moisés, 8ºC

 

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Sabia que na versão original do livro Contacto, de Carl Sagan, não é só uma personagem que tem uma experiência extraterrestre? E que no romance O Nome da Rosa, de Umberto Eco, a rapariga por quem Adso se apaixona acaba no final por ser queimada pela inquisição como feiticeira? Se não sabia, o melhor mesmo é ler o livro…

“Este livro dava um filme!” é um frequente elogio com que brindamos  uma obra literária que, quer pelas emoções que desperta, quer pela qualidade “visual” da história e das personagens, constitui um potencial argumento para uma película. Porém, se é verdade que vivemos desde há décadas numa época muito fortemente marcada pela imagem, há ainda muitos leitores que tendo sido impressionados por determinados livros ficaram completamente desapontados com as suas versões cinematográficas, não obstante a qualidade da fotografia, realização e interpretação dos seus intervenientes.

Como substituir a capacidade evocativa da palavra na nossa imaginação por uma imagem “pronta a ver” ali à nossa frente? Quem poderá alguma vez “filmar” a beleza de certas frases, a descrição literária de uma paisagem, de uma personalidade, o jogo de silêncios e vozes da boa literatura? Mesmo assim, se algumas versões filmadas não passaram de simplificações grotescas de obras literárias, outras conseguiram, se não ganhar autonomia dentro da sua própria linguagem, como obras de arte em sim mesmas, não desmerecer as narrativas literárias em que se basearam, dando-lhes uma projeção mediática que de outra forma nunca obteriam.

O certo é que, se realmente de arte falamos, estamos perante duas linguagens completamente diferentes, com uma técnica, um ritmo e um tempo próprios e com igual potencial para estimular a nossa sensibilidade. Assim sendo, aqui ficam algumas sugestões disponíveis na nossa biblioteca – para que quem só viu o filme, possa ler o livro que lhe deu origem, ou inversamente, descobrir, como leitor, a forma como outros leitores o interpretaram no cinema.

Fernando Rebelo

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