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Posts Tagged ‘Ficção Científica’

Se um livro não mudar algo em nós, então falhou no seu dever como livro

5ª vagaO livro A 5ª Vaga foi escrito por Rick Yancey, em 2013, e publicado em Portugal pela Editorial Presença.

O livro pertence ao género da ficção científica, mais propriamente da Distopia, embora a narrativa não tenha lugar num futuro pós-apocalíptico.

A história tem como protagonista uma rapariga de dezasseis anos, Cassie, que é um diminutivo de Cassiopeia. Cassie é uma dos poucos sobreviventes da invasão extraterrestre, extraterrestres estes a quem chamam “Os Outros”.

Esta invasão divide-se em quatro vagas. A Primeira Vaga desligou todos os aparelhos eletrónicos, que funcionassem a baterias ou a eletricidade, deixando o mundo às escuras. A Segunda Vaga consistiu num enorme tsunami que destruiu todas as cidades do litoral. Na Terceira Vaga, “Os Outros” lançaram um vírus mortal, que se transmitia pelas aves, a que se chamou a “Morte Vermelha”, por fazer as pessoas esvaírem-se em sangue. Pela Quarta Vaga, “Os Outros” já estavam entre os humanos, ocupando os seus corpos para exterminar todos os que tinham sobrevivido até então, e aos quais Cassie chama “Silenciadores”.

Cassie perdeu a família e a única pessoa que lhe restava era o seu irmão mais novo, Sammy, que fora levado pelos extraterrestres, para a Quinta Vaga. Ela chega mesmo a pensar que é a última humana viva na Terra.

O livro consiste basicamente na busca de Cassie pelo irmão mais novo, acompanhada de Evan Walker, um dos Silenciadores da Quarta Vaga que se apaixona por Cassie e que decide protegê-la.

Ben, um antigo colega de liceu de Cassie, é também levado para o mesmo campo de extermínio que Sammy, com quem acaba por criar grandes laços. E também Ben acaba por querer resgatar Sammy das mãos d’“Os Outros”.

Eu achei o livro bastante interessante porque adoro cenários de Distopia, mas acho que este livro é um pouco diferente dos que li até ao momento, pois não toma propriamente lugar num futuro apocalíptico, mas sim no início de um.

Achei igualmente interessante o facto de haver mais do que um narrador, que não é especificado pelo autor, Rick Yancey , no início de cada parte, não sabendo assim o leitor quem está a contar a história, tendo de o descobrir por si próprio, o que resulta num pormenor bastante divertido.

Outra coisa de que também gostei muito foi o facto de o livro nos fazer pensar bastante e nos obrigar a juntar os factos e as pistas para perceber o que se está realmente a passar.

Uma das passagens do livro de que mais gostei foi quando a Cassie estava presa debaixo de um carro, com a perna ferida, e não conseguia fugir.

5th-wave

“Mas, se eu sou mesmo a última da minha espécie, a última página da História da Humanidade, não vou deixar a História acabar desta maneira, nem por sombras.

Pode ser que eu seja a última, mas ainda cá estou. Sou aquela que numa autoestrada abandonada, tem que se voltar para o caçador sem rosto no meio das árvores. Sou aquela que não vai fugir nem ficar, mas sim enfrentar.

Porque, se eu sou a última, então sou a humanidade.

E se esta é a guerra da humanidade, então eu sou o campo de batalha”.

Gostei bastante desta passagem porque mostra-nos que é em momentos como este que nos apercebemos do que realmente importa. Proteger os nossos.

Eu acredito que todos os livros que lemos nos mudam. Mudam a nossa maneira de pensar, a nossa maneira de agir, o que dizemos, o modo como olhamos para o mundo. Se um livro não mudar algo em nós, então falhou no seu dever como livro.

Inês  Silva, 10ºB

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Para dar as boas-vindas aos alunos recém chegados à escola, resolvemos fazer um escaparate com algumas das obras de maior êxito da nossa biblioteca, que tem “coisas” de amor, aventura, misteriosas e mesmo… horríveis. Aqui fica a primeira Estante deste ano letivo, já com resultados no terreno: mais de metade dos livros do escaparate já estão na companhia dos nossos leitores :).

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WELLS,  H. G., O  Homem Invisível, Publicações Europa-América, Colecção Livros de Bolso / Série Ficção – Científica

A história começa na estalagem de Iping, uma vila de Inglaterra. Certo dia, aparece um homem todo coberto com casaco, luvas, ligaduras envolvendo a cara e chapéu, pelo que não se vê parte alguma do seu corpo, que se instala nessa mesma estalagem. Percebe-se, então, que o homem possui um temperamento bastante instável, sendo que não quer ser incomodado nem visto por ninguém.

Um dia, após a dona da estalagem, Srª Hall, confrontar o homem sobre certos acontecimentos estranhos que se passam no seu quarto e sobre os roubos que têm acontecido na aldeia, este retira o seu chapéu, peruca e óculos, revelando que é invisível e que foi ele o autor dos roubos. A polícia tenta prendê-lo, porém ele despe-se completamente e consegue fugir.

Após este acontecimento, o homem invisível arranja um cúmplice, chamado Marvel. Com a sua ajuda, o homem consegue voltar a Iping e recuperar os livros que deixara na estalagem, os livros que continham a fórmula da invisibilidade. Porém, Marvel, com medo que o homem invisível o mate, foge levando consigo os livros.

Noutra vila, o homem invisível encontra um amigo seu de faculdade, o Dr Kemp. É aí que ele revela que é Griffin, um jovem estudante de Química bastante pobre. Griffin explica que então que encontrou a formula da invisibilidade, que não partilhará com ninguém, e que com a ajuda de Kemp podem criar um reino de terror, em que Griffin rouba, aterroriza e ordena sobre todas as pessoas da vila. Chega então a polícia, contactada por Kemp, e Griffin, furioso, consegue novamente escapar.Porém, sentindo-se traído por Kemp, persegue-o a fim de o matar. Kemp, apercebendo-se disto, avisa toda a vila que o homem invisível vem atrás dele. Assim, quando Griffin alcança Kemp, as pessoas da vila fazem-lhe uma emboscada e agridem-no, levando à sua morte.

Escolhi ler este livro pois H.G.Wells é considerado um dos melhores escritores de ficção científica (autor de clássicos como A Guerra dos Mundos e a Máquina do Tempo) e nunca tinha lido um livro da sua autoria. Gostei bastante do livro, apesar deste não ser tanto um livro de “entretenimento” mas mais um livro para reflectir, nomeadamente sobre as atitudes de Griffin e sobre o efeito que o poder pode ter sobre ser humano. Recomendo a sua leitura a todas as pessoas, principalmente entusiastas de ficção científica, pois é um livro que nos faz reflectir e “crescer”, pois apercebemo-nos que o ser humano é capaz de tudo para conseguir algo e que pode tornar-se bastante instável quando tem poder.

H.G. Wells

Aqui registo o meu excerto preferido:

-Tome!- disse ele. Deu um passo em frente e entregou algo à Srª Hall que, fitando espantada a sua cara metamorfoseada, aceitou automaticamente. Depois, quando viu o que era, gritou em voz alta, largou o objecto e recuou. O nariz, era o nariz do forasteiro, róseo e brilhante, caiu no chão.

Depois arrancou os óculos e toda a gente no bar engoliu em seco. Tirou o chapéu e com um gesto violento pôs-se a arrancar a barba e as ligaduras. Um pressentimento horrível perpassou pelo bar.

-Oh meu Deus! – disse alguém. E foi então que viram.

Era pior do que se podia imaginar. A Srª Hall, de pé, com a boca aberta e tomada de horror, gritou por causa do que viu e correu para a porta da casa. Todos começaram a mover-se. Estavam preparados para cicatrizes, um rosto desfigurado ou algum outro horror, mas nada! As ligaduras e o cabelo falso voaram pelo corredor até ao bar, onde as pessoas se esquivaram para não serem atingidas. Todos se empurraram em direcção às escadas… que o homem que estava ali de pé, gritando alguma explicação incoerente, era uma pessoa normal até ao colarinho mas daí para cima… nada, não havia absolutamente nada!”

 Ana Catarina Costa,  11ºB

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Neste período realizaram-se dois festivais que, apesar dos cortes orçamentais, já têm lugar de destaque no calendário do cinéfilo. Na 31ª edição do Fantasporto foram apresentados 307 filmes oriundos de 25 países que contribuíram para o êxito de bilheteira.  Alguns  destes filmes tiveram  estreia comercial em Março. Os prémios principais foram atribuídos  ao thriller psicológico Two eyes staring do holandês Elbert Van Strien,  que ganhou o Grande Prémio e o de Melhor Argumento e A Serbian Film de Srdjan Spasojevic com o  Prémio Especial do Júri. Maria de Medeiros foi distinguida com Prémio de Carreira e Pedro Sena Nunes recebeu o  1º prémio do cinema português neste festival.

Outro evento importante foi a 10 ª edição da Monstra festival de Animação de Lisboa que decorreu de 21 a 27.  A Holanda foi o país convidado e, entre outras iniciativas, procedeu-se a  uma retrospectiva do cinema de animação dos estúdios japoneses Ghibli, e  a uma competição de escolas de todo o mundo com 85 curtas-metragens. No encerramento apresentou-se um filme de dez minutos, de vários autores nacionais, sobre a arte na Primeira República. Piercing 1 do realizador chinês Liu Jian, uma reflexão sobre a China atual, recebeu o Grande Prémio, O Mágico de Sylvain Chomet o Prémio do Público e Cozido à Portuguesa de Natália Andrade o prémio entre as obras portuguesas.

O dinâmico cinema de animação português é reconhecido mundialmente e a prova disso  é o facto  de quatro dos sete filmes a concurso de 6 a 1 de Junho no Festival Internacional de animação de Annecy, em França, pertencerem  à produtora Sardinha em Lata.

Outra notícia interessante foi o facto da curta-metragem Alfama de João Viana ter conquistado o Grande Prémio na 12º edição do Festival Internacional do filme de Aubagne, principal acontecimento mundial consagrado à relação do cinema com o som. Entre as obras oriundas de 29 países, o júri considerou Alfama “ a melhor criação sonora para uma curta-metragem, pela função estruturante do som na escrita do guião”.

Quanto às estreias, em Março houve géneros para todos os gostos embora, nem sempre, de  qualidade. Da amálgama de estreias, os destaques vão  para obras já laureadas:  o drama comovente tendo com base a doença de Alzheimer de Poesia do realizador sul-coreano Lee Chang-Dong– prémio do Melhor Argumento no Festival de Cannes ; a comtemplação de Mel de Semih  Kaplanoglu da Turquia que venceu o Urso de Ouro no festival de Berlim de 2010; Camino de Javier Fesser, drama espanhol inspirado numa história verídica que ganhou seis Goyas, incluindo o de melhor filme espanhol de 2008.

Também merecem destaque A tempestade de Julie Taymor, adaptação da obra homónima de William Shakespeare,  O tio Boonmee (que se lembra das suas vidas anteriores) de Apichatpong Weerassethkul Tailândia e a acção de A maldição do faraó – as aventuras de Adèle Blanc-Sec de Luc Besson, baseado numa famosa série de banda desenhada francesa.

As comédias, como é usual, marcaram grande presença: Tens a certeza? de James L. Brooks;  Igualdade de sexos de Nigel Cole;  o francês Potiche – minha rica mulherzinha de François Ozon; Rédea solta de Bobby e Peter Farrelly; O agente disfarçado: tal pai, tal filho; Copacabana de Marc Fitoussi; Micmacs – uma brilhante confusão de Jean-Pierre Jeunet e o hilariante Manhãs gloriosas de Roger Michell sobre o mundo  dos programas matinais  da televisão.

Também marcaram presença em Março os filmes de acção: Os agentes do destino de George Nolfi  –  thriller romântico baseado num conto de Philip K. Dick ; O Profissional de Simon West; Homens de negócios de John Wells, Época das bruxas de Dominic Sena, sobre um herói das Cruzadas e Guerreiros do Amanhã de Stuart Beattie, uma aventura da Austrália.

Os  apreciadores de ficção científica ou terror podem escolher entre Ritual de Mikael Hafstrom inspirado em factos reais  sobre exorcismo, Mutante de Vincenzo Natali ou o terror espanhol de O exorcismo de Manuel Carballo, Sou o número quatro de D. J.Caruso, Perigo à espreita de Antti Jokinen e ainda  Monsters – zona interdita, ficção de Gareth Edwards, e Sucker Punch- Mundo surreal de Zack Snyder.

Para entreter o público infantil tivemos Rango de Gore Verbinski, Zé Colmeia de Eric Brevig, Gnomeu e Julieta de Kelly Asbury animação  inspirado na peça de William Shakespeare, Alpha & Omega de Anthony Bell e Ben Gluck  e Winx Club 3D : a aventura magica de Iginio Straffi.

Registaram-se  ainda as estreias de E o tempo passa de Alberto Seixa Santos, Filme Socialismo de Jean-Luc Godard e Em último recurso de Baltasar Kormákur.

Por fim, documentários com algum interesse: Chelsea hotel de Abel Ferrara sobre o mais icónico hotel de Nova Yorque que enfrenta uma ameaça de despejo e Os 2 da (nova) vaga, de Emmanuel Laurent,  sobre os cineastas franceses François Truffaut e Jean-Luc Godard, fundadores do emblemático movimento cinematográfico  Nouvelle Vague.  Especialmente dirigido aos adolescentes  o musical Justin Bieber: never say never,   de Jon Chu sobre a ascensão do jovem ídolo que se tornou uma estrela no mundo da música .

De 1 a 10 Abril, no cinema São Jorge,  vai realizar-se a 5ª Mostra do Documentário Português Panorama, um género que  cada vez tem mais adeptos. Esta edição  vai centrar-se num período pós 25 Abril de 1974, conturbado mas saudoso para alguns, o PREC.

De 14 a 21 Abril realiza-se a 4º edição de 81|2 – Festa do Cinema Italiano cuja programação, em Lisboa, divide-se entre o cinema Monumental e o espaço Nimas. A partir desta data e até 8 Maio a festa continua em Coimbra, Porto e Funchal.

Luísa Oliveira

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No mundo do cinema continua a época de atribuição de prémios que antecedem os Óscares. O People’s Choice Awards, escolha feita pelos espectadores  com votação on line, premiou Eclipse, 3º filme da saga Crepúsculo que, curiosamente, também teve nove nomeações para os Razzies, prémios atribuídos pela Fundação Golden Raspberry Award, que premeia as piores longas metragens estreadas nos E.U.A.

No dia dezasseis realizou-se  em Los Angeles a 68º cerimónia dos Globos de Ouro,  concedidos pela  imprensa estrangeira acreditada em Hollywood. Estes prémios são considerados a antecâmara dos Óscares e, este ano, a apresentação esteve a cargo do actor britânico de séries de humor, Rick Gervais, que fez algumas intervenções polémicas. A Rede Social foi o grande vencedor com os prémios nas categorias de Melhor Filme Dramático (o mais prestigiado),  realizador, banda sonora e argumento. Os miúdos estão bem ganhou o prémio de Melhor Filme de Comédia e Annett Bening  o de Melhor Actriz.   Colin Firth  em  Discurso do rei (filme premiado pela Associação de Realizadores dos EUA) e Natalie Portman em Cisne negro foram galardoados como Melhores Actores Dramáticos.  Prémio de carreira foi para  o excelente actor Robert de Niro .

Em 27 Fevereiro irá realizar-se a 83º edição dos Óscares. Na longa lista de nomeados  destacam-se O Discurso do Rei de Tom Hooper e Indomável dos irmãos Cohen, respectivamente, com doze e dez nomeações.

A diversidade marcou as estreias do mês: Tron, o legado de Joseph Kosinski ,  aventura digital  filmada no meio de muito secretismo, com o excelente actor Jeff Bridges num remake de um filme que tinha protagonizado há 28 anos; O turista de Florian Henckel von Domersmarck ; As viagens de Gulliver de Rob Letterman, adaptação aos tempos modernos  do clássico de 1726 do irlandês Jonathan Swift; Chantrapas , produção francesa  e ucraniana  realizada pelo russo Otar Iosseliani; Xeque à rainha de Caroline Bottaro; Fora de lei de Rachid Bouchareb numa coprodução da Argélia e da França; Tu, que vives, de Roy Anderson, curiosas histórias tragicómicas passadas em várias cidades mundiais; O preço da traição de Atom Egoya; a comédia romântica  O amor é o melhor remédio Edward Zwick ; o quotidiano íntimo de um casal de terceira idade em Um ano mais Mike Leigh, nomeado para o Óscar de Melhor Argumento original; o drama Biutiful do mexicano  Alejandro González Inárritu,  que o descreveu como “poema sórdido”, com Javier Bardem num grande papel, nomeado para Óscar de Melhor Actor; O thriller  72 horas de Paul Haggis; o drama italiano Que mais eu quero de Sílvio Soldini e o documentário Com que voz de Nicholas Oulman sobre o seu pai, Alain Oulman que acompanhou Amália Rodrigues nas produções musicais.

Os destaques do mês vão para o documentário Complexo: Universo paralelo dos irmãos Mário e Pedro Patrocínio, que durante três anos registaram o quotidiano  de uma das favelas mais perigosas do Rio de Janeiro; as obras de dois gigantes da 7ª arte, a comédia romântica Vais conhecer o homem dos teus sonhos de Woody Allen e Hereafter-Outra vida de Clint Eastwood,  que aos 80 anos realiza a sua 31ª obra  com produção de Steven Spielberg, em que trata os mistérios da vida para além da morte; A minha alegria de Sergei Loznitsa , que depois de inúmeros documentários realiza a sua primeira ficção com produção conjunta da Alemanha, Holanda e Ucrânia, e  que é uma parábola crítica e pessimista sobre a situação actual na Rússia.

Termino com a notícia de que, no dia vinte cinco, Leonor Silveira, actriz presente em muitos filmes de Manoel de Oliveira, foi condecorada, pelo governo francês, com a Ordem das Artes e Letras,  na embaixada francesa em Lisboa.

Luisa Oliveira


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O Escritor fantasma, como já se previa, foi o grande vencedor dos Prémios do Cinema Europeu arrebatando seis estatuetas. O realizador Roman Polanski  agradeceu a distinção, por videoconferência, dado os problemas que vem enfrentando com a justiça americana. Nos restantes prémios, Sylvie Testud ganhou o de melhor actriz pela sua interpretação em Lourdes, o prémio Carlo di Palma para a melhor fotografia foi para Lebanon de Samuel Maoz , o de melhor montagem para Carlos de Olivier Assayas,  tendo O Mágico sido galardoado com o de melhor filme de animação.

Curioso é o  facto de Mistérios de Lisboa ter sido considerado o melhor filme de 2010 em França, pelo júri do prémio Louis Delluc, constituído  por um grupo de vinte personalidades e críticos do cinema francês. A RTP vai exibir o filme numa minisérie de  seis episódios. Ainda sobre o cinema português, a revista norte-americana New Yorker incluiu os filmes  O estranho caso de Angélica de Manoel de Oliveira, Aquele querido mês de Agosto de Miguel Gomes e Ne change rien de Pedro Costa na lista do Top 15.

O ano terminou com apresentação de duas preciosidades da cinematografia nacional, agora em formato digital. Assim, tivemos oportunidade de rever  Aniki Bóbó uma realização de 1942 do veterano Manoel de Oliveira e o documentário de 18 minutos Douro, faina Fluvial de 1929.

Mas como as festas natalícias são tradicionalmente  dirigidas ao público infantil, os filmes de animação dominaram as estreias do mês: Planeta adormecido de Manuel Abrantes, Lígia Ribeiro  e Luciano Ottani; Megamind de Tom McGrath; As aventuras de Sammy: a passagem secreta de Ben Stassen; a 50ª longa-metragem da Disney Entrelaçados de Byron Howard e Nathan Greno, o  belíssimo O Mágico de Sylvain Chomet, a partir de um argumento inédito de Jacques Tati, e  a magia das personagens de C.S. Lewis, que ganham vida em As crónicas de Nárnia: a viagem do caminheiro da Alvorada de Michael Apted. Também dirigida aos jovens,  a adaptação da banda desenhada, Scott Pilgrim contra o mundo de Edgar Wright  ganhou dois prémios da International Press Academy.

As comédias  estiveram presentes com os divertidíssimos A tempo e horas de Todd Phillips,  Não há família pior de Paul Weitz , o humor singular de Encontros em Nova Iorque de Nicole Holofcener, e os franceses Mammuth de Benoit Deléphine e Gustave de Kervern e O amor é melhor a dois de Arnaud  Lemoit e Dominique Farrugia. Também de assinalar a ficção científica  com Skyline de Colin e Greg Strause,  o musical Burlesque de Steve Antin, com Cher, e a produção conjunta da Alemanha e Casaquistão Tulpan de Sergei Dvortsevoy.

No campo dos filmes de acção, estrearam-se  Jogo Limpo de Doug Liman, e Stone- ninguém é inocente de John Cunan .

Por fim, o estranho documentário I’m still here de Casey Affleck sobre  o suposto abandono da carreira de actor de Joaquin Phoenix.

Porém, de todas as estreias, o meu destaque vai para os seguintes filmes : a obra espanhola Cela 211 de Daniel Monzón, um  intenso trhiller premiado com oito Goyas, Katalin Varga de Peter Strickland, um assombroso  filme sobre vingança, passado na Roménia e falado em húngaro, e A última estação de Michael Hoffman, a partir da adaptação do livro de Jay Parini sobre os últimos dias do carismático Leo Tolstói, com excelentes interpretações de Hellen Mirren e Christopher Plummer.

Continua o período da entrega de prémios, neste caso, das Associações Nacional de Críticos de Cinema dos EUA  e de Críticos de Cinema de Los Angeles que distinguiram  o filme Rede Social de David Fincher com os prémios de  melhor filme, realização, actor e guião. Já se conhecem também os nomeados para a 68ª edição dos Globos de Ouro com The King’s  Speech a liderar com sete nomeações. Em Janeiro saberemos quem irão ser os vencedores.

Quanto ao balanço de  2010, as preferências nos cinemas portugueses foram para  os filmes  em 3D, liderados por Avatar, obras de  animação como Shrek e a saga Twilight.  Mas eu relembro Precious, Invictus, O laço branco, O segredo dos seus olhos, Vão-me buscar alecrim, Uma outra educação, Lola e muitos outros que nos fazem sonhar e passar bons momentos  de alegria e emoção.

Termino com referência  a um movimento de curtas-metragens que pretende revolucionar os hábitos culturais, Shortcutz,  que integra o LABZ, uma plataforma internacional para a  promoção de talentos na área da cultura urbana. Em Lisboa, o encontro é no bar Bicaense, na Rua da Bica às 3ª feiras à noite .

Para manter a tradição, esperemos que 2011 traga bons filmes para amenizar a época de crise .

Luísa Oliveira

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Começo com a notícia da atribuição do prémio Opus Bonum do Festival Internacional do  Documentário de Jihava, na República Checa,  à obra 48 de Susana Sousa Dias. Este documentário de 93 minutos retrata a tortura no Estado  Novo e tem conquistado vários prémios em festivais internacionais.

O Estoril Film Festival constituiu um sucesso e, pouco a pouco, vai-se impondo no panorama internacional. O filme sérvio Tilva Rosh de Nikolai Leizac foi distinguido com os prémios de Melhor Filme e de Cineuropa. Isabelle Hupert recebeu o Prémio Especial do Júri João Bénard  da Costa.

No Cinanima o Grande Prémio da Cidade de Espinho foi atribuído a Big Bang, Big Boom do realizador italiano denominado Blu sendo o Prémio António Gaio concedido a Viagem a Cabo Verde de José Miguel Ribeiro.

De 26 a 28 decorreu a 8ª edição do Aroucafilmfestival organizado pelo Cineclube local. Foram exibidas 32 curtas-metragens, tendo o  realizador espanhol António Palomino conquistado a lousa de ouro com El ambidiestro.

Em Novembro eram aguardadas estreias que se tornaram sucessos de bilheteira : A Rede Social de David Fincher, sobre a criação da famosa rede social à escala mundial – Facebook – através das perspectivas dos jovens que a criaram, e  a parte I do capítulo final da saga,  Harry Potter e os Talismãs da Morte, de David Yates .

Os adeptos de filmes de terror deliciaram-se com as seguintes estreias: O Demónio de John Erik  e Drew Dowdle, primeiro filme adaptado das Crónicas de Night, histórias de terror criadas por M. Night Shyamalan; Piranha 3D de Alexandre Aja,  em que o terror ganha uma maior dimensão neste formato, e  Saw 3Do capítulo final de Kevin Greutert,  último capítulo da famosa saga de terror e que é o primeiro filme registado com câmara digital SI-3D, criando uma atmosfera mais opressiva.

Os seguintes filmes apresentam argumentos  vulgares : Oh Não! Outra vez tu? de Andy Fickman é uma comédia banal cheia de lugares comuns ; Jackass 3D de Jeff Tremaine, a partir da famosa  série de humor e acção da MTV ; Red- perigosos de Robert Schwentke  com actores de nomeada no papel de espiões reformados e O rei da evasão, comédia francesa de Alain Guiraudie.

Surgiram igualmente alguns filmes de acção  também de qualidade duvidosa: Imparável de Tony Scott; O Americano de Anton Corbijn, com George Clooney e Machete de Robert Rodriguez e Ethan Maniquis com  Danny Trejo, um conhecido actor mexicano, numa sátira aos filmes dos anos 70.

Quanto a musicais, estreou-se GreenDay – 21st century Breakdown de Russel Thomas , concerto dos GreenDay gravado pela MTV.

Porém, registaram-se estreias com alguma qualidade: Inside Job – a verdade da crise de Charles Ferguson, um documentário americano narrado por Matt Damon  que, a partir de entrevistas com especialistas, apresenta uma análise da crise financeira mundial de 2008, mostrando também como tudo poderia ter sido evitado; a curiosa fábula infantil Yuki e Nina de Hippolyte Girandole (também um dos actores principais)  e Nobuhiro Suwa; Os miúdos estão bem de Lisa Cholodenko, uma comédia de costumes  com as excelentes actrizes Julianne Moore e Annette Bening, interpretando um casal lésbico e que venceu o Prémio Teddy para melhor filme na última edição do festival de Berlim; 22 balas de Richard Berry , inspirado em factos verídicos da vida do gangster Charly Mattei, da máfia de Marselha; Cópia certificada de Abbas Kiarostami, sobre um encontro enigmático, com Juliette Binoche  no papel principal, e O Concerto de Radu Mihaileanu. Da Bulgária e da Grécia estrearam-se, respectivamente, O mundo é grande e a salvação espreita ao virar da esquina de Stephan Komandarev  e  A poeira do tempo de Theo Angeloupolos.

Como destaque do mês, sugiro duas obras:  o  drama verídico  Dos homens e dos deuses de Xavier Beauvois, um dos mais aclamados filmes do ano , que ganhou em Cannes o Grande Prémio  e que é o candidato francês ao Óscar de melhor filme estrangeiro. É um belíssimo filme que, além de recriar os pormenores do rapto e morte de monges franceses  de Tibhirine durante a guerra civil da Argélia, em 1996, também nos faz reflectir sobre o valor da fé ; O documentário José e Pilar de Miguel Gonçalves Mendes,  com anteestreia em 16 de Novembro, data de nascimento do escritor.   Este excelente documentário, um tributo à vida e ao amor, percorre quatro anos da vida em comum de Saramago e de Pilar del Rio e apresenta uma nova visão do excepcional escritor  e merece ser visto para que todos conheçam melhor o homem e o escritor.

No princípio de Novembro faleceu Manuel Cintra Ferreira que, além de ter sido um dos mais antigos programadores da Cinemateca Portuguesa,  foi um dos mais prestigiados críticos de cinema que nos habituou às suas  críticas pertinentes. Vai deixar saudades aos apreciadores de cinema. Também  ligado ao mundo do cinema é de registar o falecimento de Dino de Laurentis um dos criadores do neorrealismo italiano que produziu filmes emblemáticos de Fellini e Rosselini.

De 4 a 15 Dezembro  realiza-se a 14º edição do Festival de Cinema Luso-Brasileiro. Neste evento será homenageado Manoel Oliveira que, a completar 102 anos, ainda continua em actividade. Como tal, será apresentado o filme Manoel Oliveira Absoluto de Leon Cakoff, Director da Mostra de Cinema de São Paulo. De 10 a 12 realiza-se a VIII Mostra de Documentários  Direitos Humanos no Auditório Acácio Barreiros do Centro Olga Cadaval com a apresentação de diversos documentários versando esta temática. Também em Dezembro realiza-se a 23ª edição dos prémios atribuídos pela Academia de Cinema Europeu. Os vencedores serão conhecidos em 4 de Dezembro em Tallin, na Estónia. O filme O escritor fantasma de Roman Polanski lidera com sete nomeações, pelo que é um  forte candidato aos vários galardões.

Luísa Oliveira


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Uma colecção de postais do arquivo da Biblioteca Nacional de França revela como em 1910 as pessoas imaginavam o ano 2000. Curiosa, particularmente, a ideia das novas tecnologias aplicadas à perspectiva de escola da época. Como é difícil prever o futuro…

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Fonte das imagens: daqui e daqui


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O Ler+Ciência é uma iniciativa conjunta do Plano Nacional de Leitura, da Fundação Calouste Gulbenkian e da Ciência Viva, que procura estimular a leitura de obras científicas (e de ficção científica) entre as crianças e os jovens.

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O Homem Ilustrado, de Ray Bradbury, conta-nos a história de um homem com o corpo repleto de tatuagens. Ora, um dia este pediu albergue a um homem que  aceitou. O homem ilustrado diz então que as tatuagens contam o que vai acontecer no futuro e mostra uma mistura de cores na sua omoplata direita, alegando que após certo tempo de observação a tatuagem fica nítida e mostra o futuro do observador. O outro homem, fascinado, mira então as tatuagens e vê um total de 17 histórias.
A 1ª história fala-nos de dois pais que criaram uma sala de realidade virtual. Estes proíbem os filhos de entrar na sala, quando vêem que esta está transformada numa savana cheia de leões. Revoltados, os filhos trancam os pais na sala, sendo estes mortos pelos leões.
Na 2ª história, uma nave embate, lançando Hollis e outros para o espaço. Hollis, aproximando–se da Terra, apercebe-se que teve uma vida inútil e vazia. Este pensa que se incendiará como um meteoro, questionando-se se alguém o verá. Na Terra, um rapazinho confunde-o com uma estrela cadente e pede um desejo.
Na 3ª história, Marte foi colonizado por negros. Um foguetão com brancos aterra em Marte, sendo que os negros, devido ao que sofreram no passado, criam leis em que os brancos são cidadãos inferiores. Quando um homem branco sai do foguetão, comunica aos presentes que começou  a 3ª Guerra Mundial e pede ajuda. Os negros ajudam-nos, esquecendo o passado.
A 4ª história fala-nos de Hernando, um homem que vive perto de uma auto-estrada. Um dia, vê muitos carros a dirigirem-se para Norte. Um condutor diz a Hernando que a guerra atómica começou, que é o fim do mundo e vai-se embora. Após isto Hernando questiona-se sobre o que é «o mundo».
Na 5ª história, um grupo de astronautas aterra num planeta que, segundo os habitantes, foi visitado por Ele umas horas antes. Inicialmente o comandante não acredita, porém quando se apercebe de que é verdade, parte para outros planetas à procura d’Ele. Na realidade Ele ainda se encontra no planeta.
A 6ª história fala-nos de homens que se encontram sob a terrível chuva de Vénus. Estes tentam encontrar uma Abóbada Solar, onde não chove e onde existe um pequeno sol artificial. Alguns membros do grupo cometem  suicídio devido à chuva. Apenas um homem consegue alcançar uma abóbada.
A 7ª história fala-nos de um astronauta que vê a família raramente, pois não consegue passar muito tempo longe do espaço. Na sua última viagem, a sua nave cai no Sol e ele morre. Mãe e filho começam a viver a sua vida durante a noite, para não verem o Sol e lembrarem-se dele.
Na 8ª história, as pessoas ficam a saber que o mundo irá acabar nessa noite, através dos sonhos. Elas ficam calmas e não se exaltam, prosseguindo com as suas rotinas até se deitarem e dizerem “Boa noite”.
Na 9ª história, livros fantásticos são proibidos, sendo que os autores desses livros se refugiam em Marte. Cada vez que os livros de um autor desaparecem do Universo, o autor também desaparece. Certo dia, um grupo de astronautas queima os livros, fazendo desaparecer todos os escritores.
A 10ª história fala-nos de Hitchcock, um homem louco que ficou céptico devido à viagem espacial que realiza. Este questiona tudo e não acredita em nada, nem sequer que a Terra existe, o que deixa a tripulação preocupada. Um dia, Hitchcock sai da nave, deambulando pelo espaço até morrer.
Na 11ª história, um casal viaja através duma companhia de viagens para o passado (México, 1938). Eles tencionam ficar a viver nesse local, visto não haver guerra. Porém, o governo apercebe-se disso, forçando-os a voltar a 2155.
Na 12ª história, Marte é um planeta em quarentena para pessoas com doenças contagiosas. Um dia, chega um jovem que tem telepatia e consegue recriar cidades. Os doentes ficam maravilhados e começam a discutir sobre quem irá passar mais tempo com o jovem. No meio disso, o jovem é morto.
A 13ª história fala-nos da invasão da Terra por Marte. Ettil é obrigado a juntar-se ao exército. Quando chegam à Terra, os terrestres dizem que só querem paz. Ettil apercebe-se que na realidade o plano dos terrestres é explorar financeiramente os marcianos. Em seguida é atropelado e morre.
A 14ª história fala-nos de 2 amigos, Braling e Smith. Braling tem um robot que o substitui durante a sua ausência, pelo que Smith pretende também adquirir um.  Já em casa, o robot de Braling diz-lhe que ama a sua mulher e este fecha-o numa caixa. Na casa de Smith, este apercebe-se que a mulher o substituiu por um robot.
A 15ª história fala-nos de uma cidade que foi programada para matar os humanos que aí entrassem, vingando a morte dos seus cidadãos. Um grupo de astronautas é então aniquilado, sendo os seus cadáveres enviados para a Terra, com uma praga, a fim de a destruírem.
Na 16ª história todas as crianças do mundo estão a jogar um jogo chamado “Invasão”. Os pais não se importam, até se aperceberem, demasiado tarde,  de que o jogo é real e que os extraterrestres estão a utilizar as crianças com o objectivo de controlar a Terra.
Na 17ª história, um homem consegue ganhar 2000 dólares e decide que um

Ray Bradbury

Ray Bradbury

dos membros da sua família irá ao espaço. A família não consegue decidir quem vai, pelo que o pai compra um modelo de uma nave e projecta no vidro um filme a 3D do espaço, sendo que os filhos pensam que realmente viajaram, apesar de nunca terem saído do chão.
Após as histórias, a tatuagem da omoplata do homem ilustrado torna-se nítida, e o outro homem vê este a sufocá-lo com as mãos. Imediatamente este foge para a cidade mais próxima.
Gostei muito deste livro pois retrata problemas actuais que, infelizmente, também já existiam na altura em que o livro foi escrito (1951). Alguns dos problemas retratados são a discriminação, a traição, a guerra, a dependência da tecnologia, o egoísmo, o colapso da humanidade devido à tecnologia e a censura.
Um ponto de interesse do livro é que todas as histórias têm por base uma sociedade com um elevado avanço tecnológico e todas demonstram diferentes sentimentos e atitudes do seu dia–a-dia. O livro baseia-se muito na psicologia das pessoas, o que o torna extremamente interessante, pois conseguimos identificar-nos com algumas partes, no que dia respeito à nossa própria maneira de ser. Faz-nos também reflectir sobre a vida e sobre os sentimentos que nos assolam em diversas situações. Por exemplo, é engraçado ver uma reacção de pura aceitação quando uma pessoa é confrontada com a notícia que o mundo vai acabar daí a umas horas. Será que teríamos uma atitude similar se estivéssemos nesta situação? Será que conseguiríamos esquecer o que outros nos fizeram no passado, se estes necessitassem da nossa ajuda? Estas são algumas das questões que o livro nos coloca.
Além disso, o livro “devolve-nos” a nossa imaginação de criança.  É ela que nos faz deambular pelo espaço em direcção à Terra e é ela que nos leva até uma cidade que tem vida. Com imaginação, tudo é possível, e este livro lembra-nos isso. Não é necessário que a nave saia realmente do chão para viajarmos. Basta nós sairmos do chão, e chegamos mais alto que qualquer nave.
É um livro de fácil leitura, visto estar dividido em pequenas histórias, não ser um livro grande e não ser entediante. A forma de escrever de Ray Bradbury é excelente, especialmente a descrição. Os diálogos também são extremamente bons. O autor também evita dizer tudo sobre certo assunto ou história, ou seja, deixa-nos liberdade de pensamento sobre o que irá acontecer ou o que aconteceu, libertando uma vez mais a nossa imaginação.
Gostei de todas as histórias, apesar de ter uma preferência pela 14ª história. Na 14ª acho que Ray Bradbury conseguiu um clímax perfeito, pois Smith decide que irá comprar um robot para poder “livrar-se da mulher” durante algum tempo. No entanto, este apercebe-se que na realidade a mulher teve esta ideia antes e que convivia com um robot dela há 1 mês. É uma reviravolta impressionante, deixando-nos completamente extasiados e boquiabertos.
Recomendo a leitura deste livro a pessoas de todas as faixas etárias, pois é uma magnífica obra de arte.

Ana Costa, 10ºB

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O ano  de 2009 terminou com a atribuição dos European Film Awards. O grande vencedor,  arrecadando os prémios de Melhor Filme e Melhor Argumento, foi O Laço Branco do realizador austríaco Michael  Haneke, que também foi eleito o Melhor Realizador Europeu.  Aguardamos a estreia  desta obra ( prevista para 7 de Janeiro)  já galardoada no Festival de Cannes. Tahar Rahim foi eleito o Melhor Actor pela participação em Um Profeta; Kate Winslet a Melhor Actriz pelo soberbo papel em O Leitor. O galardoado Quem quer ser bilionário recebeu o prémio do público e o polaco Andrzej Wajda o prémio da crítica com Tatarak.

Quanto às estreias, o  mês foi marcado pelo belíssimo épico de ficção científica Avatar de James Cameron. Vale a pena embarcarmos nesta maravilhosa aventura com imagens em 3D tão próximas da realidade  aliadas às geradas por computador tão fotorrealistas.  Veremos se tem razão  quem defende que o futuro do cinema não será o mesmo depois deste filme. Também de ficção científica, e para quem aprecia jogos,  Jogo de  Brian Taylor e Mark Neveldine.

A época natalícia  é propícia a obras de animação sendo de destacar a divertidíssima produção espanhola  Planeta 51 de Jorge Blanco, Artur e a vingança de Maltazard de Luc Besson e a sequela Alvin e os esquilos 2 de Betty Thomas e Javier Abad.

Sobre temas que,  infelizmente, são sempre actuais destaco  o épico Ágora, do cineasta espanhol Alejandro Amenábar, com a acção em Alexandria ( Egipto) em 391 e que trata a questão do fanatismo religioso que atravessa  épocas, o polémico Um profeta de Jacques Audiard ( já referido anteriormente) que ganhou o prémio especial do Júri do Festival de Cannes  e que versa a violência e tensão inter -racial  e Afterschool – depois das aulas de António Campos  que retrata um drama numa escola americana.

Para quem gosta de comédias românticas recomendo Terapia para casais de Peter Billingsley e para os fãs do cinema francês também estrearam-se Deixa chover de Agnés Jaoui , Coco Chanel e Igor Stravinsky de Jan Kounen sobre estas personagens emblemáticas do século XX, e a comédia  sobre adolescência Uns belos rapazes, de Riad Sattouf.

Um filme  (documentário?) interessante é o thriller Actividade Paranormal de Oren Peli  que, feito em pouco tempo e com um baixo orçamento, tem rendido milhões de dólares. No género terror/comédia Bem-vindo à Zombieland, de Ruben Fleischer  faz passar momentos divertidos.

A obra Sherlock Holmes de Guy Ritchie é uma  produção actual muito boa sobre a lendária personagem de Arthur Conan Doyle que merece a deslocação a uma sala de cinema.

Neste mês também se estrearam  a invulgar tragicomédia norueguesa A nova vida do senhor O’ Horten de Bent Hamer, Uma aventura na casa assombrada de Carlos Coelho da Silva,  baseado na conhecida obra homónima, a comédia Duas amas de gravata, de Walt Becker, e  o drama As vidas privadas de Pippa Lee de Rebecca Miller.

Esperemos que o ano de 2010 traga obras cinematográficas tão boas como as do ano anterior, entre as quais  destaco o magnífico Gran Torino do genial realizador Clint Eastwood.

Profª.  Luísa Oliveira


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O mês de Novembro foi marcado pela estreia da  aguardada e desejada  Lua Nova de Chris Weitz, sobre os amores e desamores de vampiros adolescentes  e que  atraiu muitos jovens (e não só) às salas de  cinema.  Ainda sobre vampiros (um tema que está na moda), está em exibição Circo dos horrores: o assistente do vampiro, de Paul Weitz.

No género de terror exibiram-se A maldição de Molly Hartley, de Mickey Liddell e Pandemia, de David e Alex Pastor.

Quanto a documentários, estrearam-se  os  portugueses  As ruas da amargura, de Rui Simões, que apresenta exemplos de percursos de vidas complicadas e Ne change rien, de Pedro Costa, sobre a cantora Jeanne Balibar. O polémico Michael Moore, com Capitalismo : uma história de amor, trata da crise financeira que começou em 2007, criticando também as medidas governamentais de estímulo à economia.

Um filme a não perder é Tetro, do cineasta clássico Francis Ford Coppola que, numa obra a preto e branco, faz a desmontagem das relações entre irmãos.

Destacam-se, também, o drama New York, I love you, de vários realizadores e com um elenco interessante,  o musical Step Up 2, de Jon Chu, o thriller de Rian Johnson, Irmãos Bloom, assim como a comédia dramática com lições de gastronomia Julie e Julia, de Nora Ephron, a partir da biografia da famosa cozinheira Julia Child  e representada pela fabulosa Meryl Streep. Os apreciadores de épicos de guerra podem assistir a O milagre em Sant’ Anna, de Spike Lee e James Mc Bride , sobre quatro soldados afro-americanos em Itália durante a 2ª  Guerra Mundial.  Interessante é a comédia Cliente , de Josiane Balasko, que teve antestreia na Mostra de Cinema Francês.

O mês também foi marcado pela estreia do filme catástrofe da temporada 2012, de Roland Emmerich, a partir de uma lenda da antiguidade baseada no calendário Maia que defende  que haverá um cataclismo  naquela data. No entanto, não passa de uma sucessão de efeitos especiais. Também de ficção científica mas com um cariz filosófico  é o magnífico  Moon – Outro lado da Lua, de Duncan Jones.

Como vem aí a quadra natalícia, é oportuno assistir a uma nova versão da obra homónima de Charles Dickens Um conto de Natal, de Robert Zemeckis .

Ainda sobre o Estoril Film Festival,  o cineasta grego Yorgos Lanthimos foi o vencedor do Grande Prémio com  o polémico filme Dogtouth que conta a história de uma família a viver nos arredores de uma cidade, numa casa-prisão, onde as crianças não têm contacto com o mundo exterior.

Quanto ao Cinanima 09, 33º Festival internacional de cinema de animação, que decorreu de 9 a 15 em Espinho, o Grande Prémio foi atribuído ao galardoado  Chris Landreth com  uma curta de onze minutos, The Spine, que apresenta a história de um casal em processo de interdependência e destruição.  O francês Logorama, de vários autores, recebeu o Prémio Especial do Júri e o Melhor Filme Português (Prémio António Gaio) foi atribuído a Nuno Beato com Mi vida en tus manos.

Sobre o mundo ( português) do cinema,  refira-se que o ABC Cineclube está a apresentar até 18 de Dezembro, na Sociedade Portuguesa de Autores, um ciclo intitulado  Filmes esquecidos. O interesse  desta iniciativa é o facto dos doze filmes não terem sido estreados nas salas.

Profª Luísa Oliveira


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O Outono convida a passar bons momentos num cinema. Assim deve ter sentido quem assistiu à 10ª Festa do Cinema Francês que apresentou  vinte e um  filmes em antestreia nas  cidades de Lisboa, Porto, Guimarães, Almada , Coimbra e Faro. Em Almada  as exibições foram no Auditório do Fórum Municipal Romeu Correia de 13 a 18 . Como já é habitual o DocLisboa 2009 proporcionou espectáculos muito bons  com a apresentação de duzentos  documentários. Entre os inúmeros prémios atribuídos,  destaca-se,  na competição nacional, o documentário sobre a linha do Tua, Pare, Escute, Olhe, de Jorge Pelicano, que arrecadou três prémios. Na competição internacional  o grande prémio de longa-metragem  foi  atribuído a Petition, do chinês Zhao Liang, enquanto a melhor primeira obra foi para October Country, de Donal Mosher e Michael Palmieri.

Quanto às estreias, algumas estão ainda em exibição e vale a pena sair de casa para assistir ao comovente drama familiar sobre arrependimento  Andando O Dia da Saia, de Jean-Paul Lilienfeld, com uma extraordinária interpretação de Isabelle Adjani, no papel de uma professora à beira de um colapso nervoso, ao filme redentor  Desgraça de Steve Jacobs, adaptação do romance homónimo do nobelizado escritor sul-africano J.M. Coetzee , ao drama verídico O solista de Joe Wright,  à excelente comédia negra O Delator! de Steven Soderbergh,  baseado no livro homónimo do jornalista  Kurt Eichenwald e com uma soberba interpretação de Matt Damon  e a  Il Divo, de Paolo Sorrentino,  sobre a vida  do poderoso político italiano Giulio Andreotti.

Também ainda em exibição,  está a  produção luso-francesa Morrer como um homem, de João Pedro Rodrigues,  que trata do quotidiano de um travesti  dividido entre viver como uma mulher ou morrer como um homem.

Quanto a comédias,  exibem-se Loucos e Fãs de Kyle Newman, que  parodia os fanáticos da saga Guerra da Estrelas, Marido por acidente, de Griffin Dunne e Caçadores de vampiras lésbicas, de Phil Claydon.

Os filmes de terror também marcam presença com Orfã, de Jaume Collet-Serra, O Eco, de Yam Laranas e  São Valentim Sangrento, de Patrick Lussier.

No que respeita a thrillers, destacam-se Orgulho e Glória, de Gavin O´Connor e Os Informadores, de Gregon Jordan. Os substitutos, de Jonathan Mostow, deve ser apreciado pelos que gostam de ficção científica/ acção . Também interessante é o drama francês de Philippe Lioret Welcome, que trata da situação real dos refugiados que escolhem a Europa para viverem uma vida mais digna.

Os fãs do mundo do futebol  de certeza que apreciam um enredo sobre o treinador Brian Clough em Maldito United, de Tom Hooper. Para quem goste de filmes musicais,  Fama, de Kevin Tancharoen, relembra a famosa série televisiva. No final do mês, destacou-se a estreia do documentário  This is it realizado por Kenny Ortega, coreógrafo do espectáculo que Michael Jackson  preparava  para apresentar em tournée.

Para o público infantil exibem-se os  filmes de animação  Sininho e o Tesouro perdido, de Klay Hall, Em defesa da Terra, de Aristomenis Tsirbas e Força G, de Hoyt Yeatman.

Uma notícia interessante do mês de Outubro é a de que a  campanha Save Miguel continua a somar galardões em concursos internacionais. Recentemente  foi distinguida com o prémio Charles Darwin do Art & Tur Festival Internacional de Filmes de Turismo em Barcelos. Esta campanha é patrocinada pela Corticeira Amorim e   pretende sensibilizar para a importância da cortiça  e do montado de sobro na preservação da biodiversidade.

No mês de Novembro é de destacar a realização, entre 5 e 14,  da 3º edição do Estoril Film Festival, que além da projecção de filmes apresenta inúmeras actividades ligadas ao mundo do cinema.

Profª Luísa Oliveira

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O mês de Setembro foi marcado pela 66ª edição do Festival de Veneza, que é sempre um acontecimento muito carismático reunindo personalidades  de todo o mundo. O Leão de Ouro de melhor filme foi atribuído a Lebanon do realizador Samuel Maoz que mostra a invasão do Líbano nos anos 80 do ponto de vista da tripulação de um tanque. O emocionado realizador dedicou o prémio a todos os que regressam a salvo das guerras. O Leão de Prata foi atribuído à iraniana Shirin Neshat por Women without men, um drama sobre os efeitos de um golpe no Irão apoiado pela CIA, nos anos 50.

O actor Michael Madsen foi o convidado de honra da 25ª edição do Festróia, em que Fruto proibido, do realizador finlandês Dome Karukoski ,  ganhou o Golfinho de Ouro  para Melhor Filme,  enquanto O mundo é grande e a salvação está ao virar da esquina do búlgaro Stephan Komandarev venceu o Prémio do Público e o de Melhor Realização.  Quanto à 1ª edição do Douro Film Harvest , o filme  Volchok do realizador russo Vassili Sigarev foi eleito o melhor filme pelo público. em que

Mas o mês também foi marcado com a estreia de bons filmes. Mesmo para os que não apreciam filmes de Guerra, devem gostar de Estado de Guerra de Kathryn Bigelow considerado, muito justamente, o melhor filme feito até agora sobre a guerra no Iraque. Também muito interessante é o movimentado thriller Assalto ao metro 123, de Tony Scott. Sobre propostas de origem fancesa, além de 35 shots de rum de Claire Denis, temos também o elogiado Séraphine, de Martin Provost, que ganhou sete Césares incluindo o de Melhor Filme Francês de 2008 e de Melhor Actriz para Yolande Moreau. O tema centra-se na vida misteriosa da pintora Séraphine de Senlis. Para os nostálgicos dos anos 60 e não só, estreou-se Taking Woodstock de Ang Lee. A abrir a sessão deste filme  assiste-se à premiada curta-metragem Arena. Sobre os excessos e contradições de Hollywood temos a comédia  Pânico em Hollywood, de Barry Levinson. Ainda no âmbito da comédia, destaca-se Charlie Bartlett – psicanálise para todos, de Jon Poll , As minhas adoráveis ex-namoradas, de Mark Waters, e Quem diria? realizado por Fred Durst e protagonizado por Ice Cube sobre a única mulher quarterback no futebol americano.  Em relação a dramas, é de referir as estreias de uma obra de Pedro Almodóvar, Abraços Desfeitos , do comovente Para a minha irmã, de Nick Cassavetes, e de O outro homem, de Richard Eyre. Sobre o papel da sedução, estreou-se Chérie, de Stephen Frears.

Os adeptos de ficção científica devem apreciar Distrito 9, que apresenta uma visão original sobre a vinda de extraterrestres à Terra, onde  passam a viver uma espécie de apartheid, e foi realizado por Neill Blomkamp e  produzido por Peter Jackson, numa produção conjunta dos E.U.A. e Nova Zelândia.

Do norte da Europa, chegou-nos o intenso thriller sueco Millenium 1- os homens que odeiam as mulheres, de Niels Arden Oplev.

Para os apreciadores de filmes épicos, destaca-se  A batalha de Red Cliff, de John Woo, que conta  a história da maior e mais famosa batalha da História da China.

Madonna teve uma obra em estreia, Sujidade & Sabedoria. No que respeita a um tema  actual – a responsabilidade do homem nas alterações climáticas – há o documentário de Franny Armstrong A era da estupidez.

A cinematografia nacional continua presente, tendo-se estreado A esperança está onde menos se espera, realizado por Joaquim Leitão. A nossa cenografia  está igualmente de parabéns pois os realizadores André Marques e Carlos Silva ganharam o 2º prémio de animação no festival de cinema Twin River, nos Estados Unidos da  América, com o filme Acidente.

A terminar, é de relembrar que em Outubro temos a VII edição do Doclisboa, festival internacional de cinema documental que apresentará, como sempre, excelentes documentários e que se realizará de 15 a 25 na Culturgest.

Profª Luísa Oliveira

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aformuladedeusjrsantosA Fórmula de Deus é o quarto romance de José Rodrigues dos Santos, em que se trata de assuntos científicos de uma forma clara, a fim de chegar a uma prova da existência de Deus, a partir de uma fórmula deixada por Albert Einstein. A acção passa-se em Portugal, Irão e Tibete, onde  cada personagem vive imensas aventuras.

Esta história começa quando a nossa personagem principal, Tomás Noronha, é abordado por uma desconhecida que o interroga se gostaria de tentar desvendar um manuscrito misterioso deixado por Albert Einstein.

A nossa personagem principal terá de provar que o manuscrito de Einstein não é um trabalho nuclear mas sim a prova da existência de Deus, para que a CIA deixe de ameaçar o Irão e lhe devolva o amor da sua vida, a Ariana.

Tomás Noronha inicia assim a sua viagem pelo  conhecimento e entende que para perceber a mensagem cifrada por Einstein teria de entender e dominar certos assuntos relativos à Física,  pensar como se fosse un físico.

Para esta aventura, Tomás Noronha necessitará de ajuda do seu pai, como matemático, de um professor de Física da Universidade de Coimbra, o professor Luís Rocha, e da Ariana Pakravan, física nuclear e funcionária do Ministério da Ciência do Irão.

Mas nesta aventura, Tomás sentirá sempre a pressão da CIA para resolver este mistério e descodificar as cifras e anagramas deixados por Einstein. Esta missão é uma questão em que a sua própria vida está em jogo…235

José Rodrigues dos Santos consegue, de uma forma extremamente acessível e com mestria, a partir de metáforas e de analogias perfeitas, explicar as leis da Física,  os problemas matemáticos e as teorias que apresenta.

João Fustiga, 10.B

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Quando me foi proposta a realização de um pequeno texto sobre o “Livro da minha vida”, não me seduziu muito a ideia de escrever sobre um dos poucos livros que li apenas em 17 anos de existência. Contudo, e com alguma insistência por parte do Professor Fernando, decidi finalmente escrever sobre um dos livros que, apesar de grande, mais me seduziu.a_conspiracao_dan_brown

A acção deste policial desenrola-se em plena época de eleições presidenciais nos E.U.A, em que todos os truques e artifícios são utilizados para manipular as votações. Um dos candidatos, o Senador Sedgewick Sexton, utiliza a própria NASA como um meio para denegrir a imagem do actual presidente, Zachary Herney, uma vez que, durante os últimos anos, não se ouvira falar da palavra NASA em qualquer meio de comunicação social. Porém, o Senador nem sequer constatara que aquele argumento era uma espécie de anzol que o haveria de apanhar pela boca.

Rachel Sexton, uma mulher atraente, especialista dos Serviços Secretos, que trabalha para a Casa Branca e que, curiosamente, é filha do Senador, anseia destituir o actual presidente. Porém, é alimentada por um certo ódio que sente pelo pai, devido às sucessivas traições à sua mãe e à trágica morte desta, no próprio dia de Acção de Graças.

Rachel torna-se uma personagem fulcral nesta história quando é alertada por William Pickering, director do NRO (National Reconnaissance Office), para a urgência que o próprio presidente Herney tem em falar com ela. Rachel tem, então, o seu primeiro contacto com o presidente, que parece não ter problemas em admitir que pretende utilizar Rachel como “isco” para uma descoberta que iria derrubar o seu próprio pai.

É neste contexto que volta a ganhar importância a agência espacial, outrora utilizada como argumento contra o presidente (como já tive oportunidade de referir), acaba por ser o principal instrumento de derrota do Senador Sexton, quando é realizada uma descoberta de tal impacto científico que compensa cada dólar dispendido pelos americanos com o espaço.

Rachel Sexton teve, então, o privilégio de ver com os seus próprios olhos aquilo que poderia fazer renascer no povo americano o orgulho pela NASA: um “tesouro” escondido na Plataforma de gelo de Milne, em pleno Ártico.

Claro que esta descoberta não poderia ter vindo em melhor altura para o presidente e para a agência… mas não seria tudo demasiado bom para ser verdade?

É então, à medida que a realidade se vai desvendando aos olhos das personagens do livro, que uma equipa da Força Delta as tenta eliminar, encobrindo a verdade.

Mas, afinal, de que se trata e quem está por detrás desta “Conspiração“?

Acho que o próprio nome diz tudo… e, citando o último período do resumo do próprio livro, “Quando se descobre a verdade, é a mais espantosa conspiração de todas”, posso dizer que se trata de um excelente livro que, para além de romance, é também um sedutor policial, que se torna didáctico à medida que vamos folheando as páginas cheias de excelentes descrições.

Aconselho vivamente a leitura desta obra, que nos prende desde o primeiro capítulo, tal como acontece com a maioria das produções escritas de Dan Brown. A não perder! 🙂

Filipa Henriques, 12ºD

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Jumper é um filme de ficção cientifica, acção e aventura. É baseado no livro Jumper, escrito em 1992 por Steven Gould. Conta a história de um rapaz que descobre a incrível capacidade de se teletransportar para um local à sua escolha desde que já o tivesse visto anteriormente e, por causa dessa capacidade, é procurado por uma organização secreta que o leva a passar por incríveis aventuras.

O Filme conta com um elenco de luxo, com Hayden Christensen, no papel principal e outros nomes como Rachel Bilson, Samuel L. Jackson, entre outros. Tem a duração de 88 minutos e contou com Doug Liman no cargo de director. Produzido por Simon Kinberg, Lucas Foster, Jay Sanders e Stacy Maes e argumento de David S. Goyer, Jim Uhls, Simon Kinberg e Steven Gould, o autor do livro. Foi distribuído por 20th Fox Films e New Regency Productions.

Entre 2006 e 2008 as gravações tiveram lugar em 14 países diferentes, como Canadá, Itália, Japão, Estados Unidos da América, México, França, Egipto, Republica Checa, entre outros.

O filme foi lançado a 14 de Fevereiro de 2008 nos Estados Unidos e a 28 de Março do mesmo ano em Portugal. De início, não teve uma recepção agradável, e não conseguiu as melhores críticas, contando apenas com uma aprovação de 16% entre os críticos. No entanto, acabou por ser nomeado para dois prémios, sendo eles o MTV Movie Award na categoria de Melhor Luta (Best Fight) e o prémio Teen Choice Award na categoria de melhor vilão (Choice Movie Villain) e ganhou o prémio Teen Choice Award na categoria de melhor actriz: acção/aventura (Choice Movie Actress: Action Adventure).

Dois dias antes da estreia de Jumper, foi lançado o jogo de vídeo Jumper: Griffin’s Story para as consolas PlayStation 2, Nintendo Wii e Xbox 360, baseado nos acontecimentos do filme.

A 10 de Junho de 2008 nos Estados Unidos da América, e nesse mesmo dia, internacionalmente, foi lançado em DVD e Blue-ray Disc, o filme Jumper, contendo uma longa-metragem que inclui comentários dos directores e argumentistas ao filme, cenas cortadas, uma história animada e ainda mais extras.

Guilherme Dias, 12º A

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