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Archive for the ‘Os Livros da Minha Vida’ Category

image2.jpgUma vez mais, a professora Rosa Silva dinamizou junto dos seus alunos na disciplina de Português a organização anual de um Portefólio de Leituras que organizasse e deixasse registado o Projeto Individual de Leitura de cada aluno. Este portefólio integra itens como o meu perfil de leitor, os livros da minha vida, as minhas recomendações de leitura, assim como registo de atividades e âmbito letivo associadas à leitura, que os alunos foram desenvolvendo ao longo do ano.

Desta vez, a distinção coube à Marta Isidoro e à Carolina Afonso, do 9ºB, premiadas pela professora Rosa Silva com uma obra da sua escolha. Publicamos em seguida alguns itens dos portefólios vencedores, dando os parabéns às alunas pelo seu bom trabalho e à professora Rosa pela sua resiliência e crença neste projeto

O meu Perfil de Leitora

Considero-me uma leitora assídua e de mente aberta a novas aventuras no âmbito da1 literatura. Abordo cada livro como se fosse um mundo paralelo ao meu, e sempre que leio, viajo para outra realidade, para, assim, enriquecer a minha imaginação. Ao ler, descubro novas formas de ver o mundo à minha volta e amplas opiniões acerca de diversos assuntos, que me ajudam a estruturar as minhas ideias e opiniões. Tento sempre ler um pouco de tudo, para desenvolver o meu conhecimento e pensamento.

No entanto, tenho géneros que são “a minha praia” ao nível da leitura, como por exemplo:

  • adoro livros de romance e poesia, as suas páginas transpiram suavidade, delicadeza e mistério, fazendo-nos percorrer os diversos sentimentos do ser humano.
  • Para além disto, aprecio livros de Fantasia, Aventura e Ficção Científica. Adoro viajar por páginas cheias de imaginação, “mergulhando” nas diversas realidades apresentadas.

 

O Livro da Minha Vida

2O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry é, para já, o meu livro preferido, já que constitui uma permanente lição de vida na qual me vou inspirando enquanto pessoa, tentando que os valores nele espelhados sejam também o reflexo das minhas atitudes e comportamentos no dia a dia. O valor da amizade é, para mim, um dos mais importantes, num mundo feito de aparências e de futilidade, onde o tempo para estar com os outros é escasso. Precisamos de magia, de pessoas que nos cativem, porque o “essencial é invisível aos olhos”. O verdadeiro valor das coisas ou das pessoas não pode ser visto com uma visão superficial; para conhecer o que é essencial, é preciso ver com o coração. Para além disto, o importante na vida é também o tempo que dedicamos aos outros: “foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a fez tão importante”. São fundamentalmente estes valores, de que me apropriei, que me fazem gostar tanto desta obra, e também o facto de, ao crescer, querer “cultivar” a criança ainda inocente que há em mim.

As Minhas Sugestões de Leitura

O Filho de Noé, de Eric-Emmanuel Schmitt

3O filho de Noé é uma narrativa feita na 1ª pessoa, sendo que o narrador é também a personagem principal (narrador participante). A narrativa é feita, quase na íntegra, através dos olhos e pensamentos de um jovem narrador. No entanto, no último capítulo, há também um narrador adulto (que corresponde à mesma personagem, que se tornou adulta). A história é passada no auge da 2ª Guerra Mundial, quando as rusgas nas casas das pessoas se tornaram habituais. Joseph, um rapaz judeu de 7 anos, ingénuo e curioso, é entregue, pelos pais, a uma família de nobres para assegurar a sua sobrevivência, mas estes começam a ser investigados e, para proteção do pequeno Joseph, que ainda não sabia ao certo quem era, entregaram–no a um sacerdote, o Padre Pons.

Este homem da igreja, bondoso, levou-o para um orfanato, na Villa Jaune, frequentado por crianças cristãs e às quais se juntavam crianças judias, que eram instruídas, para sua própria segurança, a ocultar a sua origem, história, nome, religião e sentimentos. Contudo, o Padre Pons sempre se empenhou em manter viva a religião judaica em Joseph, de modo a não perder a sua identidade.

Joseph ia à catequese e aprendia a ser um cristão de dia e, à noite, ia com o Padre Pons e outros judeus para uma sinagoga secreta, onde lhes ensinava a Torá, a Mishmá, os textos dos rabinos e os objetos de culto.

O Padre Pons fazia coleção de objetos relacionados com as diversas “raças”, já que existia a probabilidade de “extinção”, devido à guerra, e também para nunca se esquecerem de que estas existiram, o Padre Pons, tal como Noé, tornou-se num “coleccionador” que iria salvar a humanidade, cumprindo com o dever de memória que todos temos de ter relativamente à nossa História (neste caso, a história dos judeus, ajudando os jovens a esconderem-se até ser proclamada a paz e a liberdade). Quando os jovens puderam sair daquela sinagoga, voltaram a encontrar as suas famílias, e Joseph reencontrou os seus pais.

Mais tarde, Joseph diz aos seus pais que quer converter-se ao cristianismo. Estes, ao ouvirem isso, ficaram surpreendidos. O Padre Pons explicou a Joseph que ele era o futuro da sua “raça”, tal como Noé fez ao salvar os seres vivos.

A história acaba quando Joseph já é adulto e vê dois grupos de jovens, uns judeus e outros palestinianos, à pedrada uns aos outros. Joseph dirige-se a eles, gritando para pararem, e estes fogem em direções opostas. Joseph encontra objetos perdidos destas crianças e apanha um kipá e um lenço palestiniano e diz: “Estou a começar uma nova coleção” .

Aconselho, vivamente, a leitura deste livro porque o autor, em cada página, consegue transmitir-nos claramente as sensações que o pequeno Joseph vivenciava. Para além disto, sensibilizou-me a forma como o narrador utiliza as palavras, de forma minuciosa para suavizar e tornar mais suportável a energia negativa ao redor deste tema: o Holocausto

Mil Vezes Adeus, de John Green

4John Green é o meu autor preferido no que toca a romances de autoria inglesa. Já li todos os seus livros, e aquele que vou sugerir foi, provavelmente, o que mais me surpreendeu pelo aspeto positivo.

O romance desenrola-se em torno da personagem Aza, uma rapariga do liceu, pouco sociável, que se debate, desde pequena, com as suas batalhas interiores, partilhando connosco, ao longo da história, as suas angústias e a suas doenças.

Aza, uma jovem de dezasseis anos, e sua melhor amiga, Daisy, através de uma conversa de refeitório, descobrem o caso do desaparecimento do bilionário Russel Pickett, pai de Davis, um ex-colega e vizinho de Aza de quem esta tinha perdido o contacto. Aza e Daisy usaram isso como pretexto para se aproximarem do rapaz, na busca de pistas para encontrarem o pai de Davis, para conseguirem uma recompensa.

Davis e seu irmão Noah não tinham mãe, e o pai tinha-os abandonado numa mansão repleta de empregados, para aí fazerem as mais simples tarefas.

O que é uma missão simples acaba por se tornar num romance entre Aza e Davis, mas esta não consegue aguentar um compromisso. A sua fixação por micróbios, que são transmissíveis pelo simples toque, e o seu subconsciente sempre a ocupar-lhe a cabeça tornam-na uma pessoa insegura, mas Davis compreende-a e dá-lhe o seu espaço.

Recomendo a leitura desta obra, pois é um livro que nos faz refletir sobre o amor, a resiliência e o poder da amizade, e também põe em cena a história de uma rapariga com uma doença mental que a impede de aproveitar o que há de bom na vida, o que nos faz perceber a sorte que temos em ter uma vida aparentemente “normal”, privilegiada e, sobretudo, nos faz relativizar os nossos pequenos problemas do dia a dia.

“Qualquer pessoa pode olhar para ti. É bastante raro encontrar alguém que veja o mesmo que tu.”

John Green

Mara Isidoro

O meu Perfil de Leitora

Como leitora, gosto bastante de livros policiais porque aprecio muito a criatividade que estes livros possuem. Nos policiais, geralmente, aqueles que eu leio também contêm um pouco de “suspense” e mistério, porque o leitor não consegue adivinhar como será o final, devido à existência de muitas reviravoltas. Este é também um dos aspetos que aprecio nos policiais.

Outro estilo de que também gosto são os romances. Tal como nos policiais, os romances têm muita criatividade e “suspense”, o que os torna mais apelativos para mim.

Gosto também de ler livros de história, essencialmente da Segunda Guerra Mundial. Não sei porquê, mas sinto um magnetismo entre mim e as histórias dos judeus que viveram num inferno chamado campos de concentração e guetos judaicos. Também acho importante saber bem os erros cometidos no passado, para aprender e não os cometer. novamente.

O Livro da Minha Vida

O livro da minha vida é Um Crime no Expresso do Oriente, de Agatha Christie. Foi publicado, pela primeira vez, no dia 1 de janeiro de 1934. Eu considero-o o livro da 5minha vida, porque despertou o meu gosto por policiais, pois, desde então, comecei a ler muitos policiais. Estão recheados de mistério e a história dá muitas reviravoltas antes de se  concluir. É por isso que gosto muito dos livros de Agatha Christie, pois nunca descobrimos, enquanto estamos a ler, o que vai acontecer no fim. E quando chegamos ao fim, temos uma enorme surpresa e pensamos “Como é que não pensei nisto antes? “.

Quando o li, penso que tinha 9 anos. Antes disso, só lia livros infantis com assuntos pouco sérios, mas, desde então, comecei a interessar-me por livros mais “adultos”, o que me ajudou a ganhar maturidade.

No entanto, não quero pensar que apenas um livro transformou a minha vida em algo diferente. Há outros livros que mudaram a minha vida e me transformaram no que sou. Entre eles, está  A rapariga que roubava livros. Foi este o primeiro livro que li sobre a Segunda Guerra Mundial e, desde então, ainda não me cansei de ler histórias sobre este tempo sombrio.

As Minhas Sugestões de Leitura

7A minha primeira sugestão de leitura é Viver depois de ti, de Jojo Moyes. É uma história de amizade e amor. Na verdade, é muito mais complexa do que parece.

Era uma vez uma rapariga chamada Lou que estava a viver miseravelmente. Quer dizer, não estava a viver, estava a sobreviver. Saltava de emprego em emprego e esquecia-se de desfrutar da vida. Até que conheceu Will. Lou foi contratada para cuidar de uma vítima de um acidente rodoviário que ficara paralisada do pescoço para baixo e fora, outrora, um homem aventureiro e vivera a sua vida ao máximo. Mas desde o seu acidente de carro, perdera o seu espírito e desejava suicidar-se. Lou encontrava-se, todos os dias, numa posição díficil pois ela sempre fora uma pessoa alegre e positiva. Com o passar do tempo, Lou foi-se apercebendo de como não desfrutava, como devia ser, a vida, com o exemplo que via todos os dias. A história acaba quando Will vai para a clínica dos Dignitas, e Lou fica por sua conta.

Eu sugiro este livro por várias razões. Uma delas é por ser um livro muito inspirador, sendo a “lição” viver cada momento da tua vida. Outra razão é por ser muito parecido com a realidade, ou seja, este livro não tem um final feliz como todos os outros têm. A rapariga não fica com o rapaz e não viveram felizes para sempre. Acredito que tem outro tipo de felicidade, pois Lou ficou a saber que tinha de desfrutar mais a vida.

Depois deste livro, a autora escreveu o seu seguimento: “Viver sem ti”. Esta história já foi adaptada para cinema.

6A minha segunda sugestão de leitura é o livro After 1. É o primeiro da coleção de cinco livros da autora Anna Todd.

Este livro conta a história de uma rapariga chamada Tessa, que consegue entrar na Universidade de Washigton e estudar Literatura Inglesa. É uma rapariga “certinha” e muito organizada. Quando chega ao dormitório, com a sua mãe e o seu namorado, Noah encontra a sua colega de quarto e dois dos seus amigos, mas apenas um capta a atenção dela. Mais tarde, fica a saber que se chama Hardin. Ela sente uma estranha atração por este rapaz desequilibrado. Mais tarde, fica a saber o quão mau ele é, para ela, e então, percebe que ele não sente o mesmo por ela. Com o passar do tempo, podemos “observar” a vida dela a desmoronar-se e a mudar: ela terminou com o seu namorado e começou uma grande discussão com a sua mãe, mas tudo isto aconteceu, devido à sua estranha atração pelo rapaz maldisposto. Eles acabaram por começar a namorar, mas como eram duas pessoas bastante diferentes, tinham muitos altos e baixos, portanto, durante meses, acabavam e voltavam a ficar juntos várias vezes sem conta. Até que ela descobriu que ele fizera uma aposta para lhe tirar a virgindade, e é aí que termina o livro. Mas a história continua no segundo livro.

Eu gostei deste livro, porque fala de uma história de amor entre duas pessoas muito diferentes, mas que acabam por se entender pois realmente se importam muito um com o outro. Consegui perceber que esta história foi escrita com muita paixão e um toque de “suspense”, mas contém muito romance.

Leia os portefólios na íntegra:

 

 

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Espero que te possa confiar tudo a ti; o que, até agora nunca pude fazer a ninguém, e espero que venhas a ser um grande amparo para mim.

Anne Frank

Imagem1Anne Frank, uma pequena menina judia de 13 anos recebe no dia do seu aniversário, um pequeno diário.  Anne vai escrevê-lo frequentemente sob a forma de carta a uma amiga imaginária, a quem vai chamar “Kitty”. Nele, Anne desabafa sobre a sua vida e os seus pensamentos mais íntimos.

Às três horas da tarde, a família Frank recebe uma carta, a dizer que Margot, irmã de Anne, teria de ir para um campo de concentração na Alemanha. Otto, pai de Anne, decide abandonar as suas vidas antigas para não serem apanhados pela Gestapo (polícia nazi). Escondem-se num pequeno “apartamento”, onde Otto trabalhava. A esse “apartamento”, Anne chama “anexo” e aos seus habitantes de “mergulhadores”.

No “anexo”, não podiam fazer barulho, por causa dos operários que trabalhavam no rés-

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o “Anexo”

do-chão. Ao ir para o “anexo”, a família Frank ficou privada de sair à rua  porque podia ser descoberta a qualquer altura. Como não podiam sair à rua, Miep uma operária que trabalhava para Otto, sacrificou-se a ajudar a família Frank trazendo comida e notícias “do mundo exterior”. Anne admirava muito Miep, chamando-a de “a nossa heroína”.

“Como refúgio, a casa de trás é ideal; ainda que seja húmida e esteja toda inclinada, estou segura de que em toda Amsterdão, e talvez em toda Holanda, não há outro refúgio tão confortável como o que temos instalado aqui.”

No início a família Frank não consegue habituar-se à sua nova vida de “mergulhador”.  Anne sente muitas dificuldades, mas aceita e consegue habituar-se a certas mudanças. Às nove horas da manhã, o anexo receberia mais três moradores, a família van Daans. Estes não conseguem habituar-se às suas novas vidas, queixando-se de tudo e  deixando Anne desconfortável.

“ A gente não tem ideia de como mudou até que a mudança já tenha acontecido.”

Como o “anexo” se encontrava no meio de Amesterdão, os bombardeamentos ingleses eram frequentes, deixando todos os “mergulhadores” receosos. Vivia-se um período de medo. Mais tarde, entra o oitavo “mergulhador, Dussel, um homem solitário com a mulher no estrangeiro. Este, como não tinha lugar para dormir, muda-se para o quarto de Anne. Anne não simpatiza com Dussel.

“Como se já não ouvisse bastante ‘psius’ durante o dia, porque estou fazendo barulho demais, meu caro companheiro de quarto teve a ideia de ficar fazendo ‘psius’ também à noite. De acordo com ele, eu não deveria nem me mexer. Eu me recuso a dar trela, e da próxima vez em que ele pedir silêncio vou devolver-lhe o ‘psiu’.”

A vida dos moradores não era nada fácil. Acordavam às 7:30, as mulheres preparavam as refeições enquanto os homens, trabalhavam nas suas “secretarias”. Anne passava a tarde a estudar e à noite escrevia no seu diário.

Vários meses se passam e os “mergulhadores” habituam-se à sua nova vida. Anne, por ser a mais nova de entre os moradores, normalmente recebia a culpa de tudo.

Às sete horas da tarde, Anne e os restantes “mergulhadores”, reúnem-se a ouvir a rádio, na emissora Orange. Ouvem que a Itália fascista tinha capitulado e que a derrota dos alemães estava próxima. Os moradores do anexo, ao ouvirem isso, começaram a ficar ansiosos pelo fim da guerra e por poderem voltar as suas antigas vidas.

Já é 1944, e a derrota dos Alemães, estava prevista para o inverno. Anne já tem quase 15 e começa a perder o receio dos “mergulhadores serem descobertos pelos alemães. Começa a aproximar-se de Peter, o único filho da família van Daans. Mais tarde, apaixona-se por Peter, chegando mesmo a beijá-lo. Peter já tinha dezoito anos e Anne nunca conseguiu pedi-lo em namoro, visto que tinha mais três anos do que ela.

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Mais uma vez, Anne e os mergulhadores reúnem-se à volta da rádio a ouvir as notícias. Ao meio dia, a rádio inglesa anunciou o «D-day». Anne percebeu logo que não tardava o colapso da Alemanha e que o fim da guerra estava próximo.

“Os horríveis alemães oprimiram-nos e ameaçam-nos tanto tempo, que só o pensar, agora, não se trata só dos judeus. Agora  trata-se da Holanda e de toda a Europa.”

«Um feixe de contradições», esta foi a frase que Anne começou a escrever para Kitty a 1 de agosto de 1944. Nesse dia Anne escreve um desabafo final sobre o que ela pensava do mundo. Desabafa uma última vez com “Kitty”. Estas foram as últimas palavras a serem escritas no seu diário:

“ (…) e continuo a procurar um meio para vir a ser aquela que gostava de ser, que era capaz de ser, se…sim, se não houvesse mais ninguém no Mundo. ”

Tua Anne M. Frank

A 4 de agosto, a policia «Grune Polizei» invade o “anexo”, prendendo todos os habitantes, levando-os para um campo de concentração na Alemanha. Em 1945, nove meses após a Imagem6sua deportação, Anne morre no campo de concentração de Bergen-Belsen. A sua irmã Margot tinha falecido também vítima de tifo e subnutrição dias antes de Anne. A sua morte aconteceu duas semanas antes do campo ser liberto. Dos oito “mergulhadores”, apenas o pai de Anne sobreviveu.

Na minha opinião, o tema retratado na obra (a vida de uma menina judaica presa num “anexo” durante a 2º guerra mundial) é interessante para o leitor, com poucas passagens desinteressantes. Após a morte de Anne, o leitor certamente sentirá compaixão e tristeza, visto que acompanhamos a sua vida no “anexo”. Recomendaria esta obra aos meus colegas, sendo esse o motivo pelo qual decidi escrever sobre ela.

Imagem7Os agentes alemães pilharam o “anexo”, levando fotografias, jornais, etc. Dois anos depois, Miep encontra numa pilha de jornais e papeis velhos, o diário de Anne. Alguns anos mais tarde Otto, pai de Anne, publica pela 1ª vez o livro da filha, com o nome de: “Como sobrevivi ao holocausto” . Miep morreu em 2010, com 101 anos de idade e ficou conhecida como a ajudante de Anne. Otto morreu em 1980, em Berna com cancro do pulmão. Ficou conhecido na história como pai de Anne  e passou a sua vida a divulgar os pensamentos da filha.

Atualmente o Diário de Anne Frank é um dos dez livros mais lidos em todo o mundo.

 

Jaime Espada , 7ºE

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a tfNum quadro do século XV em que se encontra representada uma partida de xadrez entre o duque de Ostenburgo e o seu cavaleiro, sob o olhar atento de uma misteriosa dama, um velho mestre flamengo escondeu uma mensagem, em latim, com a interrogação “Quem matou o cavaleiro?”.

 Quinhentos anos depois, Julia, uma restauradora de arte, descobre a mensagem escondida, o que a compele a resolver esse enigma, auxiliada por um antiquário e por um peculiar jogador de xadrez. Apesar de o resolverem, o mistério não termina, pois Julia recebe a proposta anónima de continuar o jogo de xadrez representado no quadro. À medida que se vai desenrolando, o perfil do misterioso adversário vai sendo descoberto, o que vai culminar na surpreendente mas simultaneamente previsível revelação da sua identidade. Reconheço que me agradou a leitura desta obra de Pérez-Reverte, especialmente devido à mistura de mistério com táticas de xadrez. A junção de factos com ficção também foi uma característica que apreciei, nomeadamente no que concerne o pintor e o quadro referidos no texto.

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“A partida de xadrez”, Peter Van Huys

A linguagem é simples, sem recurso a vocabulário específico da área da arte ou do xadrez, o que permite ao público da minha faixa etária compreender facilmente o fio condutor da história.

 Por fim, devo referir que a obra peca um pouco pelo seu final ligeiramente previsível, devido a certos detalhes presentes no texto que não escapam ao olhar do leitor mais atento. Contudo, isto não impediu o livro de me surpreender, chegando a fazer-me temer pela vida da protagonista. Acrescento ainda que a reviravolta no final me fez lembrar (merecidamente ou não) dos livros de Agatha Christie.

Tomás Noválio, 10ºB

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CAPITAESdaAREIAAMADO, Jorge, (1937) Capitães da Areia

Capitães da areia é um livro de Jorge Amado, um dos mais conhecidos e traduzidos autores brasileiros de todos os tempos.

A história passa-se nos anos 30, no estado brasileiro da Bahia, onde um grupo de crianças abandonadas ou órfãs sobrevivem através do roubo. A maioria das crianças que constituem esse grupo vive num armazém abandonado situado numa das praias da cidade (daí o nome Capitães da Areia).

Uma das coisas que mais gostei neste livro foi o facto de não existir propriamente uma personagem principal, pelo que a narrativa está dividida por alguns membros do grupo, nomeadamente:

  • Pedro Bala, que é o líder do grupo.
  • João Grande, um negro grande e corajoso que, apesar de não ser dotado de grande inteligência, possui o respeito dos restantes membros do grupo por ser muito bondoso.
  • Professor, um dos poucos meninos que sabe ler.
  • Sem Pernas, um rapaz coxo que ficou traumatizado depois de ser espancado e humilhado pela polícia, o que originou um ódio intenso à maioria das pessoas.
  • Gato, o mais bonito do grupo, que com apenas 15 anos tornou-se amante e chulo de uma prostituta chamada Dalva.
  • Pirulito, menino que antes do Padre José Pedro ter começado a ajudar o grupo costumava ser dos mais violentos, passou a ter grande convicção religiosa, sonhando em ingressar num seminário.

Ao longo da obra, o grupo vive algumas aventuras, realiza assaltos, foge da polícia e tem relações sexuais com moças. Por outro lado, tem também atividades mais infantis como brincar no carrossel, o que demonstra que, apesar de terem sido obrigados a crescer demasiado depressa, na verdade são apenas crianças.

A certa altura, surge um surto de varíola que ameaça a saúde das pessoas na cidade, e é neste ponto que surge Dora, uma menina cujos pais morreram devido ao surto. Dora é acolhida no grupo e torna-se numa espécie de mãe ou irmã, dando-lhes o carinho que eles não tinham tido anteriormente. Apenas Professor e Bala se apaixonam por ela, sendo que este último passa a ter uma relação com Dora.

As suas vidas decorriam normalmente quando a polícia captura Pedro e Dora, que são enviados, respetivamente, para um reformatório e um orfanato. Pedro acaba por fugir do reformatório e resgata Dora, mas esta acaba por morrer de febre poucas semanas depois devido a uma doença contraida no orfanato.

A partir deste momento, o grupo começa a desfazer-se: uns morrem, outros são presos e outros simplesmente optam por viver de forma mais digna.

Uma das coisas de que eu gostei bastante neste livro foi o facto de aqui serem abordados problemas sociais comuns nos anos 30, mas que se mantêm até aos dias de hoje, nomeadamente em países como o Brasil. Além disso, no livro existem recriações de matéria jornalística que dão alguma verosimilhança à história, dando-nos a conhecer as perspetivas de diferentes pessoas que escrevem ao jornal para comentar a situação.

Apesar de por vezes ter tido alguma dificuldade em entender o que algumas expressões brasileiras significam, para mim, o livro é bastante bom e, na verdade, acaba até por ser interessante aprender palavras de um português falado nos trópicos, mesmo que datadas no tempo.

Rita Lobo, 10ºB

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riock warRock War, Robert Muchamore

“Este livro baseia-se em três personagens principais: Summer, Dylan e Jay. Summer era uma rapariga pobre e passava o seu tempo a cuidar da avó, que estava doente. Dylan era rico, filho de um guitarrista famoso, e adorava estar deitado no sofá. Jay era um rapaz de 13 anos, trabalhador. Três adolescentes que tinham um sonho em comum: ser uma estrela de “rock”.

Certo dia, receberam a notícia de que se ia realizar um concurso de bandas jovens. Criaram as suas bandas, ensaiaram e partiram para uma aventura.

Aconselho a leitura desta obra, porque está repleta de aventura e diversão. Para quem gosta de música e de tocar um instrumento, é o livro ideal para ler, pois o Autor relata o nome de bandas famosas, para além de ter tanta cultura sobre a arte musical.”

Henrique Pires, 8.º E

slatedSlated – Reiniciada, Teri Terry

“Este livro conta a história de uma rapariga (Kyla) que tem a sua memória apagada, por causas desconhecidas, para poder recomeçar uma nova vida, com uma nova família. Mas Kyla é diferente de todos os outros reiniciados: ela sonha com ‘flashes’ do seu passado.

Aconselho a leitura desta obra, porque a história é viciante e não tem um vocabulário difícil.”

Catarina Frade, 8.º B

O Fim da Inocência, Francisco Salgueirofimda_1286973134

“Inês, a personagem principal da história, parecia ser, aos olhos de uma pessoa, uma rapariga normal, o que estava errado, pois ela e os seus amigos, desde muito cedo, viam filmes pornográficos e tinham relações sexuais uns com os outros. Inês e os seus amigos frequentavam discotecas, em que conseguiam entrar graças a identificações falsas, e bebiam muito. Por causa desse tipo de vida, foram também introduzidos na droga. […] Mas esse tipo de vida acabou por trazer várias catástrofes à vida de Inês.

Aconselho a leitura desta obra, porque fala sobre assuntos reais e que, às vezes, os pais não sabem nada sobre a vida que os seus filhos acabam por fazer.”

 Sara Trigo, 8.º B

  1507-1Sem Deixar Rasto, Jon Krakauer

“Trata-se de um relato, feito por Jon Krakauer, de um desastre ocorrido no Evereste, Nepal, em maio de 1996.

Jon, um jornalista, é contratado pela revista “Outside” para subir e escrever sobre o Evereste. Para participar na expedição, cada pessoa tinha que pagar 65 000 €.

O guia da expedição era um dos melhores e mais famosos montanhistas do mundo, Rob Hall. […]

Rob Hall delineou uma estratégia, cuidadosamente, para que todos conseguissem chegar ao cume. Quando, depois de passarem por muito sofrimento, chegaram ao cume, estes certamente não pensavam que tinham pela frente uma tempestade violentíssima, que tirou a vida a quatro dos cinco membros da expedição, incluindo Rob Hall.

Aconselho a leitura desta obra, porque as descrições das paisagens do Evereste são fantásticas, e também pelos relatos de sofrimento (físico e psicológico) das pessoas e dos efeitos que a natureza levada ao extremo tem sobre o corpo humano.”

Tomás Silva, 8.º B

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imageGREEN, John (2014), O Teorema Katherine, Asa

O livro conta-nos a história de Colin Singleton, um rapaz prodígio de 17 anos, doido por anagramas, que acaba de terminar o Ensino Secundário de coração partido. O facto de ele ser considerado um rapaz prodígio e não um génio… E digo desde já que “prodígio” e “génio” são termos com significados completamente diferentes em que “prodígio” é uma pessoa que aprende as coisas muito rapidamente e “génio” é alguém que cria/descobre coisas novas. Como eu estava a dizer, o facto de ele ser considerado um prodígio e não um génio incomodava-o bastante pois ele tinha medo de não ter aquele momento grandioso de descobrir coisas novas. Tinha medo de não ter o seu momento Eureka. E foi a sua obsessão em tentar atingir esse momento que a sua namorada, Katherine XIX, o decide deixar. Sim, a Katherine nº19. Colin Singleton namorou com 19 raparigas. Todas chamadas Katherines. E todas, sem exceção, lhe deram com os “pés”. Ficou tão arrasado com o final da relação, que decidiu ficar a deprimir no quarto o resto das férias. Mas, o seu melhor – e único – amigo, Hassan, não permite que isso aconteça e decide que em vez de se preparem para a faculdade, façam uma viagem de carro, sem rumo determinado. Uma viagem que teve como destino uma pequena cidade do Tennessee denominada Gutshot. Foi neste local que a vida de Colin mudou por completo e também foi lá que teve finalmente o seu momento Eureka. Decidiu elaborar e comprovar o chamado Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines que prevê, através da linguagem pura da matemática, o fim de qualquer relacionamento amoroso mesmo antes de as duas pessoas se conhecerem. O livro alega que existem estudos recentes que afirmam que possa mesmo haver a possibilidade de existir uma única fórmula que preveja o romance de uma relação.

Eu decidi escrever sobre este livro pois, em primeiro lugar, foi um dos poucos livros que li.

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John Green

Em segundo, porque tem uma linguagem fluida e compreensível. Em terceiro, porque é um livro que tem uma narrativa completamente diferente de todos os outros livros que John Green escreveu. Quase todos os livros que escreveu, como por exemplo, “A culpa é das estrelas”, “À procura de Alaska”, “Cidades de papel”, são livros mais virados para o drama e para a tristeza. Mas “O Teorema Katherine” é exatamente o oposto desses livros. É um livro cheio de humor. Os diálogos entre Colin e Hassan são super hilariantes. E, na minha opinião, o ponto forte do livro foi mesmo a personagem Hassan, um árabe gordinho que desrespeita constantemente as regras da fé islâmica. Ele é uma espécie de orientador de Colin.

Outra coisa boa nesta obra são os recursos linguísticos utilizados pelo autor. Quando se pensa que ele não tem mais nada que inventar, ele decide usar várias notas de rodapé. Normalmente elas enervam um bocado, pois exigem que o leitor perca o seu ritmo de leitura para as ler. Mas tal não acontece com este livro. Elas contribuem imenso para o texto, dando-lhe mais humor e conferem uma narrativa um tom mais inteligente.

Houve uma nota de rodapé em especial que me cativou. Eu simplesmente achei fascinante uma criança de 10 anos ter conseguido memorizar os noventa e nove dígitos de pi.

O que Colin fez aos dez anos foi compor uma frase de 99 letras na qual a primeira letra de cada palavra correspondia ao dígito de pi (a=1, b=2 etc.; j=0). A frase, caso estejam curiosos: “Costumam adorar doses alcoólicas esses inconsequentes bacalhaus, fanfarrões embriagados, cometendo excessos hepáticos, instigando grandes indulgências com benefícios calamitosos. Heroicamente, dedicadas focas babás fazem das crias carentes habilidosas crianças bacalhau, garantido incondicionalmente educação justa, básica, honesta, harmoniosa, dando auxílio integralmente gratuito à família. Inspiram confiança imensa, inclusive, cultivando generosidade e alegria. Já essas horríveis bicudas joviais insultam garoupas domésticas inadequadamente, demonstrando demérito e incomodando bastante cada jovem garoupa. Humilham as feiosas damas, justamente fazendo brincadeiras horrendas, falando bestialidades jocosas. Hostilidades irritantemente inescrupulosas, habitualmente ferinas, bestas, horripilantes. Jovens crianças declaram hostilizar bicudas enquanto causadoras de brigas. Aprendei a glorificar jubilosamente fantásticas garoupas!”

Íris Fernandes, 10ºB

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GARCIA MÁRQUEZ, Gabriel (1981), Crónica de uma morte anunciada, Pub. Dom Quixote.

image“No dia em que iam matá-lo, Santiago Nasar levantou-se às 5.30 da manhã para esperar o barco em que chegava o bispo.” A primeira frase de um livro é muitas vezes essencial à decisão por parte do leitor de o ler e neste caso o leitor fica desde o início a conhecer o destino deste homem. A crónica foi extremamente bem conseguida, mantendo o leitor agarrado à história e em suspense até ao final porque, apesar de sabermos que Nasar vai morrer, a narrativa alimenta sempre uma esperança de que alguém impeça a sua morte.

No fundo, esta é uma história sobre a incrível quantidade de acontecimentos fortuitos e coincidências funestas que deixam a inquietante reflexão de que “a fatalidade faz-nos invisíveis” e na qual um homem morre em frente a uma população que nada faz para impedir a sua morte.

A “Crónica de uma morte anunciada” é a reconstituição da morte insólita de Santiago Nasar. Baseada numa história verídica, o relato é feito por um amigo de Santiago Nasar que, 23 anos depois, tenta reconstituir as circunstâncias em redor da sua morte e as suas causas.

A história passa-se numa pequena aldeia da América Latina onde Angela Vicario, proveniente de uma família modesta, é obrigada a casar-se com Bayardo San Román, um forasteiro muito rico e extremamente poderoso. Logo após a noite de núpcias o noivo devolve a jovem ao constatar que esta não era virgem. Quando Angela é pressionada pelos dois irmãos, os gémeos Pedro e Pablo Vicario, aponta Santiago Nasar como o causador da sua desgraça, talvez por pensar que por este ser rico era intocável.

Gabriel-García-Márquez

Garcia Márquez

Com honra da família manchada os gémeos Vicario decidem assassinar Nasar. Na realidade, fazem tudo para deixarem claras as suas intenções, com o objetivo de que alguém os impeça. Assim, apregoam aos quatro ventos que iriam matar Santiago Nasar pelo que toda a população da aldeia sabe o que vai suceder. O comportamento dos gémeos poderia ter dado uma oportunidade a Nasar de escapar à morte, no entanto os seus amigos mais próximos são os únicos que não sabem que este vai morrer e no que diz respeito ao resto da aldeia ninguém se perguntou sequer se Santiago Nasar estava avisado, porque a todos parecia impossível que não estivesse.

Tenho também a dizer que gostei em especial do papel desempenhado por Cristo Bedoya que, no meio de todo o drama, foi dos únicos que acreditou existir uma ameaça real à vida do seu amigo e que tudo fez para o avisar.

No entanto, as circunstâncias estiveram todas contra Santiago Nasar e nada o pôde salvar do seu destino muito anunciado.

Rita Lobo, 10ºB  

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doO Reino do Dragão de Ouro, da editora DIFEL, foi um dos primeiros livros da autoria de Isabel Allende que li. É protagonizado por um jovem chamado Alexander, a sua amiga Nadia e a sua avó Kate que trabalhava como escritora para a National Geographic. Ao ser oferecida a Kate a oportunidade única de visitar o Reino do Dragão de Ouro (ou Reino Proibido como também é chamado), Kate não teve como recusar e acaba levando Alexander e Nádia.

Depois de um longo percurso, chegam finalmente ao reino que se encontrava escondido entre os Himalaias, enquanto do outro lado do Mundo, um homem que se auto-intitulava O Colecionador tentava negociar com um outro homem cujo pseudónimo era O Especialista, pedindo-lhe que roubasse uma estátua de ouro de um dragão que, segundo a lenda, se encontrava no Reino do Dragão de Ouro. Acreditando ser real, O Colecionador estava disposta a obtê-la.

Então O Especialista mandou um dos seus agentes até ao Nepal onde fez uma aliança com a Seita do Escorpião ganhando assim vantagem na medida em que a Seita conhecia atalhos e passagens pelos Himalaias. Ao ordenar a invasão do reino, raptou algumas raparigas da aldeia o que teria servido de distração para mobilizar o pequeno exército do Reino, permitindo ao agente invadir discretamente o palácio real com auxílio de mais alguns homens da Seita que usou como cobaias para a ativação de todas as armadilhas que se encontravam num labirinto até à estátua do dragão.

As raparigas são salvas pelo herdeiro ao trono que rapidamente se dirigiu para o Reino

allende

Isabel Allende

onde, com a ajuda de Alexander e Nádia, atravessou o labirinto até à sala do dragão onde este já não jazia mais. O dragão acaba perdido após ser levado pelo agente num helicóptero, que por azar colide contra uma montanha, explodindo.

Por incrível que pareça, a base onde jazia o Dragão era mais importante para o monarca do reino do que a estátua em si uma vez que aquela seria capaz de murmurar segredos ao rei trazendo novamente prosperidade ao reino.

Assim se concluiu o livro que na minha opinião é de uma forma geral bom. Não posso no entanto afirmar que todos os que o lerem irão gostar sendo isso demasiado subjetivo, mas posso fundamentar a minha opinião afirmando que as narrações das cenas de ação transmitem suspense o que torna a leitura entusiasmante, as descrições aprimoram ainda mais a escrita e algumas partes da história, mais baseadas no fantástico do que na realidade, suscitam o interesse ao invés de ridicularizarem o livro como pensei que fariam.

Gostei em especial de como a última sala do labirinto se revelou ironicamente a mais mortal, sendo ela uma representação do Paraíso, o que cria uma espécie de antítese em vários sentidos:

“Na última sala do labirinto que protegia o Dragão de ouro, a mais ampla de todas, os demónios e as cenas de horror desapareceram subitamente e foram substituídas por uma paisagem maravilhosa.”.

Manuel Soares, 10ºB

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Se um livro não mudar algo em nós, então falhou no seu dever como livro

5ª vagaO livro A 5ª Vaga foi escrito por Rick Yancey, em 2013, e publicado em Portugal pela Editorial Presença.

O livro pertence ao género da ficção científica, mais propriamente da Distopia, embora a narrativa não tenha lugar num futuro pós-apocalíptico.

A história tem como protagonista uma rapariga de dezasseis anos, Cassie, que é um diminutivo de Cassiopeia. Cassie é uma dos poucos sobreviventes da invasão extraterrestre, extraterrestres estes a quem chamam “Os Outros”.

Esta invasão divide-se em quatro vagas. A Primeira Vaga desligou todos os aparelhos eletrónicos, que funcionassem a baterias ou a eletricidade, deixando o mundo às escuras. A Segunda Vaga consistiu num enorme tsunami que destruiu todas as cidades do litoral. Na Terceira Vaga, “Os Outros” lançaram um vírus mortal, que se transmitia pelas aves, a que se chamou a “Morte Vermelha”, por fazer as pessoas esvaírem-se em sangue. Pela Quarta Vaga, “Os Outros” já estavam entre os humanos, ocupando os seus corpos para exterminar todos os que tinham sobrevivido até então, e aos quais Cassie chama “Silenciadores”.

Cassie perdeu a família e a única pessoa que lhe restava era o seu irmão mais novo, Sammy, que fora levado pelos extraterrestres, para a Quinta Vaga. Ela chega mesmo a pensar que é a última humana viva na Terra.

O livro consiste basicamente na busca de Cassie pelo irmão mais novo, acompanhada de Evan Walker, um dos Silenciadores da Quarta Vaga que se apaixona por Cassie e que decide protegê-la.

Ben, um antigo colega de liceu de Cassie, é também levado para o mesmo campo de extermínio que Sammy, com quem acaba por criar grandes laços. E também Ben acaba por querer resgatar Sammy das mãos d’“Os Outros”.

Eu achei o livro bastante interessante porque adoro cenários de Distopia, mas acho que este livro é um pouco diferente dos que li até ao momento, pois não toma propriamente lugar num futuro apocalíptico, mas sim no início de um.

Achei igualmente interessante o facto de haver mais do que um narrador, que não é especificado pelo autor, Rick Yancey , no início de cada parte, não sabendo assim o leitor quem está a contar a história, tendo de o descobrir por si próprio, o que resulta num pormenor bastante divertido.

Outra coisa de que também gostei muito foi o facto de o livro nos fazer pensar bastante e nos obrigar a juntar os factos e as pistas para perceber o que se está realmente a passar.

Uma das passagens do livro de que mais gostei foi quando a Cassie estava presa debaixo de um carro, com a perna ferida, e não conseguia fugir.

5th-wave

“Mas, se eu sou mesmo a última da minha espécie, a última página da História da Humanidade, não vou deixar a História acabar desta maneira, nem por sombras.

Pode ser que eu seja a última, mas ainda cá estou. Sou aquela que numa autoestrada abandonada, tem que se voltar para o caçador sem rosto no meio das árvores. Sou aquela que não vai fugir nem ficar, mas sim enfrentar.

Porque, se eu sou a última, então sou a humanidade.

E se esta é a guerra da humanidade, então eu sou o campo de batalha”.

Gostei bastante desta passagem porque mostra-nos que é em momentos como este que nos apercebemos do que realmente importa. Proteger os nossos.

Eu acredito que todos os livros que lemos nos mudam. Mudam a nossa maneira de pensar, a nossa maneira de agir, o que dizemos, o modo como olhamos para o mundo. Se um livro não mudar algo em nós, então falhou no seu dever como livro.

Inês  Silva, 10ºB

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imageSILVA, Daniel, O Assalto, 2014, Bertrand Editora

Gabriel Allon, o protagonista de “O Assalto”, é um espião israelita e restaurador de arte. É incumbido de apanhar o assassino de Jack Bradshaw, um colecionador de arte ilegal, cujo cadáver é encontrado por um amigo do protagonista, pelo que, para o ilibar, Allon terá de descobrir o verdadeiro assassino.

A investigação desenrola-se em Inglaterra e França, descobrindo o protagonista que o assassinado estava envolvido numa transação de um quadro de Caravaggio.

Para tentar encontrar esta obra, Allon e a sua equipa montam uma armadilha. São bem sucedidos, no entanto, o intermediário do coleccionador ilegal aparece morto, ficando, naquele momento, arruinadas as hipóteses de descobrir o quadro.

Ao dirigir-se à caixa-forte de Bradshaw, Allon encontra uma carta endereçada a si, escrita pelo falecido. Ao lê-la, descobre que era o presidente sírio que se encontrava na posse do quadro desaparecido, bem como a localização de parte dos bens deste.

Mais tarde, o protagonista ganha acesso aos ativos do presidente sírio num banco austríaco. No entanto, através de chantagem, é obrigado a devolvê-los. Apesar disso, não fica de mãos a abanar pois consegue descobrir a identidade do assassino de Jack Bradshaw.

Para concluir a sua busca pelo Caravaggio, o protagonista regressa a casa do assassinado, percebendo que este tinha doado um quadro a uma igreja. Allon, um especialista em restauro, remove a camada superficial de tinta da obra, revelando o quadro perdido sob esta.

 É precisamente essa a minha parte preferida do livro – o momento que antecede esta descoberta:

[…] – O que se passou com o retábulo?

      – Foi roubado há cerca de um ano. O Signor Bradshaw despendeu imenso tempo a tentar recuperá-lo. Mais tempo que a polícia – acrescentou o padre – Lamento dizê-lo, mas o nosso retábulo tinha pouco valor artístico ou monetário.

     – E ele conseguiu encontrá-lo?

     – Não – respondeu o padre – Por isso, substituiu-o por um da coleção particular dele.

     – E quando foi isso? – perguntou Gabriel.

     – E onde está o retábulo agora?

     – Ali – respondeu o padre, inclinando a cabeça para a direita. – Na igreja. […]

Gostei bastante deste livro devido ao facto de misturar acontecimentos reais com fictícios, o que faz com que a história nos pareça quase real. Notei isto, por exemplo, em

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“Natividade com S. Francisco e S. Lourenço”, Caravaggio

toda a história à volta do quadro de Caravaggio (pintor italiano famoso, que viveu entre 1571 e 1610), que existe mesmo, intitulando-se “Natividade com S. Francisco e S. Lourenço” e que, de facto, foi roubado de um museu. No entanto, o seu paradeiro nunca foi descoberto, sendo a parte do livro que narra o aparecimento da pintura totalmente fictícia.

Além disso, assuntos sobre espionagem interessam-me bastante, bem como histórias relacionadas com conflitos armados, como é o caso da guerra da Síria, assuntos estes que estão amplamente presentes nesta obra.

Por fim, penso que o modo como a ação se desenrola fornece à leitura um carácter “viciante”, pelo que as cerca de quatrocentas e cinquenta páginas passam a voar.

Por todas estas razões, recomendo este livro, principalmente a quem se interessa pelos assuntos anteriormente mencionados.

 Tomás Noválio,  10ºB

 

 

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odisseia de HomeroBARROS, João de, (2012) A Odisseia de Homero, Marcador Editora, 1ªedição – localização na BE: 087.5 BAR

A Odisseia de Homero fala nas aventuras de herói grego chamado Ulisses, o rei de Ítaca. A meu ver, este herói era um pacifista pois finge-se de louco para não ir para a guerra de Tróia. Mas após os seus amigos o terem testado, lá foi.

A guerra tinha durado dez anos, mas Ulisses teve uma ideia, que consistiu em construir um cavalo de madeira, oco, para Ulisses e os seus companheiros irem lá para dentro e as tropas desaparecerem nas colinas e, quando o cavalo estivesse dentro das muralhas inimigas, incendiarem Tróia. Graças a este plano, os gregos saíram vitoriosos.

Na tentativa de chegar a casa, o herói depara-se com uma grande tempestade que o afastou da sua rota. A partir daí, o herói vive uma série de aventuras e perigos para conseguir chegar a casa , como por exemplo na ilha da Ciclopia onde derrotou o mais forte dos ciclopes.

Acho que o livro é muito interessante e como sou um grande fã de mitologia grega isso incentivou-me imenso a ler o livro, embora também a personalidade de Ulisses me tivesse cativado. Só houve um ponto negativo que foi o facto de o nome dos deuses pertencer à mitologia romana e não à mitologia grega, visto que é uma história grega.

Guilherme Fustiga, 7ºA

 

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Muchamore faz cinema com as letras

                       Diogo Sá Nogueira

imageMUCHAMORE, Robert, Segurança Máxima , coleção CHERUB, Porto Editora

Classificação: 5 estrelas em 5

Fantástico! Os episódios desta coleção são eletrizantes. Desde o primeiro livro da saga CHERUB que eu acompanho as aventuras de James Adams e dos seus camaradas ao serviço do MI5 Britânico.

Desta vez, o jovem de dezasseis anos e outro colega são enviados para a prisão de segurança máxima no Arizona para fazer amizade com Curtis Oxford, um jovem problemático que por sua vez é filho de uma grande traficante de armas,  cuja mãe pretendem prender.

Os assuntos tratados neste livro são pesados (drogas, violência e racismo) mas a forma como Robert Muchamore escreve torna-os muito mais leves para o leitor. O livro projeta imagens na nossa mente, dignas de um filme de Hollywood, explorando assim a criatividade de cada um.

De outros tantos escritores que li, Muchamore consegue ser o mais gráfico e explícito, pois durante esta história o protagonista envolve-se em várias lutas e perseguições que são narradas de forma  bastante realista.

O livro é extenso mas quanto mais lemos mais queremos ler e conseguimos acompanhar as investigações e formular os nossos próprios juízos.

Enquanto acompanhamos as missões, conseguimos notar que Robert Muchamore percebe os adolescentes e escreve de uma forma simples e de fácil compreensão.

Aconselho a todos os jovens a leitura dos livros da coleção CHERUB, que prometem ação e suspense do início ao fim.

Diogo Rosário de Sá Nogueira, 11ºA

NOTA: quase todos os livros da coleção CHERUB estão disponíveis na nossa biblioteca – aproveita a pausa do Natal: leva dois livros e entrega só em janeiro.

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GREEN, John (2013), À procura de Alaska, Edições Asa – localização na BE821.1/9. GRE1

Tinha expectativas altíssimas em relação a este livro depois de ter lido A culpa é das Estrelas e Cidades de Papel. John Green tem-se vindo a tornar no meu autor predileto: a sua maneira de escrever descreve perfeitamente a pessoa que é. Tenho por hábito ler o que os escritores têm a dizer das suas próprias obras e Green reflete neste livro a sua infância pois, tal como Miles Halter (uma das personagens principais), tem o vício de ler biografias só pelo mero interesse de saber quais foram as últimas palavras do biografado antes de falecer.

Miles é um jovem de 16 anos que está habituado à solidão e a não ser compreendido por ninguém, nem os seus pais o entendem; então ele pede-lhes que o inscrevam num colégio interno onde só os estudantes mais inteligentes conseguem lugar. Como o seu pai já tinha frequentado esse colégio,  concordou de imediato.

Assim que se transferiu, ele conhece o Comandante (o seu colega de quarto), Takumi e Alaska, de quem ele se vem a tornar bastante próximo, pois todos eles residem lá e praticamente vivem sozinhos.

Durante a leitura, reparei numa certa fixação que todos tinham por Alaska, uma rapariga bonita mas muito peculiar, que adora livros, é inteligente mas um pouco deprimida devido à morte da sua mãe quando era mais nova. Miles mostra um interesse ainda maior do que os outros por Alaska porque se sente fascinado por ela ao longo do livro e ao longo das suas aventuras juntos no colégio.

Na escuridão atrás de mim, ela cheirava a suor, luz do sol e baunilha e, nessa noite de pouco luar, eu pouco mais podia ver além da sua silhueta mas, mesmo no escuro, consegui ver-lhe os olhos – esmeraldas intensas. E não era só linda, era também uma brasa.

Numa parte da sinopse do livro, que só percebi depois de acabar de ler, John Green escreve sobre adolescentes e aborda sempre temas com que muitos jovens se podem, por vezes, identificar.

John fala sobre amar incondicionalmente o próximo, amizade, relações, depressões, perda, mas acima de tudo temos que saber viver porque “para quê estar vivo se não sabemos viver?” Miles vai aprender isto da pior maneira, mas vai entender que por vezes a vida é como um comboio, tantas paragens, uns vão entrando e outros saindo – passamos por diversas paisagens, umas boas, outras em que preferimos fechar os olhos, mas palavras não fazem justiça a este livro, esta obra de arte de John Green só consegue ser entendida por quem a lê e espero que tenha o reconhecimento que merece.

Entretanto, para que se decidam a lê-lo, partilho convosco o meu excerto favorito:

Instantâneo? Nada é instantâneo. O arroz instantâneo demora cinco minutos, o pudim instantâneo uma hora. Duvido que um instante de dor pungente de uma sensação particularmente instantânea. Terá tido tempo para que a vida lhe passasse a frente dos olhos? Estaria eu lá?            

 Cristiana Vicente, 12ºG.

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GROGAN, J. (2006), Marley & Eu , A Vida e o Amor do Pior Cão do Mundo, Casa das Letras

Conta a história de John e Jenny, um casal recentemente casado. Antes de tentarem ter filhos, decidem adotar um cão, que batizam como Marley. Marley parece ser o cão ideal, mas na verdade, ele é “o pior cão do mundo”. O seu maior medo é das trovoadas.

A obra é bastante divertida, tendo momentos em que toda a gente ri, mas também tem os seus momentos tristes. A obra apresenta alguma cultura geral, falando sobre o clima da Florida e da Pensilvânia, e as diferentes espécies e labrador. […]

No geral é bastante boa. Aconselho a sua leitura. Tal como o jornal “The Wall Street Journal” diz: “Não se precisa de gostar de cães para ler este livro.”

Gabriela Godinho, 8ºD

ACulpaDasEstrelas

GREEN, J. (2012), A culpa é das estrelas, Asa – disponível na BE: 821.1/.9. GRE

Esta obra […] relata a vida de dois adolescentes, Hazel Grace e Augustus Waters, que se apaixonam, apesar das suas incapacidades.

Um romance cativante e inovador, que atrai todas as idades, fácil de ler e que nos surpreende com duas perspetivas diferentes da vida. O habitual final cor-de-rosa não se encontra nesta obra, o que a torna especial e inovadora.

Boa história, bem escrita e inovadora. São estas as três características que podemos encontrar nesta magnífica obra de John Green. Uma história que pode causar impacto na vida de uma pessoa. Para sempre.

Joana Cardoso, 8.º D

 

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SITTENFELD, C. (2008), Preliminar – os altos e baixos de Lee Fiora, Record, Brasil

O livro fala de uma rapariga da classe média baixa de South Bend, Indiana, que entrou como bolsista para a escola Ault, um internato de pessoas ricas, perto de Boston. O livro conta toda a adolescência e amadurecimento de Lee Fiora, a maneira como ela cresceu psicologicamente, deixando muitos dos seus medos e enfrentando os seus obstáculos.

Acho este livro muito interessante, pois pode-se observar a maneira como  as pessoas mudam o comportamento e tendências ao longo da adolescência, vendo os pensamentos de Lee, os seus medos, receios e opiniões, que evidenciam a discriminação social e racial existente aquela comunidade.

A única coisa de que gostei menos foi a questão da tradução de inglês para português do Brasil, o que tornou a compreensão do texto mais difícil.

Em geral, achei que é um ótimo livro. Dou-lhe uma pontuação de quatro estrelas.

Sofia Bártolo, 8.º D

(Textos enviados pela professora Rosa Silva no âmbito do projeto de Portefólio de Leituras dos alunos)

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9789722033336PATERSON, Katherine, Ponte para Terabithia, Lisboa, D. Quixote, 2007

Este livro é sobre um rapaz de 10 anos, chamado Jesse Aarons, que é um rapaz bastante pobre, mas ajuda a mãe a fazer as coisas na quinta, onde mora juntamente com as quatro irmãs: a Joyce Ann, Ellie e Brenda as mais velhas, e a mais nova, May Belle. Esta última era a única das irmãs que gostava dele. A sua grande paixão era desenhar, mas ninguém queria saber disso à exceção de uma professora de música de quem ele gostava muito.

Na escola de Jess havia corridas entre os rapazes de cada ano e ele queria ser o mais rápido do seu ano, por isso antes de começar a escola ele todos os dias acordava cedo para ir correr.

Um dia, enquanto Jess estava a fazer uma das suas tarefas, May Belle foi ter com ele e contou-lhe que alguém se estava a mudar para a quinta ao lado, cuja casa era muito velha e suja. Algum tempo mais tarde, numa das suas corridas matinais, alguém se dirigiu a ele. Jess parou para ver quem era e reparou que era a rapariga da quinta ao lado: chamava-se Leslie Burke; conversaram pouco tempo pois Jess tinha tarefas para fazer e depois desse dia não voltaram a falar até começar a escola.

Quando começou a escola, na hora do intervalo, todos os rapazes se reuniram para a corrida. Quando chegou a vez do ano de Jess, ele reparou que Leslie também lá estava para participar na corrida. Inicialmente houve problemas porque era uma rapariga, mas depois deixaram-na participar. Leslie ganhou seguida de Jess, que não ficou lá muito contente. Porém, a caminho de casa, começaram a dar-se bem e tornaram-se grandes amigos, estavam juntos todos os dias depois de acabarem as aulas.

Um dia, ao regressarem da escola, foram até ao caudal seco do riacho atrás da casa dos Perkins, onde havia uma velha macieira brava mesmo junto ao riacho e que tinha uma corda pendurada. Jess e Leslie decidiram baloiçar na corda à vez, até que Leslie disse que eles precisavam de um lugar secreto só deles, onde fossem reis. Decidiram então passar para a outra margem do riacho e foram andando pelo bosque dentro, até que encontraram uma casa na árvore, velha. Subiram e Leslie disse que aquele ia ser o castelo deles, só tinham era de melhorar algumas coisas. Decidiu também que aquele lugar só deles ia chamar-se Terabithia.

No início foi dificil para Jess acompanhar as ideias de Leslie, pois ela tinha uma imaginação muito grande. Leslie teve de emprestar a Jess todos os livros que tinha sobre os reinos mágicos que ajudaram Jess a perceber como é que os animais e as árvores deviam ser protegidos e como é que um rei se devia comportar. Todos os dias depois das aulas iam para Terabithia viver as suas aventuras e imaginar coisas novas para fazerem, como combater monstros e outras criaturas imaginárias.

Katherine Paterson

Katherine Paterson

Uma vez, ao vir da escola, Jess viu um senhor a oferecer uns cachorrinhos e lembrou-se que Leslie sempre quis ter um, então pediu ao motorista do autocarro para parar ali e disse a Leslie que se enontrariam em Terabithia. Ele foi a correr direito para Terabithia com o cachorro. Leslie ficou tão contente que não sabia como agradecer; deram ao cachorro o nome Principe Terrien e fizeram dele o guardião de Terabithia.

Uma manhã, quando começaram as férias da Páscoa e chovia muito, eles foram, como todos os dias, até ao riacho  mas desta vez a corrente já era muito forte e a cada dia de chuva que passava o riacho enchia mais e mais. Houve então um dia em que a professora de música do Jess ligou para casa dele a perguntar se ele queria ir ao museu e ele aceitou mas não convidou a Leslie. À noite, quando chegou a casa, recebeu a notícia da morte de Leslie, que tinha sido arrastada pela corrente, pois a corda onde costumavam baloiçar havia rebentado. Jess nem queria acreditar e foi dificil para ele ter que passar por aquilo.

Mais tarde, decidiu voltar ao riacho e construir uma ponte até Terabithia; fez então uma coroa de flores que deu a May Belle, pois não podia voltar a ser rei sem ter uma rainha.

Bárbara Viana, 12ºG

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Tenho um problema: sou um intelectual, mas de facto não sou muito inteligente. (Adrian Mole)

Tenho um problema: sou um intelectual, mas de facto não sou muito inteligente. (Adrian Mole)

Quarta-feira, 14 de Janeiro

Fiz-me sócio da biblioteca. Trouxe “Os Cuidados com a Pele”, “A Origem das Espécies” e um livro de uma autora que a minha mãe não pára de gabar. Chama-se “Orgulho e Preconceito”, por uma mulher chamada Jane Austen. Posso garantir que a bibliotecária estava impressionada. Talvez seja uma intelectual como eu. Não olhou para a minha borbulha, portanto já deve estar a desaparecer. Já não era sem tempo!

O Sr. Lucas estava na cozinha quando cheguei, a beber café com a minha mãe. A cozinha estava cheia de fumo. Eles estavam às gargalhadas, mas quando entrei calaram-se. A mulher do Sr. Lucas estava lá fora a limpar o colector. Estava com um ar de mal disposta. Acho que o Sr. e a Srª Lucas têm um casamento infeliz. Pobre Sr. Lucas!

Nenhum dos professores da escola reparou que sou um intelectual. Vão-se arrepender quando eu for famoso. Há uma miúda nova na nossa turma. Está sentada ao meu lado em Geografia. É fixe. Chama-se Pandora, mas gosta que lhe chamem ” Caixa “. Não me perguntem porquê. Sou capaz de me apaixonar por ela. Já está na altura de me apaixonar, afinal de contas tenho 13 anos e 3/4.

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Sue Townsend 1946-2014

Eis o que Adrian Mole escreve no seu “Diário Secreto” aos 13 anos e 3/4. A sua criadora, a escritora Sue Townsend, deixou-nos aos 68 mas o adolescente com problemas de acne, amores e outros assombros da puberdade continuará a cativar leitores. O Diário Secreto de Adrian Mole aos 13 anos e 3/4, publicado pela 1ª vez em 1982, foi um bestseller 20 anos antes de Harry Potter. Porém, mais de 30 anos volvidos, os diários de Adrian Mole, vivendo numa Inglaterra em pleno período tatcheriano, continuam a ser uma escolha frequente dos leitores da nossa BE – mérito da sua intemporalidade e da sua autora, a quem deixamos a aqui a nossa homenagem.

Fernando Rebelo (PB)

(imagens daqui e daqui)

diários

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img079DAVIES, Paul (2003), Como construir uma máquina do tempo, Gradiva, Lisboa, 1ª ed. – localização na BE: 53. DAV (*)

Sempre que ouvimos falar em máquinas do tempo, pensamos em muitos filmes de ficção científica em que estas aparecem. Para a maioria das pessoas viajar pelo tempo é algo fictício e não realizável. Depois de ler um pouco do livro de Paul Davies entendi que as máquinas do tempo são algo que pode ser realizado com os recursos necessários à sua construção.

As primeiras páginas do livro referem desde logo que todos nós somos viajantes do tempo, pois se ficarmos parados seremos, obrigatoriamente, transportados para o futuro, um segundo de cada vez.

Gostei, especialmente, de uma parte do livro que exemplificava o efeito que o movimento tem sobre o tempo:

Os gémeos Ana e José decidem testar a teoria de Einstein. Assim, a Ana embarca numa nave espacial em 2002 e lança-se a 99% da velocidade da luz para uma estrela próxima situada a 10 anos-luz de distância. O José fica em casa. Ao alcançar o seu destino, a Ana dá a volta e regressa imediatamente a casa à mesma velocidade. O José verifica que a duração da viagem da Ana foi um pouco mais de vinte anos terrestres. Mas a Ana experimenta o tempo de forma diferente. Para ela, a viagem durou menos de três anos, de modo que, quando regressa à Terra, constata que a data aqui é 2022 e que o José é dezassete anos mais velho do que ela. A Ana e o José são agora gémeos com a mesma idade. Com efeito, a Ana foi transportada dezassete anos para o futuro do José. Com uma velocidade suficientemente alta, pode «saltar-se» para qualquer data no futuro.

Achei bastante interessante a secção do livro que falava dos buracos-de-minhoca. Um buraco-de-minhoca é uma espécie de “atalho” entre dois pontos no universo. Uma teoria hipotética, mas que permite viagens entre lugares muito distantes a uma velocidade igual à velocidade da luz.

No final do livro ficamos a pensar: máquinas do tempo… realidade ou ficção?

Miguel Cunha, 10ºC

(*) obra escolhida pelo aluno-autor no âmbito de uma Biblioteca Portátil de Física promovida numa turma da professora Laila Ribeiro

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