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Archive for Abril, 2018

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No segundo período do ano letivo 2017/2018, aos alunos do 10º ano da escola Secundária Daniel Sampaio foi proposto, como forma de avaliar a expressão oral, a apresentação de uma obra recomendada no Projeto de Leitura.

A escolha de cada livro foi feita no primeiro período do mesmo ano letivo. Os alunos tinham ao seu dispor uma grande variedade de obras pertencentes a diversos géneros literários, obras estas, escolhidas de acordo com os seus gostos pessoais. Este fator refletiu-se positivamente na avaliação individual de cada aluno, pois estes conseguiram interpretar e compreender melhor o enredo em causa, tornando assim, a sua apresentação mais natural, o que, consecutivamente, facilitou aos restantes alunos uma melhor interiorização da mensagem da história.

Como dois dos vários alunos participantes nesta atividade, e uma vez que nos foi dada a oportunidade de realizar esta apreciação crítica, ambos possuímos uma forte opinião sobre este método avaliativo, a qual iremos partilhar.

Primeiramente, iremos salientar os principais aspetos positivos desta atividade. Do nosso ponto de vista, este trabalho teve como principal objetivo promover hábitos de leitura juvenil, o que, indubitavelmente, foi benéfico, pois proporcionou um maior desenvolvimento intelectual aos alunos, ampliando o conhecimento literário dos mesmos. Outro aspeto relevante a referir é o facto de esta atividade dar a oportunidade aos alunos de aumentar o seu “à vontade “ ao partilhar as suas ideias frente a um dado público. O último aspeto positivo retirado por nós na realização deste trabalho foi o facto de este ter sido preparado fora da sala de aula, o que nos deu a possibilidade de elaborar uma apresentação mais cuidada, tanto a nível da linguagem utilizada, como do conteúdo exposto.

O único reparo que teríamos, eventualmente, a fazer, seria o de se limitar o número de apresentações do mesmo livro, de forma a evitar que as exposições orais se tornem repetitivas e monótonas.

A realização deste trabalho foi, a nosso ver, bastante enriquecedora, pois aumentou o nosso leque de conhecimento literário. A maior parte dos livros escolhidos pelos alunos encontram-se disponíveis na biblioteca da nossa escola. Isto para dizer, que para ler basta ter vontade. A leitura está acessível a todos, basta procurá-la. Vivam os livros e parabéns aos seus escritores, e já agora, também para nós, leitores.

Sara Boisseau e Simão Sanguinho, 10ºB

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Olá! Somos a Beatriz Lapa e a Clara Arraiolos, do 10°A, e gostávamos de vos contar a nossa experiência em relação à atividade Ler pr’a ti é um prazer.

Por gostarmos as duas de ler, decidimos aderir à proposta que a professora Isabel Vinhas nos fez e preparámos a nossa leitura. Não nos levou muito tempo, o suficiente para ficar uma leitura estável. Eu, Beatriz, decidi ler um excerto do livro O principezinho, enquanto que eu, Clara, preparei um excerto do livro Marley & Eu.

Durante a Quinzena da Leitura, fomos então a duas salas com turmas do 7° ano e partilhámos a nossa leitura com os alunos, que ficaram bastante interessados e atentos. Sentimo-nos um pouco nervosas ao início, mas acabou por correr tudo bem e a nossa leitura fluiu, tendo toda a gente entendido o que lemos.

Passado algum tempo, os alunos de uma das turmas do 7° ano vieram, por seu turno, à nossa sala para nos retribuírem, lendo os seus excertos. Assim, conseguimos dar-lhes a oportunidade de expressarem o seu entusiasmo não só a ouvir-nos, como também nós a eles.

Por fim, achamos que foi uma atividade deveras interessante, tanto pelo facto de conhecermos novas caras larocas como no facto de ser um método diferente de aprendizagem. Convidamos todos os alunos a aderirem a esta atividade, não se irão arrepender!

Beatriz Lapa e Clara Arraiolos, 10°A

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Eunice Prazeres, 9ºC

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O mês de março iniciou-se com 90ª edição da cerimónia dos Óscares da Academia de Hollywood que decorreu no Dolby Theatre, em Los Angeles, apresentada por Jimmy Kimmel. Não houve muitas surpresas nos prémios atribuídos nas várias categorias tendo o realizador mexicano Guillermo Del Toro sido o grande vencedor pois não só foi galardoado com a estatueta para Melhor Realizador como também arrebatou o Óscar de Melhor Filme para A Forma da Água que ganhou quatro estatuetas das treze para que estava nomeada. De registar um feito inédito pois é a quarta vez em cinco anos que um realizador mexicano vence o Óscar para Melhor Realizador com Alfonso Claro em 2014 e Alejandro G. Iñarritú em 2015 e 2016.

Três Cartazes à Beira da Estrada perdeu muitos dos prémios para os quais estava nomeado mas levou dois Óscares em categorias fundamentais: Melhor Atriz para a talentosa Frances McDormand e Melhor Ator Secundário para Sam Rockwell. Na corrida por Melhor Atriz Secundária a vencedora foi Allison Janney, com a sua interpretação brilhante em Eu, Tonya sendo o Melhor ator para Gary Oldman na personagem de Winston Churchill na Hora mais negra. James Ivory também confirmou as previsões ao ganhar o Óscar para Melhor Argumento Adaptado com Chama-me Pelo Teu Nome, enquanto Jordan Peele se tornou o primeiro afro-americano a receber a estatueta de Melhor Argumento Original por Foge. Em termos técnicos, Blade Runner 2049 e Dunkirk foram os mais contemplados, enquanto Coco levou duas estatuetas para Melhor Filme Animado e Melhor Canção Original.

Mas nem todos os filmes de qualidade são contemplados com estes ambicionados prémios, como foi o caso de uma das estreias de março, a comédia dramática Lady Bird de Greta Gerwig candidata em cinco categorias. Um filme de grande sensibilidade já contemplado com prémios de diversos organismos e valorizado pela excelente interpretação de Saoirse Ronan de uma jovem da Califórnia a “crescer” e com uma ligação conflituosa com a mãe numa época de crise económica.

Portugal também tem os seus prémios de cinema e neste ano os Prémios Sophia da Academia Portuguesa de Cinema teve a cerimónia em 25 março, conduzida pela atriz Ana Bola no Casino Estoril. O filme São Jorge de Marco Martins venceu em sete das catorze categorias para que estava nomeado tornando-se, assim, o grande vencedor desta 6ª edição. E, conforme afirmou o premiado realizador no discurso de agradecimento, a sua obra retrata “a primeira crise da minha geração e todos os dias havia direitos que pareciam que nos eram retirados. Aquele filme é sobre a crise e sobre a minha crise, a nossa crise”…“espero que estes prémios ajudem a aproximar o público dos filmes portugueses”. Além dos prémios habituais ligados à produção cinematográfica foram ainda atribuídos três prémios de carreira à caracterizadora Ana Lorena, ao realizador e ensaísta Lauro António e ao realizador Artur Correia, recentemente falecido.

Prosseguindo a valorização da produção cinematográfica nacional, em março, estrearam-se obras que merecem referência. Ramiro de Manuel Mozos, apresentado na abertura do Doc Lisboa, é uma comédia melancólica sobre a resistência e a não adaptação às mudanças verificadas na cidade de Lisboa a partir das vivências quotidianas de uma personagem depressiva interpretada por António Mortágua. Colo de Teresa Villaverde que também foi produtora e argumentista é, lê-se na nota de divulgação, “uma reflexão muito atual, e quase serena, sobre o nosso caminho comum como sociedades europeias de hoje, sobre o nosso isolamento, a nossa perplexidade perante as dificuldades que nos vão surgindo, sobre a nossa vida nas cidades e dentro das nossas famílias. É um filme em tensão crescente que nunca chega a explodir”. Esta obra venceu o Prémio Sauvage, principal galardão do 13.º Festival “L’Europe Autour de l’Europe”, em Paris.

Aparição de Fernando Vendrell leva-nos à redescoberta do grande escritor da literatura portuguesa – Vergílio Ferreira. O filme situa-se em Évora, cidade claustrofóbica onde o próprio Vergílio Ferreira foi colocado como professor nos anos 50 do século passado e onde se desenvolvem relações que terminam de forma trágica. Os documentários são sempre obras relevantes e assim o demonstra No Intenso Agora de João Moreira Salles, uma mistura de imagens pessoais da mãe do realizador com outras de arquivo que fazem parte de acontecimentos marcantes do século XX. Assim vemos um conjunto de imagens que documentam as lutas e protestos conduzidos por populares nas ruas de vários países como em maio de 1968 na França e Checoslováquia, da revolução cultural chinesa em 1966 e da resistência contra o golpe militar no Brasil nos anos 1960.

Outra obra que trata um tema de caráter internacional Mark Felt – o homem que derrubou a Casa Branca de Peter Landesman conta a história da vida privada e profissional do denunciante secreto do escândalo Watergate que transmitiu informações aos jornalistas do Washington Post, Bob Woodward e Carl Bernstein, que levaram à demissão do presidente americano Richard Nixon em 9 agosto de 1974. A identidade deste denunciante só foi conhecida através de um artigo da Vanity Fair em 2015 em que Mark Felt, vice-presidente do FBI, se apresenta como o homem que arriscou a sua vida pessoal e profissional em defesa da verdade.

Sobre conturbados percursos pessoais em que a resiliência está presente, Marvin de Anne Fontaine é uma adaptação do romance autobiográfico e best-seller “en finir avec Eddy Bellegueule” de Edouard Louis, uma emocionante história de como o autor consegue sobreviver às perseguições na escola e ao perturbado ambiente familiar tornando-se um reconhecido escritor e ator. É um filme que parte da relação do passado com o presente para demonstrar a ascensão social de um jovem homossexual pobre, rejeitado e humilhado na região onde nasceu.

Ainda outra obra francesa admirável e emocionante é Passo a passo de Mehdi Idir, baseada na autobiografia de Grand Corps Malade que também participou na realização. Escrita por Fabien Marsuad, em 2012, como agradecimento a todos os que o ajudaram na sua recuperação após um acidente que o deixou praticamente paraplégico. É uma obra que representa um hino à vida pois, ao apresentar o seu processo de reabilitação, passa a fazer parte de um conjunto largo de pessoas que apesar das suas limitações e lutas diárias não perdem o humor e a esperança.

Diferente desta perspetiva de vida, Com paixão de James Marsh é um drama biográfico sobre a verdadeira odisseia do velejador amador Donald Crowhurst, protagonizado por Colin Firth, que competiu na Golden Globe Race de 1968, na esperança de se tornar a pessoa sozinha mais rápida a circum-navegar o mundo sem paragens. O seu barco, Teignmouth Electron, não tinha condições para tal empreendimento nem o próprio velejador estava preparado a nível físico e psíquico envolvendo-se num conjunto de mentiras e ilusões quando toma conhecimento de que poderá ser o vencedor. O filme apresenta-se assim como uma reflexão sobre os dilemas, limites e a condição do ser humano.

Por fim, a ficção científica de Steven Spielberg em Ready Player One: Jogador 1,  a partir da adaptação do livro de Ernest Cline é, sobretudo, uma belíssima viagem nostálgica à década de 80 do século XX. É gratificante rever os elementos que faziam parte da cultura de massas da época a que se juntaram as inovações tecnológicas pois foi rodado em 3D. A ação frenética, apresentada como num jogo de vídeo tanto no mundo virtual como no real, representa um excelente entretenimento, o que constitui afinal um dos objetivos do cinema.

Luísa Oliveira

 

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Decorreu com sucesso mais uma Feira do Livro durante toda a Quinzena da Leitura. A feira, com catálogos do Grupo Leya, tinha obras para todos os gostos e preços muitíssimo em conta.

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TOP 3 DE VENDAS

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