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Posts Tagged ‘Astronomia’

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O nosso sistema solar é constituído por uma estrela a qual chamamos Sol e por planetas: Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno.

O sistema solar é um conjunto de planetas, asteróides, cometas e outros corpos que estão sempre em movimento. Cada um mantém-se na sua respetiva órbita devido à intensa força gravitacional exercida pelo Sol, que possui massa muito maior que a de qualquer outro corpo do sistema solar.

Vénus é o segundo planeta a contar do Sol e o sexto maior. Por vezes, este planeta é referido como irmão da Terra, porque em alguns aspectos são muito semelhantes. Vénus é apenas um pouco mais pequeno que a Terra: o seu diâmetro é cerca de 95% do diâmetro da Terra e a sua massa é aproximadamente 80% da massa da Terra. Ambos os planetas têm poucas crateras, o que indica superfícies relativamente jovens. As suas densidades e composições químicas são semelhantes.

A superfície de Vénus está rodeada por uma atmosfera constituída praticamente por dióxido de carbono e por uma enorme camada de nuvens que são formadas por gotas de ácido sulfúrico. A densa camada de nuvens provoca um enorme efeito de estufa, ou seja retém o calor fazendo com que Vénus seja o mais quente dos planetas.

É na camada de nuvens que ocorre uma forte reflexão da luz solar, fenómeno que é responsável pelo brilho deste planeta. De facto, Vénus é, depois do Sol e da Lua, o astro mais brilhante no céu e, por isso, se vê facilmente a olho nu. E, tal como a Lua, pode ser visto de dia e de noite. O seu brilho resulta da reflexão da luz solar na camada de nuvens.

 João Pedro, 7ºB

CIMG1582

Simone Ferreira, 7ºB

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O Sistema Solar é constituído por 8 planetas: Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno.

Há muitos planetas no Sistema Solar que têm satélites, por exemplo, a Terra tem 1 satélite: Lua; Marte tem 2 satélites: Fobo e Deimos; Júpiter tem 67 satélites: Lo, Europa, Ganimedes, Calisto e mais; Saturno tem 62 satélites: Mimas, Encélado, Tétis, Dione, Reia e mais; Úrano tem 27 satélites: Puck, Miranda, Ariel, Umbriel e outros; Neptuno tem 14 satélites: Tritão e Nereida, entre outros.

Marte é o quarto planeta a partir do Sol. É também o segundo menor planeta no Sistema Solar. Batizado em homenagem ao deus romano da guerra, muitas vezes é descrito como o “Planeta Vermelho”, porque o óxido de ferro predominante na sua superfície lhe dá uma aparência avermelhada.

Marte está sendo explorado por cinco naves espaciais atualmente: três em órbita — Mars Odyssey, Mars Express e Mars Reconnaissance Orbiter — e duas na superfície — Mars Exploration Rover Opportunity e Mars Science Laboratory Curiosity.

Marte é um planeta rochoso com uma atmosfera fina, com características de superfície que lembram tanto as crateras de impacto da Lua quanto vulcões, vales e desertos. Recentemente, a NASA divulgou uma grande descoberta para a imprensa, a descoberta de fortes evidências que indicam a existência de água líquida na superfície marciana. Já não é de hoje que cientistas sabem da existência de gelo em certas regiões de Marte, mas nunca se conseguiu nada sobre água liquida correndo pela superfície de Marte.

 Afonso Vaz,7ºD

mara isodoro 7ºB

maqueta de Mara Isidoro, 7ºB

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Será realmente a questão da Génese um tabu para a Ciência? Façamos votos para que os apaixonantes trabalhos de investigação sobre a origem da Vida ou da Terra, possam prosseguir na serenidade necessária, sem qualquer ideia preconcebida sobre os seus resultados, sem que estes sejam interpretados como ofensas a quem quer que seja, mas, pelo contrário, como um elemento mais do percurso natural da Ciência.

Da pedra à estrelaALLÈGRE, Claude (1987), Da Pedra à Estrela, Coleção Ciência Nova, nº 4, Publicações Dom Quixote, 1ª edição, Lisboa

A obra Da Pedra à Estrela revela ao leitor que a geologia e a astronomia são ciências que se ignoraram mutuamente  durante muitos anos. O autor refere que os geólogos estudam a história da Terra, os astrónomos, a do Universo. Uns trabalham com martelos e bússolas, os outros com telescópios. As atenções dos primeiros estão concentradas na terra, as dos segundos no céu. No entanto, segundo o autor, nos últimos anos esta divergência tem vindo a desaparecer.

Este livro fala-nos sobre a origem da Terra, sobre a maneira como este planeta se formou e sobre as condições que lhe permitiram tornar-se hospitaleira para a vida e para o homem. O autor refere que estas são questões que todas as civilizações humanas levantam e que, na sua opinião, os modos de abordar este problema variam conforme as sociedades, mas constituem uma das bases da reflexão de qualquer civilização.

À medida que avançamos na leitura, apercebemo-nos que o problema da origem da Terra pertence ao domínio da Ciência, no entanto, ultrapassa-a largamente. Ao longo da obra o autor faz referência ao facto da geologia se recusar a abordar a sua história antiga, o que leva o leitor a questionar como é que a geologia, que é a disciplina que tem por objeto o estudo da Terra, da sua estrutura e da sua evolução, pode recusar abordar o nascimento da própria Terra. O  autor questiona mesmo quais as razões que motivam este silêncio prolongado, esta repulsa por um assunto que deveria constituir o próprio cerne dos estudos geológicos.

Para que o leitor fique esclarecido, ao longo da obra, Claude Allègre entra no domínio «interdito» aos geólogos, utilizando as ferramentas da geologia e decifrando as mensagens inscritas nas rochas, permitindo assim ao leitor percorrer a própria história da geologia.

Considero esta obra, repleta de ilustrações, muito interessante porque discute a história da Terra e a sua formação, em que se convida o leitor a fazer uma viagem ao centro da Terra, para obter um conhecimento mais profundo sobre a origem do nosso planeta. Trata-se de um livro escrito de um modo muito didático, embora estejamos perante uma obra científica destinada a não especialistas, o que facilita a sua leitura e compreensão.

Rita Pereira, 10ºC

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Um buraco negro é um corpo celeste que é originado por um colapso de estrelas com massa muito superior à do Sol. Nestes corpos, a atração gravítica é tão elevada que nada, nem mesmo a luz, consegue escapar à sua atração pelo que, desta forma, os buracos negros “consomem” tudo o que existe na sua proximidade.

Uma estrela que se aproxima de um buraco negro e é sugada devido à atração gravítica.

Uma estrela aproxima-se de um buraco negro e é sugada devido à atração gravítica

Quando uma estrela com massa bastante maior que a do Sol chega ao final da sua vida, ou seja, quando o seu “combustível” (o elemento Hidrogénio) começa a chegar ao fim, ela vai contrair-se ocorrendo várias colisões entre as partículas que a constituem, o que leva a um grande aumento da temperatura. Com temperaturas elevadas, na ordem dos 30 milhões de graus Celsius, vão ocorrer reações de fusão nuclear, nas quais núcleos de Hélio se fundem com núcleos de Carbono, dando origem a núcleos mais pesados como os de Oxigénio acompanhadas de grande libertação de energia e materiais (uma explosão). Forma-se uma estrela Supernova, que tem uma massa maior que a estrela que lhe deu origem. Nesta etapa da vida de uma estrela, dão-se também reações de fusão nuclear que a mantêm estável. No entanto, quando estas reações se esgotam, a estrela fica com um núcleo muito denso que ao colapsar origina um buraco negro.

Estes corpos celestes são apelidados de Buracos Negros porque a força da gravidade é tão elevada que toda a luz existente à sua volta é absorvida, o que origina uma zona negra no Espaço. Da mesma forma que a luz é absorvida, todos os outros corpos celestes também o são. Com a absorção de toda a matéria, os buracos negros expandem-se atingindo dimensões enormes. Os maiores buracos negros são chamados buracos negros supermassivos e resultam da fusão de dois ou mais buracos negros. Este tipo de buracos negros podem encontrar-se com mais frequência no centro das galáxias e a sua massa equivale à massa de muitas estrelas.

Na nossa galáxia, um buraco negro conhecido como Sagittarius A, cintila pelo menos uma vez por dia, este fenómeno deve-se à existência de inúmeros asteróides à sua volta e que são absorvidos

Na nossa galáxia, um buraco negro conhecido como Sagittarius A cintila pelo menos uma vez por dia; este fenómeno deve-se à existência de inúmeros asteróides à sua volta e que são absorvidos

Conclui-se assim que os buracos negros são corpos existentes no Universo que absorvem luz e matéria. Apesar de existirem em grande quantidade e de serem objeto de constante investigação, ainda há muito por conhecer sobre este fenómeno do Universo, pois estes corpos celestes só podem ser investigados através da observação mas, como nada sai deles, nada chega até nós.

Duarte Santiago, 10ºC

Bibliografia:
Imagens:

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pergunta

solO Sol é a estrela central do Sistema Solar. É a estrela que se encontra mais perto de nós e ocupa 99,86% da massa total do Sistema Solar, possuindo uma massa 332 900 vezes maior que a da Terra. A distância da Terra ao Sol é de cerca de 150 milhões de quilómetros. A luz solar demora aproximadamente 8 minutos e 18 segundos para chegar à Terra e, portanto, se o Sol “morresse”, só saberiamos 8 minutos e 18 segundos após a sua morte. Esta estrela é composta por hidrogénio (74% da sua massa e 92% do seu volume), hélio ( 24% da sua massa e 7% do seu volume) e por pequenas quantidades de outros elementos como, por exemplo, o ferro.

Como se formou o Sol?

Os estudos mais recentes ainda não explicam exatamente como o Sol se formou, mas pensa-se que antes do Sol surgir, o que existia no lugar do sistema solar era uma gigantesca nuvem de gases e poeiras. Acredita-se que no centro da nuvem se concentrou uma porção de massa, e por ser tão grande e pesada, a sua força gravitacional reteve os gases com facilidade dando origem a esta estrela.

O que são erupções solares?

As erupções solares são explosões na superfície do Sol causadas por mudanças repentinas no seu campo magnético. A atividade na superfície solar pode causar níveis altos de radiação que pode vir em forma de partículas (plasma) ou radiação eletromagnética (luz). Quando uma elevada quantidade de energia armazenada no campo magnético solar explode, o Sol liberta porções de energia na forma de radiações de todo o espetro electromagnético, que vão desde ondas de rádio até aos raios X e raios gama.

O que são ventos solares?

A matéria libertada pelo Sol e que se desloca pelo espaço interplanetário é chamada vento solar. O vento solar é formado por partículas com valores elevados de energia. Quando a atividade solar não é significativa, o vento solar é uniforme e com velocidade aproximada de 400 km por segundo; mas quando há perturbações solares violentas, o vento solar pode alcançar velocidades muitas vezes superiores às observadas normalmente.

ventos solares

Qual a importância do sol?

O Sol é indispensável para a Terra, constituindo a fonte energia que mantém toda a vida no planeta. A energia libertada pelo sol provém do núcleo solar através de reações termo-nucleares. Também desempenha um papel importante na astronomia pois o seu estudo serve de base para o conhecimento de outras estrelas que, de tão distantes, nos surgem como meros pontos de luz. O Sol é estudado através de telescópios, como por exemplo o telescópio ‘’Gregor’’, que permite estudar o seu interior e produzir imagens do seu núcleo. Para além disto , o estudo da luz do Sol e do respetivo espetro contribuiu para a descoberta do elemento hélio. Foi Isaac Newton que demonstrou em 1665/66 que a luz branca (luz do Sol) ao passar por um prisma se decompõe em luzes de diferentes cores, formando um espetro como o arco-irís – o espetro solar. Em 1814, Joseph Fraunhofer, usando inicialmente prismas e depois redes de difração, constatou que o espectro solar na realidade contém centenas de linhas negras sobre as cores. Também ocorrem linhas nas regiões invisíveis do espetro, ou seja, na zona do infravermelho, ultravioleta e outras. As radiações emitidas pelo sol são absorvidas tanto pela atmosfera solar como pela nossa atmosfera sendo, por isso, observadas como espetros de absorção. O espetro de absorção do Sol, e de outras estrelas, permite identificar elementos químicos individuais, presentes nas suas camadas exteriores. As riscas escuras deste espetro designam-se por riscas de Fraunhöfer.

espetro solar

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A luz do Sol deve-se a reações nucleares de fusão em que intervém o hidrogénio. O Sol brilha há pelo menos 4,5 biliões de anos e ainda tem hidrogénio suficiente por mais 10 biliões de anos, no entanto, quando o hidrogénio do Sol acabar, acredita-se que este se irá contrair auxiliado pela sua elevada força de gravidade. À medida que isso for ocorrendo, aquecerá ainda mais, fazendo com que o seu raio se expanda e transformando-se numa estrela chamada Gigante Vermelha. O Sol ficará tão grande que ultrapassará em tamanho a órbita da Terra, atraindo para o seu interior o nosso planeta e o resto do sistema solar. Por fim, o centro também arrefecerá até se tornar numa estrela conhecida por Anã branca. Agonizante e mais fria, não conseguirá produzir mais energia a partir da fusão e perderá todo o seu brilho.

Saber mais (vídeos): O Sol ; Linhas Espetrais

Sara Sequeira, 10ºC

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Num Universo que já tem 10 ou 15 mil milhões de anos, estamos constantemente a ter surpresas.

Carl Sagan

Um dos factos que contribuiu para validar a teoria do Big Bang (teoria que afirma que o Universo teve origem numa explosão, seguida de uma expansão), foi a descoberta da radiação cósmica de fundo.

radiação cósmica de fundo

radiação cósmica de fundo

A existência desta radiação foi prevista, muito antes da sua deteção, por volta de 1934, quando o físico Richard Tolman revelou teoricamente que, se o Universo estava em expansão, teria que estar preenchido por uma radiação. E se o Universo foi inicialmente muito quente, como a Teoria do Big Bang sugere, devia ser possível encontrar vestígios desse calor que estaria na forma de uma radiação que hoje se designa por radiação cósmica de fundo.

A descoberta desta radiação, que na seriação do espetro eletromagnético se localiza na zona dos microondas, e a sua observação experimental, permitiu excluir o modelo do Estado Estacionário da lista de possíveis modelos de formação do Universo. Segundo o modelo do Estado Estacionário, o Universo expande-se sendo

Arno Penzias e Robert Wilson

Arno Penzias e Robert Wilson

criada nova matéria nos espaços entre as galáxias, mantendo assim a densidade de matéria do Universo.

Em 1965, os americanos Arno Penzias e Robert Wilson, ambos radioastrónomos do Bell Telephone Laboratories, confirmaram a existência desta radiação. A descoberta envolveu um episódio curioso. Estes cientistas, construiram uma antena para testes de comunicação de baixo ruído com o satélite Echo. Três anos depois, a antena deixou de ser necessária para os testes de comunicação de baixo ruído e começou a ser utilizada para estudar radiações rádio presentes na Via Láctea. Mas cedo os dois radioastrónomos descobriram um irritante ruído de fundo que contaminava as medições. Esse ruído parecia não derivar de fontes de ondas de rádio de origem humana, de outro planeta ou até mesmo do Sol. O desespero levou a que Penzias e Wilson pensassem que a origem desse ruído estava no casal de pombos que nidificava na antena. Mas chegaram à conclusão que a origem desse ruído não era do casal de pombos mas sim de origem cósmica – estava identificada a radiação cósmica de fundo. Mais tarde, em 1965, Penzias e Wilson publicaram no Astrophysical Journal artigos sobre os resultados obtidos.

Raquel Cardoso, 10ºC

Bibliografia:

  • Química em Contexto 10 – Teresa Sobrinho Simões, Maria Alexandra Queirós e Maria Otilde Simões – Porto Editora 2012.

Citação:

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A Lua é o único satélite natural da Terra e o nosso vizinho mais próximo, situando-se a 384 400 Km do nosso planeta. Devido a essa proximidade, foi o primeiroobjeto de exploração planetária: em 20 de Julho de 1969, Neil Armstrong comandava a nave espacial Apollo 11 e foi o primeiro homem a pousar na Lua e a caminhar na sua superfície.

fig 1 – fases da Lua

Não tendo luz própria, a Lua reflete a luz do Sol. No entanto, o seu movimento em torno da Terra faz com que essa luz seja refletida a partir de posições diferentes,alterando a forma como a vemos (fases da Lua). Contudo e devido ao facto do período de rotação da Lua ter a mesma duração que o seu período de translação (27 dias), vista da Terra, a Lua exibe sempre a mesma face, o chamado lado visível da Lua. Este facto originou várias especulações em relação ao lado oculto da Lua, que na verdade fica iluminado na sua fase de Lua Nova.

fig. 2 – lado visível da lua

A Lua não possui atmosfera, pelo que a radiação solar penetra totalmente na sua superfície. Apresenta temperaturas extremas de dia e de noite,  fator que combinado com um ambiente de forte radiação, impossibilita a existência de vida. É também devido à inexistência de uma atmosfera, que a superfície lunar é constituída por crateras de impacto, originadas por colisões de asteróides e cometas, e tem-se mantido inalterável desde a sua formação. As crateras têm diversos tamanhos; as maiores possuem vários quilómetros de diâmetro e foram apelidadas de ‘Mares’, pois os primeiros astrónomos confudiram-nas com oceanos.

fig. 3 – lado oculto da lua

Eclipses Lunares

Este fenómeno ocorre quando a Terra se encontra entre a Lua e o Sol, sempre durante a fase de lua cheia. Os eclipses lunares podem ser vistos em diversas regiões do planeta, ao contrário de um eclipse solar, que se restringe apenas a pequenas regiões.

Elena Ostrovan, 10ºC
Fontes:

(texto realizado no âmbito de uma tarefa interdisciplinar Português/Física)

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Saul Perlmutter, Brian Schmidt, Adam Riess descobriram que algumas supernovas distantes apresentavam intensidade luminosa muito menor do que o esperado levando à conclusão de que o universo está em expansão acelerada – pelos avanços científicos relacionados com essa descoberta foram hoje galardoados com o Prémio Nobel da Física de 2011. Para coincidir com este evento, resolvemos adiantar a publicação deste novo BibliCiência, que trata precisamente do tema – as estrelas.

Laila Ribeiro

Todos sabemos que o Sol é a estrela do nosso sistema solar e que existem também outras estrelas que são visíveis da Terra durante a noite, quando não são ofuscadas pela luz do Sol ou bloqueadas por fenómenos atmosféricos. Mas o que é uma estrela? Como se forma? E como morre?

Pode-se dizer que uma estrela é uma grande e luminosa esfera de plasma que se mantém devido apenas à atração (gravidade) entre os materiais que a constituem.

Uma estrela forma-se pelo colapso de uma nuvem composta principalmente de hélio e vestígios de elementos mais pesados (as nebulosas planetárias). Quando o núcleo estelar é suficientemente denso, parte do hidrogénio é convertido em hélio pelo processo de fusão nuclear. A pressão interna da estrela impede que ela colapse devido à sua própria gravidade.

Durante uma parte da sua vida, a estrela brilha devido a reações de fusão nuclear do hidrogénio no seu núcleo que liberta energia. Na natureza, a maioria dos elementos mais pesados que o hélio foram criados por estrelas, seja pela nucleossíntese estelar durante as suas vidas ou pela nucleossíntese de uma supernova, quando as estrelas explodem.

Quando o combustível do núcleo (o hidrogénio) se esgota, as estrelas pequenas (com pelo menos 40% da massa do Sol) expandem-se para se tornarem gigantes vermelhas, e em alguns casos fundem elementos mais pesados no núcleo ou em camadas à volta do núcleo. A estrela evolui então para uma forma diferente, libertando parte do material para o ambiente interestelar, onde será formada uma nova geração de estrelas com uma maior proporção de elementos pesados (anãs brancas).

Existem outros casos em que as estrelas com massa mais elevada do que o sol, morrem num processo mais complexo, porque passam por uma fase de supergigantes, consumindo no seu interior elementos cada vez mais pesados e acabam por morrer sob a forma de uma supernova, numa explosão catastrófica capaz de produzir tanta luz como uma galáxia inteira. No centro desta explosão que origina a supernova poder-se-á formar ou uma estrela de neutrões ou um buraco negro.

Conclui-se que, quanto maior for uma estrela, menor irá ser o seu período de vida e vice-versa. Pode-se afirmar que todos os elementos químicos formados no nosso universo descendem da explosão de uma estrela (supernova).

Vasco Velez, 12ºC

imagem daqui

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BRYSON, Bill, Breve História de Quase Tudo,  Bertrand Editora, 2009

Bill Bryson é um escritor americano de renome que, basicamente, escreveu livros sobre as suas viagens como The Lost Continent e Notes of a Small Island. Para grande surpresa, Bryson levou a cabo uma intensa pesquisa científica de vários anos, consultando centenas de obras, resultando num livro com um título nada modesto, Breve História de Quase Tudo (uma espécie de “viagem” pelo mundo da ciência!).

Esta obra toca todas as áreas da ciência ao longo de mais de quinhentas páginas e nada mais óbvio do que começar com o ínicio do universo, há cerca de 13,7 mil milhões de anos, salientando não só a insignificância que representamos em comparação com o resto do universo (uma das grandes capacidades literárias de Bryson são as suas admiráveis analogias – parafraseando Bryson: se imaginássemos a Terra do tamanho de uma ervilha, Júpiter estaria a 300 metros de distância, Plutão ficaria a cerca de 2,5 quilómetros de distância, e a Próxima de Centauro, a estrela mais próxima da Terra, estaria a 16 mil quilómetros), como também o privilégio que o nosso planeta possui por ter vida, tendo em conta as infinitas condições para que tal possa acontecer (por exemplo, para que o universo existisse como tal, possibilitando a existência de vida, é necessário que sete milésimos da massa do hidrogénio seja convertido em energia para a formação de hélio, porém se esse valor fosse ligeiramente superior, todo o universo era constituído somente de hidrogénio).

sistema solar - dimensões comparativas

Mas a obra de Bryson não se restringe à história do universo, este é  somente o início de um  guia de descobertas científicas. Posteriormente, ele explora os mais variados campos da ciência, desde a física quântica até à biologia, passando pela origem da vida e o consequente processo evolutivo até ao Homo sapiens (referindo a teoria de Darwin, e a importância do ADN e cromossomas), e  a geologia, nomeadamente a possibilidade de extinção de dinossauros causada por um meteorito e a possibilidade de se detectar esses corpos celestes antes de chocarem na superfície terrestre (apresentando as características da estrutura interna da Terra).

Bill Bryson

Embora esta obra de Bryson possua um carácter bastante superficial (como não podia deixar de ser, tendo em conta o seu  título), assim como um registo um pouco apressado e por vezes até confuso, pois a sequência de informação ao longo da obra não apresenta uma ordem específica, é de elogiar a maneira como explica cada área das ciências. Isto porque uma das características da sua escrita é o humor que percorre toda a obra. Ao ler o livro, é possível começarmos a rir perante determinados exemplos dados pelo autor, ou pelo modo como descreve a vida dos cientistas que fizeram grandes descobertas (especialmente as suas atitudes excêntricas). Este elemento, juntamente com um pouco de teoria, de prática, de números e factos, leva o leitor a querer sempre saber mais, cativando-o até à última página. Recomenda-se uma atenção especial ao epílogo de Bryson, que está genial, pois leva-nos a reflectir sobre as  eventuais consequências da explosiva evolução científica que hoje presenciamos.

Em suma, ao acabar de ler o livro, fica-se com a ideia de que na verdade não sabemos mesmo quase nada, ao contrário da primeira impressão que nos é sugerida pelo título. Como disse Sócrates, “só sei que nada sei”.

 Filipe Hanson, 11ºB

Nota do editor: 3º texto mais votado pelos alunos no concurso de artigos críticos sobre obras de divulgação científica

imagens: daqui  e daqui

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Satélites geoestacionários são satélites artificiais que se encontram parados relativamente a um ponto fixo sobre a Terra, porque o tempo que demoram a orbitar a Terra é igual ao seu período de rotação. Isto significa que um satélite geoestacionário tem que se mover com a mesma velocidade angular, pois move-se continuamente em torno do eixo da Terra com a frequência de uma volta por dia.

As órbitas descritas pelos satélites dependem da função a que se destinam. A órbita geoestacionária é normalmente usada pelos satélites geoestacionários que têm funções de comunicação, de observação de regiões específicas da Terra (por exemplo, para fins militares) e de monitorização do clima (necessária à meteorologia).

Todos os satélites possuem uma característica comum: a única força que actua sobre eles é a força gravítica que é responsável pela sua órbita em torno da Terra.

Os satélites geoestacionários efectuam um movimento circular e uniforme, cujas características são:

  • Trajectória circular;
  • Velocidade com direcção e sentido variável mas de módulo constante;
  • Força resultante (força centrípeta) sempre perpendicular à velocidade;
  • Aceleração (aceleração centrípeta) sempre perpendicular à velocidade.

Diogo Fonseca, 12ºA

Fotografias daqui

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Neste Verão, leve a Ciência na bagagem. Visite o interior de uma barragem, siga os trilhos do lobo ibérico, desça a uma mina e fique a ver estrelas com os amigos e a família. São milhares de acções gratuitas em todo o país, sempre na companhia de especialistas. Uma iniciativa da Ciência Viva, em colaboração com instituições científicas, museus, Centros Ciência Viva, associações, autarquias e empresas.

E sabia que Portugal integra uma das 25 regiões, a nível mundial, onde a conservação do património natural é essencial para preservar a biodiversidade do planeta? No Ano internacional da Biodiversidade a Ciência Viva no Verão dá-lhe a conhecer a fauna, a flora e os habitats do nosso país.

in: http://www.cienciaviva.pt/veraocv/2010/

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Um curioso mapa conceptual da evolução científica do ser humano representada como  uma rede de metro com diversas linhas, com estações de origem, pontos de intersecção, vias em construção, etc., proposto pelo ojo científico.

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Decorreu no passado dia 17 de Março de 2010, por volta das 17h30, na Fundação Calouste Gulbenkian, com a colaboração da Sociedade Portuguesa de Astronomia, a Sessão de encerramento do Ano Internacional da Astronomia 2009. O evento incluiu a inauguração da exposição “A Astronomia no Portugal de Hoje”, o lançamento do livro Mensageiro das Estrelas e uma conferência “Ano Internacional da Astronomia em Portugal: E depois do adeus”.

No âmbito desta área, as alunas Marta Serra e Ana Rodrigues estão a desenvolver um blogue de Astronomia, na disciplina de Área de Projecto, com o objectivo de divulgar a Astronomia junto da comunidade escolar e estimular o interesse pelo tema.

Skat – um blogue de Astronomia” vai desenvolver-se durante o corrente ano lectivo, com actualizações semanais. Proporcionará aos interessados uma visão atenta sobre o mundo da Astronomia e os desafios quotidianos dos cientistas desta área.

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Ana Rodrigues e Marta Serra, 12º C

Orientação do projecto: Professora Laila Ribeiro

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Das várias teorias sobre a formação do Universo, a actualmente mais aceite entre a comunidade científica é a Teoria do Big Bang porque se baseia num maior número de factos comprovados.

Segundo esta teoria, o Universo teria nascido entre 13 e 20 mil milhões de anos atrás, a partir de uma grande concentração de matéria e energia extremamente densa e quente que explodiu e começou a expandir-se dando origem a toda a matéria que conhecemos.

Existem várias evidências da teoria, tais como: a expansão do Universo, ou seja, diferentes galáxias que constituem o Universo estão a afastar-se umas das outras a uma velocidade que é proporcional à distância entre elas; outra evidência é a radiação cósmica de fundo, esta é uma radiação electromagnética microondas, que teve origem na grande explosão e ainda hoje envolve todo o Universo; e por fim a abundância dos elementos mais leves no Universo; actualmente o Hidrogénio é o elemento mais abundante, seguido do Hélio e de outros elementos bastante leves. Este facto defende a teoria pois esta refere que estes elementos foram os primeiros a serem formados.

Todavia, é de notar que a teoria do Big Bang apresenta diversas limitações, pois esta não explica o que explodiu, o que existia antes do Big Bang e se a expansão se verificará continuamente ou se ocorrerá uma contracção, ou seja o Big Crunch. É também de referir que a teoria do Big Bang é apenas uma de muitas outras teorias existentes sobre a formação do Universo.

Tiago Afonso, 10ºC

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