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2016Apesar de ainda faltarem alguns dias para o final do ano e ainda muita coisa poder acontecer, é chegada a hora de olhar para trás e escolher o acontecimento mais marcante, quer a nível nacional, quer internacional – terá sido o que nos fez mais feliz? Ou pelo contrário o que nos marcou, ou ao país, ao mundo de uma forma negativa? Terá sido o que nos surpreendeu mais?

Eis a pergunta que propomos aos leitores com esta nova sondagem. Diga-nos a sua opinião (na caixa lateral do lado direito do blog).

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2016

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Fonte: Observador

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Assinatura do Tratado de Versailles

Assinatura do Tratado de Versalhes

Ao cabo de quatro anos e três meses do conflito que ficou conhecido como a Grande Guerra, quando a Alemanha assina o armistício em 11 novembro de 1918, as consequências não se contabilizaram só pelos dez milhões de mortos e cinco milhões de feridos. A mentalidade confiante e racionalista da sociedade burguesa de inícios do século XX sofreu um corte devido ao choque causado pelo conflito, avizinhando-se uma nova ordem internacional com as democracias vitoriosas a iniciarem o processo de reordenamento do espaço europeu e do Médio Oriente. O fim do conflito marcou, assim, a vitória das democracias liberais do ocidente europeu sobre os velhos impérios autocráticos da Europa central e do leste e do Império Otomano. O Império Russo foi o primeiro a desaparecer quando Lenine, após a revolução socialista de 1917, assinou, em março de 1918, a paz com a Alemanha em Brest-Litovsky, embora com inúmeras perdas territoriais nomeadamente para a Polónia, Ucrânia e independência da Estónia, Letónia, Lituânia e Finlândia.

Sátira da época ao Tratado de Versalhes

Sátira da época ao Tratado de Versalhes

Para os vencidos, as perdas foram violentas, sendo os seus impérios desmembrados em consequência dos acordos de paz de 1919. A Alemanha foi considerada a responsável pelo conflito e o seu império, dominado pelos Hohenzolern, desapareceu: além de instaurar a república, perdeu 1/10 da população e 1/7 do seu território, nomeadamente, as regiões da Alsácia-Lorena para a França, territórios para a Polónia, Bélgica, Dinamarca e Checoslováquia. A estes factos, juntam-se outras penalizações como a perda das colónias, desmilitarização de zonas fronteiriças, redução do exército e da marinha mercantil, além das reparações financeiras que ascenderam a centenas de milhões de marcos. O Império Austro-húngaro foi totalmente desmembrado, surgindo os novos estados da Áustria, reduzida aos Alpes Orientais e a uma pequena planície junto ao Danúbio, da Hungria e da Checoslováquia, tendo sido ainda alguns territórios desse antigo império integrados na Itália, Roménia, Grécia, Polónia e Jugoslávia, que se tornou independente. A Bulgária deixou de ter acesso ao mar Mediterrâneo. O vasto Império Otomano do sultão Maomé VI foi dos mais penalizados, ficando reduzido às dimensões da atual Turquia e perdendo todos os territórios do Médio Oriente, originando novos estados como o Iraque, sob influência britânica, Síria e Líbia, protetorados da França, Transjordânia, Palestina e Egito sob tutela britânica, o reino independente da Arábia Saudita, enquanto o Curdistão e a Arménia alcançam a autonomia.

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Esta nova ordem internacional, saída da Conferência de Paz iniciada em janeiro de 1919, não vaticinava resultados duradouros pois os vários tratados, nomeadamente o emblemático Tratado de Versalhes, foram impostos pelos países vencedores aos países vencidos, que nem sequer colaboraram na elaboração dos textos. Esta humilhação e prepotência virá a ser um dos pretextos apresentados pelos nacionalistas alemães para vingar o seu orgulho ferido. Mas, mesmo entre os vencedores, as ambições hegemónicas e a distribuição das reparações de guerra geraram grande descontentamento, nomeadamente em Portugal e Itália, sendo que este último também demonstrou o seu desagrado por não lhe ter sido atribuído alguns territórios anteriormente prometidos. Nesta redefinição das fronteiras, as minorias nacionais não foram consideradas e, sem respeito pela identidade étnica e cultural, foram espalhadas por vários países. Deslocaram-se assim milhões de pessoas, sendo o caso mais grave a fixação na região checa dos Sudetas de milhares de alemães facto que servirá, nos anos 30, de argumento a Hitler para reclamar a integração desse território na Alemanha.

Reunião da Sociedade das Nações, Genebra 1920

Reunião da Sociedade das Nações, Genebra 1920

Porém, enquanto decorria a Conferência de Paz, apesar das divergências, havia a esperança que este conflito acabaria com todas as guerras. E foi pensando nisso que o presidente americano Woodrow Wilson propôs a criação de uma “organização geral das nações” para “desenvolver a cooperação entre nações e garantir paz e segurança”, constando essa pretensão num dos pontos do Tratado de Versalhes. A Sociedade das Nações, com sede em Genebra, tornou-se assim um instrumento de esperança que, em breve, se mostrou ineficaz pois os erros cometidos na Conferência de Paz vieram demonstrar que eram bastante ambiciosos os objetivos da SDN e difíceis de concretizar. Para complicar o sucesso político da SDN, os EUA, responsáveis pela sua formação, decidem não a integrar, descontentes com as atitudes hegemónicas dos países europeus e com as asfixiantes indemnizações exigidas aos países vencidos.8 - charges sobre a Primeira Guerra Mundial - Revista A Cigarra - 1917 - Blog do IBA MENDES...

Como em todos os grandes conflitos, às alterações geopolíticas juntam-se as transformações demográficas, económicas e financeiras. Assistiu-se ao envelhecimento da população, excedentes de população feminina, diminuição de mão-de-obra pois os mortos e feridos eram adultos do sexo masculino. Sobretudo a Europa central tornou-se um território em ruínas, com campos agrícolas devastados, fábricas destruídas e vias de transporte e comunicações desorganizadas. Os preços aumentaram sem que houvesse a devida correspondência no aumento dos salários, tornando-se habitual o racionamento dos bens essenciais. A Europa torna-se dependente dos EUA quanto aos empréstimos e fornecimento de bens, acentuando o seu endividamento e decadência.

8 - charges sobre a Primeira Guerra Mundial - Revista A Cigarra - 1917 - Blog do IBA MENDES....Futuros líderes políticos como Hitler, Churchill, De Gaulle e chefes militares como Rommel, Montgomery e Jukov participaram no conflito, cujo final representaria o triunfo da justiça e da igualdade e um futuro risonho para a Humanidade. Tal não veio a acontecer pois os erros cometidos por políticos ambiciosos abriram caminho ao autoritarismo e fizeram com que duas décadas mais tarde o mundo vivesse a uma catástrofe ainda maior. Como tal, é natural que se diga que a Grande Guerra foi a antecâmara da 2ª Guerra Mundial.

Luísa Oliveira

imagens: daqui, daqui, daqui e daqui

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Quarto Stato, de Pellizza de Volpedo (1901)

Il Quarto Stato, de Pellizza de Volpedo (1901)

O dia 1º de maio, Dia do Trabalhador, comemora essencialmente a dignidade do trabalhador e das condições no trabalho. As suas origens remontam ao séc. XIX, numa época em que a desumanização laboral consequente da revolução industrial já fizera surgir as primeiras organizações sindicais, em particular junto do proletariado urbano.

Quando em 1 de maio de 1886 os trabalhadores de Chicago se manifestaram em favor da jornada de 8 horas de trabalho foram fortemente reprimidos pela polícia, tendo resultado desse confronto dezenas de mortos e feridos, quer da parte da polícia quer dos manifestantes, nesse dia e nos que se lhe seguiram, ficando o acontecimento conhecido como a Revolta de Haymarket.

Mais tarde, em 1889, a data é escolhida pelos movimentos internacionais socialistas para manifestações em favor da luta pelos direitos no trabalho em homenagem ao levantamento de Chicago, 3 anos antes. A data vai assim  sendo progressivamente adotada em diversos países como feriado nacional.

Em Portugal, apenas em 1 de maio de 1974 a data é celebrada livremente numa manifestação, que foi provavelmente a que reuniu o maior número de pessoas de sempre em todo o país, particularmente em Lisboa. Nela se juntou a celebração do Dia do Trabalhador com a alegria de um país a 5 dias apenas do golpe de 25 de abril que lhe restituiu a liberdade.

(as imagens de cartazes do 1º de Maio destinam-se exclusivamente a fins educativos e são originárias de diversas fontes, particularmente daqui)

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Sobre a última sondagem – quais os efeitos dos cortes financeiros nas escolas?

criseJá há dois anos que se tem mantido a mesma sondagem aqui no Bibliquais os efeitos dos cortes financeiros nas escolas. Primeiro, tornou-se difícil encontrar outra, quando tudo e todos à nossa volta tornavam praticamente este (ou a crise em geral) o único tema da atualidade; depois, desde que em finais de 2011 foi publicada até hoje, foi interessante observar a evolução do voto dos leitores: de uma vantagem clara inicial do quem gosta do que faz continuará a fazê-lo mesmo sob piores condições financeiras, foi-se passando para um pessimismo crescente, sendo hoje a maioria aqueles que sobrepõem uma grande desmotivação dos profissionais (34%) ao otimismo motivacional do item anterior, que acabou por se ficar por uns modestos 20%.

Ainda assim, 15% acredita que uma maior racionalização de recursos e soluções imaginativas para a sua falta poderão ajudar a superar os efeitos dos cortes, contra 12% que, pelo contrário, crê que a consequência será uma perca de qualidade no ensino e nos equipamentos. Finalmente, empatados em último lugar com 9,5%, os restantes votantes dividem-se entre os que acham que, apesar de tudo, os profissionais continuarão a dar o seu melhor pelos alunos, enquanto que outros tantos defendem que a vida nas escolas limitar-se-á às aulas e avaliação dos alunos.

No geral,  temos então um triunfo por 12% das perspetivas negativas sobre a visão mais otimista (ou terá ganho a abstenção?).

Nova sondagem – qual o acontecimento mais marcante de 2013?

Chegados ao final deste ano, que a muitos não deixará saudades, propomos agora aos leitores que escolham o acontecimento mais marcante de 2013 – nacional, 2013-clockinternacional, fica ao critério de cada um – será que a crise continua a ser o Tema dos Temas, ou outros acontecimentos como o apuramento para o Mundial de Futebol, a eleição do Papa, ou os ditos sinais de retoma já marcaram algum espaço nas nossas agendas de 2013? Estaremos quando chegados ao final de 2014 ainda encurralados no mesmo assunto? Esperemos que não… para darmos algum significado aos votos de Feliz Ano Novo.

E, para nos refrescar a memória, embora sem referências a Portugal (que se só parece ter tido relevo mediático global com o hat-trick the CR7 contra a Suécia ou com as ondas da Nazaré), aqui fica, com alguns tons de otimismo anglo-saxónico, 2013 em revista. (2013: what brought us together – o que nos juntou)

imagens: daqui e daqui

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nascer

  • excerto retirado daqui
  • ler mais: SARAMAGO, José (1999) Deste Mundo e do Outro, Editorial Caminho – disponível na BE; localização: 821.134.3. SAR39
  • ilustração de Nancy Ekholm Burkert, daqui

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