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2016Apesar de ainda faltarem alguns dias para o final do ano e ainda muita coisa poder acontecer, é chegada a hora de olhar para trás e escolher o acontecimento mais marcante, quer a nível nacional, quer internacional – terá sido o que nos fez mais feliz? Ou pelo contrário o que nos marcou, ou ao país, ao mundo de uma forma negativa? Terá sido o que nos surpreendeu mais?

Eis a pergunta que propomos aos leitores com esta nova sondagem. Diga-nos a sua opinião (na caixa lateral do lado direito do blog).

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2016

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Fonte: Observador

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Assinatura do Tratado de Versailles

Assinatura do Tratado de Versalhes

Ao cabo de quatro anos e três meses do conflito que ficou conhecido como a Grande Guerra, quando a Alemanha assina o armistício em 11 novembro de 1918, as consequências não se contabilizaram só pelos dez milhões de mortos e cinco milhões de feridos. A mentalidade confiante e racionalista da sociedade burguesa de inícios do século XX sofreu um corte devido ao choque causado pelo conflito, avizinhando-se uma nova ordem internacional com as democracias vitoriosas a iniciarem o processo de reordenamento do espaço europeu e do Médio Oriente. O fim do conflito marcou, assim, a vitória das democracias liberais do ocidente europeu sobre os velhos impérios autocráticos da Europa central e do leste e do Império Otomano. O Império Russo foi o primeiro a desaparecer quando Lenine, após a revolução socialista de 1917, assinou, em março de 1918, a paz com a Alemanha em Brest-Litovsky, embora com inúmeras perdas territoriais nomeadamente para a Polónia, Ucrânia e independência da Estónia, Letónia, Lituânia e Finlândia.

Sátira da época ao Tratado de Versalhes

Sátira da época ao Tratado de Versalhes

Para os vencidos, as perdas foram violentas, sendo os seus impérios desmembrados em consequência dos acordos de paz de 1919. A Alemanha foi considerada a responsável pelo conflito e o seu império, dominado pelos Hohenzolern, desapareceu: além de instaurar a república, perdeu 1/10 da população e 1/7 do seu território, nomeadamente, as regiões da Alsácia-Lorena para a França, territórios para a Polónia, Bélgica, Dinamarca e Checoslováquia. A estes factos, juntam-se outras penalizações como a perda das colónias, desmilitarização de zonas fronteiriças, redução do exército e da marinha mercantil, além das reparações financeiras que ascenderam a centenas de milhões de marcos. O Império Austro-húngaro foi totalmente desmembrado, surgindo os novos estados da Áustria, reduzida aos Alpes Orientais e a uma pequena planície junto ao Danúbio, da Hungria e da Checoslováquia, tendo sido ainda alguns territórios desse antigo império integrados na Itália, Roménia, Grécia, Polónia e Jugoslávia, que se tornou independente. A Bulgária deixou de ter acesso ao mar Mediterrâneo. O vasto Império Otomano do sultão Maomé VI foi dos mais penalizados, ficando reduzido às dimensões da atual Turquia e perdendo todos os territórios do Médio Oriente, originando novos estados como o Iraque, sob influência britânica, Síria e Líbia, protetorados da França, Transjordânia, Palestina e Egito sob tutela britânica, o reino independente da Arábia Saudita, enquanto o Curdistão e a Arménia alcançam a autonomia.

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Esta nova ordem internacional, saída da Conferência de Paz iniciada em janeiro de 1919, não vaticinava resultados duradouros pois os vários tratados, nomeadamente o emblemático Tratado de Versalhes, foram impostos pelos países vencedores aos países vencidos, que nem sequer colaboraram na elaboração dos textos. Esta humilhação e prepotência virá a ser um dos pretextos apresentados pelos nacionalistas alemães para vingar o seu orgulho ferido. Mas, mesmo entre os vencedores, as ambições hegemónicas e a distribuição das reparações de guerra geraram grande descontentamento, nomeadamente em Portugal e Itália, sendo que este último também demonstrou o seu desagrado por não lhe ter sido atribuído alguns territórios anteriormente prometidos. Nesta redefinição das fronteiras, as minorias nacionais não foram consideradas e, sem respeito pela identidade étnica e cultural, foram espalhadas por vários países. Deslocaram-se assim milhões de pessoas, sendo o caso mais grave a fixação na região checa dos Sudetas de milhares de alemães facto que servirá, nos anos 30, de argumento a Hitler para reclamar a integração desse território na Alemanha.

Reunião da Sociedade das Nações, Genebra 1920

Reunião da Sociedade das Nações, Genebra 1920

Porém, enquanto decorria a Conferência de Paz, apesar das divergências, havia a esperança que este conflito acabaria com todas as guerras. E foi pensando nisso que o presidente americano Woodrow Wilson propôs a criação de uma “organização geral das nações” para “desenvolver a cooperação entre nações e garantir paz e segurança”, constando essa pretensão num dos pontos do Tratado de Versalhes. A Sociedade das Nações, com sede em Genebra, tornou-se assim um instrumento de esperança que, em breve, se mostrou ineficaz pois os erros cometidos na Conferência de Paz vieram demonstrar que eram bastante ambiciosos os objetivos da SDN e difíceis de concretizar. Para complicar o sucesso político da SDN, os EUA, responsáveis pela sua formação, decidem não a integrar, descontentes com as atitudes hegemónicas dos países europeus e com as asfixiantes indemnizações exigidas aos países vencidos.8 - charges sobre a Primeira Guerra Mundial - Revista A Cigarra - 1917 - Blog do IBA MENDES...

Como em todos os grandes conflitos, às alterações geopolíticas juntam-se as transformações demográficas, económicas e financeiras. Assistiu-se ao envelhecimento da população, excedentes de população feminina, diminuição de mão-de-obra pois os mortos e feridos eram adultos do sexo masculino. Sobretudo a Europa central tornou-se um território em ruínas, com campos agrícolas devastados, fábricas destruídas e vias de transporte e comunicações desorganizadas. Os preços aumentaram sem que houvesse a devida correspondência no aumento dos salários, tornando-se habitual o racionamento dos bens essenciais. A Europa torna-se dependente dos EUA quanto aos empréstimos e fornecimento de bens, acentuando o seu endividamento e decadência.

8 - charges sobre a Primeira Guerra Mundial - Revista A Cigarra - 1917 - Blog do IBA MENDES....Futuros líderes políticos como Hitler, Churchill, De Gaulle e chefes militares como Rommel, Montgomery e Jukov participaram no conflito, cujo final representaria o triunfo da justiça e da igualdade e um futuro risonho para a Humanidade. Tal não veio a acontecer pois os erros cometidos por políticos ambiciosos abriram caminho ao autoritarismo e fizeram com que duas décadas mais tarde o mundo vivesse a uma catástrofe ainda maior. Como tal, é natural que se diga que a Grande Guerra foi a antecâmara da 2ª Guerra Mundial.

Luísa Oliveira

imagens: daqui, daqui, daqui e daqui

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Quarto Stato, de Pellizza de Volpedo (1901)

Il Quarto Stato, de Pellizza de Volpedo (1901)

O dia 1º de maio, Dia do Trabalhador, comemora essencialmente a dignidade do trabalhador e das condições no trabalho. As suas origens remontam ao séc. XIX, numa época em que a desumanização laboral consequente da revolução industrial já fizera surgir as primeiras organizações sindicais, em particular junto do proletariado urbano.

Quando em 1 de maio de 1886 os trabalhadores de Chicago se manifestaram em favor da jornada de 8 horas de trabalho foram fortemente reprimidos pela polícia, tendo resultado desse confronto dezenas de mortos e feridos, quer da parte da polícia quer dos manifestantes, nesse dia e nos que se lhe seguiram, ficando o acontecimento conhecido como a Revolta de Haymarket.

Mais tarde, em 1889, a data é escolhida pelos movimentos internacionais socialistas para manifestações em favor da luta pelos direitos no trabalho em homenagem ao levantamento de Chicago, 3 anos antes. A data vai assim  sendo progressivamente adotada em diversos países como feriado nacional.

Em Portugal, apenas em 1 de maio de 1974 a data é celebrada livremente numa manifestação, que foi provavelmente a que reuniu o maior número de pessoas de sempre em todo o país, particularmente em Lisboa. Nela se juntou a celebração do Dia do Trabalhador com a alegria de um país a 5 dias apenas do golpe de 25 de abril que lhe restituiu a liberdade.

(as imagens de cartazes do 1º de Maio destinam-se exclusivamente a fins educativos e são originárias de diversas fontes, particularmente daqui)

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Sobre a última sondagem – quais os efeitos dos cortes financeiros nas escolas?

criseJá há dois anos que se tem mantido a mesma sondagem aqui no Bibliquais os efeitos dos cortes financeiros nas escolas. Primeiro, tornou-se difícil encontrar outra, quando tudo e todos à nossa volta tornavam praticamente este (ou a crise em geral) o único tema da atualidade; depois, desde que em finais de 2011 foi publicada até hoje, foi interessante observar a evolução do voto dos leitores: de uma vantagem clara inicial do quem gosta do que faz continuará a fazê-lo mesmo sob piores condições financeiras, foi-se passando para um pessimismo crescente, sendo hoje a maioria aqueles que sobrepõem uma grande desmotivação dos profissionais (34%) ao otimismo motivacional do item anterior, que acabou por se ficar por uns modestos 20%.

Ainda assim, 15% acredita que uma maior racionalização de recursos e soluções imaginativas para a sua falta poderão ajudar a superar os efeitos dos cortes, contra 12% que, pelo contrário, crê que a consequência será uma perca de qualidade no ensino e nos equipamentos. Finalmente, empatados em último lugar com 9,5%, os restantes votantes dividem-se entre os que acham que, apesar de tudo, os profissionais continuarão a dar o seu melhor pelos alunos, enquanto que outros tantos defendem que a vida nas escolas limitar-se-á às aulas e avaliação dos alunos.

No geral,  temos então um triunfo por 12% das perspetivas negativas sobre a visão mais otimista (ou terá ganho a abstenção?).

Nova sondagem – qual o acontecimento mais marcante de 2013?

Chegados ao final deste ano, que a muitos não deixará saudades, propomos agora aos leitores que escolham o acontecimento mais marcante de 2013 – nacional, 2013-clockinternacional, fica ao critério de cada um – será que a crise continua a ser o Tema dos Temas, ou outros acontecimentos como o apuramento para o Mundial de Futebol, a eleição do Papa, ou os ditos sinais de retoma já marcaram algum espaço nas nossas agendas de 2013? Estaremos quando chegados ao final de 2014 ainda encurralados no mesmo assunto? Esperemos que não… para darmos algum significado aos votos de Feliz Ano Novo.

E, para nos refrescar a memória, embora sem referências a Portugal (que se só parece ter tido relevo mediático global com o hat-trick the CR7 contra a Suécia ou com as ondas da Nazaré), aqui fica, com alguns tons de otimismo anglo-saxónico, 2013 em revista. (2013: what brought us together – o que nos juntou)

imagens: daqui e daqui

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nascer

  • excerto retirado daqui
  • ler mais: SARAMAGO, José (1999) Deste Mundo e do Outro, Editorial Caminho – disponível na BE; localização: 821.134.3. SAR39
  • ilustração de Nancy Ekholm Burkert, daqui

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Cumprindo-se uma tradição iniciada em 1901, as cerimónias oficiais de entrega dos Prémios mais cobiçados internacionalmente realizaram-se em Oslo e Estocolmo no dia 10 dezembro, aniversário da morte do patrono, Alfred Nobel, filantropo e industrial e, ironicamente, inventor da dinamite.

Foto 2Em outubro os sucessivos anúncios dos diversos laureados, que são sempre seguidos com expetativa pela imprensa internacional, iniciam-se com os contemplados com O Prémio Nobel da Medicina, que este ano distinguiu James E. Rothman (Universidade de Yale), Randy W. Schekman (Universidade da Califórnia em Berkeley) e Thomas C. Südhof (Universidade de Standford), “pelas suas descobertas da maquinaria de regulação do tráfego vesicular, um importante sistema de transporte nas nossas células”. Já se sabia que as moléculas produzidas pelas células vivas são transportadas para os diferentes locais onde são necessárias, dentro de pequenas bolsas ou vesículas sendo que a questão de saber como as vesículas conseguiam entregar a sua carga no sítio certo, na altura certa, permanecia um dos grandes mistérios do funcionamento celular. Devido a este facto, o trabalho dos laureados permitiu perceber os pormenores deste sistema de tráfego vesicular que é crucial para uma variedade de processos celulares na medida que certas doenças imunitárias, neurológicas assim como  a diabetes, caracterizam-se por defeitos nestes processos, habitualmente muito bem orquestrados, de tráfego intracelular. E, embora estas descobertas não tenham ainda dado origem a novos tratamentos contra este tipo de doenças, o importante é perceber como funciona este sistema de base, crucial para o normal funcionamento de todas as células.

François Englebert e Peter Higgs, laureados com o Nobel da Física

François Englebert e Peter Higgs, laureados com o Nobel da Física

Seguiu-se-lhe o anúncio do Prémio Nobel da Física, atribuído ao belga François Englert e ao britânico Peter Higgs pelo seu trabalho sobre o bosão de Higgs, também conhecido como “partícula de Deus”. Os dois cientistas octogenários foram distinguidos pelos seus trabalhos “sobre a descoberta teórica de um mecanismo que contribui para a compreensão da origem da massa das partículas subatómicas”. Este reconhecimento verificou-se devido à confirmação experimental da existência do bosão, em 4 de julho de 2012, pelo Centro Europeu de Física de Partículas (CERN) no seguimento de conclusões da investigação apresentada há cinquenta anos por aqueles cientistas e pelo físico belga Robert Brout, já falecido. Trata-se de uma partícula que está presente em todo o espaço e é nas interacções com ela que as outras partículas subatómicas adquirem a sua massa, uma vez que, sem esta partícula, nem nós próprios existiríamos. No entanto, o bosão de Higgs é extremamente difícil de “apanhar” e só se manifesta de forma extremamente fugidia em experiências que põem em jogo os feixes de partículas mais potentes e os detectores de partículas mais sensíveis que existem no planeta, pelo que, a sua deteção exigiu anos de esforços por parte dos cerca de seis mil cientistas que participam nas duas complexíssimas experiências do CERN, ATLAS e CMS, concebidas para o detetar.

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O Prémio Nobel da Química de 2013 foi para os cientistas de nacionalidade norte-americana Martin Karplus (Universidade de Estrasburgo, França, e Universidade de Harvard, EUA), Michael Levitt (Universidade de Stanford, EUA) e Arieh Warshel (Universidade da Califórnia do Sul, EUA), “pelo desenvolvimento de modelos multiescala para sistemas químicos complexos”, conforme anúncio da Real Academia Sueca das Ciências. Hoje em dia, a simulação das mais complexas reacções químicas no computador é prática corrente. Mas não foi sempre assim – de facto, os três laureados “construíram as bases dos potentes programas [informáticos] que são [hoje] utilizados para perceber e prever os processos químicos”, salienta a mesma entidade em comunicado acrescentando que “a força dos métodos desenvolvidos reside no seu carácter universal pois podem ser usados para estudar todo o tipo de química, das moléculas da vida aos processos químicos industriais.” Um dos sonhos assumidos de Levitt é simular a totalidade de um organismo vivo ao nível molecular. E, segundo a academia, “só o futuro pode decidir” se as poderosas ferramentas desenvolvidas pelos laureados irão um dia permitir concretizar esse sonho.

Alice Munro, Prémio Nobel da Literatura

Alice Munro, Prémio Nobel da Literatura

O Prémio  da Literatura, sempre um dos mais aguardados, contemplou a autora canadiana Alice Munro denominada “mestre do conto contemporâneo” e também conhecida como o Chekhov canadiano, tendo vencido, em 2009, o Man Booker Prize  pela totalidade da sua obra. Os seus romances e contos exploram as complexidades humanas através de narrativas aparentemente simples em que prevalecem os temas ligados ao envelhecimento e ao dilema da rapariga rural na relação com a sua família e a pequena cidade.  Por razões de saúde não está prevista porém a sua presença na cerimónia.

Organização para a proibição das armas químicas, Nobel da Paz

Organização para a proibição das armas químicas, Nobel da Paz

Mas a nomeação que cria sempre mais expectativa é a do Nobel da Paz sendo que, neste ano, a jovem ativista paquistanesa, Malala Yousafzai, vítima da violência taliban e defensora da educação para as adolescentes e mulheres era a que mais consenso gerava entre as 259 candidaturas. No entanto, a Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPCW, sigla em ingês) “pelo seu trabalho considerável para eliminar as armas químicas”, foi a selecionada  pelo presidente do comité Nobel, Thorbjoern Jagland que acrescentou ainda que “os acontecimentos na Síria, onde as armas químicas foram usadas, sublinham bem a necessidade de aumentar os esforços no sentido de acabar com este tipo de armas”. Embora pouco conhecida do grande público esta organização foi fundada, em 1997, para pôr em prática a convenção sobre as Armas Químicas. Atualmente conta com 189 membros representando 89% da população mundial . O trabalho da OPCW tem estado em foco depois de ficar encarregue, através de uma resolução das Nações Unidas, de supervisionar o desmantelamento do arsenal químico do regime sírio de Bashar al-Assad até 30 de junho de 2014.

Foto 4O Prémio Nobel da Economia 2013, na realidade designado por Prémio de Ciências Económicas e patrocinado, desde 1969, pelo Sveriges Riksbank  foi  atribuído aos economistas norte-americanos Eugene Fama, Lars Peter Hansen e Robert Shiller pelos estudos de análise empírica sobre os preços dos ativos justificando o comité que “apesar de ainda não dispormos de explicações completas e completamente consensuais sobre a forma como os mercados financeiros funcionam, a investigação dos laureados melhorou significativamente a nossa compreensão sobre os preços dos ativos e revelou um número de regularidades empíricas importantes, tal como fatores plausíveis dessas regularidades”.

E, para não quebrar a tradição, a entrega dos prémios naquelas cidades escandinavas foi acompanhada de vários eventos comemorativos.

Luísa Oliveira

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A Google fez parcerias com centenas de museus, instituições culturais e arquivos para hospedar os tesouros culturais do mundo online. […] Assim, no Google Cultural Institute pode encontrar obras de arte, marcos históricos e locais de património mundial, assim como exposições digitais que contam as histórias por detrás dos arquivos de instituições culturais em todo o mundo.

O Google Cultural Institute envolve diversos projetos:

– O Art Project em que Museus de grande e pequena dimensão, clássicos e modernos, reconhecidos mundialmente e de base comunitária, de mais de 40 países contribuíram com mais de 40 000 imagens em alta resolução de obras, que vão desde o óleo sobre tela até à escultura e ao mobiliário. Alguns quadros estão disponíveis em formato “gigapixel”, permitindo-lhe ampliar até a pincelada ser visível, de forma a examinar detalhes incríveis. Utilize o Google Street View para explorar o interior de monumentos como o Palácio de Versalhes e A Casa Branca.

– O projeto Maravilhas do Mundo que coloca online os locais de património mundial modernos e antigos, utilizando o Street View, a modelação 3D e outras tecnologias da Google. Explore locais históricos como se estivesse lá, incluindo o Stonehenge, as áreas arqueológicas de Pompeia e a Grande Barreira de Corais

– O projeto Momentos Históricos onde se podem descobrir exposições online sobre os grandes acontecimentos que marcaram a História da humanidade. Cada exposição conta uma história através de documentos, fotos, vídeos e, por vezes, relatos pessoais de eventos.

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 Guimarães (vista de 360º) no Projeto Maravilhas do Mundo – clique para aceder

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Museu Coleção Berardo (CCB) – no Art Project – clique para aceder

Nota do editor: os excertos em itálico foram retirados de Google Cultural Institute

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1º Prémio Julia Maurício, 9º B

1º Prémio – Julia Maurício, 9º B

Este ano, o Concurso de DESENHO da Escola Daniel Sampaio decorreu com o tema do Ano Internacional da Cooperação pela Água.

Apesar de cerca de 70% do nosso planeta ser constituído por água, só uma pequena parte deste recurso (pouco mais de 2%) está disponível na superfície do planeta para ser usado pelo Homem. Cerca de 90% da população mundial vive em países que partilham os Recursos Hídricos, mas 11% da população mundial não tem acesso à água potável. Segundo a ONU – Organização das Nações Unidas, a quantidade de água existente seria mais do que suficiente para que toda a população vivesse de forma digna, se não houvesse desperdício e poluição. Para sensibilizar a Humanidade para a importância da correta gestão dos Recursos Hídricos à superfície da Terra e, assim, tentar melhorar os índices de acesso à água potável e ao saneamento básico, a ONU proclamou 2013 como o “Ano Internacional da Cooperação pela Água”.

É neste contexto que o Concurso de DESENHO da nossa escola se insere, aberto à participação dos alunos e com vista à reflexão sobre este problema. Ao promover as Artes na escola, este Concurso permite, igualmente, abordagens e iniciativas criativas, incentivando os alunos a desenvolver e a valorizar competências técnicas no âmbito do desenho.

Foram apresentados 31 trabalhos ao concurso, muitos dos quais individuais mas também alguns trabalhos realizados por grupos de alunos. O júri, constituído pelas professoras organizadoras do concurso, elegeu como vencedor o trabalho da aluna Júlia Maurício do 9º B.

Parabéns à Júlia!

Parabéns a todos os alunos participantes!

As professoras: Ana Guerreiro, Laila Ribeiro e Leonett Abrantes

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No âmbito do Dia Mundial dos Direitos Humanos e na sequência do visionamento do filme sobre a sua história publicitado aqui no Bibli, alguns alunos do 11ºA, sob a orientação da professora Rosa Silva, registaram as suas próprias visões  sobre o tema, que agora se publicam.

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raNa minha opinião, apesar de existir uma Declaração Universal dos Direitos Humanos, ainda não há um total respeito pelos mesmos. Sabemos que os direitos humanos, tal como o nome indica, se dirigem a todos os Homens, sejam estes do sexo feminino ou masculino, negros ou brancos. Então, porque ainda se fazem tantas distinções em relação à sua “raça” ou em relação ao seu sexo?

Passo a citar o Artigo V: “Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante”. Há, diariamente, uma clara violação deste artigo, quando mulheres e filhos são espancados e, por vezes, assassinados pelos seus maridos e pais.

O Artigo I, em que é mencionado que “todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos”, também é constantemente desrespeitado. Quantas são as mulheres que recebem menos salário que um homem no mesmo cargo profissional? Quantos são os negros que ainda são vítimas de racismo, nos dias que correm? Quando se nasce “diferente” do que a sociedade declara como normal, é logo feita uma sentença: embora essa pessoa seja igual perante a lei, não o é aos olhos da sociedade.

No dia em que não houver discriminação, no dia em que não houver assassínios, no dia em que todos tivermos os mesmos direitos, e no dia em que ninguém seja tratado de forma cruel, nesse dia, orgulhar-me-ei em alterar a minha tese e dizer que há um total respeito pelos direitos humanos.

 Inês Cristina de Gouveia Bonito, 11ºA

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Atualmente, apesar de já ter existido, ao longo da história, uma grande evolução no cumprimento e no respeito pelos direitos humanos, estes continuam a não ser totalmente respeitados.

Segundo a Declaração dos Direitos Humanos, todos os indivíduos têm direito à vida, e, no entanto, esta cláusula não é cumprida. A prova disso é que continuam a Human-Rights-Violations-of-Prisoners-and-Arrested-Persons-in-Indiaser praticados crimes de homicídio e, mais grave ainda, continua a existir, no mundo atual, a pena de morte. Homens que tiram a vida a outros homens, não é um desrespeito pelos direitos humanos? Não há como negar!

Um dos direitos humanos é, também, que todos os seres humanos têm direito à saúde, e, apesar disso, ainda existem pessoas sem acesso a tratamentos. Por exemplo, em África há uma grande proliferação de doenças, muitas delas mortais, e não existem condições nos hospitais locais, para que as pessoas infetadas recebam o devido tratamento.

Nesta declaração, é ainda referido que todos os indivíduos têm direito à liberdade, mas existem ditaduras, ou, pelo menos, censura, em diversos países. Nos Estados Unidos da América, por exemplo, muitos programas, vídeos musicais, desenhos animados, entre outros, não são transmitidos na televisão, porque o governo não o permite. Isto é uma negação à liberdade de expressão, a que todos temos direito.

Por todas estas violações aos direitos humanos, penso que estes não são ainda totalmente respeitados, e temos muito a melhorar no que diz respeito a este assunto.

 Joana Vilar, 11ºA

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Num Mundo dotado de razão e consciência, seria expectável que o ideal comum fosse verdadeiramente universal e válido para qualquer povo de qualquer raça.

Contudo, creio firme e aterrorizadamente que isto não acontece; não existe um total respeito pelo outro ou pelos seus direitos.

 Será que alguma vez alguém se perguntou se os seus direitos estão a ser minuciosamente respeitados? E, se estão, será que os do próximo também estarão? Talvez o egoísmo do Homem não o deixe alcançar esta perspetiva de fraternidade.

human_rights_handsPergunto-me como é possível defendermos os direitos Humanos quando estamos, na verdade, a anulá-los. Parece algo contraditório e para o qual a resposta parece tudo menos simples.

Como é possível afirmar que a Constituição Universal dos Direitos Humanos é vigente, quando nesta, se defende o direito à vida e, no entanto, já é quase universal o direito ao aborto?

E se qualquer um tem direito ao trabalho, porque assistimos diariamente a pessoas menosprezadas, por serem demasiado velhas para arranjar emprego, mas, ao mesmo tempo, demasiado novas para terem acesso à reforma e a uma vida digna?

Se todos têm direito ao trabalho, não deveria importar a idade ou sexo, mas sim, a qualidade do serviço prestado.

Quando analisamos os artigos primeiro e terceiro da Declaração, estes também não parecem encontrar-se em conformidade com a realidade. Se, nestes, são defendidos os mesmos direitos, independentemente do sexo ou religião, porque continuamos a excluir os homossexuais, da sociedade, e a retirar-lhes privilégios, tais como casamento e adoção?

Por isto, acho importante apelar à consciência de todos, quanto aos direitos humanos, ao que estes significam e se estão realmente em conformidade com a realidade.

Vera Duarte,  11.ºA

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Por iniciativa do Grupo de História em colaboração com a BE, está patente na ESDS uma exposição que pretende comparar o que era a escola em 1987 (no ano em que se inaugurou), o país e o mundo, com o que é hoje, em 2012 (quando a escola celebra o 25º aniversário).

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premio-nobel As cerimónias oficiais de entrega dos Prémios Nobel 2012 realizaram-se no  dia 10, aniversário da morte do industrial e filantropo sueco Alfred Nobel em 1896, distribuindo-se entre Oslo e Estocolmo e, como vem sendo habitual, rodeadas de alguma polémica que começa com a indicação dos laureados, em outubro.

Este ano foi o caso do Prémio Nobel da Paz atribuído à União Europeia que, embora justificado pelo  seu contributo para a

Von Rumpoy, Barroso e Shultz

Von Rumpoy, Barroso e Shulz

democracia e direitos humanos e pela transformação de “um continente de guerra num continente de paz” não impediu que muitas vozes se levantassem contra esta atribuição. Entre os contestatários estiveram antigos galardoados, nomeadamente o arcebispo sul-africano Desmond Tutu e o líder histórico polaco Lech Walesa. Mas, apesar da contestação e de marchas de protesto, a cerimónia realizou-se na Câmara Municipal de Oslo e os presidentes do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso e do Parlamento Europeu, Martin Schulz comprometeram-se a defender o euro  como forma de preservar  a União numa época de  crise e tensão entre os  seus  membros, muitos deles presentes na cerimónia. Em resposta à contestação, o valor pecuniário do prémio  de 930.000 euros será destinado a projetos de apoio a crianças vítimas de conflitos armados. Na cerimónia oficial a cultura portuguesa esteve representada com a atuação da banda de Almada, OqueStrada.

Prémio Nobel Literatura

Mo Yan

Os restantes prémios foram entregues no Concert Hall, em Estocolmo, e a polémica também rodeou o Nobel da Literatura  atribuído ao escritor chinês , pseudónimo literário de Guan Moye,  que significa”não fales”. A obra de Mo Yan foi reconhecida pelo “realismo alucinatório” que “funde contos populares, história e o contemporâneo”, como justificou em outubro passado a Academia Sueca, durante o anúncio do laureado. Em Portugal, foi publicado em 2007 o excelente “Peito grande, ancas largas”,  traduzido por João Martins e editado pela Ulisseia, aguardando-se a publicação das restantes obras. Mo Yan, que se define como “ contador de histórias”, sendo um  dos escritores chineses contemporâneos mais publicados, nasceu numa família pobre da China rural dedicando o seu prémio à falecida mãe analfabeta. Mo Yan considera que “um escritor deve enterrar os seus pensamentos e transmiti-los através dos personagens dos seus romances”, assume-se como independente, tendo sido bastante criticado  pelos dissidentes chineses por não assinar  uma petição pela libertação do seu compatriota Liu Xiaobo, Prémio Nobel da Paz em 2010. Curiosamente, algumas das suas obras estiveram proibidas pelo regime que agora vem elogiá-lo considerando que a atribuição do prémio é um reconhecimento do valor da cultura chinesa.

O Nobel de  Fisiologia e Medicina foi entregue ao britânico John B. Gurdon do Institute Gurdon no Reino Unido e ao japonês Shinya Yamanaka da Drawing1Universidade de Quioto pela descoberta de que “as células humanas maduras podem ser reprogramadas para se tornarem pluripotentes“ possibilitando o seu desenvolvimento em qualquer tecido do corpo. Conforme o comunicado, “A sua descoberta revolucionou a nossa compreensão de como as células  e os organismos se desenvolvem”.

nobel físicaO francês Serge Haroche do College de France e o norte-americano David J. Wineland  da Universidade do Colorado receberam o Nobel de Física, pela pesquisa em que desenvolveram inovadores métodos experimentais que permitem medição e manipulação de sistemas quânticos individuais e, conforme foi referido, “abriram a porta para uma nova era de experimentação em física quântica”. Segundo o comunicado da Academia Nobel, o trabalho dos dois investigadores ajudou nas primeiras fases de desenvolvimento de um novo tipo de super computadores baseados na física quântica assim como a  construção de um novo tipo de relógio que poderá tornar-se a base de um novo sistema de medição do tempo, com uma precisão cem vezes superior à dos atuais relógios atómicos.Prémio Nobel Química

O Nobel de  Química   foi para os norte-americanos Robert J. Lefkowitz e Brian K. Kobilka com “estudos sobre os recetores acoplados à proteína G”, uma família de receptores situados nas membranas celulares que se ligam a moléculas no exterior e enviam “sinais” para dentro, possibilitando que a célula responda de maneira específica.

nobel_economia_0O Nobel da Economia  criado pelo Banco da Suécia, em 1969, foi igualmente atribuído a dois norte-americanos, Alvin Roth  da Universidade de Harvard e Lloyd Shapley da Universidade da Califórnia, pela investigação sobre os mercados: “ teoria de alocações estáveis e ao modelo de mercado”.

Os rituais que se mantêm há décadas nas cerimónias de gala, conferências, palestras são rodeados por algum fausto mas, sinal dos tempos, a dotação financeira  dos prémios teve uma redução de  20%.

Luísa Oliveira

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