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Posts Tagged ‘Sondagem’

Ao fim de 6 meses, a nossa sondagem sobre o acontecimento mais marcante no ano de 2016 deu uma nova vitória à vitória da equipa nacional de futebol no campeonato europeu, com 39% dos votos. Em 2º lugar, não muito atrás (34%), a eleição de Donald Trump continua a ser considerada, provavelmente não pelas melhores razões, o “acontecimento” do ano que passou. Outra vitória portuguesa, a eleição de Guterres para Secretário geral da ONU ficou em 3º, já um pouco distante dos anteriores, com 13,6% das escolhas. Também o Brexit mereceu a preferência de 6,8% dos leitores, enquanto 3,9% destacaram a “inesperada” atribuição do Nobel a Bob Dylan. Finalmente, a eleição de Marcelo Rebelo de Sousa para presidente e o golpe de estado na Turquia apenas recolheram 1,7% dos votos, sendo que a Web Summit em Lisboa não foi alvo de nenhuma escolha.

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Agora que mais um ano letivo se aproxima do fim, após a introdução de alterações, como o fim dos exames para alguns ciclos de ensino e a reintrodução de provas de aferição, num momento em que se fala de alguma flexibilização dos curricula e da retoma do programa de reabilitação do parque escolar, perguntamos aos nossos leitores com vista ao próximo ano – Que medida teria maior impacto na melhoria do ensino/aprendizagem nas escolas portuguesas?

Não deixe de dar a sua opinião no quadro disponível nos painéis do lado direito da página.

imagem editada daqui

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2016Apesar de ainda faltarem alguns dias para o final do ano e ainda muita coisa poder acontecer, é chegada a hora de olhar para trás e escolher o acontecimento mais marcante, quer a nível nacional, quer internacional – terá sido o que nos fez mais feliz? Ou pelo contrário o que nos marcou, ou ao país, ao mundo de uma forma negativa? Terá sido o que nos surpreendeu mais?

Eis a pergunta que propomos aos leitores com esta nova sondagem. Diga-nos a sua opinião (na caixa lateral do lado direito do blog).

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O assunto não é consensual mas diz-nos respeito a todos. Uns acham que o sonho europeu terminou, no meio de nacionalismos, populismos, terrorismos, ondas de refugiados, assimetrias económicas, resgates e referendos; outros creem firmemente que, apesar de tudo, a Europa é o único caminho para os que a ela aderiram, o único meio de evitar futuras guerras e de aspirar a um futuro melhor. Todos, porém, estão de acordo que esta União vive uma das crises mais graves da sua História de quase 60 anos.

E o que acha o leitor? Aproveite para pensar no assunto e deixe-nos a sua opinião na sondagem que hoje iniciamos.

Fernando Rebelo

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Resultados da última sondagem: qual o acontecimento mais marcante de 2013?

sondagem 2013Nos últimos meses, propusemos aos nossos leitores que elegessem o acontecimento mais marcante de 2013 – o resultado, não de todo inesperado, foi a escolha, em 1º lugar, da continuação da austeridade, destacando-se com uma percentagem de votos igual à soma do 2º e 3º selecionados. Quase no pólo oposto, mas na mesma linha económica e social, os ditos sinais de retoma apenas convenceram 4% dos leitores.

Nos 2º e 3º postos, com percentagens aproximadas, os acontecimentos votados dizem respeito respetivamente ao desaparecimento de Mandela, um ícone mundial da paz e da luta antirracista e ao surgimento de um já quase ícone também: o novo Papa Francisco, uma presença muito marcante para imensa gente apenas com um ano de pontificado.

A qualificação da seleção para o Mundial de Futebol de 2014 entusiasmou 9% dos leitores, enquanto o “chumbo” dos cortes nas reformas pelo Tribunal Constitucional teve relevância para 6%. Finalmente, houve ainda 3% que acrescentaram as revelações de Edward Snowden, que tantos engulhos diplomáticos causaram aos E.U.A., como o facto mais importante de 2013.

Nova sondagem: o que representa o 25 de Abril após 40 anos?

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No ano em que se completam 40 anos sobre o 25 de Abril será interessante saber o que esse acontecimento ainda representa. O próprio cartaz que aqui publicamos, da autoria de Júlio Pomar e de Henrique Cayatte, reflete essa interrogação: já só na memória de quem tem mais de 50, o que pode ainda significar para a população portuguesa? Haverá somente uma certa nostalgia agudizada pela crise, ou uma real necessidade de revisitação de cujas “grandoladas” são sintoma? Fará sentido essa revisitação depois de quase 30 anos, para o melhor e para o pior, de integração europeia? Ou, pelo contrário, é nestes momentos de crise que lembrar o que ele representou (e representa) para muita gente se torna mais urgente? Será o desacordo e a hesitação reinantes em torno desta celebração uma não assumida irrelevância do seu significado, o espelho da falta de consenso no modo como o interpretar ou mesmo o resultado de um embaraço perante uma série de expetativas que ficaram por cumprir? Será já só um “histórico” passado ou ainda um “político” presente e futuro?

De facto, não temos resposta cabal para nenhuma destas perguntas apenas a perceção da sua eventual pertinência, por isso aqui fica o desafio aos nossos leitores de serem eles próprios a propor as respostas.

(Nota: para votar utilize a “caixa” de sondagens na barra lateral direita da página)

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Depois de 25% dos nossos leitores terem respondido que as férias eram essencialmente para descansar, 19% acharem que serviam para estar com familiares e amigos, 13% as preferirem para viajar, ou quebrar a rotina e 6%  as preferirem quer para porem os seus assuntos em dia, quer para se enriquecerem culturalmente ou dedicarem mais tempo aos seus hobbies, propomos-lhes agora um tema infelizmente incontornável – que efeitos terão os cortes financeiros nas escolas, quer pela diminuição dos recursos disponíveis, quer pelo agravamento das condições de vida dos seus profissionais?

Nada de novo, no entanto, pois 13% dos respondentes do inquérito anterior sobre as férias já questionava: “que férias?”.

Aqui fica então o nosso desafio nesta nova Sondagem do Momento, em que poderá participar clicando numa das opções da barra lateral direita. Será que o “amor à camisola” se vai sobrepor à desmotivação? Será que a nossa disciplina ou imaginação conseguirá suprir a falta de recursos? Têm vocês a palavra…

imagem daqui

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Sobre a última sondagem…

Nos últimos meses quisemos saber a opinião dos nossos leitores sobre os inventos/descobertas que poderiam ser mais importantes em 2011. Todas as opções apresentadas se baseavam não em fantasias de uma qualquer ficção científica ou avanços técnicos previstos para um futuro longínquo mas em previsões publicadas em sites da especialidade, como já foi referido no post aqui no Bibli que lançou a questão aos nossos leitores.

As respostas deram clara primazia às descobertas relacionadas com as melhorias no campo da saúde, e foi sem surpresa que a previsibilidade da cura ou, pelo menos, o controlo do vírus do SIDA, ficou em 1º lugar com 45% dos votos. Em segundo, com 15%, o alívio da dor crónica através de um implante de um microship manteve a tendência. Apenas no terceiro posto, com 13% das escolhas, ex-aequo com a cura de algumas formas de cegueira com uma retina artificial, a descoberta de um planeta semelhante à Terra se intrometeu nestas escolhas relacionadas com a saúde.

Com 5% dos votos, no 4º lugar, tivemos as viagens turísticas ao espaço e a iluminação pública natural através da colocação de nano partículas nas folhas das árvores, enquanto que o ecrã interactivo em tecido, papel, madeira ou qualquer outro material e o carro voador apenas contaram com 3% das preferências. Finalmente, nenhum leitor pareceu entusiasmado com as bactérias que armazenam dados substituindo os discos rígidos.

Uma nova sondagem…

Embora seja um assunto que gostaríamos de evitar, parece-nos de momento incontornável pois afecta a sociedade portuguesa como um todo – como vai cada um reagir à crise? Ao levantarmos a questão aos nossos leitores não pretendemos situá-la a nível ideológico ou partidário, apenas a nível pessoal e cívico, mais uma vez, sem outra pretensão que não seja contribuir para uma breve reflexão sobre o tema.

É evidente que esta crise não afecta todos por igual e há já alguns que nem sequer estarão em condições de responder – apenas desejarão que quem está neste momento decidindo sobre o nosso futuro lhes devolva aquilo que em tempos todos tivemos como um direito garantido e que agora parece cada vez mais precário – um emprego. Para esses vai a nossa solidariedade, pensando que se muitos vão ver pioradas as condições de vida, outros já só pensam em como sobreviver.

Embora a questão se dirija obviamente a quem reside em Portugal e sente no quotidiano a incerteza do futuro ou já a funesta certeza do presente, as respostas dos nossos leitores de outros países lusófonos  para quem o assunto não seja de todo alheio serão igualmente bem-vindas.

Participe!

Fernando Rebelo

imagens daqui e daqui

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Com  2011, iniciámos aqui no Bibli uma nova sondagem, já activa desde há algum tempo. Em vez de balanços de 2010, nestes tempos de crise, preferimos questionar os nossos leitores sobre o que de melhor nos pode trazer este ano, no campo da tecnologia e ciência ao serviço do bem estar, saúde e evolução do ser humano.

Assim, não em resultado de uma projecção mais própria da ficção científica, mas baseados nas inovações preconizadas já para este ano em artigos publicados no Jornal I e na Idea Connection, seleccionámos, das muitas descobertas e invenções elencadas, 9  que poderão vir a fazer a diferença e cuja importância deixamos ao critério dos nossos leitores. Não deixe então de participar nesta nova Sondagem do Mês, votando na caixa/widget do lado direito.

 

Quanto à sondagem que encerrámos – Qual o aspecto mais marcante das redes sociais, para o melhor e para o pior? os resultados deram uma ligeira primazia aos aspectos negativos desta nova forma de comunicação, que rapidamente se disseminou, constituindo um dos espelhos da globalização e que certamente produzirá forte  mudanças e novos padrões em quase todos os contextos de interacção humana.

Propusemos então aos nossos leitores que seleccionassem, dos seis propostos, o aspecto mais marcante, em três dimensões antagónicas, presentes na utilização das redes sociais:

  • capacidade de nos podermos exprimir publica e livremente vrs.  excessiva exposição da intimidade
  • quantidade e velocidade na partilha de informação vrs. ruído produzido pelo excesso de informação irrelevante
  • facilidade no contacto com pessoas de quem gostamos vrs. perigo de confusão entre a relação real e a virtual

Contabilizados os resultados, a excessiva exposição da intimidade foi escolhida como a característica mais marcante por 21% dos leitores, tendo 17% contraposto a capacidade de nos podermos exprimir publica e livremente. Igual percentagem se verificou noutra dimensão, pois mais 4% dos leitores acharam que as redes socias se distinguiam mais pelo ruído produzido pelo excesso de informação irrelevante do que pela quantidade e velocidade na partilha de informação. Finalmente, 14% dos leitores acharam que as redes induziam principalmente o perigo de confusão entre a relação real e a virtual, enquanto 10% preferiram destacar a facilidade no contacto com pessoas de quem gostamos.

Sem quaisquer pretensões de validade científica, estes resultados são apenas uma curiosidade e um pretexto para manter um espírito aberto mas crítico em relação ao tema, que constitui igualmente o tópico de discussão da actividade da parceria ICARUS da nossa escola (Programa Comenius actualmente em curso na ESDS) e, ao leitor interessado, recomendamos vivamente a leitura dos artigos e comentários que alguns dos nossos alunos e dos seus parceiros de outras escolas europeias produziram sobre o assunto.

Fernando Rebelo

imagens daqui e daqui

 

Ler mais:

“O papel das redes sociais na nossa sociedade” – 11ºB

“O papel das redes sociais na nossa sociedade” – feedback dos alunos participantes no intercâmbio Sobreda-Budapeste, Dezembro 2010

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Seria evidentemente o tema da época, se não fosse, aliás, uma época em sim mesma – a rentrée, o regresso; seja ao trabalho em geral, seja ao futebol, seja ao debate político, seja, como é o caso que mais nos interessa, a um novo ano lectivo.

Tal como em todas as rentrées, discutem-se as condições em que este se processa: professores (não) colocados, novas regras, velhas regras, as despesas das famílias com os manuais escolares, enfim, já sem tanto caos ou foguetório de outros tempos mas ainda com direito a polémicas.

Faz então todo o sentido que lancemos, no advento de um novo ano lectivo, a pergunta aos nossos leitores: que factor(es) pensa que pode(m) contribuir para um melhor ano lectivo?

É evidente que a questão é mais profunda  – o que é afinal um melhor ano lectivo? Melhores classificações dos alunos? Maior grau de satisfação de todos os agentes de uma escola? Deixemos então aos nossos leitores essa interpretação, pois mais profundidade não cabe nos modestos propósitos desta sondagem, cujo único objectivo é suscitar alguma reflexão e interactividade por parte dos leitores.

E, já que estamos em maré de reflexões,  aqui fica uma,  a título mais pessoal , a propósito dos manuais escolares: Qual o seu papel no apoio à leccionação (pois ainda é muito disso – “papel” – que se trata) num mundo com tantas fontes de informação, em suportes tão diversificados?  Como os escolheremos para  os próximos 6 anos – seremos realmente capazes de adivinhar quão úteis ou obsoletos poderão ser até essa altura? (basta lembrar o mundo há seis anos atrás…) Não estarão demasiado sobrevalorizados nesta Sociedade da Informação? Não será antes função formativa dos professores o de ajudarem os alunos a serem críticos e selectivos no contacto com a imensa pluralidade informativa que os rodeia, quer queiramos ou não?

Mas, para celebrar mais uma rentrée, com ou sem nostalgia, aqui fica também uma galeria da memória das nossas, dos nossos pais ou dos nossos avós,  cartilhas e livros de leitura da escola primária.

Fernando Rebelo

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Fonte das imagens: Santa Nostalgia

Também lhe pode interessar:

Porque é tão difícil ter boas escolas? (artigo de Edma Satar, em pdf)

Venda ilegal de manuais escolares em pacote (DN 27.08.10)

Preço de manuais sobe mais do que a inflação (DN 29.06.10)

Novo Estatuto do aluno (em pdf.)

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Valha o que valer, os resultados da última sondagem que promovemos aqui no Bibli, sobre o acordo ortográfico, já em fase de implementação, dão uma maioria àqueles que se opõem, 54%, contra os 28% que acham que trará benefícios a todos os falantes da língua portuguesa. Finalmente, para 11%, o assunto é indiferente, e 7% afirmam mesmo que nem sequer sabiam que já estava em vigor.

O tema não é, aparentemente, em nenhum dos lados do Atlântico, uma prioridade nos debates, apesar de diversas sondagens se sucederem e não ser difícil, especialmente em sítios brasileiros, encontrar formas humorísticas de ver tratado o assunto.

No post em que lançámos esta sondagem remetemos os leitores para alguns sítios que continham informação sobre o assunto, com enquadramento histórico, novas regras ortográficas, etc. Sugerimos-lhes desta feita outros que mantêm, nos dois lados da barricada e com abundante argumentação, uma discussão acesa sobre o tema.

Assim, a Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico, movimento criado em 2008 que conta com uma forte lista de subscritores, deixou no nosso post uma mensagem apelando à subscrição dos nossos leitores. No sítio da iniciativa, para quem queira formar uma opinião mais avisada, podemos encontrar uma série de artigos fundamentando a inutilidade do acordo e até o impacto negativo do processo em curso da sua implementação, destacando-se a presença de Maria do Carmo Vieira, nossa colega da disciplina de português, já conhecida noutras causas em defesa do que acha ser o melhor para a nossa língua.

Mas, se quisermos saber o que na opinião de outros (cujo parecer acabou por prevalecer com legitimitidade legislativa) o fundamenta, podemos igualmente ler a entrevista de Ana Laborinho ao DN e a do filólogo brasileiro Evanildo Bechara ao Público, transcrita no Ciberdúvidas, onde defende que a língua portuguesa hoje não pode ter um só dono, em resposta à reacção, aparentemente mais negativa, verificada no nosso país.

De uma forma ou de outra, segundo noticia o  Público, a nova ortografia irá chegar às escolas já no ano lectivo de 2011-2012, reflectida na redacção dos novos manuais escolares.

Não compete porém à edição do Bibli tomar partido, deixando apenas aqui a reflexão a quem se interesse pela questão. E, quando passa um mês sobre a sua morte, é tempo agora de perguntar aos nossos leitores qual é na sua opinião a obra mais marcante do escritor José Saramago, que ainda há dois anos  manifestava numa entrevista a sua compreensão em relação a esta normalização ortográfica, não deixando no entanto de salientar que aos 85 anos  já era tarde para voltar aos bancos da escola primária.

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No passado mês de Novembro promovi aqui no Bibli uma sondagem em que questionava os  leitores sobre qual deve ser a primeira prioridade de uma Biblioteca Escolar. Tal como a anterior, o seu valor estatítistico é questionável, servindo apenas de pretexto para a interacção com os leitores, para a discussão de tópicos que no momento podem ter alguma relevância. No entanto, quer pelo contexto, quer pelo estatuto técnico da maior parte dos que nela participaram, esta acabou por ter um cunho especial.

versão integral em pdf.

Estavamos em plena implementação do novo Modelo de Autoavaliação das Bibliotecas Escolares e cerca de 1600 Professores Bibliotecários de todo o país participavam numa intensa e intensiva formação com vista à sua complexa e ambiciosa aplicação no corrente ano lectivo.

Deste modo, uma grande parte das respostas da sondagem em causa proveio de Professores Bibliotecários em pleno período de profunda reflexão sobre o tema que se questionava. Das três simples hipóteses que se colocavam (necessariamente uma simplificação de uma questão bem mais complexa), fornecer um serviço diário eficaz de acesso a livros, DVDs e equipamentos para estudo e lazer foi indicada por 46% dos votantes como primeira prioridade, enquanto 28% optaram por ensinar aos utilizadores a melhor forma de tirar rendimento da biblioteca, tendo sido relegada para a última posição, mas ainda com uns expressivos 26%, a opção organizar actividades culturais e de promoção da leitura.

Sem deixar de subscrever a opção maioritária, pois antes de tudo a BE deve ter uma gestão eficaz da sua colecção e serviços, poria o ênfase no que essa eficácia representa a nível de mais valia nas aprendizagens dos seus utilizadores (professores e alunos). Uma BE não se pode limitar a disponiblizar serviços e equipamentos como se de uma síntese agradável entre um cibercafé, um clube de vídeo ou um arquivo documental se tratasse – é necessário que essa informação produza conhecimento, aprendizagem, que é afinal o produto  que justifica a existência da nossa organização-escola. Nesta medida, talvez possamos concluir que, após conseguirmos um nível de eficácia organizacional, teremos de ensinar os nossos utilizadores a tirarem dele o melhor partido.

Finalmente, achando que uma BE também deve ser dinamizadora de eventos de animação cultural, nomeadamente os promotores das mais diversas literacias e reflexões críticas, não posso muitas vezes deixar de olhar com desconfiança algumas actividades que muito podem impressionar a comunidade educativa, mas cuja relação custo-benefício fica por avaliar, no que diz respeito ao efeito duradouro que pode produzir nos seus destinatários. Neste campo, as minhas preferências iriam sempre para o investimento no sólido e estrutural em  detrimento do avulso e espectacular.

Estas e muitas outras questões surgiram a propósito do modelo elaborado pela RBE que pretende, de uma forma séria mas talvez demasiado ambiciosa, tornar mais eficaz e produtiva a existência das BEs, justificando tão grande afectação de recursos. O facto é que alguns engulhos poderão pôr em causa os fins para que foi concebido: antes de mais, uma normalização que pode parecer quase utópica perante a multiplicidade de situações, recursos e nível de desenvolvimento das BEs por todo o país; por outro lado, a dificuldade em conciliar esse “centralismo” normativo da RBE com a intenção de ter as BEs perfeitamente  integradas nas escolas que servem e funcionando no contexto das suas idiossincracias. Last but not the least, todo o dispositivo avaliativo preconizado pelo modelo pressupõe uma imensidão de tempo que o Professor bibliotecário pode não dispor, correndo-se o risco de nessa circunstância pouco ou nada haver  para avaliar – soa familiar?

uma espécie de Inspector Gadget…

As expectativas que, neste novo paradigma, se depositaram no PB são enormes, esperando-se que virtualmente interfira, mobilize, dinamize toda a escola e comunidade envolvente – de um gestor de colecções e animador cultural ocasional, o bibliotecário terá de passar a ser uma espécie de Inspector Gadget, disponível  conselheiro transcurricular de todos os colegas, especialista em tudo e mais alguma coisa, um faz-tudo, útil em qualquer circunstância ou estação do ano, ou um abelhudo intrometido, de acordo com a percepção que todos e  cada um tenha dele.

De qualquer modo, como sempre o defendi, antes de ser Biblioteca Escolar, a biblioteca deve ser a Biblioteca da Escola e, como tal, tentei partilhar com os órgãos de gestão, toda a informação de que dispunha, nomeadamente a minha avaliação da situação e uma proposta para o Plano de Acção (anual e plurianual) tal como se preconiza no modelo, tentando adaptá-lo à realidade concreta do nosso terreno.

Assim, se a nossa BE poderá estar limitada pelo que o seu bibliotecário puder e souber, ela será sem dúvida inspirada pelo que a escola quiser que ela seja.

Trabalhos e reflexões sobre o Modelo de Avaliação das BEs

Fernando C. Rebelo

(Professor bibliotecário da ESDS)

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