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Archive for Fevereiro, 2013

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No dia 24 de Fevereiro de 2013 realiza-se a 85ª cerimónia de entrega dos prémios mais famosos e cobiçados do cinema: os Óscares da Academia de Arte e Cinema de Hollywood (Academy Awards). Numa cerimónia visionada por milhões de pessoas as ambicionadas estatuetas serão entregues aos que mais se destacaram, no ano anterior, nas várias categorias da realização e produção cinematográfica.

No âmbito das comemorações dos 25 anos da Escola Secundária Daniel Sampaio apresenta-se um roteiro, produzido pela professora Luísa Oliveira, dos principais prémios atribuídos de 1988 (relativo às estreias de 1987) a 2012, numa exposição realizada pela equipa da BE, patente no 1ºandar do Pavilhão A.

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Autobiografia_Ch_4f0d809c293dfDARWIN, Charles (2004), Autobiografia, Relógio D’Água

Charles Darwin foi um naturalista britânico do séc.XIX que convenceu a comunidade científica da existência da evolução de espécies. Na sua autobiografia, dedica muitas páginas à família, nomeadamente ao seu pai, Robert Darwin que, com muito orgulho, vê como um exemplo a seguir. Robert Darwin foi médico – Charles diz que ele tinha jeito com os seus pacientes, era um médico diferente de todos os outros. Charles não tem muitas recordações da mãe porque ela morreu muito cedo, tinha ele apenas 7 anos. Durante a sua infância Charles colecionou pedras, caricas e insetos. Ele conta muitas das partidas e asneiras que fazia quando era ainda criança. Darwin cresceu e quis seguir medicina como o seu pai, mas a meio dos estudos desistiu devido à sua aversão à brutalidade da cirurgia naquela época. Depois da experiência falhada com a medicina, Darwin decidiu estudar para ser naturalista, mas Robert viu que ele estava a perder o interesse nos estudos e matriculou-o na Universidade de Cambridge para que ele se tornasse num clérigo.

Passado algum tempo, Henslow, amigo de Darwin, convidou-o a participar numa viagem no Beagle. O Beagle era um navio conhecido por dar a volta ao mundo,  passando pela Europa, Africa do Sul, América do sul e Austrália. A viagem de Darwin no Beagle durou quatro anos e nove meses, 7 meses em alto mar. Durante esse período, Darwin participou em muitas expedições e registou num livro todas as observações e dados que recolheu nessas expedições, anotações essas que foram a semente para algumas ideias que deram mais tarde origem à famosa obra A origem das espécies. Depois da viagem no Beagle surgiram imensas oportunidades de trabalho a Darwin, como naturalista.

viagem do Beagle

viagem do Beagle

No final da sua autobiografia Darwin acrescenta ainda uma parte com anotações pessoais, anotações essas que não foram publicadas na primeira edição porque naquela altura Darwin temia vir a ser alvo da reprovação social pela expressão de tais ideias.

De toda a obra, a minha passagem preferida é: Quando era um rapazinho muito pequeno lembro-me de roubar maçãs do pomar, para as dar a alguns rapazes que viviam numa cabana não muito longe, mas antes de lhes dar a fruta exibia a minha rapidez na corrida, e é extraordinário como não percebia que a surpresa e admiração que eles expressavam para com as minhas capacidades na corrida eram manifestadas por causa da fruta.

Eu acho que este livro é muito bom – escolhi-o porque sou um amante das ciências naturais e porque nele Darwin relata muitas das suas expedições. Aconselho-o vivamente a quem goste de ciências porque mostra como Darwin ultrapassou muitas barreiras para se tornar um naturalista.

Ricardo Ferreira, 10ºC

imagem daqui

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"Amor", Olga Pavlovavia Pinzellades al món

“Amor”, Olga Pavlova
via Pinzellades al món

[…] Diz-se que não há amor como o primeiro e é verdade. Há amores maiores, amores melhores, amores mais bem pensados e apaixonadamente vividos. Há amores mais duradouros. Quase todos. Mas não há amor como o primeiro. É o único que estraga o coração e que o deixa estragado.

É como uma criança que põe os dedos dentro de uma tomada eléctrica. É esse o choque, a surpresa «Meu Deus! Como pode ser!» do primeiro amor. Os outros amores poderão ser mais úteis, até mais bonitos, mas são como ligar electrodomésticos à corrente. Este amor mói-nos o juízo como a Moulinex mói café. Aquele amor deixa-nos cozidos por dentro e com suores frios por fora, tal e qual num micro-ondas. Mas o «Zing!» inicial, o tremor perigoso que se nos enfia por baixo das unhas e dá quatro mil voltas ao corpo, naquele micro-segundo de electricidade que nos calhou, só acontece no primeiro amor.[…]

Não há amor como o primeiro. Mais tarde, quando se deixa de crescer, há o equivalente adulto ao primeiro amor – é o primeiro casamento; mas não é igual. O primeiro amor é uma chapada, um sacudir das raízes adormecidas dos cabelos, uma voragem que nos come as entranhas e não nos explica. Electrifica-nos a capacidade de poder amar. Ardem-nos as órbitas dos olhos, do impensável calor de podermos ser amados. Atiramo-nos ao nosso primeiro amor sem pensar onde vamos cair ou de onde saltamos. Saltamos e caímos. Enchemos o peito de ar, seguramos as narinas com os dedos a fazer de mola de roupa, juramos fazer três ou quatro mortais de costas, e estatelamo-nos na água ou no chão, como patos disparados de um obus, com penas a esvoaçar por toda a parte.

Há amores melhores, mas são amores cansados, amores que já levaram na cabeça, amores que sabem dizer «Alto-e-pára-o-baile», amores que já dão o desconto, amores que já têm medo de se magoarem, amores democráticos, que se discutem e debatem. E todos os amores dão maior prazer que o primeiro. O primeiro amor está para além das categorias normais da dor e do prazer. Não faz sentido sequer. Não tem nada a ver com a vida. Pertence a um mundo que só tem duas cores – o preto-preto feito de todos os tons pretos do planeta e o branco-branco feito de todas as cores do arco-íris, todas a correr umas para as outras.

Podem ficar com a ternura dos 40 e com a loucura dos 30 e com a frescura dos 20 – não outro amor como o doentio, fechado-no-quarto, o amor do armário, com uma nesga de porta que dá para o Paraíso, o amor delirante de ter sempre a boca cheia de coração e não conseguir dizer outra coisa com coisa, nem falar, nem pedir para sair, nem sequer confessar: «Adeus Mariana – desta vez é que me vou mesmo suicidar.» Podem ficar (e que remédio têm) com o savoir-faire e os fait-divers e o «quero com vista pró mar se ainda houver». Não há paz de alma, nem soalheira pachorra de cafunés com champagne, que valha a guerra do primeiro amor, a única em que toda a gente morre e ninguém fica para contar como foi.

Não há regras para gerir o primeiro amor. Se fosse possível ser gerido, ser previsto, ser agendado, ser cuidado, não seria primeiro. A única regra é: Não pensar, não resistir, não duvidar. Como acontece em todas as tragédias, o primeiro amor sofre-se principalmente por não continuar. Anos mais tarde, ainda se sonha retomá-lo, reconquistá-lo, acrescentar um último capítulo mais feliz ou mais arrumado. Mas não pode ser. O primeiro amor é o único milagre da nossa vida – e não há milagres em segunda mão. É tão separado do resto como se fosse uma primeira vida. Depois do primeiro amor, morre-se. Quando se renasce há uma ressaca. É um misto de «Livra! Ainda bem que já acabou!» e de «Mas o que é isto? Para onde é que foi?».

Os outros amores são maiores, são mais verdadeiros, respeitam mais as personalidades, são mais construtivos – são tudo aquilo que se quiser. Mas formam um conjunto entre eles. O segundo e o terceiro e o quarto, por muito diferentes, são mais parecidos. São amores que se conhecem uns aos outros, bebem copos juntos, telefonam-se, combinam ir à Baixa comprar cortinados. O primeiro amor não forma conjunto nenhum. Nem sequer entre os dois amantes – os primeiros, primeiríssimos amantes. Acabam tão separados os dois como o primeiro amor acaba separado dos demais. O amor foi a única coisa que os prendeu e o amor, como toda a gente sabe, não chega para quase nada. É preciso respeito e bláblá, compreensão mútua e muito bláblá, e até uma certa amizade bláblá. Para se fazer uma vida a dois que seja recompensadora e sobretudo bláblá, o amor não chega. Não se vive só dele. Não se come. Não se deixa mobilar. Bláblá e enfim.

Mas é por ser insustentável e irrepetível que o primeiro amor não se esquece. Parece impossível porque foi. Não deu nada do que se quis. Não levou a parte nenhuma. O primeiro amor deveria ser o primeiro e esquecer-se, mas toda a gente sabe, durante o primeiro amor ou depois, que é sempre o último.

Afinal nem é por ser primeiro, nem é por ser amor. A força do primeiro amor vem de queimar – do incêndio incontrolável – todas aquelas ilusões e esperanças, saudades pequenas e sentimentos, que nascem em nós com uma força exagerada e excessiva. Como se queima um campo para crescer plantas nele. Se fôssemos para todos os outros amores com o coração semelhantemente alucinado e confuso, nunca mais seríamos felizes. É essa a tristeza do primeiro amor. Prepara-nos para sermos felizes, limando arestas, queimando energias, esgotando inusitadas pulsões, tornando-nos mais «inteligentes».

É por isso que o primeiro amor fica com a metade mais selvagem e inocente de nós. Seguimos caminho, para outros amores, mais suaves e civilizados, menos exigentes e mais compreensivos. Será por isso que o primeiro amor nunca é o único? Que lindo seria se fosse mesmo. Só para que não houvesse outro.

Miguel Esteves Cardoso, in Os Meus Problemas (1988)

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Um buraco negro é um corpo celeste que é originado por um colapso de estrelas com massa muito superior à do Sol. Nestes corpos, a atração gravítica é tão elevada que nada, nem mesmo a luz, consegue escapar à sua atração pelo que, desta forma, os buracos negros “consomem” tudo o que existe na sua proximidade.

Uma estrela que se aproxima de um buraco negro e é sugada devido à atração gravítica.

Uma estrela aproxima-se de um buraco negro e é sugada devido à atração gravítica

Quando uma estrela com massa bastante maior que a do Sol chega ao final da sua vida, ou seja, quando o seu “combustível” (o elemento Hidrogénio) começa a chegar ao fim, ela vai contrair-se ocorrendo várias colisões entre as partículas que a constituem, o que leva a um grande aumento da temperatura. Com temperaturas elevadas, na ordem dos 30 milhões de graus Celsius, vão ocorrer reações de fusão nuclear, nas quais núcleos de Hélio se fundem com núcleos de Carbono, dando origem a núcleos mais pesados como os de Oxigénio acompanhadas de grande libertação de energia e materiais (uma explosão). Forma-se uma estrela Supernova, que tem uma massa maior que a estrela que lhe deu origem. Nesta etapa da vida de uma estrela, dão-se também reações de fusão nuclear que a mantêm estável. No entanto, quando estas reações se esgotam, a estrela fica com um núcleo muito denso que ao colapsar origina um buraco negro.

Estes corpos celestes são apelidados de Buracos Negros porque a força da gravidade é tão elevada que toda a luz existente à sua volta é absorvida, o que origina uma zona negra no Espaço. Da mesma forma que a luz é absorvida, todos os outros corpos celestes também o são. Com a absorção de toda a matéria, os buracos negros expandem-se atingindo dimensões enormes. Os maiores buracos negros são chamados buracos negros supermassivos e resultam da fusão de dois ou mais buracos negros. Este tipo de buracos negros podem encontrar-se com mais frequência no centro das galáxias e a sua massa equivale à massa de muitas estrelas.

Na nossa galáxia, um buraco negro conhecido como Sagittarius A, cintila pelo menos uma vez por dia, este fenómeno deve-se à existência de inúmeros asteróides à sua volta e que são absorvidos

Na nossa galáxia, um buraco negro conhecido como Sagittarius A cintila pelo menos uma vez por dia; este fenómeno deve-se à existência de inúmeros asteróides à sua volta e que são absorvidos

Conclui-se assim que os buracos negros são corpos existentes no Universo que absorvem luz e matéria. Apesar de existirem em grande quantidade e de serem objeto de constante investigação, ainda há muito por conhecer sobre este fenómeno do Universo, pois estes corpos celestes só podem ser investigados através da observação mas, como nada sai deles, nada chega até nós.

Duarte Santiago, 10ºC

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AL-WINDAWI, Thura (2005) , O Diário de Thura, edições ASA

Este livro é uma autobiografia de uma jovem iraquiana, que conta como foram os tempos em que o seu país, o Iraque, estava em guerra com os Estados Unidos da América. Neste diário, Thura descreve também a diferente realidade que se vive na América, país onde acabou por se refugiar para conseguir ter a vida com que sempre sonhou, devido à situação aterradora que se vivia no Iraque, durante esta guerra. Pertence às edições ASA, e à coleção ‘’Documentos”. Tem cerca de 110 páginas, e foi lançado em 2005.

Quando escreveu o seu diário, Thura era uma jovem de 19 anos. Tinha duas irmãs: Aula, que era inglesa, mas que tinha ido muito pequena para o Iraque com a família, e Sama, a irmã mais nova. Thura vivia com os seus pais, com as suas irmãs e tinham dois cães. Antes da guerra, Thura era uma típica adolescente iraquiana com imensos amigos, no entanto, tudo mudou subitamente.

No início deste diário, esta jovem começa por se revelar totalmente aterrorizada com o que se começa a passar em Bagdad, cidade onde reside com a sua família. Quando os bombardeamentos começaram a ficar mais fortes, Thura e a sua família foram viver para a casa dos seus avós, que se situava um pouco mais longe da “zona de ataque” dos  EUA. Thura deixa os seus cães a “proteger” a sua casa de possíveis assaltos.

derrube da estátua de Saddam Hussein, Abril de 2003 (Wikipédia)

derrube da estátua de Saddam Hussein, Abril de 2003 (Wikipédia)

Durante a guerra, esta adolescente vai descrevendo a situação em que o país se encontra, e faz referência à captura de Saddam Hussein e à demolição da sua estátua. Nesta parte do livro, Thura foi um é um pouco mais subjetiva pois dá a sua opinião acerca deste acontecimento. Ela refere que Sadam era de uma certa forma um “elemento representativo” do Iraque, no entanto tem perfeita noção do perigo em que os colocou por diversas vezes, entre elas a guerra entre o Iraque e os EUA. Um dos maiores sonhos de Thura é estudar nos Estados Unidos da América, e lá construir uma carreira profissional e uma família.

Gostei imenso deste livro por ser um diário e pelo facto de retratar uma história verídica. Na minha opinião, os livros baseados em histórias verídicas são mais interessantes do que os de pura ficção, pois ficamos mais envolvidos na história e torna-se mais interessante. Este livro tem uma linguagem clara e um pouco subjetiva, e é adequada para adolescentes e adultos, pois retrata acontecimentos que, infelizmente, ainda acontecem na atualidade.

O futuro brilha à nossa frente como uma luz intensa e nós acabaremos por descobrir que podemos viver uns com os outros desde que não exista escuridão nem injustiça entre nós. Enquanto houver luz ninguém conseguirá destruir completamente as nossas vidas.

Esta é a minha passagem favorita porque mostra a determinação e esperança de Thura em arranjar mais e melhores condições de vida tanto para si como para a sua família.

Ana Margarida Berrincha, 10ºC

Nota do editor: esta obra está disponível para requisição na BE da ESDS

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