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Archive for Fevereiro, 2014

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Neste ano em que se celebram os 8 séculos da língua portuguesa aqui fica uma sugestão de um canal YouTube, uma lista de reprodução gerida por Carlos Alberto Didier, dedicado à língua portuguesa e à literatura da lusofonia. Nesta compilação de 175 documentos audiovisuais incluem-se documentários sobre grandes clássicos da literatura portuguesa (muitos deles curriculares, de Camões a Saramago), assim como de outros países da lusofonia, numa variedade de originais lidos e declamados, documentários e entrevistas – sem dúvida um espólio muito interessante quer para fins letivos, quer para  simples amantes desta nossa pátria-língua.

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Agricultura Portuguesa: Que características? Que problemas estruturais?

1Apesar dos progressos do setor agrícola em Portugal, registados nos últimos anos, sobretudo como consequência da nossa adesão à UE, em 1986, continuam a persistir problemas estruturais que se relacionam principalmente com as características das explorações agrícolas – conjunto de terras, contíguas ou não, utilizadas total ou parcialmente para a produção agrícola – e da população agrícola e condicionam aspetos técnicos, organizativos e de inserção nos mercados.

Existem vários pontos fracos no que toca à agricultura portuguesa, tais como a baixa densidade populacional e envelhecimento dos meios rurais; baixos níveis de instrução dos agricultores; baixo nível de adesão às tecnologias de informação e comunicação nas áreas rurais; fraca capacidade de inovação e modernização; elevada percentagem de solos com fraca aptidão agrícola; riscos de desertificação em vastos territórios rurais; entre outros.

Para além dos pontos fracos, alguns já referidos anteriormente, existem também pontos fortes como as condições climáticas propícias para certos produtos, em especial os mediterrânicos; o aumento da disponibilidade de água para rega; o potencial de produção com qualidade diferenciada para o azeite, as hortofrutícolas, o vinho e produtos da floresta, como as ervas medicinais, a cortiça, entre outros; a pluriatividade da população agrícola nas áreas com maior diversificação do emprego, o que ajuda a evitar o abandono; e a utilização crescente de modos de produção amigos do ambiente como a agricultura biológica e a utilização de pesticidas naturais como é o caso das joaninhas que são insetos que, não fazendo mal aos produtos, vão fazer com que as pragas desapareçam.      2

Esses problemas vão dificultar o aproveitamento de muitos pontos fortes que a nossa agricultura possui, alguns deles já referidos, e vão fazer com que a nossa agricultura não se desenvolva e com que a imagem da mesma não seja conhecida nos outros países. Ou seja, não nos inserimos nos mercados externos, não há competitividade e há uma fraca capacidade de modernização e de inovação, predominando assim as explorações agrícolas de pequena dimensão cuja agricultura é orientada para o autoconsumo. A população ativa agrícola apresenta, de um modo geral, um baixo nível de instrução e qualificação profissional.

Tudo isto vai gerar uma balança comercial deficitária e a dependência externa do nosso país.

 Leonor Jacob, 11ºG

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Os materiais de desenho e pintura, nomeadamente lápis e pincéis, enquanto utensílios da criação da obra, podem ser comparáveis aos deuses da mitologia grega, com o mesmo poder de atribuir uma existência, uma presença.

Apolo

Apolo

Segundo a mitologia, Zeus, o deus supremo, atribuiu aos deuses uma medida apropriada e um limite certo para cada um. Apolo, o deus da luz e das artes, representa o ser que se eleva com uma imagem gloriosa que se caracteriza pelo equilíbrio e moderação, e Dionísio, o deus das festas e do vinho, o ser emotivo, exuberante e instável.

Dionísio

Dionísio representado numa ânfora
 500-495 a.C., Munique

Apolo representa a ordem e a harmonia e, Dionísio, o caos e a infração desenfreada a todas as regras.

Na realização de uma obra artística, os materiais utilizados, nomeadamente lápis e pincéis, apresentam uma singularidade nos registos tão antagónica quanto Apolo e Dionísio, deuses feitos à semelhança e imagem dos homens, com as mesmas virtudes e caprichos da alma humana.

De tal modo, que podemos definir o lápis como apolíneo pelo que de implícito contém, o rigor, a precisão, a análise, o que o aproxima de uma linha de pensamento mais analítica e dissecadora, bem como das quatro máximas escritas nas paredes do templo de Delfos, onde Apolo figura entre as musas, “O mais justo é o mais belo”, “Observa os limites”, “Odeia a hybris (arrogância e presunção)” e “Nada em excesso”.

lápisO pincel depende da tinta, sem a qual nada faz.

Na pintura de um trabalho, necessita, frequentemente, de mergulhar no caos da tinta, dissolver-se, embriagar-se de cor, e elevar-se, pincéisnum eterno ciclo.

À superfície da tela, a mancha, a intensidade emotiva. A expressão dionisíaca.

Enquanto o lápis é um instrumento mais próximo do pensamento, o pincel está mais próximo das emoções e dos afetos.

O primeiro é, sem dúvida, o mais acessível e facilitador de quase tudo, desde o desenho infantil ao desenho mais complexo. É com ele que aprendemos os primeiros traços e é com ele que ficamos durante toda a escolaridade, podendo, ainda, acompanhar-nos pela vida fora.

Rubens, A Batalha das Amazonas, 1615

Rubens, A Batalha das Amazonas, 1615

O manuseamento ou o modo como se pega no lápis é fundamental, de tal forma que o professor Itten, da escola de artes, da Bauhaus, iniciava as aulas de desenho com exercícios de dança, ginástica e exercícios respiratórios para descontrair todo o corpo.

Com um corpo escorreito e graus de dureza que oscilam entre o 10H (Hard) mais dura, e o 9B (Brand/Black) mais macia, a dureza da grafite escolhe-se consoante a nossa personalidade e o trabalho a realizar.

Os lápis com grafite de maior dureza permitem uma análise exaustiva e são utilizados num tipo de desenho mais específico, como o técnico, por exemplo, por proporcionarem maior precisão, não espalharem partículas e com isso não sujar o papel. A linha mantém uma largura constante, sem margem para variabilidades expressivas, o que acentua o seu traço apolíneo.

Os lápis mais macios permitem um registo mais expressivo, mas, ainda assim, passível de correção.

Existindo para servir fielmente o lápis, a borracha é o seu instrumento auxiliar. A ação corretora que exerce sobre o papel omite um eventual deslize daquele, retirando, de imediato, qualquer vestígio que manche a imaculada folha.

Picasso

Picasso

Mais complexo na sua constituição física, o pincel apresenta um cabo, geralmente, de madeira, e uma cinta metálica que liga o cabo ao pêlo.

O cabo pode apresentar-se mais ou menos longo. Os cabos longos utilizam-se, sobretudo, na pintura a óleo e acrílica, enquanto os mais curtos se utilizam na pintura a aguarela ou a guache.

axonometria

axonometria

A cinta metálica pode ser de alumínio, latão, cobre, entre outros, mas é no pêlo que o pincel concentra a sua principal qualidade, consoante o animal de onde provém. Pode ser de porco, coelho, vaca, entre muitos outros, destacando-se o de marta, quer pela sua raridade, quer pela sua maciez que lhe confere uma boa fluição em trabalhos mais delicados.

O pincel estabelece, desde logo, com o utilizador, uma empatia, quer pela sedosidade do toque do pêlo na pele, quer pelo convite implícito à experiência, à tentação.

Desenhar com um lápis, permite ter uma consciência ativa sobre o que se está a desenhar, o artista observa o que é exterior a si, avalia, ordena, mobiliza a atenção e o olhar numa sincronia entre a mão, o olho e o cérebro. Traz para dentro o que está fora, e avalia, analisa, raciocina, desenha.

O pincel apresenta outra dinâmica, propõe o inverso. Traz para o exterior o que é interior, obscuro, dando origem a obras de cariz mais emotivo e expressivo.

Jean Miotte, Libertação, 1960

Jean Miotte, Libertação, 1960

Estas duas atitudes, representam aquilo que, para Nietzsche, era o antagonismo existente na pulsão artística.

Independentemente da natureza de cada um destes utensílios e do modo como poderão ser usados, é a natureza do artista, do ser humano, que emerge e se fixa ao suporte.

A arte, tal como a vida, representada no seu aspeto mais paradoxal; a exuberância e a sobriedade, o impulso e a contenção, a força e a fragilidade, no movimento contínuo da criação.

 Bibliografia/fontes:

  • “O Desenho, Ordem do Pensamento Arquitectónico”, Ana Leonor M.Madeira Rodrigues
  • “História da Beleza”, Direcção de Umberto Eco
  • “Desenho 10”, João Costa
  • pt.wikipedia.org

Ana Guerreiro

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img079DAVIES, Paul (2003), Como construir uma máquina do tempo, Gradiva, Lisboa, 1ª ed. – localização na BE: 53. DAV (*)

Sempre que ouvimos falar em máquinas do tempo, pensamos em muitos filmes de ficção científica em que estas aparecem. Para a maioria das pessoas viajar pelo tempo é algo fictício e não realizável. Depois de ler um pouco do livro de Paul Davies entendi que as máquinas do tempo são algo que pode ser realizado com os recursos necessários à sua construção.

As primeiras páginas do livro referem desde logo que todos nós somos viajantes do tempo, pois se ficarmos parados seremos, obrigatoriamente, transportados para o futuro, um segundo de cada vez.

Gostei, especialmente, de uma parte do livro que exemplificava o efeito que o movimento tem sobre o tempo:

Os gémeos Ana e José decidem testar a teoria de Einstein. Assim, a Ana embarca numa nave espacial em 2002 e lança-se a 99% da velocidade da luz para uma estrela próxima situada a 10 anos-luz de distância. O José fica em casa. Ao alcançar o seu destino, a Ana dá a volta e regressa imediatamente a casa à mesma velocidade. O José verifica que a duração da viagem da Ana foi um pouco mais de vinte anos terrestres. Mas a Ana experimenta o tempo de forma diferente. Para ela, a viagem durou menos de três anos, de modo que, quando regressa à Terra, constata que a data aqui é 2022 e que o José é dezassete anos mais velho do que ela. A Ana e o José são agora gémeos com a mesma idade. Com efeito, a Ana foi transportada dezassete anos para o futuro do José. Com uma velocidade suficientemente alta, pode «saltar-se» para qualquer data no futuro.

Achei bastante interessante a secção do livro que falava dos buracos-de-minhoca. Um buraco-de-minhoca é uma espécie de “atalho” entre dois pontos no universo. Uma teoria hipotética, mas que permite viagens entre lugares muito distantes a uma velocidade igual à velocidade da luz.

No final do livro ficamos a pensar: máquinas do tempo… realidade ou ficção?

Miguel Cunha, 10ºC

(*) obra escolhida pelo aluno-autor no âmbito de uma Biblioteca Portátil de Física promovida numa turma da professora Laila Ribeiro

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Oh! Que bela guerra!: canções de entusiasmo bélico

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soldados neo-zelandeses marchando alegremente para a frente de combate

Quando a 1ª Guerra Mundial eclodiu, no verão de 1914, o orgulho, entusiasmo e emoção norteavam os combatentes mobilizados. No espírito da época o desejo de guerra pairava como uma necessidade, uma escola de homens e os soldados partiam confiando numa rápida vitória, saudados e aplaudidos pela população. Os exacerbados discursos nacionalistas utilizados, eficazmente, pelo poder político-militar como estímulo à participação popular refletiram-se nas cartas enviadas pelos soldados, no início do conflito, e demonstram essa visão romântica e heróica da guerra.

Mas as cartas dos combatentes, depois do entusiamo inicial, rapidamente transmitem o choque causado pela realidade do conflito, nomeadamente, nas trincheiras que, mais que uma simples estratégia militar, representam intensamente os horrores vividos neste período. O escritor alemão Ernst J.Junger  que participou neste conflito descreveu em Tempestades de aço  o seu fascínio e horror:

postal onde militares húngaros ostentam palavras jocosas sobre ingleses, franceses e sérvios

Militares húngaros ostentam o “menu da guerra”:  pequeno-almoço – 2 russos; almoço – rosbife inglês com salada francesa;  jantar – carne à sérvia com arroz

“A guerra parecia-nos um desafio viril, um alegre concurso de tiro disputado sobre pradarias em flor onde o sangue era o orvalho.” Numa época de nacionalismos extremos a guerra era vista, desta forma, como um ideal, uma busca de heroísmo que levou milhões de jovens idealistas aos campos de batalha, transformando a europa num extenso cemitério e ceifando milhões de vidas. O início do conflito foi marcado por algumas conquistas territoriais no que foi denominado “ guerra de movimentos”.

a nova tecnologia militar

a nova tecnologia militar

schrijver
as cartas  transmitem o choque causado pela realidade do conflito

No entanto este período não foi significativo pois a tecnologia militar utilizada, pela primeira vez, como submarinos, tanques de guerra, aviões, metralhadoras, armas químicas combinadas com as estratégias militares inadequadas e conservadoras dos comandos, que não se adaptaram a novas realidades, vieram demonstrar que, em breve, se entraria num impasse e os avanços só aconteceriam à custo de milhares de vidas. A maior parte do conflito foi, desta forma, marcado pela “ guerra das posições ou trincheiras” a cuja imagem estará sempre associado. Nos 760 km da Linha da Frente Ocidental desde o mar do norte à fronteira suiça edificaram-se as linhas de trincheiras mais famosas, com as forças alemãs e aliadas frente a frente, onde se desenrolaram infindáveis e sangrentos combates como em Verdun e na região de Somme que se saldaram por mais de um milhão de mortos. Estudos indicam que quase 35% de todas as baixas sofridas na Frente Ocidental foram de soldados mortos ou feridos quando estavam numa trincheira. Na frente oriental devido às condições geográficas os combates não tiveram a mesma amplitude embora os avanços fossem, igualmente, insignificantes.

esquema da trincheira

esquema da trincheira

As descrições da forma como viviam não traduzem a real dimensão do seu quotidiano pois os soldados estavam submetidos a vivências extremas não só durante as batalhas mas no ambiente da própria trincheira. Ratos, piolhos e insetos proliferavam sem controlo nas construções, em linha reta e a céu aberto, com cerca de 2,30 metros de profundidade e 2 metros de largura que deveriam servir para atacarem, com sacos de areia e arame farpado na zona mais elevada que, supostamente, protegeriam os soldados das balas e dos estilhaços das bombas. Para observar o inimigo um degrau interno chamado “fire step” servia como ponto de vigia e de defesa. A chuva e o facto de algumas serem construídas abaixo do nível do mar fazia com que estivessem quase sempre enlameadas. Estima-se que 10% dos soldados contraíram a” febre das trincheiras” marcada por dores no corpo e febre alta e o” pé da trincheira” que poderia causar gangrena e amputação. Falar de higiene é redutor pois para as necessidades fisiológicas eram utilizados buracos no chão e, quando estavam cheios, outros eram escavados por soldados castigados. A alimentação tinha como base a comida enlatada e a água utilizada era a da chuva. Havia também trincheiras que eram espécie de abrigos subterrâneos de madeira usados como hospitais, postos de comando ou depósitos.

na trincheira

soldado no fire step

Entre as trincheiras inimigas ficava a perigosíssima “terra de ninguém”, onde crateras, corpos em decomposição e

"Terra de ninguém"

“Terra de ninguém”

arame farpado eram recorrentes sendo estes destruídos por soldados com bastões de explosivos na ponta que ao detonarem abriam caminho para os combatentes. Durante as ofensivas, este espaço, que variava entre 100 metros e 1 km,  era percorrido pelos soldados em ziguezague que não estavam autorizados a auxiliar os combatentes atingidos. Esse trabalho ingrato e arriscado cabia aos que retiravam os feridos em macas.

Nestas incursões era suposto os soldados terem o apoio da artilharia que ficava na retaguarda a cerca de 10 kms da linha da frente e cujos canhões disparavam antes do início da ofensiva. No entanto, devido às deficiências nas comunicações e à confusão gerada durante o combate muitos eram atingidos pelo denominado “ fogo amigo”, calculando-se que,

a vida nas trincheiras

a vida nas trincheiras

no exército britânico, 75 mil soldados foram mortos pela própria artilharia. O equipamento pessoal e o armamento dos soldados pesavam cerca de 30 kg o que atrapalhava a movimentação tendo sido reduzidos, por isso, ao longo da guerra. Quando não havia batalhas o soldado ficava oito dias nas trincheiras da linha da frente e de seguida quatro dias nas da retaguarda seguidos de quatro dias de folga em acampamentos militares onde aguardavam pelas ordens dos comandos.

Este conflito está, igualmente, associado à utilização de produtos químicos que espalharam o terror e o pânico entre os

sequelas do gás mostarda

sequelas do gás mostarda

combatentes calculando-se que perto de 100 mil soldados foram vítimas deste instrumento de morte. A partir de 1916 a paisagem de guerra foi marcada pela presença dos vapores dos gases venenosos de cloro e de mostarda utilizados em larga escala tanto pelos alemães como pelos franceses e ingleses que desenvolveram pesquisas no sentido de aumentarem o seu efeito mortífero. Inicialmente utilizava-se cilindros para despejar o gás conforme a direcção do vento utilizando-se, mais tarde, um dispositivo próprio que lançava as cápsulas a maiores distâncias. O uso destes produtos tóxicos que provocavam cegueira, problemas de pele e mortes por asfixia era tão generalizado que chegou a constituir um quarto dos lançamentos da artilharia.

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uma geração de jovens desiludidos e perdidos

Neste período terrível há relatos de tréguas ocasionais entre as tropas inimigas nomeadamente no natal de 1914 em que alemães e aliados confraternizaram como forma de amenizarem as saudades de casa. A morte banalizou-se tanto nos campos de batalha como na insuportável vida das trincheiras e muitos combatentes enlouqueceram no que seria identificado, atualmente, como vítimas de stress pós-traumático. Mas na época assim não entendiam e muitos deles foram vítimas de fuzilamentos e execuções sumárias pelo facto dos seus superiores considerarem que desertavam ou desonravam a pátria. Pela primeira vez a capacidade dos homens matarem atingiu níveis que abalaram a prosperidade e otimismo do princípio do século transformando em desiludidos e perdidos uma geração de jovens que começou a sua vida adulta no espaço da guerra.

Luísa Oliveira

(imagens daqui, daqui, daqui, daquidaqui, daqui , daqui e daqui)

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(imagem daqui)

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