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Archive for Janeiro, 2014

Na sequência das atividades de divulgação do acervo da BE (incluídas no Plano de Melhoria), de janeiro a maio cada ciência/disciplina colaborará com a BE para fazer chegar aos alunos a informação (e os próprios livros) sobre o que a sua biblioteca tem para lhes oferecer. Janeiro foi o mês dedicado à Física e à Química.

Assim, professores dessa(a) disciplina(s) levarão para as suas aulas Bibliotecas Portáteis com obras adequadas ao nível académico de cada turma, que podem ser instrumento de alguma atividade de leitura/escrita posterior, como é o caso do BibliCiência, ou apenas sugestões de requisição domiciliária posterior por parte dos alunos.

Enfim, o mais importante é passar a mensagem de que nem só de manuais se fazem as aprendizagens, nem só de “matéria” se faz a ciência.

Fernando Rebelo (PB)

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No ano em que se cumpre o centenário da 1ª Guerra Mundial, na qual infelizmente Portugal participou,  a nossa colaboradora habitual das Fitas do Mês, Luísa Oliveira, inicia hoje a publicação de um rubrica que pretende ao longo deste ano letivo tratar vários episódios que abordarão diversas fases desse período negro que só teve o seu epílogo em novembro de 1918.

O centenário do primeiro conflito global não deve ser encarado como uma comemoração mas como uma memória de um tempo sombrio que se saldou em milhões de mortos e feridos e provocou significativas alterações políticas, económicas e sociais e que, devido à sua dimensão, será sempre identificado como a Grande Guerra.

A Europa em 1914

A Europa em 1914

No início do século XX a Europa vivia um período de intensas rivalidades políticas, corrida ao armamento, disputa de novas áreas de influência, nomeadamente, na fervilhante Península Balcânica onde os nacionalismos se intensificavam. A geopolítica europeia era dominada pelas rivalidades económicas imperialistas pela posse das colónias africanas e asiáticas. Embora a crença geral fosse a de que a humanidade atingira a maturidade necessária à resolução pacífica dos conflitos internacionais a grande quantidade de armamento e soldados fazia a Europa viver numa autêntica “ paz armada” que a política de alianças como a Tríplice Aliança e Tríplice Entente veio sancionar.

Os Arquiduques (Franz Ferdinand e Sophie)

Os Arquiduques (Franz Ferdinand e Sophie)

A última das muitas causas para despoletar este conflito armado, o episódio decisivo, foi o assassinato do herdeiro do império Austro-Húngaro, arquiduque Francisco Fernando, pelo jovem bósnio de origem sérvia Gavrilo  Princip, em Sarajevo, actual capital da Bósnia e Herzegovina e, à época, província da Áustria-Hungria. Dirigentes políticos e militares, espiões são personagens secundárias deste sangrento conflito que os meios tecnológicos nunca antes utilizados como aviões, produtos químicos, tanques de guerra e submarinos provocaram um grau de destruição até então desconhecido. Os protagonistas contabilizam-se pelos números terríveis dos mortos e feridos e são um pálido reflexo do sofrimento que este conflito causou. Os 10 milhões de mortos e, especialmente, os não identificados são relembrados e homenageados nos “Monumento ao soldado desconhecido” aos quais se juntam mais de 30 milhões de feridos e inválidos.

Oskar Potiorek

Oskar Potiorek

Os factos ocorridos em 28 de junho 1914 são sobejamente conhecidos e bem documentados mas nunca é demais relembrá-los. A Sérvia fervia com os movimentos nacionalistas pretendendo formar a Grande Sérvia a partir da união dos eslavos das Balcãs e, desde 1903, tinha uma monarquia de forte caráter nacionalista que desejava reestabelecer as fronteiras do antigo Império Sérvio do século XIV e, sobretudo ter acesso ao Mar Adriático. A Bósnia e Herzegovina tinha sido anexada pela Aústria-Hungria, mas estava ligada etnicamente (1/3 dos seus habitantes era de origem sérvia) e culturalmente ao reino independente da Sérvia. O governador da Bósnia, Oskar Potiorek como forma de afirmar a presença e força do império austríaco convida os herdeiros do trono, Francisco Fernando (Franz Ferdinand) e sua esposa Sofia (Sophie), duquesa de Hohenb, a visitarem o território. O sobrinho do imperador Aústro-Húngaro, Francisco José, devido a uma sucessão de mortes na família Habsburgo, tornou-se herdeiro do trono em 1896 e pretendia reformar o Império Austro-Húngaro o que limitaria os ideais expansionistas da monarquia sérvia. Como também superentendia os assuntos

carimbo do grupo "Mão Negra"

carimbo do grupo “Mão Negra”

militares, foi nesse âmbito que se deslocou à Bósnia para assistir a manobras militares e para inaugurar as obras de um novo museu em Sarajevo. Quando a visita foi conhecida o chefe de segurança da Sérvia, coronel Dragutin Drimitijevic, começou a planear um atentado que demonstrasse o repúdio pelo império dos Habsburgos tendo escolhido, para a execução de tal plano, jovens militantes do grupo nacionalista radical Mão Negra que era contra a presença austro-húngara e defendia a união territorial da Bósnia e Herzegovina com a Sérvia. Os nacionalistas receberam revólveres, granadas e doses de cianeto, pois caso falhassem ou fossem capturados deveriam cometer suicídio para não denunciarem os intervenientes na operação.

Sarajevo, 1914

Sarajevo, 1914

Assim, num ambiente de grande tensão, a visita dos herdeiros iniciou-se na parte de manhã do dia fatídico e logo foi visível a desorganização, em termos de segurança, pois aquando do cortejo pelas ruas de Sarajevo dos seis veículos que compunham a comitiva o casal estava completamente exposto e sem elementos de escolta por perto. Também desorganizados estavam os terroristas dado que, dos sete elementos que se espalharam pela cidade, só um lançou uma granada que falhou o alvo mas fez alguns feridos. Perante este facto o Arquiduque cancelou a agenda da visita e fez questão de visitar os feridos no hospital, para onde se dirigiu, na parte da tarde.

ilustração do assassinato

ilustração do assassinato

Devido a um engano do motorista no trajeto, este parou em frente ao café Schiller onde se encontrava um dos jovens nacionalistas, Gavrilo Princip, que, de imediato, disparou uma sequência de tiros que provocaram a morte dos herdeiros reais. Assim, quase por acaso, o jovem bósnio de origem sérvia que tinha nascido na cidade de Obljaj, Bósnia, tornou-se um herói para os seus conterrâneos. Preso e acusado de traição declarou que não pretendia matar a duquesa mas o governador da Bósnia. Foi condenado a vinte anos de prisão pois a leis aústro-húngaras defendiam que a pena de morte não podia ser aplicada a menores de vinte anos. Faleceu de tuberculose na prisão de Theresienstadt, na república Checa, em 28 abril de 1918.

Gavrilo Princip

Gavrilo Princip

Fotografia da captura de Gravilo Princep

Fotografia da captura de Gravilo Princip

De imediato, soube-se que militares sérvios (três deles acabaram condenados à morte) tinham organizado o atentado que gerou uma crise entre a Áustria-Hungria e a Sérvia, culminando com a entrega de um ultimato a esta última, a 23 de julho de 1914. No ultimato, a Áustria-Hungria fazia exigências que, caso não fossem aceites, dariam início a uma ofensiva militar austríaca. Na verdade, parece credível que a Áustria-Hungria teria redigido o documento calculando a reação sérvia, para causar um conflito que lhe desse pretexto para anexar o pequeno reino eslavo.

Num autêntico efeito de dominó este ultimato pôs em movimento a guerra, um mês após o histórico atentado, pois com a recusa sérvia em aceitar as exigências austríacas, a Rússia põe-se ao lado da Sérvia, aliada da França, a Alemanha declara guerra a estes países, invade a Bélgica e a Inglaterra intervém de seguida contra os impérios da Alemanha, Austro-Húngaro e Otomano. As nações europeias e de outros continentes como E.U.A. e Japão envolvem-se não só no território central europeu como nas colónias invocando-se as alianças formadas nas décadas anteriores e iniciando-se um conflito que todos os intervenientes julgavam que seria de curta duração. Um terrível engano pois o cessar-fogo e vitória da Tríplice Entente verificou-se só em 11 de novembro de 1918, conhecido como o Dia do Armistício

(imagens daquidaquidaquidaqui e daqui)

Luísa Oliveira

 

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Promotora praticamente desde o início da publicação do Bibli dos trabalhos-desenhos dos alunos do básico através do Diário Gráfico, Ana Guerreiro propõe-se agora iniciar uma nova rubrica – Arte e Sentidos – onde pretende abordar a arte, especificamente as artes plásticas, conjuntamente com outros contextos humanos – como é o caso deste artigo inaugural, em que associa os períodos históricos do desenvolvimento do desenho aos do desenvolvimento humano: as “idades do desenho”.

O desenho apresenta uma genealogia idêntica às diferentes fases do desenvolvimento mental do ser humano. Assim sendo, é possível estabelecer uma comparação entre a história do desenho e o desenho infantil.

fig.1 - Meandros

fig.1 – Meandros

As primeiras manifestações, de que há registo, situam-se na pré-história, no Paleolítico. Não são ainda propriamente manifestações artísticas, contudo, revelam uma vontade de expressar ou imitar o mundo envolvente. Constituídos por pontos e linhas, os meandros, gravados na argila das paredes das grutas, resultaram, talvez, da observação de sulcos dos animais, ao rasparem os cascos no chão.

 Fig.2 - Desenho de criança com 2 anos e meio de idade


Fig.2 – Desenho de criança com 2 anos e meio de idade

Também a criança, numa fase inicial, começa por marcar as superfícies com pontos e traços a partir de movimentos musculares do ombro e, normalmente, da direita para a esquerda. Depois, numa tentativa de definição da forma, principia a circunferência com linhas circulares decorrentes de uma deslocação do gesto. O movimento torna-se natural e o ombro, braço e mão propiciam o aparecimento da forma.

A linha circular será a base da sua representação e, entre os dois e os três anos, servirá para expressar quase tudo, embora a figura humana se torne o tema preferido.

Fig.3 - Vénus de Willendorf

Fig.3 – Vénus de Willendorf

Porém, quando delineia uma circunferência, não o faz na tentativa de reproduzir um contorno particular de uma cabeça, mas antes aquilo que perceciona como uma qualidade formal das cabeças em geral. O mesmo se passa com as pequenas peças escultóricas do Paleolítico, as Vénus, que não apresentam definição do rosto, tratando-se, portanto, de uma representação abstrata da mulher e não retratando nenhuma em particular.

Por volta dos quatro anos, a figura humana apresenta uma linha circular a representar a cabeça e o tronco é, muitas vezes, inexistente. Os braços, nem sempre assinalados, e as pernas pendem diretamente da cabeça. Alguns detalhes são, depois, acrescentados, tais como linhas que rematam os braços numa tentativa de desenhar as mãos, mas esboçando apenas os dedos.  Nasce, assim, a figura humana no seu estado mais larvar.

Por volta dos cinco anos, os desenhos contam histórias, recorrendo ao exagero da forma para realçar o significado, como exemplifica a figura.

boneco1

No período Neolítico, podemos presenciar também um conjunto de figuras que demonstram a necessidade de narrar o quotidiano tal como a vida em grupo, as cerimónias, as caçadas ou as cenas domésticas.

Fig.5 - Excerto do friso da gruta de Cogul (Espanha)

Fig.5 – Excerto do friso da gruta de Cogul (Espanha)

Muito ocasionalmente, a paisagem aparecia sugerida com uma linha ondulante propondo a visão de uma montanha.

E é entre os cinco e os seis anos que a introdução de uma linha horizontal (linha do horizonte) assinala a noção da terra, em baixo, e do céu, em cima, ou seja, o tema da paisagem. Esta noção é acentuada com a aplicação da cor, respetivamente do verde e do azul, mas, também, de outros elementos como a casa, quase sempre assente na linha do horizonte, ou as árvores.

No azul, surgem as nuvens e o sol, em simultâneo.

Na idade escolar, a produção de desenhos diminui, uma vez que é dada prioridade à escrita, contudo, não desaparece, e assistiremos, mais tarde, a uma ligação entre as duas.  As letras passarão por alterações e variações formais: enrolamentos de linhas, e alteração da escala.

Alguns pintores contemporâneos como, por exemplo, Joan Miró debruçou-se, de alguma maneira, sobre esta aproximação entre a escrita e o desenho, ao introduzir nos seus trabalhos uma linguagem de sinais que desenvolve, mais significativamente, durante a segunda guerra. A sua obra é uma procura da caligrafia do mundo, através de símbolos poéticos, sinais caligráficos de linguagem, formas, técnicas, é uma busca da síntese entre a forma e o espírito numa aproximação à pintura zen budista.

Por volta dos dez anos e, provavelmente por razões culturais, verifica-se, claramente, uma diferença nos temas abordados. Enquanto os rapazes desenham automóveis, cenas de guerra, figuras heróicas, as raparigas esboçam, sobretudo, figuras femininas ou elementos florais com cores vivas.

O gosto pelo detalhe vai conferir um maior realismo e complexidade aos desenhos, mas, ainda assim, o que estes representam não corresponde propriamente ao que os jovens  vêem e sim, ao que sabem sobre o que estão a desenhar.

Uma explicação para este facto reside no hemisfério esquerdo do cérebro, uma vez que este não necessita de muita informação para apreender as formas, apenas o suficiente para as reconhecer e identificar. A partir do momento que as classifica como, por exemplo, cadeira, árvore, cão, pessoa, não se detém mais sobre o assunto, já as identificou e não se prende mais, e o desenho vai traduzir essa visão rápida, esse entendimento superficial.

 Fig. 6 - Desenho realizado por criança de 12 anos


Fig. 6 – Desenho realizado por criança de 12 anos

No exemplo (fig. 6), podemos observar que o ponto de vista escolhido para representar o olho da figura foi em função daquilo que a criança sabe que é um olho e não o resultado de uma observação atenta.

Aqui podemos estabelecer outra comparação com os antigos egípcios. A figura humana aparecia representada segundo a lei da frontalidade, isto é, com dois pontos de vista diferentes, que são os que oferecem maior informação. Assim, os olhos, ombros e peito são mostrados de frente, e a cabeça e as pernas, de perfil.

Fig. 7 - Sacerdote com pele de leopardo

Fig. 7 – Sacerdote com pele de leopardo

Desenhar bem pressupõe uma capacidade de ver as coisas como são na realidade, e o progresso na representação de objetos é laborioso e lento, e só com um olhar treinado se consegue permanecer numa pesquisa incessante de todas as variações, linhas e subtilezas.

Se desistirmos ou pararmos de desenhar, na idade escolar, o mais certo é permanecermos com um desenho infantil que não evoluiu.

Referências e fontes:

  • Drawing on the Right Side of de Brain, Betty Edwards
  • Cadernos de História da Arte 3, Ana Lídia Pinto; Fernanda Meireles; Manuela Cernadas Cambotas
  • A Educação pela Arte, Herbert Read
  • Miró, Stephen Butler
  • Desenho 10º, João Costa

Ana Guerreiro

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A atmosfera terrestre é uma camada gasosa que envolve a Terra e que sofre alterações de acordo com a altitude, quer em composição química quer em propriedades como temperatura, pressão e densidade. É constituída, essencialmente, por uma mistura de gases, cada um dos quais com as suas propriedades físicas e químicas, mas também contém pequenas partículas sólidas e líquidas que se encontram em suspensão, na mistura de gases, em quantidades variáveis. Estas substâncias, na forma sólida e líquida, distribuem-se em suspensão na atmosfera.

À medida que a altitude aumenta, existe uma menor concentração de moléculas na atmosfera e, portanto, a densidade da atmosfera diminui. Isto porque o aumento da altitude corresponde ao aumento da distância ao centro da Terra e, portanto, a uma diminuição da força de atração gravitacional que se verifica entre os constituintes da atmosfera e a Terra. Por outro lado, a pressão atmosférica (de um determinado local que corresponde à força exercida pelo peso do ar nesse local) também diminui à medida que a altitude aumenta, pois o peso de ar diminui.

Com base na variação da temperatura, os cientistas dividem a atmosfera em cinco camadas: troposfera, estratosfera, mesosfera, termosfera e exosfera. E dividem também em quatro zonas de transição (a tropopausa, a extratopausa, a mesopausa e a termopausa).

camadas atmosfera terrestre bibli

– A troposfera é a camada que vai desde a superfície terrestre até a base da estratosfera, e portanto a uma altitude de 0 km a 12 km, onde se encontra cerca de 90% da massa total da atmosfera e quase todo o vapor de água. Com o aumento da altitude, a temperatura diminui até -56ºC. É nesta camada que ocorrem fenómenos relacionados com o clima como formação de nuvens, pluviosidade, vento entre outros. Junto à superfície terrestre, a composição do ar, limpo e seco, contém aproximadamente 78% de azoto (N2), 21% de oxigénio (O2) e uma pequena quantidade de outros gases.

– A estratosfera corresponde à camada onde se encontra a maior concentração de ozono, sendo por isso também designada por ozonosfera. Situa-se numa altitude que vai dos 12 km aos 50 km e a temperatura aumenta até aos 0ºC pois o ozono absorve a radiação ultravioleta do Sol levando ao aquecimento desta camada.

– A mesosfera, camada onde ocorrem fenómenos luminosos como os conhecidos por “estrelas cadentes”, situa-se a uma altitude de 50 km a 80 km e a temperatura volta a diminuir até aos -90ºC, uma vez que a quantidade de matéria, capaz de absorver a energia solar, é muito reduzida.

– A termosfera está numa altitude entre 80 km e 800 km. Nesta camada, a radiação solar que lá chega, leva ao aumento da temperatura e promove reacções químicas que ionizam os compostos. Assim, apresenta componentes gasosos na forma iónica e é nesta camada que devido a fenómenos de ionização ocorrem as auroras boreais e austrais. As regiões inferiores desta camada refletem as ondas hertzianas emitidas pela Terra que podem ser captadas pelas estações recetoras, sendo importante nas transmissões por rádio e televisão.

– A exosfera é a camada superior da atmosfera estando assim a mais de 800 km da superfície da Terra. Nesta camada, a temperatura aumenta com a altitude, devido a baixa densidade pois muitas moléculas de gases não são atraídas pelas forças do campo gravitacional da Terra.

A atmosfera fornece não só o ar de que necessitamos, mas também filtra a radiação solar fazendo com que radiações mais energéticas não cheguem a atingir a superfície terrestre, funcionando como um escudo protetor sem o qual a vida na Terra não seria possível.

Joana Frade, 10ºC

 (imagem daqui)

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panteãoNuma altura em que o Panteão Nacional (Igreja de Stª Engrácia, famosa não só pelos mortos ilustres mas também como metáfora da inércia no ditado popular) parece ter ganhado um inusitado relevo no palco mediático, não podemos deixar de meditar sobre a importância e “emergência” da questão: será que a necessidade de heróis, da sua glorificação, representa uma nostalgia, uma projeção numa figura emblemática para fugir a uma aridez ou angústia quotidiana – um reforçar do passado para compensar uma perceção de ausência de futuro? Ou , pelo contrário, alguns destes “heróis” são um modelo de suplantação, do génio português no seu melhor, um exemplo para que, neste presente, tenhamos energia e inspiração para um melhor futuro?

Quem serão então esses modelos – vivos ou já falecidos? O popular-humilde Eusébio? O reviver de um certo Abril de há 40 anos, corporizado na abnegação de um Salgueiro Maia e na intransigência revolucionária de um José Afonso? A consensual Sofia? Ou é mais “empreendedor” e produtivo “medalhar” os nossos vivos e super-bem-sucedidos-lá-fora, galáticos do futebol, Mourinho e Ronaldo? Será que um Nobel na Literatura não é passaporte para o Panteão, ou suspeitamos que o ilustre falecido não gostaria de partilhar a última morada com alguns vizinhos que por lá teria?

Certamente não há uma resposta única para nenhuma destas perguntas – o que provavelmente, no limite, nos levaria a ter de construir diversos “panteões”.

Mas, enquanto pensamos nisso, talvez não seja má ideia (re)ver o dossier do Expresso (com critério de seleção da responsabilidade dessa publicação) sobre os 100 portugueses que mais relevância tiveram no século XX nacional e imaginar quem – já falecido ou ainda vivo – seria merecedor do nosso lobby

Fernando Rebelo

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(imagem do Panteão acedida aqui)

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capaSARAMAGO, José (1995) Ensaio sobre a cegueira, Caminho

A obra conta a história de um homem que cega repentinamente e das consequências que isso traz para toda a população da cidade onde vive.

Pouco tempo depois desta personagem perder a visão, descobre-se que a cegueira é transmissível através do contacto e, por essa razão, o governo decide isolar os cegos num edifício.

No entanto, isso não funciona e, pouco tempo depois, toda a população sofre desta doença, à exceção de uma mulher.

Esta personagem ajuda os seus companheiros a fugir do edifício onde estão aprisionados (um ex-manicómio), a lutar pela sobrevivência de todo o grupo e testemunha ainda coisas horríveis que o ser humano é capaz de fazer.

A parte que mais me impressionou foi quando os cegos desistem de se deslocar à casa de banho, passando a utilizar o chão do quarto onde vivem para fazer as suas necessidades e  transformando-o rapidamente num espaço  imundo e a tresandar a dejetos humanos.

Para descobrires o final desta história… requisita o livro na Biblioteca!(*)

Tomás Noválio, 8ºB

(*) disponível na BE em 2 edições – localização: 821.134.3. SAR26 e 821.134.3. SAR37

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