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Archive for Janeiro, 2014

Na sequência das atividades de divulgação do acervo da BE (incluídas no Plano de Melhoria), de janeiro a maio cada ciência/disciplina colaborará com a BE para fazer chegar aos alunos a informação (e os próprios livros) sobre o que a sua biblioteca tem para lhes oferecer. Janeiro foi o mês dedicado à Física e à Química.

Assim, professores dessa(a) disciplina(s) levarão para as suas aulas Bibliotecas Portáteis com obras adequadas ao nível académico de cada turma, que podem ser instrumento de alguma atividade de leitura/escrita posterior, como é o caso do BibliCiência, ou apenas sugestões de requisição domiciliária posterior por parte dos alunos.

Enfim, o mais importante é passar a mensagem de que nem só de manuais se fazem as aprendizagens, nem só de “matéria” se faz a ciência.

Fernando Rebelo (PB)

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No ano em que se cumpre o centenário da 1ª Guerra Mundial, na qual infelizmente Portugal participou,  a nossa colaboradora habitual das Fitas do Mês, Luísa Oliveira, inicia hoje a publicação de um rubrica que pretende ao longo deste ano letivo tratar vários episódios que abordarão diversas fases desse período negro que só teve o seu epílogo em novembro de 1918.

O centenário do primeiro conflito global não deve ser encarado como uma comemoração mas como uma memória de um tempo sombrio que se saldou em milhões de mortos e feridos e provocou significativas alterações políticas, económicas e sociais e que, devido à sua dimensão, será sempre identificado como a Grande Guerra.

A Europa em 1914

A Europa em 1914

No início do século XX a Europa vivia um período de intensas rivalidades políticas, corrida ao armamento, disputa de novas áreas de influência, nomeadamente, na fervilhante Península Balcânica onde os nacionalismos se intensificavam. A geopolítica europeia era dominada pelas rivalidades económicas imperialistas pela posse das colónias africanas e asiáticas. Embora a crença geral fosse a de que a humanidade atingira a maturidade necessária à resolução pacífica dos conflitos internacionais a grande quantidade de armamento e soldados fazia a Europa viver numa autêntica “ paz armada” que a política de alianças como a Tríplice Aliança e Tríplice Entente veio sancionar.

Os Arquiduques (Franz Ferdinand e Sophie)

Os Arquiduques (Franz Ferdinand e Sophie)

A última das muitas causas para despoletar este conflito armado, o episódio decisivo, foi o assassinato do herdeiro do império Austro-Húngaro, arquiduque Francisco Fernando, pelo jovem bósnio de origem sérvia Gavrilo  Princip, em Sarajevo, actual capital da Bósnia e Herzegovina e, à época, província da Áustria-Hungria. Dirigentes políticos e militares, espiões são personagens secundárias deste sangrento conflito que os meios tecnológicos nunca antes utilizados como aviões, produtos químicos, tanques de guerra e submarinos provocaram um grau de destruição até então desconhecido. Os protagonistas contabilizam-se pelos números terríveis dos mortos e feridos e são um pálido reflexo do sofrimento que este conflito causou. Os 10 milhões de mortos e, especialmente, os não identificados são relembrados e homenageados nos “Monumento ao soldado desconhecido” aos quais se juntam mais de 30 milhões de feridos e inválidos.

Oskar Potiorek

Oskar Potiorek

Os factos ocorridos em 28 de junho 1914 são sobejamente conhecidos e bem documentados mas nunca é demais relembrá-los. A Sérvia fervia com os movimentos nacionalistas pretendendo formar a Grande Sérvia a partir da união dos eslavos das Balcãs e, desde 1903, tinha uma monarquia de forte caráter nacionalista que desejava reestabelecer as fronteiras do antigo Império Sérvio do século XIV e, sobretudo ter acesso ao Mar Adriático. A Bósnia e Herzegovina tinha sido anexada pela Aústria-Hungria, mas estava ligada etnicamente (1/3 dos seus habitantes era de origem sérvia) e culturalmente ao reino independente da Sérvia. O governador da Bósnia, Oskar Potiorek como forma de afirmar a presença e força do império austríaco convida os herdeiros do trono, Francisco Fernando (Franz Ferdinand) e sua esposa Sofia (Sophie), duquesa de Hohenb, a visitarem o território. O sobrinho do imperador Aústro-Húngaro, Francisco José, devido a uma sucessão de mortes na família Habsburgo, tornou-se herdeiro do trono em 1896 e pretendia reformar o Império Austro-Húngaro o que limitaria os ideais expansionistas da monarquia sérvia. Como também superentendia os assuntos

carimbo do grupo "Mão Negra"

carimbo do grupo “Mão Negra”

militares, foi nesse âmbito que se deslocou à Bósnia para assistir a manobras militares e para inaugurar as obras de um novo museu em Sarajevo. Quando a visita foi conhecida o chefe de segurança da Sérvia, coronel Dragutin Drimitijevic, começou a planear um atentado que demonstrasse o repúdio pelo império dos Habsburgos tendo escolhido, para a execução de tal plano, jovens militantes do grupo nacionalista radical Mão Negra que era contra a presença austro-húngara e defendia a união territorial da Bósnia e Herzegovina com a Sérvia. Os nacionalistas receberam revólveres, granadas e doses de cianeto, pois caso falhassem ou fossem capturados deveriam cometer suicídio para não denunciarem os intervenientes na operação.

Sarajevo, 1914

Sarajevo, 1914

Assim, num ambiente de grande tensão, a visita dos herdeiros iniciou-se na parte de manhã do dia fatídico e logo foi visível a desorganização, em termos de segurança, pois aquando do cortejo pelas ruas de Sarajevo dos seis veículos que compunham a comitiva o casal estava completamente exposto e sem elementos de escolta por perto. Também desorganizados estavam os terroristas dado que, dos sete elementos que se espalharam pela cidade, só um lançou uma granada que falhou o alvo mas fez alguns feridos. Perante este facto o Arquiduque cancelou a agenda da visita e fez questão de visitar os feridos no hospital, para onde se dirigiu, na parte da tarde.

ilustração do assassinato

ilustração do assassinato

Devido a um engano do motorista no trajeto, este parou em frente ao café Schiller onde se encontrava um dos jovens nacionalistas, Gavrilo Princip, que, de imediato, disparou uma sequência de tiros que provocaram a morte dos herdeiros reais. Assim, quase por acaso, o jovem bósnio de origem sérvia que tinha nascido na cidade de Obljaj, Bósnia, tornou-se um herói para os seus conterrâneos. Preso e acusado de traição declarou que não pretendia matar a duquesa mas o governador da Bósnia. Foi condenado a vinte anos de prisão pois a leis aústro-húngaras defendiam que a pena de morte não podia ser aplicada a menores de vinte anos. Faleceu de tuberculose na prisão de Theresienstadt, na república Checa, em 28 abril de 1918.

Gavrilo Princip

Gavrilo Princip

Fotografia da captura de Gravilo Princep

Fotografia da captura de Gravilo Princip

De imediato, soube-se que militares sérvios (três deles acabaram condenados à morte) tinham organizado o atentado que gerou uma crise entre a Áustria-Hungria e a Sérvia, culminando com a entrega de um ultimato a esta última, a 23 de julho de 1914. No ultimato, a Áustria-Hungria fazia exigências que, caso não fossem aceites, dariam início a uma ofensiva militar austríaca. Na verdade, parece credível que a Áustria-Hungria teria redigido o documento calculando a reação sérvia, para causar um conflito que lhe desse pretexto para anexar o pequeno reino eslavo.

Num autêntico efeito de dominó este ultimato pôs em movimento a guerra, um mês após o histórico atentado, pois com a recusa sérvia em aceitar as exigências austríacas, a Rússia põe-se ao lado da Sérvia, aliada da França, a Alemanha declara guerra a estes países, invade a Bélgica e a Inglaterra intervém de seguida contra os impérios da Alemanha, Austro-Húngaro e Otomano. As nações europeias e de outros continentes como E.U.A. e Japão envolvem-se não só no território central europeu como nas colónias invocando-se as alianças formadas nas décadas anteriores e iniciando-se um conflito que todos os intervenientes julgavam que seria de curta duração. Um terrível engano pois o cessar-fogo e vitória da Tríplice Entente verificou-se só em 11 de novembro de 1918, conhecido como o Dia do Armistício

(imagens daquidaquidaquidaqui e daqui)

Luísa Oliveira

 

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Promotora praticamente desde o início da publicação do Bibli dos trabalhos-desenhos dos alunos do básico através do Diário Gráfico, Ana Guerreiro propõe-se agora iniciar uma nova rubrica – Arte e Sentidos – onde pretende abordar a arte, especificamente as artes plásticas, conjuntamente com outros contextos humanos – como é o caso deste artigo inaugural, em que associa os períodos históricos do desenvolvimento do desenho aos do desenvolvimento humano: as “idades do desenho”.

O desenho apresenta uma genealogia idêntica às diferentes fases do desenvolvimento mental do ser humano. Assim sendo, é possível estabelecer uma comparação entre a história do desenho e o desenho infantil.

fig.1 - Meandros

fig.1 – Meandros

As primeiras manifestações, de que há registo, situam-se na pré-história, no Paleolítico. Não são ainda propriamente manifestações artísticas, contudo, revelam uma vontade de expressar ou imitar o mundo envolvente. Constituídos por pontos e linhas, os meandros, gravados na argila das paredes das grutas, resultaram, talvez, da observação de sulcos dos animais, ao rasparem os cascos no chão.

 Fig.2 - Desenho de criança com 2 anos e meio de idade


Fig.2 – Desenho de criança com 2 anos e meio de idade

Também a criança, numa fase inicial, começa por marcar as superfícies com pontos e traços a partir de movimentos musculares do ombro e, normalmente, da direita para a esquerda. Depois, numa tentativa de definição da forma, principia a circunferência com linhas circulares decorrentes de uma deslocação do gesto. O movimento torna-se natural e o ombro, braço e mão propiciam o aparecimento da forma.

A linha circular será a base da sua representação e, entre os dois e os três anos, servirá para expressar quase tudo, embora a figura humana se torne o tema preferido.

Fig.3 - Vénus de Willendorf

Fig.3 – Vénus de Willendorf

Porém, quando delineia uma circunferência, não o faz na tentativa de reproduzir um contorno particular de uma cabeça, mas antes aquilo que perceciona como uma qualidade formal das cabeças em geral. O mesmo se passa com as pequenas peças escultóricas do Paleolítico, as Vénus, que não apresentam definição do rosto, tratando-se, portanto, de uma representação abstrata da mulher e não retratando nenhuma em particular.

Por volta dos quatro anos, a figura humana apresenta uma linha circular a representar a cabeça e o tronco é, muitas vezes, inexistente. Os braços, nem sempre assinalados, e as pernas pendem diretamente da cabeça. Alguns detalhes são, depois, acrescentados, tais como linhas que rematam os braços numa tentativa de desenhar as mãos, mas esboçando apenas os dedos.  Nasce, assim, a figura humana no seu estado mais larvar.

Por volta dos cinco anos, os desenhos contam histórias, recorrendo ao exagero da forma para realçar o significado, como exemplifica a figura.

boneco1

No período Neolítico, podemos presenciar também um conjunto de figuras que demonstram a necessidade de narrar o quotidiano tal como a vida em grupo, as cerimónias, as caçadas ou as cenas domésticas.

Fig.5 - Excerto do friso da gruta de Cogul (Espanha)

Fig.5 – Excerto do friso da gruta de Cogul (Espanha)

Muito ocasionalmente, a paisagem aparecia sugerida com uma linha ondulante propondo a visão de uma montanha.

E é entre os cinco e os seis anos que a introdução de uma linha horizontal (linha do horizonte) assinala a noção da terra, em baixo, e do céu, em cima, ou seja, o tema da paisagem. Esta noção é acentuada com a aplicação da cor, respetivamente do verde e do azul, mas, também, de outros elementos como a casa, quase sempre assente na linha do horizonte, ou as árvores.

No azul, surgem as nuvens e o sol, em simultâneo.

Na idade escolar, a produção de desenhos diminui, uma vez que é dada prioridade à escrita, contudo, não desaparece, e assistiremos, mais tarde, a uma ligação entre as duas.  As letras passarão por alterações e variações formais: enrolamentos de linhas, e alteração da escala.

Alguns pintores contemporâneos como, por exemplo, Joan Miró debruçou-se, de alguma maneira, sobre esta aproximação entre a escrita e o desenho, ao introduzir nos seus trabalhos uma linguagem de sinais que desenvolve, mais significativamente, durante a segunda guerra. A sua obra é uma procura da caligrafia do mundo, através de símbolos poéticos, sinais caligráficos de linguagem, formas, técnicas, é uma busca da síntese entre a forma e o espírito numa aproximação à pintura zen budista.

Por volta dos dez anos e, provavelmente por razões culturais, verifica-se, claramente, uma diferença nos temas abordados. Enquanto os rapazes desenham automóveis, cenas de guerra, figuras heróicas, as raparigas esboçam, sobretudo, figuras femininas ou elementos florais com cores vivas.

O gosto pelo detalhe vai conferir um maior realismo e complexidade aos desenhos, mas, ainda assim, o que estes representam não corresponde propriamente ao que os jovens  vêem e sim, ao que sabem sobre o que estão a desenhar.

Uma explicação para este facto reside no hemisfério esquerdo do cérebro, uma vez que este não necessita de muita informação para apreender as formas, apenas o suficiente para as reconhecer e identificar. A partir do momento que as classifica como, por exemplo, cadeira, árvore, cão, pessoa, não se detém mais sobre o assunto, já as identificou e não se prende mais, e o desenho vai traduzir essa visão rápida, esse entendimento superficial.

 Fig. 6 - Desenho realizado por criança de 12 anos


Fig. 6 – Desenho realizado por criança de 12 anos

No exemplo (fig. 6), podemos observar que o ponto de vista escolhido para representar o olho da figura foi em função daquilo que a criança sabe que é um olho e não o resultado de uma observação atenta.

Aqui podemos estabelecer outra comparação com os antigos egípcios. A figura humana aparecia representada segundo a lei da frontalidade, isto é, com dois pontos de vista diferentes, que são os que oferecem maior informação. Assim, os olhos, ombros e peito são mostrados de frente, e a cabeça e as pernas, de perfil.

Fig. 7 - Sacerdote com pele de leopardo

Fig. 7 – Sacerdote com pele de leopardo

Desenhar bem pressupõe uma capacidade de ver as coisas como são na realidade, e o progresso na representação de objetos é laborioso e lento, e só com um olhar treinado se consegue permanecer numa pesquisa incessante de todas as variações, linhas e subtilezas.

Se desistirmos ou pararmos de desenhar, na idade escolar, o mais certo é permanecermos com um desenho infantil que não evoluiu.

Referências e fontes:

  • Drawing on the Right Side of de Brain, Betty Edwards
  • Cadernos de História da Arte 3, Ana Lídia Pinto; Fernanda Meireles; Manuela Cernadas Cambotas
  • A Educação pela Arte, Herbert Read
  • Miró, Stephen Butler
  • Desenho 10º, João Costa

Ana Guerreiro

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A atmosfera terrestre é uma camada gasosa que envolve a Terra e que sofre alterações de acordo com a altitude, quer em composição química quer em propriedades como temperatura, pressão e densidade. É constituída, essencialmente, por uma mistura de gases, cada um dos quais com as suas propriedades físicas e químicas, mas também contém pequenas partículas sólidas e líquidas que se encontram em suspensão, na mistura de gases, em quantidades variáveis. Estas substâncias, na forma sólida e líquida, distribuem-se em suspensão na atmosfera.

À medida que a altitude aumenta, existe uma menor concentração de moléculas na atmosfera e, portanto, a densidade da atmosfera diminui. Isto porque o aumento da altitude corresponde ao aumento da distância ao centro da Terra e, portanto, a uma diminuição da força de atração gravitacional que se verifica entre os constituintes da atmosfera e a Terra. Por outro lado, a pressão atmosférica (de um determinado local que corresponde à força exercida pelo peso do ar nesse local) também diminui à medida que a altitude aumenta, pois o peso de ar diminui.

Com base na variação da temperatura, os cientistas dividem a atmosfera em cinco camadas: troposfera, estratosfera, mesosfera, termosfera e exosfera. E dividem também em quatro zonas de transição (a tropopausa, a extratopausa, a mesopausa e a termopausa).

camadas atmosfera terrestre bibli

– A troposfera é a camada que vai desde a superfície terrestre até a base da estratosfera, e portanto a uma altitude de 0 km a 12 km, onde se encontra cerca de 90% da massa total da atmosfera e quase todo o vapor de água. Com o aumento da altitude, a temperatura diminui até -56ºC. É nesta camada que ocorrem fenómenos relacionados com o clima como formação de nuvens, pluviosidade, vento entre outros. Junto à superfície terrestre, a composição do ar, limpo e seco, contém aproximadamente 78% de azoto (N2), 21% de oxigénio (O2) e uma pequena quantidade de outros gases.

– A estratosfera corresponde à camada onde se encontra a maior concentração de ozono, sendo por isso também designada por ozonosfera. Situa-se numa altitude que vai dos 12 km aos 50 km e a temperatura aumenta até aos 0ºC pois o ozono absorve a radiação ultravioleta do Sol levando ao aquecimento desta camada.

– A mesosfera, camada onde ocorrem fenómenos luminosos como os conhecidos por “estrelas cadentes”, situa-se a uma altitude de 50 km a 80 km e a temperatura volta a diminuir até aos -90ºC, uma vez que a quantidade de matéria, capaz de absorver a energia solar, é muito reduzida.

– A termosfera está numa altitude entre 80 km e 800 km. Nesta camada, a radiação solar que lá chega, leva ao aumento da temperatura e promove reacções químicas que ionizam os compostos. Assim, apresenta componentes gasosos na forma iónica e é nesta camada que devido a fenómenos de ionização ocorrem as auroras boreais e austrais. As regiões inferiores desta camada refletem as ondas hertzianas emitidas pela Terra que podem ser captadas pelas estações recetoras, sendo importante nas transmissões por rádio e televisão.

– A exosfera é a camada superior da atmosfera estando assim a mais de 800 km da superfície da Terra. Nesta camada, a temperatura aumenta com a altitude, devido a baixa densidade pois muitas moléculas de gases não são atraídas pelas forças do campo gravitacional da Terra.

A atmosfera fornece não só o ar de que necessitamos, mas também filtra a radiação solar fazendo com que radiações mais energéticas não cheguem a atingir a superfície terrestre, funcionando como um escudo protetor sem o qual a vida na Terra não seria possível.

Joana Frade, 10ºC

 (imagem daqui)

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panteãoNuma altura em que o Panteão Nacional (Igreja de Stª Engrácia, famosa não só pelos mortos ilustres mas também como metáfora da inércia no ditado popular) parece ter ganhado um inusitado relevo no palco mediático, não podemos deixar de meditar sobre a importância e “emergência” da questão: será que a necessidade de heróis, da sua glorificação, representa uma nostalgia, uma projeção numa figura emblemática para fugir a uma aridez ou angústia quotidiana – um reforçar do passado para compensar uma perceção de ausência de futuro? Ou , pelo contrário, alguns destes “heróis” são um modelo de suplantação, do génio português no seu melhor, um exemplo para que, neste presente, tenhamos energia e inspiração para um melhor futuro?

Quem serão então esses modelos – vivos ou já falecidos? O popular-humilde Eusébio? O reviver de um certo Abril de há 40 anos, corporizado na abnegação de um Salgueiro Maia e na intransigência revolucionária de um José Afonso? A consensual Sofia? Ou é mais “empreendedor” e produtivo “medalhar” os nossos vivos e super-bem-sucedidos-lá-fora, galáticos do futebol, Mourinho e Ronaldo? Será que um Nobel na Literatura não é passaporte para o Panteão, ou suspeitamos que o ilustre falecido não gostaria de partilhar a última morada com alguns vizinhos que por lá teria?

Certamente não há uma resposta única para nenhuma destas perguntas – o que provavelmente, no limite, nos levaria a ter de construir diversos “panteões”.

Mas, enquanto pensamos nisso, talvez não seja má ideia (re)ver o dossier do Expresso (com critério de seleção da responsabilidade dessa publicação) sobre os 100 portugueses que mais relevância tiveram no século XX nacional e imaginar quem – já falecido ou ainda vivo – seria merecedor do nosso lobby

Fernando Rebelo

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(imagem do Panteão acedida aqui)

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capaSARAMAGO, José (1995) Ensaio sobre a cegueira, Caminho

A obra conta a história de um homem que cega repentinamente e das consequências que isso traz para toda a população da cidade onde vive.

Pouco tempo depois desta personagem perder a visão, descobre-se que a cegueira é transmissível através do contacto e, por essa razão, o governo decide isolar os cegos num edifício.

No entanto, isso não funciona e, pouco tempo depois, toda a população sofre desta doença, à exceção de uma mulher.

Esta personagem ajuda os seus companheiros a fugir do edifício onde estão aprisionados (um ex-manicómio), a lutar pela sobrevivência de todo o grupo e testemunha ainda coisas horríveis que o ser humano é capaz de fazer.

A parte que mais me impressionou foi quando os cegos desistem de se deslocar à casa de banho, passando a utilizar o chão do quarto onde vivem para fazer as suas necessidades e  transformando-o rapidamente num espaço  imundo e a tresandar a dejetos humanos.

Para descobrires o final desta história… requisita o livro na Biblioteca!(*)

Tomás Noválio, 8ºB

(*) disponível na BE em 2 edições – localização: 821.134.3. SAR26 e 821.134.3. SAR37

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as

  • disponível na BE: Padre António Vieira – Sermão de Stº António, declamado por Ary dos Santos – localização: 821.134.3. SAN

(imagem editada daqui)

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9789722518208STARLING, Boris (2009), Messias, Bertrand Editora

Não será, de todo o livro da minha vida, mas claramente Um Livro na minha vida.

Marcou-me sobretudo, pelo efeito surpresa. Um daqueles livros que talvez nunca lesse, não fosse o caso de estar de férias, inesperadamente sem nada para ler e tê-lo descoberto, por acaso, na estante de um amigo. Até porque não sou uma fã assumida de policiais, embora esteja de certa forma, a mudar aos poucos a minha opinião, (este “Messias”, foi definitivamente um contributo).

É uma história arrepiante e perturbadora, plena de suspense que nos prende desde o primeiro ao último capítulo. Um misto de mistério e conflitos sentimentais, protagonizado por um homem, superintendente da Scotland Yard inteligente, hábil, muito treinado e competente em casos complicados como este. Mas perturbado e perseguido pelo seu próprio passado – um irmão assassino, a traição que ele considera sua…

Enquanto as vitimas se sucedem, do assassino nem uma pista, nada! A investigação avança, mas os resultados não! Só por mero acaso, Red Metcalfe, o superintendente, consegue descobrir o que une todas as vítimas. Todas foram encontradas com uma colher de prata na boca, em substituição da língua, removida. Em comum têm também o nome e a profissão, coincidentes com as dos apóstolos de Jesus e com as profissões dos quais estes eram patronos. Nada faz sentido! De que forma a religião se encaixa nesta trama? Qual a mensagem implícita? O que move este assassino, que usa métodos tão macabros e diversos e que não deixa nada que o denuncie? Porque se sentirá Metcalfe perseguido pelo seu passado e por um assassino descontrolado, violento e impiedoso. O que parece óbvio torna-se completamente inexplicável e sem razões aparentes que liguem as diferentes vítimas. Tudo acontece demasiado rápido, o leitor é tomado por uma ansiedade desmedida, que o arrasta avidamente até ao fim. E é só mesmo no final que tudo começa, lentamente, a encaixar-se. Metcalfe descobre então um assassino convicto de que a sua passagem pela Terra não é um acaso. Deus escolheu-o para cumprir a missão, seja a que preço for. Nada o fará parar, a não ser que Red Metcalfe consiga descobrir a tempo quem poderá ser a próxima vitima. Não deixe de descobrir também.

Empolgante e imperdível, este é um livro que arrepia, mas não se consegue parar de ler!

Fernanda Peralta

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A nossa bibliblogueira residente quase desde o início, Cristina Teixeira (professora), autora já da rubrica “A Morte da Estética”, propõe-nos agora uma nova série de artigos, que se iniciam com o que hoje se publica, sob o título “Grande Lisboa” – grande porque pretende abranger uma grande diversidade de temas, grande porque pretende também celebrar a grandeza (e talvez também a miséria) da nossa capital, mas grande, finalmente, porque abrangerá a literalmente conhecida área metropolitana com a mesma designação. Aqui se inaugura então esta nova rubrica com um texto sobre o “Bairro Alto” quando acaba de cumprir 500 anos.

bairro altoCompletaram-se no passado mês de dezembro 500 anos sobre o arranque da urbanização do Bairro Alto. Verdadeiro palco iniciático da vida boémia da cidade, foi este bairro, ao longo destes séculos, palco de vivências diversificadas, intensas e sobrepostas, que têm marcado indelevelmente o sítio. Do fado aos bordéis, do jornalismo à moda, à arte, à música e à restauração, é um bairro que se tem ”reinventado”, nunca perdendo dinamismo e vibração.

Foi quando, nos anos 80, Manuel Reis abriu o bar Frágil, que a vida noturna explodiu na cidade e se polarizou neste atlbairro. A partir de então tornou-se território de eleição de todas as tribos urbanas que à noite o invadem, infelizmente cada vez mais indiferenciadas, do género adolescente de litrosa de cerveja na mão, deixando como despojos da sua passagem garrafas espalhadas pelo chão, paredes grafitadas e esquinas transformadas em urinóis, prejudicando gravemente a vida dos seus pacatos residentes e afastando frequentadores. Ainda que outras zonas da cidade surjam, esporadicamente, como locais de eleição para a noite, o Bairro (como familiarmente é conhecido) nunca perdeu o seu protagonismo e permanece, para a vida noturna, a verdadeira referência. Para além de sítio de copos e divertimento, ali surgiu, nos anos que seguiram ao 25 de Abril, a geração que havia de ensaiar tipos de cultura urbana, trazida de outras latitudes, proporcionando uma revolução de mentalidades. O Bairro apresenta características que tal favorecem: é IMG_01251muito central, mas simultaneamente é protegido por “fronteiras” bem definidas (a Norte pela Rua D. Pedro V, a sul pelo Largo de Camões e pela Calçada do Combro, a Oeste pela Rua do Século e a Este pela Rua da Misericórdia e a Igreja de São Roque), o que o tornam um recinto quase privado dentro da cidade. As ruas estreitas e empedradas, e algo labirínticas (para o que concorre a ausência de uma praça ou largo central) tornaram-no ideal para acolitar as vivências mais extravagantes, alternativas e criativas, que ao longo do tempo têm convergido neste espaço.

A Lisboa do tempo de D. Manuel era uma das capitais europeias mais dinâmicas e cosmopolitas da época. Do Oriente chegavam ao Tejo todo o tipo de produtos, riquezas e exotismos. A cidade muralhada tornou-se incomportável para tanta gente. O rei D. Manuel adquiriu os terrenos na colina contígua às portas de Santa Catarina às famílias Andrade e Atouguia para aí construir um novo bairro, de acordo com um plano urbano moderno, alternativo à velha urbe, de malha ainda medieval, e de matriz árabe. Foram aí implementados os preceitos racionalistas do Renascimento: um bairro ortogonal, de ruas direitas, grande-panorama-de-lisboa_santa-catarina-sao-bento_sec-xviiparalelas e perpendiculares (rua principal e travessa), organizadas pela lógica do quarteirão. A este bairro foi dado o nome de Vila Nova de Andrade e deveria albergar funcionários ligados ao comércio e faina marítima, entre eles, os estrangeiros que nessa altura se estabeleceram em Lisboa, como cosmógrafos e comerciantes, também ligados à mesma atividade, e que procuraram esta zona de Santa Catarina para construir os seus palacetes. Quando os jesuítas se instalaram na ermida de São Roque, naquela colina ocidental de Lisboa, e posteriormente aí construíram o seu convento, no que hoje é a Igreja de são Roque e o complexo da Misericórdia, nobilitaram a zona, e alguma aristocracia, sobretudo a de toga, e também o clero, subiram da Ribeira e ali construíram os seus palácios e conventos, na zona extra-muros da cidade.

planta de lxTodo o bairro foi construído de acordo com normas construtivas de grande simplicidade. A Provedoria de Obras Reais era o organismo que definia e assegurava que as construções seguissem as normas: a “aplicação de métricas proporcionais, a estandardização de elementos arquitetónicos e a uniformização de acabamentos” (Helder Carita). O material utilizado era a alvenaria de pedra e cal, com vãos e cantos reforçados a pedra de lioz; os planos de fachada deveriam ser lisos e contínuos, tendo como saliência máxima um palmo e meio para a sacada, e seguir um determinado padrão para a sequência de janelas de sacada e peitoril, as escadas teriam que ser interiores e toda uma pauta a que os próprios mosteiros e palácios tiveram que se submeter. No século XVIII tornou-se um bairro aristocrático e cultural, com um teatro e academias. Quando o terramoto de 1755 destruiu Lisboa, o Bairro Alto foi, de certa forma, poupado, sobretudo a parte mais alta da Vila Nova de Andrade, isto é, o Bairro Alto, designação que então se divulga. Os edifícios que foram construídos em substituição dos arruinados, delimitam o bairro e a simplicidade das fachadas vai ser reforçada pelo rigoroso programa pombalino, embora algumas alterações vão então ser permitidas, como algumas notas barrocas no próprio palácio do Marquês de Pombal, construído na fronteira oeste do bairro, na Rua da Século.

A malha urbana densifica-se e os prédios sobem uns pisos. No século XIX impera a burguesia, e na segunda metade de oitocentos muitos nobres vendem os seus DSC_0185_149palacetes na zona (embora ainda sobrevivam alguns habitados pelos descendentes das famílias fundadoras), sobretudo aos jornais e às tipografias, dada a enorme expansão da imprensa nessa altura. Esta apropriação do bairro pelos mais importantes jornais do país, deram o cariz boémio ao bairro, uma vez que jornalistas e tipógrafos trabalhavam pela noite dentro, servindo-se das tascas e casas de pasto a altas horas da noite. Hoje em dia, apenas aí subsiste teimosamente o jornal desportivo “A Bola”. Aos jornalistas juntaram-se a partir do último quartel do 704Adega Machado, Bairro Altoséculo XX, os estudantes, os artistas e os escritores. E ultimamente todos os turistas e estrangeiros residentes, que procuram Lisboa e o seu bairro de eleição. A sua frequência é transversal a várias gerações e a diferentes culturas, até porque alberga alguns dos restaurantes mais sofisticados da cidade, como o Pap’ Açorda, o Casa Nostra ou o Decadente, que existem a paredes meias com casas de pasto e tascas abarracadas. O mesmo se passa com as lojas, como por exemplo a de design premium,  Loja da Atalia e outros estúdios de estilistas de renome, que se acotovelam com as tradicionais capelistas e as mercearias de esquina. Ainda a mesma lógica “promíscua” e democrática nas habitações, – vetustos casebres avizinham-secinema_terraco1 com condomínios de luxo, como os do Convento dos Inglesinhos. O mesmo também se verifica nos espaços culturais: O Conservatório Nacional, instalado no antigo Convento dos Caetanos, e a alternativa galeria ZDB, convivem bem com as associações recreativas populares do bairro.

É tudo isto que torna o Bairro Alto, desde 2010 classificado com Conjunto de Interesse Público (CIP), num pequeno mundo muito particular dentro da cidade.

Nota da autora: Este artigo foi escrito a partir de notas recolhidas numa visita de estudo organizada pelo arquiteto Hélder Carita ao Bairro Alto, no âmbito da comemoração dos seus 500 anos, assim como em documentos fornecidos pela organização “Eu amo Lisboa” que a programou, e na separata do jornal Expresso (Revista, 23 NOV/13) “BAIRRO ALTO, 500 aos de vida na colina”.
Cristina Teixeira

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Foram submetidos ao Conselho Pedagógico no mês de dezembro do passado ano os dois documentos que regularão a gestão da BE da ESDS no corrente ano letivo: o Plano de Melhoria e o Plano Anual de Atividades. Este novo Plano de Melhoria, que substituiu o Plano de Ação dos 4 anos anteriores,  define campos específicos dos diversos domínios do Modelo de Avaliação das BE (MABE) em que há aspetos a melhorar, estabelecendo-se objetivos e indicadores quantitativos para aferir no final do ano o sucesso da sua execução.

Assim, este PM aponta para o aumento dos índices de leitura lúdica que se espera alcançar através de um conjunto de ações que vão desde a mudança do espaço até à forma de divulgação de sugestões de leitura, sendo o Portefólio de Leituras, implementado em colaboração com o grupo de Português, um instrumento de não somenos importância para esta melhoria.

Também no campo da educação para a cidadania digital se pretende consolidar na escola uma boa prática na utilização das redes sociais e da Internet em geral, que irá ser promovida ao longo do ano letivo no ensino Básico. A formação de utilizadores foi considerado ainda uma vertente importante, já tendo sido levada a cabo, como referido em artigo anterior, ao longo de todo o 1º Período, uma ação que cobriu todos os alunos do 7ºAno.

Finalmente, a articulação da BE com a escola e o comprometimento dos órgãos de gestão na execução do PM teve a sua primeira expressão na discussão e aprovação do mesmo, após algumas ligeiras alterações. Esperemos então que possamos ter uma BE melhor no final do ano, para melhor cumprir o que é ao fim e ao cabo a sua derradeira função – servir a escola, ajudando os alunos, e os docentes como principais agentes do seu sucesso escolar.

Fernando Rebelo (PB) 

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meu filho nickDanielle Steel, Meu Filho Nick, um Raio de Luz

 A história conta a vida de um rapaz – Nick – que nasceu com um problema denominado psicose maníaco-depressiva, uma doença que poderia matá-lo. […] Quando tinha dezoito anos, Nick não queria tomar os medicamentos e tentou o suicídio três vezes, em três meses.

Aconselho a leitura desta obra, porque no futuro, quando forem pais, poderão ter um filho com o mesmo problema de Nick, e já saberão como lidar com ele.

 Carla Silva, 7.º C

Os Jogos da FomeSuzanne Collins, Os Jogos da Fome (disponível na BE; localização: 087.5. COL1)

A obra fala de um mundo em que todas as pessoas são divididas por doze distritos, em que todos os anos se realizam os jogos da fome. […] No distrito doze, é escolhida Katniss, a irmã de uma rapariga que se oferece para ir por ela, num jogo até à morte, donde só sai um vencedor.

Aconselho a leitura desta obra, porque tem ação, um pouco de romance, e é interessante para esta idade.

Miriam Marques, 7.º C

 o-segredo-das-gemeasElisabetta Gnone, Fairy OakO Segredo das Gémeas

 Feli, a fada “baby-sitter”, começa por contar como e quando as irmãs Gémeas Baunilha e Pervica vieram ao mundo; também conta como é a aldeia de estranho, porque normalmente, os mágicos não se dão bem com os humanos, mas nesta aldeia, todos vivem em harmonia. […] A família das gémeas, ao longo de muitos anos, é uma família de feiticeiros e magos da luz, mas descobriu-se que Pervica é uma feiticeira das trevas.

É uma obra que mistura a realidade com a ficção.

 Gabriela Godinho, 7.º D

 triunfo-dos-porcosGeorge Orwell, O Triunfo dos Porcos  (disponível na BE; localização: 821.1/.9 ORW)

 Tudo começa quando um dos animais mais velhos da quinta, o porco Major, faz um discurso sobre um dos seus sonhos, em que os animais governavam a quinta. Passado alguns dias, o porco morre. No dia seguinte, os animais expulsaram os humanos da quinta. […] Um dia, os humanos foram convidados para irem à quinta lanchar. Os animais aproximaram-se e assistiram a um evento fora do normal: os porcos estavam a conversar e a beber cerveja com os humanos.

Aconselho a leitura desta obra, porque é muito divertida e nos faz pensar e imaginar o que os animais passam, o que nós lhes fazemos, mas, principalmente, o que eles sofrem e aturam.

Joana Cardoso, 7.º D

 recados da mãeMaria Teresa Maia Gonzalez, Recados de Mãe

Era uma vez duas meninas: a Clara, de dez anos, e a Leonor, de seis. Elas perderam a sua mãe e, já que ela era a única pessoa com quem viviam, teriam, supostamente, de ficar com o pai, porém o seu pai não pôde ficar com elas, entregando-as, assim, à avó materna. […] Com o passar dos anos, Clara sentiu uma grande devoção e percebeu que queria ser missionária.

Aconselho a leitura desta obra, porque nos remete para vários casos que acontecem na realidade e que marcam as pessoas.

Lara Alves, 7.º D

 ulissesMaria Alberta Menéres, Ulisses (disponível na BE; localização: 087.5 MEN)

Ulisses, um guerreiro valente e audaz, não queria ir para a guerra, de novo, e inventou que estava maluco, mas os amigos perceberam que ele não queria era ir para a guerra. […] Na guerra [entre Gregos e Troianos], a Grécia venceu, usando Ulisses um cavalo onde estava o exército inteiro da Grécia. […] No regresso à Grécia, […] foram parar a uma ilha de um ciclope; foram apanhados por uma enorme tempestade e naufragaram na ilha do rei Éolo. […]

Aconselho a leitura desta obra, porque tem muitas aventuras e é interessante.

Luís Silva, 7.º D

 a mniha história com BobJames Bowen, A Minha História com Bob (disponível na BE; localização: 821.1/.9. BOW)

 James Bowen é um toxicodependente em recuperação. Ele é um músico de rua em Londres. Um dia, encontra um gato vadio e trata dele, mesmo não tendo dinheiro. James dá o nome de Bob ao gato e, depois, quando o mesmo recupera, James deixa Bob no mesmo sítio onde o encontrou e vai trabalhar. Quando volta, vê Bob à porta do seu prédio e decide ficar com ele. […]

Aconselho a leitura desta obra, porque é uma história muito interessante, de como um gato vadio mudou a autoestima e deu nova esperança a James.

Regina, 7.º D

Nota: os textos publicados correspondem a leituras feitas pelos alunos no âmbito do Contrato de Leitura do 1º Período, inserido no projeto Portefólio de Leituras, desenvolvido pela profª. Rosa Silva nas suas turmas do 7ºAno.

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Quando perdemos os nossos mitos, perdemos o nosso lugar no universo

 Madeleine L’Engle

eusebio(poster daqui)

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Os principais problemas estruturais da agricultura portuguesa dificultam o aproveitamento de muitos pontos fortes que podem favorecer o seu desenvolvimento

fig. 1 - regiões agrárias

fig. 1 – regiões agrárias

Portugal é um país com inúmeras disparidades na sua estrutura económico-social. Desde o fim da ditadura de Salazar e da implementação de um sistema democrático, a população tem-se movimentado do interior para o litoral (êxodo rural), assim como as principais atividades económicas – também denominado de litoralização – concentrando-se principalmente em torno de Lisboa e do Porto (bipolarização). Por outro lado, assistiu-se a um grande crescimento do setor terciário – setor dos serviços e do comércio – o que também motivou a perda de população, principalmente no setor primário, transferindo-se para o setor terciário, por outras palavras, ocorreu uma terciarização da economia. Desta forma, o interior do país, onde agricultura era a principal atividade económica, ficou quase que ao “abandono”, assim como a própria agricultura.

Situação Atual

No nosso país, a maior parte das explorações, localizam-se no norte onde o relevo é acidentado e o povoamento disperso. Aqui o principal objetivo da produção é o autoconsumo, pelo que cada agricultor tem uma exploração de pequena dimensão, de forma irregular – campo fechado – onde produz produtos hortícolas, em sistema intensivo policultural de regadio, que vão constituir a base da sua alimentação. Nas regiões agrárias onde predomina este tipo de agricultura (Entre Douro e Minho, Trás-os-Montes, Beira Litoral, Beira Interior, Madeira e Açores), as explorações são de pequena dimensão, a mão-de-obra é muito envelhecida e pouco qualificada. O relevo é acidentado, o que dificulta a mecanização do processo produtivo e a introdução de inovações tecnológicas. Uma das exceções é na região agrária de Trás-os-Montes, onde, devido às condições climatéricas únicas no vale profundo encaixado do rio Douro, cultiva-se a vinha em socalcos de grandes herdades familiares, que deram origem ao mundialmente famoso Vinho do Porto. Este vinho é produzido para o mercado interno, mas especialmente para o mercado externo, por ser muito apreciado e exigido pelos principais “consumidores”.

fig. 2 - Ilha da Madeira

fig. 2 – Ilha da Madeira

No caso da região agrária da Madeira, devido ao relevo muito acidentado que divide a ilha em duas vertentes (norte e sul), e ao facto da ilha estar entregue prioritariamente ao setor terciário (especialmente ao turismo), a agricultura tem uma fraca expressão no VAB – Valor Acrescentado Bruto. No entanto, é de referir que produtos de algum valor comercial, como a banana e o maracujá, são produzidos neste região, ainda que o clima seja Temperado Mediterrânico. Isto deve-se ao facto da ilha, se encontrar numa região de menor latitude (pelo que a radiação recebida e absorvida é maior) e estar relativamente próxima da costa africana, o que possibilita o aparecimento de microclimas. Nestes microclimas é possível produzir culturas características de climas subtropicais.

fig. 3 - lezíria do Tejo

fig. 3 – lezíria do Tejo

Nas regiões agrárias de Ribatejo e Oeste e Alentejo, como o relevo é menos acidentado e o povoamento é concentrado/misto, embora o número de explorações seja menor, estas são de maiores proporções havendo uma maior produtividade. No caso do Ribatejo e Oeste, devido à passagem da Frente Polar e à presença do rio Tejo, existe uma maior disponibilidade de recursos hídricos, indispensáveis à produção agrícola. Desta forma, é possível o cultivo de culturas como o arroz em sistema de regadio, ou de culturas como o tomate, que serão mais tarde utilizadas na indústria para a produção massiva de molho de tomate, polpa de tomate, ketchup,…- culturas industriais. Na região agrária do Alentejo, tal como na região de Ribatejo e Oeste, o principal objetivo da produção é a comercialização. Os cereais, por exemplo, são uma das principais culturas exploradas no Alentejo, ainda que uma das situações meteorológicas dominantes no verão seja a presença do anticiclone dos Açores (o que se traduz num Verão mais quente e seco), já que o trigo é cultivado em sistema extensivo, monocultural de sequeiro, em campos de grandes dimensões, de forma retangular – campos abertos. Para além disto, no Alentejo, graças à construção da barragem do Alqueva, para além de se diminuir a dependência externa do país e diminuir os custos da electricidade, passou a haver uma maior disponibilidade de recursos hídricos e foi possível fazer a reconversão da agricultura, passando-se também a cultivar produtos hortícolas, indispensáveis na alimentação do dia-a-dia, diminuindo os custos de transporte.

fig. 4 - Vale superior do douro

fig. 4 – Vale superior do douro

Pontos Fortes/Potencialidades

Ainda que nos últimos anos o peso do VAB (Valor Acrescentado Bruto) agrícola tenha vindo a diminuir no total do PIB (Produto Interno Bruto) – o que não significa que o valor da produção tenha diminuído – a agricultura portuguesa tem algumas potencialidades, que não têm sido devidamente aproveitadas:

  • Primeiro que tudo, a localização geográfica de Portugal em latitudes intermédias da Zona Temperada do Norte
  •  A existência duma rede hidrográfica densa.
  • O facto de os solos portugueses serem dotados, dum modo geral, de uma elevada sanidade vegetal.
  • A possibilidade de criar espécies mais fortes e resistentes em laboratório utilizando os genes de várias culturas.

    fig. 5 - campo fechado

    fig. 5 – campo fechado

  • O aumento da especialização das explorações.
  • Por via do Alqueva, o  aumentou a disponibilidade de água na região agrária do Alentejo, onde este recurso era menor.
  • O facto de nos métodos produtivos se utilizarem ainda, muitas vezes, técnicas tradicionais, o que confere uma maior qualidade a produtos como o vinho e a cortiça.
  • A existência de um significativo número de denominações de origem.
  • O reconhecimento da qualidade de certos produtos no mercado internacional, e o aumento da vocação para a produção desses mesmos produtos como o Vinho do Porto (já referido anteriormente).
  • O facto de muitos trabalhadores, particularmente no interior, exercerem a função de agricultor como segunda profissão – pluriatividade.
  • A crescente utilização de métodos amigos do ambiente.
  • A forte ligação existente entre a indústria e a agricultura, nomeadamente na exploração do tomate e na extração de cortiça.

Pontos Fracos/Condicionalismos

fig.7 - área abandonada da Beira Interior

fig.7 – área abandonada da Beira Interior

Como já vimos a prática da atividade agrícola no nosso país possui algumas potencialidades. No entanto, esta atividade possui diversos problemas estruturais, que enquanto não forem resolvidos/ultrapassados, não permitirão aproveitar os pontos fortes inerentes à mesma:

  • O facto de predominarem explorações de pequena dimensão.
  •  A baixa densidade populacional e o envelhecimento populacional nos meios rurais.
  • Os baixos níveis de instrução dos agricultores.
  • O insuficiente nível de formação profissional dos trabalhadores.
  •  baixa adesão a novas tecnologias de informação e comunicação.
  • fraca capacidade de inovação e modernização do processo produtivo.
  •  défice de gestão empresarial e de organização empresarial.
  • A falta de competitividade e divulgação dos produtos portugueses.
  • As dificuldades de financiamento.
  • A fraca ligação entre a produção agrícola/florestal e a indústria, duma maneira geral (à exceção de produtos como o tomate ou a cortiça).

    fig. 8 - solo desertificado no interior alentejano

    fig. 8 – solo desertificado no interior alentejano

  • A existência de uma elevada percentagem de solos com fraca aptidão agrícola.
  • O abandono dos espaços rurais, o que aumenta o risco de desertificação do solo.
  • Podemos também concluir, após a análise de cada um destes condicionalismos que as áreas rurais, principalmente as do interior do país, têm uma fraca sustentabilidade social e económica.

João Ribeiro, 11ºG

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