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Esta nova rúbrica, que  se inicia com a publicação deste artigo, decorre do projeto conjunto da professora de Biologia, Telma Rodrigues, com o 12ºB e a BE. Inicialmente desenhado para ser uma ponte entre a literacia da informação e a literacia científica, acabou por ser integrado num projeto mais largado – O SMiLES (Strenghtening  Methodologies in Learning Science), que constitui uma parceria ERASMUS+ KA2, com escolas de Letónia. Lituânia, Itália e Turquia e que na nossa escola envolve 6 professores e cerca de 150 alunos de Ciências e Tecnologias do Ensino Secundário.

O artigo que hoje se publica ficou em 1º lugar entre os artigos realizados por todos os alunos do 12ºB e constituiu critério principal de seleção dos alunos que irão participar no próximo encontro em Uggiate (Itália) no próximo mês de março.

Nota do editor

Descoberta da proteína que inicia propagação de tumor 

Investigadores espanhóis identificam a proteína responsável pela origem das metástases

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fig.1 Líder do grupo, Salvador Aznar Benitah e parceira, Gloria Pascual, no Laboratório de Células Estaminais e Cancerígenas

Cientistas do Instituto de Investigação Biomédica de Barcelona (IRB) publicaram dia 7 de dezembro de 2016, na revista britânica “Nature”, um estudo que revela ter descoberto a proteína que inicia o processo de metástases do cancro (CD36).

Metástase é uma palavra que provoca receio porque significa a morte em 90% dos casos de cancro, mas este processo está mais perto de ser compreendido. Um grupo

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fig.2 Processo Metastásico

de pesquisa liderado pelo cientista Salvador Benitah, no IRB de Barcelona, publicou um estudo no qual identifica uma proteína crucial, a CD36, encontrada na membrana de células tumorais, responsável pela absorção de lípidos (gorduras) e início de uma metástase.

O projeto realizado por esta equipa relaciona o consumo de gorduras com o processo de alastramento do cancro e questiona: será que uma dieta rica em   gorduras leva ao aumento da frequência das metástases?caixa1

Em colaboração com a Organização de Pesquisa Internacional de Cancro (IARC),observaram que ratos inoculados com células tumorais e que seguiram uma dieta normal apresentaram metástases em 30% dos casos. No entanto, quando eram alimentados com uma dieta 15% mais rica em gorduras, cerca de 80% dos ratos tinham mais metástase e de maior tamanho.

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fig.3 Entrada de moléculas de gordura numa célula tumoral através da proteína CD36.

Verificou-se que o bloqueio do transporte de lípidos, através da CD36, em ratos leva a uma diminuição da ocorrência de metástases nos mesmos. Assim, quando a CD36 não está presente nos tumores, o organismo não propaga as células cancerígenas. Mais importante ainda, se se introduzir essa proteína em células tumorais não metastáticas o cancro desenvolver-se-á.

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fig.4 rato de laboratório a ser alimentado

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Sabendo que a CD36 é um transportador, um possível tratamento seria providenciar anticorpos que se “ligassem” às proteínas intermembranares de modo a bloquear a passagem de gorduras.

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fig.5 Bloqueio da passagem de gorduras para uma célula tumoral através de anticorpos ligados à proteína CD36

Novos exames foram  realizados para testar o medicamento de anticorpos  e em 20% dos roedores a metástase chegava a desaparecer por completo. Nos restantes, ocorria uma redução significativa do número de focos metastáticos, bem como do seu tamanho. Além disso, o tratamento não apresenta efeitos colaterais intoleráveis, o que abre caminho para a terapia em humanos.

O laboratório já solicitou a proteção de patente e começou uma colaboração com a empresa inglesa MRC Technology, especializada no desenvolvimento de anticorpos para uso clínico. Serão realizados testes em humanos e, se o resultado for positivo, poderão estar disponíveis num prazo de 5 a 10 anos, até lá, o especialista recomenda uma mudança na alimentação diária de cada um.

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Referências bibliográficas

Fontes das imagens

Ana Luísa Oliveira e Carolina Marques, 12ºB

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NC

Num total de 58 projetos a nível nacional na área da ciência, candidatos ao concurso FCT NOVA Challenge , a ESDS conseguiu classificar 3 nos 6 primeiros lugares! Pelos vistos, a nossa escola na área de projetos laboratoriais e na ciência de campo está bem e recomenda-se.

Destaca-se no entanto o mérito especial do projeto Vida no Limite, já divulgado aqui no Bibliblog num artigo da  rubrica BibliCiência, que alcançou o 1º lugar, tendo sido, por isso, premiado com uma visita à NASA em Washington D.C e com um valor de 5000 euros.

Parabéns a todos os alunos e professores da nossa escola que participaram, fazendo-nos sentir orgulho no seu talento e esforço, mas mais especialmente aos grandes vencedores: o Afonso Ramos, a Daniela Mendes, a Sara Cosme, o Tiago Ramalho (12ºB), a Lídia Barata  (12ºC) e a professora Telma Rodrigues que os orientou ao longo de todo o processo.

Fotos: Junta de Freguesia da Charneca e Sobreda e sítio do concurso

(Em baixo publicamos o filme com que a equipa se apresentou a concurso.)

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“Qual é a origem da vida? Quais as condições necessárias para esta existir? Como evoluiu? Existe vida fora do nosso planeta?” Estas são algumas das questões que a astrobiologia procura responder.

A astrobiologia é um novo multi e transdisciplinar campo de conhecimento que busca compreender a origem, evolução e distribuição da vida no Universo. Assim, esta ciência envolve a procura de planetas potencialmente habitáveis no Sistema Solar e fora dele, assim como a pesquisa sobre as origens e evolução da vida na Terra.

Neste sentido, um astrobiólogo necessita de compreender como funciona e quais as condições básicas da vida no planeta Terra. Estas são: uma fonte de energia, uma fonte de carbono e água no estado líquido. A água, no estado líquido, por si mesma requer que o planeta não esteja nem muito gelado, nem muito quente, ou seja, precisa de estar a uma distância habitável da estrela que orbita.

A descoberta de organismos extremófilos que habitam ambientes considerados extremos e inóspitos na Terra veio revolucionar o conceito de vida e as condições que se pensavam necessárias para esta ocorrer. Até há cerca de 40 anos, pensava-se que toda a vida na Terra dependia da energia do Sol, não se imaginava encontrar organismos vivos em locais com plena escuridão, com elevadas profundidades, com temperaturas muito altas ou muito baixas, condições de pH extremas ou ainda seres vivos resistentes a elevadíssimas radiações (figuras 1, 2 e 3 – exemplos de organismos extremófilos).

 1-3Os extremófilos constituem ferramentas importantes para os astrobiólogos, tanto na procura de respostas para a origem da vida na Terra como na pesquisa da mesma noutros locais do Universo. Para além disto, estes organismos, por terem mecanismos únicos para a sua sobrevivência em ambientes tão radicais, poderão ainda ter inúmeras aplicações na indústria, podendo no futuro contribuir para novas e estimulantes descobertas.

Só no nosso sistema solar o espetro de possibilidades para a existência de vida noutros planetas aumentou consideravelmente. Reavivaram-se as expetativas de encontrar vida no subsolo e nas calotes polares de Marte, assim como em Europa, uma das luas de Júpiter e nas luas de Saturno, Encélado e Titã (figuras 4, 5, 6 e 7).

4-7Tanto em Europa como em Encélado pensa-se existirem oceanos de água líquida sob as superfícies geladas destes planetas. Em Encélado, observações efetuadas apontam para a existência de géiseres a elevadas temperaturas, e em Europa a proximidade do gigante Júpiter e suas implicações gravitacionais estarão na origem de fenómenos vulcânicos associados a fontes hidrotermais. Sobre Titã, os cientistas especulam que este possa ter lagos ou oceanos com hidrocarbonetos líquidos (metano e etanol), condições que poderão assemelhar-se às da Terra Primitiva.

Outra possibilidade, perfeitamente razoável, é a existência de vida noutros sistemas planetários. Em pouco mais de dez anos, a evolução da tecnologia permitiu detetar centenas de exoplanetas. A maioria destes planetas é de grandes dimensões e encontra-se a grandes distâncias da Terra, mas notícias recentes indicam a descoberta de três planetas com temperaturas e dimensões semelhantes às de Vénus e Terra que circundam uma estrela a apenas 40 anos-luz da Terra.

O projeto “Vida no limite”* surge com a vontade de um conjunto de alunos em realizar na escola um projeto sobre astrobiologia. Neste âmbito, decidiu-se estudar a comunidade de extremófilos acidófilos (pH inferior a 4) que habita uma das lagoas acidificadas da mina do Lousal (pH 2,6). Os alunos do projeto acompanharam uma visita de estudo feita por alunos do 11ºano da escola ao Centro de Ciência Viva do Lousal e recolheram amostras da Lagoa Vermelha (figuras 7 e 8).

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No laboratório da escola foram feitas preparações com a água da lagoa e observaram-se ao microscópio. Com o objetivo de promover o crescimento destas bactérias oxidantes de enxofre e ferro, prepararam-se vários meios de cultura líquidos, inocularam-se com água da lagoa e foram mantidos em banho-maria a 30ºC. (figuras 9 e 10).

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O crescimento foi observado em três dos meios de cultura preparados, com aumento da turbidez, diminuição do pH e observação de bactérias ao microscópio ótico (figuras 11 e 12).

11-12

 

Devido ao sucesso desta experiência a equipa pretende identificar as espécies em cultura com a colaboração de investigadores na área da Microbiologia, testar os limites de tolerância destas bactérias fazendo variar algumas condições abióticas e determinar a viabilidade destas bactérias para biomineração (utilização de seres vivos para extração de minério).

Como o conhecimento científico deve ser divulgado e partilhado, os alunos do projeto foram “dar uma aula” à turma do 7ºC da Professora Carla Vaz. Os colegas do 7ºano estiveram muito atentos e participaram com entusiasmo nas atividades propostas pela equipa.

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*O projeto foi submetido ao concurso FCT Nova Challenge 2016

Agradecimentos: 

  • À nossa escola que nos facultou os meios necessários para desenvolver o nosso projeto, até mesmo nos fins-de-semana (obrigada Professor Filipe Quintão e Sr. Fernando Guerreiro).
  • À colaboração do Centro de Ciência Viva do Lousal que nos permitiu recolher as amostras essenciais para o nosso trabalho e nos disponibilizou bibliografia. Um agradecimento especial ao Professor Jorge Relvas, Presidente do Centro de Ciência Viva do Lousal, que assim que soube do nosso trabalho se prontificou para nos ajudar a levar este projeto para outro nível.
  • À Junta das Freguesia da Charneca da Caparica e Sobreda que tão rapidamente nos apoiou e se ofereceu para divulgar o nosso projeto.
  • A todos os elementos da comunidade científica pelos seus conselhos e generosidade na partilha do seu conhecimento. (Professor Francisco Carrapiço, Dr. Hélio Tomás, Professora Paula Vilas Boas)
  • À turma 7ºC por nos ter recebido de forma tão entusiasta .
  • À professora Carla Vaz pelo incentivo com que apoiou esta iniciativa.
  • À professora Telma Rodrigues, pelo seu imenso empenho, dedicação e entusiasmo sem os quais não teria sido possível levar este projeto a bom porto.

Equipa do Projeto:

  • Afonso Ramos,12ºB
  • Daniela Mendes, 12ºB
  • Lídia Barata, 12ºC
  • Sara Cosme, 12ºB
  • Tiago Ramalho,12ºB
  • Telma Rodrigues (coord.)

Referências Bibliográficas

Referências das Imagens:

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No dia 3 de março, deslocámo-nos a Setúbal, mais propriamente à Escola 23 Barbosa du Bocage, para participar na fase regional do concurso de Literacia 3D, já referido em anterior artigo aqui no Bibli. Os nossos campeões, a saber – Tomás Sousa do 5ºF (EBVR), Literacia da Leitura, Guilherme Fustiga do 7º A (ESDS), Literacia da Matemática, e David Silva do 8ºA (ESDS), Literacia das Ciências – estavam muito bem dispostos e conviveram bastante entre si. O mais novo dos três, o Tomás, deixou-nos mesmo um depoimento que passamos a registar:

O teste foi mais difícil, com mais perguntas e textos complexos; além da pressão.
Foi engraçado, o espaço era diferente do normal. Conheci pessoas novas.
Eu gostaria de um dia retornar a fazer esta experiência, e espero que o texto corra bem e represente bem o Agrupamento.
Até a entrevista eu desejo que me tenha corrido bem.
Além da prova regional, o dia foi ocupado com a participação numa reportagem para o programa da RTP 2 Zig Zag, tendo os nossos campeões sido entrevistados. Serviu também a ocasião para a organização da Porto Editora entregar os prémios da fase escola.
Agora só nos resta cruzar os dedos e esperar pelos resultados!
FR

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O nosso sistema solar é constituído por uma estrela a qual chamamos Sol e por planetas: Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno.

O sistema solar é um conjunto de planetas, asteróides, cometas e outros corpos que estão sempre em movimento. Cada um mantém-se na sua respetiva órbita devido à intensa força gravitacional exercida pelo Sol, que possui massa muito maior que a de qualquer outro corpo do sistema solar.

Vénus é o segundo planeta a contar do Sol e o sexto maior. Por vezes, este planeta é referido como irmão da Terra, porque em alguns aspectos são muito semelhantes. Vénus é apenas um pouco mais pequeno que a Terra: o seu diâmetro é cerca de 95% do diâmetro da Terra e a sua massa é aproximadamente 80% da massa da Terra. Ambos os planetas têm poucas crateras, o que indica superfícies relativamente jovens. As suas densidades e composições químicas são semelhantes.

A superfície de Vénus está rodeada por uma atmosfera constituída praticamente por dióxido de carbono e por uma enorme camada de nuvens que são formadas por gotas de ácido sulfúrico. A densa camada de nuvens provoca um enorme efeito de estufa, ou seja retém o calor fazendo com que Vénus seja o mais quente dos planetas.

É na camada de nuvens que ocorre uma forte reflexão da luz solar, fenómeno que é responsável pelo brilho deste planeta. De facto, Vénus é, depois do Sol e da Lua, o astro mais brilhante no céu e, por isso, se vê facilmente a olho nu. E, tal como a Lua, pode ser visto de dia e de noite. O seu brilho resulta da reflexão da luz solar na camada de nuvens.

 João Pedro, 7ºB

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Simone Ferreira, 7ºB

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