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Archive for Junho, 2017

verão 17

imagem editada daqui

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Foram entregues na biblioteca os prémios aos alunos que ganharam o concurso de poemas fomentado pelo Clube Europeu, Grupo de Inglês e a BE da ESDS, subordinado ao tema Human Values. Os poemas vencedores já foram publicados aqui no Bibliblog em artigo anterior.

 

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ED_livrolivre1O Livro Livre é uma outra forma de comemorar os 40 anos do 25 de Abril dando a conhecer a crianças e jovens este marco da História de Portugal e o seu legado. Celebra os direitos e as liberdades fundamentais consagrados na Constituição de 1976 como a sua principal herança e destaca a responsabilidade do que é viver em democracia.

Tomando como referência este momento de conquista histórica, fruto da luta e do trabalho de muitos, militares e civis, o Livro Livre apela ao espírito da liberdade e convoca o leitor a participar numa atividade criativa, como co-autor do livro. Desafia-o a resgatar as memórias de quem viveu este período e registar estas experiências. Através de breves enquadramentos históricos, ilustrações sugestivas e propostas de atividade diversificadas, este livro constrói um espaço para a reflexão sobre o significado do 25 de Abril

(sinopse FNAC)

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O projeto foi apresentado à nossa turma, 9º C da ESDS, pela prof. de História Anabela Rodrigues e, em colaboração com Educação Visual, desenvolvemos o projeto Livro Livre.

Primeiramente analisámos os conteúdos já presentes no livro, depois realizámos diversas pesquisas documentais na biblioteca da escola e testemunhais junto da geração que viveu o 25 de Abril de 74.

Depois reflectimos individualmente sobre os conteúdos propostos pelo livro, que nos questionava sobre temas de cidadania, levando-nos a emitir uma opinião que mais tarde registaríamos no livro.

Mas a questão da criatividade  também foi importante, pois o preto e branco do livro antes de passar pelas nossas mãos necessitava cor e personalização: assim pintámos, modificámos páginas, e adaptámos o livro à maneira de cada um.

A turma gostou de participar no projeto, pois foi o testemunho de algo importante, conseguindo-se inclusivamente aprender mais com o Livro Livre do que com os manuais de História. Como etapas mais marcantes do processo destaco as entrevistas a quem viveu intensamente esse período. Foi igualmente fundamental, o trabalho de colaboração entre a nossa DT, as professoras de História e Educação Visual e as nossas famílias.

Fomos convidados para apresentar os nossos projetos pessoais no Museu do Aljube e aí pudemos dar testemunho aos presentes não só da nossa experiência individual mas de toda a turma.

Margarida Lopes, 9ºC (testemunho)

 

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Desde o ano letivo de 2012-13 que a BE tem promovido em colaboração com o grupo de Português a realização de um Portefólio de Leitura no Ensino Básico, cujos objetivos seriam dar forma a um projeto individual de leitura dos alunos, integrando quer as leituras curriculares, quer as escolhas dos alunos.

Apesar de não se ter conseguido generalizar esta prática, a prof. Rosa Silva tem sido admiravelmente perseverante, acreditando nas potencialidades deste projeto e apresentando resultados que temos vindo a publicar todos os  anos.

Desta vez, a seleção dos 3 melhores portefólios entre os seus alunos premiou os Portefólios da Sara Boisseau, do Bruno David e da Inês Martins, do 9ºC, cujos portefólios a seguir publicamos, quer em excertos, quer na sua integralidade.

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Sara Boisseau, Bruno David e Inês Martins com os livros que premiaram o seu trabalho

O meu perfil de leitor

Eu sou uma pessoa aberta a novas experiências e estou sempre pronta para novos desafios. Considero-me uma apaixonada pela leitura.

Os livros são os nossos segundos pais. Ajudam-nos a crescer e dão-nos ferramentas para podermos orientar a nossa vida, presente e futura. Ao ler, formamos uma ideia própria e madura acerca de variadíssimos assuntos. Lendo, falamos e escrevemos melhor e mais rapidamente, com um vocabulário muito mais rico do que aquele que não possui essa prática. Ler enriquece os nossos sonhos, permite-nos ver a imensidão da nossa ignorância, transporta-nos a mundos desconhecidos. Ler educa a mente, a memória e a imaginação. Em suma, ler é receber muito em troca de quase nada.

Sara Boisseau

O Livro da Minha Vida

No fim, tu morres. No fim do livro, tu morres. Assim mesmo, como se morre nos romances: sem aviso, sem razão, a benefício apenas da história que se quis contar. Assim, tu morres e eu conto. E ficamos de contas saldadas.

Ainda não encontrei o livro da minha vida, por isso, continuo a procurá-lo. Sou muito jovem ainda e tenho um longo caminho a percorrer. De todos os livros que já li, o que mais me marcou foi, sem sombra de dúvida, “No teu deserto”, de Miguel Sousa Tavares.

Este “quase romance” relata uma viagem realizada pelo narrador ao deserto do Sahara, fazendo-se acompanhar do seu jipe e de Cláudia, uma jovem que conhecera poucos dias antes da partida.

9789897243097O narrador descreve todas as paisagens e transmite todas as suas sensações ao longo desta maravilhosa aventura. Este livro parece uma carta dedicada a Cláudia, na qual o narrador lhe agradece, por todos os bons momentos que passaram juntos. No entanto, lamenta o facto de esta ter falecido sem ter a oportunidade de ler esta carta. Isto remete-nos para um certo arrependimento por parte do narrador, por não ter dito a Cláudia tudo aquilo que gostaria de lhe ter dito.

Esta foi uma obra que me cativou pois apela ao facto de as pessoas darem mais importância a coisas banais, como os bens materiais, e pouca importância ao que realmente importa, como as pessoas que nos rodeiam. Esta obra motiva-nos a dar mais atenção às pessoas que nos fazem felizes. Se essa devida atenção não for dada agora, quando será? Amanhã? E se amanhã for tarde de mais? Ficam abraços por dar, histórias por contar, alegrias por partilhar e, neste caso, palavras por dizer. É um livro magnífico, que me emocionou. Graças a ele, hoje, dou mais valor a todos os momentos que passo com as pessoas com quem me relaciono, tendo consciência de que qualquer momento poderá ser o último.

Sara Boisseau

Duas sugestões de leitura

Os dois livros que eu sugiro, que não os do contrato de leitura, são “A culpa é das estrelas”, de John Green, e “Pai-nosso”, de Clara Ferreira Alves.

Sugiro estas duas leituras porque, no caso de “A culpa é das estrelas”, é uma história que explora, de maneira brilhante, a aventura divertida, empolgante e simultaneamente trágica que é estar-se vivo e apaixonado.

No caso de “Pai-nosso”, porque, neste livro, se testemunham os conflitos religiosos, com maior incidência no Médio Oriente, que assolam o mundo há mais de vinte anos, e como se cruzaram os projetos religiosos dos diferentes países. Esta é uma história que retrata uma realidade com a qual não contactamos, e que nos sensibiliza, ao tomarmos consciência da sua existência. A mim, por exemplo, toca-me particularmente aquilo que está a acontecer, atualmente, com os refugiados da Síria e o quanto deve ser difícil saírem do seu país sem saberem o destino final.

Inês Martins

Sobre as obras de Leitura Obrigatória do 9.º Ano

No nono ano, tivemos de estudar, obrigatoriamente, três obras. Estas eram: “A Aia”, de Eça de Queirós; “Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente; “Os Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões.

abiEu gostei, especialmente, do “Auto da Barca do Inferno” e assumo que “não foi amor à primeira vista”, uma vez que já tinha ouvido várias opiniões acerca desta obra, e estas não foram as melhores. Não gostei, no princípio, também pelo facto de a obra conter muitos arcaísmos, ser de difícil compreensão e ser uma obra muito antiga. Sinceramente, tive várias dificuldades, sobretudo, ao nível da interpretação. Mas, com o decorrer do estudo da mesma, apercebi-me de que o texto era cómico, sendo que superei, a meu ver, as minhas dificuldades.

Em relação à minha opinião acerca da obra, acho que é bastante atrevida para a época, dado que cada personagem, a meu ver, representa a classe social a que pertence, na perfeição. O uso de objetos enriqueceu a peça, pois estes representam os pecados cometidos em vida. Também é interessante o facto de Gil Vicente “quebrar o gelo” com tipos de cómico, e o facto de nem todas as personagens irem para o Inferno. Gosto, principalmente, das situações em que as personagens de classes sociais mais elevadas, pensam que deviam ir para o Paraíso, uma vez que pertenciam a estas mesmas classes. Na minha opinião, o facto de a peça ser feita em verso rimado, torna-a bastante interessante, dado que se torna mais melodiosa. Em suma, acho esta peça excelente, pois a meu ver, permanece atual, é cómica e representa a sociedade na perfeição.

Bruno David

Balanço das leituras feitas

No meu entender, evoluí mais dos onze aos catorze anos do que em todos os anos anteriores, desde que comecei a ler. Devido à minha evolução na leitura, melhorei o meu vocabulário, a compreensão escrita e a capacidade interpretativa e criativa. Tenho avançado também no grau de dificuldade da minha leitura. Isto deve-se não só à minha leitura regular, como também ao meu cuidado na seleção de livros. Essa seleção tem sido apoiada no Plano Nacional de Leitura. As bibliotecas das escolas por onde tenho passado estão recheadas de bonitas obras para todas as idades e gostos.

Foi aí que eu encontrei a maior parte dos livros que li, os quais, alguns deles, apresento neste portefólio. Isto, para dizer que, para ler, basta ter vontade. A leitura é acessível a todos. Basta procurá-la. Vivam os livros e parabéns aos seus escritores, e já agora, também para nós, leitores!

Sara Boisseau

 

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portugal

A Portugalite

Entre as afecções de boca dos portugueses que nem a pasta medicinal Couto pode curar, nenhuma há tão generalizada e galopante como a Portugalite. A Portugalite é uma inflamação nervosa que consiste em estar sempre a dizer mal de Portugal. É altamente contagiosa (transmite-se pela saliva) e até hoje não se descobriu cura.

A Portugalite é contraída por cada português logo que entra em contacto com Portugal. É uma doença não tanto venérea como venal. Para compreendê-la é necessário estudar a relação de cada português com Portugal. Esta relação é semelhante a uma outra que já é clássica na literatura. Suponhamos então que Portugal é fundamentalmente uma meretriz, mas que cada português está apaixonado por ela. Está sempre a dizer mal dela, o que é compreensível porque ela trata-o extremamente mal. Chega até a julgar que a odeia, porque não acha uma única razão para amá-la. Contudo, existem cinco sinais — típicos de qualquer grande e arrastada paixão — que demonstram que os portugueses, contra a vontade e contra a lógica, continuam apaixonados por ela, por muito afectadas que sejam as «bocas» que mandam.

Em primeiro lugar, estão sempre a falar dela. Como cada português é um amante atraiçoado e desgraçado pela mesma mulher, é natural que se junte aos demais para chorar a sua sorte e vilipendiar a causa comum de todos os seus males. Assim sempre se vão consolando uns aos outros. Bebem uns copos, chamam-lhes uns nomes, e confortam-se todos com o facto de não sofrerem sozinhos. Às vezes, para acentuar a tristeza, recordam-se dos bons velhos tempos em que Portugal, hoje megera ingrata que se vende na via (e na vida) pública, era uma namorada graciosa e senhora respeitada em todos os continentes. E, quando dez milhões de lágrimas caem para dentro do vinho tinto que seguram nas mãos, todos abanam as cabeças, dizendo em uníssono «e hoje é o que se sabe…».

Não é só o facto de não saberem nem poderem falar noutra coisa que prova a existência duma paixão. Como qualquer apaixonado arrependido, o português acha Portugal má como as cobras, mas… lindíssima. O facto de ser tão bonita de cara (as paisagens, as aldeias, a claridade, o clima) só torna a paixão mais trágica. O contraste entre a beleza à superfície e a vileza subterrânea dá maior acidez às lágrimas. É por isso que só há um tabu naquilo que se pode dizer de Portugal. Pode dizer-se que é bárbara e miserável, traiçoeira e ingrata, e tudo o mais que há de aviltante que se queira. O que não se pode dizer é «Portugal é um país feio». Nunca. Também neste aspecto se comprova a paixão.

Em terceiro lugar, os portugueses só deixam que outros portugueses digam mal de Portugal. Só quem sofreu nos braços dela (e que ela vai tratando ignobilmente a seu bel-prazer, por saber que nunca lhe hão-de fugir), se pode legitimamente queixar. Isto porque Portugal, sendo uma lindíssima meretriz, engata os estrangeiros descaradamente, desfazendo-se em encantos e seduções para com eles. Esta ideia exprime-se no dogma nacional que reza «Isto é bom é para os turistas», como quem diz «A viciosa da minha mulher a mim não me dá nada, mas atira-se a qualquer estranho que lhe apareça à frente». Qualquer estrangeiro que tenha a ousadia e o mau gosto de se fazer esquisito frente aos avanços despudorados de Portugal está condenado ao maior desagrado de todos.

Esta atitude é lógica, porque só há uma coisa pior do que se ser atraiçoado por quem se ama — é não se ser atraiçoado só porque o outro a acha feia e não a quer. À traição da mulher junta-se o insulto do outro, ao não achá-la sequer digna de um pequenino adultério. É como dizer-nos: «Não só estás apaixonado por uma pega, como ela é feia como breu.»

Os estrangeiros que nos visitam nunca compreendem isto. Lêem e ouvem dizer por todo o lado as maiores infâmias acerca de Portugal e não percebem porque é que todos lhe caem em cima no momento em que ele se atreve a dizer que um pastel de nata não está fresco, ou que tem a impressão de ter sido enganado no troco por um motorista de táxi.

Em quarto lugar, apesar do português passar o tempo a resmungar e a queixar-se quando está perto de Portugal, sabe-se o que lhe acontece quando está há muito tempo longe dela. Os grunhidos transformam-se em gemidos e as piscadelas de olho já não vencem senão lágrimas. E pensa invariavelmente: «Portugal é uma bruxa, mas antes mal tratada por ela do que bem por outra donzela…»

Em quinto e último lugar (e o «Quinto» não é fortuito), temos a derradeira prova da paixão do português por Portugal. Tem a ver com a ideia que ele tem do que Portugal podia ser. Para cada português, «isto podia ser o melhor país do mundo se…» (Segue-se uma condição invariavelmente impossível de se cumprir). A miragem deste país potencial é um paraíso que agrava substancialmente o inferno que os portugueses já supõem aturar. Isto porque os portugueses graças a Deus, têm expectativas elevadíssimas. Nada abaixo do Quinto-Império pode garantir satisfazê-los. […]

Estas expectativas insaciáveis revelam-se na saudável mania que têm os portugueses de comparar Portugal só com a pequena minoria de países que se encontram em muito melhor situação. Para um português, Portugal é o país mais pobre do mundo. Isto é, do mundo «que interessa». Se lhe falarmos nos demais 75% que estão piores que nós, diz logo: «Está bem, mas isso nem se fala…» Nem é preciso ser a Nicarágua ou o Bangladesh — basta mencionar a Grécia ou a Turquia para ele se virar para nós com ar despeitoso e incrédulo e dizer: «Ó filho, está bem, mas isso…»

É curioso notar que a Espanha goza de um estatuto especial nestas comparações. Nem conta como «melhor» nem «pior». A Espanha é sempre até, e a frase «Até na Espanha…» tem o significado precioso de chamar a atenção para um país reconhecidamente rasca onde, neste ou naquele aspecto, já estão escandalosamente melhores do que em Portugal. De qualquer modo, os espanhóis não são como nós. Acham, por exemplo, que é motivo de orgulho ser-se espanhol. Nisso pelo menos, estão muito piores que nós. Entretanto, compreende-se que o difícil não é amar Portugal — o difícil é deixar de amá-lo, também porque é sempre difícil nós sermos felizes.

Miguel Esteves Cardoso, in ‘A Causa das Coisas’

Imagem daqui

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Destino, que pecado foi o meu ?

Eu era feliz. Durante toda a minha vida sempre cantei e amei, porém, todo este doce canto se converteu em lágrimas e em choro. Amei, cantei mas perseguido pelo Destino e pela Má Fortuna, também sofri. Confesso que este sofrimento também foi causado pelos meus Erros, pois levei algum tempo a perceber, que o “ Amor é um fogo que arde sem se ver “, sofrendo muitas das vezes a tentar definir o que é o Amor.

camõesSempre fui um Homem muito propenso às paixões amorosas, porém, talvez devido à ironia do destino, sempre se trataram de amadas ilustres de uma beleza suprema conotada com uma harmonia e um equilíbrio que lhe conferem uma beleza celestial e caráter superior, e por isso , infelizmente para mim, durante toda a minha vida tive de lidar com amores impossíveis.

Ao longo da minha vida também vivi sempre com a fama de boémio e rufião e por isso deixaram-me um pouco de parte. Fiquei sempre muito entristecido e frustrado pois todas as minhas obras me levaram a um grande esforço e inspiração, mas confesso que fui incompreendido pela sociedade e isto sempre me causou indignação.

                                                                                                             Assinado: Luís de Camões

Duarte Almeida, 10ºF

imagem daqui

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