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Archive for Dezembro, 2010

Ja està molt vell 2010 , Xavier Colette, via Pinzellades al món

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Desde meados do mês que entrou em funcionamento o novo portal da ESDS, sob a gestão de alguns professores da equipa PTE: Sandra Venda, Fátima Delgado e Rudolfo Pereira. Esperamos que seja  funcional, informativo e interactivo para a comunidade educativa em geral e, em particular, para visitantes com menor conhecimento da estrutura organizacional da escola.

A BE tem lá o seu espaço e  disponibiliza já alguns serviços em conjunto com o Bibli, como informações de funcionamento, documentação e acesso ao catálogo online. Brevemente poderão ainda, para utentes identificados, vir a ser disponibilizados outros serviços online como a requisição  de equipamento.

Se ainda não conhece o novo portal, faça-nos uma visita.

clique para aceder ao Portal da ESDS

 

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ROTHFUSS, Patrick (2009), O Nome do Vento, Colecção Mil e Um Mundos, Edições Gailivro

O Nome do Vento trata de uma história sobre a vida de Kvothe, membro de uma família que junta constitui uma trupe de artistas nómadas, os Edema Ruh. Numa das suas viagens conhecem Ben, um Arcanista que, ao juntar-se a eles na sua viagem, começa a partilhar com Kvothe as Artes do Arcano, que começam a fascinar o pequeno rapaz que vai viver com elas o resto da sua vida.

A história base do livro é a vida de Kvothe antes e depois da morte dos seus parentes: uma infância de dificuldades e pobreza, e uma adolescência também bastante difícil, em que procura uma oportunidade para frequentar a Universidade (de Artes do Arcano) mas, da qual, depois de finalmente conseguir entrar, é expulso com a idade em que a maior parte dos alunos começava a frequentá-la. Posteriormente, a história trata o presente de Kvothe que, apesar das suas grandes conquistas e de ser conhecido em todo o mundo pela sua arte, se esconde do passado a trabalhar de forma humilde numa estalagem.

Assim, o livro não conta apenas uma história, mas uma história dentro de outra, ou seja, a personagem narra no presente histórias do seu passado. Por vezes, enquanto o passado está a ser relatado, são feitas referências ainda a uma terceira história dentro da segunda. Este livro acaba assim por tratar de algo popular que é a criação de lendas, e é essencialmente nelas que se baseia.

Inicialmente escolhi este livro não pelo facto de ter ficado “fascinada” com a sinopse da história, mas pelo  volume de páginas que apresentava. Apesar disso, à medida que fui lendo e entrando no enredo/espírito da história,  uma vez que não é pertence a um tipo de livros que leia regularmente, fui positivamente surpreendida, especialmente pelo facto de ter encontrado uma escrita e um tema fora do habitual círculo das criaturas fantásticas, como vampiros, anjos e afins, que tanto me agradou. Sendo assim, o que mais gostei foi o facto de me ter conseguido surpreender pela positiva apesar de ser um tipo de livro completamente diferente do habitual.

Patrick Rothfuss

É por tudo isto que recomendo a sua leitura e também porque, apesar de não ser um livro muito conhecido e de fácil leitura devido ao seu tamanho e de ser baseado nas lendas populares, é uma história muito interessante e, mais do que isso, original dentro do seu género literário, pois Patrick Rothfuss consegue fazer parecer não só que a história é real, mas também que as personagens têm sensações tão fortes que as passam ao leitor.

Aqui fica uma das minhas passagens favoritas:

Cheguei ao fim do refrão que antecedia a primeira estrofe de Aloine. Dedilhei o primeiro acorde com intensidade e aguentei enquanto o som se ia perdendo, sem atrair uma voz do público. Olhei-os com serenidade, na expectativa. A cada segundo, o alívio e a desilusão travavam um duelo mortal dentro de mim.

Depois, uma voz chegou ao palco, delicada como uma pena, entoando:

«Savien, como poderias saber

Que chegara a hora para ti e para mim?

Savien, consegues recordar os dias que desperdiçámos com gosto?

Como desde então tens suportado

O que permanece no meu coração e memória?»

Ela cantava como Aloine, eu como Savien. Nos refrões, a sua voz alterava-se, fundindo-se com a minha. Parte de mim quis procura-la no público, descobrir a face da mulher com quem cantava. Tentei, uma vez, mas senti os dedos vacilar enquanto procurava aquela voz de de cujo fresco luar conseguia responde à minha. Distraido, toquei a nota errada e fez-se sentir na música.

(…)

Sem saber o que fazia, devolvi os dedos ás cordas e procurei algo. Procurei algo perdido anos antes, quando as minhas mãos tinham calos como pedras e a minha música fora fácil como respirar. No tempo em que tocara para imitar o com do Vento Voltando a Folha num alaúde de 6 cordas.

E recomecei a tocar. Lentamente, com maior velocidade do que as minhas mãos recordavam. Reuni os farrapos que restavam da canção e teci-os com cuidado, restaurando o que antes existira.

Ana Rita Marina, 11ºB

imagens: daqui e daqui

site oficial de Patrick Rothfuss

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Estamos diante de uma das maiores festas do mundo, em que nos reunimos com a família e compramos muitos presentes. No entanto, será que é este o real significado do Natal ou estamos a esquecer-nos do principal, a origem dessa festa? É que esta festa tem uma origem religiosa. Na igreja Cristã Ocidental, o Natal é comemorado no dia 25 e na Igreja Ortodoxa Oriental é comemorado no dia 6 de Janeiro.

Qual será então a história dessa data tão ansiada pelas crianças e por vezes nem tanto pelo bolso dos pais? Embora, originalmente, o Natal seja um feriado cristão, muitos não crentes também comemoram este evento. Actualmente, o Natal deixou de ter uma vertente religiosa e passou a ter uma vertente puramente comercial, perdendo a sua verdadeira essência. Para muitos, o Natal é sinônimo de compras. Mas quando na sua história,  ficou assim tão reduzido aos presentes? Isto parece-me ser mais uma ideia burguesa para aumentar as vendas. E de facto é-o.

Bem, o verdadeiro motivo para o comemorarmos é este: O Natal é o dia  do nascimento de Jesus, embora não possamos ter certezas sobre quando isso terá ocorrido. Segundo a Bíblia,  magos do Oriente estavam à procura daquele que seria o rei dos Judeus, porque tinham visto uma estrela no Oriente e iam adorá-Lo. Herodes (rei da Judéia, na época) ouviu-os e perguntou onde  iria este rei nascer, ao que eles responderam:  – Em Belém da Judéia; “Então, Herodes, chamando secretamente os magos, inquiriu-os directamente acerca do tempo em que a estrela lhes aparecera. E enviando-os a Belém, disse: Ide e perguntai diligentemente pelo menino e, quando o achardes, participai-mo, para que também eu vá e o adore.” (Mt. 2; 7-8) Acabaram de falar com o rei e seguiram viagem, mas perceberam que a estrela ia com eles,  acabando por encontar o lugar onde estava Jesus. “E, entrando  na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra. E sendo por divina revelação avisados em sonhos para que não voltassem para junto de Herodes, partiram para sua terra por outro caminho.” (MT. 2; 11-12). Herodes, vendo que tinha sido enganado pelos reis magos, ficou furioso, mandou fazer um recenseamento, matando todas as crianças até os dois anos de idade, em Belém e suas províncias. Quando José ficou sabendo disso, a partir de uma revelação de um anjo, fugiu com a sua família para o Egito, até à morte do rei Herodes.

O Natal é comemorado no dia 25 porque, na Roma Antiga, era neste dia  que se celebrava “o início do Inverno”; presume-se então que haja alguma relação em entre esses dois factos. O dia 25 é festejado desde o século IV pela Igreja Ocidental e desde o V pela Igreja Oriental. A Igreja Ortodoxa comemora-o 13 dias depois dos cristãos ocidentais, por causa da diferença do Calendário Gregoriano. Geralmente, estes últimos respeitam 40 dias de jejum  e consideram este período como um tempo de reflexão.

A figura que hoje conhecemos como Pai Natal, não tem nada a ver com o verdadeiro Natal que  provém da  história de São Nicolau (séc. IV), que era bispo na Ásia Menor. Ele era conhecido por ser uma pessoa austera, generosa e que praticava o bem: ajudava os pobres, colocando sacos de moedas nas chaminés, sem ninguém saber. Ao contrário do que muitos pensam, não foi a Coca-Cola que lançou este look do Pai Natal, mas sim o cartoonista Thomas Nast, na revista Harper’s Weekly, no ano de 1886. É evidente que a Coca-Cola ajudou a difundir esta ideia, pois em 1931 lançou uma  campanha de publicidade com o Pai Natal, com as cores vermelha e branca, as mesmas cores do rótulo da sua bebida.

São Francisco de Assis, por seu turno, foi quem introduziu na tradição natalícia o presépio, com o intuito de tornar esta comemoração mais empolgante e dar-lhe mais vida.

Há muitas versões sobre a origem da Árvore de Natal: a mais aceite é a que envolve Martinho Lutero. Em um belo dia, Martinho estava voltando para casa e  olhando para o céu, maravilhou-se com a visão das estrelas, através de pinheiros que estavam em volta da estrada. Encantado com isto,  levou uns ramos de  pinheiro para casa, colocou-os em um vaso com terra e enfeitou-os, dispondo velas acesas e papéis coloridos na ponta dos galhos.  Martinho tinha como objectivo ensinar aos seus filhos a grandeza do céu, na noite em que Jesus tinha nascido. Algumas pessoas também afirmam que a Árvore de Natal fazia parte de uma tradição pagã e que foi transformada posteriormente em símbolo natalício. Porém, mais uma vez, não sabemos ao certo como esta árvore veio a fazer parte do conjunto dos rituais e tradições do Natal.

No Natal, as crianças esperam o último vídeo-jogo e os adultos não ficam atrás: aproveitam esta época de tentações, com baixos preços, e correm para comprar o presente mais caro, para se afirmar nesta sociedade consumista. Nesta época do ano surgem imensas promoções: as editoras lançam CD, DVD especiais… e neste ponto eu dou um conselho: neste Natal, não compre o que você não pode pagar, mas dê o maior presente de todos: a sua presença e o seu amor às pessoas.

“O que compraria Jesus?” Frase provocatória, coloca o dedo na ferida dos cristãos que enchem as superfícies comerciais para celebrar o aniversário do nascimento de Cristo com uma espectacular troca de presentes. A frase deambula pelas lojas de um centro comercial de Michigan, Estados Unidos da América, numa das acções da campanha “Dia sem compras” que o movimento Adbusters conseguiu instalar em pontos estratégicos do planeta. (…)” 

in Jornal de Notícias

Em 2009, o GAIA (Grupo de Acção e Intervenção Ambiental) organizou o “Dia sem compras” e deu sugestões para as compras de Natal com consciência, tais como:  evitar compras de marcas ou de países que supostamente utilizam o trabalho infantil; optar por comprar produtos locais,  evitando-se assim o recurso aos transportes e dando-se preferência a produtos mais “naturais”.

Porém, será que  nos lembramos que, enquanto estamos na nossa confortável casa, ceando com a nossa família e trocando presentes, há pessoas na rua, sem ter  que comer ou sem família?  Neste Natal dê às pessoas  o presente que Jesus gostaria de receber. Afinal, Ele é o aniversariante. Ame o próximo, ajude as pessoas, dê um presente, mesmo sem valor monetário, mas que poderá marcar a vida de uma família, apenas por tê-lo feito. E não faça isto só no Natal, mantenha este “espírito natalício” todo o ano todo. Não se deixe levar pelo tsunami da publicidade festiva, pense mais na verdadeira essência do Natal e não se esqueça do principal nesta grande noite:  Jesus!

Feliz Natal e um ótimo 2011.

Luiz Monteiro, 11ºE

imagens seleccionadas pelo autor do post: daqui, daqui, daqui, daqui e daqui

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Depois de alguns dias de inactividade por ausência do seu editor, o Bibli volta às publicações com mais um post do Diário Gráfico.

Cláudio, 7º C

Inês Almeida, 7º B

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

João Caeiro, 7º B

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Outro Luís junta-se com este post ao número crescente de bibliogueiros. Desta feita para assinar uma rúbrica sobre  História, onde se propõe identificar e contextualizar a origem de alguns ditos  que  as estórias da História foram deixando na nossa língua.

Bem-vindo, Luís!

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Em 1807 Junot invade Portugal a mando de Napoleão. Tem ordem de apoderar-se do país e cumprir o ultimato feito ao que mais tarde viria a ser D. João VI . As forças francesas entram pela Beira mas quando chegam a Lisboa já a corte se encontra embarcada a caminho do Brasil. Assim, Junot limitou-se, impotente, a ver os navios da corte portuguesa a sair da barra do Tejo rumo ao outro lado do Atlântico.

Para quem não sabia, foi nesse dia que nasceu a célebre expressão “ficar a ver navios”, que significa perder algo, perder alguém, que foi o que aconteceu ao marechal francês, cujo objectivo era aprisionar a família real, tal como acontecera em Espanha. Junot instala então em Lisboa o seu quartel-general e exige à população abastada lisboeta cama, roupa lavada e comida, frequenta o teatro S. Carlos e exibe-se em traje de gala. As festas são uma constante durante os seis meses que permanece em Lisboa. Assim, Junot vive “à grande e à francesa”: este coloquialismo define um estilo de vida luxuoso, o estilo de vida que, ao fim e ao cabo, o general levou em Lisboa

Durante este período de ocupação francesa, a guerrilha foi de facto bastante activa. As populações rurais, em especial as do norte do país, esperavam os invasores nos desfiladeiros e abatiam-nos um a um, de maneira dissimulada, escondidos por entre a vegetação; eram incentivados, por mais bizarro que pareça, pelo Clero em especial, pois no seio da igreja pregava-se o amor ao próximo e a morte aos “jacobinos”.

Para pôr fim a estes movimentos de revolta, os oficiais franceses iniciam um processo de repressão. Destes oficiais destacou-se um: o general Loison. Loison tinha perdido o braço esquerdo durante uma caçada, foi por isso apelidado de “o maneta”. Por onde passava ordenava a chacina e o saque sem perdão. Era por isso o mais temido de todos os generais franceses. Deste célebre general francês nasceu a expressão portuguesa “ir para o maneta”, sinónimo de morrer, desaparecer, sofrer.

Depois  das batalhas da Roliça e do Vimeiro, Junot é forçado pelas forças inglesas a deixar Portugal, levando consigo todo o saque que consegue carregar. Entra no navio sem qualquer ostentação, escoltado por ingleses, vaiado pelo povo, numa “despedida à francesa” – mais uma expressão que ficou da permanência francesa em Portugal. Uma “despedida à francesa” passa a significar o abandono de uma ocasião social sem saudar o anfitrião. E, na verdade,  Junot saiu de Portugal e nem se despediu do povo português. Os coloquialismos deixados pelas incursões francesas em solo português são muitos mas nem todos tão funestos.

Em 1809 e 1810 Junot volta ainda a Portugal num papel secundário, sob comando de Soult e Massena, em investidas com pouco sucesso. Depois de 1810 nenhum francês ousaria entrar em Portugal, no entanto outro problema estava pela frente, e este iria ser bem mais difícil: os ingleses…

Luís Fernandes, 12º D

imagens daqui e daqui

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