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Archive for Dezembro, 2010

Ja està molt vell 2010 , Xavier Colette, via Pinzellades al món

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Desde meados do mês que entrou em funcionamento o novo portal da ESDS, sob a gestão de alguns professores da equipa PTE: Sandra Venda, Fátima Delgado e Rudolfo Pereira. Esperamos que seja  funcional, informativo e interactivo para a comunidade educativa em geral e, em particular, para visitantes com menor conhecimento da estrutura organizacional da escola.

A BE tem lá o seu espaço e  disponibiliza já alguns serviços em conjunto com o Bibli, como informações de funcionamento, documentação e acesso ao catálogo online. Brevemente poderão ainda, para utentes identificados, vir a ser disponibilizados outros serviços online como a requisição  de equipamento.

Se ainda não conhece o novo portal, faça-nos uma visita.

clique para aceder ao Portal da ESDS

 

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ROTHFUSS, Patrick (2009), O Nome do Vento, Colecção Mil e Um Mundos, Edições Gailivro

O Nome do Vento trata de uma história sobre a vida de Kvothe, membro de uma família que junta constitui uma trupe de artistas nómadas, os Edema Ruh. Numa das suas viagens conhecem Ben, um Arcanista que, ao juntar-se a eles na sua viagem, começa a partilhar com Kvothe as Artes do Arcano, que começam a fascinar o pequeno rapaz que vai viver com elas o resto da sua vida.

A história base do livro é a vida de Kvothe antes e depois da morte dos seus parentes: uma infância de dificuldades e pobreza, e uma adolescência também bastante difícil, em que procura uma oportunidade para frequentar a Universidade (de Artes do Arcano) mas, da qual, depois de finalmente conseguir entrar, é expulso com a idade em que a maior parte dos alunos começava a frequentá-la. Posteriormente, a história trata o presente de Kvothe que, apesar das suas grandes conquistas e de ser conhecido em todo o mundo pela sua arte, se esconde do passado a trabalhar de forma humilde numa estalagem.

Assim, o livro não conta apenas uma história, mas uma história dentro de outra, ou seja, a personagem narra no presente histórias do seu passado. Por vezes, enquanto o passado está a ser relatado, são feitas referências ainda a uma terceira história dentro da segunda. Este livro acaba assim por tratar de algo popular que é a criação de lendas, e é essencialmente nelas que se baseia.

Inicialmente escolhi este livro não pelo facto de ter ficado “fascinada” com a sinopse da história, mas pelo  volume de páginas que apresentava. Apesar disso, à medida que fui lendo e entrando no enredo/espírito da história,  uma vez que não é pertence a um tipo de livros que leia regularmente, fui positivamente surpreendida, especialmente pelo facto de ter encontrado uma escrita e um tema fora do habitual círculo das criaturas fantásticas, como vampiros, anjos e afins, que tanto me agradou. Sendo assim, o que mais gostei foi o facto de me ter conseguido surpreender pela positiva apesar de ser um tipo de livro completamente diferente do habitual.

Patrick Rothfuss

É por tudo isto que recomendo a sua leitura e também porque, apesar de não ser um livro muito conhecido e de fácil leitura devido ao seu tamanho e de ser baseado nas lendas populares, é uma história muito interessante e, mais do que isso, original dentro do seu género literário, pois Patrick Rothfuss consegue fazer parecer não só que a história é real, mas também que as personagens têm sensações tão fortes que as passam ao leitor.

Aqui fica uma das minhas passagens favoritas:

Cheguei ao fim do refrão que antecedia a primeira estrofe de Aloine. Dedilhei o primeiro acorde com intensidade e aguentei enquanto o som se ia perdendo, sem atrair uma voz do público. Olhei-os com serenidade, na expectativa. A cada segundo, o alívio e a desilusão travavam um duelo mortal dentro de mim.

Depois, uma voz chegou ao palco, delicada como uma pena, entoando:

«Savien, como poderias saber

Que chegara a hora para ti e para mim?

Savien, consegues recordar os dias que desperdiçámos com gosto?

Como desde então tens suportado

O que permanece no meu coração e memória?»

Ela cantava como Aloine, eu como Savien. Nos refrões, a sua voz alterava-se, fundindo-se com a minha. Parte de mim quis procura-la no público, descobrir a face da mulher com quem cantava. Tentei, uma vez, mas senti os dedos vacilar enquanto procurava aquela voz de de cujo fresco luar conseguia responde à minha. Distraido, toquei a nota errada e fez-se sentir na música.

(…)

Sem saber o que fazia, devolvi os dedos ás cordas e procurei algo. Procurei algo perdido anos antes, quando as minhas mãos tinham calos como pedras e a minha música fora fácil como respirar. No tempo em que tocara para imitar o com do Vento Voltando a Folha num alaúde de 6 cordas.

E recomecei a tocar. Lentamente, com maior velocidade do que as minhas mãos recordavam. Reuni os farrapos que restavam da canção e teci-os com cuidado, restaurando o que antes existira.

Ana Rita Marina, 11ºB

imagens: daqui e daqui

site oficial de Patrick Rothfuss

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Estamos diante de uma das maiores festas do mundo, em que nos reunimos com a família e compramos muitos presentes. No entanto, será que é este o real significado do Natal ou estamos a esquecer-nos do principal, a origem dessa festa? É que esta festa tem uma origem religiosa. Na igreja Cristã Ocidental, o Natal é comemorado no dia 25 e na Igreja Ortodoxa Oriental é comemorado no dia 6 de Janeiro.

Qual será então a história dessa data tão ansiada pelas crianças e por vezes nem tanto pelo bolso dos pais? Embora, originalmente, o Natal seja um feriado cristão, muitos não crentes também comemoram este evento. Actualmente, o Natal deixou de ter uma vertente religiosa e passou a ter uma vertente puramente comercial, perdendo a sua verdadeira essência. Para muitos, o Natal é sinônimo de compras. Mas quando na sua história,  ficou assim tão reduzido aos presentes? Isto parece-me ser mais uma ideia burguesa para aumentar as vendas. E de facto é-o.

Bem, o verdadeiro motivo para o comemorarmos é este: O Natal é o dia  do nascimento de Jesus, embora não possamos ter certezas sobre quando isso terá ocorrido. Segundo a Bíblia,  magos do Oriente estavam à procura daquele que seria o rei dos Judeus, porque tinham visto uma estrela no Oriente e iam adorá-Lo. Herodes (rei da Judéia, na época) ouviu-os e perguntou onde  iria este rei nascer, ao que eles responderam:  – Em Belém da Judéia; “Então, Herodes, chamando secretamente os magos, inquiriu-os directamente acerca do tempo em que a estrela lhes aparecera. E enviando-os a Belém, disse: Ide e perguntai diligentemente pelo menino e, quando o achardes, participai-mo, para que também eu vá e o adore.” (Mt. 2; 7-8) Acabaram de falar com o rei e seguiram viagem, mas perceberam que a estrela ia com eles,  acabando por encontar o lugar onde estava Jesus. “E, entrando  na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra. E sendo por divina revelação avisados em sonhos para que não voltassem para junto de Herodes, partiram para sua terra por outro caminho.” (MT. 2; 11-12). Herodes, vendo que tinha sido enganado pelos reis magos, ficou furioso, mandou fazer um recenseamento, matando todas as crianças até os dois anos de idade, em Belém e suas províncias. Quando José ficou sabendo disso, a partir de uma revelação de um anjo, fugiu com a sua família para o Egito, até à morte do rei Herodes.

O Natal é comemorado no dia 25 porque, na Roma Antiga, era neste dia  que se celebrava “o início do Inverno”; presume-se então que haja alguma relação em entre esses dois factos. O dia 25 é festejado desde o século IV pela Igreja Ocidental e desde o V pela Igreja Oriental. A Igreja Ortodoxa comemora-o 13 dias depois dos cristãos ocidentais, por causa da diferença do Calendário Gregoriano. Geralmente, estes últimos respeitam 40 dias de jejum  e consideram este período como um tempo de reflexão.

A figura que hoje conhecemos como Pai Natal, não tem nada a ver com o verdadeiro Natal que  provém da  história de São Nicolau (séc. IV), que era bispo na Ásia Menor. Ele era conhecido por ser uma pessoa austera, generosa e que praticava o bem: ajudava os pobres, colocando sacos de moedas nas chaminés, sem ninguém saber. Ao contrário do que muitos pensam, não foi a Coca-Cola que lançou este look do Pai Natal, mas sim o cartoonista Thomas Nast, na revista Harper’s Weekly, no ano de 1886. É evidente que a Coca-Cola ajudou a difundir esta ideia, pois em 1931 lançou uma  campanha de publicidade com o Pai Natal, com as cores vermelha e branca, as mesmas cores do rótulo da sua bebida.

São Francisco de Assis, por seu turno, foi quem introduziu na tradição natalícia o presépio, com o intuito de tornar esta comemoração mais empolgante e dar-lhe mais vida.

Há muitas versões sobre a origem da Árvore de Natal: a mais aceite é a que envolve Martinho Lutero. Em um belo dia, Martinho estava voltando para casa e  olhando para o céu, maravilhou-se com a visão das estrelas, através de pinheiros que estavam em volta da estrada. Encantado com isto,  levou uns ramos de  pinheiro para casa, colocou-os em um vaso com terra e enfeitou-os, dispondo velas acesas e papéis coloridos na ponta dos galhos.  Martinho tinha como objectivo ensinar aos seus filhos a grandeza do céu, na noite em que Jesus tinha nascido. Algumas pessoas também afirmam que a Árvore de Natal fazia parte de uma tradição pagã e que foi transformada posteriormente em símbolo natalício. Porém, mais uma vez, não sabemos ao certo como esta árvore veio a fazer parte do conjunto dos rituais e tradições do Natal.

No Natal, as crianças esperam o último vídeo-jogo e os adultos não ficam atrás: aproveitam esta época de tentações, com baixos preços, e correm para comprar o presente mais caro, para se afirmar nesta sociedade consumista. Nesta época do ano surgem imensas promoções: as editoras lançam CD, DVD especiais… e neste ponto eu dou um conselho: neste Natal, não compre o que você não pode pagar, mas dê o maior presente de todos: a sua presença e o seu amor às pessoas.

“O que compraria Jesus?” Frase provocatória, coloca o dedo na ferida dos cristãos que enchem as superfícies comerciais para celebrar o aniversário do nascimento de Cristo com uma espectacular troca de presentes. A frase deambula pelas lojas de um centro comercial de Michigan, Estados Unidos da América, numa das acções da campanha “Dia sem compras” que o movimento Adbusters conseguiu instalar em pontos estratégicos do planeta. (…)” 

in Jornal de Notícias

Em 2009, o GAIA (Grupo de Acção e Intervenção Ambiental) organizou o “Dia sem compras” e deu sugestões para as compras de Natal com consciência, tais como:  evitar compras de marcas ou de países que supostamente utilizam o trabalho infantil; optar por comprar produtos locais,  evitando-se assim o recurso aos transportes e dando-se preferência a produtos mais “naturais”.

Porém, será que  nos lembramos que, enquanto estamos na nossa confortável casa, ceando com a nossa família e trocando presentes, há pessoas na rua, sem ter  que comer ou sem família?  Neste Natal dê às pessoas  o presente que Jesus gostaria de receber. Afinal, Ele é o aniversariante. Ame o próximo, ajude as pessoas, dê um presente, mesmo sem valor monetário, mas que poderá marcar a vida de uma família, apenas por tê-lo feito. E não faça isto só no Natal, mantenha este “espírito natalício” todo o ano todo. Não se deixe levar pelo tsunami da publicidade festiva, pense mais na verdadeira essência do Natal e não se esqueça do principal nesta grande noite:  Jesus!

Feliz Natal e um ótimo 2011.

Luiz Monteiro, 11ºE

imagens seleccionadas pelo autor do post: daqui, daqui, daqui, daqui e daqui

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Depois de alguns dias de inactividade por ausência do seu editor, o Bibli volta às publicações com mais um post do Diário Gráfico.

Cláudio, 7º C

Inês Almeida, 7º B

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

João Caeiro, 7º B

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Outro Luís junta-se com este post ao número crescente de bibliogueiros. Desta feita para assinar uma rúbrica sobre  História, onde se propõe identificar e contextualizar a origem de alguns ditos  que  as estórias da História foram deixando na nossa língua.

Bem-vindo, Luís!

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Em 1807 Junot invade Portugal a mando de Napoleão. Tem ordem de apoderar-se do país e cumprir o ultimato feito ao que mais tarde viria a ser D. João VI . As forças francesas entram pela Beira mas quando chegam a Lisboa já a corte se encontra embarcada a caminho do Brasil. Assim, Junot limitou-se, impotente, a ver os navios da corte portuguesa a sair da barra do Tejo rumo ao outro lado do Atlântico.

Para quem não sabia, foi nesse dia que nasceu a célebre expressão “ficar a ver navios”, que significa perder algo, perder alguém, que foi o que aconteceu ao marechal francês, cujo objectivo era aprisionar a família real, tal como acontecera em Espanha. Junot instala então em Lisboa o seu quartel-general e exige à população abastada lisboeta cama, roupa lavada e comida, frequenta o teatro S. Carlos e exibe-se em traje de gala. As festas são uma constante durante os seis meses que permanece em Lisboa. Assim, Junot vive “à grande e à francesa”: este coloquialismo define um estilo de vida luxuoso, o estilo de vida que, ao fim e ao cabo, o general levou em Lisboa

Durante este período de ocupação francesa, a guerrilha foi de facto bastante activa. As populações rurais, em especial as do norte do país, esperavam os invasores nos desfiladeiros e abatiam-nos um a um, de maneira dissimulada, escondidos por entre a vegetação; eram incentivados, por mais bizarro que pareça, pelo Clero em especial, pois no seio da igreja pregava-se o amor ao próximo e a morte aos “jacobinos”.

Para pôr fim a estes movimentos de revolta, os oficiais franceses iniciam um processo de repressão. Destes oficiais destacou-se um: o general Loison. Loison tinha perdido o braço esquerdo durante uma caçada, foi por isso apelidado de “o maneta”. Por onde passava ordenava a chacina e o saque sem perdão. Era por isso o mais temido de todos os generais franceses. Deste célebre general francês nasceu a expressão portuguesa “ir para o maneta”, sinónimo de morrer, desaparecer, sofrer.

Depois  das batalhas da Roliça e do Vimeiro, Junot é forçado pelas forças inglesas a deixar Portugal, levando consigo todo o saque que consegue carregar. Entra no navio sem qualquer ostentação, escoltado por ingleses, vaiado pelo povo, numa “despedida à francesa” – mais uma expressão que ficou da permanência francesa em Portugal. Uma “despedida à francesa” passa a significar o abandono de uma ocasião social sem saudar o anfitrião. E, na verdade,  Junot saiu de Portugal e nem se despediu do povo português. Os coloquialismos deixados pelas incursões francesas em solo português são muitos mas nem todos tão funestos.

Em 1809 e 1810 Junot volta ainda a Portugal num papel secundário, sob comando de Soult e Massena, em investidas com pouco sucesso. Depois de 1810 nenhum francês ousaria entrar em Portugal, no entanto outro problema estava pela frente, e este iria ser bem mais difícil: os ingleses…

Luís Fernandes, 12º D

imagens daqui e daqui

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Disponível na BE da ESDS e aqui.

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fonte: Pinzellades al món

Este ano temos vindo a constatar que a multidão de jovens utentes, que por vezes esgotam por completo a lotação da nossa BE , acorrem em grande maioria aos teclados e  ecrãs, tendo perdido um pouco o gosto por retirar os livros das estantes. Sem diabolizarmos os recursos informáticos, pois sem eles toda esta rede de partilha não seria possível, registamos porém este relativo abandono com alguma pena.

No entanto, não vamos desistir e temos muitos truques na manga para inverter a situação! A Feira do Livro, a decorrer, deu-nos mais algumas ideias para juntar àquelas que já temos em agenda.

Alguns jovens leitores continuam porém a chamar-nos a atenção pela frequência e avidez com que, livro após livro, vão procurando nos milhões de palavras os mistérios guardados para eles nas nossas estantes.

Distinguimos então desta vez, como Leitora do Momento, a Elena Ostrovan, do 8ºD, e quisemos conhecê-la melhor: o porquê do seu gosto pela leitura, as suas leituras preferidas, numa entrevista que pode ler na integra aqui.

Fernando Rebelo

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Segundo a lenda, a inspiração de Newton para a concretização da sua segunda lei foi provocada pela observação da queda de uma simples maçã, enquanto ele meditava ou descansava, encostado a uma árvore.

Como é que a maçã cai? Porque se dirige para baixo e não para os lados ou para cima? Qual a lei que reage o seu movimento?

Newton deduziu que uma única força está aplicada à maçã, força essa que se traduz por uma aceleração (a). De facto, se a maçã tiver uma massa (m), a força nela aplicada será:…onde  essa aceleração está representada por g e é designada por  aceleração da gravidade, cujo  valor medido em laboratório é de, aproximadamente, 9,8 m s-2. Ou seja, quando largamos um corpo perto da superfície da Terra, ele acelerará em direcção ao solo porque existe uma força chamada gravidade. Esta força faz com que os objectos sejam atraídos uns pelos outros, dependendo da massa (quantidade de matéria) que os constitui.

Assim, quanto maior a massa, maior a atracção. A Terra é tão grande que sua poderosa gravidade é capaz de atrair todas as coisas, mantendo-as sobre sua superfície.

Nota: Isaac Newton foi um ilustre físico inglês que viveu nos séculos XVI e XVII. Deu um contributo muito importante para a física. Estabeleceu a primeira lei do movimento, a lei da gravidade universal, interpretou a decomposição da luz branca por meio de um prisma óptico e enunciou, pela primeira vez, as leis que regem o movimento dos corpos .

Joana Guimarães, 9ºA

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Alfred Nobel

medalha atribuída aos laureados

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os Prémios Nobel são atribuídos anualmente  no dia 10 de Dezembro, data de aniversário da morte de Alfred Nobel, químico e industrial sueco, inventor da dinamite. Desgostoso com o uso militar da sua invenção, deixou no seu testamento a vontade de premiar  personalidades que contribuíssem para o bem da Humanidade. A  Fundação Nobel,  criada em 1900,  deve controlar o respeito pelas regras na designação dos laureados. Este prémio pode ser atribuído individualmente ou repartido até um máximo de três pessoas assim como pode não ser concedido durante um ano, sendo o prémio atribuído a dois candidatos no ano seguinte.

Os nomes dos laureados são anunciados em Outubro pelos diferentes comités e instituições que realizam a escolha. O processo de selecção inicia-se em Setembro do ano anterior à divulgação dos laureados com o envio de convite a várias personalidades e instituições mundiais que enviam os candidatos procedendo-se posteriormente a uma votação para escolha do laureado.

É reconhecido como um dos prémios mais importantes do mundo, ao destacar investigadores, cientistas, escritores, entre outros, que realizam feitos importantes em áreas de conhecimento como a Física, Química, Medicina e Literatura. Por sua vez o Prémio Nobel da Paz é aquele que desperta mais interesse no público e nos media, sendo atribuído a pessoas que lutaram pela defesa dos Direitos Humanos, pela promoção da paz mundial e pelo desenvolvimento sustentável.

Cada premiado recebe uma medalha de ouro com a efígie de Alfred Nobel, um diploma  com a citação da condecoração e um determinado valor monetário, que depende do orçamento anual da Fundação Nobel. Desde 1902 são  formalmente  entregues pelo rei da Suécia com excepção do prémio Nobel da Paz que é entregue pelo rei da Noruega.

Os Prémios Nobel da Física, Química e Economia são decididos pela Academia Real das Ciências da Suécia, o da Medicina ou Fisiologia  pelo Karolinska Institutet, o da Literatura pela Academia Sueca. O Nobel  da Paz, por sua vez,  é concedido pelo Comité Nobel da Noruega, designado pelo parlamento norueguês, com a entrega  no Oslo City Hall. A cerimónia de entrega dos restantes  prémios realiza-se no Stockholm Concert Hall.

Prémio Nobel da Paz 2010

Liu Xiaobo

O Prémio Nobel da Paz 2010 foi atribuído ao  activista dos direitos humanos e intelectual chinês Liu Xiaobo . Nascido em 28 Dezembro 1955 foi distinguido  pela sua longa luta não violenta pelos direitos fundamentais na China.

Poeta e professor  universitário de literatura foi expulso do ensino oficial por defender reformas democráticas.  Está preso pela terceira vez  tendo sido condenado  a 11 anos de prisão em 2009, por ter incentivado, em 2008, uma manifestação contra o Estado Chinês, defendendo a liberdade de expressão e democracia na China.

A União Europeia e os E.U.A. têm exigido a sua libertação e um pouco por tudo o mundo se têm realizado  manifestações  nesse sentido,  o que não é aceite pelo governo da China.

Em 2010 registou-se um recorde no número de candidaturas para o Nobel da Paz. No total foram 237 propostas, incluindo 38 organizações, segundo informação veiculada pelo Instituto Nobel de Oslo. Em 2009, ano de atribuição do prémio Nobel da Paz a Barack Obama, presidente dos Estados Unidos da América, foram apresentadas 205 candidaturas.

O prémio de 1,6 milhões de dólares, cerca de 1 milhão de euros, foi atribuído pelo Comité do Nobel da Noruega em Oslo.

Prémio Nobel da Literatura 2010

Mário Vargas Llosa

O Prémio Nobel da Literatura 2010 foi atribuído ao escritor peruano Mario Vargas Llosa, pela cartografia das estruturas de poder e pelas suas imagens mordazes da resistência, revolta e derrota dos indivíduos nas suas obras.

Mario Vargas Llosa, nascido a 28 de Março de 1936, é licenciado em Letras e Direito.

É um dos mais premiados autores em língua espanhola e há muito que se encontrava na lista dos candidatos a este ambicionado prémio.  Tem uma intensa actividade desdobrando-se em inúmeras iniciativas como romancista, ensaísta, dramaturgo e professor universitário. É membro da Real Academia Espanhola da Língua e desde 1993 também tem nacionalidade espanhola.

Recebeu um prémio de 10 milhões de coroas suecas, cerca de 1 milhão de euros.

O único português que já recebeu o Prémio Nobel da Literatura foi o José Saramago, em 1998.

consulte a lista das obras de Mário Vargas Llosa publicadas em Portugal

Prémio Nobel da Medicina 2010

Robert Edwards

O Prémio Nobel da Medicina 2010 foi entregue ao embriologista Robert Edwards pelo trabalho realizado em prol da fertilização in vitro.

Robert Edwards foi investigador na Universidade de Cambridge e trabalhou no desenvolvimento da fertilização in vitro, que permitiu a milhões de casais terem filhos. A  técnica desenvolvida por Robert Edwards permite fertilizar os óvulos fora do corpo e depois recolocá-los no útero da mulher. A fertilização in vitro esteve na origem do nascimento, em 1978, do primeiro “bebé-proveta”, a britânica Louise Joy Brown, a 25 de Julho de 1978.

O prémio Nobel da Medicina, que já conta com um português – Egas Moniz – na lista dos laureados, receberá perto de 1,09 milhões de euros.

Prémio Nobel da Física 2010

Andrei Geim e Konstantin Novoselov

O Prémio Nobel da Física 2010 foi atribuído aos pesquisadores russos Andrei Geim e Konstantin Novoselov, da Universidade de Manchester, Reino Unido, pela descoberta do grafeno.

O grafeno, composto por átomos de carbono densamente agrupados numa malha cristalina com o formato de favos de mel, é o material mais forte e ao mesmo tempo mais fino descoberto até o momento. O grafeno foi utilizado para criação de novos materiais e ao favorito da electrónica inovadora. Os transístores do grafeno são considerados mais rápidos em relação aos do silício, o que permite fabricar produtos electrónicos mais eficientes.

Andrei Geim, nasceu em 1958 em Sochi, na Rússia, tendo dupla nacionalidade: russa e holandesa. Concluiu o doutoramento em Ciências Físicas em 1987, na Academia de Ciências de Chernogolovka.

Konstantin Novoselov nasceu em 1974, em Nizhny Tagil, na Rússia e  tem igualmente dupla nacionalidade:  russa e britânica. Desempenhou funções de docente na Universidade de Nijmegen, na Holanda.

Prémio Nobel da Economia 2010

Peter Diamond, Dale Mortensen e Cristopher Pissarides

O que se conhece por Nobel da Economia  é o Prémio de Ciências Económicas em memória de Alfred Nobel. Instituído e financiado pelo Sveriges Riksbank (Banco Central da Suécia)   foi concedido a partir de 1969 e não está relacionado com a Fundação Nobel . É atribuído pela  Academia Real das Ciências da Suécia que escolheu, este ano,   Peter Diamond, Dale Mortensen e Cristopher Pissarides, pelo  importante trabalho desenvolvido ao longo de décadas sobre o método de análise de mercados.

Os norte-americanos Peter Diamond e Dale Mortensen e o cipriota Cristopher  Pissarides desenvolveram uma teoria  designada por modelo DMP (combinação das iniciais dos seus apelidos) de Análise de Mercado que permite explicar o modo como o desemprego, as ofertas de trabalho disponíveis e os salários são afectados pelas políticas económicas. Como tal,  desenvolveram fórmulas matemáticas que permitem comprovar a influência das políticas económicas na sociedade.

Os três vão dividir o prémio de 10 milhões de coroas suecas, cerca de 1 milhão de euros.

Prémio Nobel da Química 2010

Richard F. Heck, Ei-ichi Negishi e Akira Suzuki

O Prémio Nobel da Química 2010 foi atribuído ao americano Richard F. Heck e aos japoneses Ei-ichi Negishi e Akira Suzuki pelo trabalho desenvolvido na área da síntese orgânica, mais concretamente em formas mais eficientes de ligações entre átomos de carbono, que é utilizada na produção farmacêutica e  na indústria electrónica.

O norte-americano Heck, de 79 anos e os japoneses Negishi, 75, e Suzuki, 80 anos receberam 10 milhões de coroas suecas, cerca de 1 milhão de euros, por terem descoberto uma substância conhecida como discodermolida, um importante inibidor tumoral, que só pode ser encontrado actualmente na natureza em pequenos animais marinhos. Essa substância vai ajudar na produção de medicamentos para doenças cancerígenas.

Luísa Oliveira

Fonte Online24

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A minha posição em relação a este tema é que o Homem não tem sequer o direito de fazer o que actualmente faz à natureza. Não tem o direito de a transformar do modo como está fazendo, isto é, transformá-la do modo que lhe convém, porque, ao fazê-lo, está a prejudicar também todos os habitantes terrestres.

O homem, ao degradar a natureza, está também a destruir o seu próprio habitat. Se virmos bem, nenhum animal não-humano tem esse comportamento porque isso seria terminar, conscientemente, com a actual geração, bem como com as gerações seguintes e, consequentemente, com a sua própria espécie.

É isso que o Homem realmente faz, usando a sua inteligência contra si próprio e não a seu proveito a longo prazo. Os animais não-racionais são assim bastante mais avançados que o Homem, animal racional, neste campo.

Mas, o pior de tudo, é que quando o Homem polui ou degrada a natureza, não está somente a destruir a sua espécie, mas está também a destruir todas as outras espécies terrestres.

Quando o Homem começou a habitar o planeta Terra, já existiam milhares de espécies  há milhares de anos. O Homem não pode pensar que tem o controlo do mundo e fazer o que quiser com ele, pois o Homem, sejamos sinceros, tem um papel bastante irrelevante para a natureza e para o planeta Terra. Ele está no topo da cadeia alimentar e, se por alguma razão, deixar de existir, não irá provocar grande alteração no ecossistema terrestre, pois não desempenha nenhuma função vital para a natureza e para o planeta, como é, por exemplo, o caso das plantas, que regeneram o ar que respiramos, ou as minhocas que degradam a matéria debaixo da terra contribuindo para o ciclo da vida.

Os seres humanos têm assim que reter na consciência que não é o mundo que depende do Homem, mas é o Homem que está dependente do mundo, só assim ele conseguirá mudar as suas acções deprimentes e degradantes para com a natureza.

Gonçalo Mordido, 11º B

Hoje em dia testemunhamos uma grande mudança na natureza, devido à acção humana. É inquestionável que o Homem sempre tende a desvendar o desconhecido, a promover o desenvolvimento tanto intelecual como tecnológico. No entanto, o Homem, para tal, não reflecte nas consequências que, na minha opinião, são desastrosas tanto para si próprio como para o meio ambiente. Será então correcto o Homem transformar ou modificar o rumo da natureza? Julgo que não, pois sendo o Homem parte integrante da natureza, não tem o direito de a alterar.

O Homem é um ser imperfeito com muitos defeitos e,como a sociedade é constituída por humanos, é inevitável que a sociedade seja também imperfeita e desequilibrada. A meu ver, o Homem é egoísta e egocêntrico, não tendo em consideração o que o rodeia, sendo a ignorância ambiental um dos seus piores defeitos. Digo isto porque o meio ambiente é a razão da nossa sobrevivência e o Homem, como não se apercebe disso, altera-o a fim de satisfazer as suas necessidades. Mas que adianta dar mais importância à tecnologia do que ao ambiente? Obviamente nada, pois sem o ambiente em boas condições, estamos a pôr em risco a nossa sobrevivência.

Outro exemplo da interferência humana na natureza é a clonagem, envolvendo questões morais como o carácter individual e a personalidade. Penso que este facto é crucial, arriscando-se a provocar um grande desequilíbrio, pois pode modificar o carácter do Homem por completo. Digo isto porque este progresso científico, não só afasta mais o Homem da verdadeira realidade (penso que vive numa espécie de “fantasia antropocêntrica”) como também o torna num verdadeiro “robô”, pois, numa  perspectiva radicalmente pessimista, a personalidade individual desaparecerá.

Será então este progresso moralmente aceitável ou correcto? Claramente não, já que interfere na natureza do Homem, no sentido da sua existência.

Em suma, queria acrescentar que chegou a altura de haver uma mudança na mentalidade do Homem, chegou a altura de reflectir nas potenciais consequências antes de agir. É a única maneira de sobrevivermos, de nos salvarmos, e também de possibilitar uma melhor e mais justa sociedade.

Filipe Hanson, 11º B

Imagens: daqui, daqui, daqui, daqui, daqui e daqui

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Começo com a notícia da atribuição do prémio Opus Bonum do Festival Internacional do  Documentário de Jihava, na República Checa,  à obra 48 de Susana Sousa Dias. Este documentário de 93 minutos retrata a tortura no Estado  Novo e tem conquistado vários prémios em festivais internacionais.

O Estoril Film Festival constituiu um sucesso e, pouco a pouco, vai-se impondo no panorama internacional. O filme sérvio Tilva Rosh de Nikolai Leizac foi distinguido com os prémios de Melhor Filme e de Cineuropa. Isabelle Hupert recebeu o Prémio Especial do Júri João Bénard  da Costa.

No Cinanima o Grande Prémio da Cidade de Espinho foi atribuído a Big Bang, Big Boom do realizador italiano denominado Blu sendo o Prémio António Gaio concedido a Viagem a Cabo Verde de José Miguel Ribeiro.

De 26 a 28 decorreu a 8ª edição do Aroucafilmfestival organizado pelo Cineclube local. Foram exibidas 32 curtas-metragens, tendo o  realizador espanhol António Palomino conquistado a lousa de ouro com El ambidiestro.

Em Novembro eram aguardadas estreias que se tornaram sucessos de bilheteira : A Rede Social de David Fincher, sobre a criação da famosa rede social à escala mundial – Facebook – através das perspectivas dos jovens que a criaram, e  a parte I do capítulo final da saga,  Harry Potter e os Talismãs da Morte, de David Yates .

Os adeptos de filmes de terror deliciaram-se com as seguintes estreias: O Demónio de John Erik  e Drew Dowdle, primeiro filme adaptado das Crónicas de Night, histórias de terror criadas por M. Night Shyamalan; Piranha 3D de Alexandre Aja,  em que o terror ganha uma maior dimensão neste formato, e  Saw 3Do capítulo final de Kevin Greutert,  último capítulo da famosa saga de terror e que é o primeiro filme registado com câmara digital SI-3D, criando uma atmosfera mais opressiva.

Os seguintes filmes apresentam argumentos  vulgares : Oh Não! Outra vez tu? de Andy Fickman é uma comédia banal cheia de lugares comuns ; Jackass 3D de Jeff Tremaine, a partir da famosa  série de humor e acção da MTV ; Red- perigosos de Robert Schwentke  com actores de nomeada no papel de espiões reformados e O rei da evasão, comédia francesa de Alain Guiraudie.

Surgiram igualmente alguns filmes de acção  também de qualidade duvidosa: Imparável de Tony Scott; O Americano de Anton Corbijn, com George Clooney e Machete de Robert Rodriguez e Ethan Maniquis com  Danny Trejo, um conhecido actor mexicano, numa sátira aos filmes dos anos 70.

Quanto a musicais, estreou-se GreenDay – 21st century Breakdown de Russel Thomas , concerto dos GreenDay gravado pela MTV.

Porém, registaram-se estreias com alguma qualidade: Inside Job – a verdade da crise de Charles Ferguson, um documentário americano narrado por Matt Damon  que, a partir de entrevistas com especialistas, apresenta uma análise da crise financeira mundial de 2008, mostrando também como tudo poderia ter sido evitado; a curiosa fábula infantil Yuki e Nina de Hippolyte Girandole (também um dos actores principais)  e Nobuhiro Suwa; Os miúdos estão bem de Lisa Cholodenko, uma comédia de costumes  com as excelentes actrizes Julianne Moore e Annette Bening, interpretando um casal lésbico e que venceu o Prémio Teddy para melhor filme na última edição do festival de Berlim; 22 balas de Richard Berry , inspirado em factos verídicos da vida do gangster Charly Mattei, da máfia de Marselha; Cópia certificada de Abbas Kiarostami, sobre um encontro enigmático, com Juliette Binoche  no papel principal, e O Concerto de Radu Mihaileanu. Da Bulgária e da Grécia estrearam-se, respectivamente, O mundo é grande e a salvação espreita ao virar da esquina de Stephan Komandarev  e  A poeira do tempo de Theo Angeloupolos.

Como destaque do mês, sugiro duas obras:  o  drama verídico  Dos homens e dos deuses de Xavier Beauvois, um dos mais aclamados filmes do ano , que ganhou em Cannes o Grande Prémio  e que é o candidato francês ao Óscar de melhor filme estrangeiro. É um belíssimo filme que, além de recriar os pormenores do rapto e morte de monges franceses  de Tibhirine durante a guerra civil da Argélia, em 1996, também nos faz reflectir sobre o valor da fé ; O documentário José e Pilar de Miguel Gonçalves Mendes,  com anteestreia em 16 de Novembro, data de nascimento do escritor.   Este excelente documentário, um tributo à vida e ao amor, percorre quatro anos da vida em comum de Saramago e de Pilar del Rio e apresenta uma nova visão do excepcional escritor  e merece ser visto para que todos conheçam melhor o homem e o escritor.

No princípio de Novembro faleceu Manuel Cintra Ferreira que, além de ter sido um dos mais antigos programadores da Cinemateca Portuguesa,  foi um dos mais prestigiados críticos de cinema que nos habituou às suas  críticas pertinentes. Vai deixar saudades aos apreciadores de cinema. Também  ligado ao mundo do cinema é de registar o falecimento de Dino de Laurentis um dos criadores do neorrealismo italiano que produziu filmes emblemáticos de Fellini e Rosselini.

De 4 a 15 Dezembro  realiza-se a 14º edição do Festival de Cinema Luso-Brasileiro. Neste evento será homenageado Manoel Oliveira que, a completar 102 anos, ainda continua em actividade. Como tal, será apresentado o filme Manoel Oliveira Absoluto de Leon Cakoff, Director da Mostra de Cinema de São Paulo. De 10 a 12 realiza-se a VIII Mostra de Documentários  Direitos Humanos no Auditório Acácio Barreiros do Centro Olga Cadaval com a apresentação de diversos documentários versando esta temática. Também em Dezembro realiza-se a 23ª edição dos prémios atribuídos pela Academia de Cinema Europeu. Os vencedores serão conhecidos em 4 de Dezembro em Tallin, na Estónia. O filme O escritor fantasma de Roman Polanski lidera com sete nomeações, pelo que é um  forte candidato aos vários galardões.

Luísa Oliveira


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