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Archive for Março, 2011

Desde a descoberta da magnetite, rocha com elevadas propriedades magnéticas, que o Homem tem tentado explicar o fenómeno. Certamente que qualquer um de nós já teve contacto com uma bússola e observou a persistência com que a agulha aponta o norte e como, com um pouco de sorte, aproximando um íman de um destes instrumentos,  a bússola deixa de apontar para o norte e passa a apontar para o íman. Com certeza que nos questionaríamos do porquê de este objecto deixar de apontar para um ponto geográfico do planeta, para passar a apontar para o pequeno íman. A resposta encontra-se não na diferença entre o íman e o planeta Terra, mas sim nas suas semelhanças. Pois bem, o planeta Terra também possui um campo magnético, à semelhança do íman: a camada externa do núcleo da Terra, que é constituída por uma massa de matéria liquefeita, não só pelas altas temperaturas como pelas altas pressões, e o constante movimento desta massa de matéria (constituída por metais e outros elementos pesados) cria um campo magnético na Terra. A bússola é atraída pelo sul magnético, que acaba por coincidir com o norte geográfico, pois ao aproximar-se de um íman aponta para este, que por estar mais próximo apresenta um campo mais intenso.

A presença do campo magnético terrestre contribui para assegurar a vida na Terra – regula a actividade de muitos animais, como por exemplo a orientação das aves migratórias, e funciona como um escudo protector contra partículas presentes no vento solar.

Na sua ausência, os acontecimentos catastróficos que ocorreriam, ainda são apenas, felizmente, especulações, tal como se ilustra no filme de ficção científica Detonação (The Core – com Aaron Eckhart, Hilary Swank e Delroy Lindo), em que se descreve uma situação em que o núcleo da Terra deixou de se movimentar. Embora as soluções encontradas pelos realizadores deste filme para pôr de novo o núcleo da Terra em movimento sejam pouco plausíveis, não deixa de ser uma ficção com  informação científica muito diversificada e que se recomenda.

Davide Lourenço, 12º B

imagem daqui

disponível na BE da ESDS

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PRIETO, Susana, VÉLEZ, Lea, A Casa do Destino, Edições Casa das Letras, 1ªEdição, Cruz Quebrada 2005

Rocío Herrero é uma rapariga de deslumbrantes olhos verdes e de origem humilde (filha de uma pastora). Após o assassinato da sua mãe, quando tinha apenas cinco anos, foi adoptada por uma família rica de Villanueva, os Acevedo. No entanto, sendo dada a sua rebeldia nunca foi realmente aceite pela sua família adoptiva.

Embora Rocío seja diferente dos outros, não deixa de ser uma jovem romântica que  sonha com um homem que nunca viu mas pelo qual se apaixona perdidamente, mesmo sabendo que não passava da sua imaginação (ou assim pensava ela…).

Mas a sua vida haverá de sofrer uma grade reviravolta quando, com apenas vinte e cinco anos, é vítima de um enfarte e lhe é oferecida um pavilhão de caça pelo poderoso marquês de Villanueva, D. Alfonso, um homem abastado com grande influência sobre a vila e os pais de Rocío.

Já na sua nova moradia, durante um dia tempestoso, aparece no seu sotão um homem gravemente ferido. Não era porém um homem qualquer – era o homem dos seus sonhos, o homem com quem sonhara desde a adolescência.

Passados quatro meses, Carlos (assim se chamava o homem dos  seus sonhos) e Rocío tentam desvendar um crime envolvendo a família do marquês ignorado durante vinte e cinco anos e, aos poucos, apaixonam-se um pelo outro.

Escolhi este livro porque retrata com o todo o pormenor uma fantástica história sobre o “mistério e sensualidade” de um amor impossível, o que me deu grande motivação para continuar a ler até descobrir o surpreendente final da história. Embora o final fosse diferente daquilo que estava à espera, só o facto de ter sido inesperado tornou a história muito interessante.

A parte que mais apreciei foi a descrição de Rocío quando viu Carlos, o homem com quem sonhara desde a adolescência, pela primeira vez. Pelo contrário, não me agradou tanto o momento da história em que Ignacio, sobrinho do marquês, matou o seu primo, noivo da melhor amiga de Rocío e filho do marquês, José Antonio.

as autoras

Aqui registo um dos meus excertos preferidos:

A Morte, o Destino e o Amor não conseguiam chegar a um acordo. Cada um julgava ter mais poder sobre os mortais do que os outros dois. O Destino asseverava que era capaz de qualquer coisa, unir reinos, destruir culturas, provocar guerras e que a Morte e o Amor eram consequências dos seus actos. O Amor asseverava que era ele quem realmente comandava todas as coisas. Se havia guerras, era por amor e, por conseguinte, por ódio, a outra face da moeda, e que, se as pessoas viviam e morriam, era também por seu intermédio, já que as impelia a casarem-se, a procriarem, a conservarem as suas possesões e a cometerem os crimes mais horrendos só para não deixarem de sentir esse fogo no coração. A tudo isto a Morte replicou que punha fim a esse amor com o peso da lousa, algo com o que Destino também não concordava, pois asseverou que era ele quem decidia como e quando se devia colocar essa lousa. Incapazes de se entenderem, chegaram à conclusão de que, para resolverem o dilema, tinham de considerar um caso prático.(…)

No primeiro dia de 1960, o Destino, o Amor, e a Morte voltaram a encontrar-se. (…)

O Destino e a Morte reconheceram a sua derrota. Os amantes estavam juntos e já nada poderia separá-los. O Amor ganhara, mas este, com grande humildade, disse que também ele perdera. Tinham o mau costume de não levar em conta o quarto poder.

– Foi ele quem ganhou a aposta – disse o Amor.

O Destino e a Morte assentiram.

Tinham sido vencidos pela Vontade.

Filipe Hanson, 11ºB

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imagem editada daqui

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Com o desejo  que os livros da nossa BE ganhem cada vez mais leitores, resolvemos desta vez dar primazia às obras de divulgação científica. Para tal, esta Estante ganhou honras de palestra (Ler… Ciência.. é um prazer), já anunciada anteriormente aqui no Bibli, não só com o objectivo de publicitar algumas obras disponíveis mas, de uma maneira mais geral, despertar nos alunos da área de Ciências e Tecnologias do Ensino Secundário o gosto por essas leituras.

Assim, tivemos o professor César Pereira, coordenador do Departamento dessa área,  como leitor entusiasta e principal proponente das obras que nessa área a nossa BE tem adquirido nos últimos anos. O professor César falou brevemente de 11 obras por si seleccionadas, tentando demonstrar aos alunos como a sua leitura pode ser importante, mas também divertida, pois frequentemente propõe a explicação para fenómenos de um quotidiano muitas vezes misterioso que rodeia a nossa vida e a nossa história biológica e geológica.

Num segundo momento, o professor Miguel Almeida, convidado na qualidade de autor, também se referiu a diversas obras que considerava marcantes e assumiu ser igualmente um leitor atento dessa área, pois para ele é evidente que uma das motivações e inspirações de quem escreve é o prazer de ler e descobrir o que os outros escrevem.

Porém, a sua comunicação centrou-se essencialmente na apresentação da sua obra Um Planeta Ameçado, em que diagnostica a situação do precário equilíbrio ecológico em que se encontra a “nossa casa comum” e preconiza as soluções urgentes e possíveis para a nossa sobrevivência como espécie, advogando simultaneamente um papel mais relevante do saber técnico-científico para a decisão política em todos os níveis do poder, assim como,  complementarmente, uma ética associada à ciência que lhe permita ter sempre como objectivo o bem estar do ser humano.

Finalmente, reiteramos aqui o desafio que já lançámos no início da palestra aos alunos presentes e a todas as turmas desta área do Secundário para a escrita de um pequeno ensaio sobre uma das 12 obras comentadas, sendo os dois melhores premiados com um exemplar de uma delas.

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Na sequência do workshop sobre dislexia promovido na ESDS pela professora da Educação Especial, Lucinda Lourenço, e dinamizada pelo Prof. Doutor Rafael Silva Pereira, passou a fazer parte do acervo da nossa BE uma obra em suporte DVD deste último sobre o tema em questão, disponível para todos os educadores, professores ou pais, que tenham necessidade ou curiosidade em saber mais sobre o assunto.

O livro Dislexia e Disortografia – Programa de Intervenção e Reeducação, constituído por dois volumes, tem como objectivo essencial a reeducação de crianças com dislexia e disortografia e surgiu da necessidade de desenvolver estratégias concretas de actuação para lidar com o aluno disléxico.

Resulta da experiência do autor, em contexto de sala de aula, no âmbito do doutoramento em “Novos Contextos de Psicologia em Educação, Saúde e Qualidade de Vida” pela Universidade da Estremadura.

Com este livro pretende-se que pais, técnicos, terapeutas e professores, no âmbito do Programa de Intervenção e Reeducação em Dislexia e Disortografia, tenham acesso à informação para levar as crianças a ultrapassarem as suas dificuldades na aprendizagem da leitura e da escrita.

No volume I são dadas orientações para que se desenvolva, na criança com dislexia e disortografia, a leitura e a escrita. São apresentados exercícios, em material manipulável e prático, que constituem um recurso prático e integrado no processo de reeducação que irão permitir uma evolução satisfatória à criança e seus pais. No volume II é apresentado o material didáctico de suporte ao processo de reeducação.

Esta obra pretende ser uma ajuda preciosa na forma como se pode trabalhar com crianças, com dificuldades específicas da aprendizagem da leitura e da escrita, ajuda a desmistificar os preconceitos relativos à temática da dislexia e contribui, para que a criança possa ser ajudada favorecendo a sua auto-estima.

in  www.inr.pt

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entrevista com o autor aqui

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