Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Desporto’

“Da Montanha para o Livro” – João Garcia, todas as Alturas são boas para a Leitura

AEDS, 23 de março de 2017

O alpinista João Garcia, o 1º português a atingir o cume do Evereste (8.848m) e a ascender às 14 montanhas mais altas do mundo, com mais de 8.000m de altitude, sem auxílio de oxigénio artificial, relatou a sua experiência de vida em 4 livros:

  • A Mais Alta Solidão
  • Mais Além- depois do Evereste
  • 10 Passos para atingir o topo
  • 14# – Uma Vida nos Tectos do Mundo

O AEDS teve o privilégio e o prazer de o receber como convidado na Quinzena da Leitura. Neste encontro com alunos e professores do ensino básico e secundário das escolas de Vale Rosal e Daniel Sampaio, o alpinista falou de sucessos e insucessos, fundamentou as suas palavras com conhecimentos de geografia (relevo, clima, meteorologia), biologia (o corpo em altitude, congelamento, mal de altitude) e metodologia de treino. Falou da inteligência emocional, do racional e da tomada de decisões em situações limite. Falou das diferentes conceções do mundo na Europa e na Ásia. Falou das características que nos tornam mais fortes e que são imprescindíveis para que consigamos atingir o topo de qualquer projeto, seja o nosso Evereste um curso de engenharia, de turismo, ambiente, literatura ou desporto. Falou do que o motivou à escrita: a necessidade de clarificar realidades, de refletir em voz alta, de partilhar e agradecer um trabalho de equipa protagonizado por si. Falou da escrita como o modo de expressar um projeto de vida – 17 anos de paciência, determinação, trabalho, persistência, acreditando sempre que as 14 montanhas mais altas do mundo, um dia, poderiam também ter a pegada de um português. “Quando iniciei este projeto, mais gente tinha pisado a Lua do que estado no cume do Evereste na Terra.”

Perante tal testemunho, as perguntas dos alunos e professores foram surgindo. Primeiro tímidas, depois curiosas, indagadoras do pormenor, quer no domínio da vida em montanha, quer na gestão dos afetos. Umas foram “caso pensado”, fruto da leitura e reflexão prévia (questionário on-line) realizada a partir do 5º capítulo do livro A Mais Alta Solidão, atividade organizada pelas Bibliotecas (DS+VR) com o apoio de professores de Português, Geografia, Educação Física, Cidadania e TIC. Outras despontaram com a graça da curiosidade espontânea de quem descobre uma realidade nova.

Durante esta manhã, 23 de março, João Garcia fez-nos viajar até ao mítico Oriente, até à inacessibilidade das montanhas de neves eternas. Como se isso não bastasse, oferece-nos também a partilha da viagem através da leitura dos seus livros, pois ler é sempre Ler para Ser.

E já na manhã seguinte muitos tinham lido os seus livros autografados. Lido por prazer.

Obrigada a todos.

Dulce Godinho (PB- BEVR)

Este slideshow necessita de JavaScript.

Read Full Post »

Os Jogos Olímpicos acabam, e todos os comentadores desportivos atiram para o ar, como se o mundo fosse deles, “Portugal foi um fracasso nos Jogos Olímpicos”, mas esquecem-se de que aqueles atletas que estiveram lá, a dar tudo o que tinham por onze milhões de pessoas, durante quatro anos, estiveram a preparar aquelas provas, alguns sem meios nenhuns para o fazer.

Rui Bragança, campeão europeu de Taekwondo, é eliminado na sua segunda luta, o que, para alguns, foi uma grande desilusão, mas para mim, não, pois países com muito dinheiro conseguem ter os meios que quiserem para os seus atletas, enquanto o nosso atleta tem talento, mas vive num país em que o futebol é o desporto-rei, e não se quer saber dos outros desportos para nada.

Tiago Fernandes, 9ºB

comitiva-de-portugal-nos-jogos-olimpicos-rio

imagem daqui

Read Full Post »

aceda ao regulamento aqui

Read Full Post »

Um pouco de história…

Ao longo dos anos e com o objectivo de ultrapassar os vários obstáculos naturais, a escalada foi-se aperfeiçoando em diversos níveis: técnicas adequadas a diferentes obstáculos, treino físico, assim como o aperfeiçoamento dos equipamentos a utilizar. A escalada desportiva tem vindo a desenvolver-se consideravelmente nas  últimas décadas, com o aparecimento das paredes artificiais, que promovem o primeiro contacto  com a modalidade a um grande número de pessoas, sensibilizando e facilitando a sua prática, sendo a forma mais prática de se dar  os primeiros passos neste desporto.

As paredes artificiais surgiram inicialmente na Europa com o objectivo de proporcionar aos praticantes da modalidade um treino nos períodos do ano em que as condições climatéricas não permitiam a saída para a montanha. Rapidamente os praticantes se aperceberam que era um excelente meio de divulgação da modalidade, podendo ser praticada em recintos fechados, pavilhões desportivos, captando assim com facilidade as pessoas para a sua prática.  A sua grande divulgação nos media também ajudaram ao grande aumento de praticantes desta actividade que, em pouco tempo, ganhou na vertente desportiva uma nova dimensão.

A Escalada…

O desafio  de transpor os grandes obstáculos montanhosos, que antes era uma necessidade da própria existência do homem, é hoje em dia um meio do homem testar os seus próprios limites, tanto físicos como técnicos e emocionais, numa luta constante entre si e a natureza, de modo a conseguir superar-se a si próprio e aos outros. Um dos grandes objectivos desta actividade desportiva é conseguir ascender pelos seus meios, por superfícies naturais o mais verticais possíveis tanto em paredes de rocha, gelo ou em paredes artificiais.

Este é pois é um desporto que requer da parte do praticante muito esforço, capacidade de resistência, grande concentração, controlo mental e emocional, um grande conhecimento das próprias capacidades físicas e controlo corporal, bem como uma visualização e avaliação prévia dos movimentos e suas sequências, assim como  uma perfeita avaliação dos aspectos físico-naturais dos obstáculos a superar. Para a prática deste desporto, os praticantes devem ter uma formação teórica inicial antes de passarem para o  terreno. À medida que vão aumentando os conhecimentos e a auto-confiança  na prática, as dificuldades dos obstáculos poderão ir sendo aumentadas. As escaladas são executadas por vias, previamente escolhidas de vão de uma altura de seis, sete metros até ao máximo de algumas centenas de metros.

Equipamento

Um escalador deverá ter o seguinte equipamento:

arnês

Um Arnês – É uma espécie de cinto envolvente da zona pélvica, revestido, de grande resistência e justo que amarra o corpo à corda, a fim de proteger o praticante de uma eventual queda, proporcionando a sua segurança absoluta.

Pés de Gato – São simplesmente uns sapatos leves ajustados  ao pé como uma luva, bastante aderentes à rocha  permitindo uma grande fixação dos pés , indispensável nas escaladas em rocha.

pés de gato

O Magnésio – A fim de evitar o suor nas mãos e perda de aderência dos dedos e palmas das mãos, é utilizado o magnésio em pó, que é transportado num pequeno saco pendurado à cintura do escalador .

O Capacete – Indispensável não só num eventual acidente, mas com o fim de evitar que pequenas pedras ou outros objectos que se desprendam possam atingir a cabeça do praticante de Escalada.

mosquetão

O Mosquetão – É um elo metálico de grande resistência em forma de aro com uma abertura com mola a fim de proceder à fixação e fecho para a passagem da corda de segurança. O mosquetão de segurança tem um dispositivo em rosca a fim de não permitir que se abra inadvertidamente.

Cordas Dinâmicas – São elásticas de forma a  absorver grande parte das energias para que, em caso de queda, o corpo não sofra lesões com os esticões .

Fitas  e Cordeletes – À medida que o escalador vai ascendendo, é necessário assegurar pontos seguros a várias alturas, para fixação de mosquetões e da corda dinâmica, evitando quedas graves.

"oito"

O “ Oito ” – O  “oito” serve para provocar algum atrito na corda na sua passagem da corda junto ao corpo do praticante.

Gri-Gri – Aparelho mecânico com funções idênticas ao oito. Este aparelho foi criado para dar segurança. O seu

gri-gri

funcionamento é muito idêntico aos cintos de segurança dos automóveis.

Todos os equipamentos de escalada são aprovados por normas internacionais e regido pela União Internacional das Associações Alpinas. A nível Europeu são as normas da Comunidade Europeia que enquadram a segurança dos equipamentos de escalada.

TIPOS DE ESCALADA

Escalada Desportiva

É praticada  em distâncias entre vinte e sessenta metros, sob as condições climatéricas aceitáveis, em falésias, com segurança activa e controlada. A preocupação do escalador é acima de tudo com o seu desempenho pois as vias são curtas e de fácil concretização.

Escalada Desportiva Indoor

É uma simulação da escalada em rocha, com a diferença que aqui o escalador sobe paredes com garras fixas já preparadas, simulando pedaços de pedras com vários tamanhos e formas. Estas garras são fixadas com parafusos e a sua colocação, obedece à criação de maior ou menor dificuldade ao escalador, mediante o seu tamanho, formato e às  distancias entre elas. As próprias paredes, também podem em si apresentar, graus de dificuldades maiores ou menores consoante a sua inclinação e formato da superfície. Podem ter zonas totalmente verticais ou abauladas e ainda com vértices e ângulos mais variados, também podem ter inclinações superiores a 90 graus. Todas as condições são controladas, apresentando esta modalidade praticada indoor um risco ínfimo de acidente, facilitando a sua prática. Os movimentos são idênticos aos produzidos na rocha natural, procurando o praticante a complexidade das vias para se superar na sua ascenção.  e podem ser bastante técnicos e de esforço físico elevado, pois a procura da dificuldade é proporcionada ao praticante, se este o desejar, com as várias sugestões de vias mais ou menos complexas.

Escalada artificial

O escalador vai colocando os seus pontos de segurança na rocha com dispositivos especiais, nos quais faz correr a corda que o segurará.  As quedas neste tipo de escalada são muito perigosas, porque os pontos de fixação são sempre uma solução de risco. A utilização destes meios artificiais justifica-se para o escalador ter a possibilidade alcançar o cume, que de outro modo seria quase impossível.

Escalada Alpina

Quando o escalador encontra paredes de difícil acesso, em regiões de neve e gelo com um clima desfavorável, são utilizadas as técnicas chamadas de BigWall e escalada em gelo e neve. De grande complexidade para estas escaladas é necessário um planeamento prévio levando em consideração as condições meteorológicas, logísticas e materiais, pois terão que ser montados alguns acampamentos ao longo da subida.

Escalada em BigWall

É uma modalidade que exige uma grande técnica de escalada livre e artificial, alem de uma grande quantidade de equipamento, comida, água sacos cama, primeiros socorros e outros, pois esta forma de escalar pode durar dias e por vezes o escalador poderá ter de pernoitar em plena ascensão da parede. Esta modalidade é para montanhistas muito experientes.

Escalada em Top Rope

É utilizado este sistema, para a aprendizagem ou para o estudo de uma via. Consiste em passar metade de uma corda pelo topo do obstáculo: numa ponta encontra-se o escalador que vai subindo com a ajuda do dispositivo de segurança ou com a ajuda do segurador que se encontra por baixo no solo segurando a outra ponta da corda; este último, ao exercer força na corda, ajuda o escalador a ascender até ao topo e dá-lhe toda a segurança.

Escalada à Frente

O escalador encontra-se numa ponta da corda e a uns poucos metros de

express

distância coloca-se o segurador que coloca o dispositivo de segurança. O escalador inicia a escalada enquanto o segurador vai dando corda; quando o escalador chega a um ponto de amarragem, na rocha, coloca uma express e passa a corda pelo outro mosquetão da express, fazendo aí a sua segurança. Enquanto o escalador não tiver um ponto de amarração, a escalada é perigosa, pois só este ponto poderá segurá-lo numa eventual queda.

Escalada em Boulder

Pratica-se não em altura mas em comprimento: as “ travessias “ são baixas e podem ser efectuadas em rocha ou não. Nesta escalada não é necessária a utilização de cordas, ela faz-se com a agilidade do trepador, com a sua força e resistência.

Últimas considerações…

Aqui está a descrição e um prévio conhecimento teórico desta modalidade, que poderá interessar  a quem goste do contacto com a montanha, com a natureza agreste, com ao ar livre e que tenha o desejo de apurar o conhecimento das suas capacidades físicas, emocionais e capacidade de superação de si próprio em luta com um obstáculo a vencer.

João Cristo, 11º B

fontes:

Read Full Post »

Paulo Bento valorizou esta segunda-feira a importância do ‘scouting’ como uma ferramenta indispensável para o trabalho de um treinador. Em visita à escola secundária Daniel Sampaio, na Sobreda da Caparica, o seleccionador nacional iniciou desta forma o projecto ‘Scouting vai à escola’, numa parceria da FPF com o Ministério da Educação.

«É mais uma ferramenta para que se possa tirar o máximo rendimento em termos de jogo e para que os jogadores possam estar bem documentados sobre o adversário. Para as equipas que tenham objectivos elevados, este é um departamento indispensável, pois ajuda muito os treinadores na preparação do jogo, no treino e comunicação com os jogadores», afirmou Paulo Bento.

O seleccionador português contou ainda com o seu adjunto Ricardo Peres (treinador de guarda-redes da Selecção) e Sérgio Costa e Bruno Pereira, do Gabinete de Observação e Análise da FPF.

Questionado sobre as diferenças desta ferramenta estando ao comando de uma selecção ou de um clube, Paulo Bento relativizou essa separação: «É uma área importante, seja em clube ou na selecção. As observações são é feitas com objectivos diferentes. Aqui a parte individual de análise e rendimento tem a ver com a escolha para uma eventual convocatória; num clube, com jogos ao domingo e quarta-feira, a situação é mais rotineira e há mais interacção com este departamento.»

Paulo Bento considera ainda que a vertente de ‘scouting’ é igualmente uma boa oportunidade no mercado de trabalho da área do futebol, sobretudo num contexto de crise, como o que se vive actualmente. «É importante para nós, mas também pode ser para os jovens, pois é uma forma de terem mais uma perspectiva de trabalharem no desporto, neste caso no futebol. Ainda para mais num momento em que estão para decidir aquilo que pretendem», concluiu o seleccionador, que se escusou a comentar quaisquer outros temas à margem desta visita.

in Sapo Desporto

Assim o noticiava este periódico e muitos outros, que deram conta da visita do seleccionador nacional para falar com alunos do Curso Tecnológico de Desporto da ESDS, no âmbito de uma parceria entre a Federação Portuguesa de Futebol e o Desporto Escolar, desta vez sobre o tema do scoutinge que teve o condão de juntar águias e leões na mesma foto 🙂

(leia mais aqui e brevemente uma reportagem completa no JEDS )

Read Full Post »

O BTT surgiu pela primeira vez na década de 70 no Estado da Califórnia nos EUA.  Assim, a indústria destas bicicletas é bastante recente pois só em 1979 foi lançada nos EUA a primeira fábrica  BTT  que deu o nome às primeiras bicicletas  deste tipo: stuntjumper.

As bicicletas de estrada não eram adequadas para superar obstáculos  da natureza, caminhos difíceis, lama, areias e pedras, desnivelamentos acentuados, montanha, etc… surgiu então a ideia de criar máquinas mais robustas que permitissem superar estes mesmos obstáculos. As primeiras adaptações foram feitas de forma artesanal pelos próprios praticantes mas, nos dias que correm, estas adaptações nas bicicletas são conseguidas à custa da alta tecnologia dos materiais aplicados a fim de tornar a bicicleta ao mesmo tempo robusta, leve, segura e de alta performance.

Hoje em dia, o BTT tem uma grande importância no panorama da prática do exercício físico. Existem várias razões  para a prática desta actividade que são alvo de estudos sociológicos: o contacto com a Natureza, a necessidade do homem nos tempos de hoje ter um maior envolvimento com os espaços naturais. Este interesse está muito associado às preocupações ecológicas e  o progressivo afastamento das pessoas dos espaços verdes devido ao estilo de vida da sociedade consumista em que vivemos, o que provoca uma certa nostalgia do “regresso ao campo”. A necessidade de fazer exercício físico é também um factor a ter em conta, pois vivemos num mundo em que valores como a saúde, a beleza, a juventude têm uma grande importância e o BTT satisfaz plenamente estes valores , além de combater de uma forma inigualável o Stress. Também são visíveis os interesses económicos, o marketing que esta modalidade origina, desde as diversas ofertas de bicicletas até aos equipamentos e produtos ligados às mecânicas e aos praticantes.

O BTT tem um extraordinário valor como actividade desportiva,  pois possui a capacidade de proporcionar momentos de real prazer tanto físico como psicológico, tem uma componente cultural do espaço envolvente  à sua prática, ou ainda por aliar a sua prática aos aspectos do conhecimento e da descoberta, como por exemplo, a fotografia, a flora, a fauna,  a paisagem, as populações locais bem como o estudo cultural dos monumentos e outros aspectos.Por todas estas razões , o BTT é uma modalidade aconselhável para todos.

Os espaços a percorrer devem ser definidos antecipadamente, a fim de serem evitados locais e percursos onde a sua prática seja menos segura para o nível do praticante; os percursos mais difíceis são apenas indicados para um praticante já com muita experiência a fim de serem evitadas situações de acidente pois o aspecto mais importante da prática desta modalidade é a segurança. Também devem ser evitadas estradas com muito trânsito ou demasiado estreitas para o movimento dos veículos. A escolha da bicicleta tem igualmente uma  grande importância:  o praticante deve aconselhar-se junto dos técnicos das lojas  da especialidade a fim de poder satisfazer plenamente as suas exigências, assim como conseguir uma boa adaptação ao equipamento.

A prática do BTT tem uma vertente de competição devidamente organizada pelas federações de ciclismo e enquadrada por clubes da modalidade,  que permitem ao praticante mais qualificado competir a nível local e nacional.  Na prática competitiva do BTT existem duas vertentes: o Downhill e o Crosscountry. O BTT – Crosscountry faz parte da modalidade de TRIATLO, a par da natação, da corrida e do ciclismo de estrada. O Downhill é uma prática acima de tudo muito técnica, que consiste em descer uma encosta o mais rapidamente possível, enquanto que o Crosscountry requer uma maior resistência física pois é uma actividade de transposição de obstáculos com com maior duração, em termos de tempo de prova, e praticada em terrenos de todo o tipo.

Faça desporto com prazer, pratique ciclismo na vertente do BTT.

João Cristo, 11º B

imagens daqui, daqui, daqui, daqui e daqui

Read Full Post »

clique na imagem para saber quais são

Read Full Post »

Older Posts »