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Archive for Janeiro, 2016

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Quando a animosidade cresce e as manifestações do gosto se sobrepõem umas às outras, lá vem a velha frase: os gostos não se discutem.

O futebol, a política, a arte, a religião, aquilo de que se fala, nada mais é do que uma categoria de apreciações, com mais ou menos oscilações, do que cada um gosta.

Sabemos que o gosto se forma através dos sentidos, do que vemos, lemos, ouvimos, mas também cheiramos ou tocamos, e da miríade de sensações e perceções resultantes do olhar e das memórias, a partir dos quais emitimos juízos de valor.

Mas é certo, também, que o conhecimento, a cultura e a experiência contribuem para que as relações entre a visão e o gosto se formem segundo padrões mais exigentes e educados.

Por outro lado, existem aspetos que se prendem com o funcionamento do cérebro que condicionam o olhar e o gosto de determinada maneira.

E há, ainda, outro aspeto, que é a ilusão ótica, em que a perceção entra em conflito com a realidade, como comprovam as figuras impossíveis e as figuras ambíguas, nas quais se debruçou o artista, holandês, Escher.

Estas figuras conduziram ao surgimento da teoria de Gestalt, ou Teoria da Forma. Esta teoria enumera um conjunto de princípios pelos quais se organiza a perceção e a maneira como vemos a realidade.

E começa por afirmar que “o todo é diferente da soma das partes”, ou seja, a realidade do “todo” é independente das partes que o compõem.

 

Fig.3

fig.3

Assim, afirma que o cérebro tem tendência para percepcionar as formas completas, e não de uma maneira individualizada, ou seja, quando um rosto é percecionado, o que é percebido é o todo e não o nariz, depois os olhos e depois a boca, ou quando ouvimos uma orquestra, ouvimos o som do conjunto dos instrumentos e não cada um separadamente.

Paralelamente a esta maneira de ver a realidade existe um passado que condiciona a maneira de cada pessoa entender o que vê.

Outro aspeto a que esta teoria alude e Escher se debruça é a relação entre a figura e o fundo.  Os processos sensoriais que permitem distinguir a figura do fundo indicam que a figura se encontra num plano mais próximo e o fundo é toda a superfície que a envolve. Mas existem situações em que ambos se impõem com o mesmo valor dando origem a diferentes percepções como exemplifica o “vaso de Rubin” , em que o olhar tem que selecionar o que escolhe para figura e para fundo, ou o “Céu e o Mar” de Escher, cujo fundo se vai transformando em figura.

Fig. 4

fig.4 – Vaso de Rubin

A complexidade da visão e as comparações que, muitas vezes, se estabelecem com a máquina fotográfica são, ainda assim, visões distintas. Esta, “vê” de um modo passivo enquanto a ação de ver é um processo dinâmico que envolve o corpo em deslocações no espaço, a cabeça em inclinações e associações e a curiosidade em sentir o toque e a textura de modo a esticar a mão ao encontro da forma. Isto por um lado, um lado exterior; por outro, por dentro, um tráfego constante de sensações, de códigos, de memórias que se cruzam e das relações de conhecimento que se estabelecem, dos significados que se descobrem. Uma infinitude de perceções onde o que vemos é influenciado por aquilo que sabemos, e não apenas pelo que é projetado na retina.

Assim, na imagem, a linha horizontal superior é lida como maior do que a inferior.

Fig. 5

fig.5

Deve-se essa leitura à convergência das linhas laterais que condicionam e alteram o modo de ver, pois em perspetiva, o que se afasta no espaço tende a diminuir; na realidade nada disto acontece, não existe alteração no tamanho de uma forma sempre que esta se afasta, contudo, assim é percecionada.

No segundo exemplo, os círculos centrais de ambas as figuras são igualmente do mesmo tamanho mas lidos com tamanhos distintos, devido à influência que sofrem dos restantes elementos do contexto.

Fig. 6

fig.6

Defende a Teoria da Forma, que para uma imagem ser bem apreendida deve regular-se por princípios de simetria, de simplicidade e de regularidade, por apresentarem uma forte unidade estrutural e permitirem uma boa leitura da imagem.

Esta ideia é aplicada nos sinais de trânsito que utiliza formas geométricas básicas como o quadrado, o círculo ou o triângulo, por serem de fácil apreensão e cuja leitura não contempla distrações.

fig.7

fig.7

Segundo esta teoria, a simetria é responsável pelo equilíbrio das partes, pelo que somos atraídos para conjuntos simétricos, quer porque proporcionam estabilidade, quer porque há uma identificação enquanto seres simétricos que somos.

O corpo humano desenha-se segundo um eixo vertical constituído por duas partes iguais, ou quase. No topo do eixo, o rosto é o exemplo pelo qual percecionamos e desenvolvemos sensações de prazer visual, identificando a regularidade das partes como uma sensação agradável, sabendo-se também que a simetria dos elementos que constituem a face é um fator essencial na questão da beleza.

Mas é ténue a fronteira, sobretudo numa composição plástica, entre simetria, obtida pela igualdade dos lados, e tédio, pelo que o equilíbrio do conjunto deve basear-se na distribuição visual dos pesos das formas.

Numa composição, a simetria assenta numa estrutura estática formada pelas linhas medianas, vertical e horizontal, que por sua vez nos transmitem significados determinados pelo sentido da visão e do nosso posicionamento no espaço. Assim, a linha horizontal é identificada com o mar, com o horizonte, com a terra, com o descanso e com a estabilidade, já a vertical, suscitando ainda estabilidade, pressupõe alguma energia e tensão, à qual associamos a posição vertical do ser humano, as árvores, os edifícios.

Na primeira figura, a horizontalidade das linhas e das cores frias acentuam essa sensação de estabilidade, enquanto que no outro, a verticalidade das figuras e das linhas da porta e da janela imprimem  alguma energia à pintura.

As composições demasiado estáticas podem tornar-se aborrecidas, uma vez que as apreendemos rapidamente, deixando de nos poder oferecer uma fruição estética mais prolongada.

Fig 10

fig. 10

Uma estrutura dinâmica tem como linhas principais, as diagonais, são linhas oblíquas que transmitem dinamismo e instabilidade.

Uma linha oblíqua é uma linha que desafia as leis da gravidade, sugere a vertigem e a queda, e, numa composição plástica ou fotográfica, a mente  encontra ali um “problema” que necessita descodificar, pelo que se detém mais tempo a olhar e a compreender a composição.

A obliquidade solicita-nos a atenção e quase que nos obriga a inclinar a cabeça para acertar os elementos e encontrar a estabilidade da simetria.

Outro aspeto inerente ao ato visual é a tendência para simplificar como demonstra o exemplo.

Fig 11

fig.11

Perante quatro pontos dispostos como a figura “a”, o que de imediato interpretamos é a figura “b”, raramente a figura “c”  e, é quase impossível a figura “d”. Ou seja, mais uma vez, a mente simplifica e percorre o caminho mais simples.

A teoria da forma, entre outros aspetos, refere princípios pelos quais somos condicionados, entre eles o da proximidade.

Fig 12

fig.12

Vemos o exemplo como quatro grupos de elementos que, por estarem mais próximos, imediatamente os agrupamos.

Da mesma maneira que quando vemos uma forma incompleta, mentalmente, a completamos. Entendida como uma falta, de imediato, lhe devolvemos a normalidade. Ao invés de vermos três linhas retas, vemos um triângulo, sem que, na verdade, o seja.

Fig 13

fig.13

Estes são alguns, dos muitos exemplos, que estruturam uma composição visual e os processos mentais que se operam em todos os seres humanos que nos condicionam para ver de uma certa maneira. Assim, poder-se-ia pensar que é tudo demasiado previsível, que vemos todos da mesma maneira, mas fatores como a cultura, a experiência e o conhecimento tocam, cada um de nós,  de maneira diferente, produzindo vibrações únicas em cada ser e determinantes na formação do gosto. Dizer que se gosta ou não se gosta, comporta, sem dúvida, alguma subjetividade mas aprender a gostar, ou  a não gostar, e a compreender o que se vê permite-nos afirmar que os gostos oscilam sim, mas discutem-se também.

Ana Guerreiro

Fontes das imagens:

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as alunas vencedoras com os livros-prémio

No passado mês de novembro, no âmbito da disciplina de português e em colaboração com a Biblioteca, a turma B do 8.º ano foi desafiada a criar um texto acompanhado de uma ilustração e inspirado na obra O Principezinho, de Saint-Exupéry. Efetivamente, a partir da frase sugestiva “Um dia, encontrei o principezinho e ele pediu-me para desenhar uma ovelha”, os alunos deram asas à imaginação e, em grupo, elaboraram o texto, tendo a ilustração sido feita individualmente. O grupo detentor do melhor texto incluiu as alunas Ana Rodrigues, Jéssica Cristas, Marta Araújo e Sara Trigo. Ana Rodrigues é também a autora da melhor ilustração. Parabéns às alunas.

Rosa Silva

(professora de português)

Um dia, encontrei o Principezinho e ele pediu-me para desenhar uma ovelha…

Um dia, encontrei o Principezinho e ele pediu-me para desenhar uma ovelha. Eu fiquei espantada com aquele rosto branco como a neve, aqueles olhos azuis como o céu e com aqueles cabelos de ouro. Não hesitando, perguntei-lhe:

− O que é que uma criança faz sozinha no campo?

− Eu vim de outro planeta e acabei por chegar aqui. – respondeu-me.

− Mas tu nunca viste uma ovelha? – indaguei.

− Não. Queria muito saber como elas são, pois no meu planeta só tenho a companhia da minha querida flor, que é tão resmungona! Por vezes, parece que sou apenas o seu criado, mas a sua companhia é tudo para mim. – disse-me o menino, emocionado.

− Não há mais ninguém no teu planeta para além de ti e da tua flor? – perguntei.

− Não! Sou só eu e ela! Mas voltando ao início, desenhas-me uma ovelha? – insistiu.

− Para quê desenhar uma ovelha se te posso mostrar uma? – respondi, sorrindo.

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Ilustração de Ana Bárbara Rodrigues

Começámos a andar pelos campos e íamos conversando, enquanto eu lhe ia mostrando as ovelhas e os outros animais. Nesse verão, eu e ele acabámos por nos tornar grandes amigos. E ele chegou mesmo a mudar-se para a minha casa. Integrou-se muito facilmente na família, tornando-se mais um dos meus irmãos.

Com o passar dos anos, os trabalhos da escola iam aumentando, e eu já não tinha tempo para brincar com ele. Ele ainda passou alguns anos com os meus irmãos, até que eles começaram também a crescer.

Passados cinco anos, fomos celebrar o dia da chegada do Principezinho, mas ele não saía do quarto, nem queria abrir a porta a ninguém. Então, fui perguntar à mãe:

− Que se passa com o Principezinho? Costuma estar sempre tão animado neste dia de festa!

− Não sei, mas há já um ano que ele tem estado sempre fechado no quarto, exceto quando tu chegas! − explicou a mãe.

− Vou ver se consigo conversar com ele! – respondi, enquanto me dirigia para o quarto do Principezinho.

Pareceu-me ouvir um choro de criança e, preocupada, bati à sua porta.

− Principezinho, posso entrar?

− Tens tempo para mim? Entra, a porta está aberta. – respondeu entre soluços.

Ao entrar, reparei no seu rosto inundado de lágrimas. Estava brilhante como o vidro da janela do meu quarto em dia de chuva. Inquieta, continuei a fazer-lhe perguntas, para perceber o que se passava com ele.

− Que se passa? Por que é que estás a chorar?

− Diz-me, o que vês neste desenho? – perguntou-me, mostrando um desenho parecido com um chapéu.

− Está-se mesmo a ver que é um chapéu! – respondi prontamente.

− Não! Já és como os adultos! Há cinco anos, respondeste bem, ao dizeres que era uma jiboia que tinha engolido um elefante! – afirmou o Principezinho, deixando transparecer a sua desilusão.

Neste momento, sentei-me a seu lado na cama e coloquei a minha mão sobre a sua. Percebi aonde queria chegar.

− Desculpa, Principezinho, mas foi a primeira coisa que me veio à cabeça! Não quero que fiques triste comigo!

− Não percebes?! Eu não estou triste contigo, mas já não és o que eras! És uma adulta! Já não me percebes! Não tens tempo para mim! – disse, continuando a chorar.

− Eu nunca quis deixar de ter tempo para ti, mas a escola não me permite outra coisa! Os trabalhos aumentam e o tempo diminui… Não tenho culpa de ter que crescer e amadurecer… É algo que não posso evitar! Todos nós vamos perdendo o sabor dos sorrisos e das brincadeiras de crianças, com o passar do tempo. Vamos perdendo aquela inocência e sensibilidade nos nossos corações, que são próprias das crianças, até ao ponto em que deixamos de ter imaginação. O coração fecha-se e não nos deixa sorrir! – disse-lhe, com as lágrimas a descerem–me pelo rosto.

− Mas não há forma de voltares a ser criança? – perguntou o menino, esperançado.

− Não, desculpa! Qualquer dia, vais ficar sem ninguém para brincar aqui em casa. Também os meus irmãos irão crescer, irão envelhecer e tu acabarás só…

O Principezinho, quando percebeu que ia ver as pessoas de quem mais gostava a envelhecerem e a tornarem-se adultas, tomou uma decisão. Para não sofrer, decidiu regressar ao seu planeta, para junto da sua flor. Não poderia permitir que a tristeza lhe escurecesse o coração! Nunca abandonaria o seu coração de criança!

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Ilustração de Jéssica Cristas

 Ana Rodrigues, Jéssica Cristas, Marta Araújo e Sara Trigo, 8.º B

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DB

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Chego à escola, às 8:30h. Lentamente, saio do carro, arrasto-me para a escola. À entrada, faço um compasso de espera. Mentalizo-me. Finalmente, ganho coragem e entro na escola.

Sei o que me espera: o terror, não das aulas (às aulas estou eu habituado), mas do temido almoço. Às vezes, pergunto-me como pode uma refeição, uma mera refeição, ser condenada desta maneira. Até nas conversas de recreio ela conseguiu impor a sua posição, através de perguntas como “O 22640que é o almoço, hoje?” ou “Hoje, o comer é bom?”. Irritante, mas impressionante.

Apesar de todos os queixumes e lamúrias – não sei se é por não terem mais nenhum sítio onde comer, ou por terem sido aliciados pelo humilde 1,46€ -, imensos são os alunos ou críticos alimentares que formam a fila diária de 10 metros para degustarem a comida do refeitório.

Por isso, pergunto-me: por que é que os alunos vão almoçar uma comida da qual dizem tanto mal? Sim, porque não existe nenhuma criança que não tenha, em momento algum, criticado o almoço da escola.

Chego à conclusão que o problema não é só da minha escola e, muito menos, um problema das crianças.

Já os adultos, os tão corretos adultos, também estão sempre a queixar-se. Ora se queixam dos preços altos, ora se queixam do trânsito. Até do primeiro-ministro que eles próprios elegeram se queixam, imaginem só!

Se calhar, o problema é do povo português, que, por, durante a História, scribe-cartoonter sido sempre tratado como uma raça inferior (fruto de uma briga entre D. Afonso Henriques e sua mãe), desenvolveu um mecanismo que o deixa sempre insatisfeito e que funciona como uma espécie de barreira mental que evita que seja enganado pelos outros.

Realmente, as pessoas estão sempre insatisfeitas. De certo modo, até estou satisfeito. Afinal, o problema não é só meu.

António Coelho,  9.º B

imagens daqui e daqui

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O grande acontecimento cinematográfico de dezembro foi a estreia de  Star Wars – o despertar da Força, o episódio VII da maior saga de ficção científica que movimenta milhões de fãs e fabulosos lucros de bilheteira desde o primeiro filme, estreado em 25 maio de 1977. Realizado por J.J.Abrams, apresenta uma nova etapa da saga com cenários reais e escasso recurso a imagens geradas por computador, recuperando os icónicos atores da trilogia original, pelo que surgem Harrison Ford como Han Solo, Carrie Fisher como princesa Leia e Mark Hamill como Luke Skywalker, tendo sido acrescentadas  novas personagens  que vão reviver o mito da Força.

Mas houve outras estreias de qualidade que merecem ser mencionadas, nomeadamente, o drama emotivo sobre as experiências que marcam o percurso de vida, Juventude de Paolo Sorrentino, considerado o melhor filme europeu de 2015 na 28ª edição dos galardões atribuídos pela Academia europeia de cinema tendo sido concedido a um dos protagonistas, Michael Caine,  os prémios honorário e de melhor ator.

Igualmente digna de menção é Charlotte Rampling, distinguida como a melhor atriz europeia, pela brilhante interpretação em 45 anos de  Andrew Haigh, drama baseado na obra “another country” de David Constantine. Os veteranos Charlotte Rampling e Tom Courtenay já tinham sido distinguidos com o Urso de Prata na 65ª edição do festival de cinema de Berlim pela excelente prestação de um casal abalado emocionalmente por factos do passado nas vésperas de festejaram o aniversário de um longo casamento. Emocionante, A rapariga dinamarquesa de Tom Hooper é baseado no romance homónimo de David Ebershoff, abordando a angústia do processo e da luta pela afirmação da identidade de género da pintora Lili Elbe nascida Einar Wegener, sendo considerada a primeira mulher transexual. Pelo admirável papel que desempenha, Eddie Redmayne apresenta-se como um forte candidato aos disputados prémios cinematográficos dos próximos meses.

Também interessante, A modista, com argumento e realização da australiana Jocelyn Moorhouse, inspirado no romance homónimo de Rosalie Ham, com Kate Winslet a protagonizar um drama da década de 50 em que a alta costura é um meio para alcançar uma vingança.

No Coração do Mar de Ron Howard, uma aventura marítima baseada em factos verídicos, equilibrada entre a  narrativa e os efeitos especiais de última geração, a partir da obra homónima de Nathaniel Philbrick, vencedor do National Book Award de 2000 para não-ficção. Com uma reconstituição criteriosa das circunstâncias do naufrágio, no início do século XIX, do navio baleeiro, Essex, é também um retrato do universo da caça da baleia e da vida dos sobreviventes após a tragédia.

Por fim, referência a filmes de animação que agradam a todos e não só na época natalícia. O Principezinho de Mark Osborne apresenta a magia do notável clássico da literatura infantil de Saint-Exupéry enquanto Snoopy e Charlie Brown-Peanuts: o filme de Steve Martino faz reviver momentos agradáveis proporcionados pelas famosas personagens criadas por Charles M. Schulz sendo que Hotel Transylvania 2 de  Gennedy Tartakovky  é a continuação  da  divertida aventura com vampiros.

Luísa Oliveira

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O nosso sistema solar é constituído por uma estrela a qual chamamos Sol e por planetas: Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno.

O sistema solar é um conjunto de planetas, asteróides, cometas e outros corpos que estão sempre em movimento. Cada um mantém-se na sua respetiva órbita devido à intensa força gravitacional exercida pelo Sol, que possui massa muito maior que a de qualquer outro corpo do sistema solar.

Vénus é o segundo planeta a contar do Sol e o sexto maior. Por vezes, este planeta é referido como irmão da Terra, porque em alguns aspectos são muito semelhantes. Vénus é apenas um pouco mais pequeno que a Terra: o seu diâmetro é cerca de 95% do diâmetro da Terra e a sua massa é aproximadamente 80% da massa da Terra. Ambos os planetas têm poucas crateras, o que indica superfícies relativamente jovens. As suas densidades e composições químicas são semelhantes.

A superfície de Vénus está rodeada por uma atmosfera constituída praticamente por dióxido de carbono e por uma enorme camada de nuvens que são formadas por gotas de ácido sulfúrico. A densa camada de nuvens provoca um enorme efeito de estufa, ou seja retém o calor fazendo com que Vénus seja o mais quente dos planetas.

É na camada de nuvens que ocorre uma forte reflexão da luz solar, fenómeno que é responsável pelo brilho deste planeta. De facto, Vénus é, depois do Sol e da Lua, o astro mais brilhante no céu e, por isso, se vê facilmente a olho nu. E, tal como a Lua, pode ser visto de dia e de noite. O seu brilho resulta da reflexão da luz solar na camada de nuvens.

 João Pedro, 7ºB

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Simone Ferreira, 7ºB

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2016

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Fonte: Observador

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2016!

2016BAN

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