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Archive for Julho, 2012

Quando olhamos à nossa volta, deparamo-nos com fenómenos e acontecimentos que desde sempre o Homem procurou explicar. A Física nasce assim desta tentativa de explicar e prever a ocorrência de fenómenos naturais e na aplicação do conhecimento adquirido na construção de novos equipamentos e dispositivos.

Como todas as ciências, a Física desenvolveu-se graças ao contributo de muitos cientistas e com avanços e recuos nas diversas teorias. Do que se conhece, Aristóteles, Platão e outros foram os que criaram as bases desta disciplina. Contudo, estes físicos apenas estudaram o que estava no alcance do nosso olhar. Galileu Galilei foi mais longe, procurando fundamentar a teoria com dados obtidos experimentalmente. Este procedimento marcou o avanço da Física como ciência experimental e serviu de inspiração a futuras mentes.

Hoje em dia, encontramos várias especialidades da Física. Uma das áreas da Física estuda as forças que atuam no Universo como a Gravidade, Eletromagnetismo, Força nuclear forte e Força nuclear fraca.

A Física Quântica estuda o átomo em si, analisando as partículas que o constituem, a sua interacção com o meio, e a Mecânica Quântica os movimentos dos átomos. Para que seja possível o estudo das partículas que constituem os átomos são utilizados aceleradores de partículas, onde estas chocam entre si, sendo possível trabalhar os dados obtidos e elaborar novas teorias  numa área designada por Física das Partículas.

É a partir do conhecimento da Física do atrito, que a indústria automóvel escolhe o tipo de material que vai constituir os pneus do carro, é a partir do estudo das colisões entre corpos que a indústria automóvel irá adaptar os carros de modo a minimizar estragos num eventual acidente. Os sistemas de ventilação usados nos carros também têm por base o estudo da Termodinâmica, que é o ramo da Física que estuda as causas e os efeitos de mudanças na temperatura, pressão e volume.

Por outro lado, muitos dos dispositivos usados diariamente, como o telemóvel, a televisão, rádio, e equipamentos médicos, têm também por base aspectos da Física como, por exemplo, as radiações eletromagnéticas.

Na indústria da música, a Física teve também um papel muito importante, pois foi através do estudo da indução magnética que se construíram os amplificadores, microfones e outros equipamentos necessários nesta área.

Limitámo-nos aqui a referir apenas algumas situações em que a Física está presente, pois podemos encontrar muitas outras situações que constituem também o seu objeto de estudo.

Assim, fomos à BE da nossa escola ver que obras interessantes de Física  estão disponíveis para os leitores-estudantes  e deixamo-vos  aqui a nossa opinião.

Mafalda Vaz, José Ricardo Moreira, Cláudio Zacarias, Miguel Marques, Bruno Berrincha, Gonçalo Mordido, Rita Fachadas e Tiago Santo

12ºC

imagem daqui

Este livro de linguagem simples explica de uma maneira divertida alguns dos conteúdos de Física, o que faz com que alunos com mais dificuldade em Física entendam todos esses estudos. Refere também as experiências que alguns Físicos como Arquimedes, Newton, Einstein e Niels Bohr abordaram.

Bruno Berrincha

Um fantástico livro que, não só explica com detalhe algumas experiencias de Fisica, mas também as ilustra com varias imagens. Capta a atenção especialmente para os mais jovens.

Oleh Vasylyev

O livro é para qualquer leitor, não só pelo seu conteúdo de explicação fácil mas também por possuir umas cores atractivas com inúmeras imagens e esquemas. Pode ser muito útil para quem quer estudar o plano inclinado; o sistema de forças; leis do movimento; queda livre; trabalho; potência e energia.

Miguel Marques

Com esquemas de fácil interpretação, este livro é ideal para quem quer aprofundar o seu conhecimento acerca de algumas áreas da física, entre as quais Mecânica, Interações e Campos. Para além de uma explicação detalhada de cada tema, todos os temas têm uma introdução teórica para quem não possui o conhecimento suficiente para aprofundar o tema em questão. Contudo, o livro aborda conhecimentos de Matemática que estão para além do estudado no Ensino Secundário.

Gonçalo Mordido

Em inglês, mas fácil de entender, este livro possui inúmeros esquemas de fenómenos de Física com funções trigonométricas que podem ajudar bastante no estudo destes conteúdos.

Miguel Marques

Este livro é útil para consultar atividades experimentais que comprovam as leis da Física, nomeadamente as leis de Newton, Hidrostática, Eletricidade e outras… Como por exemplo a experiência do mergulhador cartesiano que comprova a lei de Arquimedes e o Princípio de Pascal. Interessante também poderá ser as demonstrações experimentais do efeito de Doppler.

 Recomendamos a sua leitura.

Tiago Santo

Esta obra incide sobre Termodinâmica, Campo Eletromagnético, Física Moderna como a Relatividade de Galileu e Einstein, e também da Física das partículas, conteúdos que são abordados no 12º ano de Física.

Miguel Marques

Este livro possui conteúdos avançados de Física. Aborda o trabalho experimental em Física aprofundando procedimentos a ter nas medições de grandezas elementares, métodos de aquisição e tratamento de dados de Física e formas de minimizar erros e incertezas nos laboratórios de Física.

Tiago Santo

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Depois de uma interrupção devida a problemas técnicos na edição, o Bibli retoma a publicação com o relatório de avaliação da BE para este ano letivo. Logo que possível estarão disponíveis os trabalhos de  alunos que nos foram sendo enviados e que, pelos problemas já referidos,  não puderam ser publicados com a celeridade que sempre pretendemos.

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O destaque do mês vai para o realizador Ridley Scott, responsável por filmes de culto como Alien e Blade Runner, que regressou ao género de ficção científica, neste caso em 3D. A obra tem batido recordes de bilheteira pois, para os fãs deste género, é fascinante assistir em Prometheus aos eventos que antecederam o primeiro Alien. A cinematografia francesa, como sempre, esteve presente com ótimos filmes. Assim foi com o drama intimista  baseado no poema “Os pobres” de Victor Hugo,  As neves de Kilimanjaro de Robert Guidiguian e a divertida comédia O nome da discórdia de Alexandre de la Patellière e Mathieu Delaporte.  Também  bastante agradável é a comédia dinamarquesa Superclássico de Ole Christian Madsen, um dos filmes pré-selecionados para o Óscar de melhor filme estrangeiro, com ação principal na Argentina e tendo o futebol como pano de fundo.

Estrearam-se igualmente obras que requerem um público atento. Da Polónia  o contemplativo O moinho e a cruz de Lech Majewski, um autêntico quadro filmado a partir da recriação de “a procissão para o  calvário” do pintor flamengo quinhentista Pieter Bruegel.  Aplicando técnicas digitais  e baseando-se em 12  das 500 personagens apresentadas no quadro, é uma descrição histórica  da vida dos europeus numa época de conflitos  mas, apesar da belíssima fotografia, não deixa de transparecer alguma monotonia; um episódio dramático da vida do filósofo alemão Nietzche serve de base  ao melancólico filme  húngaro a preto e branco, O cavalo de Turim de  Béla Tarr e Ágnes Hranitzky, vencedor do Urso de prata – prémio do Júri no festival de Berlim 20111, salientando-se a notável banda sonora de Miháli Uig.

Destaque também para obras mais ligeiras, como a sátira consumista Uma família com etiqueta de Derrick Borte,  LOL de Lisa Azuelos e Agentes secundários  de Phil Lord e Chris Miller, baseado numa série dos anos 80. No terror Os diários de Chernobyl de Bradley Parker e, como os temas ligados aos vampiros continuam na moda, Diário secreto de um caçador de vampiros de Timur Bekmanbetov, produzido por Tim Burton, que combina uma personagem histórica (o presidente americano Abraham  Lincoln) e o sobrenatural. Os escritos de Henry David Thoreau serviram de inspiração. Na cinematografia portuguesa, menção a Rodrigo Areias, que realizou  A estrada de  palha,  classificado como um western alentejano. Aconselhável  para toda a família, estreou também a animação A idade do gelo 4: deriva continental de Mike Thurmeier e Steve Martino.

As Fitas terminam, neste ano letivo, com a referência à exposição temporária Memórias do cinema em Almada  no Museu da Cidade. Numa época  em que se perdeu a magia dos espaços de cinema, é gratificante (re)ver como o cinema se implantou em Almada e o importante papel  que teve como  atividade cultural e de lazer. Os  vários documentos expostos servem, assim, para partilharmos memórias de um espetáculo público e coletivo desde as projeções mais antigas promovidas por particulares, nomeadamente na Trafaria que, no início do século XX, era lugar de turismo de elites. Podemos apreciar, entre outros materiais, as curiosas e gigantescas máquinas de projeção que inúmeras vezes apresentavam problemas técnicos  o que tornava ainda mais emocionante o visionamento dos filmes.  Realce para o papel importante  que o associativismo teve em tornar a ida ao cinema um  hábito do quotidiano destacando-se  a Academia de  Instrução e Recreio Familiar Almadense, Sociedade Filarmónica União Artística Piedense e Sociedade Filarmónica Íncrível Almadense onde, em fevereiro de 1932, teve lugar a primeira experiência do cinema sonoro. De salientar que estas coletividades  foram  igualmente  espaços de oposição cultural e política durante o Estado Novo e que o cinema também serviu de resistência e de consciencialização cívica. Tal como aconteceu em inúmeras regiões do país, a TV e o vídeo associados a  novos hábitos de consumo  e de lazer levaram ao encerramento progressivo das salas do concelho, reduzindo-se atualmente as exibições comerciais ao Fórum Almada e ao Fórum  Municipal Romeu Correia. Esta interessante  exposição pode, por isso, ser um pretexto para a deslocação a um espaço museológico concelhio na recuperada Quinta dos Frades  (Cova da Piedade) que,  inaugurado em  2003 , apresenta  exposições temporárias e  de longa duração  que preservam e constroem as memórias de Almada.

Luísa Oliveira

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