Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Leitura’

A propósito do Dia Mundial da Língua Portuguesa,  alunos do 3º ciclo e do ensino secundário da Daniel Sampaio celebraram a nossa língua através da participação na iniciativa “Eu conto” promovida pelo Plano Nacional de Leitura.
Para esta atividade, sessenta e quatro  alunos “afinaram” as vozes e gravaram podcasts com lendas e/ou contos tradicionais.
Os trabalhos podem ser consultados nas seguintes hiperligações:
A BE agradece a todos os alunos e professores de português que participaram nesta iniciativa.
Ana Noválio
maxresdefault

Read Full Post »

O projeto “10 minutos a ler” foi implementado no Agrupamento de Escolas Daniel Sampaio no ano letivo de 2017-18. A ideia fulcral que está na base desta iniciativa é desenvolver o gosto pela leitura.

Trata-se de um projeto bastante acarinhado pelos alunos, tendo já sido proposto que fosse alargado a outras disciplinas e não decorresse apenas na aula de português. Durante 10 minutos, vale tudo em termos de leitura: jornais, revistas, banda desenhada, mangas, textos literários ou de natureza científica – tudo é permitido! A única regra é ler o que dá mais prazer. A atividade encontra-se de tal modo enraizada que não é raro observar que o material para os “10 minutos a ler” é o primeiro a sair da mochila, sem haver a necessidade do professor referir que se vai dar início a esta atividade.

Este conjunto de circunstâncias levou a que a Biblioteca Escolar decidisse candidatar-se ao projeto “10 minutos a ler”, promovido pelo Plano Nacional de Leitura, que financia a aquisição de obras literárias. E … fomos contemplados com o prémio de €1000!

A Biblioteca agradece a todos os alunos e aos professores que dinamizam esta iniciativa.

Ana Noválio (PB-ESDS)

Read Full Post »

O livro de que vou falar é “Madame Bovary” de Gustave Flaubert, publicado em 1857. Esta obra é um romance cuja ação decorre no século XIX e que explora os limites do amor e da liberdade.

Ema, a personagem principal, é uma jovem, pertencente à burguesia, educada num convento. Desde cedo, começa a ler fantasias românticas, as quais espera encontrar no casamento.  Quando se casa com Carlos Bovary e se apercebe que leva uma vida demasiado monótona e nada como a que teria idealizado, procura realizar o seu sonho de um amor perfeito fora do casamento. Assim, comete adultério mais de uma vez e, insatisfeita com a sua vida e com os seus amantes, começa a fazer compras fúteis e desnecessárias, acabando assim por se afogar a si e à família em dívidas.

A questão-problema que desenvolvi através desta obra é: Será “Madame Bovary” o romance dos romances?

Na minha opinião sim, pois temos de ter em mente que o romance foi escrito na década de 50 do séc. XIX. Como tal, o romance é inovador, criticando a burguesia e o clero e retratando ainda o adultério, o que seria um pecado mas, acima de tudo, um crime nesta época.

Esta obra mostra uma perspetiva de romance que leva ao adultério, algo inovador e demasiado cru no século XIX. Mas demasiado comum, nem por isso correto, no nosso dia a dia. O que seria um assunto tabu há 200 anos, atualmente está demasiado banalizado, apesar de ser errado. Provando assim que o romance é algo polémico e intemporal.

Apesar do romance ter sido publicado no século XIX, conseguimos encontrar referências evidentes na atualidade.

Passo então a explicar:

  • Ema quando não encontra o tão esperado amor perfeito, começa a refugiar-se em compras supérfluas, passando assim o seu tempo a adorar objetos e posses materiais. Em vez de, procurar amar a sua família e fazer o seu romance perfeito acontecer com Carlos.
  • Tal como nós, quando nos deparamos com um obstáculo, e não conseguimos resolver o problema que nos é pedido para superar o mesmo. Escolhemos passar ao lado deste sentindo vazio imenso correspondendo à solução. Escolhemos assim refugiar-nos em objetos e posses materiais, de forma a tentar preencher um vazio impreenchível.

Ilustração da obra por Mikhail Mayofis

Também nós, como Ema, idealizamos um romance perfeito que nos é embutido pela sociedade estereotipada em que vivemos através de livros, telenovelas, filmes românticos e até mesmo pelas redes sociais.

Muitos podem pensar que “Madame Bovary” não merece este reconhecimento, pois esta obra é só mais uma entre muitas onde, as histórias são semelhantes ou até mesmo porque não tem um final feliz como muitos esperariam num livro como este. Mas este romance é a inovação dos romances e traz consigo uma nova vertente de escrita. Quanto ao final feliz eu penso que o autor apenas procurou fazer transparecer aquilo que é a realidade e não um conto de fadas.

Algumas curiosidades que sustentam a minha argumentação:

O autor Gustave Flaubert vai a tribunal por ter publicado o livro, pois este contem ofensas à moral, religião, clero e burguesia. Para se defender Flaubert diz ser Madame Bovary “Ema Bovary c’est moi“. Pois também ele se sente preso numa sociedade completamente estereotipada, infeliz com tudo o que tem e refém das compras supérfluas.

FLAUBERT, Gustave (2017), Madame Bovary, Ed. Clube do Autor, 1ªedição

Clara Dias, 11ºC

Read Full Post »

Nós vivemos no melhor dos mundos possíveis. Qualquer mundo que existisse, nunca seria tão bom como o nosso, pois, mesmo não tendo certos problemas, teria outros, garantidamente piores. Esta tese, desenvolvida por Leibniz, é um bocadinho rebuscada, admito-o, e é exatamente uma das principais doutrinas que Voltaire pretende contra-argumentar na sua obra satírica “Cândido ou o Otimismo”.

Este livro foca-se nas desventuras de Cândido, pelas quais passou após ter sido expulso do castelo em que vivia. Cândido foi educado pelo professor Pangloss, que lhe incutiu esta doutrina otimista. Através dos azares de Cândido, evidencia-se que o otimismo não é viável pois até Cândido, crente no otimismo, deixa de o ser.

Apesar disto, discordo do argumento de Voltaire, porque, no fim, Cândido, mesmo não estando completamente satisfeito por um conjunto de razões, vive em harmonia, já que passa a “Cultivar o seu jardim”, isto é, a encontrar a felicidade nas suas simples vivências.

Isto para dizer: é possível que vivamos, mesmo, no melhor dos mundos possíveis. E esta conceção do mundo é fundamental, especialmente no contexto atual.

Antes de continuar, quero dizer que tenho todo o respeito por aqueles que estão a sofrer devido à pandemia, e que não pretendo de modo nenhum diminuir o seu sofrimento – quis, pelo contrário, vir trazer umas palavras de esperança.

Algum tempo depois de ter sido expulso do castelo, Cândido reencontra Pangloss a viver na rua, quase irreconhecível, pois contraiu um vírus. Pangloss explicou que contraiu sífilis porque Cristóvão Colombo o trouxe da América. E, se não tivesse lá ido, não teriam as suas coisas boas na Europa – chocolate, milho, batatas, tomates… Por isto, era necessário que contraísse a doença.

Do mesmo modo, acredito que o vírus que está agora a infetar o mundo tem um propósito semelhante. Está, de facto, a tirar muitas vidas. Mas os avanços médicos e tecnológicos que nos trará podem vir a salvar muitas mais, no futuro. Mais uma vez, o mal acontece para um bem maior.

Mas que bem maior? Para isto, deixo as palavras de Bill Gates, que se tem dedicado à sensibilização das pandemias eminentes há alguns anos:

Maturaremos algumas destas plataformas para as vacinas, que não só servem para pandemias, como para desenvolver vacinas contra a malária, a tuberculose, e o HIV. Assim como em tempo de guerra, avançámos rapidamente e experimentámos coisas novas. Até em termos do nosso estilo de vida: Podemos usar a telemedicina, a tele-escola, podemos evitar algumas das viagens que fazemos para o trabalho? Os nossos olhos foram abertos, e esse software está a tornar-se muito melhor. É uma verdadeira aceleração.

Muito bem. Mas agora, dizem-me vocês, como é que posso ter a certeza de que vivemos mesmo no “melhor dos mundos possíveis”? Não posso. A teoria de Leibniz baseia-se num Deus criador todo poderoso e bom que escolheria sempre o melhor dos mundos possíveis para criar. Mas não consigo provar que Deus existe. Como é que saio daqui?

Deixem-me tentar explicá-lo com os ideais antitéticos de Martin, pessimista, e Cândido, otimista, que têm uma discussão filosófica ao voltar para a Europa:

Por toda a parte, os fracos abominam os poderosos perante os quais rastejam, e os poderosos tratam-nos como rebanhos de que vendem a lã e a carne. Um milhão de assassinos arregimentados, correndo de um ao outro extremo da Europa, exercem o morticínio e a pilhagem com toda a disciplina, porque não têm ofício mais honrado; e, nas cidades (…), os homens são devorados de (..) inveja(…).

Após ser expulso do castelo onde nasceu, Cândido inicia sua jornada em busca de sua amada Cunegundes e descobre que o mundo não é tão maravilhoso quanto ele pensou.

Esta é a perspetiva que Martin tem da vida, que é intrinsecamente triste. Cândido, pelo contrário, replica: “Mas há um lado bom”. O otimismo de Cândido retrata a vida sob uma luz positiva. Vendo a vida assim, acabamos por ser mais felizes e ter mais esperança: o modo como vemos o mundo influencia como nos sentimos.

A felicidade, a meu ver, é aquilo que se pretende alcançar na vida. Estar mais perto de a ter é desejável e, por isto, devemos conceber o mundo otimisticamente. Não podendo aceitar a visão otimista do mundo como verdade absoluta, podemos tomá-la como, pelo menos, verosímil.

Resumindo, mesmo que soframos, não quer dizer que o mundo em que vivemos seja mau. Os maus momentos são necessários para apreciarmos os bons. E é assim que devemos olhar para o nosso contexto atual – as dificuldades que se nos apresentam têm o propósito de nos fazer crescer pessoalmente, e evoluir o mundo. Ter uma perspetiva positiva da situação traz-nos conforto, e isso é algo que, em tempos atribulados, não deve ser subestimado. Assim, não se esqueçam de procurar o bem na vossa vida.

Citações/fontes

  • Gates, Bill. Bill Gates on how to end this pandemic—and prepare for the next. Susan Goldberg. National Geographic, 14 setembro 2020: 

https://www.nationalgeographic.com/science/2020/09/bill-gates-how-to-end-this-pandemic-and-prepare-for-the-next/

 Marta Vasconcelos, 11ºC

Read Full Post »

Testemunho de um passado recente tão diferente do actual momento Reportagem sobre a atividade «dar voz aos clássicos»

Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett

A atividade formativa que juntou as turmas E, F e G de 11.º ano decorreu ao fim da manhã da terça-feira, dia 10 de março 2020.

     O Centro de Recursos da nossa escola recebeu as três turmas num momento de aprendizagem fora do vulgar, subordinado ao estudo da obra Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett, naquela que foi a Semana da Leitura. O objetivo do encontro, num contexto e espaço diferentes, é simples: os alunos dramatizam a leitura e, com recurso a excertos do filme Quem És Tu, de João Botelho, comparam e analisam as emoções que das personagens emanam.

    A dinâmica centrou-se nos manuais e na fluência com que cada um leu e encarnou a sua personagem – fator importante para a compreensão da mensagem do texto. Na tragédia, tanto os presságios como as peripécias conferem à obra um toque de mistério e suspense, que se encontram patentes ao longo do enredo.

    Depois de discutido o sentido da palavra “Ninguém.”, proferida pelo Romeiro – o qual responde à questão de Jorge: “Romeiro, romeiro, quem és tu?” – houve lugar para se manifestarem opiniões em relação à aula, a qual foi considerada, por vários, esclarecedora, diferente e mais dinâmica.

    A atividade terminou com o apelo da professora bibliotecária (Dulce Sousa), que reforçou a importância da biblioteca escolar – que, segundo ela, os alunos devem frequentar e aproveitar, de forma autónoma, para pesquisas e leituras.

 Luís Ascensão – 11.º E.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Read Full Post »

Read Full Post »

                     Clique para aceder ao programa completo

Read Full Post »

Read Full Post »

De 10 em 10 se enche a imaginação.  Ideias, Inspiração para usar em doses moderadas ou exageradas sempre que o momento o exija ou não.
Aqui está a evidência do prazer da leitura. Pé ante pé entrámos na sala de aula e que faziam os alunos?
Liam, pois então.
A Professora Maria de Jesus, apesar do nome, não faz milagres, mas ajuda a fazê-los. O mesmo sucede em muitas outras salas da nossa escola.
Acreditem ou não, é real. Afinal “eles” gostam de ler.
10 Minutos aqui, 10 Minutos ali. Eis senão quando, o livro está lido: em papel ou digital. E foi giro!
Alguns deles vêm da biblioteca da ESDS e são mesmo itinerantes, pois mal chegam, logo estão novamente de partida.
Ler é um prazer que se sente devagar. 10 Minutos aqui, 10 Minutos acolá.
Projeto de leitura – 10 Minutos a Ler.
Adere. Procura os livros que há em ti.
Dulce Sousa

Read Full Post »

No passado dia 2 de dez., o poeta fingidor, Fernando Pessoa, viu a sua vida e obra ser recriada e homenageada por alunos do 12 ano dos Cursos Profissionais, na biblioteca da ESDS.
Em estilo café-concerto, Fernando Pessoa revelou o seu “eu” fragmentado e plural. Eis então que surgem Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos e até mesmo Alexander Search, que em registo musical emocionou a plateia – E. E., alunos, Professores, Direção.
Os alunos e alunas assumiram com convicção os rostos do poeta através de sentidas leituras de interessantíssimos poemas. Alguns bem divertidos, revelando um Fernando Pessoa (ou seria Álvaro de Campos?!…)  irónico, meigo e ridículo, pois “todas as cartas de amor são/ Ridículas. […] Mas, afinal, /Só as criaturas que nunca escreveram/ Cartas de amor/ É que são/ Ridículas”.
Também através da dança e da música estes (re)criadores deram “vida” ao grande escritor da língua portuguesa, falecido a 30 de novembro de 1935, data que este café-concerto pretendia também assinalar.
Sob orientação e organização das Professoras Maria Chinopa e Rute Magalhães (Português), bem como com a colaboração e monitorização das Professoras Paula Duque (Português/Música)e Conceição Marchã (Inglês), o café-concerto foi um sucesso de diversidade pedagógica e de abordagem interdisciplinar, a que não quis faltar o próprio Fernando Pessoa.
Que voltem sempre, ó Utilizadores, ó Leitores, ó Escritores desta biblioteca!
Dulce Sousa

Read Full Post »

Com a colaboração da professora Ana Guerreiro (EV) e, em especial, de alunos do 9º B – Gonçalo e Margarida – e do 9º E – GuilhermeMariana e Lucas – foi criado na Biblioteca da ESDS um mural alusivo às temáticas do “Dia das Bruxas”. Alunos cheios de talento e inspiradíssimos criaram, através do desenho e da ilustração, imagens que atormentam todos os que batem com os olhos no balcão da Biblioteca.
Visita esta criação e entra na temática das “Coisas Misteriosas” escolhendo um dos livros que temos ao teu dispor.
A Equipa da Biblioteca agradece a todos os que colaboraram na concretização da iniciativa.
Dulce Sousa

Este slideshow necessita de JavaScript.

Read Full Post »

semana da leitura - cartaz

Read Full Post »

Este slideshow necessita de JavaScript.

Read Full Post »

Este slideshow necessita de JavaScript.

Read Full Post »

10m

Read Full Post »

image2.jpgUma vez mais, a professora Rosa Silva dinamizou junto dos seus alunos na disciplina de Português a organização anual de um Portefólio de Leituras que organizasse e deixasse registado o Projeto Individual de Leitura de cada aluno. Este portefólio integra itens como o meu perfil de leitor, os livros da minha vida, as minhas recomendações de leitura, assim como registo de atividades e âmbito letivo associadas à leitura, que os alunos foram desenvolvendo ao longo do ano.

Desta vez, a distinção coube à Marta Isidoro e à Carolina Afonso, do 9ºB, premiadas pela professora Rosa Silva com uma obra da sua escolha. Publicamos em seguida alguns itens dos portefólios vencedores, dando os parabéns às alunas pelo seu bom trabalho e à professora Rosa pela sua resiliência e crença neste projeto

O meu Perfil de Leitora

Considero-me uma leitora assídua e de mente aberta a novas aventuras no âmbito da1 literatura. Abordo cada livro como se fosse um mundo paralelo ao meu, e sempre que leio, viajo para outra realidade, para, assim, enriquecer a minha imaginação. Ao ler, descubro novas formas de ver o mundo à minha volta e amplas opiniões acerca de diversos assuntos, que me ajudam a estruturar as minhas ideias e opiniões. Tento sempre ler um pouco de tudo, para desenvolver o meu conhecimento e pensamento.

No entanto, tenho géneros que são “a minha praia” ao nível da leitura, como por exemplo:

  • adoro livros de romance e poesia, as suas páginas transpiram suavidade, delicadeza e mistério, fazendo-nos percorrer os diversos sentimentos do ser humano.
  • Para além disto, aprecio livros de Fantasia, Aventura e Ficção Científica. Adoro viajar por páginas cheias de imaginação, “mergulhando” nas diversas realidades apresentadas.

 

O Livro da Minha Vida

2O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry é, para já, o meu livro preferido, já que constitui uma permanente lição de vida na qual me vou inspirando enquanto pessoa, tentando que os valores nele espelhados sejam também o reflexo das minhas atitudes e comportamentos no dia a dia. O valor da amizade é, para mim, um dos mais importantes, num mundo feito de aparências e de futilidade, onde o tempo para estar com os outros é escasso. Precisamos de magia, de pessoas que nos cativem, porque o “essencial é invisível aos olhos”. O verdadeiro valor das coisas ou das pessoas não pode ser visto com uma visão superficial; para conhecer o que é essencial, é preciso ver com o coração. Para além disto, o importante na vida é também o tempo que dedicamos aos outros: “foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a fez tão importante”. São fundamentalmente estes valores, de que me apropriei, que me fazem gostar tanto desta obra, e também o facto de, ao crescer, querer “cultivar” a criança ainda inocente que há em mim.

As Minhas Sugestões de Leitura

O Filho de Noé, de Eric-Emmanuel Schmitt

3O filho de Noé é uma narrativa feita na 1ª pessoa, sendo que o narrador é também a personagem principal (narrador participante). A narrativa é feita, quase na íntegra, através dos olhos e pensamentos de um jovem narrador. No entanto, no último capítulo, há também um narrador adulto (que corresponde à mesma personagem, que se tornou adulta). A história é passada no auge da 2ª Guerra Mundial, quando as rusgas nas casas das pessoas se tornaram habituais. Joseph, um rapaz judeu de 7 anos, ingénuo e curioso, é entregue, pelos pais, a uma família de nobres para assegurar a sua sobrevivência, mas estes começam a ser investigados e, para proteção do pequeno Joseph, que ainda não sabia ao certo quem era, entregaram–no a um sacerdote, o Padre Pons.

Este homem da igreja, bondoso, levou-o para um orfanato, na Villa Jaune, frequentado por crianças cristãs e às quais se juntavam crianças judias, que eram instruídas, para sua própria segurança, a ocultar a sua origem, história, nome, religião e sentimentos. Contudo, o Padre Pons sempre se empenhou em manter viva a religião judaica em Joseph, de modo a não perder a sua identidade.

Joseph ia à catequese e aprendia a ser um cristão de dia e, à noite, ia com o Padre Pons e outros judeus para uma sinagoga secreta, onde lhes ensinava a Torá, a Mishmá, os textos dos rabinos e os objetos de culto.

O Padre Pons fazia coleção de objetos relacionados com as diversas “raças”, já que existia a probabilidade de “extinção”, devido à guerra, e também para nunca se esquecerem de que estas existiram, o Padre Pons, tal como Noé, tornou-se num “coleccionador” que iria salvar a humanidade, cumprindo com o dever de memória que todos temos de ter relativamente à nossa História (neste caso, a história dos judeus, ajudando os jovens a esconderem-se até ser proclamada a paz e a liberdade). Quando os jovens puderam sair daquela sinagoga, voltaram a encontrar as suas famílias, e Joseph reencontrou os seus pais.

Mais tarde, Joseph diz aos seus pais que quer converter-se ao cristianismo. Estes, ao ouvirem isso, ficaram surpreendidos. O Padre Pons explicou a Joseph que ele era o futuro da sua “raça”, tal como Noé fez ao salvar os seres vivos.

A história acaba quando Joseph já é adulto e vê dois grupos de jovens, uns judeus e outros palestinianos, à pedrada uns aos outros. Joseph dirige-se a eles, gritando para pararem, e estes fogem em direções opostas. Joseph encontra objetos perdidos destas crianças e apanha um kipá e um lenço palestiniano e diz: “Estou a começar uma nova coleção” .

Aconselho, vivamente, a leitura deste livro porque o autor, em cada página, consegue transmitir-nos claramente as sensações que o pequeno Joseph vivenciava. Para além disto, sensibilizou-me a forma como o narrador utiliza as palavras, de forma minuciosa para suavizar e tornar mais suportável a energia negativa ao redor deste tema: o Holocausto

Mil Vezes Adeus, de John Green

4John Green é o meu autor preferido no que toca a romances de autoria inglesa. Já li todos os seus livros, e aquele que vou sugerir foi, provavelmente, o que mais me surpreendeu pelo aspeto positivo.

O romance desenrola-se em torno da personagem Aza, uma rapariga do liceu, pouco sociável, que se debate, desde pequena, com as suas batalhas interiores, partilhando connosco, ao longo da história, as suas angústias e a suas doenças.

Aza, uma jovem de dezasseis anos, e sua melhor amiga, Daisy, através de uma conversa de refeitório, descobrem o caso do desaparecimento do bilionário Russel Pickett, pai de Davis, um ex-colega e vizinho de Aza de quem esta tinha perdido o contacto. Aza e Daisy usaram isso como pretexto para se aproximarem do rapaz, na busca de pistas para encontrarem o pai de Davis, para conseguirem uma recompensa.

Davis e seu irmão Noah não tinham mãe, e o pai tinha-os abandonado numa mansão repleta de empregados, para aí fazerem as mais simples tarefas.

O que é uma missão simples acaba por se tornar num romance entre Aza e Davis, mas esta não consegue aguentar um compromisso. A sua fixação por micróbios, que são transmissíveis pelo simples toque, e o seu subconsciente sempre a ocupar-lhe a cabeça tornam-na uma pessoa insegura, mas Davis compreende-a e dá-lhe o seu espaço.

Recomendo a leitura desta obra, pois é um livro que nos faz refletir sobre o amor, a resiliência e o poder da amizade, e também põe em cena a história de uma rapariga com uma doença mental que a impede de aproveitar o que há de bom na vida, o que nos faz perceber a sorte que temos em ter uma vida aparentemente “normal”, privilegiada e, sobretudo, nos faz relativizar os nossos pequenos problemas do dia a dia.

“Qualquer pessoa pode olhar para ti. É bastante raro encontrar alguém que veja o mesmo que tu.”

John Green

Mara Isidoro

O meu Perfil de Leitora

Como leitora, gosto bastante de livros policiais porque aprecio muito a criatividade que estes livros possuem. Nos policiais, geralmente, aqueles que eu leio também contêm um pouco de “suspense” e mistério, porque o leitor não consegue adivinhar como será o final, devido à existência de muitas reviravoltas. Este é também um dos aspetos que aprecio nos policiais.

Outro estilo de que também gosto são os romances. Tal como nos policiais, os romances têm muita criatividade e “suspense”, o que os torna mais apelativos para mim.

Gosto também de ler livros de história, essencialmente da Segunda Guerra Mundial. Não sei porquê, mas sinto um magnetismo entre mim e as histórias dos judeus que viveram num inferno chamado campos de concentração e guetos judaicos. Também acho importante saber bem os erros cometidos no passado, para aprender e não os cometer. novamente.

O Livro da Minha Vida

O livro da minha vida é Um Crime no Expresso do Oriente, de Agatha Christie. Foi publicado, pela primeira vez, no dia 1 de janeiro de 1934. Eu considero-o o livro da 5minha vida, porque despertou o meu gosto por policiais, pois, desde então, comecei a ler muitos policiais. Estão recheados de mistério e a história dá muitas reviravoltas antes de se  concluir. É por isso que gosto muito dos livros de Agatha Christie, pois nunca descobrimos, enquanto estamos a ler, o que vai acontecer no fim. E quando chegamos ao fim, temos uma enorme surpresa e pensamos “Como é que não pensei nisto antes? “.

Quando o li, penso que tinha 9 anos. Antes disso, só lia livros infantis com assuntos pouco sérios, mas, desde então, comecei a interessar-me por livros mais “adultos”, o que me ajudou a ganhar maturidade.

No entanto, não quero pensar que apenas um livro transformou a minha vida em algo diferente. Há outros livros que mudaram a minha vida e me transformaram no que sou. Entre eles, está  A rapariga que roubava livros. Foi este o primeiro livro que li sobre a Segunda Guerra Mundial e, desde então, ainda não me cansei de ler histórias sobre este tempo sombrio.

As Minhas Sugestões de Leitura

7A minha primeira sugestão de leitura é Viver depois de ti, de Jojo Moyes. É uma história de amizade e amor. Na verdade, é muito mais complexa do que parece.

Era uma vez uma rapariga chamada Lou que estava a viver miseravelmente. Quer dizer, não estava a viver, estava a sobreviver. Saltava de emprego em emprego e esquecia-se de desfrutar da vida. Até que conheceu Will. Lou foi contratada para cuidar de uma vítima de um acidente rodoviário que ficara paralisada do pescoço para baixo e fora, outrora, um homem aventureiro e vivera a sua vida ao máximo. Mas desde o seu acidente de carro, perdera o seu espírito e desejava suicidar-se. Lou encontrava-se, todos os dias, numa posição díficil pois ela sempre fora uma pessoa alegre e positiva. Com o passar do tempo, Lou foi-se apercebendo de como não desfrutava, como devia ser, a vida, com o exemplo que via todos os dias. A história acaba quando Will vai para a clínica dos Dignitas, e Lou fica por sua conta.

Eu sugiro este livro por várias razões. Uma delas é por ser um livro muito inspirador, sendo a “lição” viver cada momento da tua vida. Outra razão é por ser muito parecido com a realidade, ou seja, este livro não tem um final feliz como todos os outros têm. A rapariga não fica com o rapaz e não viveram felizes para sempre. Acredito que tem outro tipo de felicidade, pois Lou ficou a saber que tinha de desfrutar mais a vida.

Depois deste livro, a autora escreveu o seu seguimento: “Viver sem ti”. Esta história já foi adaptada para cinema.

6A minha segunda sugestão de leitura é o livro After 1. É o primeiro da coleção de cinco livros da autora Anna Todd.

Este livro conta a história de uma rapariga chamada Tessa, que consegue entrar na Universidade de Washigton e estudar Literatura Inglesa. É uma rapariga “certinha” e muito organizada. Quando chega ao dormitório, com a sua mãe e o seu namorado, Noah encontra a sua colega de quarto e dois dos seus amigos, mas apenas um capta a atenção dela. Mais tarde, fica a saber que se chama Hardin. Ela sente uma estranha atração por este rapaz desequilibrado. Mais tarde, fica a saber o quão mau ele é, para ela, e então, percebe que ele não sente o mesmo por ela. Com o passar do tempo, podemos “observar” a vida dela a desmoronar-se e a mudar: ela terminou com o seu namorado e começou uma grande discussão com a sua mãe, mas tudo isto aconteceu, devido à sua estranha atração pelo rapaz maldisposto. Eles acabaram por começar a namorar, mas como eram duas pessoas bastante diferentes, tinham muitos altos e baixos, portanto, durante meses, acabavam e voltavam a ficar juntos várias vezes sem conta. Até que ela descobriu que ele fizera uma aposta para lhe tirar a virgindade, e é aí que termina o livro. Mas a história continua no segundo livro.

Eu gostei deste livro, porque fala de uma história de amor entre duas pessoas muito diferentes, mas que acabam por se entender pois realmente se importam muito um com o outro. Consegui perceber que esta história foi escrita com muita paixão e um toque de “suspense”, mas contém muito romance.

Leia os portefólios na íntegra:

 

 

Read Full Post »

feira-livro

clique para saber mais

Read Full Post »

Older Posts »