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Posts Tagged ‘Leitura’

amor2

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mafraHá uns tempos, mais especificamente no dia 2 de Maio de 2016, fui fazer uma visita de estudo ao Convento de Mafra, com os meus colegas e professores.

Cheguei e fiquei logo abismado com a grandiosidade, a monumentalidade do monumento que é o convento de Mafra, cada detalhe, cada ornamento, cada peça era uma obra de arte, e a soma de todos estes pequenos pormenores resultava na representação física da obra, portanto refletiam assim a verdadeira natureza exterior do convento. Mas será que é a mesmo a “verdadeira”? Será realmente a verdadeira essência do convento – toda a majestosidade e elegância que as peças físicas exibem?

Na minha opinião, e a partir de tudo o que estudei e sei do livro, e principalmente das minhas vivências, a alma do convento, a essência desta magnifica obra de arte não se centra nem nas extravagâncias, nem nas decorações, nos exageros, nos carrilhões, nas fachadas, nas técnicas de construção avançadas para a altura. O segredo simplesmente não está no exterior, no físico, no concreto. Para poder compreender uma das maiores lições que eu, pessoalmente, retirei da visita ao convento tive de me transportar para a realidade do séc. XVIII.

Com esse propósito imaginei: para a obra ser edificada alguém teve de ter o trabalho de a construir. Depois de todas as explicações dadas, tanto pela guia, como pelo livro, consciencializei-me de que a verdadeira essência do convento figura no esforço, no trabalho exaustivo e no cansaço dos trabalhadores, que passaram dias a fio submetidos a condições deploráveis para realizar um monumento que apenas servia como moeda de troca para um rei ocioso, inconsciente e megalómano.  Desde a edificação do convento, até ao transporte da pedra Benedictione de Pero Pinheiro até à vila de Mafra, tudo se deveu à vida e ao sacrifício de pobres vidas humanas.

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José Santa-Bárbara

Após perceber o quão grave foi o modo da construção do convento e o que ele representou , comecei a olhá-lo de outra maneira: em cada peça que observa via, não o ouro, não a prata, não a pintura, mas sim o homem suado e magoado que a criara. Esta alteração de perspetiva sobre o monumento fez-me também observar a nosso quotidiano de outro ponto de vista.

Seguindo esta linha de pensamento, compreendo agora que todos os aspetos negativos que se possam retirar do livro podemos transpô-los para o  dia-a-dia. Não como reforço dos pecados, dos defeitos mas sim como corretor de vícios. Até porque a maior parte das criticas feitas à sociedade na obra podem ser aplicados à sociedade atual, com ligeiras alterações.

Em suma , penso que a visita foi bastante enriquecedora, tanto em termos pedagógicos como em termos socioculturais. Consegui retirar uma lição, um ensinamento, para a vida da visita e da obra – este foi conseguido através de uma associação entre 2 elementos: a pedra e… a palavra.

Luís Leston, 12ºA

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fotoMais uma vez, se entregaram os prémios aos melhores Portefólios de Leituras, um projeto que tem vindo a ser desenvolvido, já há vários anos, entre a BE e o grupo de Português, sendo a prof.ª Rosa Silva a mais persistente (e crente na sua mais valia para os alunos) ao continuar a integrar este projeto na sua prática letiva.

Mário Sá Nogueira (1º), Inês Domingues (2º) e Sara Boisseau (3º), todos do 8ºC, foram os distinguidos neste ano letivo, recebendo cada um um livro do seu gosto, como distinção pelo seu trabalho – parabéns aos três!

Aqui ficam alguns pequenos excertos dos portefólios dos nossos vencedores:

mandela-livroO Livro da Minha Vida

Esta autobiografia que relata a extraordinária história de vida de Nelson Mandela. Todo o percurso de luta e de esperança até ao triunfo final, em que se transforma numa figura incontornável da África do Sul e do mundo. Foi o maior livro que li até hoje e que me marcou por toda a história vivida, por toda a dor e sofrimento passados.

Mário Sá Nogueira, 8ºC

Duas sugestões de leitura

downloadOs dois livros que eu sugiro, que não os do contrato de leitura, são “ A culpa é das estrelas”, de John Green e “Pai nosso”, de Clara Ferreira Alves.

Sugiro estas duas leituras porque, no caso de “A culpa é das estrelas”, é uma história que explora, de maneira brilhante, a aventura divertida, empolgante e simultaneamente trágica que é estar-se vivo e apaixonado. No caso de “Pai nosso”, porque, neste livro, se testemunham os conflitos download (1)religiosos, com maior incidência no Médio Oriente, que assolam o mundo há mais de vinte anos, e como foi possível  cruzarem-se os projetos religiosos dos diferentes países. Esta é uma história que retrata uma realidade com a qual não contactamos e que, ao tomarmos consciência da sua existência, nos sensibiliza. A mim, por exemplo, toca-me particularmente aquilo que está a acontecer atualmente com os refugiados da Síria e o quanto deve ser difícil sair do seu país sem saberem o destino final.

Inês Domingues, 8ºC

O meu perfil de leitor

escuela-lectura_-philippe-behc3a1Eu sou uma pessoa aberta a novas experiências e estou sempre pronta para novos desafios. Considero-me uma apaixonada pela leitura.

Os livros são os nossos segundos pais. Ajudam-nos a crescer e dão-nos ferramentas para podermos orientar a nossa vida presente e futura. Ao ler, formamos uma ideia própria e madura acerca de variadíssimos assuntos. Lendo, falamos e escrevemos melhor e mais rápido, com um vocabulário muito mais rico do que aquele que não tem essa prática. Ler enriquece os nossos sonhos, permite-nos ver a imensidão da nossa ignorância, transporta-nos a mundos desconhecidos. Ler educa a mente, a memória e a imaginação.

Em suma, ler é receber muito em troca de quase nada.

Sara Boisseau, 8ºC

Aceda aos portefólios integrais:

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CAPITAESdaAREIAAMADO, Jorge, (1937) Capitães da Areia

Capitães da areia é um livro de Jorge Amado, um dos mais conhecidos e traduzidos autores brasileiros de todos os tempos.

A história passa-se nos anos 30, no estado brasileiro da Bahia, onde um grupo de crianças abandonadas ou órfãs sobrevivem através do roubo. A maioria das crianças que constituem esse grupo vive num armazém abandonado situado numa das praias da cidade (daí o nome Capitães da Areia).

Uma das coisas que mais gostei neste livro foi o facto de não existir propriamente uma personagem principal, pelo que a narrativa está dividida por alguns membros do grupo, nomeadamente:

  • Pedro Bala, que é o líder do grupo.
  • João Grande, um negro grande e corajoso que, apesar de não ser dotado de grande inteligência, possui o respeito dos restantes membros do grupo por ser muito bondoso.
  • Professor, um dos poucos meninos que sabe ler.
  • Sem Pernas, um rapaz coxo que ficou traumatizado depois de ser espancado e humilhado pela polícia, o que originou um ódio intenso à maioria das pessoas.
  • Gato, o mais bonito do grupo, que com apenas 15 anos tornou-se amante e chulo de uma prostituta chamada Dalva.
  • Pirulito, menino que antes do Padre José Pedro ter começado a ajudar o grupo costumava ser dos mais violentos, passou a ter grande convicção religiosa, sonhando em ingressar num seminário.

Ao longo da obra, o grupo vive algumas aventuras, realiza assaltos, foge da polícia e tem relações sexuais com moças. Por outro lado, tem também atividades mais infantis como brincar no carrossel, o que demonstra que, apesar de terem sido obrigados a crescer demasiado depressa, na verdade são apenas crianças.

A certa altura, surge um surto de varíola que ameaça a saúde das pessoas na cidade, e é neste ponto que surge Dora, uma menina cujos pais morreram devido ao surto. Dora é acolhida no grupo e torna-se numa espécie de mãe ou irmã, dando-lhes o carinho que eles não tinham tido anteriormente. Apenas Professor e Bala se apaixonam por ela, sendo que este último passa a ter uma relação com Dora.

As suas vidas decorriam normalmente quando a polícia captura Pedro e Dora, que são enviados, respetivamente, para um reformatório e um orfanato. Pedro acaba por fugir do reformatório e resgata Dora, mas esta acaba por morrer de febre poucas semanas depois devido a uma doença contraida no orfanato.

A partir deste momento, o grupo começa a desfazer-se: uns morrem, outros são presos e outros simplesmente optam por viver de forma mais digna.

Uma das coisas de que eu gostei bastante neste livro foi o facto de aqui serem abordados problemas sociais comuns nos anos 30, mas que se mantêm até aos dias de hoje, nomeadamente em países como o Brasil. Além disso, no livro existem recriações de matéria jornalística que dão alguma verosimilhança à história, dando-nos a conhecer as perspetivas de diferentes pessoas que escrevem ao jornal para comentar a situação.

Apesar de por vezes ter tido alguma dificuldade em entender o que algumas expressões brasileiras significam, para mim, o livro é bastante bom e, na verdade, acaba até por ser interessante aprender palavras de um português falado nos trópicos, mesmo que datadas no tempo.

Rita Lobo, 10ºB

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