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Archive for Maio, 2015

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quinto impérioNa sequência de uma atividade realizada no âmbito do estudo da obra Mensagem de Fernando Pessoa, o aluno João Ribeiro, do 12ºF, associou a proposição inscrita na imagem ao lado, sobre o conceito de Quinto Império, à linguagem matemática, da forma que abaixo se apresenta, com o intuito de representar uma afirmação de cariz literário sob a forma de um raciocínio lógico-matemático.

Dulce Sousa (professora de Português do 12ºF)

  • Colaboração na revisão e edição de Fátima Delgado (professora de Matemática)
  • imagem editada daqui

joao_ribeiro

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Feira-do-Livro-2015

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ppRealizou-se, numa parceria entre a BE e o grupo de Português, uma 2ª edição do concurso literário A Pedra e a Palavra, na sequência do estudo da obra Memorial do Convento e subsequente visita ao monumento pelos alunos do 12º Ano.

Uma vez mais, o concurso consistia na escrita de um texto  em que se pedia aos alunos que interpretassem, a partir da sua própria experiência individual, as impressões provocadas por essa interação entre a “palavra” e a “pedra”: a leitura da obra literária e a experiência física/sensorial da visita, a fantasia da ficção e a materialidade do monumento.

prémiosAlguns professores que lecionam Português ao 12º Ano constituiram-se como júri e, apurados os melhores textos, foram distinguidos os três primeiros com um prémio que consistiu numa outra obra de Saramago para cada um dos premiados: Miriam Colaço, 12ºA (1º), Joana Martins, 12ºB (2º) e André Boisseau, 12ºB (3º).

Mas, como o mais importante é mesmo os textos que os distinguiram no concurso, aqui fica já publicado o 1º prémio a que se seguirão muito brevemente os outros dois textos. Parabéns à Miriam, à Joana e ao André!

Fernando Rebelo (PB)

prémios2

Texto – 1ºPrémio

Tenho o defeito de ser indecisa, tenho dificuldade em avaliar-me, os meus gostos e sentimentos, talvez porque tento avaliar sob várias perspetivas diferentes e todas elas fazem sentido de alguma forma e não vejo a necessidade de me decidir e acabo por apenas refletir. Por esse motivo, tenho mais dificuldade em expressar a minha opinião do que em defender algo mais objetivo. Como tal, farei uma reflexão sobre o que pensei durante a visita quando comparado com a ideia que tinha anteriormente.

A visita ao Convento de Mafra foi de grande ajuda para aprofundar e consolidar os conhecimentos que tinha sobre a obra. Durante a mesma, pude apreciar a beleza do convento enquanto refletia sobre o sofrimento do povo aquando da sua construção, ordenada por D. João V que, caprichosamente, não poupou meios para mostrar o seu poderio e superar as outras grandes construções da Europa, erigidas pelos reis da sua época, desprezando e ignorando totalmente a situação a que sujeitava o povo e todos os recursos que esbanjava.

“Os passatempos del-Rei”, José Santa-Bárbara

De modo mais abrangente, sobre a injustiça do mundo, que é intemporal e que apenas se pode fazer sentir de forma diferente ao longo dos tempos, sendo que naquela época era drasticamente acentuada devido ao seu sistema político e à inexistência dos conhecimentos e das máquinas e mecanismos atuais. Penso que José Saramago quis salientar essa injustiça pela forma irónica como descreveu as atitudes e decisões reais e enaltecia o sofrimento do povo oprimido e praticamente escravizado.

Foi também um pouco o que eu senti ao ver apenas um pouco da grandiosidade de tamanho monumento. Sangue, suor e lágrimas foram precisos para levantar um monumento que mal foi utilizado. Apenas um rei viveu lá e foi por apenas alguns meses, bem como os trezentos frades que não o ocuparam muito tempo. O quão mal aproveitado foi leva-me a repudiar ainda mais esta situação. Tantas vidas perdidas, tempo, dinheiro e recursos sem fim… apenas e só para a vaidade do rei todo-poderoso D. João V.

Acabei por tomar partido do autor da obra, mesmo sabendo que esteja a ser influenciada pela mensagem de Memorial do Convento; mas as palavras são isso mesmo, não apenas um amontoado de pedras. As palavras, ao formarem um texto, têm um significado e transmitem mensagens, bem como as pedras que quando ordenadas nesta grande construção em Mafra têm toda uma história para contar e uma mensagem para transmitir.

 Miriam Colaço, 12ºA

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A professora Ana Guerreiro, regular dinamizadora desta rubrica com os trabalhos dos seus alunos, e também colaboradora da BE, levou a cabo em colaboração com esta, uma exposição de diários gráficos dos 9ºAnos que tem suscitado grande interesse, em particular junto dos alunos.

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GREEN, John (2013), À procura de Alaska, Edições Asa – localização na BE821.1/9. GRE1

Tinha expectativas altíssimas em relação a este livro depois de ter lido A culpa é das Estrelas e Cidades de Papel. John Green tem-se vindo a tornar no meu autor predileto: a sua maneira de escrever descreve perfeitamente a pessoa que é. Tenho por hábito ler o que os escritores têm a dizer das suas próprias obras e Green reflete neste livro a sua infância pois, tal como Miles Halter (uma das personagens principais), tem o vício de ler biografias só pelo mero interesse de saber quais foram as últimas palavras do biografado antes de falecer.

Miles é um jovem de 16 anos que está habituado à solidão e a não ser compreendido por ninguém, nem os seus pais o entendem; então ele pede-lhes que o inscrevam num colégio interno onde só os estudantes mais inteligentes conseguem lugar. Como o seu pai já tinha frequentado esse colégio,  concordou de imediato.

Assim que se transferiu, ele conhece o Comandante (o seu colega de quarto), Takumi e Alaska, de quem ele se vem a tornar bastante próximo, pois todos eles residem lá e praticamente vivem sozinhos.

Durante a leitura, reparei numa certa fixação que todos tinham por Alaska, uma rapariga bonita mas muito peculiar, que adora livros, é inteligente mas um pouco deprimida devido à morte da sua mãe quando era mais nova. Miles mostra um interesse ainda maior do que os outros por Alaska porque se sente fascinado por ela ao longo do livro e ao longo das suas aventuras juntos no colégio.

Na escuridão atrás de mim, ela cheirava a suor, luz do sol e baunilha e, nessa noite de pouco luar, eu pouco mais podia ver além da sua silhueta mas, mesmo no escuro, consegui ver-lhe os olhos – esmeraldas intensas. E não era só linda, era também uma brasa.

Numa parte da sinopse do livro, que só percebi depois de acabar de ler, John Green escreve sobre adolescentes e aborda sempre temas com que muitos jovens se podem, por vezes, identificar.

John fala sobre amar incondicionalmente o próximo, amizade, relações, depressões, perda, mas acima de tudo temos que saber viver porque “para quê estar vivo se não sabemos viver?” Miles vai aprender isto da pior maneira, mas vai entender que por vezes a vida é como um comboio, tantas paragens, uns vão entrando e outros saindo – passamos por diversas paisagens, umas boas, outras em que preferimos fechar os olhos, mas palavras não fazem justiça a este livro, esta obra de arte de John Green só consegue ser entendida por quem a lê e espero que tenha o reconhecimento que merece.

Entretanto, para que se decidam a lê-lo, partilho convosco o meu excerto favorito:

Instantâneo? Nada é instantâneo. O arroz instantâneo demora cinco minutos, o pudim instantâneo uma hora. Duvido que um instante de dor pungente de uma sensação particularmente instantânea. Terá tido tempo para que a vida lhe passasse a frente dos olhos? Estaria eu lá?            

 Cristiana Vicente, 12ºG.

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Lucille (B.B. King)

Lucille (B.B. King)

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