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ler pr'a ti

Ao longo da Quinzena, teve lugar a atividade “Ler (pr’a ti)… é um prazer”. Alunos de 5 turmas (7ºD, 8ºA, 8ºD, 11ºC e 11ºG) “invadiram” as aulas uns dos outros com as suas leituras, com a colaboração das professoras Natália Marques, Dulce Sousa, Ana Noválio  e Ana Fernandes.

A seleção foi muito variada: tivemos excertos de “A rapariga que roubava livros”, “Espanta pardais”, dramatização de algumas cenas de “As Três Cidras do Amor”, leitura de poemas, como “Cantiga de amigo”, de Natália Correia, ou “Aprender a estudar”, de Ary dos Santos. Tivemos ainda textos lidos por alunos de diferentes origens na língua natal das suas famílias (castelhano, chinês, ucraniano..).

No final, o saldo foi muito positivo e ler para os outros acabou por ser de facto… um prazer.

Fernando Rebelo (PB-ESDS)

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  • Cherub – O Recruta
  • Contos de Mistério
  • Contos exemplares
  • Crónica do Rei Pasmado
  • Crónicas de Narnia – A última batalha
  • Doze Naus
  • Experiências para cientistas de sofá: 100 intrigantes, incríveis, simples e divertidas experiências
  • Florbela Espanca – Antologia poética
  • Gaveta de papéis
  • Harry Potter e o Cálice de Fogo
  • História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar
  • Lobos do mar
  • Madame Bovary
  • Meu pé de laranja lima
  • Novos contos da montanha
  • O detective esqueleto: Os sem rosto
  • O diário de um Banana 5: A verdade nua e crua
  • O livro de Cesário Verde
  • O monte dos vendavais
  • O mundo dos outros: Histórias e vagabundagens
  • O operário em construção
  • O rapaz do pijama às riscas
  • O retrato de Dorian Gray
  • Orgulho e preconceito
  • Os Maias
  • Os Pilares da Terra Vol. I
  • Poesias: Ortónimo
  • Romeu e Julieta

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fotoMais uma vez, se entregaram os prémios aos melhores Portefólios de Leituras, um projeto que tem vindo a ser desenvolvido, já há vários anos, entre a BE e o grupo de Português, sendo a prof.ª Rosa Silva a mais persistente (e crente na sua mais valia para os alunos) ao continuar a integrar este projeto na sua prática letiva.

Mário Sá Nogueira (1º), Inês Domingues (2º) e Sara Boisseau (3º), todos do 8ºC, foram os distinguidos neste ano letivo, recebendo cada um um livro do seu gosto, como distinção pelo seu trabalho – parabéns aos três!

Aqui ficam alguns pequenos excertos dos portefólios dos nossos vencedores:

mandela-livroO Livro da Minha Vida

Esta autobiografia que relata a extraordinária história de vida de Nelson Mandela. Todo o percurso de luta e de esperança até ao triunfo final, em que se transforma numa figura incontornável da África do Sul e do mundo. Foi o maior livro que li até hoje e que me marcou por toda a história vivida, por toda a dor e sofrimento passados.

Mário Sá Nogueira, 8ºC

Duas sugestões de leitura

downloadOs dois livros que eu sugiro, que não os do contrato de leitura, são “ A culpa é das estrelas”, de John Green e “Pai nosso”, de Clara Ferreira Alves.

Sugiro estas duas leituras porque, no caso de “A culpa é das estrelas”, é uma história que explora, de maneira brilhante, a aventura divertida, empolgante e simultaneamente trágica que é estar-se vivo e apaixonado. No caso de “Pai nosso”, porque, neste livro, se testemunham os conflitos download (1)religiosos, com maior incidência no Médio Oriente, que assolam o mundo há mais de vinte anos, e como foi possível  cruzarem-se os projetos religiosos dos diferentes países. Esta é uma história que retrata uma realidade com a qual não contactamos e que, ao tomarmos consciência da sua existência, nos sensibiliza. A mim, por exemplo, toca-me particularmente aquilo que está a acontecer atualmente com os refugiados da Síria e o quanto deve ser difícil sair do seu país sem saberem o destino final.

Inês Domingues, 8ºC

O meu perfil de leitor

escuela-lectura_-philippe-behc3a1Eu sou uma pessoa aberta a novas experiências e estou sempre pronta para novos desafios. Considero-me uma apaixonada pela leitura.

Os livros são os nossos segundos pais. Ajudam-nos a crescer e dão-nos ferramentas para podermos orientar a nossa vida presente e futura. Ao ler, formamos uma ideia própria e madura acerca de variadíssimos assuntos. Lendo, falamos e escrevemos melhor e mais rápido, com um vocabulário muito mais rico do que aquele que não tem essa prática. Ler enriquece os nossos sonhos, permite-nos ver a imensidão da nossa ignorância, transporta-nos a mundos desconhecidos. Ler educa a mente, a memória e a imaginação.

Em suma, ler é receber muito em troca de quase nada.

Sara Boisseau, 8ºC

Aceda aos portefólios integrais:

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a tfNum quadro do século XV em que se encontra representada uma partida de xadrez entre o duque de Ostenburgo e o seu cavaleiro, sob o olhar atento de uma misteriosa dama, um velho mestre flamengo escondeu uma mensagem, em latim, com a interrogação “Quem matou o cavaleiro?”.

 Quinhentos anos depois, Julia, uma restauradora de arte, descobre a mensagem escondida, o que a compele a resolver esse enigma, auxiliada por um antiquário e por um peculiar jogador de xadrez. Apesar de o resolverem, o mistério não termina, pois Julia recebe a proposta anónima de continuar o jogo de xadrez representado no quadro. À medida que se vai desenrolando, o perfil do misterioso adversário vai sendo descoberto, o que vai culminar na surpreendente mas simultaneamente previsível revelação da sua identidade. Reconheço que me agradou a leitura desta obra de Pérez-Reverte, especialmente devido à mistura de mistério com táticas de xadrez. A junção de factos com ficção também foi uma característica que apreciei, nomeadamente no que concerne o pintor e o quadro referidos no texto.

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“A partida de xadrez”, Peter Van Huys

A linguagem é simples, sem recurso a vocabulário específico da área da arte ou do xadrez, o que permite ao público da minha faixa etária compreender facilmente o fio condutor da história.

 Por fim, devo referir que a obra peca um pouco pelo seu final ligeiramente previsível, devido a certos detalhes presentes no texto que não escapam ao olhar do leitor mais atento. Contudo, isto não impediu o livro de me surpreender, chegando a fazer-me temer pela vida da protagonista. Acrescento ainda que a reviravolta no final me fez lembrar (merecidamente ou não) dos livros de Agatha Christie.

Tomás Noválio, 10ºB

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Foi realizada mais uma edição do concurso de escrita A Pedra e a Palavra, que propunha aos alunos do 12ºAno que visitaram o Convento de Mafra, no passado mês de maio, que associassem essa experiência física, sensorial e igualmente factual e histórica, à ficção da palavra de Saramago na obra que tinham lido – O Memorial do Convento.

Selecionados os melhores textos desta edição, os vencedores foram premiados com três obras de Saramago. Como sempre, inciamos aqui a divulgação do texto classificado em 1º lugar, da Maria Carolina Santos, 12ºC.

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os vencedores, da esq. para a dir.: 1º Mª. Carolina Santos (12ºC), 2º Luís Leston e 3º Catarina Gouveia (12ºA)

Texto classificado em 1º lugar

Através da leitura de Memorial do Convento é-nos transmitida apenas uma pequena ideia da dimensão do monumento, bem como do seu caráter fictício. Será que a experiência física se assemelha à obtida através da leitura? Será que basta a fantasia da ficção para entender a materialidade deste fragmento de património português?

Aconselho, portanto, a leitura prévia desta obra saramaguiana. Com ela, deparamo-nos com um gritante contraste entre o esplendor barroco de igrejas e palácios e o despojamento das casas, assim como das condições asquerosas e humilhantes em que o povo português vivia; Com ela vamos ao encontro de um passado sombrio caracterizado pelo medo e opressão, em que as palavras pronunciadas pelo narrador e algumas personagens dão conta disso mesmo. Algumas são “pedras” atiradas ao acaso, com a intenção de “ferir” as suscetibilidades dos leitores. E continua a ser esse o verdadeiro propósito da obra.

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José de Santa-Bárbara

Muitas vezes, ao longo das suas páginas, deparamo-nos com alusões feitas à pedra que, no entender do narrador, é uma ínfima parte do monumento descomunal que estava a ser construído. É uma das grandes epopeias da obra de José Saramago, uma verdadeira odisseia carregada de sacrifício só para a transportar. As suas palavras transmitem claramente essa ideia – o transporte de Pêro Pinheiro a Mafra, um dos muitos episódios que ocorreram aquando da construção do convento, exemplificando efetivamente a escravidão humana, o absurdo do sacrifício transmitido muitas vezes em expressões monossilábicas, que constituem gritos de dor, como se àqueles trabalhadores fossem atiradas inúmeras pedras! Quase que se consegue ouvir o gemido de quem a carrega mas não são ouvidas palavras capazes de refletir tudo isso.

Olhemos bem para o tamanho gigantesco do monumento: Quantas palavras foram trocadas por todos aqueles quarenta mil trabalhadores só para transportar esta e outras tantas pedras? Tão grande que aquela era para ser usada numa varanda infinitamente pequena! Foi assim a materialização do convento? Terá sido esse episódio do seu transporte que o narrador utilizou para falar do tamanho gigantesco da pedra?

É importante não esquecer que tudo teve início num simples frase pronunciada pelo rei D. João V, cujas palavras passo a citar: “(…) Prometo, pela minha palavra real, que farei construir um convento de franciscanos na vila de Mafra se a rainha me der um filho no prazo de um ano (…)”. Poucas palavras para tantas toneladas de pedra. Estas representam a dor física e a experiência sensorial de todos os trabalhadores e a nossa também, como leitores e visitantes. Parece que sentimos as “palavras afiadas” daquele rei, bem como as “feridas” que causaram em tanta gente inocente. A fantasia, o sonho de um só homem deu lugar a um voto bem real, escrito sobre a pedra mármore, que milhares de homens epicamente e heroicamente transportaram.

Na verdade, “A Pedra e a Palavra” constituem um verdadeiro desafio literário, “No fundo… temos necessidade de dizer quem somos e a necessidade de deixar algo feito”. De que forma? Usando a palavra com o intuito de descrever pedras imensas que fazem parte das grandes obras de arquitetura deste país, destacando, claramente, o Convento de Mafra.

Maria Carolina Santos,  12ºC.

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