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Archive for Dezembro, 2013

Sobre a última sondagem – quais os efeitos dos cortes financeiros nas escolas?

criseJá há dois anos que se tem mantido a mesma sondagem aqui no Bibliquais os efeitos dos cortes financeiros nas escolas. Primeiro, tornou-se difícil encontrar outra, quando tudo e todos à nossa volta tornavam praticamente este (ou a crise em geral) o único tema da atualidade; depois, desde que em finais de 2011 foi publicada até hoje, foi interessante observar a evolução do voto dos leitores: de uma vantagem clara inicial do quem gosta do que faz continuará a fazê-lo mesmo sob piores condições financeiras, foi-se passando para um pessimismo crescente, sendo hoje a maioria aqueles que sobrepõem uma grande desmotivação dos profissionais (34%) ao otimismo motivacional do item anterior, que acabou por se ficar por uns modestos 20%.

Ainda assim, 15% acredita que uma maior racionalização de recursos e soluções imaginativas para a sua falta poderão ajudar a superar os efeitos dos cortes, contra 12% que, pelo contrário, crê que a consequência será uma perca de qualidade no ensino e nos equipamentos. Finalmente, empatados em último lugar com 9,5%, os restantes votantes dividem-se entre os que acham que, apesar de tudo, os profissionais continuarão a dar o seu melhor pelos alunos, enquanto que outros tantos defendem que a vida nas escolas limitar-se-á às aulas e avaliação dos alunos.

No geral,  temos então um triunfo por 12% das perspetivas negativas sobre a visão mais otimista (ou terá ganho a abstenção?).

Nova sondagem – qual o acontecimento mais marcante de 2013?

Chegados ao final deste ano, que a muitos não deixará saudades, propomos agora aos leitores que escolham o acontecimento mais marcante de 2013 – nacional, 2013-clockinternacional, fica ao critério de cada um – será que a crise continua a ser o Tema dos Temas, ou outros acontecimentos como o apuramento para o Mundial de Futebol, a eleição do Papa, ou os ditos sinais de retoma já marcaram algum espaço nas nossas agendas de 2013? Estaremos quando chegados ao final de 2014 ainda encurralados no mesmo assunto? Esperemos que não… para darmos algum significado aos votos de Feliz Ano Novo.

E, para nos refrescar a memória, embora sem referências a Portugal (que se só parece ter tido relevo mediático global com o hat-trick the CR7 contra a Suécia ou com as ondas da Nazaré), aqui fica, com alguns tons de otimismo anglo-saxónico, 2013 em revista. (2013: what brought us together – o que nos juntou)

imagens: daqui e daqui

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A liberdade como responsabilidade cívica

Ao possuírem consciência e maturidade, os cidadãos têm o dever cívico de tomar decisões – votar trata-se assim de um exercício da liberdade que ao não ser exercido anula essa dita liberdade

Direitos-culturais-na-democraciaVotar é um ato que permite aos cidadãos participar ativamente na vida política do país escolhendo os seus representantes através das escolhas da maioria. Como cidadão, defendo que votar é um dever de todos os cidadãos visto que se trata de uma escolha importante e pode alterar o rumo da região e país que se habita, logo, deverá ser obrigatório.

Isto suposto, ao  atingirem a maioridade, os cidadãos devem votar. Eles fazem parte da vida do país e assim as escolhas tomadas pelos órgãos de soberania irão afetá-los. Ao possuírem consciência e maturidade, os cidadãos têm o dever cívico de tomar decisões – votar trata-se assim de um exercício da liberdade que ao não ser exercido anula essa dita liberdade.

Portanto, ao vermos este direito como algo garantido e por isso abstermo-nos de votar, estamos a direito-dos-povos-2condicionar o rumo do país e a não exercer um direito que foi bastante reivindicado no passado. Depois de tanto de tempo de luta, vamos simplesmente abandonar algo que em tempos foi tão cobiçado? Os cidadãos não se devem abster de votar: os locais de voto são acessíveis, logo não são uma razão para que exista abstenção. Como alternativa, cabe aos órgãos de soberania arranjar meios e incentivos que levem as pessoas a participar nos atos eleitorais.

Democracia1Por outro lado, em relação àqueles que se abstêm como forma de protesto ou apenas porque não sabem em quem votar, eu considero que votar é uma forma de exprimir a opinião de cada um, escolhendo o candidato que na sua opinião pode fazer a diferença. Ao não votar está-se a transmitir a ideia que não se tem opinião, algo que é impossível não ter. Caso os cidadãos queiram protestar contra o atual sistema, podem fazê-lo de outras maneiras – não precisam de condicionar o exercício da liberdade.

Em conclusão,  penso que o direito de voto é um dever que devia ser obrigatório pois condiciona o rumo do país e das regiões e ao não exercer este direito estamos a prejudicar a vida política do nosso país.

Duarte Santigo, 11ºC

O direito de votar, a liberdade de se abster

Acho que só deve ser considerado um dever qualquer ato que não sendo praticado prejudique algum indivíduo ou conjunto de pessoas. Como a abstenção ao voto se resume a não exprimir uma opinião, é perfeitamente legítimo que um cidadão não vote

deveres2Para mim, votar constitui um direito e não um dever de cada cidadão. Um cidadão, ao votar, está apenas a “exprimir a sua opinião”, no que respeita a eleição de uma pessoa para um cargo importante para o país. Se esse mesmo cidadão não votar, apenas está a mostrar que nenhum dos candidatos a esse cargo lhe transmite confiança para governar o país em que vive.

Partindo do pressuposto que se aproximam as eleições para o cargo de presidente da República e se apresentam dois candidatos, um cidadão que pretenda votar irá dar importância às respectivas campanhas eleitorais, de forma que possa escolher em qual dos candidatos votar. No entanto, um eleitor que tenha decidido que jamais irá votar, não tomará atenção a estas mesmas campanhas. Penso, por isso, que é “justo” que uma pessoa possa escolher não votar, já que se pode dar o caso de que nenhum dos candidatos apresente as propostas que agradem ao eventual eleitor.

Para além disso, acho que só deve ser considerado um dever qualquer ato que não sendo praticado prejudique algum KRAUZE-EU-petition_1indivíduo ou conjunto de pessoas. Como a abstenção ao voto se resume a não exprimir uma opinião, é perfeitamente legítimo que um cidadão não vote, devido ao seu desagrado com mandatos anteriores, inexistência de propostas sugestivas por parte dos candidatos, ou por qualquer outro motivo. Ainda para mais, muitas vezes os cidadãos votam num determinado candidato, não porque pensam que ele seja o “melhor” para ocupar o cargo, mas sim porque de todos é o “menos mau”. Votar por esta razão também não me parece que seja correto, pois é quase como votar em alguém que não nos agrada para ocupar a posição em causa.

Em síntese, penso que votar é um direito de cada cidadão e não um dever seu, pois todos são livres e, da mesma forma que têm o direito ao voto, têm o direito e a liberdade de não votar.

Gonçalo Rolo, 11ºC

imagens: daqui, daqui, daqui, daqui e daqui

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nascer

  • excerto retirado daqui
  • ler mais: SARAMAGO, José (1999) Deste Mundo e do Outro, Editorial Caminho – disponível na BE; localização: 821.134.3. SAR39
  • ilustração de Nancy Ekholm Burkert, daqui

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No âmbito da disciplina de Cidadania – módulo de Boas Práticas na Internet – os alunos do 9ºA e 9ºE visionaram o filme TRUST – Perigo Online (Realização: David Schwimmer, 2010). Posteriormente produziram em grupo um texto de análise ao filme – o que a seguir se publica é o texto que melhor retrata a história do filme e analisa a problemática tratada no enredo.

Soledade Estribio (professora de Cidadania)

trustAnnie está na secundária e tem 14 anos. Recebeu um computador no aniversário e conectou-se no chat. Vive numa família feliz e unida, até que um certo homem surge na sua vida. As más opções que Annie toma fazem-na estragar a sua vida e a da sua família. No chat “conhece” várias pessoas, nomeadamente Charlie – o tal homem -que acaba por ter grande influência na sua vida. Sem se aperceber, começa a apaixonar-se por uma pessoa que nunca viu. Ele mentiu-lhe: é mais velho do que lhe disse. Mesmo assim, Annie continua a conversar com ele e ambos decidem encontrar-se.

Annie percebe então que Charlie não é quem disse ser e que lhe tinha mentido novamente. Mesmo assim, Charlie convence-a de que são almas gémeas e vão comer um gelado. Ela, apesar de já saber que ele lhe mentira várias vezes e que não é bem quem disse ser, continua porém a revelar-lhe pormenores da sua vida. Já no carro de Charlie, este oferece-lhe uma prenda (peças de lingerie) e acabam os dois num motel onde ela experimenta a prenda. Mas Annie, sem saber, estava a ser filmada e acaba mesmo por ser violada.

Annie desabafa então com a sua amiga Katie, contado-lhe aquilo por que  passou, mas da forma como ela própria entendeu a situação. Assim, Katie, apercebendo-se realmente do que aconteceu pelas palavras da amiga, informa a diretora da escola sobre o assunto que de imediato passa o caso para o FBI. Toda a gente sabe que na realidade o homem a violou, mas ela não quer acreditar nisso pois acha que ele está apaixonado por ela. O pai fica furioso e só quer encontrar o homem que lhe fez isso. Durante a investigação, acaba por descobrir as mensagens que a sua filha trocou com Charlie, o que torna ainda mais intensa a vontade de o encontrar  para o matar.

Annie regressa à escola onde confronta Katie, acabando as duas a discutir. Annie e o pai discutem igualmente, pois o pai está muito zangado por não ter sabido o que se passava entre a filha e Charlie. Entretanto, com os progressos na investigação, chega-se à conclusão de que Annie não foi a primeira vítima de Charlie. Só então é que Annie percebe que Charlie não a ama e que simplesmente a violou. Em consequência disso, Annie vai conversar com uma psicóloga acabando por desabafar com ela tudo o que sente. Para piorar ainda mais as coisas, Annie descobre que criaram um site onde expuseram a sua intimidade, o que a deixa completamente desolada, chegando ao ponto de tentar suicidar-se. O pai chega felizmente a tempo de a salvar e finalmente pede-lhe desculpa por não a ter conseguido proteger.confiar-principal

Análise das personagens:

  • Annie: Foi ingénua no desenrolar da história, apercebendo-se apenas no final, que o Charlie não é quem dizia ser, e que a enganou. É a personagem principal.
  • Pai (Will): É um homem trabalhador e preocupado com a família. Quando Annie foi violada deu o máximo, talvez demasiado à família e principalmente à Annie. Tornou-se obcecado por encontrar Charlie.
  • Mãe (Lynn): Não tem um papel muito relevante, mas sofre igualmente. Apoia imenso a filha.
  • Irmão: É uma personagem secundária, mas que se mostra preocupado com Annie após saber o que aconteceu.
  • Charlie: É manipulador, violou Annie e deixou-a acreditar que estava apaixonado por ela. Descobre-se que fez a mesma coisa a outras raparigas.
  • Melhor Amiga de Annie (Katie): É aquela amiga que conta a diretora da escola o que se passou com Annie. É uma verdadeira amiga, que qualquer um gostaria de ter. A partir deste acontecimento, a história desenrola-se.
  • Psicóloga: Desempenha um papel importante na perceção de Annie, perante aquilo que aconteceu, principalmente quando Annie se apercebe que foi violada.

Conclusão final: Nós concluímos que não devemos confiar e abrir-nos com pessoas que não conhecemos, ou que descobrimos na internet.

Ana Brito, Ana Costa, Daniel Pereira e Daniel Guerreiro, 9º A

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Cumprindo-se uma tradição iniciada em 1901, as cerimónias oficiais de entrega dos Prémios mais cobiçados internacionalmente realizaram-se em Oslo e Estocolmo no dia 10 dezembro, aniversário da morte do patrono, Alfred Nobel, filantropo e industrial e, ironicamente, inventor da dinamite.

Foto 2Em outubro os sucessivos anúncios dos diversos laureados, que são sempre seguidos com expetativa pela imprensa internacional, iniciam-se com os contemplados com O Prémio Nobel da Medicina, que este ano distinguiu James E. Rothman (Universidade de Yale), Randy W. Schekman (Universidade da Califórnia em Berkeley) e Thomas C. Südhof (Universidade de Standford), “pelas suas descobertas da maquinaria de regulação do tráfego vesicular, um importante sistema de transporte nas nossas células”. Já se sabia que as moléculas produzidas pelas células vivas são transportadas para os diferentes locais onde são necessárias, dentro de pequenas bolsas ou vesículas sendo que a questão de saber como as vesículas conseguiam entregar a sua carga no sítio certo, na altura certa, permanecia um dos grandes mistérios do funcionamento celular. Devido a este facto, o trabalho dos laureados permitiu perceber os pormenores deste sistema de tráfego vesicular que é crucial para uma variedade de processos celulares na medida que certas doenças imunitárias, neurológicas assim como  a diabetes, caracterizam-se por defeitos nestes processos, habitualmente muito bem orquestrados, de tráfego intracelular. E, embora estas descobertas não tenham ainda dado origem a novos tratamentos contra este tipo de doenças, o importante é perceber como funciona este sistema de base, crucial para o normal funcionamento de todas as células.

François Englebert e Peter Higgs, laureados com o Nobel da Física

François Englebert e Peter Higgs, laureados com o Nobel da Física

Seguiu-se-lhe o anúncio do Prémio Nobel da Física, atribuído ao belga François Englert e ao britânico Peter Higgs pelo seu trabalho sobre o bosão de Higgs, também conhecido como “partícula de Deus”. Os dois cientistas octogenários foram distinguidos pelos seus trabalhos “sobre a descoberta teórica de um mecanismo que contribui para a compreensão da origem da massa das partículas subatómicas”. Este reconhecimento verificou-se devido à confirmação experimental da existência do bosão, em 4 de julho de 2012, pelo Centro Europeu de Física de Partículas (CERN) no seguimento de conclusões da investigação apresentada há cinquenta anos por aqueles cientistas e pelo físico belga Robert Brout, já falecido. Trata-se de uma partícula que está presente em todo o espaço e é nas interacções com ela que as outras partículas subatómicas adquirem a sua massa, uma vez que, sem esta partícula, nem nós próprios existiríamos. No entanto, o bosão de Higgs é extremamente difícil de “apanhar” e só se manifesta de forma extremamente fugidia em experiências que põem em jogo os feixes de partículas mais potentes e os detectores de partículas mais sensíveis que existem no planeta, pelo que, a sua deteção exigiu anos de esforços por parte dos cerca de seis mil cientistas que participam nas duas complexíssimas experiências do CERN, ATLAS e CMS, concebidas para o detetar.

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O Prémio Nobel da Química de 2013 foi para os cientistas de nacionalidade norte-americana Martin Karplus (Universidade de Estrasburgo, França, e Universidade de Harvard, EUA), Michael Levitt (Universidade de Stanford, EUA) e Arieh Warshel (Universidade da Califórnia do Sul, EUA), “pelo desenvolvimento de modelos multiescala para sistemas químicos complexos”, conforme anúncio da Real Academia Sueca das Ciências. Hoje em dia, a simulação das mais complexas reacções químicas no computador é prática corrente. Mas não foi sempre assim – de facto, os três laureados “construíram as bases dos potentes programas [informáticos] que são [hoje] utilizados para perceber e prever os processos químicos”, salienta a mesma entidade em comunicado acrescentando que “a força dos métodos desenvolvidos reside no seu carácter universal pois podem ser usados para estudar todo o tipo de química, das moléculas da vida aos processos químicos industriais.” Um dos sonhos assumidos de Levitt é simular a totalidade de um organismo vivo ao nível molecular. E, segundo a academia, “só o futuro pode decidir” se as poderosas ferramentas desenvolvidas pelos laureados irão um dia permitir concretizar esse sonho.

Alice Munro, Prémio Nobel da Literatura

Alice Munro, Prémio Nobel da Literatura

O Prémio  da Literatura, sempre um dos mais aguardados, contemplou a autora canadiana Alice Munro denominada “mestre do conto contemporâneo” e também conhecida como o Chekhov canadiano, tendo vencido, em 2009, o Man Booker Prize  pela totalidade da sua obra. Os seus romances e contos exploram as complexidades humanas através de narrativas aparentemente simples em que prevalecem os temas ligados ao envelhecimento e ao dilema da rapariga rural na relação com a sua família e a pequena cidade.  Por razões de saúde não está prevista porém a sua presença na cerimónia.

Organização para a proibição das armas químicas, Nobel da Paz

Organização para a proibição das armas químicas, Nobel da Paz

Mas a nomeação que cria sempre mais expectativa é a do Nobel da Paz sendo que, neste ano, a jovem ativista paquistanesa, Malala Yousafzai, vítima da violência taliban e defensora da educação para as adolescentes e mulheres era a que mais consenso gerava entre as 259 candidaturas. No entanto, a Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPCW, sigla em ingês) “pelo seu trabalho considerável para eliminar as armas químicas”, foi a selecionada  pelo presidente do comité Nobel, Thorbjoern Jagland que acrescentou ainda que “os acontecimentos na Síria, onde as armas químicas foram usadas, sublinham bem a necessidade de aumentar os esforços no sentido de acabar com este tipo de armas”. Embora pouco conhecida do grande público esta organização foi fundada, em 1997, para pôr em prática a convenção sobre as Armas Químicas. Atualmente conta com 189 membros representando 89% da população mundial . O trabalho da OPCW tem estado em foco depois de ficar encarregue, através de uma resolução das Nações Unidas, de supervisionar o desmantelamento do arsenal químico do regime sírio de Bashar al-Assad até 30 de junho de 2014.

Foto 4O Prémio Nobel da Economia 2013, na realidade designado por Prémio de Ciências Económicas e patrocinado, desde 1969, pelo Sveriges Riksbank  foi  atribuído aos economistas norte-americanos Eugene Fama, Lars Peter Hansen e Robert Shiller pelos estudos de análise empírica sobre os preços dos ativos justificando o comité que “apesar de ainda não dispormos de explicações completas e completamente consensuais sobre a forma como os mercados financeiros funcionam, a investigação dos laureados melhorou significativamente a nossa compreensão sobre os preços dos ativos e revelou um número de regularidades empíricas importantes, tal como fatores plausíveis dessas regularidades”.

E, para não quebrar a tradição, a entrega dos prémios naquelas cidades escandinavas foi acompanhada de vários eventos comemorativos.

Luísa Oliveira

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mandela

  • Disponível para requisição na BE: Pogrund, Benjamin (1991) Nelson Mandela: Pessoas Que Ajudaram O Mundo, Lisboa : Replicação. Localização: 92. PAM6

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