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Archive for Outubro, 2013

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Morreu Lou Reed, o poeta do rock (artigo no Público)

imagens: daqui, daqui e daqui

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1175036_639840552717326_124124944_nUm dos eventos culturais mais importantes na região de Almada é sem dúvida a Quinzena de Dança de Almada realizado pela Companhia de Dança de Almada que já tem lugar há 21 anos. Com uma média superior a 150 participantes e cerca de 30 trabalhos apresentados por ano, podemos mesmo considerá-lo o maior evento deste tipo realizado em Portugal, permitindo o convívio e o diálogo entre intérpretes, criadores e técnicos de diferentes origens, ligados pelo interesse pela dança contemporânea. Trata-se de um programa de luxo que contempla a realização de vários workshops, uma exposição, encontros e debates, eventos que não se dirigem apenas às pessoas que fazem parte do mundo da dança, mas também ao público em geral.

Para além de nomes consagrados, houve sempre a procura de proporcionar a jovens autores possibilidades de apresentarem os seus trabalhos em condições profissionais e de qualidade, propondo ao público uma variedade de propostas que têm vindo a mostrar o evoluir das diferentes tendências. O festival formalizou-se assim um evento que tem levado a Almada tendências da Dança Contemporânea e apostas em novos criadores.

A 21ª edição realiza-se de 28 de Setembro a 19 de Outubro que este ano é marcada fortemente pela presença do grande bailarino e coreógrafo Benvindo Fonseca com a Gala Comemorativa do 30º Aniversário da sua carreira. Benvindo Fonseca estudou no Conservatório Nacional de Lisboa, Escola da Fundação Gulbenkian, Nova York, Londres e Paris. Dançou e foi coreógrafo nas melhores companhias portuguesas como solista e participou em Galas Internacionais em São Pantaleo, Madrid, Sevilha e Miami. Entre os vários prémios que recebeu sobressaem “Jovens na Criatividade” da ONU (1993), tornando-se Embaixador da Boa Vontade da organização; prémio de carreira atribuído pela Associação Primo-Canto (2002); prémio de carreira atribuído pela Câmara Municipal de Oeiras e Revista Dança (2009); prémio pelo projeto1381235_653400798027968_779586416_n coreográfico “Ciranda”, atribuído pela Câmara Municipal de Oeiras (2010). Esta gala comemorativa do 30º aniversário de carreira de Benvindo Fonseca pretendeu realçar e trazer ao grande público as qualidades de um intérprete de excepção, um profissional que marcou a dança e as artes do seu tempo. Relembrou o passado como intérprete, o presente como coreógrafo e pretendeu alargar o público para o futuro, como artista polivalente e interventivo que sempre foi e que esperamos continue a ser por muitos anos. Eu tive a sorte de poder estar presente, tendo sido convidada como aluna da Escola de Dança da Companhia de Dança de Almada.

A noite iniciou-se com a inauguração da exposição Sempre Benvindo que decorreu de 1 a 19 outubro (terça a sábado, das 10:00 às 18:00 e 1h30 antes dos espetáculos da 21QDA | Forum Municipal Romeu Correia, Sala Pablo Neruda|entrada livre). Na exposição foi possível a visualização de fotografias e vídeos do bailarino, e a contemplação de alguns prémios e figurinos utilizados pelo bailarino em anteriores espetáculos. Benvindo esteve também presente na exposição disposto a conversar com todos os convidados e a explicar cada fotografia ao pormenor.

Começou então o espetáculo com um excerto da Casa do Rio, estreado em 2011 pela Companhia de Dança de Almada, que tem como tema principal o nosso país, Portugal. Após o maravilhoso excerto, Ana Macara tomou o palco e ouvimos depoimentos das mais variadas pessoas, desde grandes nomes da Dança, como Jorge Salavisa e Vasco Wellenkamp a nomes sonantes do País como Maria Cavaco Silva. Logo em seguida, tivemos o prazer de assistir a um excerto de Muito Chão, uma ante-estreia pela 539750_650373644997350_1815916955_nCompanhia de Dança de Almada.  Posteriormente visualizámos um vídeo com a vida de Benvindo em fotografias e também um vídeo com agradecimentos pelas mais variadas pessoas. Ouvimos também discursar amigos e família de Benvindo acerca do grande homem que ele é e que continuará a ser. Por último, vimos um excerto de Edzer, com música ao vivo pelo grupo de batuque Batucadeiras Netas di Bibinha Cabral, estreado em 2011 pela Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo e interpretado pela Companhia de Dança de Almada. Após o excerto, Benvindo fez um discurso e foi aplaudido grandiosamente.

Após o espetáculo as Batucadeiras Netas di Bibinha Cabral vieram tocar para o átrio principal e foi feita uma festa com música e muita dança, acabando assim uma grande noite.

É ainda importante salientar que o novo espetáculo de Benvindo Fonseca, Muito Chão pela Companhia de Dança de Almada estreou no dia 12 de outubro, mas vai voltar a ser interpretado no dia 20 de Dezembro.

Mais informações aqui.

Inês Costa, 11ºE

fotos daqui

Nota do editor: nova rubrica assegurada pela Inês Costa, a nossa mais recente bibliblogueira, sobre Dança Contemporânea

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 O direito à morte sem sofrimento

A eutanásia deve ser legalizada, porque o desejo de morrer para acabar com o sofrimento deve ser respeitado e as pessoas têm o direito de morrer com dignidade

eutanásia 4Eutanásia é a prática pela qual se abrevia a vida de um doente incurável, de maneira controlada e assistida por um especialista. Em sentido amplo, é a morte sem sofrimento físico; em sentido estrito, é a ação de pôr termo voluntariamente e de forma indolor à vida de uma pessoa. Esta palavra deriva do grego euthanatos, onde eu significa “bom” e thanatos, significa “morte”. Traduzido como “boa morte”, o termo é sinónimo de morte pouco dolorosa.

Eu defendo a prática e legalização da eutanásia, pois esta permite evitar a dor e o sofrimento de pessoas em fase terminal e sem qualidade de vida. Na minha opinião, a eutanásia deveria ser legalizada, pois cada um de nós deveria ter o direito de decidir aquilo que pretende fazer com a sua vida. O Homem é proprietário do seu corpo, logo deveria ter liberdade de escolha, pois sabe melhor do que ninguém aquilo que deseja. No entanto, defendo que só o doente deve tomar essa decisão. E tem de ser uma decisão consciente e informada.

Quem condena a prática de eutanásia utiliza frequentemente o argumento religioso de que só Deus tem o direito de dar ou tirar a vida e, portanto, o médico não deve interferir nesse dom sagrado. No entanto, se Deus criou o Homem como um ser inteligente e livre ele devia, para além de ter o direito à vida, também ter o direito à morte. Assim, não lhe pode ser negado o direito de escolher a forma como quer morrer e o dia da sua morte. Outra ideia ainda a ter em conta é que, para os crentes, a vida na Terra é apenas uma passagem, logo a morte não é vista como um fim, mas sim como o início de uma vida melhor.

Relativamente ao facto da lei em Portugal não permitir a prática da eutanásia, através de vários estudos e sondagens realizados, verificou-se que grande parte da população gostava que aeutanasia lei fosse alterada. Por exemplo, Rui Nunes, sociólogo, efetuou um estudo muito interessante, ao escolher uma população com mais de 65 anos e sem doença terminal. Ou seja, escolheu uma faixa etária que por estar mais próxima do final da vida, está mais predisposta a pensar na morte. O estudo revelou que mais de 50% dos inquiridos defenderam a legalização da eutanásia.

Resta-me dizer que todos os anos ocorrem casos de eutanásia em vários países, seja ela ou não legalizada. Um caso muito conhecido foi o de Ramón Sampedro, que aos 26 anos ficou tetraplégico. Ele planeou a sua morte ao fim de 29 anos, depois de ter pedido autorização para morrer, e dos juízes espanhóis terem negado. A sua vida está retratada no filme Mar Adentro (*), onde afirma que “a vida assim não é digna para mim” e que “viver é um direito, não uma obrigação”.

Assim, posso concluir que a eutanásia deve ser legalizada, porque o desejo de morrer para acabar com o sofrimento deve ser respeitado e as pessoas têm o direito de morrer com dignidade.

Rita Pereira, 11ºC

A vida humana como um valor intrínseco

a expressão “direito de morrer” não passa de uma “máscara” que os defensores da eutanásia arranjaram para o termo “direito a morrer em paz”, pois todos nós iremos morrer e, por isso, não precisamos de nos encarregar disso

A eutanásia é um termo que deriva do grego “ευθανασία” e que significa “boa morte”, ou seja, é uma forma de terminar com a vida de um doente em fase terminal ou numa situação de saúde delicada, acabando com o seu sofrimento de uma forma controlada e assistida por um especialista.

eutanásia 3Eu defendo que a eutanásia não devia ser praticada porque a vida de uma pessoa é um direito e não deve, por isso, ser violada (independentemente da situação em causa).

Quem defende a eutanásia não vê a vida humana como um valor intrínseco pois, para si, a condição necessária para viver são as qualidades subjacentes à vida, como por exemplo a saúde e não a vida em si mesma. Apesar de se dever reduzir o sofrimento de uma pessoa ao máximo, matá-la é uma solução radical, pois existem tratamentos que podem ser administrados aos pacientes e que atenuam as suas dores, ainda que possam aproximar a hora da morte.

A prática da eutanásia também não pode ser justificada pela redução dos custos de saúde, devido ao facto de uma vida ter um valor muito superior e incomparável ao de qualquer quantia de dinheiro que se possa poupar. Esta prática também pode ser considerada uma solução fácil, cómoda e egoísta para resolver a situação por parte dos familiares do paciente, já que o seu dever seria ajudá-lo dando lhe amor, carinho e compaixão.

A única forma de morrer dignamente não é ter uma morte “fácil”, neste caso, pela prática da eutanásia. Por isso, a expressão “direito de morrer” não passa de uma “máscara” que os defensores da eutanásia arranjaram para o termo “direito a morrer em paz”, pois todos nós iremos morrer e, eutanasia 2por isso, não precisamos de nos encarregar disso.

Por outro lado, não sabemos até que ponto é que o estado de saúde de uma pessoa pode melhorar para que ela possa voltar a ter uma vida com condições mínimas. Portanto, ao retirarmos a vida a um doente podemos estar a retirar-lhe a hipótese de ele recuperar e voltar a ter uma vida decente.

Muitas vezes também acontece que os pacientes tomam a decisão de que querem que lhes seja aplicada a eutanásia, por influência dos médicos, familiares ou amigos, o que não é correto, pois estes deviam apoiar o paciente a ultrapassar a situação e não torna-la ainda pior (fora os casos em que a eutanásia é praticada sem o consentimento do doente).

Deste modo, defendo que a eutanásia não deve ser legalizada, pois caso isso aconteça, os casos de morte por eutanásia vão aumentar desmedidamente, porque as pessoas já não ponderarão tanto sobre o assunto, já que este é permitido por lei.

Gonçalo Rolo, 11ºC

 mar_adentro(*) Mar Adentro, de Alejandro Amenábar (2004), uma sugestão da autora a não perder.

Ilustrações dos textos daqui, daqui, daqui e daqui.

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Seleção das contribuições de alunos do 8º A, B e C da professora Ana Guerreiro (colaboradora do Bibliblog)

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Saber mais: Vida e Obra de Vinicius de Moraes

Disponível para requisição na BE, deste autor:

  • O operário em construção (localização: 821.1/.9. MOR)
  • Antologia poética (localização: 821.134.3. MOR)

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Retomamos a publicação da rubrica neste novo ano letivo com os alunos a iniciaram o seu Diário Gráfico com a frase: “Um desenho por dia…” que deveriam depois completar, fazendo com que rimasse, atribuindo-lhe um significado, isto é, o que significa mesmo a prática do desenho para cada um deles. Eis alguns resultados.

Ana Guerreiro

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 La Vie en Rose, 1954

Edith Piaf (19.2.1915 – 10.10.1963)

Disponível na BE:  La vie en Rose A extraordinária vida de Edith Piaf, Realização: Olivier Dahan, Distribuição: Lusomundo, 2007, DVD (cota: 8-3. VIE) 

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A Google fez parcerias com centenas de museus, instituições culturais e arquivos para hospedar os tesouros culturais do mundo online. […] Assim, no Google Cultural Institute pode encontrar obras de arte, marcos históricos e locais de património mundial, assim como exposições digitais que contam as histórias por detrás dos arquivos de instituições culturais em todo o mundo.

O Google Cultural Institute envolve diversos projetos:

– O Art Project em que Museus de grande e pequena dimensão, clássicos e modernos, reconhecidos mundialmente e de base comunitária, de mais de 40 países contribuíram com mais de 40 000 imagens em alta resolução de obras, que vão desde o óleo sobre tela até à escultura e ao mobiliário. Alguns quadros estão disponíveis em formato “gigapixel”, permitindo-lhe ampliar até a pincelada ser visível, de forma a examinar detalhes incríveis. Utilize o Google Street View para explorar o interior de monumentos como o Palácio de Versalhes e A Casa Branca.

– O projeto Maravilhas do Mundo que coloca online os locais de património mundial modernos e antigos, utilizando o Street View, a modelação 3D e outras tecnologias da Google. Explore locais históricos como se estivesse lá, incluindo o Stonehenge, as áreas arqueológicas de Pompeia e a Grande Barreira de Corais

– O projeto Momentos Históricos onde se podem descobrir exposições online sobre os grandes acontecimentos que marcaram a História da humanidade. Cada exposição conta uma história através de documentos, fotos, vídeos e, por vezes, relatos pessoais de eventos.

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 Guimarães (vista de 360º) no Projeto Maravilhas do Mundo – clique para aceder

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Museu Coleção Berardo (CCB) – no Art Project – clique para aceder

Nota do editor: os excertos em itálico foram retirados de Google Cultural Institute

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Happy Birthday, Miss Jones
por Norman Rockwell,1956

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No rescaldo cinematográfico do período estival, o destaque vai para algumas obras que sobressaíram no vasto conjunto de estreias. Começo pelo filme que não só foi dos mais comentados neste verão como também foi um dos mais vistos nas salas portuguesas, o excelente A Gaiola Dourada do luso-descendente Ruben Alves, um dos nomeados para os Prémios do Cinema Europeu na categoria “ Prémio do público” que serão entregues em sete de dezembro em Berlim. Jogando de forma inteligente com estereótipos ligados à emigração portuguesa, numa mistura de humor, emoção e nostalgia com boas interpretações, nomeadamente de Rita Blanco, não é de estranhar os variados elogios dirigidos a este jovem e talentoso realizador.

Outra obra magnífica e êxito de bilheteira, certamente, um dos favoritos aos Óscares 2014, O Mordomo, de Lee Daniels,  baseado em factos verídicos que marcaram o percurso de  Eugene Allen que serviu oito presidentes norteamericanos de 1952 a 1986 e que, como tal, viveu as históricas mudanças sociais e políticas que marcaram este período. Num elenco luxuoso destaque para Forrest Whitaker no papel principal e de Oprah Winfrey, numa obra com banda sonora composta pelo músico Rodrigo Leão.

Igualmente com carácter biográfico, Por detrás do Candelabro de Steven Soderbergh sobre o exuberante e extravagante Liberace, com Michael Douglas a encarnar esse ídolo americano do mundo do espectáculo. Realizado para televisão ganhou os prémios Emmy 2013 de melhor filme, realizador e ator. Ainda sobre biografias, Jobs de Joshua Michael Stern sobre o visionário Steve Jobs que, num curto espaço de tempo, mudou o mundo.

De assinalar a reposição, em versão digital restaurada, de duas fascinantes obras da filmografia do realizador nipónico Yasujiro Ozu, Viagem a Tóquio (1953) e O gosto do saké (1962). A primeira foi considerada pela revista britânica Sight & Sound um dos melhores filmes de sempre, enquanto a segunda foi o último filme da sua carreira. Tanto uma como outra tratam, de forma simples e comovente, as tensões familiares e as problemáticas da solidão e da velhice num Japão em mudança.

Da Hungria, chega-nos uma obra baseada em factos ocorridos em 2008 e 2009 –  Apenas o vento, de Benedek Fliegauf, que nos transmite o ambiente opressivo do racismo contra a comunidade de etnia cigana. Recebeu o Grande Prémio do Júri (Urso de Prata) do festival de Berlim 2012 e, pela temática apresentada, o Prémio Amnistia Internacional.

Todd Solondz, um dos mais conceituados realizadores do cinema independente apresenta-nos, de forma amarga, os desajustados da sociedade em Dark Horse- diário de um falhado. Numa época de receios em relação aos emigrantes que chegam ao continente europeu, Andrea Segre apresenta uma película sobre uma amizade improvável como pretexto para falar sobre solidariedade, amizade e tolerância num belo e sensível Shun Li e o poeta. Em Noiva prometida revela-se a espiritualidade da realizadora hassídica Rama Burshtein na sua primeira obra feita para um público mais vasto do que a  comunidade  judia ultra-ortodoxa a que pertence. A protagonista  Hadas Yaron ganhou o prémio de interpretação no festival de Veneza 2012.  Como um trovão, de Derek Cianfrance, drama emocional sobre os laços entre pais e filhos, apresenta um ótimo elenco em que se destacam Ryan Gosling, Bradley Cooper e Eva Mendes.

Woody Allen, por sua vez, estreia a comédia Blue Jasmine, com uma Cate Blanchett encarnando uma personagem em plena crise de identidade, numa temática habitual neste realizador mas que é sempre gratificante assistir. Os fãs do género terror  devem apreciar A evocação de James Wan baseado numa história verídica passada em Harrisville e vivida pelos investigadores do paranormal Ed e Lorraine Warren.

No verão registaram-se dois factos importantes para os cinéfilos. A única cópia de O reinado de terror de Hitler, o primeiro filme norte-americano de propaganda antinazi, realizado por Cornelius Vanderbilt em 1933, foi descoberta na cinemateca de Bruxelas e levada para Nova Iorque, onde será restaurada e exibida no MOMA, Museu de Arte Moderna da cidade em 26 outubro. Depois de uma viagem pela Europa  iniciada em 1930, o realizador chega a Berlim a 5 de março de 1933, dia em que Hitler ganhou as eleições na Alemanha, filmando o ambiente dos desfiles  militares e as primeiras perseguições aos judeus, prevendo o trágico período que se avizinhava. Também importante a descoberta, num armazém da cidade italiana de Pordenone, a primeira obra profissional realizada por Orson Welles que se julgava perdida,Too much Johnson, um filme mudo, a preto e branco de 1938, que também será recuperado e  apresentado em outubro.

Quanto a próximos eventos relevantes, uma referência especial para o DocLisboa- Festival internacional de cinema documental  que se realiza de 24 outubro a 3 novembro que, como já nos habituou, apresenta um vasto leque de estreias e de atividades que vale a pena aproveitar. Informação mais detalhada sobre a programação pde ser acedida em www.doclisboa.org. A 14ª Festa do cinema francês, como em edições anteriores, realiza-se em várias cidades do país, nomeadamente Almada, de 10 outubro a 10 novembro com  diversas apresentação de retrospectivas e anteestreias de qualidade. Também para usufruir do prazer de rever clássicos da ficção científica, até nove de outubro, continua o ciclo de cinema ao ar livre no Campo de Santa Clara com entrada gratuita.

Finalizo com a notícia de que Joaquim Pinto recebeu três prémios no 66º festival de Locarno, com relevo para o Prémio Especial do Júri  pelo documentário E agora? Lembra-me  em que regista  como é viver há vinte anos com os vírus HIV  e hepatite C. Este documentário será apresentado na 51ª edição  do festival de Nova Iorque.

Luísa Oliveira

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