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Archive for Dezembro, 2015

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Subi as escadas do metro, acompanhada pela minha mãe, e, já com um leve atraso, dirigi-me à máquina de carregar os bilhetes, onde estava apenas uma senhora idosa, aparentemente em dificuldade com a utilização da máquina.

ce7d7bed1a84cd204b8fa0f8f9c659cdAtrás de mim, rapidamente se formou uma fila de pessoas, algumas um pouco impacientes. Quando, finalmente, decidi ajudar a senhora à minha frente, fui interrompida.

Atrás de mim, ouvi uma voz rouca e indelicada que sugeria à senhora, pouco agradavelmente, que se chegasse para o lado e deixasse as pessoas passar, pois estavam atrasadas. Isto inquietou, ainda mais, a senhora, fazendo-a desistir e ir embora.

A falta de civismo foi evidente. A ausência de tolerância e de compreensão pela situação desencadeada deixaram-me algo desiludida com o ser humano em geral.

Há um momento, na vida de cada um de nós, em que precisamos de ajuda, ou seja, “não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti”.

Catarina Pereira, 9.º B

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natal dmfazulresbatido

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Um destes dias, ao pesquisar na net, encontrei um artigo que me deixou agoniada. Falava sobre a descoberta, feita por cientistas, para conseguirem ter mais quantidade de morangos com maior qualidade durante o inverno. tumblr_mg8hu90D741r6wo6vo1_500Para conseguir este objetivo, é introduzido, nos morangos, um líquido extraído do interior do peixe do Ártico.
Os cientistas descobriram que este líquido conserva os morangos e os protege do frio, mantendo a sua cor vermelha. È também possível, com este líquido, obter morangos com outras cores. Será que algum dia, ao pedir uma taça de morangos, me trarão um arco-íris dentro de uma taça?
Longe vão os tempos em que a nossa alimentação era natural, sem aditivos nem experiências científicas que tanto afetam a nossa saúde e dificultam uma alimentação saudável. Resta-nos uma questão: alguma vez conseguiremos olhar para os morangos da mesma forma?

Rosebele Nunes,  9.º B

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Já temos um novo perfil no Facebook e agradecemos a alguns dos frequentadores da BE da ESDS por terem “dado a cara” por todos nós :D.

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odisseia de HomeroBARROS, João de, (2012) A Odisseia de Homero, Marcador Editora, 1ªedição – localização na BE: 087.5 BAR

A Odisseia de Homero fala nas aventuras de herói grego chamado Ulisses, o rei de Ítaca. A meu ver, este herói era um pacifista pois finge-se de louco para não ir para a guerra de Tróia. Mas após os seus amigos o terem testado, lá foi.

A guerra tinha durado dez anos, mas Ulisses teve uma ideia, que consistiu em construir um cavalo de madeira, oco, para Ulisses e os seus companheiros irem lá para dentro e as tropas desaparecerem nas colinas e, quando o cavalo estivesse dentro das muralhas inimigas, incendiarem Tróia. Graças a este plano, os gregos saíram vitoriosos.

Na tentativa de chegar a casa, o herói depara-se com uma grande tempestade que o afastou da sua rota. A partir daí, o herói vive uma série de aventuras e perigos para conseguir chegar a casa , como por exemplo na ilha da Ciclopia onde derrotou o mais forte dos ciclopes.

Acho que o livro é muito interessante e como sou um grande fã de mitologia grega isso incentivou-me imenso a ler o livro, embora também a personalidade de Ulisses me tivesse cativado. Só houve um ponto negativo que foi o facto de o nome dos deuses pertencer à mitologia romana e não à mitologia grega, visto que é uma história grega.

Guilherme Fustiga, 7ºA

 

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O Sistema Solar é constituído por 8 planetas: Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno.

Há muitos planetas no Sistema Solar que têm satélites, por exemplo, a Terra tem 1 satélite: Lua; Marte tem 2 satélites: Fobo e Deimos; Júpiter tem 67 satélites: Lo, Europa, Ganimedes, Calisto e mais; Saturno tem 62 satélites: Mimas, Encélado, Tétis, Dione, Reia e mais; Úrano tem 27 satélites: Puck, Miranda, Ariel, Umbriel e outros; Neptuno tem 14 satélites: Tritão e Nereida, entre outros.

Marte é o quarto planeta a partir do Sol. É também o segundo menor planeta no Sistema Solar. Batizado em homenagem ao deus romano da guerra, muitas vezes é descrito como o “Planeta Vermelho”, porque o óxido de ferro predominante na sua superfície lhe dá uma aparência avermelhada.

Marte está sendo explorado por cinco naves espaciais atualmente: três em órbita — Mars Odyssey, Mars Express e Mars Reconnaissance Orbiter — e duas na superfície — Mars Exploration Rover Opportunity e Mars Science Laboratory Curiosity.

Marte é um planeta rochoso com uma atmosfera fina, com características de superfície que lembram tanto as crateras de impacto da Lua quanto vulcões, vales e desertos. Recentemente, a NASA divulgou uma grande descoberta para a imprensa, a descoberta de fortes evidências que indicam a existência de água líquida na superfície marciana. Já não é de hoje que cientistas sabem da existência de gelo em certas regiões de Marte, mas nunca se conseguiu nada sobre água liquida correndo pela superfície de Marte.

 Afonso Vaz,7ºD

mara isodoro 7ºB

maqueta de Mara Isidoro, 7ºB

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O autor d’A Vila das Cores, Bruno Magina,  um dos vencedores da Bolsa Jovens Criadores 2015, na área de literatura, esteve a tempo inteiro durante os dias 26 e 27 de novembro p. p. no Agrupamento de Escolas Daniel Sampaio (AEDS).

O convite ao autor surgiu no âmbito do projeto multidisciplinar Um Livro, Um Mundo, iniciativa promovida pela Biblioteca Escolar (BE) da EB Vale Rosal que rapidamente se estendeu às outras BE e Escolas do Agrupamento.

No 1º período 2015 / 2016, Um livro foi A Vila das Cores, Um Mundo foram os sentidos inferidos a partir do texto e da cor. Enquanto texto multimodal, a obra de Bruno Magina permitiu a um grande número de alunos dos vários ciclos e níveis de ensino do AEDS, auxiliados pelos seus Professores e Professores Bibliotecários (PB), fazerem uma interseção entre a estética literária e as artes plásticas. As suas propostas de análise consubstanciaram, por um lado, uma articulação curricular vertical e horizontal, por outro, as mais diversas apresentações finais, nos mais diversos suportes.

Dulce Sousa

Nota do editor: as imagens em diaporama ilustram a presença do escritor na ESDS e a exposição dos trabalhos dos alunos do 8º ano, coordenados pela profª. Ana Guerreiro e do 12ºI (PAI), coordenados pela profª. Armanda Mendes, também autora da maioria das fotos.

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imagesMais um ano, mais um ranking das escolas que, sendo estrela de abertura dos telejornais por um dia, logo se desvanece na espuma mediática, sem que se responda definitivamente às eternas questões – estaremos a hierarquizar a qualidade académica ou a espelhar a desigualdade social? Serão os rankings uma ferramSem Títuloenta útil para estimular a melhoria dos desempenhos de cada escola ou apenas uma falácia que não reflete a qualidade de ensino, nem o mérito académico? Serão os exames um instrumento que afere os conhecimentos de todos os alunos por igual, ou apenas um penalti académico para o qual se treina durante todo o ano letivo, esquecendo o resto do jogo?
Certamente a questão é complexa e não terá uma resposta de preto ou branco, embora no inquérito que temos levado a cabo ao longo do ano,  e que decidimos manter, quase metade dos leitores considere que estes rankings não refletem a qualidade académica dos alunos e professores.

Porém, para quem quer aprofundar o assunto sob diversos ângulos, recomendam-se dois artigos de opinião de dois recentes responsáveis pela tutela da educação publicados no Público (edição online) ou a (re)leitura do artigo publicado pelo nosso colega Carlos Sant’Ovaia aqui no Bibliblog há quase um ano.

Fernando Rebelo

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Damos hoje início a uma nova rubrica aqui no Bibliblog com a publicação de um artigo da Micaela Rafael.

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mil maneiras de mostrar os factos

Este nova rubrica – Um olhar sobre as notícias – resulta da colaboração da BE com a disciplina de História lecionada pela Luísa Oliveira ao 12ºE, turma que se dispôs a participar neste projeto.

O nosso objetivo é combinar a consciência cívica, a atualização informativa, a opinião fundamentada e, em particular, promovendo a literacia dos media, a formação de uma consciência crítica em relação às opções editoriais dos vários media.

Pretendemos que os alunos envolvidos neste projeto

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um espetador desprevenido

se apercebam das mil maneiras de olhar e de mostrar  os “factos” – como, por vezes, meras opções gráficas ou destaques podem refletir o mesmo facto de distintas formas, infelizmente algumas delas com um efeito manipulatório sobre um leitor/espetador mais desprevenido ou menos educado na forma como filtra e reage criticamente à informação que lhe é fornecida em catadupa nos dias de hoje.

Fernando Rebelo (PB)

Imagens daqui e daqui

As consequências de uma sociedade conformista

O aquecimento global poderá ser sanado quando, entre outras coisas, houver um crescimento global de mentalidade

É do conhecimento geral que um dos principais temas da atualidade se prende com as alterações climáticas. O aumento da temperatura, a subida no nível médio das águas ou a degradação da qualidade do ar são consequência de uma sociedade cada vez mais consumista, indiferente e conformista.

A verdade é que todos nós gostamos de ter aquela camisola a 15 euros, uma caneta a 2 euros ou um par de calças a 20 euros, a casa aquecida no inverno e um carro para nos deslocarmos de forma cómoda para o trabalho, no entanto, pensamos nas consequências que daí advêm? Não.

original (2)Assim, na sequência desta questão e de outras, líderes de todo o mundo reúnem-se em Paris, de forma a chegar a um acordo relativamente às medidas a tomar para combater as alterações climáticas, tendo como principal objectivo que até 2100 a subida da temperatura não exceda os 2 graus celsius.

O top de países mais poluentes são efetivamente, e sem surpresa, os países que mais produzem. China, Estados Unidos, Índia, Rússia, etc. Tornando-se evidente que é necessário estabelecer de forma igualitária os encargos dos países industrializados e dos países em desenvolvimento, para que não aconteçam situações como a que se está a viver agora na capital chinesa, Pequim.

Jornais como o Diário de Notícias, Expresso ou o Jornal de Negócios avançam

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Pequim em alerta vermelho (Sicnotícias.pt)

com a notícia chocante de que a China activou o alerta vermelho pela primeira vez na sua história: o máximo numa escala de quatro em relação aos níveis de poluição. Medidas como a proibição de circulação de veículos ou o aconselhamento às populações para permanecerem nas suas casas já estão em vigor na capital chinesa.


A maioria dos jornais mantem-se fiel à mesma linha informativa, destacando que esta é a primeira vez que tais medidas são implementadas e explicando o sucedido com a existência de um denso nevoeiro branco seguido de um forte odor a carvão. No entanto, conseguimos ver que tanto o Jornal de Negócios como o2015-12-07-Pequim  Diário de Notícias se centram unicamente nas medidas tomadas por Pequim, sendo tal visível na repetição da expressão “alerta vermelho em Pequim” chamando assim mais a atenção dos leitores para este lado pontual da questão. Já o Expresso, para além da descrição dos factos, alargou mais o campo informativo, procurando dar uma base mais científica ao artigo, reportando muitos números baseados em estudos relacionados com a poluição, incluindo relatos de residentes, explicações do Presidente da Câmara de Pequim e os estudos de um investigador.

Não deixa de ser irónico o sucedido, visto que, não há muitos dias, a China, o país mais poluente no mundo, expressava a sua vontade de reduzir em cerca de 60% as emissões dos gases poluentes na Conferência do clima em Paris.

Este é um tema que deve interessar a todos, tendo em conta que se trata,2015-11-29-paris-1 nada mais, nada menos, do que o reflexo de uma sociedade consumista que quer sempre mais e mais a um preço cada vez mais baixo, o que não é possível sem colocar em causa a “saúde” do nosso planeta e das imensas pessoas que nele habitam, como é referido no jornal Expresso, que divulga um estudo em que 1,4 milhões de chineses podem morrer prematuramente anualmente por causas relacionadas com a poluição, sendo que a poluição mata diariamente 4000 pessoas.

Cabe-nos então a nós pensar se realmente queremos continuar a adoptar uma atitude conformista ou agir – será que uma camisola, um lenço ou mais um ar-condicionado ligado em casa vale, a longo prazo, a vida das pessoas, vale o fim da biodiversidade, vale o início de secas, a escassez de água e novos conflitos mundiais? Deixemos de ser egoístas e pensemos nas gerações vindouras, como Veríssimo Andrade refere: “O aquecimento global poderá ser sanado quando, entre outras coisas, houver um crescimento global de mentalidade.”

Micaela Rafael, 12º E

Fonte das imagens: sicnotícias.pt e expresso.pt

 

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Muchamore faz cinema com as letras

                       Diogo Sá Nogueira

imageMUCHAMORE, Robert, Segurança Máxima , coleção CHERUB, Porto Editora

Classificação: 5 estrelas em 5

Fantástico! Os episódios desta coleção são eletrizantes. Desde o primeiro livro da saga CHERUB que eu acompanho as aventuras de James Adams e dos seus camaradas ao serviço do MI5 Britânico.

Desta vez, o jovem de dezasseis anos e outro colega são enviados para a prisão de segurança máxima no Arizona para fazer amizade com Curtis Oxford, um jovem problemático que por sua vez é filho de uma grande traficante de armas,  cuja mãe pretendem prender.

Os assuntos tratados neste livro são pesados (drogas, violência e racismo) mas a forma como Robert Muchamore escreve torna-os muito mais leves para o leitor. O livro projeta imagens na nossa mente, dignas de um filme de Hollywood, explorando assim a criatividade de cada um.

De outros tantos escritores que li, Muchamore consegue ser o mais gráfico e explícito, pois durante esta história o protagonista envolve-se em várias lutas e perseguições que são narradas de forma  bastante realista.

O livro é extenso mas quanto mais lemos mais queremos ler e conseguimos acompanhar as investigações e formular os nossos próprios juízos.

Enquanto acompanhamos as missões, conseguimos notar que Robert Muchamore percebe os adolescentes e escreve de uma forma simples e de fácil compreensão.

Aconselho a todos os jovens a leitura dos livros da coleção CHERUB, que prometem ação e suspense do início ao fim.

Diogo Rosário de Sá Nogueira, 11ºA

NOTA: quase todos os livros da coleção CHERUB estão disponíveis na nossa biblioteca – aproveita a pausa do Natal: leva dois livros e entrega só em janeiro.

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Entro na sala, retiro o caderno e preparo-me para iniciar a lição. Um grande alvoroço na sala, idêntico ao de um estádio de futebol.

Enquanto escrevo o sumário, a professora esforça- se por manter o silêncio.

No decorrer da aula, os alunos trocam galhardetes. Os da frente com os de trás, e assim sucessivamente. Parece um torneio de ténis. Só faltava mesmo a rede.

puzzleAssim que a professora vira as costas ou responde às dúvidas dos interessados, é como se tocasse uma sineta, dando início a um combate. Os interessados permanecem imóveis, focados nos seus objetivos, no seu futuro. Parecem imunes ao que os rodeia.

E eu? Onde me encaixo? Por vezes, sinto que faço parte dos irrequietos, mas na maioria das vezes, faço parte daqueles com quem me identifico: os aplicados, que têm negativa porque não se aplicaram ou estiveram na brincadeira, e dão a volta por cima e aplicam- se nas aulas e no estudo, pois hoje em dia, se não estudares, o que vais fazer de ti? Do teu futuro?

João Serra,  9.º B

imagem daqui

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uma aventura literária (mais…)

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Caros leitores,

Há algum tempo, por políticas do próprio Facebook, o nosso perfil foi encerrado. Lamentamos perder os nossos “amigos” mas tentaremos criar um novo perfil ou uma página, tal como o anterior, apenas com o intuito de divulgar as publicações do Bibliblog. Entretanto, se gosta do nosso blog, pode antes tornar-se subscritor clicando no botão subscreva-me! numa das caixas laterais.

Voltem sempre!

facebibli

 

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Um filme, um pacote de gomas, duas horas e muito arrependimento depois, eis que formulei uma opinião sobre a obra cinematográfica “American Ultra”, realizado por um típico “american” Nima Nourizadeh.

A ação decorre numa cidade pequena dos EUA, onde Jeremiah, um jovem adulto consumidor de drogas leves, vive a sua vida pacata de trabalhador numa loja de conveniência no meio do nada.

Sendo categorizado como um filme de ação, seria de esperar que houvesse, bamerican-ultra-posterem, ação. Para um bocado de “agitação” é preciso esperar uns bons quarenta e cinco minutos, algo um pouco chato para apreciadores de filmes dinâmicos.

Entretanto aparece a CIA e “desbloqueia” a mente do rapaz que, numa inversão de acontecimentos, tinha sido treinado para ser uma autêntica máquina de matança e cuja memória fora apagada. É a partir desse momento que começa a gargalhada. É importante mencionar que não é uma comédia: os efeitos especiais parecem de há vinte anos, cada soco soa como pedra com pedra, o nome Jeremiah é demasiado comprido para um filme de ação, dado que está sempre a ser gritado e perdem-se logo uns instantes de ação… Diria que é uma junção de “Era dos Rôbos” com “Jantar de Idiotas”.

Concluindo, é uma obra “faz de conta que é um filme a sério com ação desde o início ao fim” que não faz justiça ao título do cinema como sétima arte.

Ana Luísa Oliveira, 11ºA

 

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Novembro iniciou-se com a aguardada estreia do 24º filme da saga 007, iniciada em 1962, Spectre de Sam Mendes, mais uma obra de acção e aventura com o famoso agente secreto, representado atualmente por Daniel Craig. Da mesma forma, a vasta legião de fãs The Hunger Games: A revolta –Parte 2  de Francis Lawrence aguardou com expetativa  a luta de  Jennifer Lawrence pela liberdade o que tem resultado em excelentes valores de bilheteira.

Também de luta mas não de ficção, as ações dinamizadas pelas mulheres que reivindicaram o reconhecimento do direito ao voto, constituíram a base para o argumento do filme As sufragistas de Sarah Gravon. Com inúmeros sacrifícios pessoais colocando em risco as relações familiares e até a própria vida, a sua tenacidade contribuiu para a emancipação feminina.

Numa área diferente, Steve Jobs de  Danny Boyle, protagonizado por  Michael Fassbender,  apresenta  o retrato íntimo, pessoal e profissional, de um homem controverso e visionário que vai contribuir para uma autêntica revolução digital com o lançamento de produtos que vão mudar o quotidiano da humanidade. Por seu turno, em 13 minutos de Oliver Hirshbiegel,  vemos como o alemão Georg Elser poderia ter mudado o rumo da história ao tentar matar Adolf Hitler em 8 de novembro de 1939 colocando uma bomba atrás de um púlpito que iria ser usado pelo ditador, em Munique. Infelizmente, este abandonou o local mais cedo do que o previsto pelo que, Georg Elser, que será assassinado no campo de concentração de Dachau pouco tempo antes do final do conflito, não será recordado como um herói mas como alguém que viu o perigo que representava o ditador numa época em que era idolatrado por muitos alemães.

Num período posterior à 2ª guerra mundial marcado pela intensa rivalidade entre as superpotências EUA e URSS  A ponte dos espiões de Steven Spielberg, com argumento dos irmãos Cohen e de Matt Charman é uma  narrativa  autêntica dos factos  que envolveram a acção do  advogado americano James Donovan, interpretado por Tom Hanks, para libertação de um piloto aprisionado pelos soviéticos. Thriller político de excelente qualidade enriquecido pela fotografia e banda sonora que contribuem para transmitir o ambiente de tensão latente vivido durante a Guerra Fria.

Reunindo comédia e drama, Joaquim de Almeida contracena com Sandra Bullock e Billy Bob Thornton em Profissionais da crise de David Gordon Green com um tema atual  sobre o papel dos consultores políticos que ultrapassam todos os obstáculos para levar os seus candidatos, mesmo os corruptos,  à vitória. O Segredo dos seus Olhos de Billy Ray  é uma refilmagem do excelente filme homónimo argentino vencedor, em 2009, do Óscar de melhor filme estrangeiro. Embora mantenha o suspense focando o argumento no temor do terrorismo as prestações credíveis dos atores, nomeadamente Nicole Kidman e Julia Roberts,  não fazem esquecer  a obra argentina que apresenta uma melhor qualidade.

Na última edição do Lisbon and Estoril Film Festival  Minha Mãe  de  Nanni Moretti  foi a obra intimista  e emotiva de abertura  que, focando a espera da morte, foi inspirada no falecimento, em 2010, da mãe do realizador.

Quanto à produção nacional estreou-se O Leão da Estrela de Leonel Vieira inspirado na comédia de enganos homónima, constituindo a 2ª obra da trilogia “ novos clássicos” de homenagem a obras icónicas da cinematografia portuguesa das décadas de 30 e 40.

No momento em que já se aproxima a época natalícia, os filmes de animação apresentam-se como alternativa, refiro-me a filmes como uma aventura protagonizada por um dinossauro e uma criança – A viagem de Arlo de Peter Sohon, que é mais uma produção dos estúdios da Pixar.

Relembro que O Cineclube Impala Cine continua com os seus ciclos temáticos sobre grandes realizadores estando a decorrer o dedicado a Éric Rohmer, cuja programação poderá ser consultada em http://www.gandaia.pt.

Luísa Oliveira

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