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Posts Tagged ‘Apreciação Crítica’

3c680a0d94550a0d45acc430a36a0574Cientistas com comédia

«A Teoria do Big Bang» é uma série americana que acompanha um grupo de amigos que vivem em Pasadena, Califórnia. Esse grupo é formado, inicialmente, por Leonard Hofstader e Sheldon Cooper, que são físicos, e Penny, a paixão de Leonard até ao final da série, em que acabam casados. O resto do grupo é formado por Howard Wolowitz, engenheiro aerospacial, e pelo astrofísico Rajesh Koothrappali. Ao longo da história, também entram Bernadette e Amy, que se envolvem com Howard e Sheldon.

É uma série cujo público-alvo são os adolescentes e os adultos de qualquer género. É uma série de comédia e um pouco de romance, mas sempre muito engraçada, que são aspetos positivos.

Negativamente, observa-se o facto de a série ter acabado ao fim de doze temporadas. Podiam ter feito uma pós-vida do grupo a seguir ao grande final.

É uma série que durou doze anos e doze temporadas, em que dá para ver a evolução das personagens como pessoas, amigos e cientistas. Esta série merece uma classificação de quatro estrelas e meia.

Afonso Couceiro,  8.º C

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4723738Filme: “Jurassic World”

Realizador: Juan António Bayona

Atores: Bryce Dallas Howard, Chris Pratt, Rafe Spall, B.D Wong, Ted Levine, Toby Jones, Daniella Pineda, Geraline Chaplin, James Crowet.

O filme “Jurassic World” é do realizador Juan António Bayona. Este filme é uma descarga de adrenalina e é muito emocionante. O filme retrata a vida de um cientista – Owen Grady – e de uma mulher de negócios, Claire Dearing, que lutam contra o tempo para salvar os dinossauros.

Ao longo do filme, os atores colocam um dinossauro em cativeiro, mas isto foi muito polémico, porque os animais devem viver no seu habitat natural, juntamente com seus pares ou outras espécies, e não isolados, em cativeiro. Esta foi a grande crítica trazida a público pelos espetadores do filme, que defenderam a vida dos animais no seu habitat.

Um dos aspetos positivos do filme é a união entre as personagens para conseguirem salvar o maior número de pessoas durante a erupção do vulcão na ilha.

Um aspeto negativo, além do dinossauro em cativeiro, é a morte do segurança, sendo uma cena muito realista.

Carolina Viegas, 8ºD

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do realizador Jonathan Demme

Prós – Uma história de cortar a respiração, com atores incríveis.

Contras – Muito violento para quem não goste de terror psicológico.

Clarice Starling é uma aluna da academia do FBI que é enviada para entrevistar o prisioneiro Hannibal Lecter, um psiquiatra brilhante, mas também um psicopata violento e um assassino canibal. O objetivo é descobrir pistas para identificar um assassino em série que mata jovens mulheres, retirando-lhes uma parte da pele e deixando uma mariposa nas suas gargantas.

O Dr. Lecter é a personificação do mal, mas gostamos dele por ser charmoso e por ser muito educado com a Clarice. Ele concorda em colaborar mas não dirá uma palavra sem receber contrapartidas em troca, incluindo mudar para uma prisão com um quarto com janela.

Apesar de ser um filme de 1991, já quase com 30 anos, apresenta-nos uma história atual, numa altura em que se fala tanto de igualdade de género. Ao contrário de outros filmes policiais, a personagem principal é uma mulher inteligente, rodeada de homens, polícias e assassinos, e suficientemente determinada para conseguir convencer o psiquiatra condenado a prisão perpétua, a colaborar.

Vencedor de vários prémios, incluindo cinco Óscares, entre os quais, melhor filme, melhor ator principal e melhor atriz principal, apresenta uma história cativante que nos prende ao ecrã à espera que o mistério se resolva, seguindo as pistas de Dr. Lecter e acompanhando a metamorfose do assassino em série, da agente Clarice e do psiquiatra, levando-nos a um final inesperado.

Rita Martins, 8ºB

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No dia 29 de novembro de 2016, no âmbito da disciplina de História A, as turmas de décimo segundo ano do curso de Línguas e Humanidades realizaram uma visita de estudo ao Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, onde puderam observar in loco várias das obras estudadas no que diz respeito à temática das tendências culturais vanguardistas em Portugal, que se distinguiram em dois momentos particulares: o primeiro modernismo (entre 1911 e 1918) e o segundo modernismo (decorrido nos anos 20 e 30).

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 Menino e Varina, Mário Eloy, 1928

Entre as várias obras de artes visualizadas e brevemente analisadas ao longo da exposição, destaco o “Menino e Varina” de Mário Eloy, um dos mais relevantes representantes do Modernismo português, conhecido por ser um irreverente autodidata e cuja vida e obra foi marcada pelas suas várias viagens ao estrangeiro (teve até contacto com o centro cultural europeu, Paris, que lhe deu acesso a um meio socialmente elitista, permitindo-lhe aprofundar conhecimentos e abrindo-lhe portas a uma carreira artística mais convencional). Apesar de ter tido também um percurso marcado pela sua instabilidade emocional e oscilações de humor – que o levou mesmo a destruir muitas das suas obras -, da sua carreira ter tido um fim prematuro e uma curta duração devido à doença de que padecia causar-lhe um progressivo descontrolo motor e demência, e de ter ainda perdido um grupo de cerca de trinta pinturas que deixara na Alemanha no decorrer da II Guerra Mundial, deixou como legado um conjunto de quatrocentas peças, entre as quais se encontram desenhos e pinturas de sua autoria.

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Mário Eloy, autorretrato

Relativamente a esta obra, “Menino e Varina”, tem como técnica o óleo sobre tela, uma altura de quarenta e nove centímetros e largura de quarenta e três centímetros como dimensões, e foi executada em Lisboa no ano de 1928, tendo sido exposta pela primeira vez nesse mesmo ano.

Tendo em conta estes dados e numa primeira observação da pintura, entende-se uma evidente influência das frequentes viagens que fazia à cidade de Lisboa, onde sob a perspetiva do movimento expressionista que lhe é dado a conhecer em Berlim e que marca as suas obras no período entre 1927 e 1929, Eloy interpreta situações da vida quotidiana tradicional, representando assim paisagens urbanas, retratos ou modelos tipicamente lisboetas, entre os quais o fadista e a varina, para exemplificar.

Deste modo, constatamos nesta cena que Mário Eloy estrutura uma composição onde o primeiro plano é ocupado pela figura desproporcionada e monumental de uma varina, uma vendedora ambulante de peixe que leva o um cesto sobre a sua cabeça e cujo corpo ocupa quase a totalidade da tela, parecendo mesmo estar a trespassá-la pelo modo como o seu braço esquerdo levantado está cortado pelos limites superiores do quadro. O seu rosto, que apresenta formas distorcidas onde se distinguem uma boca entreaberta e grandes olhos, é pintado com uma pincelada grosseira e larga, num cromatismo agressivo que conjuga tons negros, verdes e ocres, que remetem para o Expressionismo.

Partilhando com a varina o primeiro plano mas numa escala desajustada está o seu filho – também ele deformado – que tem pelo joelho e que carrega nos seus braços um único peixe, dando a sensação que acompanha o movimento do corpo da mulher no sentido diagonal.

Por sua vez, no plano de fundo da obra é possível visualizar-se uma paisagem, na qual o mar e a areia da praia mal se distinguem, destacando-se uma casa de pescadores deformada à esquerda, e dois barcos no lado que se lhe opõe, à frente dos quais se veem duas outras mulheres despidas, carregando na cabeça o que pode ser interpretado como cestos de carvão ou de peixe.

Conclui-se que todos os elementos distintivos deste quadro evidenciam a visão subjetiva de Mário Eloy face a esta realidade, assim como demonstram também o expressionismo alemão que conheceu na cidade de Berlim e de cuja intensidade se veio afastar numa fase posterior no início dos Anos 30.

Ana Leitão, 12ºE

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Um filme, um pacote de gomas, duas horas e muito arrependimento depois, eis que formulei uma opinião sobre a obra cinematográfica “American Ultra”, realizado por um típico “american” Nima Nourizadeh.

A ação decorre numa cidade pequena dos EUA, onde Jeremiah, um jovem adulto consumidor de drogas leves, vive a sua vida pacata de trabalhador numa loja de conveniência no meio do nada.

Sendo categorizado como um filme de ação, seria de esperar que houvesse, bamerican-ultra-posterem, ação. Para um bocado de “agitação” é preciso esperar uns bons quarenta e cinco minutos, algo um pouco chato para apreciadores de filmes dinâmicos.

Entretanto aparece a CIA e “desbloqueia” a mente do rapaz que, numa inversão de acontecimentos, tinha sido treinado para ser uma autêntica máquina de matança e cuja memória fora apagada. É a partir desse momento que começa a gargalhada. É importante mencionar que não é uma comédia: os efeitos especiais parecem de há vinte anos, cada soco soa como pedra com pedra, o nome Jeremiah é demasiado comprido para um filme de ação, dado que está sempre a ser gritado e perdem-se logo uns instantes de ação… Diria que é uma junção de “Era dos Rôbos” com “Jantar de Idiotas”.

Concluindo, é uma obra “faz de conta que é um filme a sério com ação desde o início ao fim” que não faz justiça ao título do cinema como sétima arte.

Ana Luísa Oliveira, 11ºA

 

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