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ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

diana0É importante seguirmos uma alimentação variada, completa e equilibrada, de modo a proporcionar-nos energia suficiente para o resto do dia. Cada ser humano necessita de uma quantidade diferente de calorias, ou seja, uma quantidade diferente de energia. Os valores médios aconselhados para adultos saudáveis são entre as 1800 e as 2500 calorias, dependendo do estilo de vida do indivíduo em questão.

A roda dos alimentos é um dos nossos principais guias para uma alimentação saudável, a roda está dividida em 7 grupos, todos com dimensões diferentes. Essas dimensões representam a frequência com que cada grupo deve estar presente na nossa alimentação. A água encontra-se no centro da roda, não possuindo grupo próprio, uma vez que está representada em todos os grupos, e é fundamental à vida humana.

As 4 leis da alimentação saudável 

Lei da quantidade- a quantidade de alimentos ingerida deve satisfazer as necessidades energéticas do indivíduo. Deve-se evitar tanto excessos como restrições, pois ambos são prejudiciais para o organismo

Lei da qualidade- uma alimentação completa é aquela que inclui todos os nutrientes necessários ao bom funcionamento do organismo, por isso devemos ter uma alimentação variada, incluindo todos os grupos de nutrientes.

Lei da harmonia- refere-se à distribuição e proporcionalidade entre os nutrientes. Os nutrientes devem-se encontrar em proporções adequadas na nossa alimentação, pois estes dependem uns dos outros para funcionarem corretamente. Por isso, devemos ter em atenção que ao cortar certos alimentos da nossa alimentação, podemos estar a privar-nos de nutrientes importantes ao bom funcionamento do nosso organismo.

Lei da Adequação- a alimentação deve ser adequada às necessidades do organismo de cada indivíduo. Existem diversos fatores que condicionam as necessidades energéticas de cada um, tais como: ciclo da vida; estado fisiológico; estado de saúde; hábitos alimentares; condições culturais.

Alimentos: 

Orgânicos: Alimentos cultivados sem pesticidas, fertilizantes e herbicidas, ou alimentos derivados de animais, que são alimentados com alimentos naturais, sem hormonas ou antibióticos.

Biológicos: alimentos saudáveis e de elevada qualidade, produzidos de modo a promover práticas sustentáveis e de impacto positivo no ecossistema. Não há uso de pesticidas, adubos químicos, nem organismos geneticamente modificados. A produção de alimentos de origem animal, rege-se por regras e normas que visam  respeitar o bem-estar animal.

Naturais: alimentos que provém da natureza, estes alimentos, contrariamente aos orgânicos e biológicos, não têm uma certificação oficial. Pelo que, apesar da denominação “natural”,  podem, no entanto, utilizar pesticidas, fertilizantes químicos e sementes geneticamente modificadas.

Integrais: alimento que está tão perto do seu estado natural quanto possível para consumo. São, principalmente, cereais e derivados que não passaram por processos de refinação, o que fez com que conservassem todos os seus componentes originais.

Alimentação vegetariana 

original_vegetarians2Em Portugal 1,2% da população é vegetariana, e todos os dias vemos este número a crescer, uma vez que tem se tornado cada vez mais popular entre os jovens excluir a carne da sua alimentação. Não só como uma forma de protesto contra a indústria da carne, mas também como uma alternativa saudável. Vários indícios apontam que o próprio Leonardo Da Vinci adotou este estilo de vida, excluindo a carne da sua alimentação.

Apesar de cada vez ser mais comum ouvir falar sobre o vegetarianismo, ainda há muitas questões e mitos acerca deste estilo de vida.

TODOS OS VEGETARIANOS SEGUEM A MESMA DIETA ?

A dieta de um vegetariano pode mudar consoante a vontade deste, podemos assim dividir estes em 4 grupos diferentes, consoante as suas restrições alimentares : ovolactovegetarianos, lactovegetarianos, vegetarianos estritos e vegans. Com o seguinte gráfico irás conseguir perceber as diferenças entre estes grupos.

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OS VEGETARIANOS PRECISAM DE TOMAR MUITOS SUPLEMENTOS PARA SUBSTITUIR OS NUTRIENTES DA CARNE ?

 Na verdade, a única proteína que estará em falta na dieta dos vegetarianos será a proteína B12, que se encontra nas carnes vermelhas e é essencial à síntese de DNA, portanto para a obter é necessário suplementação. Os restantes nutrientes facilmente se encontram em outros alimentos, não sendo necessário recorrer à suplementação para obter estes, contudo isto varia de dieta para dieta, não sendo regra geral.

OS MEUS OSSOS VÃO FICAR FRACOS SE EU DEIXAR DE CONSUMIR LACTICÍNIOS?

 Os ossos não ficam fracos se deixar de haver consumo de lacticínios. Para que haja a absorção de nutrientes necessários para ter ossos fortes, precisamos de um conjunto de nutrientes específico: cálcio, magnésio, vitamina k e boro.

Lacticínios como o leite, apesar de terem uma elevada quantidade de cálcio, pouco têm dos outros nutrientes, o que faz com que a absorção seja pouca, podendo levar ao excesso de cálcio no organismo.

A couve, por exemplo, pode ser um bom substituto, uma vez que tem todos os nutrientes necessários.

OS VEGETARIANOS TÊM DE COMER MAIS PARA TER A MESMA QUANTIDADE DE PROTEÍNAS?

 Sim, as proteínas vegetais têm menor valor biológico que as proteínas da carne, ou seja, têm menos aminoácidos e nitrogênio, o que faz com que tenhamos de consumir uma maior quantidade destas. Contudo, existem alguns alimentos que podem substituir a carne a um nível nutricional, que é o caso do tofu.

VOU TER ANEMIA SE ME TORNAR VEGETARIANO?

A anemia é causada pela falta de ferro e apesar do consumo de ferro ser associado à ingestão de carnes vermelhas, há vários alimentos vegetais ricos em ferro que podem substituir estas, que é o caso das leguminosas, dos cereais integrais e de alguns legumes. Existem dois tipos de ferro nos alimentos: o heme ( que só tem nas carnes e que a sua absorção varia de 10% a 40%) e o não-heme (está presente nos vegetais e a sua absorção varia de 2% a 20%). Apesar da taxa de absorção do ferro não-heme ser menor, existem alguns tipos de aminoácidos que são capazes de aumentar de 3 a 4 vezes a absorção de ferro. Assim, é possível alcançar a recomendação de ingestão de ferro na alimentação vegetariana, através de uma dieta variada.  

É POSSÍVEL SER VEGETARIANO SENDO ATLETA ?

Uma dieta vegetariana, bem planeada e adaptada, é capaz de satisfazer as necessidades energéticas e nutricionais de qualquer atleta. recomenda-se até que os atletas vegetarianos orientem a ingestão de proteínas para o limite superior ( 2,7 g/kg por dia) de modo a compensar o menor valor biológico das proteínas vegetais. Novak Djokovic, o tenista sérvio que permaneceu o número 1 do mundo por muitos anos, é um exemplo de um atleta de alta competição com uma dieta vegetariana, este afirma que o vegetarianismo melhorou a sua qualidade de vida e até a sua forma de jogar.

Alimentação de Atletas 

Quando se trata de uma dieta de um atleta temos de ter em conta vários fatores, nomeadamente as necessidades energéticas que cada desporto exige, o desempenho atlético do sujeito, e o seu crescimento e desenvolvimento, principalmente em atletas jovens.

Para um atleta um dos pontos mais importantes é a criação de uma rotina, a criação de um plano de refeições permite que os atletas criem um hábito. Também é importante que haja um equilíbrio de nutrientes, principalmente de proteínas e carboidratos, alimentos com função energética. Este equilíbrio é importante para que haja uma contração muscular contínua e uma recuperação eficiente.

Obtenção de energia

A energia é obtida através dos nutrientes presentes nos alimentos. Para que esses alimentos sejam convertidos em energia é necessário que os alimentos, depois de digeridos, sejam quebrados em moléculas de dimensões mais reduzidas, para que possa haver absorção destas por parte das células. Os carboidratos são então reduzidos à sua menor unidade: a glicose.

 Respiração Celular

TABELA DE NUTRIENTES 

PROTEÍNAS: tofu, leguminosas, ovos, lacticínios -quantidade: 0,2 a 2 gramas por quilo de peso. As

 proteínas animais e vegetais diferem na concentração de aminoácidos, por isso é importante que os vegetarianos misturem as suas fontes de proteína vegetal, de modo a receberem todos os aminoácidos essenciais de diferentes origens.

MINERAIS

CÁLCIO: essencial para a robustez dos dentes e dos ossos, ajuda a preservar funções vitais do organismo: couve, brócolos, soja, figos, lacticínios, gergelim, amêndoas, rúcula, agrião quantidade: 1000 mg por dia para um adulto.

ZINCO: componente essencial de muitas enzimas, desempenha um papel importante na divisão celular e na formação de proteínas: cereais, leguminosas, frutos secos, germe de trigo, massa integral, nozes

IODO: componente das hormonas da tiroide, auxilia na regulação do metabolismo, do crescimento e das funções de órgãos essenciais. Vegans e vegetarianos estritos (não consomem lacticínios) podem ter deficiência deste nutriente. ¼ de uma colher de chá de sal iodado por dia

FERRO: não é tão facilmente ingerido através dos vegetais, por isso a dose recomendada para vegetarianos é de 28 mg, o dobro do recomendado para não vegetarianos: leguminosas, frutos secos, espinafres, cereais

GORDURA

Importante fonte de energia, responsáveis pela absorção de vitaminas, ajudam na regulação da temperatura corporal, função protetora dos nossos órgãos , ajudam na produção de hormonas. Tipos de gorduras:

SATURADAS- manteiga, óleo de coco, óleo de palma, queijos gordos

INSATURADAS-mais benéficas- abacate, azeite, nozes

TRANS- muito prejudiciais para a saúde- alimentos com gorduras hidrogenadas (sofreram hidrogenação) e alimentos cozinhados em óleos vegetais submetidos a um sobreaquecimento

COLESTEROL- existe apenas nos alimentos de origem animal- gema de ovo, leite gordo, queijos, manteiga, margarina.

FITOSTERÓIS- gorduras estruturalmente semelhantes ao colesterol, que têm origem vegetal- frutos oleaginosos, hortícolas, sementes, óleos vegetais pouco refinados, legumes e leguminosas secas. Ajudam na diminuição dos níveis de colesterol no sangue, contribuindo para a diminuição do risco de doenças cardiovasculares e para a prevenção do aparecimento de diversos tipos de cancro.

INSATURADAS

ÓMEGA-3: papel fundamental na saúde cardiovascular, nomeadamente a regulação dos níveis de colesterol: nozes, óleo de soja, sementes de linhaça/chia, óleo de linhaça, castanhas. Nota: não é tão bem absorvido pelo organismo quando provém de fontes vegetais

VITAMINAS:

Micronutrientes fundamentais para o funcionamento do organismo que devem ser adquiridos por meio da alimentação

Nota: o nosso corpo é incapaz de produzir vitaminas, mas algumas podem ser armazenadas

VITAMINA A: leite, gema de ovo, vegetais folhosos, frutas de coloração alaranjada ou amarela, atua principalmente na visão, mas também tem um papel fundamental no funcionamento do sistema imunológico.      Quantidade: mulheres adultas devem ingerir 700 microgramas por dia, enquanto os homens necessitam de 900 microgramas diariamente.

VITAMINA B9: importante na biossíntese de diversos compostos, como por exemplo a síntese de perinás e de pirimidinas, dois compostos usados na formação do DNA. Atua na transformação de serina em glicina, e na manutenção dos eritrócitos e leucócitos, leguminosas, cereais e pão.     Quantidade: 240 microgramas para adultos.

VITAMINA D: crucial para a saúde dos ossos (auxilia na absorção do cálcio), também pode ser obtida através da exposição solar, que promove a sua produção pelo organismo auxilia na absorção de vários nutrientes: leite, bebidas de soja ou arroz, cereais, margarinas

 TIPOS DE DIETAS 

Os diferentes tipos de dietas distinguem-se pelo tipo de confeção, composição nutricional e textura, dividindo-se em Dietas Base e Variantes, tal como se apresenta na Tabela 1 e 2, onde são listados por ordem alfabética.

TABELA 1: Diferentes tipos de Dietas Base e respetivas características e indicações principais

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TABELA 2: Diferentes tipos de Dietas Variantes e respetivas características e indicações principais:

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Como é obtida a energia que faz nosso corpo funcionar?

 Todos os seres vivos necessitam de energia para viver. A forma de obtenção dessa energia é variada e envolve processos diversos e complexos, conhecidos como metabolismo.

A energia não é nenhuma molécula, é a capacidade que nosso corpo tem de realizar trabalho, ou seja, fazer força ou provocar deslocamentos e é obtida dos nutrientes dos alimentos, como a glicose, as proteínas e os carboidratos.

A glicose é a principal molécula energética. Os seres humanos, durante o processo evolutivo, conseguiram usar melhor a glicose que vem dos alimentos, transformando o máximo de energia possível. As bactérias, por exemplo, obtêm só 4% do seu potencial, enquanto o corpo humano transforma em trabalho 30% da energia que consome, o mesmo que um automóvel.

Como é que a glicose passa a energia?

 Através da respiração celular, que é um processo metabólico realizado continuamente por todos os seres vivos (exceto os vírus) em que a energia proveniente da quebra das ligações químicas das moléculas da glicose é usada nos processos vitais dos seres vivos.

A maioria dos seres vivos realizam a respiração aeróbica, ou seja, necessitam do oxigênio para que ocorra a respiração celular.

A respiração celular ocorre em três etapas básicas: a glicólise, o ciclo de Krebs e a fosforilação oxidativa. 

Para que qualquer alimento seja transformado em energia não basta ser engolido, mastigado e digerido. Este tem que ser quebrado em moléculas pequenas através da mastigação e digestão, para que possam ser absorvidas pelas células.

  • No intestino delgado, a glicose é absorvida pelo sistema venoso, segue para o fígado, tecidos periféricos e finalmente à célula, onde entra no citoplasma e sofre a sua primeira divisão, dando origem a duas moléculas de ácido pirúvico.
  • As duas moléculas de ácido pirúvico (C3H4O3) seguem para as mitocôndrias, começando então o ciclo de Krebs. Nessa fase, o ácido perde hidrogênios (que vão para outras moléculas) e carbonos que se ligam ao oxigênio disponível na célula, originando CO2, que sai e é libertado na respiração.
  • Os hidrogênios que saíram da molécula tendem a ligar-se ao oxigênio da respiração, nas mitocôndrias, e formam a molécula de H2O. Da água formada parte é eliminada, e outra parte fica dentro da célula participando nas reações químicas e ajudando a formar o citoplasma.
  • Mas sobram alguns iões H +, que são atraídos para o lado interno da membrana celular, que está carregada de iões negativos. E começa a Fosforilação oxidativa em que os eletrões , ao passarem pela cadeia respiratória, perdem energia e para voltar ao interior da mitocôndria, é necessário passar por um complexo proteico chamado de síntese do ATP, onde ocorre a produção de ATP.

Para onde vai a energia produzida pelo corpo? 

  • BAÇO E FÍGADO – 27% É principalmente no fígado que as nossas reservas energéticas – o glicogénio – estão armazenadas. É desse reservatório, o glicogénio, que retiramos a energia necessária.
  • CÉREBRO – 19% As sinapses (comunicação entre os neurônios) consomem a maior parte da energia.
  • MÚSCULOS ESQUELÉTICOS – 18% As contrações musculares requerem muita energia. Durante os períodos de atividade física intensa, os músculos utilizam glicose armazenada em grande quantidade.
  • RINS – 10% A energia é utilizada para a produção da urina, para fabricar hormônios ou eliminar toxinas.
  • CORAÇÃO – 7% O coração depende muito da energia imediata da glicose. Por isso, as mitocôndrias são mais abundantes no músculo cardíaco do que no esquelético.
  • RESTO DO CORPO – 19%

Diana Pereira, 11ºC

Bibliografia:

na hora do regresso

imagem editada daqui

06curi600.1-1280x720GLÚTEN

Com certeza já deve ter ouvido falar do glúten, sobretudo nas redes sociais. Há uns anos, houve grandes polémicas sobre o glúten, que punha as pessoas mais “cheiinhas” e com maior peso. Também houve quem achasse que o glúten, por ser apenas um tema contemporâneo, fora um subproduto do processamento industrial dos alimentos…

Imagem1Pois bem, fique sabendo que o glúten é uma proteína presente em vários tipos de farinha e que não é, de longe, algo moderno. O glúten é um composto de proteínas compostas por componentes mais simples. Estes componentes armazenam os hidratos de carbono e são digeridos em aminoácidos que entram na corrente sanguínea. Assim sendo, a quantidade de hidratos de carbono no sangue é mantida em valores estáveis, mesmo com o consumo de bastantes alimentos com glúten. Isto contraria o mito de que o glúten engorda – o glúten é uma proteína inócua a grande parte das pessoas e até é boa para a saúde. O que realmente faz uma pessoa mais volumosa é o consumo de hidratos de carbono a mais, não é o consumo de glúten.

No entanto, as pessoas com doença celíaca têm problemas com o consumo de glúten…, mas porquê? O que acontece é que, enquanto que numa pessoa normal o glúten é digerido pelos aminoácidos na corrente sanguínea, numa pessoa portadora de doença celíaca ou com alergias ao glúten as enzimas que digerem o glúten não são produzidos em número suficiente ou não são mesmo produzidos, provocando consequências graves. A grande quantidade de glúten no sangue pode provocar indisposição estomacal, danos na mucosa intestinal, lesões na pele (dermatite herpetiforme), diarreia, dor ou inchaço abdominal.

Como se estes sintomas já não bastassem, a recuperação da doença celíaca é lenta e qualquer ingestão de glúten durante a recuperação pode atrasar todo um processo de semanas ou meses. Por isso é que é tão importante perceber antecipadamente se uma pessoa é portadora de doença celíaca. Afinal de contas, esta doença não é assim tão rara: 30% da população mundial ou 2,35 mil milhões de pessoas sofrem com ela.

Então, em que cereais podemos encontrar o glúten? Pois bem, o glúten aparece nas sementes dos cereais da famíliaImagem2 das gramíneas e sobretudo na tribo Triticeae, onde se incluem espécies como o trigo, a cevada, o centeio e o triticale. Estes cereais são compostos por perto de 7 a 15% de proteínas, entre as quais proteínas correspondentes às do glúten. Também são constituídos por 40 a 70% de amido, um hidrato de carbono de armazenamento de alimento para as plantas, e por 1 a 5% de lípidos. Por causa da sua estrutura bioquímica, o glúten é também chamado de “glúten triticeae” e, mais popularmente, por “glúten de trigo”. Portanto, podemos concluir que estas proteínas são uma parte fundamental da composição dos cereais aparentados com o trigo.

Outros cereais, como a aveia, não apresentam naturalmente glúten, mas como são, muitas vezes, processados em fábricas onde também é processado o trigo, a aveia acaba por ficar contaminada com glúten também. Assim sendo, quem é portador de doença celíaca deverá ter em atenção o rótulo dos produtos de aveia para confirmar se realmente estão contaminados ou não.

Mudemos de tema e falemos doutra coisa… será que o glúten tem algum efeito naquilo que cozinhamos com a farinha?

Vejamos: o glúten, para além de ser constituído por duas enzimas que armazenam hidratos de carbono – as prolaminas e glutaminas – este composto também é constituído por outras duas enzimas: a albumina e a globulina. Estas enzimas são hidrofóbicas, isto é, não são solúveis em água, no entanto criam interagem com a molécula de água. Estas interações provocam a coesão dos vários grãos de farinha que, de outra maneira, estariam soltos, e tornam a farinha mais elástica e viscosa. Quando a farinha deixa de estar em contacto direto com a água, as duas proteínas principais, ou seja, as que normalmente teriam como função armazenar hidratos de carbono (a prolamina e a glutamina), preservam-nas e mantêm a massa coesa. É por isso que a farinha não se desintegra quando seca…

Está bem, é certo, mas então o que acontece quando a massa vai ao forno? Pois bem, surpreenda-se, pois o glúten também é, em parte, responsável pelo aumento do volume da massa durante a cozedura! Como muita gente deve saber, quando a massa vai ao forno ocorre fermentação. A fermentação é um processo em que pequenos microrganismos se alimentam dos hidratos de carbono da massa, libertando gases neste mesmo processo. Esses gases são sobretudo dióxido de carbono e álcool etílico vaporizado pelo calor do forno. Numa situação normal, os gases Imagem3sairiam da massa e não haveria aumento do volume… e é aí que as proteínas do glúten entram em ação! A prolamina e a glutamina mantêm o dióxido de carbono dentro da massa, impedindo-a de sair dela e causando o aumento do seu volume. Assim sendo, o fabrico de pães sem glúten é considerado um grande desafio para a indústria e investigadores. A ausência de glúten na panificação tem um grande impacto nas propriedades viscoelásticas da massa, dando origem a massas pegajosas, pouco coesas e elásticas, e consequentemente, a pães com miolo compacto com reduzida porosidade, baixo volume e textura desintegrada. Por esta razão, nos últimos anos, têm-se criado alternativas para o fabrico de melhores pães sem a presença do glúten, como através do uso de amido gelatinoso ou mesmo de microalgas.

O etanol não é mantido dentro da massa porque o seu ponto de ebulição é muito superior ao do dióxido de carbono (75ºC contra -57ºC). Porquê? A razão até é simples… Muita gente deve ter reparado que, quando a água atinge o ponto de ebulição, a evaporação é bastante rápida: isto ocorre porque as moléculas encontram-se bastante instáveis. É devido a essa instabilidade que o álcool não é fixado pelas proteínas do glúten – é que, enquanto o dióxido de carbono emitido durante a fermentação encontra-se relativamente estável por se encontrar já em estado gasoso, o etanol está inicialmente em estado líquido, mas rapidamente é transformado num gás, o que causa bastante instabilidade molecular, dificultando a sua fixação pelo glúten. É por essa razão que o pão não possui álcool, ao contrário de outros produtos fermentados com cereais, como a cerveja…

Após a cozedura, o volume mantém-se, e tal deve-se à coagulação do glúten. Tal como grande parte das proteínas, oImagem4 glúten perde atividade vital quando as temperaturas são demasiado elevadas, ou seja, perde atividade vital. Concluindo, no início da cozedura esta proteína fixa os gases e cria volume à massa, mas após algum tempo no forno tanto os microrganismos do fermento como o próprio glúten acabam por “morrer”, e a morte, como toda a gente sabe, é irreversível. Isto provoca a coagulação, ou seja, a solidificação das proteínas do glúten e que mantém o tamanho e o volume, mesmo depois de arrefecer! Isto também explica o porquê de, apesar de o glúten ser uma proteína e de os cereais terem na sua constituição até 15% de proteínas, os pães ou os bolos não conterem muita proteína – simplesmente ficaram sem atividade vital no processo e não têm qualquer valor nutricional para o ser humano.

Diogo Rodrigues, 11ºC

Bibliografia:

No âmbito da ação de formação “Arte e Matemática” sobre o Abstracionismo Geométrico, desenvolvi com os alunos da turma B do 7ºano, trabalhos sobre o tema. Os alunos receberam com interesse a atividade e surpreenderam-se pela positiva com a obra realizada.

Pretendo partilhar o resultado deste recurso pedagógico.

Dina Viegas

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INTRODUÇÂO

Enquanto alunos de uma turma de Ciências e Tecnologias, sempre tivemos curiosidade pelo  mundo que nos rodeia. 

Ora, no início deste ano letivo, fomos desafiados a realizar um projeto interdisciplinar – uma hipótese para explorar. Este tipo de projetos – que se estendem ao longo do ano – têm como objetivo articular as várias disciplinas de modo a desenvolver uma resposta a determinado problema, ou a criar algo novo. 

Com o propósito de produzir um artigo inédito, precisávamos de formular um problema – cuja resposta quiséssemos verdadeiramente saber.

Seguindo o verdadeiro espírito científico, criámos uma pergunta: “Como se aprende a cozinhar?”, e, claro, “Como se cozinha (bem)?”.

A pergunta pode, de repente, parecer muito simples. “Eu sei cozinhar” – pensará, certamente, o leitor. Mas saberá? É claro que todos sabemos seguir uma receita, mas, se a receita não estiver presente, saberemos improvisar algo? E conhecemos o papel dos vários ingredientes da receita? O que acontece se nos faltar um? Como o substituímos?

O nosso problema, em última análise, é mais do que saber cozinhar – é compreender o processo. 

Curiosamente, reparamos que alguém com experiência – uma avó ou as nossas mães – saberá uma resposta a estas perguntas. A nossa intenção é, porém, ir mais além, descobrindo outras respostas, fundamentadas pelo método científico.

Poder-se-á perguntar, claro, que importância tem “perceber a culinária”. Aliás, nos tempos de hoje, cada vez temos menos a necessidade de cozinhar.

Este é um ponto perfeitamente válido – mas é precisamente o motivo que nos leva a considerar tão importante perceber como cozinhar. Se cada vez cozinharmos menos, cada vez teremos menos conhecimento acerca daquilo que comemos. A exploração do “como cozinhar” leva-nos, pela via científica, a temas muito importantes, quer de nutrição, de (bio)química, do nosso metabolismo e outros, que nos permitem formar um espírito crítico sobre a comida e a cozinha.

O nosso espírito crítico, bem informado e fundamentado, é dos principais atributos que se pretende que consigamos extrair do nosso tempo na escola. A educação alimentar poderá ser mais um contributo para este exercício mental.

Esta foi, portanto, a nossa introdução: temos vindo a aprender, e ensinar-vos-emos, a cozinhar; assim, aquilo que pretendemos agora é partilhar com os leitores uma série de artigos com algumas coisas que aprendemos, começando com a confeção de bolachas e bolos.

Marta Vasconcelos, 11ºC

imagem daqui

CONFEÇÃO DE BOLACHAS E BOLOS

Que artigo escusado! – pensará, certamente, o leitor – Cozinhar bolos e bolachas não tem ciência nenhuma! Misturar uns quantos ovos, umas canecas de farinha e uma quantidade avultada de açúcar atingirá o resultado!.. Ou falta algo? Fermento em pó!.. ou bicarbonato de sódio? Manteiga!.. ou óleo? Leite!.. ou água?

Ora, todos os ingredientes desempenham um papel crucial na confeção de sobremesas: a sua substituição, supressão ou insuficiência levaria a catástrofes culinárias inimagináveis! Daí a importância da leitura de artigos como o presente, no qual é explicada a função de cada elemento relativamente ao valor nutricional, sabor, textura, aroma e cor do resultado final.

Composição química, função e variedade dos ingredientes

Farinha de trigo 

Comecemos por falar da farinha de trigo.

Independentemente da designação de forte ou fraca, a farinha de trigo apresenta necessariamente uma composição básica de cinco elementos primários: proteínas, amido – os mais relevantes –, água, gordura e sais minerais.

  • Mas de que forma são estes componentes relevantes na confeção de bolos e bolachas? Em que medida influenciam a massa?

Ora, as principais proteínas constituintes da farinha de trigo são a gliadina e glutenina. Na presença de água, estas aglomeram-se de modo a formar uma rede proteica fibrosa e elástica – o glúten. Enquanto a gliadina é responsável pelo caráter elástico da massa, a glutelina é responsável pela sua maleabilidade, permitindo a assimilação de uma porção elevada de dióxido de carbono libertado durante a fermentação da massa. Este processo de aeração resulta no crescimento da massa. 

O amido, por outro lado, é um polissacarídeo formado principalmente por glicose e ligações glicosídicas, constituindo cadeias de açúcares. Na presença de água e de calor, transforma-se numa solução viscosa com estrutura gelatinosa, que dará origem ao interior do bolo.

Portanto, o glúten e o amido são os elementos responsáveis pela flexibilidade, elasticidade e maleabilidade da massa.

  • E ainda, em que difere uma farinha forte de uma farinha fraca? Qual é indicada para a confeção de bolos?

Retomando os conceitos de força ou fraqueza da farinha inicialmente mencionados, existem duas classificações: Uma farinha considerada forte contém entre 10,5% e 12% de proteínas na sua composição, enquanto que as farinhas fracas possuem proteínas em menor quantidade e de qualidade inferior. Consequentemente, estas farinhas absorvem pouca água, resultando num rápido crescimento da massa e fácil libertação de gases – ou seja, farinhas fracas originam massas compactas e leves, indicadas para a confeção de bolos e bolachas. Por outro lado, as farinhas fortes permitem a obtenção de uma massa mais estruturada e flexível, que resulta em produtos de melhor qualidade no caso da cozedura de pão ou preparação de alimentos mais consistentes.

  • Para além da força da farinha, que outro fator devemos ter em conta ao utilizar farinha de trigo? Qual a variedade ideal para bolos?

Existem, nomeadamente, três variedades de farinha de trigo que, devido à elevada abundância em glúten, são indicadas para bolos e bolachas: Farinhas de trigo T45, T55 e T65. A primeira, T45 ou farinha flor, é a mais refinada e branca, resultando na confeção de massas muito leves e fofas. A segunda, T55 ou extrafina, é o tipo de farinha ideal para bolos e, sendo branca muito fina, revela-se também adequada para inúmeras preparações culinárias distintas. Ambas contêm um elevado teor em amido e glúten, mas menos fibras e vitaminas. A última, T65 ou fina, é maioritariamente utilizada na confeção de pão, tendo um efeito mais rústico no alimento. Portanto, na preparação de bolos e bolachas de textura desejavelmente fofa, é aconselhada a utilização de farinha de trigo T65.

É de notar que, ao contrário do processo de preparação do pão, na confeção de bolos e bolachas é aconselhável bater o mínimo possível a massa depois da adição de farinha, uma vez que se procura evitar ao máximo a resistência da massa resultante do desenvolvimento do glúten contido na farinha.

Fermento

  • Que tipo de fermento é recomendável na confeção de bolos e bolachas?

Existem cinco tipos de fermento: fermento em pó, bicarbonato de sódio, fermento biológico fresco, fermento biológico instantâneo e fermento natural.

Uma vez que são utilizados quase exclusivamente na produção de pão, tanto os fermentos biológicos como o fermento natural são pouco aconselhados na confeção de bolos e bolachas – daí ser mais pertinente diferenciar a composição e condições de utilização do bicarbonato de sódio e do fermento em pó:

O fermento em pó é um fermento químico formado por uma combinação de bicarbonato de sódio, um elemento ácido (geralmente, bitartarato de potássio) e amido. A barreira de amido tem a função de absorver a humidade do ar com a finalidade de manter o bicarbonato de sódio e os ácidos orgânicos separados e secos – Isto porque o efeito de crescimento da massa característico da utilização de fermento em pó ocorre devido à reação entre a base (bicarbonato de sódio) e o ácido (bitartarato de potássio) que se inicia a uma temperatura de 60ºC. 

O pré-aquecimento do forno é, portanto, um passo crucial para a eficácia do fermento, assim como a mistura de ingredientes sempre à temperatura ambiente e a incorporação deste ingrediente em último lugar.

O bicarbonato de sódio é um agente levedante – ou fermento – quimicamente alcalino. Ao contrário do fermento em pó, inicia a reação química assim que entra em contacto com algum ácido líquido (como iogurte, limão, vinagre, leite). Assim, o bicarbonato de sódio liberta de imediato o dióxido de carbono responsável pela aeração da massa e rápido crescimento da mesma. Geralmente, é utilizado em conjunto com elementos ácidos, como os referidos, para que ocorra a neutralização do sabor desagradável resultante da reação.

Portanto, no geral, deve utilizar-se bicarbonato de sódio em bolachas, cupcakes e queques – visto que a sua textura e sabor são favorecidos pela curta duração da reação química. Por outro lado, recomenda-se a utilização de fermento em pó na confeção de bolos – visto que o seu tempo de reação é elevado, como o tempo de cozedura do bolo.

Adoçantes

  • O que é açúcar? Especificamente, para que alimentos é aconselhada cada uma das variedades?

Maior parte dos açúcares, como o açúcar refinado, granulado ou branco, açúcar em pó e açúcar mascavado, consistem, basicamente, em sacarose – um dissacarídeo formado por glicose e frutose responsável pelo sabor doce característico do açúcar.

O açúcar mascavado, que é o primeiro a ser extraído do caldo de cana, não sofre o processo de refinação, pelo que as propriedades nutricionais da cana-de-açúcar são preservadas. Por conseguinte, apresenta um sabor único e forte, proveniente do melaço (matéria constituída por açúcares redutores e sacarose não cristalizada). É, portanto, indicado para bolos húmidos e escuros, como brownies, bolos com especiarias, com café, mel ou chocolate.

O açúcar amarelo é parcialmente refinado, apresentando cristais mais pequenos, resultantes do processo de centrifugação. Tem um sabor caramelado e textura suave, sendo, portanto, aconselhado em receitas de bolos e bolachas.

Já o açúcar refinado, granulado ou branco, é submetido a um processo de refinação demorado, no qual se verifica uma perda praticamente total das vitaminas e minerais que o compõem. Apresenta um teor de 99,9% de sacarose apenas superado pelo açúcar confeiteiro. Este, por sua vez, sofre um processo de moagem intenso, resultando em grãos finíssimos indicados para bolachas, merengues, cremes, mousses, compota e geleias.

  • E qual a influência da quantidade de açúcar no alimento preparado?

Uma quantidade de excessiva de açúcar resulta na obtenção de uma massa pesada como, por exemplo, a do brownie. É devido à elevada cristalização do açúcar no bolo e consequente inibição de formação da cadeia proteica de glúten que a massa acaba por ficar pesada e cair. Este processo de cristalização do açúcar em excesso pode também criar uma cobertura pesada que impede o crescimento adequado do bolo.

Contudo, uma elevada quantidade de açúcar aumenta a temperatura de gelatinização do amido, o que permite maior tempo de expansão da massa durante a cozedura e, consequentemente, um aumento favorável do volume final do bolo.

Já a insuficiência de açúcar conduz a uma textura mais dura devido à indesejável conformação da cadeia de glúten presente.

  • Para além do volume, em que outras características do alimento intervém o açúcar?

A presença de açúcar na massa possibilita a ocorrência de reações Maillard. Este tipo de reações ocorre entre os aminoácidos constituintes das proteínas e os açúcares (hidratos de carbono): quando o alimento é submetido a elevadas temperaturas, o grupo carbonilo (C=O) do açúcar reage com o grupo amina (–NH2) do aminoácido, resultando na produção de melanoidinas, que dão a cor e o aspeto característicos dos alimentos cozidos ou assados. As reações Maillard sucedem apenas à superfície da massa, visto que esta é a única parte do bolo que atinge temperaturas suficientemente altas para permitir a sua ocorrência. Também as reações de caramelização, que consistem na quebra de açúcares complexos em açúcares simples não polimerizados, conferem aroma e sabor ao bolo.

Em conclusão, o açúcar contribui fortemente para a cor, aroma e sabor do alimento.

  • Sendo este ingrediente fundamental na confeção de bolos e bolachas, será possível substituí-lo?

É possível substituir o açúcar por alternativas naturais, como mel – tipo de frutose com propriedades antibacterianas, anti-inflamatórias e antioxidantes; stevia, que tem um poder adoçante até 300 vezes maior que o açúcar; ou melaço. Também se pode fazer a substituição através de adoçantes, como o xilitol (C5H12O5) e o Eritritol (C4H10O4), que, obtido através da fermentação da sacarose, possui 70% do poder adoçante do açúcar.

Gorduras

  • Que papel desempenham as gorduras na confeção de bolos e bolachas? Que propriedades tornam um tipo de gordura adequado para a pastelaria?

As gorduras são cruciais na preparação de bolos e bolachas: não só promovem a aeração e expansão da massa, como favorecem o sabor e textura da mesma ao impedir o desenvolvimento do glúten. Simultaneamente, acabam por aumentar a validade do produto ao reter água.

As propriedades físico-químicas mais notáveis das gorduras são a plasticidade e o ponto de fusão. Gorduras plásticas, como a manteiga, a margarina, a banha e a gordura vegetal conferem plasticidade, isto é, maleabilidade à massa. No entanto, os óleos, por serem totalmente líquidos, não detêm esta propriedade, o que também acontece com a manteiga de cacau, por ser sólida.

Relativamente ao ponto de fusão, isto é, a temperatura a partir da qual a gordura passa do estado sólido para o estado líquido, é relevante notar que a manteiga, por exemplo, tem um ponto de fusão que ronda os 27ºC, enquanto que o ponto de fusão da gordura vegetal é de cerca de 45ºC. Ou seja, a última é uma gordura pouco aconselhável na confeitaria, visto que não é plausível trabalhar com ela no estado líquido.

  • Foquemo-nos no óleo e na manteiga. Qual escolher?

O primeiro tem um sabor impercetível, e a sua utilização resulta numa massa leve e fofa, sendo aconselhável para bolos simples. Já a manteiga, por solidificar a temperaturas reduzidas, provoca a rigidez do bolo caso este seja preservado no frigorífico, por exemplo. Para além disso, o seu sabor é notável na massa. Assim, na confeção de bolos e bolachas, é preferível a utilização de óleo.

Ovos

  • Porque são tão frequentemente utilizados nas receitas? Afinal, qual a função dos ovos?

A principal função do ovo nos bolos e bolachas é proporcionar estrutura, ou seja, dar firmeza à massa. Para além disso, a presença de lecitina, fosfolípido que funciona como emulsificante natural, na sua constituição é responsável pela homogeneidade da mistura. Enquanto as claras fornecem a aeração necessária para um bolo volumoso, macio e fofo, as gemas garantem a humidade natural necessária, que, juntamente com o leite e a manteiga, evitam a secura do bolo.

  • Será possível substituir os ovos numa receita?

Apesar de os ovos constituirem ingredientes essenciais, a variedade de funções dos diversos alimentos de pastelaria é de tal modo ampla que estes acabam por poder ser substituídos.

Por exemplo, a humidade garantida pela gema do ovo pode ser atingida por puré de banana ou maçã. É também possível conseguir o volume proporcionado pelas claras batidas em castelo através da mistura de vinagre com fermento em pó ou bicarbonato de sódio: o vinagre ativa os componentes do fermento, fornecendo a aeração responsável pelo volume e consistência mole. E ainda, o efeito emulsificante da lecitina pode ser conseguido por amido de milho, que confere fofura ao bolo, ou linhaça e chia, depois de fortemente hidratadas em água: ao inchar, as sementes obtêm o aspeto gelatinoso desejado.

Líquido

  • Qual a finalidade da incorporação de um líquido no bolo/bolacha?

O leite, líquido mais frequentemente usado na pastelaria, tem um papel importante na textura do bolo: uma vez que pouco interfere no sabor da massa, a sua única função é amaciar o bolo. Pode ser substituído por água ou sumos naturais, ingredientes que exigem um maior tempo de cozedura no forno, devido à maior humidade que conferem ao alimento.

 Métodos de confeção

Os dois métodos mais utilizados na pastelaria são o método cremoso, ou creaming, e o método cremoso reverso, ou two-stage method.

Passemos, então à explicação sintética dos mesmos:

Método cremoso, ou creaming

Este método é utilizado na preparação de bolos leves e macios que, não obstante, possuem uma estrutura consistente – isto é, são bolos que suportam muito peso sem sofrer deformações, como bolachasebolos amanteigados.

A técnica passa por três etapas: elaboração de um creme de manteiga e açúcar, adição de ovos e, finalmente, adição de farinha de trigo. Tipicamente, é utilizada uma quantidade equivalente de manteiga, açúcar branco e farinha de trigo.

Assim, o processo consiste em preparar um creme com manteiga e açúcar para incorporar a maior quantidade de bolhas de ar possível na massa (aeração). A adição de ovos leva à homogeneidade da mistura, formando uma estrutura mais elástica para as bolhas de ar, de modo a impedir o colapso das mesmas e promover a sua expansão durante a cozedura. A adição de farinha proporciona estrutura e consolidação à massa.

Método cremoso reverso, ou two-stage method

Esta técnica é utilizada na preparação de bolos húmidos, nos quais os quatro ingredientes principais – farinha, açúcar, ovos e manteiga – possuem o mesmo peso. O método tem duas etapas: a mistura dos ingredientes secos com a manteiga e a adição dos ingredientes líquidos.

O processo dá-se da seguinte forma: a gordura da manteiga reveste as proteínas da farinha, protegendo-as do líquido posteriormente adicionado. Esta etapa evita também o desenvolvimento do glúten, cuja formação, como já foi dito, resulta numa textura mais rígida. Na segunda etapa, são adicionados os ingredientes líquidos, formando-se a massa homogénea.

Catarina Marino, 11ºC

imagem daqui

Projeto DAC do 11ºB

Nós somos o 11ºB e para o nosso projeto DAC do ano letivo de 2020/2021 decidimos criar uma investigação criminal. Começámos por elaborar vários textos no âmbito da disciplina de português, dos quais escolhemos um para servir de base ao nosso desafio, contando com a preciosa ajuda do professor Fernando Rebelo. Pensamos depois quais seriam as disciplinas que poderiam colaborar neste projeto, tendo decidido que seriam as de biologia, matemática e química, para além da de português, já mencionada. Ao analisarmos as nossas hipóteses, decidimos que as disciplinas de matemática e química se deveriam unir e, assim, criámos um desafio com a ajuda das professoras Paula Pereira e Sofia Gaspar. No âmbito da disciplina de biologia, criámos o desafio final com a participação inalcançável da professora Telma Rodrigues, que nos auxiliou em várias fases deste desafio. Tivemos ainda o apoio do professor Luís Genebra na execução das fotografias ilustrativas e da professora Teresa Reis na articulação entre as diversas disciplinas. O nosso desafio pode então ser dividido em três partes: o texto, onde contamos uma história e introduzimos o crime; o desafio de física e matemática, onde restringimos o número de suspeitos; e, por fim, o desafio de biologia, onde desvendamos o crime.

Quando começámos a desenvolver este desafio, decidimos que só faria sentido se o nosso DAC fosse um jogo, que pudesse ser realizado pelos nossos colegas. E foi isso que fizemos! Conseguimos divulgar o nosso jogo, falando com todas as turmas de Ciências e Tecnologias do ensino secundário e afixando cartazes pela escola. O desafio esteve  aberto durante cerca de uma semana, e elegemos um vencedor para cada ano do ensino secundário: A Leonor Blé foi a vencedora do 10ºano, a Eva Santos foi a vencedora do 11ºano e o grupo da Ana, da Ana Costa, da Carlota e da Madalena foi o vencedor do 12ºano. O prémio para as nossas vencedoras foi um cartão FNAC no valor de 10 euros para cada ano em jogo.

Gostávamos então de agradecer a todos os professores envolvidos, o professor Fernando Rebelo, o professor Luís Genebra, a professora Paula Pereira, a professora Sofia Gaspar, a professora Telma Rodrigues e a professora Teresa Reis, pela continua disponibilidade e compreensão ao longo da elaboração deste desafio.

Apesar de já termos encerrado o desafio oficial, gostaríamos de vos desafiar a participar neste nosso projeto. Alinham?

Para quem quiser ainda aceitar o desafio, pode fazer o download da app ACTION BOUND e usar o seguinte código para aceder ao jogo:

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Leia então a nossa história…

Investigação Criminal “O rei do Baile”

27 de maio de 2022- Dia anterior ao Baile de Finalistas do 12º ano

 Era de manhã, e o grupo de amigos mais emblemático da escola Daniel Sampaio tinha acabado de se reunir junto ao café, como já era habitual. O último a chegar, como de costume, foi o Daniel, que justificava a demora com a desculpa de todos os dias: “A minha irmã atrasou-se, a culpa não é minha”. A irmã de Daniel, Raquel, era uma figura quase sombria para o grupo, já que era sobre ela que recaiam todas as culpas. Daniel era o irmão mais velho, de 18 anos, enquanto Raquel tinha apenas 16, sendo para ele uma pequena menina que prometera proteger, apesar de ser o primeiro a criticá-la. Para além de protetor, Daniel era ainda jogador da equipa de basquetebol da escola, tal como Tomás e Guilherme. Tomás foi o primeiro a entrar na equipa, ainda era um miúdo, e agora com 17 anos era um dos melhores da mesma. Já Guilherme era novato, visto que tinha chegado no 10ºano, e revelava um talento nato, algo incomum num jovem de 17 anos. Do grupo faziam ainda parte Mariana, de 17 anos, e Beatriz, da mesma idade, que ocupavam os seus dias com mexericos de vidas alheias, sendo delas a tarefa de atualizar o grupo acerca de tudo o que ocorria na escola. 

 O problema foi que, nesse mesmo dia, Beatriz trouxe ao grupo um mexerico algo desconcertante. Na tarde anterior, no caminho para casa, Beatriz reparou que Raquel estava acompanhada por um rapaz, evidenciando alguma proximidade. Qual não foi o seu espanto quando reconheceu este rapaz como Manuel. Manuel tinha 20 anos e era o capitão da equipa de basquetebol. Para além disso, ele era ainda namorado de Mariana e, apesar desta relação não ser bem vista pelo grupo, era péssimo saber que as coisas teriam um desfecho tão doloroso. Ao ver por fim um beijo, Beatriz decidiu que o melhor a fazer era esperar pelo dia seguinte, permitindo que todos os elementos do grupo estivessem presentes para reconfortar Mariana.

 Quando souberam da notícia, o espanto e desgosto foi transversal a todos. Mariana havia desatado em lágrimas e encontrava conforto no peito de Tomás, seu melhor amigo desde que se conhecem por gente. Daniel estava visivelmente repugnado, pela traição, mas principalmente por saber que a menina que procurava proteger, a sua irmã, estava envolvida. Guilherme procurava dar apoio a ambos, repetindo constantemente que “dele outra coisa não seria de esperar”. Entre Guilherme e Manuel existia um desentendimento antigo que, apesar de estar controlado, já tinha originado algumas desavenças e continuava a deixar uma marca evidente na vida de Guilherme, tudo porque Manuel era o típico bully e Guilherme a típica vítima. 

 Naquele momento, todos ficaram muito abalados e tentaram ao máximo confortar Mariana, relembrando-a de que no dia seguinte aconteceria finalmente o tão aguardado baile de finalistas.  Existiam planos a envolver este baile desde que frequentavam o ensino secundário e, agora que o percurso chegava ao fim, era impensável desperdiçar um único segundo em grupo, pois os caminhos iriam separar-se e não conseguiam prever o que o futuro lhes aguardava.

 Ouviram ao longe a campainha da escola e apressaram-se imediatamente para o interior do recinto escolar, onde ficariam até às 16:00 horas. No entanto, nesse dia a turma do 12ºB teve um furo à última hora: a professora de inglês tinha tido um imprevisto. Ao saírem da escola, cada um dirigiu-se para sua casa ou, pelo menos, esse era o objetivo. Tomás deparou-se com Manuel pelo caminho e não conseguiu evitar uma discussão. Entre palavras e insultos, Manuel acaba por dizer que aquilo que tinha com Mariana não era verdadeiro e que Raquel tinha tudo aquilo que ele procurava. Estas palavras enfureceram por completo Tomás, que optou por se retirar e não cometer algo parvo no calor do momento, de que provavelmente se arrependeria mais tarde. 

 28 de maio de 2022- Dia do Baile de Finalistas do 12º ano

 Tinha finalmente chegado o tão esperado dia: 28 de maio, dia do Baile de Finalistas. Apesar de ainda terem um dia de aulas pela frente, ninguém parecia lembrar-se disso, já que o único tema que se ouvia nos arredores da escola era o Baile. Uns falavam acerca daquilo que tinham planeado, enquanto outros desesperavam por não terem planeado o suficiente. A primeira aula do 12ºB era a de Português e para além do professor tentar falar sobre exames, entre colegas de carteira só se comentava quem seriam o Rei e a Rainha do baile. Já no fundo da sala, Daniel e Guilherme tentavam perceber quem poderiam levar consigo ao baile, já que Mariana iria com Tomás e Beatriz com Francisco, o capitão da equipa de futebol.  Acabaram por decidir que, como bons amigos, iriam juntos, desistindo da ideia de convencer alguma rapariga a acompanhá-los.

 Combinaram que se encontrariam na casa de Tomás às 15:00 horas, de modo a que Daniel pudesse conduzi-los ao baile, por volta das 18:00. Neste período de tempo, aproveitaram para ajustar os últimos detalhes e conversar, sendo que numa destas conversas Tomás deixou escapar que tinha conversado com Manuel no dia anterior, algo que não deixou os amigos nada satisfeitos. Daniel e Guilherme admitiram que caso se encontrassem na mesma situação que Tomás, provavelmente não teriam tido tanta calma, e que o mais certo seria que alguém exterior precisasse de separar o conflito físico que acabaria por ocorrer. 

 Chegaram as 18:00 horas e era finalmente tempo de saírem para o baile. Daniel ia ao volante, por ser o único com carta, Guilherme no banco do pendura, as meninas uma em cada ponta do banco traseiro e Tomás estava entre elas, quase sem poder respirar, para não amassar os vestidos. Ao chegarem à Quinta do Carmo, depararam-se com um belo e relaxante ambiente que sugeria uma noite inesquecível. O par de Beatriz acabou por chegar e com ele vinham duas raparigas do 12ºF, Carolina e Matilde, que acabaram por se juntar a Guilherme e Daniel, respetivamente, separando o browmance que tinha sido planeado. Infelizmente, um outro indivíduo acabou por se aproximar. Era Manuel que decidiu confrontar Beatriz com o motivo pelo qual tinha espalhado o rumor da traição, negando ter-se envolvido com Raquel. No entanto, Tomás já lhes tinha contado tudo o que Manuel havia dito no dia anterior, o que levou a que  todos se exaltassem, principalmente os rapazes, por não consentirem o tom de voz com que Manuel tinha abordado Beatriz, que não se deixou amedrontar pelas palavras pouco simpáticas proferidas pelo jogador de basquetebol, que teria pelo menos mais 30 centímetros que ela, deixando bem claro que o erro já tinha sido cometido e que não fazia sentido voltar a tocar nesse tema, muito menos no dia em que se encontravam. Manuel acabou por se acalmar e retirar-se, sendo que entretanto até Francisco já estava desconfortável com a situação que tinha sido gerada. 

Já com os ânimos mais calmos, e sendo ainda de dia, estava estipulado que seriam servidas bebidas e aperitivos, enquanto o fotógrafo contratado se encarregava de registar aquele momento tão especial para os cerca de 150 alunos que decidiram comparecer. O jantar não tardou a chegar e, por volta das 19:30, estavam todos sentados nas respetivas mesas, aguardando que o primeiro prato fosse servido. Acabado o jantar, estava na hora de cortar os bolos, que tinham sido escolhidos por todos os alunos presentes, ao longo de várias semanas. Depois disto, foram convidados a dirigir-se ao exterior, onde um espetáculo de pirotecnia os aguardava, para surpresa de todos.

 Dirigiram-se então ao exterior, com exceção de Guilherme, que se ausentou por 10 minutos, bem como Carolina. Quando voltaram, disseram ter estado em locais diferentes, mas os colegas acabaram por supor que isto seria mentira. Os fogos de artifício estavam a proporcionar um momento incrível, que acabou por levar a que todos estivessem distraídos, não reparando em nada anormal. No entanto, durante este período de tempo Beatriz, Daniel, Mariana, Francisco e Tomás ausentaram-se, em momentos diferentes, do exterior da Quinta. 

 Após o espetáculo, dirigiram-se todos juntos ao interior do salão da Quinta, onde acabaram por comer mais bolo e eleger o Rei e a Rainha do baile. A Rainha eleita pelos alunos foi Mariana, que quase gelou ao ouvir o nome do Rei: Manuel. No entanto, este acabou por não comparecer e assumiram que deveria estar na casa de banho. 

 Sendo ele um rapaz tão acarinhado, para completo espanto do grupo, pois afinal Manuel era já um sinónimo de confusão, alguns rapazes acabaram por se dirigir ao exterior e à casa de banho para o procurarem. Passados dois minutos, e já depois de terem sido atribuídos alguns outros títulos, um dos rapazes acabou por se dirigir ao salão principal pedindo que ligassem para o 112, em completo desespero, que era sentido dentro do salão e transmitido a todos os restantes alunos. 

 Quando lhe perguntaram o que tinha acontecido, o rapaz acabou por desmaiar devido ao choque e foram dois funcionários do estabelecimento que se dirigiram à casa de banho para averiguar o que tinha acontecido. Na casa de banho repararam que a porta de um dos cubículos estava aberta e lá dentro estava o corpo de Manuel, ensanguentado e já sem vida. Entretanto já tinham ligado para o 112, devido ao pedido do rapaz e ao seu desmaio e as pessoas começaram a querer entrar na casa de banho, pois queriam saber o que poderia ter causado tamanho terror num rapaz como aquele. 

 Ao local, agora do crime, chegaram o INEM e a polícia, que rapidamente socorreram o rapaz inanimado, e isolaram a cena do crime. Foram entrevistados todos os alunos presentes no evento, de modo a tentar perceber quem seriam os eventuais suspeitos. Os conflitos que tinham acontecido entre Manuel e o grupo não foram nada vantajosos quando foi preciso apontar os suspeitos, porque tudo indicava que teria sido um deles.

Os suspeitos

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O local do crime

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E, para ter acesso a toda a investigação e descobrir, através da ciência, quem foi afinal o criminoso aceda às soluções AQUI.

 

No passado dia 14 de março, festejou-se pela 2ª vez o Dia Internacional da Matemática, instituído pela Unesco, em novembro de 2019.

Em período de confinamento, os alunos das turmas B e D do 7° ano foram desafiados pela professora a realizar cartazes alusivos ao tema Matemática – Por um Mundo Melhor, usando imagens combinadas com elementos matemáticos.

 Fruto do seu empenho surgiram trabalhos, dos quais se podem ver alguns exemplos nestas imagens.

Dina Viegas

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Cartaz_Debate

Neste Diário Gráfico, publicamos alguns trabalhos de alunos do 7ºA e B sobre o desenho de alguns arcos, enquanto elementos construtivos da arquitetura.
A partir do traçado do arco abatido, os alunos pesquisaram monumentos do concelho de Almada e representaram uma fachada com o respetivo arco (Solar dos Zagallos, Igreja de S. Sebastião, Casa da Cerca, entre outros).
Repetiram o exercício com o traçado do arco contracurvado e com monumentos nacionais.
O objetivo dos trabalhos visou, também, conhecer o património nacional enquanto herança coletiva que permite estabelecer uma relação de continuidade entre o passado e o futuro, como uma memória artística, histórica e cultural.
Ana Guerreiro

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A propósito do Dia Mundial da Língua Portuguesa,  alunos do 3º ciclo e do ensino secundário da Daniel Sampaio celebraram a nossa língua através da participação na iniciativa “Eu conto” promovida pelo Plano Nacional de Leitura.
Para esta atividade, sessenta e quatro  alunos “afinaram” as vozes e gravaram podcasts com lendas e/ou contos tradicionais.
Os trabalhos podem ser consultados nas seguintes hiperligações:
A BE agradece a todos os alunos e professores de português que participaram nesta iniciativa.
Ana Noválio
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Ler, Ver e Fazer (n)o Mundo_Imagem

Já é oficial! A partir de hoje, “Ler, ver e fazer (n)o mundo” chega à comunidade ibero-americana, pois a leitura não conhece fronteiras. Ao cartaz elaborado pela Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) juntámos os depoimentos de alunos que expressaram o que sentem ao ler um livro. Se tu também queres partilhar as tuas experiências literárias, consulta as atividades da campanha, o regulamento e as dicas para produzir um vídeo perfeito em https://bit.ly/32HtXvA e https://www.dge.mec.pt/noticias/campanha-digital-ler-ver-e-fazer-no-mundo.

Vem ler connosco e (n)o mundo!

Ana Noválio

BE, 8ºB, Saber Comunicar 2  juntos pela Terra
O 8ºB juntou-se à BE no Dia Mundial da Terra, que se comemora no dia 22 de abril, e pôs mãos à obra, destacando esta efeméride com a criação de marcadores de livros feitos a partir de materiais totalmente recicláveis.
Nestes marcadores, os alunos redigiram frases, em português e francês,  que espelham as suas preocupações no que concerne a defesa do Meio Ambiente. Deixamos aqui dois exemplares para apreciarem.
A BE assinala esta data colocando à disposição dos alunos cestos de papel recicláveis que permitem uma separação efetiva dos resíduos. Os recipientes foram decorados com frases inspiradoras criadas pelos alunos do 8ºB.
E tu? O que é que podes fazer pelo nosso planeta?
Ana Noválio

Clique nas imagens para as aumentar e poder descarregar os marcadores
Enquanto o desenho ou a pintura proporciona, ao observador, apenas um ponto de vista, central, a escultura permite que o mesmo observador a contorne e tenha assim vários pontos de vista sobre ela.
Partindo da noção de tridimensionalidade e da multiplicidade de olhares inerente à escultura, os alunos criaram as suas composições reciclando materiais e tentando atribuir-lhes um sentido estético.
 
Ana Guerreiro
 

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