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O dia 3 de maio foi passado, num primeiro momento, no Mosteiro de Alcobaça e, após isso, na cidade medieval de Óbidos.

Os alunos do 10.º E e F puderam contemplar a beleza e imponência da arquitetura do Mosteiro de Alcobaça, fundado em 1153 por D. Afonso Henriques através de uma doação feita ao Monge S. Bernardo.

Mosteiro de Alcobaça

A visita ao grandioso edifício contou com duas guias que foram explicando a finalidade de várias das salas, trazendo o passado ao presente e aproveitando uma ou outra ocasião para questionar os alunos do curso de Línguas e Humanidades.

Ora, do Mosteiro faz parte uma igreja gótica composta pelo nártex, pelo deambulatório, pelas capelas radiantes, pela nave central e laterais, o cruzeiro e o transepto. E é precisamente neste último constituinte do Mosteiro onde se situam os mais belos túmulos que nos contam uma história de amor. A história de Romeu e Julieta, neste caso, a versão portuguesa – um enredo composto por D. Pedro, “o Justiceiro” e D. Inês. Vamos lá recuar no tempo e chamar o passado até aqui…

O acontecimento data do século XIV quando D. Pedro se apaixona por Inês de Castro, a dama de honor de D. Constança, a esposa do herdeiro ao trono. Diz-se que a beleza de Inês era tanta, que Pedro se apaixonou… e o sentimento era mútuo! Viveram assim um amor adúltero. Após ter ficado viúvo, D. Pedro pensou poder viver aquele romance livremente. O problema é que o seu pai, o rei D. Afonso IV, era contra esse casamento pois não queria perder a independência de Portugal para a Espanha. Diz-se, que apesar disso os dois apaixonados se casaram e tiveram 3 filhos.

Pedro e Inês (do filme homónimo de António Ferreira)

Infelizmente a vida dos dois “pombinhos” não foi um conto de fadas, tendo Inês de Castro sofrido às mãos do então rei de Portugal, ou devo dizer, às mãos dos assassinos que encomendou para fazerem o trabalho sujo.

Morreu a mulher apunhalada em frente aos filhos enquanto pedia misericórdia. Este momento trágico teve lugar em Coimbra, na Quinta das Lágrimas, onde, afirmam muitos, Inês foi morta. Reza a lenda que a cor vermelha que se vê nas rochas da fonte corresponde ao sangue derramado por Inês.

Ao olhar para os dois túmulos de Pedro e Inês, é impossível ficar indiferente aos pormenores que os cobrem; todos contam a história dos dois apaixonados! Em ambos os túmulos encontramos uma rosácea, que se divide em duas faixas circulares, a Roda da Vida (exterior) e a Roda da Fortuna (interior), sendo aqui que se representam cenas da vida dos dois amantes. Também as faces laterais foram decoradas – no caso de D. Pedro, encontramos cenas da vida do seu padroeiro, S. Bartolomeu. No que respeita ao túmulo de D. Inês, junto aos seus pés, a representação do juízo final (o dia em que as almas são julgadas) e, nas faces laterais encontramos cenas da vida de Jesus (desde a sua nascença, até ao momento da sua morte, na cruz), a quem, aliás, se fazem inúmeras referências através da Bíblia.

É curioso que os dois estão com os pés voltados para o cruzeiro o que nos remete logo para o encontro entre as suas almas: quando acordarem vão levantar-se e olhar um para o outro a fim de que se reconheçam.

pormenor dos túmulos de Pedro e Inês

Luís Manuel Ascensão, 10.º E

imagens daqui, daqui e daqui

Durante os dias 29 de abril e 02 de maio, decorreu na Escola Secundária Daniel Sampaio a 2ª Mostra do Filme Solidário realizada, este ano lectivo, no nosso Agrupamento.

Tratou-se de uma atividade dinamizada pelas Bibliotecas (VR+DS), no âmbito da Educação para a Cidadania. A Mostra do Filme Solidário consiste na apresentação de curtas-metragens de carácter não comercial que visam a reflexão sobre comportamentos sociais e temáticas de impacto global: desenvolvimento sustentável (Norte global/ Sul Global), Objetivos do Milénio, ODS (Objectivos de Desenvolvimento Sustentável), igualdade de género, ambiente, exemplos positivos, comportamentos de risco, violência, fome, direitos de autor.

Nestas sessões, participaram alunos de turmas do 7º ao 12º ano, num total de nove turmas. Em cada uma das sessões, após a visualização das curtas, iniciou-se o debate que contou com a intervenção interessada e pertinente de muitos alunos e professores. Estes momentos foram mediados e dinamizados por Pedro Santos um dos voluntários da produtora independente HelpImages. O Pedro deu-nos a conhecer a missão desta ONG e o modo como filmes tão curtos carregam em si mensagens tão vastas. Nesta exploração, houve leituras polémicas, houve leituras consensuais. Houve debates mais entusiastas, outros menos empolgados, mas em todos eles esteve sempre presente a perceção do enriquecimento mútuo que estas horas de diálogo descontraído nos trouxeram.

Assim, saímos todos com uma certeza: se queremos um mundo melhor e mais sustentável, essa responsabilidade cabe a cada um de nós, sem exceção, pois não há Planeta B.

Dulce Sousa (professora-bilbiotecária da EBVR)

aceda à aos filmes exibidos na mostra

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No mês em que se comemora o fim do regime ditatorial em Portugal estrearam-se documentários aliciantes que contribuem para preservar a memória. Da nossa vizinha Espanha, O silêncio dos outros, de Almudena Carracedo e Robert Bahar e produção de Pedro Almodóvar, é um retrato realista das vítimas e sobreviventes das décadas da ditadura de Francisco Franco. Filmado ao longo de seis anos, conquistou o prémio Goya para Melhor Documentário e o do público da secção Panorama do Festival de Berlim. Apresenta testemunhos sobre todos os tipos de violação dos direitos humanos de que os espanhóis foram alvo nesse período mas que não são reconhecidos pelo poder central pois a Lei da Amnistia de 15 outubro de 1977 libertou os presos políticos mas os que cometeram os crimes foram ilibados dos mesmos.

As vítimas de regimes ditatoriais são globais como demonstra Almas mortas de Wang Bing, uma obra sobre as purgas maoístas dos anos 50 e 60, abordando os sobreviventes dos campos de reeducação localizados no extenso deserto de Gobi onde ficaram esquecidos e muitos morreram à fome. Ainda sobre a China, o brasileiro Walter Salles realizou Jia Zhang-Ke, um homem de Fenyang sobre o cineasta reconhecido pela sua criatividade, sendo o documentário um pretexto para reflexão sobre a sociedade chinesa e todas as alterações verificadas a nível da família, cultura e espaços urbanos.

Também focando uma personalidade importante da área cultural Piazzola, os anos do Tubarão, de Daniel Rosenfeld, apresenta, a partir de imagens do arquivo privado familiar, um retrato do lendário músico e compositor argentino Astor Piazzola, falecido em 4 julho de 1992, que revolucionou o tango, tornando-o um género musical de vanguarda durante décadas.

O desempenho de atrizes enriquece e valoriza muitos filmes e estrearam-se vários em que a prestação feminina é determinante para o sucesso dos mesmos. Do Cazaquistão, podemos apreciar uma excelente e dura película que retrata algumas realidades sociais com Ayka  de Sergei Dvortsevoy, que  no festival de Cannes 2018 atribuiu o prémio de melhor atriz a  Samal Yeslyamova  no papel  da  protagonista  do título que, vivendo numa situação ilegal em Moscovo,  procura, de forma desesperada, o seu bébé  abandonado num hospital.  Outra estreia de grande qualidade é o drama histórico Anoitecer escrito e realizado pelo húngaro László Nemes com Juli Jakab  no papel da protagonista Írisz Leiter, procurando  trabalho numa luxuosa loja de chapéus,  em Budapeste, que tinha pertencido, anteriormente, à sua família. As acções que expõem o retrato psicológico da protagonista aliam-se aos sinais premonitórios do início da 1ª guerra mundial.

Ainda sobre temas ligados aos conflitos mundiais, O dia a seguir de James Kent retrata  as convulsões emocionais  e traumáticas na Alemanha no 2º pós guerra, com Keira Knightley a brilhar neste drama de época formando um triângulo amoroso com Jason Clarke e Alexander Skarsgard  num período  marcado por mudanças pessoais e de superação de conflitos internos. Numa temática diferente mas, igualmente, com desempenho meritório feminino, Isabelle Huppert sobressai no filme de suspense e terror Greta – viúva solitária do realizador irlandês Neil Jordan, mostrando como a solidão nas grandes cidades pode conduzir a estados psicóticos, tendo Chloe Grace Moretz no papel de uma jovem e  indefesa  vítima. Sem abandonarmos o género terror, tivemos a estreia da nova adaptação da afamada obra de Stephen King Samitério de animais realizado por Kevin Kolsch e Dennis Widmver trinta anos após a primeira versão para o cinema. Desta vez há algumas alterações ao original publicado em 1983 que apresenta alguns elementos autobiográficos mas mantém-se o mesmo enredo sobrenatural   e aterrador.

Constituindo um divertimento agradável, a comédia francesa Outra de Daniel Auteuil mistura fantasia e romance com prestações características desta cinematografia. Também produção de francesa e baseada em factos reais, A incrível história do carteiro Cheval de Nils Tavernier mostra como os sonhos podem tornar-se reais quando Joseph FerdinandCheval, entre 1879 e 1912, idealiza um palácio para a sua adorada  filha,  em Hauterives, sendo classificado como monumento histórico em 1969. Para o público infantil, Parque das maravilhas de David Feiss surge repleto de imaginação e alegria.

Finalmente, o festival independente Indie Lisboa apresenta a sua 16ª edição de 2 a 12 maio com um vasto programa marcado pela diversidade, o que é sempre um pretexto para visionar variadas obras de qualidade.

Luísa Oliveira

 

ldv

No passado dia 3 de abril, no âmbito do Projeto Cientificamente Provável, os alunos das turmas do 10ºB, 10ºC, 10ºG e 12ºB e respetivas professoras de Matemática, nomeadamente, Teresa Amendoeira, Cristina Santos, Carmo Gomes e Dora Almeida, deslocaram-se ao Departamento de Matemática da FCT/UNL para participar na iniciativa Matemática às 4as.

Esta iniciativa pretende divulgar a Matemática junto dos alunos do Ensino Secundário, através de atividades lúdicas de cariz matemático. Os alunos e respetivas professoras participaram, durante esta tarde, nestas atividades, bem como a conhecer mais de perto as várias ofertas da FCT, em especial, no Departamento de Matemática e na Licenciatura em Matemática.

As atividades desenvolvidas foram as seguintes:

– “Estás infetado!”, na área da Biomatemática, dirigida a todos os alunos e aplicada em sala de aula. Nesta atividade foi simulada a propagação de duas doenças entre os alunos e, de seguida, tentou-se perceber como o número de infetados varia ao longo do tempo e como essa variação depende das características da doença. Por fim, fez-se uma exploração de como se pode descrever matematicamente a propagação dessas doenças.

– “A Espionagem e a Matemática”, na área da Estatística e Criptografia, dirigida aos alunos do 10º ano e aplicada em laboratório computacional. Com base na frequência relativa das letras na Língua Portuguesa, os alunos tiveram de descodificar uma mensagem encriptada com recurso à aplicação Excel.

– “Voa, voa, milionário!”, na área da Investigação Operacional, dirigida aos alunos do 12º ano e aplicada em laboratório computacional. Pretendia-se que os alunos descobrissem um percurso num mapa, minimizando a distância total percorrida e de forma a que se visitassem todas as cidades (seleccionadas) uma única vez e que regressassem ao ponto de partida. Com esse objetivo, os alunos utilizaram uma aplicação Excel.

– “Vem jogar na nossa Slot Machine”, na área da Estatística e Investigação Operacional, dirigida aos alunos do 12º ano e aplicada em laboratório computacional. Nesta atividade os alunos atribuíam as probabilidades de ocorrência das “figuras” da slot machine de forma a garantir a satisfação simultânea de certas exigências, quer dos jogadores quer da Administração do Casino.  Os alunos usaram uma aplicação Excel onde puderam utilizar a slot machine e, posteriormente, recorrendo à Simulação, puderam verificar se conseguiram satisfazer as exigências.

Os alunos revelaram interesse, colocaram questões oportunamente e realizaram todas as atividades com bastante empenho e dinâmica.

Todas estas atividades foram bastante pertinentes sobretudo porque os alunos ficaram com uma perspetiva das suas aplicações, nomeadamente.

– Os modelos matemáticos permitem-nos entender melhor a dinâmica das doenças, prever o seu comportamento futuro, bem como avaliar medidas de controlo a implementar e, por isso, a transmissão de doenças de uma população foi uma das primeiras áreas da saúde pública a ter um tratamento matemático rigoroso.

– A transmissão de dados com confidencialidade tem aplicações muito importantes, tais como, para fins militares, políticos e transações bancárias e ainda particular importância na proteção de dados nas transmissões digitais.

– A otimização de atividades, tem várias aplicações nomeadamemte em problemas de transportes, de que é um exemplo a recolha de lixos urbanos, e no planeamento de atividades, como o sequenciamento de operações numa linha de montagem.

Ana Cristina Santos (professora de matemática e membro da equipa INTEReST – E+)

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