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BE, 8ºB, Saber Comunicar 2  juntos pela Terra
O 8ºB juntou-se à BE no Dia Mundial da Terra, que se comemora no dia 22 de abril, e pôs mãos à obra, destacando esta efeméride com a criação de marcadores de livros feitos a partir de materiais totalmente recicláveis.
Nestes marcadores, os alunos redigiram frases, em português e francês,  que espelham as suas preocupações no que concerne a defesa do Meio Ambiente. Deixamos aqui dois exemplares para apreciarem.
A BE assinala esta data colocando à disposição dos alunos cestos de papel recicláveis que permitem uma separação efetiva dos resíduos. Os recipientes foram decorados com frases inspiradoras criadas pelos alunos do 8ºB.
E tu? O que é que podes fazer pelo nosso planeta?
Ana Noválio
Clique nas imagens para as aumentar e poder descarregar os marcadores
Enquanto o desenho ou a pintura proporciona, ao observador, apenas um ponto de vista, central, a escultura permite que o mesmo observador a contorne e tenha assim vários pontos de vista sobre ela.
Partindo da noção de tridimensionalidade e da multiplicidade de olhares inerente à escultura, os alunos criaram as suas composições reciclando materiais e tentando atribuir-lhes um sentido estético.
 
Ana Guerreiro
 

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3c680a0d94550a0d45acc430a36a0574Cientistas com comédia

«A Teoria do Big Bang» é uma série americana que acompanha um grupo de amigos que vivem em Pasadena, Califórnia. Esse grupo é formado, inicialmente, por Leonard Hofstader e Sheldon Cooper, que são físicos, e Penny, a paixão de Leonard até ao final da série, em que acabam casados. O resto do grupo é formado por Howard Wolowitz, engenheiro aerospacial, e pelo astrofísico Rajesh Koothrappali. Ao longo da história, também entram Bernadette e Amy, que se envolvem com Howard e Sheldon.

É uma série cujo público-alvo são os adolescentes e os adultos de qualquer género. É uma série de comédia e um pouco de romance, mas sempre muito engraçada, que são aspetos positivos.

Negativamente, observa-se o facto de a série ter acabado ao fim de doze temporadas. Podiam ter feito uma pós-vida do grupo a seguir ao grande final.

É uma série que durou doze anos e doze temporadas, em que dá para ver a evolução das personagens como pessoas, amigos e cientistas. Esta série merece uma classificação de quatro estrelas e meia.

Afonso Couceiro,  8.º C

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4723738Filme: “Jurassic World”

Realizador: Juan António Bayona

Atores: Bryce Dallas Howard, Chris Pratt, Rafe Spall, B.D Wong, Ted Levine, Toby Jones, Daniella Pineda, Geraline Chaplin, James Crowet.

O filme “Jurassic World” é do realizador Juan António Bayona. Este filme é uma descarga de adrenalina e é muito emocionante. O filme retrata a vida de um cientista – Owen Grady – e de uma mulher de negócios, Claire Dearing, que lutam contra o tempo para salvar os dinossauros.

Ao longo do filme, os atores colocam um dinossauro em cativeiro, mas isto foi muito polémico, porque os animais devem viver no seu habitat natural, juntamente com seus pares ou outras espécies, e não isolados, em cativeiro. Esta foi a grande crítica trazida a público pelos espetadores do filme, que defenderam a vida dos animais no seu habitat.

Um dos aspetos positivos do filme é a união entre as personagens para conseguirem salvar o maior número de pessoas durante a erupção do vulcão na ilha.

Um aspeto negativo, além do dinossauro em cativeiro, é a morte do segurança, sendo uma cena muito realista.

Carolina Viegas, 8ºD

Os alunos do 8ºB assinalaram o Dia Mundial da Água através de um curto vídeo, no qual se  podem encontrar algumas dicas para reduzir a nossa pegada da água.

A comemoração desta data visa sensibilizar a comunidade educativa para a utilização sustentável deste recurso natural e encontra-se inserida num trabalho interdisciplinar da turma, que pretende levar os alunos a praticar não só uma alimentação sustentável, nomeadamente através da redução do consumo de alimentos que implicam grandes quantidades de água na sua produção e do combate ao desperdício alimentar, como também levá-los a refletir sobre a necessidade de alterar um estilo de vida que cada vez mais assenta no consumo excessivo de bens que nem sempre são necessários.

O projeto da turma é apoiado pelo Ler, ver e fazer (n)o mundo da  BE.

Este ano, o Dia Mundial da Poesia e o Dia Mundial das Florestas serão comemorados de forma virtual pela comunidade educativa da Escola Secundária Daniel Sampaio.

Para assinalar o Dia Mundial da Poesia, alunos do terceiro ciclo e do ensino secundário uniram-se na produção de pequenos vídeos, com declamações não só de poemas de autores consagrados, como também de textos poéticos originais.

O Dia Mundial das Florestas foi assinalado com dois textos narrativos da autoria de alunas do 3º ciclo, já publicados em post anterior.

A BE agradece a colaboração dos alunos neste trabalho desenvolvido no âmbito do projeto Ler, ver e fazer (n)o mundo.

Ana Noválio

O velho castanheiro de Lamego

Tudo aconteceu num dia frio de inverno. O céu estava deserto e  gélido. As aves, que outrora voavam alegremente, haviam desaparecido e a chuva, coisa bela mas tão destruidora, fizera estragos algures, mas também trouxera a vida a milhares e milhares de pequenas plantinhas, que um dia, haveriam de se reproduzir e, quiçá, tocar o céu.

Ninguém sabe como, ninguém sabe porquê, mas foi de uma dessas, tão pequenas e inocentes plantas, que este castanheiro floresceu.

Hoje, frondoso e paciente, o velho castanheiro mantém-se firme, olhando por Lamego.

Inês Santos Pedro, 8º B

A árvore extraordinária

Em tempos longínquos, num verdejante vale abraçado por grandiosas montanhas,  existia uma árvore extraordinária. Os povos antigos respeitavam-na e contavam histórias sobre os seus poderes maravilhosos. A árvore teria nascido num lugar remoto e secreto. Poucos conseguiam encontrá-la e quem a encontrava continuava a guardar o segredo.

Os povos dos novos tempos ouviam estas histórias e duvidavam da existência da árvore extraordinária. Nunca mais tinham surgido pessoas que tivessem enriquecido com os seus poderes. Como se poderia enriquecer com uma árvore? Ou obter sabedoria?

O Daniel era uma menino que ouvia estas histórias. Apesar de viver na cidade, gostava muito da natureza e tinha imensa curiosidade em perceber porque os antigos falavam nos poderes maravilhosos da árvore extraordinária. Por isso, quando cresceu, partiu à sua procura pela gigantesca floresta dos povos antigos, onde os povos dos novos tempos já não iam.

A viagem foi muito longa. Conheceu novos lugares, tão diferentes dos que conhecia. Aprendeu a respeitar a natureza, os animais, as plantas e os rios. Experimentou viver com o que a natureza lhe dava. À noite conseguia ver as estrelas do céu e sonhava. E um dia alcançou o verdejante vale de que falavam os antigos. Sentiu que aquele era o vale de que se falava noutros tempos. As árvores eram todas belas, como são todas as árvores. Por acaso, fixou o olhar numa delas. Sentiu que aquela era a sua árvore extraordinária. E percebeu que, com toda aquela aventura, a sua vida tinha enriquecido muito com o contacto com a natureza.

O Daniel tinha enriquecido.

Beatriz Ribeiro, 8ºB

É com enorme satisfação que comunicamos que foi selecionado mais um dos projetos da BE da DS.

Desta vez tratou-se da candidatura ao Programa Movimento 14-20 a Ler, do Plano Nacional de Leitura (PNL), com o projeto Ler ver e fazer (n)o mundo.

Das diversas Bibliotecas Escolares que participaram, apenas quatro projetos foram selecionados a nível nacional e contemplados com o prémio de € 10.000.

Ler ver e fazer (n)o mundo pretende motivar os jovens para a leitura e para a escrita, reforçando estes domínios, assim como para a partilha destes interesses junto dos seus pares através dos meios audiovisuais e das redes sociais, mobilizando e desenvolvendo competências com vista a uma participação mais ativa, consciente e responsável na sociedade.

Para este projeto, a BE estabeleceu parcerias com a Junta de Freguesia da Charneca da Caparica e Sobreda, a ONG Help Images e a Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura.

A imagem que irá figurar no portal do PNL foi realizada pelo artista plástico André Trafic e encontra-se na parede lateral do pavilhão D da Escola Secundária Daniel Sampaio.

A BE agradece a todos os alunos que produziram e participaram no vídeo que apoiou a candidatura ao Programa Movimento 14-20 a Ler, assim como aos Foxy Rocket que consentiram a utilização de um dos seus temas no clipe.

Ana Noválio

Nesta edição do Diário Gráfico, publicamos alguns trabalhos de alunos do 7ºA e B, no âmbito da geometria plana, nomeadamente o traçado do óvulo e da oval, que são linhas curvas fechadas, constituídas por quatro arcos de circunferência concordantes. Diferem porque o óvulo tem dois arcos iguais e dois diferentes e um eixo de simetria, enquanto a oval tem os arcos iguais dois a dois e dois eixos de simetria. Após esse traçado, os alunos perceberam como as formas existentes contêm em si, implícitas, essas geometrias.

Ana Guerreiro

do realizador Jonathan Demme

Prós – Uma história de cortar a respiração, com atores incríveis.

Contras – Muito violento para quem não goste de terror psicológico.

Clarice Starling é uma aluna da academia do FBI que é enviada para entrevistar o prisioneiro Hannibal Lecter, um psiquiatra brilhante, mas também um psicopata violento e um assassino canibal. O objetivo é descobrir pistas para identificar um assassino em série que mata jovens mulheres, retirando-lhes uma parte da pele e deixando uma mariposa nas suas gargantas.

O Dr. Lecter é a personificação do mal, mas gostamos dele por ser charmoso e por ser muito educado com a Clarice. Ele concorda em colaborar mas não dirá uma palavra sem receber contrapartidas em troca, incluindo mudar para uma prisão com um quarto com janela.

Apesar de ser um filme de 1991, já quase com 30 anos, apresenta-nos uma história atual, numa altura em que se fala tanto de igualdade de género. Ao contrário de outros filmes policiais, a personagem principal é uma mulher inteligente, rodeada de homens, polícias e assassinos, e suficientemente determinada para conseguir convencer o psiquiatra condenado a prisão perpétua, a colaborar.

Vencedor de vários prémios, incluindo cinco Óscares, entre os quais, melhor filme, melhor ator principal e melhor atriz principal, apresenta uma história cativante que nos prende ao ecrã à espera que o mistério se resolva, seguindo as pistas de Dr. Lecter e acompanhando a metamorfose do assassino em série, da agente Clarice e do psiquiatra, levando-nos a um final inesperado.

Rita Martins, 8ºB

O projeto “10 minutos a ler” foi implementado no Agrupamento de Escolas Daniel Sampaio no ano letivo de 2017-18. A ideia fulcral que está na base desta iniciativa é desenvolver o gosto pela leitura.

Trata-se de um projeto bastante acarinhado pelos alunos, tendo já sido proposto que fosse alargado a outras disciplinas e não decorresse apenas na aula de português. Durante 10 minutos, vale tudo em termos de leitura: jornais, revistas, banda desenhada, mangas, textos literários ou de natureza científica – tudo é permitido! A única regra é ler o que dá mais prazer. A atividade encontra-se de tal modo enraizada que não é raro observar que o material para os “10 minutos a ler” é o primeiro a sair da mochila, sem haver a necessidade do professor referir que se vai dar início a esta atividade.

Este conjunto de circunstâncias levou a que a Biblioteca Escolar decidisse candidatar-se ao projeto “10 minutos a ler”, promovido pelo Plano Nacional de Leitura, que financia a aquisição de obras literárias. E … fomos contemplados com o prémio de €1000!

A Biblioteca agradece a todos os alunos e aos professores que dinamizam esta iniciativa.

Ana Noválio (PB-ESDS)

Querido 2020,

   Estaria a mentir se dissesse que não foi um bom ano. Estaria a mentir se dissesse que foi um ano como outro qualquer. Estaria a mentir se dissesse que não cresci neste ano. Estaria a mentir se dissesse que não fui feliz neste ano. Estaria a mentir se dissesse que não tive dos melhores dias da minha vida. Estaria a mentir se dissesse que não tive o melhor bronze de todos os anos. Estaria a mentir se dissesse que não conheci até então o meu desconhecido país. Estaria a mentir.

   Apesar de ter sido um ano caótico, foi dos melhores anos da minha vida. Aprendi a valorizar mais, a ter ainda mais respeito pelo próximo, a não ligar ao que não tinha importância, a amar, a saber ouvir, saber compreender, saber respeitar o meu corpo e a amá-lo, saber até onde podia sonhar de olhos abertos. Fui feliz neste 2020, e estou feliz por poder estar a escrever isto, com saúde, por estar aqui no meu canto a pensar nas minhas coisas. Não foi perfeito, mas qual é a definição de perfeito? Para ser perfeito teria de ser como um conto de fadas, ou um filme de princesas? Não, isso seria meramente fantasia.

    A realidade é que só sentimos falta de um mero abraço, quando não estamos “permitidos” a dá-lo; só sentimos falta das multidões, quando nos são obrigatoriamente retiradas; só sentimos falta das caminhadas pela natureza ou pela praia, quando a única caminhada que fazemos é do quarto para cozinha, cozinha para sala e sala para o quarto. Foram muitos meses a ter esta rotina, a ter estes hábitos, a refletir sobre cada momento que já tínhamos vivido no passado, mas nada que o tempo não mude, começámos a ver a pequena luz ao fim do túnel.

   Veio o verão e o bom tempo, vieram os convívios de 5 pessoas, o distanciamento e todas as regras impostas pela DGS. Não posso dizer que estive em casa o verão inteiro porque não é verdade, cada um de nós tentou voltar à normalidade nestes dias anormais. Aproveitei muito este verão: cada mergulho foi um motivo para viver, cada riso foi uma libertação, cada grito foi um sinal de que se temos voz temos de lhe dar uso. Cada pôr-do-sol foi observado como se estivesse representado numa tela exposta num museu, e cada sorriso que observei (com máscara ou sem ela) fez-me perceber que todos temos problemas, mas todos temos tempo para demonstrar um sorriso verdadeiro. Porque a vida é mesmo isso, todos os dias teremos novos problemas, mas temos de saber enfrentá-los ou se não conseguirmos, já diz o ditado, “se não os consegues vencer, junta-te a eles”. Aprender a lidar com as coisas da vida pode não ser fácil, mas não é impossível.

   Setembro chegou e as borboletas na barriga também, comecei o meu secundário e estou mesmo agradecida por estas pessoas que entraram na minha vida, os meus colegas e professores, pessoas genuinamente incríveis, sinto-me sortuda por esta mudança ter superado as minhas expectativas. Outubro e novembro passaram a correr e para a semana já é Natal. Como assim já é Natal?

   Este Natal vai ser diferente, mas diferente não significa que seja mau, pelo contrário, poderemos e deveremos aproveitar cada momento como se fosse o último porque o dia de amanhã é incerto. Poderei cantar e dançar com a minha família e é a mais pura felicidade que alguma vez poderemos viver. Não vou pedir nada ao Pai Natal, porque tudo o que quero este ano é o convívio com os meus, não preciso de mais nada.

   Se tivesse de definir o que é felicidade, diria que é a minha vida, encaro cada dia como mais uma oportunidade para poder mostrar ao mundo que podemos ser felizes com muito pouca coisa, quase nada, nada mais do que a possibilidade de poder estar perto da minha família e amigos.

   Por fim, 2020, obrigada por me ajudares no meu caminho, obrigada acima de tudo por me fazeres perceber o sentido da vida (poderei estar errada), obrigada por todos os momentos que me deste oportunidade de viver.

“O progresso é impossível sem mudança; e aqueles que não conseguem mudar as suas mentes não conseguem mudar nada.” (George Bernard Shaw)

Ana Rita Duarte Silva, 10.º G

imagem daqui

Melhor 2021

Foi em 1943, em plena 2ª guerra mundial, que Hugh Martin e Ralph Blane compuseram uma canção para um filme protagonizado por Judy Garland (Meet me in St. Louis/Não há como a nossa casa).

Have yourself a merry little Christmas percorreu com êxito os 77 anos que já nos separam da sua criação mas, não obstante ser mundialmente conhecida, não sei se todos se aperceberam do modo como a mensagem que as palavras que a compõem se atualiza nestes outros tempos difíceis que estamos a viver: “Next year all our troubles will be out of sight” (no ano que vem, já todos os nossos problemas terão ficado para trás), “Faithful friends who are dear to us/Will be near to us once more” (Bons amigos, que nos são queridos/Estarão connosco outra vez). São palavras que ecoam um Natal triste, sem a presença dos entes queridos, mas são sobretudo palavras de outra geração que, estando igualmente a sofrer, nos transmite a esperança num melhor futuro.

Aqui fica então essa esperança e essa canção.

Bom Natal e Melhor Ano Novo

Fernando Rebelo

O livro de que vou falar é “Madame Bovary” de Gustave Flaubert, publicado em 1857. Esta obra é um romance cuja ação decorre no século XIX e que explora os limites do amor e da liberdade.

Ema, a personagem principal, é uma jovem, pertencente à burguesia, educada num convento. Desde cedo, começa a ler fantasias românticas, as quais espera encontrar no casamento.  Quando se casa com Carlos Bovary e se apercebe que leva uma vida demasiado monótona e nada como a que teria idealizado, procura realizar o seu sonho de um amor perfeito fora do casamento. Assim, comete adultério mais de uma vez e, insatisfeita com a sua vida e com os seus amantes, começa a fazer compras fúteis e desnecessárias, acabando assim por se afogar a si e à família em dívidas.

A questão-problema que desenvolvi através desta obra é: Será “Madame Bovary” o romance dos romances?

Na minha opinião sim, pois temos de ter em mente que o romance foi escrito na década de 50 do séc. XIX. Como tal, o romance é inovador, criticando a burguesia e o clero e retratando ainda o adultério, o que seria um pecado mas, acima de tudo, um crime nesta época.

Esta obra mostra uma perspetiva de romance que leva ao adultério, algo inovador e demasiado cru no século XIX. Mas demasiado comum, nem por isso correto, no nosso dia a dia. O que seria um assunto tabu há 200 anos, atualmente está demasiado banalizado, apesar de ser errado. Provando assim que o romance é algo polémico e intemporal.

Apesar do romance ter sido publicado no século XIX, conseguimos encontrar referências evidentes na atualidade.

Passo então a explicar:

  • Ema quando não encontra o tão esperado amor perfeito, começa a refugiar-se em compras supérfluas, passando assim o seu tempo a adorar objetos e posses materiais. Em vez de, procurar amar a sua família e fazer o seu romance perfeito acontecer com Carlos.
  • Tal como nós, quando nos deparamos com um obstáculo, e não conseguimos resolver o problema que nos é pedido para superar o mesmo. Escolhemos passar ao lado deste sentindo vazio imenso correspondendo à solução. Escolhemos assim refugiar-nos em objetos e posses materiais, de forma a tentar preencher um vazio impreenchível.

Ilustração da obra por Mikhail Mayofis

Também nós, como Ema, idealizamos um romance perfeito que nos é embutido pela sociedade estereotipada em que vivemos através de livros, telenovelas, filmes românticos e até mesmo pelas redes sociais.

Muitos podem pensar que “Madame Bovary” não merece este reconhecimento, pois esta obra é só mais uma entre muitas onde, as histórias são semelhantes ou até mesmo porque não tem um final feliz como muitos esperariam num livro como este. Mas este romance é a inovação dos romances e traz consigo uma nova vertente de escrita. Quanto ao final feliz eu penso que o autor apenas procurou fazer transparecer aquilo que é a realidade e não um conto de fadas.

Algumas curiosidades que sustentam a minha argumentação:

O autor Gustave Flaubert vai a tribunal por ter publicado o livro, pois este contem ofensas à moral, religião, clero e burguesia. Para se defender Flaubert diz ser Madame Bovary “Ema Bovary c’est moi“. Pois também ele se sente preso numa sociedade completamente estereotipada, infeliz com tudo o que tem e refém das compras supérfluas.

FLAUBERT, Gustave (2017), Madame Bovary, Ed. Clube do Autor, 1ªedição

Clara Dias, 11ºC