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C-Btv_GarbageAcabam as aulas. Vou estudar. Chego a casa e não paro de me questionar: será que está alguém em casa? Olho para o sofá e não vejo ninguém. Sento-me, ligo a televisão, pego no comando e clico, por engano, no canal cinco, o melhor canal do mundo!

Apercebo-me de que os homens da paz aparecem nas notícias a ameaçarem-se um ao outro: se mais alguma bomba for utilizada, declaro guerra! – Disse o americano ao pequeno coreano. Será que esta ameaça é só “garganta” ou vai haver guerra? Bem, continuo a ver o telejornal. O jornalista pivô continua, sem se preocupar com o facto de uma nova guerra começar.

O reino dos anúncios começa. A repetição e os produtos são o mais interessante do telejornal! Parece que toda a gente passa à frente do telejornal só para ver os modelos a desfilarem em frente às câmaras. De repente, os anúncios acabam, e tudo volta a ser como era. O jornalista a tagarelar sempre a mesma coisa: “ E agora, vamos falar sobre os refugiados” ou então “incêndio ameaça as casas”, para não falar do futebol.

Está na hora. As notícias acabaram. As audiências desapareceram, e passa “TV SHOP”.

 João Gonçalves, 9.º D

imagem daqui

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DMP

Setembro marca o início das atividades letivas e a continuação da divulgação das estreias nacionais cinematográficas. Começo com um filme dirigido ao grande número de fãs de Jennifer Lawrence, o sombrio e misterioso Mãe, de Darren Aronofsky,  em que  interpreta  uma  mulher frustrada  de um escritor, representado por Javier Bardem, cuja suposta tranquilidade é alterada com a chegada de um casal à sua habitação. É um filme delirante e alucinante que tem dividido a crítica pois não há consenso na análise do mesmo, ao contrário de  It de Andy Muschietti,  adaptação  do romance  homónimo de Stephen King.  Esta obra, que se enquadra no género de terror, revela não só as inquietações próprias das  relações entre gerações  como também os medos das crianças na figura do palhaço assassino Pennywise. Esta película registou a melhor estreia do género e como continua a ser um sucesso de bilheteira está prevista a  sequela em 2019 .

Kathryn Bigelow, a primeira mulher a receber um Óscar  na categoria de realizadora,  volta a surpreender com uma excelente  obra  sobre acontecimentos críticos  nos  EUA, neste caso, os motins de 1967  em  Detroit. Assim, volta a problematiza os valores identitários americanos com factos ocorridos num período de grande instabilidade política e social, marcado pela guerra do Vietname, pela repressão policial, descriminação racial e luta pelos direitos civis. A apresentação dos acontecimentos que abalaram a cidade de Detroit nesse período e a forma como o disparo acidental de uma pistola de pólvora seca num motel da cidade se torna o pretexto para uma brutal repressão policial por parte de agentes brancos sobre afroamericanos  demonstra bem  a realidade da época  marcada por  fortes disparidade raciais em todos os setores.

A filmografia francesa continua presente, neste caso, com Um Rico Sovina de Fred Cavayé , uma  comédia popular francesa em que sobressai   o  trabalho de composição do humorista Dany Boon. Igualmente no género comédia, mas aliada à ação a adaptação da banda desenhada de Mark Millar e Dave Gibbons, temos o segundo capítulo  do  filme de espionagem  Kingsman: O Círculo Dourado  de Matthew Vaughn  com um elenco de luxo em que sobressaem Colin Firth, Julianne Moore, Jeff Bridges e a presença exuberante  e música de  Elton John.

Também agradável Era uma vez  em Los Angeles de  Mark Cullen é uma comédia ligeira  que cumpre a função de distração, com Bruce Willis  no papel de um detetive que se envolve em inúmeras peripécias  para recuperar o seu cão Buddy raptado por um gangue ligado ao tráfico de droga.

Já no género melodrama,  Reviver o passado em Montauk, com o veterano ator  alemão Volker Schlöndorff  como  realizador,  baseia-se no  argumento escrito pelo irlandês Colm Tóibín. Com diálogos em que o silêncio impera, salientam-se as brilhantes interpretações do sueco Stellan Skarsgard e da alemã Nina Hoss.

Os admiradores de obras envolvendo figuras históricas, por seu turno, devem apreciar Vitória & Abdul de Stephen Frears, uma interessante obra sobre o período final do reinado da emblemática rainha britânica que marcou uma época. A veterana Judi Dench volta a encarnar a personagem de rainha Vitória numa obra baseada em factos reais  sobre a relação de amizade que manteve desde 1887 até à sua morte em 1901 com o jovem indiano, funcionário  na corte, Abdul Karim, interpretado por Ali Fazal.

De Moçambique chegou Comboio de sal e açúcar de Lícinio Azevedo, adaptação do romance homónimo do realizador, que retrata os trágicos acontecimentos verídicos  ocorridos em 1988 durante o período terrível da guerra civil.

Por fim, importa referir a interessante obra portuguesa A fábrica do nada de Pedro Pinho, galardoada com os prémios FIPRESCI do festival de Cannes e o Cinevision no festival de cinema de Munique. Com interpretações de atores e não atores, a equipa de realização inspirou-se em situações reais de uma zona industrial com o encerramento de fábricas e consequente desemprego de muitos operários. Representa uma reflexão sobre o valor do trabalho num período de crise socioeconómica, pois o argumento segue a vida de um grupo de operários que tentam segurar os postos de trabalho, através de uma solução de autogestão coletiva e evitar assim o encerramento de uma fábrica.

Termino relembrando que o mês de outubro está associado a bons documentários, pois  a 15ª edição do Doc Lisboa decorre de 19 a 29 outubro com um programa aliciante que pode ser consultado  em  www.doclisboa.org.

Luísa Oliveira

30 anos

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