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O DAC do 12ºA surgiu de uma ideia dos alunos, que refletia um problema por eles sentido: Estamos a acabar o 12ºano, e agora? Será que estamos prontos para a vida adulta?

Com isto em mente, pesquisaram, estabeleceram uma série de contactos, contaram com a preciosa ajuda de alguns Encarregados de Educação, convidaram outros especialistas e dinamizaram um conjunto de workshops, palestras e painéis com o intuito de verem esclarecidas as suas dúvidas e desenvolverem competências multi e transdisciplinares importantes para o futuro. Para além disso, construíram um site na Internet para que a sua experiência fosse partilhada com outros colegas e com isso ajudá-los também nesta importante transição da sua vida.

Telma Rodrigues

Poderá visitar o site clicando na imagem abaixo

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A BE comemorou, no dia 7 de junho, o Dia da Escola, com conversas animadas e intimistas à volta de livros.

Ao longo do dia, vários alunos do ensino secundário juntaram-se à equipa da BE para conversarem sobre livros de diferentes géneros, uns do PNL e outros da sua escolha, acerca das suas personagens e autores preferidos e, sobretudo, sobre as suas motivações e as aprendizagens que a leitura lhes proporciona. O número de alunos inscritos para esta atividade superou as expetativas, o que levou a equipa da BE a dinamizar várias tertúlias literárias.

Com este entusiasmo à volta dos livros e da leitura, a BE desafiou os alunos a participarem no Clube de Leitura que arrancará no próximo ano letivo e …  o desafio foi aceite!

De tarde, o 11ºB presenteou-nos com uma adaptação do final da obra Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett. O texto que está na base desta adaptação é da autoria da professora Rute Magalhães.

Ana Noválio e Rute Magalhães

Os seguintes trabalhos resultam de um DAC, envolvendo as disciplinas de Português (Rosa Silva) e Educação Visual (Ana Guerreiro) e os alunos do 9ºA e C, que ilustraram algumas partes dos livros que leram, relacionados com o texto narrativo.

Alexandre 9ºCDiogo 9ºAJoana Nunes 9º AMadalena 9ºCMargarida 9ºCMariana Fins 9ºASofia Karlovich 9ºA

Imagem1Título: A Trégua 

Título Original: La tregua (1963)

Editora: Dom Quixote

Páginas: 288

Tradutor: José Colaço Barreiros

Data Edição Portuguesa: Outubro 2017 (1ª Edição nas Publicações Dom Quixote, 4ª edição da tradução).

Género Literário: Memórias e Testemunhos

Foi uma das grandes testemunhas das atrocidades de que a humanidade é capaz. Os seus livros prendem página a página. Químico, resistente anti-fascista, Primo Levi é um dos mais consagrados e respeitados escritores italianos. Sobreviveu ao Holocausto alimentado pelo desejo de contar e testemunhar o que se passou nas décadas mais negras do século XX. O seu testemunho foi deixado em memoráveis livros. Destaco A Trégua, escrita originalmente em 1963, e editada entre nós com uma cuidada tradução de José Colaço Barreiros, pelas Publicações Dom Quixote em 2017.

A Trégua é uma memorável narrativa de uma história menos conhecida sobre a Segunda Guerra, que retrata o difícil regresso dos sobreviventes dos campos de concentração a casa, contada na primeira pessoa. É um diário de viagem rumo à liberdade através do leste europeu, que decorre em 1945, após a libertação do campo de concentração de Auschwitz pelo exército russo a 27 de janeiro, e a chegada do autor a Turim, a 19 de outubro do mesmo ano. Num relato marcado pela “dor do exílio, da casa longínqua”, Levi descreve as cidades por onde passou e as pessoas com quem se cruzou com uma linguagem clara e com detalhe cinematográfico. A obra compõe-se de relatos cortantes, como a descrição arrepiante da criança nascida em Auschwitz que morre em liberdade “sem nunca ter visto uma árvore”, ou as descrições sombrias dos países e cidades da Europa, como a Polónia, Lviv e Viena, destruídas pelos bombardeamentos, notáveis reflexões sobre os despojos da guerra. E é justamente a marca da guerra que percorre toda a obra. Mesmo após o regresso a casa, Levi continuou atormentado pelas dolorosas recordações e, numa descrição emocionante, termina A Trégua narrando o sonho que traz à memória a ordem do despertar em Auschwitz: “Wstawać”.

Primo Levi regressou de Auschwitz com uma memória povoada de penosas recordações e uma mão destinada a escrever. Escreveu sobre a miraculosa sobrevivência depois de Auschwitz e contou o seu regresso a casa no pós-guerra. Sendo um tocante relato do repatriamento dos sobreviventes dos campos de extermínio nazis, A Trégua é, na minha opinião, também um impressionante e admirável retrato, sempre atual, do que fica depois da guerra. É um dos livros mais marcantes que li. Recomendo vivamente esta leitura.

Rodrigo Souta,  10º D

Foi no passado dia 7 de abril que a Biblioteca da Escola Secundária Daniel Sampaio procedeu à apresentação oficial do vídeo “Desperdício, para que te quero”, assim como de outros trabalhos realizados no âmbito do projeto Ler, ver e fazer n(o) Mundo (Movimento 14-20 a Ler/PNL). O evento contou com a participação dos alunos envolvidos, os seus encarregados de educação, professores, delegados de turma dos ensinos básico e secundário, bem como os parceiros deste projeto da nossa Biblioteca Escolar (OEI, PNL e Help Images).

Hoje partilhamos o vídeo realizado e editado pelas alunas Inês Pedro e Sofia Silva – um trabalho dedicado aos ODS números dois (Erradicar a Fome) e onze (Cidades e Comunidades Sustentáveis), contemplados na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, das Nações Unidas.

Ana Noválio

O nosso poema

Eugénio de Andrade é o poeta responsável pela representação mais artista e lírica dos sentimentos de um ser em mudança, utilizando como intermediário o “Poema à mãe”. Ao longo da vida, todos crescemos e transformamo-nos em algo irreconhecível. Será isso mau?

14-2cm-16-1cm-Man-Freedom-Birds-Vinyl-Car-Sticker-Motorcycle-Black-Silver-S3-5853Na minha opinião, e na do poeta, a mudança faz parte do processo e é fundamental para que seja atingida a liberdade característica da vida adulta. No entanto, por vezes, a mudança é assustadora, principalmente para aqueles que nos viram crescer. Estas pessoas desejam-nos um futuro brilhante, mas não estão dispostas a deixar-nos voar.

Eugénio de Andrade viu na poesia a maneira mais subtil de transmitir tudo aquilo que sente em relação à “mãe”, responsável por o fazer refém do passado. Esta ferramenta revelou-se brilhante, no que toca a transmitir a mensagem sem que esta pareça um ataque. Por isso, este é “o nosso poema”. Este é o poema que qualquer um de nós irá um dia considerar usar. Tudo isto porque crescemos, e isso implica muito mais do que ficar maior.

As diversas metáforas utilizadas pelo poeta possibilitam a introdução dos mais diversos temas neste poema. Desde a sexualidade às mudanças intelectuais e psíquicas, o sujeito poético traz à tona um pouco de tudo aquilo por que passamos, e que desperta nas nossas “mães” um incompreensível desconforto.

Neste poema, é ainda destacado que estas mudanças não equivalem a rebeldia ou falta de amor. A mágoa que a incompreensão desperta em nós também não é consequência dos mesmos. Na verdade, trata-se de amor a mais. Se a incompreensão viesse de qualquer outra pessoa que não a nossa “mãe”, nós não ficaríamos descontentes. O que verdadeiramente nos marca é perceber que não somos percebidos. É constatar que não somos observados. É entender que, se calhar, falta esforço para que nos entendam.

Resta agradecer ao poeta por nos fornecer este trunfo. Tenho a certeza de que, apesar de tudo, nunca lhe faltou amor pela mãe. Esta carta, para mim, é uma prova disso.

Beatriz Augusto, 12ºB

Poema à mãe, de Eugénio de Andrade

imagem daqui

Celebrou-se, entre os dias 7 e 11 de março, a Semana da Leitura, na Escola Secundária Daniel Sampaio.

Esta iniciativa contou com a colaboração dos alunos do 7ºC e do 9º B que presentearam os seus colegas do 3º ciclo e do ensino secundário com poemas de autores nacionais e estrangeiros, acompanhados à viola, ukulélé e instrumentos de percussão. Os textos poéticos foram declamados em língua portuguesa, francesa e inglesa.

Vale a pena dizer Ler+, Ler em várias línguas!

Durante a Semana da Leitura, a Biblioteca Escolar (BE) desafiou os Encarregados de Educação para partilharem, com a turma dos seus educandos, um livro que os tivesse marcado significativamente, quando estes tinham a idade dos seus filhos. A Biblioteca agradece aos pais dos alunos que se disponibilizaram para participar nesta atividade.

O Dia Internacional da Mulher também foi celebrado através de uma curadoria constituída por uma exposição de livros e filmes, assim como a divulgação de trabalhos realizados pelos alunos das turmas B, C, D e G do 10º, na disciplina de português.

No dia 9 de março, a BE “associou-se” à “Semana da Filosofia e da Psicologia”, numa tarde recheada de ensaios, poemas e música dedicados ao amor, aos afetos, às relações humanas e à arte. A atividade, dinamizada pelos professores Carlos Amaral e Vítor Maia, contou com a participação de alunos dos 8º e 11º anos.

Ana Noválio

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Durante toda a nossa vida procuramos felicidade, e muitas vezes achamos que está associada ao amor. Mas o que é o amor? Aristóteles definia o amor como um sentimento vinculado à ideia de alegria, outros filósofos disseram que era um mistério inexplicável ou um presente de Deus. Alguns cientistas dizem que o amor faz parte de um processo de seleção natural com o objetivo de gerar descendentes. Uma coisa é certa: o amor é a maior inspiração de todas as formas de arte, quer seja a literatura, pintura ou até música.

Um dos maiores problemas em relação a este sentimento é a sua definição. Coletivamente todos achamos que temos uma ideia do que é o amor. Porém, ninguém se questiona sobre a existência desta emoção. Talvez seja por ser algo tão forte que não deixa margem para dúvidas, ou talvez por ser uma ilusão tão cega e maravilhosa que ninguém quer aceitar uma verdade cruel e dolorosa. Se este sentimento tão belo, aprazível e deslumbrante existe, como é que se explica tanta maldade no mundo? No caso de o amor existir, porque é que ainda há pessoas que optam pelo ódio? Talvez seja porque não existe uma escolha, dado que possivelmente este sentimento não exista.

Sob outra perspetiva, a maior parte das pessoas dizem já ter experienciado o amor. Para além disso, muitas das obras de arte podem funcionar como provas do amor, refletindo a realidade e vivacidade desta emoção. Há ainda quem suponha que amar é a vocação de qualquer ser humano, sendo que não podemos viver na sua ausência.

Cientificamente, o amor é um sentimento provocado pela produção de hormonas da família da ocitocina. Esta hormona é produzida quando abraçamos, beijamos ou olhamos para alguém especial lhos nos olhos. A liberação da oxitocina estabelece uma ligação emocional entre duas pessoas. Recentemente foi descoberto e mapeado o “gene do amor”, que contém informação sobre as inclinações amorosas de cada indivíduo. Este estudo revelou que a informação contida neste gene pode variar de pessoa para pessoa.

Desta forma, podemos concluir que o amor existe, e está subjacente a quase todas as formas de arte. No entanto, não é experienciado por toda a gente da mesma forma, o que torna difícil arranjar uma definição geral do que é o amor. Além disso, é algo que gera sentimentos tão opostos que nos deixa completamente baralhados. Talvez nunca venhamos a saber o que é amor ao certo, uma vez que, para nós, o amor não está vinculado a uma definição, mas sim a alguém muito especial.

Beatriz Filipe, 11ºB

Imagem editada daqui

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