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Medir uma grandeza consiste em determinar o número de vezes que essa grandeza contém outra da mesma espécie, ou seja, é comparar o valor de uma determinada grandeza com outra da mesma natureza, que se toma como unidade. Por exemplo, ao medirmos o volume das 100 gotas realizámos uma medição direta pois utilizámos uma bureta para executar a medição. Neste caso, a incerteza de cada instrumento de medida é indicada pelo respetivo fabricante e é sempre um valor numérico. No nosso caso a bureta tinha um alcance de 50 ml (alcance corresponde ao valor máximo que o instrumento pode medir) e a incerteza era de +/- 0,02ml.

Para efetuarmos a medição da massa do copo vazio ou com as gotas utilizámos uma balança. Num aparelho digital, como era o caso da nossa balança, a incerteza absoluta corresponde ao menor valor que é possível ler nesse instrumento, no nosso caso a incerteza da balança era de 0.001g. Na balança utilizada o alcance (maior valor que se pode medir) correspondia a 2100g.

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Uma das imagens retirada do site:

https://www.kern-sohn.com/shop/pt/balancas-de-laboratorio/balancas-de-precisao/

Mafalda Antunes,  10ºA

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Os fãs de ficção científica há muito que aguardavam a estreia de Blade Runner 2049 de Dennis Villeneuve, 35 anos após o filme de culto realizado por Ridley Scott .  Mas a espera valeu a pena pois a magia do cinema continua nos 163 minutos desta obra que apresenta agora Ridley Scott como produtor, continuando a personagem de Harrison Ford  assim como o   mesmo ambiente soturno  e claustrofóbico de Los Angeles, com a excelente banda sonora a contribuir para a atmosfera assombrada  da cidade. No meio de paisagens futuristas, fruto de fotografias espectaculares, mantem-se a questão filosófica sobre as noções de realidade e definição do ser humano a que se junta a de paternidade.

Outra estreia a salientar devido ao modo criativo como combina atores, tecnologia digital e imagens pintadas a óleo sobre tela por 120 artistas é  A Paixão de Van Gogh, animação de longa-metragem do inglês Hugh Welchman e da polaca Dorota Kobiela,  com um enredo passado após a morte do carismático pintor  partindo de um  inquérito  às circunstâncias  em que a mesma ocorreu. Assim, nesta obra denominada ”a primeira longa metragem totalmente pintada do mundo”, em que se especula acerca da explicação aceite  sobre o acontecimento, os realizadores pretenderam preservar a autenticidade estética dos quadros, utilizarando técnicas morosas e pouco convencionais pelo que, a realização demorou 5 anos.

Mas sem dúvida que a estreia a salientar em outubro é a obra premiada com o Urso de Prata de melhor realizador no festival de Berlim: O Outro Lado da Esperança de Aki Kaurismäki  é considerada  por muitos o melhor filme do ano. O tema é atual e pertinente  pois  debruça-se sobre a situação de um refugiado sírio que procura reconstruir a sua vida em Helsinquia onde a sua presença provoca reações contraditórias pois, embora seja  apoiado por alguns elementos da comunidade,  também é atacado por outros. No meio de situações humorísticas e dramáticas do quotidiano o que transparece nesta emotiva obra é que ainda é possível ter esperança na humanidade.

Em Amor de Improviso, Michael Showalter trata com humor factos reais envolvendo a vida pessoal do comediante paquistanês Kumail Nanjiani, autor do argumento, sobre o período em que conheceu a sua mulher e de que forma é que conseguiram manter o relacionamento apesar do mesmo não ser aceite pela sua família tradicional. Igualmente sobre ambientes familiares temos o simpático Castelo de vidro de Destin Cretton, baseado na autobiografia da jornalista Jeannette Walls e na sua problemática infância no seio de uma família disfuncional, sendo este testemunho uma forma da jornalista se reconciliar com o seu passado instável. O papel dos laços familiares também está presente em Aquilo que nos une de Cédric Kllapisch, a história de uma família  vinícola  a debater-se  com a continuação do negócio e o futuro da herança familiar. O filme embora apresente as tensões resultantes da indefinição no que respeita às decisões a tomar é uma forma de enaltecer a união e o legado familiar associado, neste caso, à terra.

Um filme de qualidade que junta ação, suspense e questões políticas, O estrangeiro de Martin Campbell, apresenta Jackie Chan numa boa interpretação de um pai desesperado pela morte da filha num atentado terrorista e que se transforma num homem sedento de vingança  na  busca dos  responsáveis pelo ato criminoso. Sobre um tema sempre actual e que envolve várias gerações de emigrantes, Todos os sonhos do mundo de Laurence Ferreira Barbosa aborda a vida dos portugueses emigrados em França, descrevendo a realidade de uma geração de luso-descendentes na procura de identidade e dividida entre duas culturas.

Por fim, um filme que esperemos que não seja premonitório, Geostorm – Ameaça global de Dean Devlin, para os que apreciam obras em que ficção científica, relata-nos situações catastróficas que põem em causa a segurança do planeta.

Termino relembrando que Cineclube Impala Cine, da Associação Gandaia, no Auditório da Costa de Caparica continua os ciclos de cinema, sendo o do mês de novembro, dedicado ao tema «No despertar do Sonho Americano», o que representa uma oportunidade para rever obras de qualidade às quintas-feiras às 21:00 horas.

Luísa Oliveira

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O conjunto de desenhos, realizados por alunos de 7º e de 9º ano, aludem ao Halloween ou Dia das Bruxas, que se comemora no dia 31 de outubro.

Na escola, as máscaras de bruxas com chapéus pretos pontiagudos, a faca na cabeça como se a atravessasse e de onde jorra uma mancha de tinta vermelha, os esqueletos pintados em camisolas simulando cadáveres que se passeiam, as teias de aranha e os desenhos de abóboras com feições humanas preenchem o recinto escolar; e à noite, em casa, grupos de crianças e adolescentes não param de tocar nas campainhas procurando a doçura ou a travessura.

Tem sido assim nos últimos anos. Contudo, esta é uma prática recente entre nós, popular na cultura norte americana, e em todos os países anglo-saxónicos, remonta a uma antiga tradição celta – o Samhain –  que assinalava o fim do verão. Acreditava-se que o véu entre o mundo visível e o invisível se desvanecia, deixando que os mortos se passeassem por entre os vivos.

Em Portugal, as tradições mais antigas alusivas ao mundo dos mortos são o Dia de Finados, o dia de celebrar os mortos, habitualmente com visita às campas, onde se depositam flores e se exacerba a saudade, a tradição do Pão por Deus, que remonta ao séc. xv, a um ritual pagão, e depois implementado no dia 1 de novembro do ano a seguir ao terramoto de 1755, quando a população mais pobre de Lisboa saiu para pedir, aos mais abastados. Com o tempo, o peditório passou a ser feito por crianças e o pão foi substituído por guloseimas.

O Halloween, não só com o seu desfile de máscaras, de evocação dos mortos e do oculto, mas também através da representação por meio de desenhos, pode considerar-se um jogo onde se aprende a esconjurar e a lidar com os medos mais recônditos.

Ana Guerreiro

 

 

 

C-Btv_GarbageAcabam as aulas. Vou estudar. Chego a casa e não paro de me questionar: será que está alguém em casa? Olho para o sofá e não vejo ninguém. Sento-me, ligo a televisão, pego no comando e clico, por engano, no canal cinco, o melhor canal do mundo!

Apercebo-me de que os homens da paz aparecem nas notícias a ameaçarem-se um ao outro: se mais alguma bomba for utilizada, declaro guerra! – Disse o americano ao pequeno coreano. Será que esta ameaça é só “garganta” ou vai haver guerra? Bem, continuo a ver o telejornal. O jornalista pivô continua, sem se preocupar com o facto de uma nova guerra começar.

O reino dos anúncios começa. A repetição e os produtos são o mais interessante do telejornal! Parece que toda a gente passa à frente do telejornal só para ver os modelos a desfilarem em frente às câmaras. De repente, os anúncios acabam, e tudo volta a ser como era. O jornalista a tagarelar sempre a mesma coisa: “ E agora, vamos falar sobre os refugiados” ou então “incêndio ameaça as casas”, para não falar do futebol.

Está na hora. As notícias acabaram. As audiências desapareceram, e passa “TV SHOP”.

 João Gonçalves, 9.º D

imagem daqui

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