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Destino, que pecado foi o meu ?

Eu era feliz. Durante toda a minha vida sempre cantei e amei, porém, todo este doce canto se converteu em lágrimas e em choro. Amei, cantei mas perseguido pelo Destino e pela Má Fortuna, também sofri. Confesso que este sofrimento também foi causado pelos meus Erros, pois levei algum tempo a perceber, que o “ Amor é um fogo que arde sem se ver “, sofrendo muitas das vezes a tentar definir o que é o Amor.

camõesSempre fui um Homem muito propenso às paixões amorosas, porém, talvez devido à ironia do destino, sempre se trataram de amadas ilustres de uma beleza suprema conotada com uma harmonia e um equilíbrio que lhe conferem uma beleza celestial e caráter superior, e por isso , infelizmente para mim, durante toda a minha vida tive de lidar com amores impossíveis.

Ao longo da minha vida também vivi sempre com a fama de boémio e rufião e por isso deixaram-me um pouco de parte. Fiquei sempre muito entristecido e frustrado pois todas as minhas obras me levaram a um grande esforço e inspiração, mas confesso que fui incompreendido pela sociedade e isto sempre me causou indignação.

                                                                                                             Assinado: Luís de Camões

Duarte Almeida, 10ºF

imagem daqui

a pedra e palavra

Decorreu este ano a 4ª edição do Concurso Literário A Pedra e a Palavra. Neste concurso propõe-se aos alunos do 12º Ano que escrevam um texto  em que interpretem, a partir da sua própria experiência individual, as impressões provocadas por essa interação entre a palavra e a pedra: a leitura da obra literária de Saramago e a experiência física/sensorial da visita ao Convento de Mafra, a fantasia da ficção e a materialidade do monumento.

Nesta edição foi selecionado o texto da Isabel Curioso do 12ºA, premiada com uma obra do mesmo autor. Fica então a seguir publicado o texto da Isabel.

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Memorial do Convento é muito mais do que uma célebre obra de José Saramago. É, tal como o próprio título indica, quase como um livro de lembranças, algo que nos conta acontecimentos passados para que estes não caiam no esquecimento. No entanto, esta imortalização dos factos históricos não depende apenas da história. É uma escolha individual: guardar na memória o que foi lido apenas para o usar num teste de Português ou fazê-lo com outra intenção?

João V, o Magnânimo, cansado de viver na sombra do “Rei-Sol” e cego de vaidade ordena a construção de um convento em Mafra, afirmando ser em honra da sua filha, ainda por nascer. Na satisfação deste capricho real, homens foram escravizados e vidas sacrificadas, numa edificação que se irá provar desrespeitadora dos direitos do povo (se é que de facto existiam…).

isabel curiosoPara o rei e a sua corte megalómana, o povo era um mero meio para atingir um fim repleto de fatuidade. Porém, para o autor do Memorial do Convento, os trabalhadores eram muito mais do que isso. Do Alcino ao Zacarias, Saramago enuncia, individualiza e, consequentemente, retira do anonimato todos os portugueses que, por pertencerem a uma classe social mais baixa, foram apagados da História. Apesar de somente D. João V ter sido aclamado pela construção (parcial) do convento, o escritor certifica-se de que o povo é lembrado e encontra uma história onde pertença.

Com esta ideia em mente, encarar da mesma forma o imponente Convento de Mafra será uma tarefa difícil. O que outrora fora visto apenas como pedra é, agora, eco dos esforços de muitos homens, mulheres e crianças portuguesas. No fundo é aqui que nasce a interação entre a pedra e a palavra: “Todos somos seres culturais, por um olhar, por um entendimento, conseguimos ir mais fundo que a superfície das coisas. E isso, esse aspeto complexo, é o que impede que o Memorial seja lido em linha reta”, como o próprio José Saramago afirmou.

Deste modo, o Convento de Mafra não será apenas mais um majestoso monumento, mais um local a visitar. A palavra, e todo o sentido que o escritor lhe confere, leva-nos a algo “mais fundo que a superfície das coisas”, leva-nos a um momento de introspeção. De certa forma, podemos considerar que este era um dos objetivos de Saramago ao entrelaçar realidade e ficção. Para concluir, a história do Memorial do Convento permite-nos refletir acerca da História de Portugal.

Isabel Curioso, 12ºA

Atualmente, o Neodarwinismo é a teoria explicativa mais aceite pela comunidade científica para compreender o processo evolutivo da origem e evolução das espécies biológicas. Esta adiciona os conceitos de mutação e recombinação génica aos já introduzidos por Darwin em 1859. Estes fenómenos são responsáveis pela origem de variabilidade intraespecífica numa determinada população. Caso se dê alguma alteração no ambiente sobreviverão, por seleção natural, os indivíduos com os genes mais favoráveis à referida alteração. De seguida, por reprodução diferencial, os indivíduos com estes genes, mais aptos, reproduzem-se de forma mais significativa do que os restantes, pelo que se observa uma mudança no fundo genético desta população.

Figura1a

Fig. 1. Charles Darwin, publica a “Origem das Espécies”, 1859.

Se por um lado, a evolução das espécies é-nos explicada à luz desta teoria, por outro lado é impossível ignorar que quase todos os seres vivos apresentam associações simbióticas (simbiose, pode ser definida como a vida conjunta de organismos diferentes, De Bary, 1878).

Figura2

Fig. 2. Constantin Merezhkowsky, introduz o conceito de Simbiogénese, 1909.

A importância dos processos simbióticos na origem e evolução das espécies foi referenciada por vários autores, entre os quais Constatin Merezhkowsky, que em 1909, introduziu o conceito de simbiogénese como “a origem dos organismos através da combinação ou associação de dois ou mais seres vivos que entram em simbiose“.

Este mecanismo evolutivo tem sido negligenciado pela abordagem neodarwinista mas, no entanto, devido à sua importância, pode implicar uma nova interpretação do processo evolutivo, uma vez que a simbiose contribui para a introdução de inovação, aparecimento de novas valências e diversidade nos seres vivos. A simbiogénese como mecanismo evolutivo e integrada na teoria simbiogénica da evolução explica o desenvolvimento, a organização e a evolução do mundo biológico usando os princípios darwinistas mas não se limitando apenas a estes para explicar este processo. Um dos aspetos mais importantes é o facto de que muitas associações simbióticas produzirem substâncias e estruturas que nenhum dos indivíduos que constituem o consórcio geram individualmente. Assim, a nova entidade ou superorganismo é poligenómico, em que os genes agem de forma coletiva e complementar em prol de um objetivo comum. A seleção natural irá então atuar nesta nova entidade como um todo e não de forma individual nos seus diferentes constituintes como dita o pensamento tradicional.

Projeto “Cooperar para Evoluir”

No âmbito dos concursos “FCT Nova Challenge 2017” e “Jovens Talentos, Almada, cidade Educadora, 2017”, a equipa Biofurther, composta pelos alunos de Biologia do 12º ano da Escola Secundária Daniel Sampaio, Ana Brito, Daniel Pereira, Filipe Lima, Lara Gonçalves e Sandra Afonso e coordenada pela professora Telma Rodrigues, realizou um projeto com a finalidade de divulgar a simbiogénese no contexto da evolução biológica.

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Fig. 3. Equipa Biofurther.

 

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Fig. 4. e 5. Equipa Biofurther no campo, na recolha do material biológico e a trabalhar no laboratório.

Assim, com o objetivo de melhor compreender as relações, processos e alterações que se estabelecem em casos de simbiose e a sua relevância para a especiação e evolução da vida, estudámos três associações simbióticas:

  • Líquenes (Parmelia sp) – Os líquenes resultam da associação de um fungo e uma alga. O fungo forma uma superfície externa, que mantêm o interior húmido, tornando o ambiente mais estável e seguro para a alga. A alga produz hidratos de carbono através da fotossíntese que servem de alimento ao fungo. Por vezes a alga pode ser substituída por cianobactérias e estudos recentes indicam a presença de um terceiro organismo, as leveduras.
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Fig. 6. Líquenes                                                 Fig.7 Secção de um línquen observada ao microscópio

  • Feto aquático (Azolla filiculoides) – No lobo dorsal das folhas de Azolla filiculoides existe uma cavidade extracelular, onde se encontram cianobactérias filamentosas Anabaena azollae. Estas últimas apresentam heterocistos, células com capacidade de fixar azoto atmosférico e convertê-lo em amónia, que é utilizado pela Azolla na síntese de aminoácidos.
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   Fig. 8. Azolla filiculoides                                                     Fig. 9. Cianobactérias Anabaena azollae                                                                                                               observadas ao  microscópio ótico.

  • Térmitas (Reticulitermes sp) – As térmitas são insetos que se alimentam exclusivamente de celulose. Estes organismos vivem em simbiose com protozoários que degradam a celulose permitindo que as térmitas absorvam os nutrientes necessários. Os protozoários, por sua vez, recebem um microambiente com proteção e alimento garantidos.
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Fig. 10. Térmitas Reticulitermes sp.            Fig. 11. Protozoários flagelados do intestino da térmita                                          observados ao microscópio ótico.

Para além dos endossimbiontes referidos, Azolla e as térmitas também possuem bactérias, mas não foi possível observá-las ao microscópio ótico.

Mais importante do que realçar a existência de benefício mútuo como denominador comum do processo simbiótico, este deve ser visto como um todo e como resultante final da interação dos constituintes do fenómeno simbiótico, isto é, como um superorganismo. Novas capacidades metabólicas e orgânicas são adquiridas e desenvolvidas pelos parceiros, que estabelecem um novo nível de organização que vai para além das capacidades individuais de qualquer um deles.

Após este trabalho experimental foram desenvolvidos protocolos experimentais para a observação destas associações simbióticas, que foram partilhados com os professores do Agrupamento e internacionalmente com as escolas parceiras através do projeto Erasmus+ KA2 SMiLES – “Effective Methods for Strengthening the Learning Process in Teaching Science” atualmente a decorrer na nossa escola. Estes protocolos foram ainda aplicados numa aula de 12ºano e demonstrados no dia Aberto da escola à restante comunidade escolar.

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Fig. 12. Aula a uma turma de 12ºano      Fig.13. Dia Aberto da Escola Secundária Daniel Sampaio.

Com o intuito de melhor percebermos a simbiogénese e de partilharmos esse conhecimento com os nossos colegas, convidámos o Prof. Dr. Francisco Carrapiço (FCUL/DBV/CE3C) para proferir uma palestra sobre este tema na nossa escola.

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Fig. 14. Palestra com o Prof. Dr. Francisco Carrapiço (FCUL/DBV/CE3C)

Relativamente ao ensino da biologia, a simbiogénese não faz parte do currículo e é omitida no estudo da evolução, sendo as ideias que lhe estão subjacentes apenas abordadas na teoria endossimbiótica sequencial (Sagan, 1967). Assim, pela simplicidade e facilidade de replicação dos nossos protocolos experimentais por outras escolas, bem como a fácil aquisição do material biológico utilizado, uma vez que foi recolhido na Mata dos Medos na Costa da Caparica (zona envolvente da escola), Parque da Paz em Almada e Jardim Botânico da Universidade da Lisboa, a implementação desta temática no ensino da biologia é certamente possível e contribui para alargar os nossos horizontes sobre a origem e evolução das espécies.

Conclusão

Após o estudo destas associações simbióticas, onde encontrámos representantes dos cinco reinos de Whittaker (1979) e de acordo com a bibliografia consultada, verificámos que as relações simbióticas não são exceções, mas sim regra no mundo natural. O próprio Homem é exemplo disso, possuindo no trato intestinal uma importante comunidade microbiótica.

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Fig. 15. Representação das bactérias no trato intestinal humano

Julgamos assim que a teoria simbiogénica da evolução deve ser considerada tão importante para interpretação do processo evolutivo como o neodarwinismo, possibilitando mesmo a compreensão de alguns aspetos pouco explicados à luz desta última teoria, como a transferência lateral de genes, o papel dos microrganismos no processo evolutivo e o facto da evolução ocorrer por vezes de forma brusca e não gradual. Estes conceitos podem ser transpostos para o plano social na medida em que devemos reforçar a componente cooperativa, sendo esta ideia a verdadeira base do conceito do mais apto.

Equipa Biofurther: Ana Brito, Daniel Pereira, Filipe Lima, Lara Gonçalves, Sandra Afonso e Telma Rodrigues

Um agradecimento especial ao Professor Doutor Francisco Carrapiço pela colaboração e revisão científica do artigo.

Protocolos experimentais desenvolvidos (descarregar pdf.)

Referências bibliográficas:

  • Carrapiço, F. (2010). How simbiogenic is evolution?. Theory Biosci. 129:135–139. Acedido em 23 de abril, 2017. DOI 10.1007/s12064-010-0100-1
  • Carrapiço, F. (2015). Beyond neo-Darwinism. Building a Symbiogenic Theory of Evolution.  Kairos. Revista de Filosofia & Ciência 12: 47-53. Acedido em 23 de abril, 2017. Disponível em: http://azolla.fc.ul.pt/publicacoes.html
  • Carrapiço, F. (2015). Can We Understand Evolution Without Symbiogenesis?. Reticulate Evolution, Interdisciplinary Evolution Research 3. Acedido em 23 de abril, 2017. DOI 10.1007/978-3-319-16345-1_3
  • Carrapiço, F. & Rita, O. (2009). “Simbiogénese e Evolução”. In “Evolução. Conceitos e Debates”, Levy, A., Carrapiço, F., Abreu, H. & Pina, M. (eds). Esfera do Caos, Lisboa, pp.175-198.
  • De Bary A (1878) Ueber symbiose—Tageblatt 51 Versamml. Deutscher Naturforscher u. Aerzte, Cassel, pp 121–126
  • Duarte, S., Duarte, M., Borges, P.A.V. & Nunes, L. (2017) Dietary-driven variation effects on the symbiotic flagellate protist communities of the subterranean termite Reticulitermes grassei Clément. Journal of Applied Entomology, 141, 300-307. DOI:10.1111/jen.12331
  • Duarte, S., L. Nunes, P.A.V. Borges, C.G. Fossdal & T. Nobre 2017. Living inside termites: an overview of symbiotic interactions, with emphasis on flagellate protists. Arquipelago. Life and Marine Sciences 34: 21-42. (in press)
  • Merezhkowsky C (1909) The theory of two plasms as foundation of symbiogenesis. A new doctrine on the origins of organisms. Proceedings of studies of the Imperial Kazan University, vol 12. pp 1–102
  • Rita, O. M. C. F. (2006).  Contribuição para o Ensino da Simbiómica na Escola. Tese de Mestrado em Ciências da Terra e da Vida para o Ensino. Faculdade de Ciências – Universidade de Lisboa.
  • Sagan L (1967) On the origin of mitosing cells. J Theor Biol 14:225–274
  • Whittaker, R.H. (1969). New Concepts of Kingdoms of Organisms. Science 163 (3863): 150-160

Referências das imagens:

Figura 1:

Figura 2:

Figura 6:

Figura 10:

Figura 15:

Foram entregues na biblioteca, no Dia da Escola, pelos professores de Português do 11º Ano, os Diplomas de Mérito Photográphico Queirozeano, que distinguiram as 8 melhores fotos realizadas durante o roteiro em Sintra, já divulgadas em artigo anterior.

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No mês de maio o mundo cinematográfico esteve concentrado nos acontecimentos ligados ao festival de Cannes que decorreu com o glamour habitual. No vasto leque de prémios atribuídos os portugueses também foram contemplados pois o realizador Pedro Pinho venceu o Prémio FIPRESCI, da Federação Internacional de Críticos de Cinema, pelo filme ‘A fábrica de nada’, estreado na Quinzena de Realizadores, secção paralela ao festival. Esta obra, interpretada por atores e não atores, segue a vida de um grupo de operários que tentam manter os seus locais de trabalho e evitar o encerramento da fábrica através de uma solução de autogestão coletiva.

Quanto a estreias em maio abrangeram vários géneros mas a referência especial vai para o belíssimo filme do suíço Claude Barras, um dos nomeados para o Óscar de melhor longa metragem de animação, A Minha Vida de Courgette que, utilizando as técnicas de manipulação de pequenos bonequinhos (“stop motion”), apresenta um emocionante e comovente retrato de um órfão que, na instituição onde vive, vai aprender o que significa estabelecer uma relação humana. Outra obra de animação, a primeira em 3D produzida pela equipa da TO Studio de Paris, Amarelinho, de Christian De Vita, tem como base de argumento as migrações de ave pelo que além de ser muito educativo também transmite uma mensagem sobre força de vontade e superação individual.

Os enredos ligados à 2ª guerra mundial, por seu turno, continuam a originar boas obras como é o caso da produção norueguesa A escolha do rei de Erik Poppe sobre a opção do rei Haakon da Noruega perante o ultimato dos alemães em abril de 1940. É uma obra importante pois demonstra como é determinante o papel de líderes honestos e corajosos na tomada de decisões em épocas cruciais para as nações. Ainda sobre a mesma época mas, neste caso, apresentando o contributo da população civil para mitigar os efeitos negativos do conflito, temos Heróis da nação da realizadora dinamarquesa Lone Scherfig, uma adaptação do best-seller de 2009 “Their Finest Hour and a Half”, da escritora inglesa Lissa Evans. Realça o esforço de mulheres nomeadamente na realização dos filmes de propaganda ingleses que contribuíram não só para levantar o moral das populações durante o Blitzkriegg, quando a Inglaterra estava na iminência de ser invadida pelos exércitos nazis, como também serviram para convencer os norte-americanos a entrarem no conflito.

Os argumentos de ação e aventura foram a base em várias películas como A Cidade  Perdida de Z  de James Gray,  história verídica do explorador e aventureiro inglês Percy Fawcett , que viaja ate à Amazónia no início do século XX e descobre provas de uma avançada civilização até então desconhecida, que terá habitado a região. Como a comunidade científica não aceita esta suposta descoberta, o obcecado explorador  retorna à região desaparecendo misteriosamente  em 1925.  Outra aventura mas, neste caso, no alto-mar, Pirata das Caraíbas: homens mortos não contam histórias de Joaquim Ronning e Espen Sandberg,  é a quinta película  da  lucrativa saga  da Disney com um  orçamento  record da história do cinema  no valor  de 320 milhões de dólares continuando a apresentar Johnny Depp como protagonista  no papel do carismático pirata Jack Sparrow.

Ridley Scott retoma o terror associado  à ficção científica  em  Alien: Covenant que certamente será do agrado de imensos cinéfilos que têm como culto a saga Alien. Igualmente os que preferem cenas com personagens mais ou menos históricas interessam-se por Rei Artur – a lenda da espada de Guy Ritchie,  que retoma um tema já tratado em muitas obras sobre luta pelo poder. Num género diferente que associa suspense a terror, Foge de Jordan Peele é uma obra perturbante que utiliza a sátira racial  para focar a hipocrisia de determinados grupos sociais em relação à diversidade étnica. Apesar dos vários momentos assustadores e arrepiantes que o filme apresenta é uma  obra aconselhável pela crítica implícita à hipocrisia da sociedade atual  sobre questões ligadas ao racismo.

Por fim o emotivo O sentido do fim de Ritesh Batra, a partir da obra homónima de Julian Barnes,  apresenta um conjunto de atores consagrados como Charlotte Rampling e Jim Broadbent  o que garante boas interpretações  num drama passado em duas épocas distintas sobre as consequências de determinadas escolhas de vida.

Luísa Oliveira

 

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