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Archive for Novembro, 2014

Como tinha sido anunciado aqui no Bibli, realizou-se do dia 26 de novembro mais um Concurso Cherub na escola. Durante 3 semanas tivemos mais de 20 exemplares disponíveis da obra a concurso – O recruta – que rapidamente esgotaram e foram renovando leitores até ao dia do concurso, que contou com a participação entusiasta de 41 alunos do Ensino Básico.

Todos os participantes receberam um certificado de participação e poderão recolher na próxima semana, na BE, um cheque-desconto como prémio de participação. Mas num concurso há sempre vencedores e o Diogo Freitas do 7ºD, ficou em 1º, logo seguido da Beatriz Frade do 9ºB, tendo a Daniela Silva do 9ºC ganho o 3º prémio.

Nesta atividade conjunta dos professores de Português do Ensino Básico e da BE, não posso deixar de agradecer a colaboração de todos os professores que divulgaram a iniciativa junto dos alunos e, em particular, das professoras Isabel Vinhas e Ana Duarte que participaram diretamente na sua realização. Agradecimentos também para a disponibilidade da Porto Editora, esperando que o sucesso desta iniciativa possa conduzir a outras semelhantes sobre outros títulos disponíveis na nossa BE.

A coleção Cherub – que narra as aventuras de jovens espiões – está disponível na sua totalidade para requisição na nossa BE e é muito popular junto dos nossos leitores mais jovens. E, para aqueles leitores renitentes, é uma boa maneira de fazer as pazes com os livros. Assim, não percam tempo e vão à BE para levar uma aventurosa companhia para casa, nestes dias de chuva.

Fernando Rebelo

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bandeirasA agricultura portuguesa enfrenta sérios problemas estruturais, que por sua vez condicionam o aproveitamento dos pontos fortes deste sector, apesar dos progressos registados e decorrentes da nossa adesão à União Europeia.

Problemas estruturais relacionados com:

  • Características das explorações, que são geralmente de pequena dimensão;
  • A população agrícola, uma vez que nos meios rurais predomina a baixa densidade populacional e o envelhecimento demográfico; os agricultores têm maioritariamente baixos níveis de instrução e formação, o que conduz ao ponto seguinte.
  • Reduzida adesão a tecnologias, o que condiciona a inovação e modernização agrícola.
  • A inserção dos produtores nacionais nos mercados internacionais, que se vê dificultada por uma má gestão empresarial e leva à falta de competitividade externa. Além destes factores, a falta de auxílio económico e a fraca ligação à indústria dificultam a comercialização, provocando a dependência externa.
  • Alguns factores naturais como a fraca fertilização dos solos portugueses e elevados riscos de desertificação, que comprometem as culturas.500x500
  • A fraca sustentabilidade social e económica das áreas rurais, está intimamente ligada ao abandono dos espaços rurais.

 Apesar destes pontos fracos a agricultura portuguesa também tem pontos fortes, como:

  • Condições climáticas propícias à prática agrícola, assim como boas condições de sanidade vegetal.
  • As explorações portuguesas têm investido cada vez mais na especialização, isto é, no cultivo de uma só cultura (monocultura).
  • A maior disponibilidade hídrica para rega, derivada da construção de barragens, como a do Alqueva, que garante a sustentabilidade hídrica ao longo do ano.
  • O aumento da qualidade dos produtos portugueses como a azeite e o vinho que têm vindo a ser reconhecidos internacionalmente.
  • Aumento da vocação exportadora de alguns produtos.
  • A pluriatividade da nossa população agrícola, evita o abandono das campos, uma vez que os produtores têm mais rendimentos, sendo assim possível conciliar as duas atividades.
  • Crescente preocupação e utilização de meios amigos do ambiente.vinho-e-azeite-2_22715

Para potencializar o desenvolvimento da agricultura portuguesa é necessário ultrapassar os pontos fracos e continuar a desenvolver os pontos fortes, uma vez que o nosso país está repleto de potencialidades e riqueza.

É igualmente necessário utilizar de forma adequada as ajudas financeiras obtidas no âmbito de programas de apoio à agricultura de modo a aumentar a produção nacional e reduzir a nossa dependência externa.

Micaela e Telma Nabais, 11ºD

imagens daqui, daqui e daqui

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setores-berlim

setores de divisão de Berlim após 1945

A QUEDA DO  MURO DE BERLIM em 9 novembro de 1989 foi um dos acontecimentos mais marcantes do século XX vaticinando o fim de uma ordem mundial marcada pela bipolaridade americana e soviética. Durante esse ano a descompressão política desencadeada por Gorbatchov na URSS estendeu-se a todo o bloco do leste europeu intensificando-se a contestação ao poder instituído, nomeadamente na Polónia e Hungria indiciando que o poderio soviético começara a desmoronar. No entanto, na RDA, as autoridades políticas festejavam o 40º aniversário da sua fundação como pátria socialista embora a manifestação, em Leipzig, de 70 mil pessoas no dia 9 de Outubro de 1989 não tivesse a habitual resposta repressiva do regime.

Ninguém imaginava que um mês depois o muro caísse. Nas comemorações desse aniversário o líder soviético Gorbatchov advertia Ericmuro-de-berlim-queda Honecker, líder da RDA, para a necessidade de mudança com uma frase que se tornou premonitória de que “quem não presta atenção às lições da história acaba por ser varrido por ela”. Em 9 novembro  o seu sucessor, Egon Krenz  autoriza a abertura da fronteira, permitindo que milhões de alemães que viviam na RDA passassem para o ocidente. Depois de vinte e oito anos era o fim da parede de betão erguida em 1961, que simbolicamente dividia o continente europeu, e o início do processo de reunificação da Alemanha consumado em 3 outubro de 1990.

Desde 1952 que havia limitações à circulação e controle entre Berlim leste, sob o domínio da URSS, e os restantes setores administrados pelos EUA, França e Inglaterra. Mas com a construção do muro em 13 agosto de 1961 isolando os três setores circundantes de Brandeburgo, a RDA pretendia travar as crescentes ondas de milhares de fugitivos de Berlim leste e da RDA que 192-alemanha-copacomeçava a fragilizar a economia da Alemanha leste. Nessa noite de verão unidades armadas da polícia da fronteira da RDA e unidades paramilitares de empresas nacionalizadas começam a vedar com arame farpado as fronteiras entre os vários sectores. Seguidamente edificaram-se paredes de placas de betão de quatro metros de altura, com dispositivo de iluminação, corredor da morte de quarenta metros, um segundo muro nalguns locais, torres de vigilância, barreiras eletrificadas e zonas com cães de guarda. Das oitenta e uma ruas de ligação entre os setores leste e oeste da cidade sessenta e uma são encerradas, com pontos de passagem nas restantes, sendo que, no dia seguinte ao início da construção, ainda conseguiram fugir 6.900 pessoas.

De um dia para o outro milhares de famílias foram separadas e milhares de residentes dos vários setores da cidade perderam os seus empregos. Esta zona fronteiriça só podia ser utilizada mediante autorização especial e as sete passagens no interior da cidade só podiam ser transportas de ocidente para leste sendo que, em sentido contrário, durante alguns anos só era permitida a passagem a reformados da RDA, uma vez por ano.

Mas, apesar de muro e de tantas limitações, entre 1961 e 1989, conseguiram fugir para o lado ocidental 475.000 pessoas contabilizando-se oficialmente mais de 125 pessoas que morreram ao tentar atravessá-lo sendo a última vítima Chris Gueffroy abatido, em 6 fevereiro de 1989, pelos guardas da RDA.

fotododiaEmbora o período que vivemos esteja marcado por alguma instabilidade política e económica, Berlim prepara-se para as comemorações do 25ª aniversário desse símbolo europeu da luta pela liberdade. Entre as várias iniciativas destaque para a fila de 8 mil balões brilhantes ao longo de 15 km representando o traçado exato que marcava a fronteira leste-oeste na cidade. A cada 150 metros terminais explicativos contarão “episódios ou destinos trágicos, felizes ou surpreendentes relacionados com a história da cidade dividida” com visitas guiadas nos locais mais emblemáticos, como o Portão de Brandemburgo ou o Memorial do Muro na Bernauer Strasse. Na noite de 9 de novembro, além da instalação luminosa haverá uma cerimónia simbólica da queda do muro000_dv1903048 com a presença do presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, os Prémios Nobel da Paz Mikhail Gorbachev e Lech Walesa, respetivamente ex-presidente soviético e ex-líder do sindicato polaco Solidarnosc, além de Miklos Nemeth, primeiro-ministro húngaro de 1988 a 1990. A chanceler Angela Merkel também inaugurará, no mesmo dia, a nova exposição permanente do Memorial do Muro, no centro de Berlim.

vista aérea do muro de balões iluminados

vista aérea do muro de balões iluminados

E porque o tempo, infelizmente, apaga algumas memórias, julga-se que só metade dos berlinenses sabem exatamente a sua localização exata, pois nos meses seguintes à queda foi quase totalmente destruído e só restam seis locais de pequenos dimensões da construção que as autoridades da RDA denominavam “Muro de proteção antifascista“ mas que ficará para sempre conhecido como “Muro da vergonha”.

Luísa Oliveira

imagens: daqui, daqui, daqui, daqui daqui

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cherub

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Apreendemos a natureza pelos recortes que dela fazemos. Inatingível no seu todo, subtraímos-lhe partes com a máquina fotográfica ou com o olhar com que as representamos e, separadas em unidades isoladas, criamos paisagens.

Paisagens que são impressões dessa infinitude que é a natureza. Fragmentos de partes que a refletem. Bocados.

São a esses bocados que a visão alcança, às molduras que colocamos na natureza, que chamamos paisagens, que dão origem a criações artísticas.

Num tempo em que a visão religiosa tomou a natureza como algo a evitar porque as sensações, apercebidas através dos sentidos, se tornavam pecaminosas, sustentava o   santo Anselmo que quanto mais prazer as coisas em nós despertavam, maior era o perigo, e por isso considerava perigoso estar num jardim onde havia rosas que davam prazer pelo odor e pela cor.

Ao mesmo tempo, as pessoas também olhavam para a paisagem com desconfiança e não viam mais do que trabalho duro e perigos vários, as grandes florestas surgiam ameaçadoras, o mar impunha o medo das tempestades e da pirataria, o perigo de estar sentado junto de rosas e poder sentir prazer não se colocava.

Fig. 3 -Masaccio, Adão e Eva expulsos do Paraíso

Fig. 3 -Masaccio, “Adão e Eva expulsos do Paraíso”

A ideia de paisagem como hoje a concebemos estava ainda longe.

A mudança ocorre quando o olhar se detém nos pormenores da natureza, e este olhar, limpo, é surpreendido pela descoberta, pelo brilho das coisas simples, proporcionando o que o santo Anselmo tanto temia, mas a necessidade de atribuir significados ao que se observa, fazem das rosas e de toda a natureza envolvente imagens do divino.

Os jardins são a antevisão do paraíso, um espaço isolado do exterior, protegido com muros, onde a multiplicidade de cores, o aroma das flores e das plantas aromáticas encantam os sentidos e onde a alegria celestial está presente.

Para lá dos muros, a natureza continua ainda ameaçadora e a expulsão de Adão e Eva do Paraíso exemplifica o mundo desolador que os espera. Resta-lhes apenas a

Fig. 4 - Livro de Horas, mês de maio

Fig. 4 – “Livro de Horas”, mês de maio

lembrança da paisagem perdida.

Em contrapartida, nos frescos (pintura mural) de Avignon, ou nas tapeçarias, podemos observar pessoas que desfrutam a vida ao ar livre, assim como nos livros de Horas nomeadamente Très Riches Heures, cujas ilustrações dos vários meses do ano, representam diversas ocupações e entre elas destaca-se o mês de maio com um conjunto de homens e mulheres, a cavalo, que saem da cidade para gozar os prazeres que o campo oferece.

Esta atitude de aproximação à natureza vai refletir-se na pintura, a paisagem deixa de ser apenas o fundo, o segundo plano, e na aguarela Vista do Vale do Arco, de 1495, Albrecht Dürer representa uma paisagem italiana de Arco, assumindo-a, não como fundo, mas como cena principal.

Fig. 5 - "Veduta di Arco"(1495)

Fig. 5 – “Veduta di Arco”(1495)

No oriente, a relação com a natureza foi sempre de entendimento, o ser humano era considerado parte integrante da mesma. A terra fértil e generosa em espécies fez com que os orientais acreditassem num espírito da natureza e terá sido esta ligação que desenvolveu o   conceito e a própria paisagem dentro de palácios reais, como parques, viveiros de pássaros, etc.

No Renascimento, com a descoberta da perspetiva, por Brunelleschi, e depois por Leon Battista Alberti, a paisagem é submetida à análise científica, a passagem das três dimensões do espaço para as duas dimensões do suporte e a procura de certezas estabelecidas pela matemática, conduz a uma representação que é mais uma ilusão do que uma verdade ótica.

As formas regulares que constituem determinados objetos como por exemplo uma mesa quadrangular ou retangular, são percepcionadas em

Fig. 6 - Pietro Perugino

Fig. 6 – Pietro Perugino

perspetiva, como losangos ou trapézios, o que mostra a diferença entre o conceito interiorizado das formas e como realmente as vemos no espaço.

Leonardo da Vinci, Dürer, entre outros, utilizaram uma placa de vidro com uma malha ortogonal para reproduzir os modelos dos objetos e dos edifícios enquanto tornavam visível as distorções proporcionadas pela distância e pelo ângulo, obtendo uma redução da escala à medida que a distância aumentava.

Fig. 7 - Albrecht Dürer

Fig. 7 – Albrecht Dürer

Na perspetiva não existe a visão bifocal, tudo acontece de um só ponto de vista, tudo está centrado num ponto que tudo controla e para onde todas as linhas convergem.

Quando Brunelleschi realizou as suas experiências e tentou controlar a natureza através da perspetiva, algo o surpreendeu: as nuvens. Não se confinavam ao novo modelo de paisagem, como se o céu e a terra não se entendessem quanto ao desígnio da paisagem.

Fig. 8

Fig. 8

Mas o desenvolvimento do estudo da perspetiva e a ideia do Homem como medida de todas as coisas desenham novas formas de pensamento.

Traçada a régua e esquadro, a paisagem já não é do domínio de Deus, obedece a certezas matemáticas.

O Homem é o novo criador.

Ana Guerreiro

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Em outubro, no Centro Cultural de Belém, numa cerimónia dedicada à música no cinema português, realizou-se a terceira edição dos Prémios Sophia atribuídos pela Academia Portuguesa de Cinema. A última vez que vi Macau de  João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, venceu na categoria de Melhor Filme sendo a de  Melhor Realizador  entregue a Joaquim Leitão, pela longa-metragem Até Amanhã, Camaradas. O prémio para Melhor Atriz Principal foi atribuído a Rita Durão pela interpretação em Em segunda mão e, pelo mesmo filme, Pedro Hestnes venceu a categoria de Melhor Ator Principal.

No que respeita a estreias, o mês foi marcado por alguns filmes de qualidade destacando-se a penúltima e última obras de Alain Resnais, respetivamente, Vocês ainda não viram nada e Amar, beber e cantar. Enquanto a primeira é apresentada como uma monótona peça de teatro, a segunda, premiada no festival de Berlim, é uma adaptação de uma peça teatral de Alan Ayckbourn abordando os rumos de vida e questões ligadas à morte de um grupo de amigos. Diferente mas bastante interessante pela mistura de mitologia, história e ficção e com excelentes efeitos especiais, Drácula: a história desconhecida de Gary Shore foca a origem do famoso vampiro inspirado no reinado de terror do príncipe da Roménia do século XV, Vlad Tepes. Num excelente e sombrio policial, Liam Neeson interpreta um detetive à moda antiga em O caminho entre o bem e o mal de Scott Frank, adaptação do bestseller de Lawrence Block. Matem o mensageiro de Michael Cuesta descreve o mundo do jornalismo de investigação e, neste caso, o envolvimento da CIA no contrabando de cocaína para os EUA.

Em parte incerta marca o regresso de David Fincher com um brilhante filme adaptado da obra homónima de Gillian Flynn, em que Ben Affleck e Rosamund Pike apresentam boas interpretações numa película misteriosa recheada de ilusões e mentiras, sátira aos relacionamentos conjugais. Aproveita a vida de Henry Altmann e Phil Alden Robinson é, por seu turno, uma boa forma de relembrar o saudoso Robin Williams. De aconselhar, igualmente, obras baseadas em factos reais: O gene rosa de Steven Bernstein, biografia de duas mulheres notáveis, Annie Parker, que venceu três vezes a luta contra o cancro e a geneticista Mary-Claire King, cuja descoberta do gene BRCA do cancro da mama é considerada uma das descobertas mais importantes do século XX e A boa mentira de Philippe Falardeau, sobre o terrível drama dos refugiados da guerra do Sudão e o papel das organizações humanitárias na recuperação dos seus traumas. Brad Pitt apresenta um ótimo desempenho em Fúria de David Ayer, um excelente filme de guerra que, a partir do interior de um tanque militar, descreve a luta pela sobrevivência e o horror dos últimos dias da 2ª guerra mundial. O terror sobrenatural de qualidade está de volta com Annabelle de John R. Leonetti que tem constituído um sucesso de bilheteira.

Por fim, do realizador brasileiro João Jardim, Getúlio pode ser considerado um documentário dos últimos dias do carismático presidente brasileiro Getúlio Vargas.

Em outubro, o Doclisboa decorreu com o sucesso habitual tendo sido premiado, na competição internacional, o realizador chinês Wang Bing com a obra sobre os desfavorecidos da China atual Father and sons, enquanto na competição nacional João Pedro Plácido foi o premiado com a obra Volta à terra. Ainda neste género na X edição do festival internacional de cinema documental Extrema’Doc, em Cáceres, Espanha, o documentário Hospedaria de Pedro Neves, venceu o Prémio Transfronteira. Em novembro, de 7 a 16, realiza-se o Lisbon & Estoril Film Festival com inúmeras obras em competição, exposições e eventos de destaque nomeadamente o simpósio internacional Ficção e realidade: para além do Big Brother.

Luísa Oliveira

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