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Archive for Fevereiro, 2010

A origem histórica

O Corfebol teve origem numa actividade praticada na Suécia no inicio deste século e chamada Ringboll.

Nico Broekhuijsen, um professor de nacionalidade holandesa, após ter sido posto em contacto com o “Ringboll” durante a sua permanência na Suécia, introduz esta actividade no seu país natal. Mais tarde, o “ring” passa a “korf” (aro sem fundo na língua flamenga) , daí o nome atribuído à modalidade, cujo o objectivo consiste na introdução da bola num cesto.

Verificou-se um rápido crescimento de popularidade do Corfebol tendo resultado desta dinâmica a criação da Associação Holandesa em 1903.

Até ao despoletar da 2ª Grande Guerra, a modalidade era conhecida apenas na Holanda e na Bélgica, tendo-se verificado um rápido crescimento e generalização a variados países após o término da Guerra.

Nos anos 50/60 a prática alargou-se à Grã-Bretanha, Luxemburgo, Alemanha e Papua-Nova Guiné.

Na década de 70, verificou-se um novo salto: o Corfebol é praticado actualmente em cerca de 30 países em todos os continentes.

Descrição do Corfebol

O Corfebol não é apenas mais uma modalidade, mais uma moda efémera no meio de tantas outras. É uma actividade distinta de todas as outras e daí a oportunidade e necessidade do seu desenvolvimento.

Trata-se, primeiro que tudo, de uma actividade de grupo praticada por equipas mistas em que não existem regras especiais para cada sexo a não ser que cada jogador marca um outro jogador do mesmo sexo. Torna-se assim numa oportunidade óptima para reduzir as diferenças existentes entre os elementos dos dois sexos promovendo a convivência entre eles. Esta é sem duvida uma das ocasiões ao nosso dispor para exprimir através de uma actividade desportiva as relações sociais reais.

Um outro aspecto, liga-se com a alternância de posições e estatutos (atacante e defesa) de cada um dos jogadores, o que contribui para o desenvolvimento de destrezas específicas diferenciadas por parte de todos os elementos da equipa.

O facto de não ser possível o drible, ou qualquer outro tipo de progressão com a bola, provoca uma necessidade imperiosa de cooperação para ser possível lançá-la ao cesto. Toda a progressão é apenas possível através de passe, o que exige a superação do adversário directo (marcação individual obrigatória) para poder receber a bola em condições de lançar ao cesto (isso só é possível quando o adversário directo está a uma distancia superior ao comprimento de um braço entre o cesto e o seu opositor directo).

João Cristo, 10º B

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Já está online há algum tempo o blog dos Serviços de Psicologia e Orientação da nossa escola. No blog há informações e orientações diferenciadas para alunos dos diferentes níveis de ensino, assim como para pais e Encarregados de Educação.

aceda ao site do SPO

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Ainda da vasta lista de aquisições recentes da biblioteca, destacamos mais uma estante de novidades, onde podemos encontrar desde obras que abordam, de uma forma mais ligeira, autores portugueses como Camões, ou filmes que podem apoiar o estudo de Fernando Pessoa, até ficção e livros didácticos para os mais diversos gostos e idades, sugeridos por alguns dos nossos leitores professores e alunos.

Aqui fica o critério – viva a diversidade!

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versão em pdf. já disponível na barra lateral do JEDS, aqui no Bibli

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No âmbito das actividades do Grupo de Filosofia, estará patente ao público, entre 1 e 18 de Março, no espaço da BE da ESDS uma exposição de Miguel d’Hera (heterónimo do prof. Ângelo Rodrigues), denominada Da Terra ao Céu. O autor convida toda a comunidade escolar a visitá-la.

Sentidos da terra

Oráculo da terra

Oráculo da terra

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No próximo dia 26 de Fevereiro de 2010, pelas 15 horas, decorre a Conferência Twist na sala de Audiovisuais da nossa Escola. A conferência, a dinamizar pelos alunos Filipe Araújo, Guilherme Martins, Guilherme Carvalho e Jonathan Paiva, do 12ºC (Área de Projecto), insere-se na iniciativa ENCONTROS DE CIÊNCIAS EXPERIMENTAIS II e integra o desenvolvimento do projecto Twist na nossa Escola.

Workshop Twist

No desenvolvimento deste projecto, os alunos já realizaram uma auditoria energética às instalações da Escola, aplicaram inquéritos sobre a utilização racional da energia à comunidade escolar e participaram num Workshop informativo, que decorreu dia 23 de Novembro no Colégio Militar.

Os alunos interessados em assistir a Conferência devem efectuar a inscrição junto da professora Laila Ribeiro.

Filipe Araújo, Guilherme Martins, Guilherme Carvalho e Jonathan Paiva, 12ºC

Orientação do projecto: professora Laila Ribeiro.


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O livro de que vou falar tem como título A vida na porta do frigorífico, de Alice Kuipers. Sinceramente, foi a capa que inicialmente me chamou a atenção, tanto pelo título como pelas cores mesmo antes de saber do que tratava o livro. Não foi em vão, o livro é realmente muito bom e recomendo-o a toda a gente.

A história, que está dividida em meses e ocorre durante cerca de um ano, é mais ou menos assim… Claire tem os pais separados e vive com a mãe, mas para todos os efeitos é como se vivessem em planetas diferentes. Tem 15 anos e uma vida de adolescente imprevisível, está muitas vezes em casa de amigos ou do pai e integra-se em tudo o que é actividades na sua escola. A mãe é médica obstetra e passa maior parte do tempo a trabalhar, muitas vezes fica no turno de noite, adora o seu trabalho e dedica-se a 100%. Com tudo isto, raramente se vêem e a porta do frigorífico torna-se o meio de comunicação entre as duas, onde deixam recados uma à outra sobre os acontecimentos do seu dia-a-dia.

É visível uma enorme cumplicidade entre as duas durante todo o livro, apesar da independência que Claire ganhou devido a esta vida ocupada – muitas vezes era ela que fazia o jantar, ia às compras ou arrumava a casa devido à falta de tempo da mãe.

Uma manhã, Claire dirigiu-se ao frigorífico, pois a mãe já não estava em casa, e deu de caras com um recado dela a dizer que  iria fazer exames médicos mas que, desta vez, seria ela a paciente. Claire estava em época de testes e tinha-se apaixonado por um rapaz (Michael), mas a relação andava sempre às avessas. Todas estas situações causavam stress à Claire, o que a fazia discutir com a mãe o pouco tempo que passavam juntas, chegando ao ponto de ir viver com o pai até ficar mais calma. Apesar disso, ela arrependia-se constantemente das discussões com a mãe e mostrava-o nos recados que deixava no frigorífico onde lhe pedia desculpa.

Foi fácil à mãe esconder o que se passava até chegar aos tratamentos de

Alice Kuipers

quimioterapia (com a queda do cabelo). Assim, a mãe acabou por ter de contar à Claire o que se passava: sofria de cancro na mama – mas logo acrescentou que muitas mulheres sobreviam a esta doença e que ela também sobreviverá.

O mundo desabou sobre Claire, pois  ficou sem saber como reagir. Porém, decidiu pesquisar informação sobre a doença da mãe, assim como actividades que a pudessem distrair. Todo o pouco tempo que passava com a mãe aproveitava-o da melhor maneira – cozinhava com ela, passeavam…

Nos momentos em que estavam juntas, a mãe falava-lhe muitas vezes sobre as crianças que trazia ao mundo, de como eram pequeninas, mas havia uma a quem a mãe  se referia em especial pois estava aos cuidados dela e o seu bebé era uma criança prematura.

Chegada a altura de ter de ser operada, a mãe estava pronta, apesar de triste pois aquela criança prematura de que tanto falava tinha acabado por morrer. Claire iria limpar a casa toda e fazer um bolo para quando a mãe chegasse, pois ela iria passar 3 dias no hospital.

Porém tal não ocorreu e a mãe já não voltou. Claire não conseguia aceitar a situação e teve de ter acompanhamento psicológico.

Mas houve uma ideia que a fez sentir melhor. Claire decidiu mesmo assim continuar a escrever os recados e a deixá-los na porta do frigorífico apesar saber que já não iria obter resposta. Este gesto porém fazia-a sentir-se melhor pois quando deixava o recado pensava que a mãe estaria a trabalhar ou a dar uma volta mas que voltaria.

Ao reflectir sobre a história, não pude deixar de associar a referência à criança prematura à esperança que a mãe tinha para que tudo corresse bem, pois ela estava tão fraca como aquela criança e quando esta faleceu foi como se a esperança se tivesse definitivamente apagado.

Joana Pinto, 10º B

Nota do editor: este livro encontra-se disponível para requisição na nossa biblioteca

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Uma excelente promoção do livro, da literacia e da biblioteca em geral, realizada pela Ana Paula Gonçalvesprofessora bibliotecária da ES Alfredo dos Reis Silveira, colega nestas andanças, a merecer um especial destaque no Vídeobibli.


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A nossa Escola promove, pelo segundo ano consecutivo, a iniciativa “Como a Escola promove as Artes”, com um concurso de Desenho que tem como objectivo promover abordagens e iniciativas criativas e incentivar os alunos a desenvolver e a valorizar competências técnicas no âmbito do desenho. Este ano com o tema Biodiversidade, a ESDS associa-se às comemorações do Ano Internacional da Biodiversidade.

O concurso está aberto à participação de todos os alunos, encontrando-se o Regulamento afixado à entrada do Pavilhão A e no próximo número do jornal da escola.

Professoras: Ana Guerreiro,  Laila Ribeiro e Leonett Abrantes

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Na sequência do post anterior, que publicita um concurso onde a criatividade é proposta como alternativa à mediocridade produtiva e moral do plágio, transcrevemos um artigo publicado na EDUCARE, que aborda este tema, bem actual,  no contexto dos trabalhos dos alunos.

Alunos plagiam cada vez mais

Lusa / EDUCARE| 2010-02-08

Coordenadora do EU Kids Online Portugal alerta para o aumento de utilização da Internet por crianças e jovens na realização de trabalhos escolares, sobretudo com o objectivo de plagiar.

“As crianças vão à Internet fazer pesquisa para o trabalho escolar e muitas vezes essa pesquisa é um plágio”, disse à agência Lusa a investigadora Cristina Ponte, a propósito do Dia Europeu da Internet Segura, que se assinala terça-feira.

3 Monkeys, Millie Ballance (in http://sandrapontes.com/)

Segundo Cristina Ponte, muitos estudantes pensam que fazer uma pesquisa é “escrever o tema no google, ver o que aparece”, fazer a impressão e entregar na escola, desconhecendo muitas vezes que estão a fazer um plágio.

“Muitas crianças pensam que fazer pesquisa é ir à Internet, está aqui, corta, cola, imprime e já está”, disse, chamando a atenção para os “efeitos negativos na qualidade do conhecimento que se adquire”.

A investigadora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa considerou que os pais devem intervir, perguntando aos filhos como estão a fazer o trabalho.

Cristina Ponte disse também que os professores na escola “devem contrariar este método”.

A coordenadora do EU Kids Online Portugal, projecto que desde 2006 faz pesquisas a nível europeu sobre os usos da Internet, telemóvel e outras tecnologias em linha por parte das crianças, sublinhou que os pais portugueses “não têm ideia de tudo o que as crianças fazem na Internet”.

“Os pais portugueses vêem com muito entusiasmo o acesso dos filhos à Internet, porque consideram a Internet como meio de aprendizagem. Mas não têm ideia, até porque são pouco utilizadores, de tudo o que as crianças fazem na Internet”, acrescentou.

Segundo Cristina Ponte, “os pais dizem que os filhos utilizam a Internet para a preparação dos trabalhos da escola e para a comunicação com os colegas, mas quando se pergunta a uma criança o que faz com a Internet, vê-se que tem muito mais actividades” do que as enumeradas pelos pais.

Segundo o último Eurobarómetro, divulgado em Dezembro de 2008, um terço dos pais portugueses, com filhos entre os 6 e os 16 anos, afirmam que “não utilizam nada” a Internet, recordou.

A EU Kids Online está actualmente a desenvolver uma investigação em 25 países europeus, entre os quais Portugal, sobre o uso de tecnologias digitais, experiências e preocupações sobre risco e segurança online dos filhos por parte dos pais.

A investigação, que deverá estar concluída no Verão, consiste num inquérito a mil crianças de cada país com idades entre os 9 e os 16 anos e aos pais.

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Grande C: um projecto dirigido aos alunos do 3º ciclo do ensino básico e do ensino secundário, sobre os temas do Direito de Autor e Direitos Conexos (…) em que alunos e professores são convidados a criar as suas próprias obras originais concorrendo a uma ou várias das categorias a concurso: Música; Letra; Design de Capa; Vídeo; Plano de Promoção Online; Escrita Criativa e Media.

Foi criado um sítio electrónico inteiramente dedicado ao projecto – que disponibiliza, por um lado, um conjunto de ferramentas como vídeos de autores, artistas e profissionais das indústrias criativas ligados a cada categoria, que apoiam e orientam os alunos ao longo de todo o projecto, e, por outro, um conjunto de informação que visa a educação para as temáticas do Direito de Autor e Direitos Conexos.

A inscrição pode ser feita entre 15 de Janeiro e 31 de Março de 2010 através do sítio do projecto, podendo os alunos participar individualmente ou em grupos, com a coordenação e acompanhamento de um ou mais docentes.

(excertos da carta às escolas de Alexandra Marques, Directora Geral da DGIDC)

aceda ao site do Grande C

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Uma tradição estrangeira, kitsh, fruto da globalização, dirão uns; mais um pretexto para o consumismo superficial, um dia com nome de um santo que nunca existiu, retorquirão outros; mais um pretexto para lembrar a alguém o que sinto, poderão contrapor muitos; ou ainda que o amor é um sentimento bonito em qualquer data, afirmarão sempre os mais românticos.

Sem tomar nenhum partido mas com a cor a condizer, aqui fica no Bibli um post essencialmente iconográfico para os mais diversos gostos, desde o  mais moderno glosar dos corações, às metáforas de Chagall e Magritte, aos muito portugueses lenços dos namorados, assim como às mais diversas nostalgias, nomeadamente os idos anos 70. Quem, já nos “enta” não se recorda dos  objectos com imagens da colecção Amor é…?, que podem ainda ser encontrados, entre muitas outras memórias iconográficas, no blog Santa Nostalgia.

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Para quem gosta de literatura, conseguir ler numa língua que domine traduções de antologias das diversas literaturas europeias, Babel Matrix pode suscitar algum interesse: sob a forma de uma matriz, semelhante à das palavras cruzadas, podemos encontrar combinações de traduções em 18 línguas europeias diferentes.

Mesmo para quem não encontre o que se deseja nas antologias apresentadas ou não  concorde com a sua selecção, o site oferece ligações a outros sites onde se podem encontrar mais traduções. De qualquer maneira, pela forma original e muito fácil de usar como trata o tema, merece, sem dúvida, uma visita exploratória.

aceda ao site

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No Ano Internacional da Biodiversidade, que agora se comemora, decidimos tratar o tema Aromas e Biodiversidade Botânica, no âmbito do trabalho a desenvolver em Área de Projecto.

Sabemos que muitos dos aromas que a natureza nos oferece têm origem em plantas. Mas como é que percebemos os aromas? Os compostos do aroma são captados pelos órgãos olfactivos, estimulando o epitélio olfactivo que se localiza no cimo das cavidades nasais. Portanto, os compostos do aroma têm de ser suficientemente voláteis para se poderem desprender do produto e “viajar” até ao nosso sistema olfactivo para que os possamos detectar.

Os aromas são pois compostos químicos voláteis que podem desencadear uma sensação positiva ou negativa, provocando a aceitação ou rejeição de um determinado alimento. E podem estar associados a factores psicológicos.

Decidimos escolher o aroma de morangos para analisar e identificar os seus constituintes. Para tal realizaremos a análise no Laboratório de Espectrometria de Massa da FCT-UNL  (previsivelmente em Abril).

E porquê morangos? Porque parece que o aroma dos morangos é muito popular. Mas será mesmo assim? O aroma dos morangos é mesmo o preferido pela maioria das pessoas? Para responder a esta questão contamos com a tua participação – responde ao nosso inquérito disponível em:

Obrigado pela colaboração!

Mónica Correia, Luísa Repolho e Nico Almeida, 12º C

Orientação do projecto: Profª Laila Ribeiro

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As radiações microondas são ondas electromagnéticas com comprimentos de onda maiores que as dos raios infravermelhos.

Estas radiações têm diversas aplicações. Entre elas, e a mais conhecida, é a de aquecer ou cozinhar a nossa comida. Este processo baseia-se na vibração das moléculas de água e outras substâncias – a vibração cria calor que aquece o alimento.

Também são utilizadas as radiações microondas nas comunicações via satélite, visto que estas atravessam facilmente a atmosfera terrestre. As comunicações via satélite envolvem retransmissão de dados, sinais de televisão, rádio ou telefone.

Outro exemplo da utilidade das radiações microondas ocorre nos equipamentos de radar para controlar a velocidade automóvel. O funcionamento do radar fixo baseia-se no efeito Doppler. Este radar é constituído por três sensores que formam um campo electromagnético, quando o automóvel passa pelo primeiro sensor o campo é interrompido até que passe pelo segundo sensor, pelo que o sistema pode calcular automaticamente a velocidade do automóvel. Se a velocidade do veículo for superior à permitida, uma câmara oculta capta a imagem do infractor.

Hugo Fernandes,  10ºC

(imagens originárias  deste site e deste)

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Damos início a uma nova rubrica assinada pelo Luiz Monteiro do 10º E, que tem apetência pela escrita sobre temas sociais, pelo levantar de questões ligadas com os esterótipos, conflitos, ideias feitas na comunidade global em que vivemos. Desta forma, ele propõe-se abordar, desde o seu ponto de vista, conceitos sem preconceitos – e assim se vai chamar esta rubrica, que por opções editoriais, mantém as marcas da norma do português do Brasil sempre que o autor a utilizar.

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Metrossexual é o homem do século XXI – Mas para você o que é um Metrossexual? Um homem vaidoso? Um homem fútil? Um homem que se diz homem mas no fundo é “gay”? Bom, Metrossexual é um homem que se cuida (não em excesso), ele quer sempre estar na moda, nos eventos badalados, uma pessoa elegante que sabe se posicionar diante das situações, que cuida do corpo, que marca sua identidade também pela aparência, que gosta de roupas da moda (o Metrossexual não precisa necessariamente de usar roupas de moda, mais ele pode ter todos os outros requisitos), ele é simultaneamente o homem da metrópole e heterossexual. O termo surgiu em 1994 e popularizou-se  no final do século XX, tendo o jogador David Beckham como símbolo da “vaidade” masculina.

Por que razão muitas das vezes o homem Metrossexual é confundido com o gay? Ser gay implica opções/tendências de vida muito mais profundas e distintas. Por isso surge o preconceito. Porque a sociedade ainda tem tanto preconceito contra os Metrossexuais? Vamos lá saber a verdade: você prefere um homem todo arrumado, bem cuidado, unhas feitas, sobrancelha limpa, depilado (e também a depilação masculina é uma questão até mesmo de higiene pessoal), com o cabelo arrumado, e com o corpo bem cuidado ou barrigudo, careca e com a unha do pé encravada? Para mim, algumas pessoas ainda tem o pensamento que o homem deve ser barrigudo, não se deve preocupar com a aparência, apenas com o trabalho e com a família. Bom as mulheres finalmente conseguiram se tornar mais independentes agora elas cuidam da casa e dos filhos mais também trabalham, quantas mulheres hoje são os homens da casa? Se as mulheres conseguiram se libertar porque os homens não podem? E também quantos homens hoje são as donas de casa? Muitas mulheres hoje saem para trabalhar e o homem fica cuidando da casa, então a mulher que ganha mais do que o homem é mais poderosa do que ele?

Está na hora de nós deixarmos de lado o preconceito. Porquê uma mulher quando faz o “trabalho de um homem”  é pioneira e quando o “homem faz o trabalho de uma mulher” ele tem de ser forçosamente gay? Porquê, se as mulheres dormem com junto com uma amiga, elas não são homossexuais, e se um homem dorme com um amigo ele é gay? Porque uma mulher pode usar o azul e o rosa e o homem só o azul? Hoje já existem salões de beleza só para os homens, clinicas de depilação só para os homens, revistas para o universo masculino, o “dia do noivo”, e a indústria de cosméticos está cada vez mais investindo no universo masculino.

A Metrossexualidade representa o homem do séc. XXI e já é uma realidade. Não podemos ter preconceito, não só contra os Metrossexuais, mas, também contra qualquer pessoa que fuja aos padrões maioritários impostos pela sociedade. Num mundo globalizado, em que cada vez mais temos contacto com diferentes pessoas, oriundas de diversas nacionalidades, com diferentes contextos sociais, pensamentos, religiões, temos de respeitar toda essa variedade de tribos, raças, pensamentos, religiões, mesmo que não concordemos com os as suas crenças ou ideais. Se gostar é uma opção, respeitar é, sem dúvida, um dever.

Luiz Felipe Monteiro, 10ºE

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