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Archive for Abril, 2012

O conhecimento do funcionamento do cérebro pode ser usado para melhorar a aprendizagem. Apesar dos numerosos estudos sobre o funcionamento do cérebro humano, muitas das questões sobre esta matéria, continuam por responder. 

Sobre o funcionamento do cérebro humano, como sobre outros assuntos, factos falsos repetidos frequentemente são difíceis de corrigir. Assim persistem alguns equívocos sobre o nosso cérebro, afirmações que convencem muita gente, mas que os cientistas afirmam não serem válidas.

Ao longo de 6 semanas vamos desmistificar algumas dessas crenças. Aqui abordamos a primeira. Leia para descobrir a verdade por detrás dos mitos sobre o cérebro.

1. Usamos apenas 10% do nosso cérebrofalso

Embora o mito dos 10 % seja uma ideia amplamente difundida, os resultados de pesquisas com tecnologia de imagem têm mostrado, conclusivamente, que esta ideia é falsa. Seria altamente improvável que a evolução filogenética tivesse originado um órgão tão cheio de recursos e potencialidades e que 90% dele, não fosse usado. É verdade que não exercitamos o nosso cérebro para 100 % da sua capacidade, mas também é verdade que ainda não foi identificada uma única parte do cérebro que não tenha uma função.

A verdade é que usamos todo o nosso cérebro. Embora o cérebro humano não esteja todo ativo de uma só vez, sabemos que várias áreas cerebrais estão ativas no decurso de uma atividade específica (por exemplo, ler, escrever, falar ou cantar). As áreas envolvidas numa atividade  nem sempre são contíguas e variam consoante a exigência da tarefa. Mesmo em tarefas mais simples, o cérebro funciona como uma unidade integrada, com muitas áreas trabalhando em conjunto.

Teresa Alves Soares

(Psicóloga da ESDS)

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O Banco Alimentar tem uma nova campanha para ajudar a conseguir mais alimentos através da doação de papel usado. Entregue no Banco Alimentar mais próximo de si todo o papel que não precise: jornais, revistas, folhetos, cadernos, fotocópias. Por cada tonelada de papel o Banco consegue obter 100 euros em alimentos.

Aqui fica o desafio à ESDS e a todos os que quiserem aderir.

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Daniel Pennac

Em 1992, Daniel Pennac registava no seu livro Como um romance os Direitos Inalienáveis do Leitor e, não por acaso, logo à cabeça surgia O Direito de Não Ler.

De facto, por mais que custe a professores, bibliotecários, bibliómanos ou simples leitores felizes, assim é: chama-se liberdade. E foi conquistada há 38 anos, quando nesta madrugada de 24 para 25 se acabou, entre muitas coisas, que hoje nos parecem completamente inadmissíveis, com a estupidez tirânica de proibir pessoas de ler certos livros, de ver certos filmes, de ouvir determinadas músicas. Chamava-se censura e já só as gerações mais velhas  se lembram dela.

Não era nada de novo; nem sequer foi inventada por esse estado que se chamou a si próprio de “Novo”. Já existia na cultura ocidental, no index da inquisição, nos outros fascimos, nazismos e quejandos que dominaram parte da Europa no séc. XX. Fosse em nome de um qualquer deus, moral, ou patriotismo acéfalo, outros decidiram o que podíamos ler, ouvir, ver, pensar.

Instituida em 1926, a censura, desse mais tarde chamado Estado Novo, sujeitava a exame prévio tudo o que se escrevia, e apreendia as obras que considerava não alinhadas com a ideologia dominante. O célebre lápis azul, que eliminou palavras, frases, textos de autores como Aquilino Ribeiro, Luís de Sttau Monteiro, Alexandre O’Neil, José Régio, entre muitos outros, impediu uma população de dizer o que queria, de ler o que queria.

E é curioso o critério do que era considerado impróprio: obras didáticas como A Vida Sexual, de Egas Moniz, de 1933 (o nosso outro prémio Nobel), ou a História da Literatura Portuguesa, de José António Saraiva, de 1965 (obra quase incontornável ainda hoje no estudo do tema), eram perigosos manifestos subversivos, antipatrióticos ou imorais, que fazem parte do extenso  registo de 900 obras banidas desde 1933 (a que os leitores interessados podem ter acesso aqui).

É difícil explicar isto a quem não nasceu com isto, a quem, por desconhecimento, ou por estar zangado com os tempos que hoje vivemos, afirma ter saudades daquilo. Mas o certo é que “aquilo” era nem sequer se poder estar a escrever isto, nem mesmo se poder dizer agora que se tem saudades daquilo.

Por isso, com mais ou menos razões para festejar esta madrugada, qualquer que seja o sentido que ainda possa ter ao cabo de 38 anos, mesmo para quem não tem dela nenhuma memória, algo de muito precioso lhe devemos – O Direito de (não) Ler,  a Liberdade de o Dizer.

(dedicado aos meus alunos)

Fernando Rebelo

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Saber mais: Wikipédia; site oficial (em inglês)

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O projeto De pequenino se torce o pepino foi desenvolvido por um grupo de alunos da nossa escola, que apresentou uma candidatura de projeto com vista a sensibilizar a comunidade envolvente para o tema da deficiência, em particular a população infantil.

 São alunos finalistas do Curso Profissional de Apoio à Infância da Escola Secundária Daniel Sampaio na Sobreda, concelho de Almada, e já se encontram a estagiar em creches e jardins-de-infância do concelho de Almada.

 Em resposta a um desafio lançado pela Associação Salvador e em parceria com a Junta de Freguesia da Sobreda, que proporciona a ligação ao agrupamento de escolas Elias Garcia e o contacto com o grupo de crianças alvo desta ação, os alunos organizaram um projeto com vista a sensibilizar as crianças que frequentam esses espaços educativos para o tema da deficiência, a decorrer no Dia Mundial da Criança, 1 de Junho de 2012.

 Ao trabalhar o tema das deficiências podemos contribuir para uma maior consciência das crianças mais pequenas sobre este assunto, ajudando a quebrar preconceitos e trazendo informações sobre a deficiência desde tenra idade.

 As crianças possuem uma vida e personalidade próprias e cada grupo de crianças estabelece um ambiente próprio que pode ser aproveitado pelos nossos alunos dinamizadores com a planificação de atividades que considerem um ambiente educacional inclusivo tão inerente à vida em sociedade.

Soledade Estribio

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No dia 24 de abril de 2012, várias instituições do Ensino Superior estarão de visita à nossa escola. Esta iniciativa é dirigida, em primeiro lugar, aos alunos dos 11º e 12º anos, dos cursos científico-humanísticos e profissionais que terão a oportunidade de estabelecer um contacto direto com as instituições presentes, visitando os stands, junto à sala de alunos, entre as 9.30 e as 13.30h. Todos os alunos estão convidados e mesmo os mais novos, terão mais uma oportunidade de recolher informações úteis para a construção do seu projeto vocacional. Estas instituições disponibilizarão informação sobre cursos do Ensino Superior e Cursos de Especialização Tecnológica.

Está confirmada a presença do Instituto Politécnico de Setúbal, Escola Superior de Tecnologia de Setúbal, Escola Superior de Ciências Empresariais, Escola Superior de Educação, Escola Superior de Tecnologia do Barreiro e Escola Superior de Saúde, do ISLA Campus Lisboa – Laureate International Universities, do ISCE – Instituto Superior de Ciências Educativas, do IPA, Instituto Superior Autónomo de Estudos Politécnicos e da ETIC, Escola Técnica de Comunicação e Imagem. No dia 26 de abril, teremos a presença do ISCTE, com a dinamização de uma sessão de informação e divulgação dos seus cursos, dirigida às turmas do 12º ano de Línguas e Humanidades e também com um stand na sala de alunos, no período da manhã.

Teresa Alves Soares
Psicóloga do SPO

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É sempre fácil

obedecer, se

se sonha comandar.

 

Jean-Paul Sartre (1905-1980)

 

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Damien Hirst e "For the love of god"

Talvez nunca arte alguma tenha sido tão suspeita de “embuste” como a que faz Damien Hirst, nem, tão pouco, artista algum se tenha tornado tão célebre, não em virtude da questionável qualidade da sua obra, mas em virtude da sua extrema mediatização. Os seus trabalhos têm contudo o mérito de questionar os limites da liberdade e do gosto. Damien Hirst é controverso, como tal tem sido sempre tanto exaltado, como vilipendiado. E copiado também. Hoje, com 46 anos, e depois de uma vida desregrada, o único excesso que se lhe conhece é o dos muitos milhões que ganhou (é o artista mais rico do mundo, segundo a Sunday Times Rich List), e prepara-se para inaugurar na Tate Modern a exposição do ano, – a retrospectiva da sua obra. Neste, que é o um dos mais importantes espaços expositivos da contemporaneidade, escolheu-se precisamente este período, Abril a Setembro, em que Londres se prepara para acolher os milhões de visitantes para assistirem aos Jogos Olímpicos, para mostrar os valores britânicos. E a escolha recaiu precisamente em Damien Hirst.

"The anatomy of an angel"

Não deixa de ser vagamente irónico que este ícone da arte contemporânea, que graças a ela se tenha tornado riquíssimo e poderosíssimo (passe-se a redundância), tenha iniciado a sua via para o estrelato à margem e contra o sistema, liderando um grupo que se definia pela rebeldia e pela provocação, os YBA, acrónimo de young british artists.

Mas quem é Damien Hirst, que aura mediática possui, que conseguiu até impor, à revelia da direcção e da curadoria, entre as salas onde decorre a sua retrospectiva, um espaço para vender a sua merchandising? Nascido em meio desfavorecido (pai mecânico e fugitivo, mãe funcionária e católica, que confessou ter perdido cedo a mão no filho), viu por várias vezes rejeitada a sua candidatura a escolas de arte, tendo finalmente sido aceite na Golsmith College, escola onde se graduaram grande parte dos YBA. Para financiar os estudos, foi obrigado a trabalhar numa mortuária e, muito a propósito, o tema central da sua obra é precisamente a morte. Não o lado poético ou ontológico desta, mas antes o seu lado macabro e repulsivo, o da inevitabilidade da putrefacção. A do processo da decomposição, mas também o da sua suspensão, o da preservação da matéria. Daí a quantidade recipientes com animais em formol. Aliás o seu trabalho toca muito de perto o do taxidermista, pela utilização das técnicas de dissecação e preservação de cadáveres. As farmácias e os laboratórios, espaços tão ligados à vida como à morte, são também temática recorrente em Hirst.

"Crematorium"

Os seus talentos transcendem, contudo, a sua obra artística. Há um Hirst artista, mas também um empreendedor, um encenador, um polemista, e um coleccionador, que no seu conjunto definem a personagem, e explicam, em parte, o seu êxito. Qualquer destes traços se revelou cedo. Na Londres tacheriana, nos finais da década de 80, alcançaram grande protagonismo os já referidos YBA, cuja figura proeminente foi sem dúvida Damien Hirst. Conhecidos pelas suas “tácticas de choque”, pelos materiais e técnicas utilizados nas suas produções (desperdícios, descartáveis) e pela organização de mostras fora dos circuitos convencionais, expondo em espaços industriais desafectados. Ao comissariar, em 1988, uma exposição, Freeze, Hirst conseguiu chamar a atenção dos média e de Charles Saatchi, o célebre colecionador, que financiou, a partir daí, a sua obra, mas com quem veio a romper, em conflito, em 2003. A notoriedade de Hirst começou com Freeze, ainda estudante e, embora hoje já “ultrapassado”, ocupa ainda, no ranking dos artistas britânicos vivos, o segundo lugar, logo abaixo de David Hockney. É igualmente conhecido pela imensa riqueza que conseguiu acumular, ao vender os seus trabalhos por valores incalculáveis, a quem não se questionou sobre a genialidade da sua obra. Ficará para os anais do mercado da arte, o célebre leilão organizado pela Sotheby´s de Londres, em Setembro de 2008, na véspera, portanto, do afundamento dos mercados mundiais. À revelia das galerias que o representavam (a leiloeira ganha uma comissão inferior), leiloou então um conjunto de obras, que batizou de Beautiful inside my head forever. Nas duas noites em que se realizou o leilão, a Sotheby´s estabeleceu um recorde absoluto de vendas de um só artista. A peça principal era um gamo, em formol, com as hastes e os cascos cobertos de ouro, mas havia outros animais, entre eles, uma zebra e um unicórnio (!), e sobretudo borboletas, muitas pintadas, em composições que incorporavam ouro e diamantes. As vendas, que alcançaram 111 milhões de libras, ultrapassaram as expetativas mais optimistas!

A sua produção compreende, para além dos animais dissecados (carneiros, porcos, vacas) em vitrinas ou contentores, escultura, igualmente animais vivos, como borboletas; pintura – as telas spot e as spin (telas com bolas coloridas ou com espirais resultantes de aplicação de meios mecânicos accionados por assistentes), assim como uma série de gabinetes com instrumentos cirúrgicos, ou com objectos farmacêuticos, e ainda muitos comprimidos. Os seus trabalhos são referenciados como minimalistas e conceptualistas, daí os longos e complexos títulos que lhes atribui.

"The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living"

Na Tate poderão ser vistas as sua obras mais conhecidas, sendo que a de mais aparato, o For the Love of God (2007), crânio em platina, cravejado com 8 601 diamantes (avaliado em 50 milhões de £), peça que possui segurança privada, ocupará a célebre Turnbine Hall, espaço com a muito apropriada forma de cripta. Mas estarão igualmente expostas as suas mais célebres instalações, entre elas a The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living (1991), imagem icónica da arte inglesa da década de 90, na qual um tubarão tigre com 4,3 m se encontra dentro de uma vitrina, suspenso numa imersão de formol. Também as fétidas (no sentido estrito do termo, uma vez que as obras de Hirst possuem também esta outra dimensão, a do odor, nem sempre agradável, como se compreende), Thousand Years (1990), na qual milhares de moscas cumprem, à vista dos visitantes, um ciclo completo, entre a procriação, a alimentação (de uma cabeça de vaca em decomposição) e a morte, tudo dentro de uma caixa acrílica, ou ainda o cinzeiro gigante, repleto de milhares de beatas que ali se encontram desde 1996, altura da sua produção.

"A thousand years"

Também se poderá apreciar In and Out of Love, uma sala cheia de borboletas tropicais, desta vez vivas, alimentando-se de frutos para esse fim expostos; as borboletas são assistidas, na sua curta vida, por entomologistas, e guardadas por seguranças especiais não fujam escondidas nas cabeleiras dos visitantes. Estas são algumas das peças que irão ocupar as 14 salas onde vai decorrer a retrospectiva, sem esquecer ainda as telas spin e spot (1500 quadros só das spots!) e a loja de merchandasing, também ela integrada na exposição.

Nos anos 90, quando Damien Hirst se tornou conhecido, disse numa entrevista, “não vejo a hora de alcançar uma posição em que possa fazer má arte, e safar-me com ela”…

Cristina Teixeira

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Os Raios X caraterizam-se por serem emissões electromagnéticas com um comprimento de onda reduzido e, portanto, com elevada frequência.

Foram descobertos em 1895 pelo físico alemão Wilhelm Conrad Röntgen quando, no interior de uma sala escura,  utilizou um tubo de Crookes – tubo onde os eletrões são excitados, de forma a produzir emissões eletromagnéticas – e à frente deste tubo colocou uma tela coberta com platinocianeto de bário (substância utilizada nas radiografias). Röntgen apercebeu-se que quando fornecia um determinado valor de energia aos eletrões que estavam no interior do tubo de Crookes estes emitiam uma radiação capaz de marcar a tela. Decidiu colocar entre o ponto de emissão desta radiação e a tela corpos opacos à luz – primeiro corpos inanimados e mais tarde resolveu expor a sua própria mão. Acabou por observar que os corpos não eliminavam a possibilidade da radiação chegar à tela. Concluiu que a radiação produzida tinha um alto poder de penetração nos corpos que testou.

Wilhelm Conrad Röntgen

Por terem um grande poder de atravessar a matéria, os Raios X são atualmente utilizados em diversas áreas, das quais podemos destacar a medicina e a segurança. Na medicina, os Raios X são utilizados como um método de diagnóstico, permitindo detetar anomalias que existam no interior do corpo humano. As partes mais claras que nós vemos, normalmente numa radiografia, correspondem às partes que não foram atravessadas pelos Raios X e por sua vez as partes mais escuras correspondem às partes que foram atravessadas pelos mesmos. A nível da segurança, os Raios X são, por sua vez, utilizados como modo de deteção de materiais perigosos ou substâncias ilícitas. Com este propósito, as máquinas de Raios X são bastante utilizadas nos aeroportos, contribuindo para a segurança dos  passageiros.

O uso dos Raios X tem de ser cuidadoso pois a exposição direta e excessiva a este tipo de radiação pode originar ulcerações, vermelhões na pele, neoplasias malignas (cancros) e até a morte.

Bruno Berrincha, 12ºC

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A cinematografia nacional continua a ter alguma visibilidade nos circuitos comerciais,  registando-se  um crescente número de estreias. Neste mês estrearam-se Em câmara lenta de Fernando Lopes, em 8 março e em homenagem à poetisa  Florbela Espanca, Florbela de Vicente Alves do Ó , O dia mais feliz da tua vida de Adriano Luz, Swans coprodução luso-germânica de Hugo Vieira da Silva, A vingança de uma mulher de Rita Azevedo Gomes e o documentário  É na terra não é na lua de Gonçalo Tocha sobre a ilha do Corvo, nos Açores. Esta obra tem sido selecionada para vários festivais  e integra a competição da 55ª edição do festival internacional de cinema de São Francisco que decorrerá de 19 abril a 3 maio. Também destaque para  realizadora Susana de Sousa Dias – pelo excelente documentário 48 –  que será homenageada no festival de cinema du Réel. Juntamente com Ana Jordão, Cinta Pelejà e Cíntia Gil, faz parte da nova direção do Doclisboa. De assinalar  mais uma distinção para Sangue do meu Sangue de João Canijo e, neste caso, o Grande Prémio do Júri do Festival de Cinema de Miami, nos EUA, que se junta aos atribuídos no Festival de Cinema de San Sebastian e pela Sociedade Portuguesa de Autores.

No entanto, o mês foi marcado pela estreia  do magnífico e emotivo filme francês Amigos Improváveis de Eric Toledano e Olivier Nakache. Esta comédia dramática, que considero  um autêntico hino à vida,  tem tido grande sucesso  o que não é de admirar dado a sua qualidade. É considerada a película  francesa mais rentável de sempre e a mais vista em França em 2011 . Sendo uma adaptação da obra autobiográfica de Philippe Pozzo di Borgo, Le seconde soufflé, a verba dos direitos do livro foi doada a uma associação de ajuda a portadores de deficiência motora.  De igual modo tem algum interesse um dos nomeados para os Óscares de melhor filme e de melhor ator secundário – o  drama existencialista de Stephen Daldry, Extremamente alto, incrivelmente perto. É mais uma obra que, focando as relações humanas, tem como pano de fundo o 11 setembro de 2001. Entre as habituais comédias salienta-se Comprámos um zoo de Cameron Crowe e Amor e outras cenas de David Wain, com a atriz  favorita deste género, Jennifer Aniston. Os apreciadores de  filmes de ação e aventura têm disponível – Viagem ao centro da terra 2 – a ilha misteriosa de Brad Peyton e John Carter de Andrew Staton, adaptação do clássico de Edgar Rice Burroughs que se tem revelado um fracasso de bilheteira com milhões de prejuízos para  a  produtora  Walt Disney. Em sentido contrário, Jogos da fome  de Gary Ross  tornou-se o filme mais rentável  de sempre no primeiro fim de semana de estreia. E como o fator económico é dominante, aliado aos ingredientes habituais na ficção científica de ação, aventura e emoção prevê-se  uma longa e lucrativa série, com o 2º capítulo a estrear-se em  novembro de 2013. Esta produção de custos controlados  que já constitui  um fenómeno mediático, baseia-se no romance de Suzanne Collins  considerado o melhor livro de ficção juvenil de 2008 pelo New York Times e pela Publishers Weekly.  Igualmente de ação, Coriolano, a 1ª experiência na realização do ator Ralph Fiennes, que também protagoniza esta  adaptação ao século XXI da tragédia de William Shakespeare  sobre o general romano do seculo V a.C. Também registando muito sucesso nas bilheteiras o filme de terror britânico A mulher de negro de James Watkins. Vê-se com algum agrado mas a mais valia é a prestação de Daniel Radcliff no seu primeiro projeto após a saga Harry Potter. Em período de férias, o filme de  animação Loax de Chris Renaud e Kyle Baldo.

Finalizo com notícias sobre acontecimentos nacionais ligados ao cinema.  Pela atualidade da temática, a diversidade cultural, realce para a realização do 1º festival internacional de cinema, Migrações & Interculturalidade, merece o nosso destaque o Panazorean, em Ponta Delgada, Açores, entre 14 e 21 abril. Este festival é mais uma iniciativa da dinâmica AIPA, Associação dos Imigrantes nos Açores. Em abril inicia-se também a 9ª edição do IndieLisboa – festival internacional de cinema independente que, como sempre,  apresenta um programa convidativo  para os que apreciam cinema independente de qualidade. De 26 abril a 6 maio na Culturgest e nos cinemas São Jorge e Londres  é possível assistir a 38 filmes englobando seis longas-metragens e 32 curtas metragens. O festival, que apresenta na abertura oficial  Dark House do realizador norte-americano Todd Solondz, associa-se às celebrações dos 50 anos do festival de cinema de Viena dedicando também um ciclo ao cinema suiço.

Luísa Oliveira

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A vida de Colton Burpo começa mesmo antes de ele nascer! Pop – o seu bisavô – morre em 1976. Em 1990 Todd e Sonja casam-se e seis anos depois têm o primeiro filho, Cassie. Em 1998 Sonja sofre um aborto espontâneo, perdendo o bebé. Um ano depois, em 1999, nasce Colton Burpo. Aos três anos de idade é lhe diagnosticada erradamente uma gastroenterite. Toma a medicação para a curar  e melhora. Depois de um dia são, piora novamente e começa um processo de cirurgias contínuas, descobrindo-se que tinha uma apendicite e abcessos no intestino. É durante as operações que Colton visita o céu. Após as cirurgias, Colton melhora e com a família, estafados, regressa a casa. Durante as férias desse ano, já Colton tinha completado os seus quatro anos, relata – o primeiro de muitos –  a sua experiência no Céu. Em outubro de 2004 nasce o seu irmão mais novo: Colby Burpo. A 19 de maio de 2010, Colton completou os seus onze anos de idade. Contínua fisicamente saudável.

Colton Burpo afirma que esteve no Céu e faz a sua descrição. Diz que esteve ao colo de Jesus Cristo e que tinha um cavalo arco-íris. Ele diz que tinha asas tal como todos os habitantes do céu só que as dele eram pequeninas e também uma luzinha por cima da cabeça (aureola). A criança descreve também Jesus Cristo dizendo aliás que ele tinha uns “marcadores”, referindo-se às suas chagas. A sala do trono de Deus, para Colton, era grande, com um também grande trono onde Deus se sentava. Os pais da criança de quatro anos perante estas e outras afirmações e descrições ficam estupefactos (que pai ou mãe não ficaria?). Durante as operações Todd reza e implora a Deus, como pastor de uma congregação que é, chegando até a ficar zangado com Deus! Apesar de Colton pertencer a uma família cristã e de andar na catequese, tudo aquilo que ele descreve são coisas que nunca tinha ouvido falar na sua pequena Vida de quatro anos. Muito provavelmente, se ele não pertencesse a uma família de tradição muito cristã, nada disto lhe teria acontecido.

O engraçado nestes relatos é que Colton descreve o céu e todos os seus elementos com palavras simples. Quando o pai lhe pergunta como era o trono de Deus, Colton responde que não sabe o que é um trono. Depois da explicação do pai, Colton consegue descreve-lo. O menino de quatro anos também diz que viu a sua irmã que já morreu (referência ao aborto que Sonja tinha tido) e o seu avô Pop. A menção ao aborto para mim é deveras tocante. Colton descreve a sua irmã de uma maneira curiosa: Há um dia que diz à sua mãe “Mamã, eu tenho duas irmãs” (Note-se que Colton desconhecia a existência do aborto espontâneo de Sonja). A partir daí ele descreve a sua vivência com a sua irmã no céu. À pergunta quanto tempo esteve no céu, Colton responde “três minutos” sem hesitar. Ora, para ele descrever estas coisas todas que fez e viu em três minutos é pouco tempo. Todd fica muito pensativo em relação a esta questão mas não consegue arranjar solução.

Concluo o texto como habitualmente, com curiosidades: os pais de Colton queriam saber qual o aspeto de Jesus e sempre que passavam por uma imagem de Cristo perguntavam se era aquele o aspeto de Jesus. A resposta era sempre não. Uma noite Todd leu outra descrição do céu feita por Akiane, uma menina de 8 anos que visitou o Céu como Colton e desenhou Jesus. Todd chamou Colton e perguntou-lhe se era esta a imagem certa. A resposta de Colton foi: “Papá, este está certo”. O livro vendeu 2 milhões de exemplares em seis meses sendo o bestseller nº1 do New York Times. Em Portugal vendeu 65 mil exemplares e foi o livro mais vendido de 2011.

Tiago Bernardino, 10ºF

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