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Foi realizada mais uma edição do concurso de escrita A Pedra e a Palavra, que propunha aos alunos do 12ºAno que visitaram o Convento de Mafra, no passado mês de maio, que associassem essa experiência física, sensorial e igualmente factual e histórica, à ficção da palavra de Saramago na obra que tinham lido – O Memorial do Convento.

Selecionados os melhores textos desta edição, os vencedores foram premiados com três obras de Saramago. Como sempre, inciamos aqui a divulgação do texto classificado em 1º lugar, da Maria Carolina Santos, 12ºC.

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os vencedores, da esq. para a dir.: 1º Mª. Carolina Santos (12ºC), 2º Luís Leston e 3º Catarina Gouveia (12ºA)

Texto classificado em 1º lugar

Através da leitura de Memorial do Convento é-nos transmitida apenas uma pequena ideia da dimensão do monumento, bem como do seu caráter fictício. Será que a experiência física se assemelha à obtida através da leitura? Será que basta a fantasia da ficção para entender a materialidade deste fragmento de património português?

Aconselho, portanto, a leitura prévia desta obra saramaguiana. Com ela, deparamo-nos com um gritante contraste entre o esplendor barroco de igrejas e palácios e o despojamento das casas, assim como das condições asquerosas e humilhantes em que o povo português vivia; Com ela vamos ao encontro de um passado sombrio caracterizado pelo medo e opressão, em que as palavras pronunciadas pelo narrador e algumas personagens dão conta disso mesmo. Algumas são “pedras” atiradas ao acaso, com a intenção de “ferir” as suscetibilidades dos leitores. E continua a ser esse o verdadeiro propósito da obra.

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José de Santa-Bárbara

Muitas vezes, ao longo das suas páginas, deparamo-nos com alusões feitas à pedra que, no entender do narrador, é uma ínfima parte do monumento descomunal que estava a ser construído. É uma das grandes epopeias da obra de José Saramago, uma verdadeira odisseia carregada de sacrifício só para a transportar. As suas palavras transmitem claramente essa ideia – o transporte de Pêro Pinheiro a Mafra, um dos muitos episódios que ocorreram aquando da construção do convento, exemplificando efetivamente a escravidão humana, o absurdo do sacrifício transmitido muitas vezes em expressões monossilábicas, que constituem gritos de dor, como se àqueles trabalhadores fossem atiradas inúmeras pedras! Quase que se consegue ouvir o gemido de quem a carrega mas não são ouvidas palavras capazes de refletir tudo isso.

Olhemos bem para o tamanho gigantesco do monumento: Quantas palavras foram trocadas por todos aqueles quarenta mil trabalhadores só para transportar esta e outras tantas pedras? Tão grande que aquela era para ser usada numa varanda infinitamente pequena! Foi assim a materialização do convento? Terá sido esse episódio do seu transporte que o narrador utilizou para falar do tamanho gigantesco da pedra?

É importante não esquecer que tudo teve início num simples frase pronunciada pelo rei D. João V, cujas palavras passo a citar: “(…) Prometo, pela minha palavra real, que farei construir um convento de franciscanos na vila de Mafra se a rainha me der um filho no prazo de um ano (…)”. Poucas palavras para tantas toneladas de pedra. Estas representam a dor física e a experiência sensorial de todos os trabalhadores e a nossa também, como leitores e visitantes. Parece que sentimos as “palavras afiadas” daquele rei, bem como as “feridas” que causaram em tanta gente inocente. A fantasia, o sonho de um só homem deu lugar a um voto bem real, escrito sobre a pedra mármore, que milhares de homens epicamente e heroicamente transportaram.

Na verdade, “A Pedra e a Palavra” constituem um verdadeiro desafio literário, “No fundo… temos necessidade de dizer quem somos e a necessidade de deixar algo feito”. De que forma? Usando a palavra com o intuito de descrever pedras imensas que fazem parte das grandes obras de arquitetura deste país, destacando, claramente, o Convento de Mafra.

Maria Carolina Santos,  12ºC.

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Está decorrer, no átrio do Pavilhão A, patrocinada pela vereação da cultura da CMA e organizada pela nossa colega Fátima Campos, uma pequena exposição de 8 painéis sobre a história do nosso concelho. Apesar de não ocuparem muito espaço, os painéis oferecem no entanto uma síntese bem conseguida do que foi o nosso concelho desde a Idade Média até à atualidade e têm suscitado a curiosidade de quem passa.

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Neste artigo, continuamos a descrever o CBD de uma cidade como Lisboa. Ainda se recordam do conceito de CBD? Vamos relembrar! O CBD das cidades (em inglês,“Central Business District”) é designado por Área de Negócios Central ou “Baixa”.

Após o terramoto de 1755, o Marquês de Pombal criou uma nova planta da cidade, inspirada nas novas cidades do Mundo Novo, ou seja, de características ortogonais (de ruas direitas, paralelas e perpendiculares, cruzando-se em ângulo reto) e edifícios da mesma altura.

A ‘Baixa Pombalina’ é, pois, a área do CBD de Lisboa mais organizada, devido à sua arquitetura, com ruas largas, paralelas e perpendiculares, características facilitadas por fatores de ordem natural (relevo plano). Uma área também importante do CBD é o Chiado, de relevo mais íngreme (estende-se por uma das colinas de Lisboa), em plena harmonia com o legado histórico da região.

Uma das medidas implementadas por Pombal, na reconstrução desta área da cidade de Lisboa, foi a diferenciação espacial, onde as ruas perpendiculares ao Tejo são denominadas conforme o ofício existente na mesma – sapateiros, ourives, correeiros, etc.

Visualiza-se, assim, a especialização das ruas: Rua do Ouro, Rua da Prata, Rua dos Sapateiros, Rua dos Douradores, Rua dos Fanqueiros, etc.

Em Portugal, devido ao passado histórico, os edifícios têm uma altura média de 4/5 andares e todos da mesma altura, não havendo discrepâncias entre eles.

A rede de transportes, ou seja, a acessibilidade é um dos principais fatores que confere à ‘Baixa’ um grande dinamismo funcional: autocarros e elétricos da Carris, parques de estacionamento subterrâneos e, muito próximos, os terminais dos transportes ferroviários e fluviais.

 E as funções governativa, administrativa e industrial?

 No Terreiro do Paço (ou próximo dele) é possível encontrar serviços associados ao governo e à administração pública (vários ministérios, Juntas de Freguesia e a Câmara Municipal de Lisboa – CML). Também é possível encontrar alguns restaurantes mais caros, focalizados para os turistas, pois a localização onde se encontram (Terreiro do Paço e debaixo das arcadas dos edifícios) é privilegiada e apreciada. Também é de relevar que no Terreiro do Paço podemos encontrar vários acessos, nomeadamente os transportes públicos, elétrico (antigo e moderno) e autocarros.

No CBD é, ainda, possível encontrar a função industrial, representada por ‘ateliers’ de alta-costura, joalharias e ourivesarias, topografias e gráficas e pela indústria da panificação (pastelarias e padarias). Estas indústrias localizam-se no CBD, devido à pouca necessidade de espaço, à não poluição, quer ambiental quer sonora e pelo facto de necessitarem de um contacto próximo com o consumidor.

No Chiado predominam as atividades culturais e de lazer: Igrejas e Museus (ex: Museu de São Roque), Teatro da Trindade, Teatro São Luís, Ruínas do Convento do Carmo, Teatro Nacional de São Carlos (Ópera), entre outros; livrarias com algum passado histórico (Bertrand, Sá da Costa), lojas de luxo (Hugo Boss, Hermès), comércio antigo e típico, comércio de retalho, ou comércio vulgar, muitas lojas de roupa e hotéis (Hotel Borges Chiado, Hotel do Chiado, Bairro Alto Hotel).

E a função residencial?

Estas (e outras) características do CBD da cidade de Lisboa serão enunciadas no próximo artigo: NÃO PERCAM!

Beatriz Ferrão e Teresa Rosado, 11ºE 

(fotos originais das autoras)

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