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Posts Tagged ‘Tecnologia’

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2016Apesar de ainda faltarem alguns dias para o final do ano e ainda muita coisa poder acontecer, é chegada a hora de olhar para trás e escolher o acontecimento mais marcante, quer a nível nacional, quer internacional – terá sido o que nos fez mais feliz? Ou pelo contrário o que nos marcou, ou ao país, ao mundo de uma forma negativa? Terá sido o que nos surpreendeu mais?

Eis a pergunta que propomos aos leitores com esta nova sondagem. Diga-nos a sua opinião (na caixa lateral do lado direito do blog).

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Eram outros tempos… Estávamos em 1995, eu tinha acabado de recusar fazer o Doutoramento em Engenharia Bioquímica depois de ter estado como bolseiro em investigação durante 2 anos na FCT e fiquei colocado na Escola Secundária da Sobreda, na altura conhecida como “Vale Figueira”, a dar aulas de Fisica-Química. Nesse ano tomava posse como Ministro da Ciência e Tecnologia do XIII Governo Constitucional o Professor José Mariano Pires Rebelo Gago. Licenciado em Engenharia Electrotécnica pelo Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa, em 1971, doutorou-se em Física pela Faculdade de Ciências da Universidade de Paris, em 1976. Foi bolseiro do Instituto de Alta Cultura, no Laboratório de Física Nuclear e de Altas Tecnologias da École Polytechnique, de 1971 a 1976, e na Organização Europeia de Pesquisa Nuclear, de 1976 a 1978. Agregado em Física, desde 1979, no Instituto Superior Técnico, foi presidente da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica, vulgo JNICT,entre 1986 e 1989. Foi presidente do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas, em Lisboa, e Professor Catedrático do Instituto Superior Técnico.

mgago (2)A escola era muito diferente daquilo que é hoje. A nossa Biblioteca, por exemplo, tinha apenas 1 ou 2 computadores e eram poucas as pessoas que se “aventuravam” a mexer neles. Apesar de já existir internet, apenas as pessoas que tinham estado em contacto com ela nas Faculdades sabiam o que era isso. As escolas ainda não sabiam sequer o que era montar um sistema em rede… Os telemóveis eram coisas de “ricos” e estávamos ainda a começar com a tecnologia GSM, global system mobile. Ou seja, o telemóvel era apenas para…fazer e receber chamadas!

Pois bem, passado um ano, e já como Ministro da Ciência e Tecnologia, Mariano Gago começou a “revolução silenciosa” da Ciência em Portugal. Digo “revolução” pois quebrou o modo como a Ciência era vista em Portugal. De certa maneira, “democratizou-a” fazendo que todos pudessem ter acesso a ela e não apenas alguns. “Silenciosa” pois fez de um modo discreto, sem grandes alaridos e sem falsas arrogâncias.

Na altura, e a convite do Coordenador da Biblioteca da nossa escola, Prof. Fernando Rebelo, comecei a trabalhar como colaborador da Biblioteca. São tempos que guardo com saudade. Eu, o Fernando, o Filipe e o Sérgio, fomos pioneiros da revolução informática da nossa escola. Lembro-me, por exemplo, de gravar em disquetes de 3 ½ polegadas sites de interesse didáctico-pedagógico e de digitalizar artigos de revistas e jornais para que fosse criado uma espécie de arquivo…Sim, na altura não havia Google nem Yahoo e fomos uma das primeiras escolas a fazer este tipo de armazenamento. Fomos também uma das primeiras escolas a criar a Sala Nónio, com mais de uma dúzia de computadores “topo de gama” ligados em rede (lembram-se da formação, Fernando e Filipe, em que tínhamos a “fina nata” dos professores do concelho a aprender como é que se montava uma rede com as fichas RJ45?).

Mas não era apenas ao nível informático que se operava esta revolução. O Programa Ciência Viva, do qual fui colaboradorMarca_Ciencia_Viva durante alguns anos, permitiu que as escolas conseguissem ter acesso a diverso material laboratorial. Lembro-me, com saudades, do entusiasmo com que os meus alunos se inscreviam nos Cursos de Verão, onde passavam 1 ou 2 semanas numa instituição do ensino superior a aprender ciência.

Podia continuar com outros exemplos. Mas o que me interessa referir é que essa “revolução silenciosa” com tantos Programas teve na sua génese um denominador comum: o Professor Mariano Gago, e a sua visão daquilo que devia ser a Ciência em Portugal. Na primeira década mgago (1)deste milénio, Portugal foi o país que mais cresceu em número de doutorados e parte do mérito, como é óbvio, é dele. As pessoas passaram a apostar mais na sua formação, a querer valorizar-se profissionalmente e o resultado foi um crescimento abissal em termos de doutoramentos e mestrados (que não foi devidamente assimilado pelo tecido empresarial, mas isso é outra história). O que é certo é que houve um tempo “antes de Mariano Gago” e outro “após Mariano Gago”. Ele mudou o Paradigma da Ciência em Portugal e será, estou certo, lembrado por muito tempo por isso. Esta simples homenagem que lhe presto é de alguém que reconhece a importância do seu contributo para que hoje a ciência seja acessível a todos, seja através dos inúmeros Parques Ciência Viva, abertos a escolas e público em geral, seja através dos inúmeros programas de investigação científica que proliferam nos meios académicos e não só. O exímio professor de Física, pois é assim que gosto de recordar-me dele, e que enquanto Ministro sempre colocou todo o seu empenho em prol do serviço público, ou seja, o seu interesse sempre foi a divulgação e disseminação da ciência em Portugal, e não o “carreirismo político-partidário” de tantos outros, ficará para sempre recordado como alguém que contribuiu para o engrandecimento de Portugal enquanto Nação. E por isso curvo-me, respeitosamente, perante a sua memória…

homenagem a Mariano Gago no "Ciência Viva"

homenagem a Mariano Gago no “Ciência Viva”

Rudolfo Pereira (professor de Química da ESDS)

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A Ocupação Científica de Jovens nas Férias proporciona aos estudantes do ensino secundário uma oportunidade de aproximação à realidade da investigação científica e tecnológica.

Em curso desde 1997, esta iniciativa já envolveu mais de 8000 alunos que frequentaram estágios científicos em laboratórios de instituições de todo o país.

In http://www.cienciaviva.pt

Saiba mais clicando na imagem abaixo:

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Supercondutores são elementos metálicos capazes de conduzir corrente eléctrica sem resistências e nem perdas de energia, em condições de temperatura baixa (aproximadamente -250ºC, dependendo de cada elemento).

A supercondutividade é uma propriedade física, descoberta em 1911 quando um físico holandês observou que a resistência eléctrica do mercúrio desaparecia ao ser arrefecido a 4K  (o que corresponde a – 269,15 °C). Este fenómeno, conseguido com o mercúrio, foi verificado posteriormente para outros metais.

Num supercondutor a transferência de corrente eléctrica ocorre sem dissipação de energia, ao contrário do que acontece num condutor normal. Além de não oferecer resistência à passagem de corrente, um material supercondutor tem a propriedade de expulsar do seu interior qualquer campo magnético que lhe seja aplicado, ou seja, a distribuição do campo magnético de um supercondutor puro corresponde sempre a campo nulo no interior do condutor.

Assim, para além do transporte de energia eléctrica, a supercondutividade é aplicada em vários outros sistemas que recorrem a esta propriedade. É aplicada, por exemplo, nas máquinas de ressonância magnética que permitem obter imagens de órgãos humanos internos como o cérebro. Também é utilizada na construção de alguns aparelhos electrónicos permitindo não só diminuir a sua dimensão mas também a energia envolvida. Os fios supercondutores são igualmente utilizados em computadores, o que permite construir chips de menor dimensão e com maior velocidade no processamento de dados. Finalmente, em ímanes, utilizando-se azoto líquido, e portanto em condições de baixas temperaturas, é possível fazer com que um supercondutor crie um campo magnético oposto ao magneto apresentado, tornando deste modo possível a levitação.

Estas e outras aplicações desta propriedade levam a que a supercondutividade seja objecto de um número elevado de estudos que actualmente se desenvolvem em vários laboratórios de investigação científica.

Diogo Fonseca, 12ºA

imagens: daqui e daqui

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O LASER (Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation) corresponde a uma radiação electromagnética com características que não se encontram na natureza. Esta radiação tem como principais características o facto do ter um comprimento de onda único, de ser monocromática,  coerente e de se propagar como um feixe.

O funcionamento do LASER deve-se ao efeito da emissão estimulada que é necessária para estabelecer o equilíbrio térmico entre a radiação e a matéria. A emissão baseia-se na teoria de Albert Einstein que nos diz que os átomos absorvem fotões incidentes e após a absorção são libertados. Como existe a possibilidade de vários fotões interagirem com o mesmo átomo, ao absorver um segundo fotão, o primeiro fotão é imediatamente libertado, tornando-se num fotão estimulado. Os LASER funcionam desde que se consiga excitar um determinado número mínimo de átomos de um material para um nível de energia superior, de modo a que o número de átomos excitados seja maior do que os que se encontram no seu estado fundamental, o que provoca uma amplificação da emissão de fotões. Os fotões afectados pela amplificação são fotões estimulados que estimulam outros fotões num efeito em cadeia. Para se manter este fenómeno é necessário que  os fotões emitidos continuem estimulados e em interacção com os átomos.

Hoje em dia, o LASER é utilizado em diversas situações, nomeadamente na medicina, como método de cirurgia, na fisioterapia, como anti-inflamatório, nas indústrias para cortar metais e medir distâncias, no comércio, na comunicação por fibras ópticas e leitores de códigos de barras, em nossa casa, nos leitores de CD e DVD, e no ensino, como por exemplo, no laboratório de Física para o estudo da reflexão e refracção da luz.

Tiago Oliveira, 12º A

Foto: Equipamento do Laboratório de Física da ESDS.

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