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Posts Tagged ‘Criatividade’

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A prática do desenho foi, durante muito tempo, objeto de observação, de cópia, de repetição e de erro.

Linhas tiradas com o olhar para encontrar relações entre as partes, procura de ângulos, eixos, alinhamentos, proporções, enquadramentos e correções, muitas correções, até nascer a forma.

Depois, vinha o tratamento da superfície, a pele da forma, e estudava-se onde a luz incidia mais e onde as sombras eram mais claras e mais escuras, e assinalava-se, por fim, a textura e os detalhes.

fig.4

fig.4

Assim foi a aprendizagem do método de desenhar, baseado na observação do modelo que se pretendia reproduzir, poderia ser modelo ao vivo, ou então, cópia de obras, mas partindo sempre desta procura de linhas orientadoras.

O trabalho de grandes mestres consistiu neste processo, longo e demorado, a observar, a medir, a aprender a ver, a seguir e a reproduzir o trabalho de outros mestres, adquirindo assim destreza e capacidade de observação e memorização e, sobretudo, interiorizando  gestos e caminhos,

Com o passar do tempo, este método de desenhar caiu em desuso e foi considerado obsoleto e pouco criativo.

Figura 5

fig.5

Após as vanguardas artísticas do início do séc. XX, surgiram outras propostas, consideradas mais livres e acessíveis a qualquer um, sustentadas, também, pelo emergente apelo da psicanálise, que vem romper com um modo de fazer que vise apenas a tradução do real, e propor modelos expressivos que valorizem o mundo interior e as características da personalidade.

Pretendem trazer do subconsciente, através de uma gestualidade espontânea, conduzida por emoções, o que há de único em cada um. Esta prática permite que sentimentos de bem estar e desinibição aflorem e, consequentemente, criem condições para o desenvolvimento da criatividade.

Este conceito de criatividade também tem sido alvo de interpretações que se alteram com o tempo, consoante o juízo que se faça das suas causas.

Para Freud, era o resultado de uma experiência traumática vivida na infância e as razões que levavam o artista a produzir prendiam-se com o brincar das crianças. A brincadeira é a criação de mundos imaginários e tanto a criança como o artista criam mundos de fantasia, gerados por desejos não satisfeitos. Segundo o mesmo, quem está satisfeito não fantasia.

O ato criativo correspondia à transformação de uma mente doente numa mente saudável.

Houve, também, a crença, em tempos mais recuados, que a criatividade habitava numa das duas câmaras que existiam na mente. Em uma delas, residiam os pensamentos vulgares e na outra a criatividade, as ideias inovadoras, cuja inspiração provinha dos deuses, mas cabendo às musas, a transmissão ao artista. Era através da respiração que estas passavam as ideias criativas, daí, hoje, ainda nos referirmos à inspiração quando surge uma boa ideia.

A hereditariedade foi outra causa apontada, por alguns, como o fator preponderante da criatividade.

fig.6

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Atualmente, o termo tornou-se mais amplo e inclui fatores biológicos, psicológicos e sociais, e é aplicado não só em termos estéticos, como também numa atitude perante o mundo tecnológico e empresarial.

A criatividade é um aspeto indispensável ao trabalho do artista, como é a aprendizagem correta das diferentes técnicas. As mesmas que implicam tempo para a experimentação.

Estudos neurológicos defendem a importância da tentativa e erro, através da repetição e da cópia, essenciais à aprendizagem.

Sustentam que as estruturas mentais precisam de repetição para procederem à organização e sistematização da informação e, no caso da arte, proporcionar a automatização de gestos, facilitadores da expressividade, que, por sua vez, depende da solidez da aprendizagem.

Se a aprendizagem for distorcida, a ação será afetada e o trabalho apresentará incorreções.

Este processo prende-se com as regiões do cérebro envolvidas no controle motor, o córtex frontal e os núcleos de base. O primeiro dita as ordens e supervisiona-as,  o segundo guarda as sequências de comandos que o córtex deve dar aos músculos.

Durante a aprendizagem, os gestos necessitam de decisões constantes do córtex para serem executados, depois, uma vez bem adquiridos, dispensam as decisões do córtex, passando a ser da responsabilidade dos núcleos de base e tornam-se espontâneos.

A espontaneidade resulta, então, de uma aprendizagem consistente, de gestos bem aprendidos e menos racionalizados, isto é, são o fruto do estudo e da repetição, interiorizados em níveis cerebrais mais interiores, que se executam sem pensar.

Nas imagens seguintes, observamos que o desenho de Rembrandt é mais expressivo, e que o artista cingiu os traços ao essencial, enquanto que Christus se cingiu mais a aspetos analíticos, tais como a perspetiva, os panejamentos, entre outros.

Contudo, a desenvoltura que Rembrandt apresenta não se alcança sem que se faça uma aprendizagem lenta, semelhante ao trabalho de Petrus Christus.

Ana Guerreiro

fontes das imagens:

  • As Bases do Desenho Artístico, Círculo de Leitores
  • The Natural Way to Draw, Nicolaides
  • Desenho, Sarah Simblet
  • Desenho 12º ano, João Costa

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O Concurso de Criatividade Grande © é um projeto promovido pela  AGECOP – Associação para a Gestão da Cópia Privada, em parceria com a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), Associação Portuguesa de Imprensa, Associação Fonográfica Portuguesa (AFP), Gestão dos Direitos dos Artistas (GDA), Associação para a Gestão de Direitos de Autor (GEDIPE) e com a Sociedade Portuguesa de Autores.

Este projeto, dirigido às escolas do Ensino Básico com 3º Ciclo e escolas do Ensino Secundário é apoiado pela Direção Geral para a Inovação e o Desenvolvimento Curricular (DGIDC) e pela Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) do Ministério da Educação, pelo Ministério da Cultura e pela Comissária Europeia para os Assuntos dos Consumidores.(…)

O Concurso de Criatividade Grande © é um projeto desenvolvido para os alunos e as suas escolas, sobre o valor da criatividade e da obra original, que é a base e o fundamento do Direito de Autor e dos Direitos Conexos.

O projeto surge na sequência do reconhecimento de que a cultura em geral (seja através da música, filmes, escrita, artes visuais ou outros meios) é parte integrante da vida dos jovens e que a internet é uma fonte de informação, de apoio e de ligação entre estes e o meio artístico.

O Grande © tem uma missão institucional: valorizar a criatividade como forma de enraizar o valor e a diversidade da obra original, tendo como objetivo contribuir para a educação, sensibilização e literacia do público mais jovem no que respeita ao Direito de Autor e Direitos Conexos.

Através desta abordagem pedagógica, prática e inclusiva, alunos e professores são convidados a criar as suas próprias obras originais concorrendo a uma ou várias das categorias a concurso: Música, Letra, Design de Capa, Vídeo, Fotografia, Escrita Criativa e Media.

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O IAC-CEDI, Centro de Estudos, Documentação e Informação sobre a Criança do Instituto de Apoio à Criança é a entidade promotora e organizadora do concurso escolar SE O MEU TELEMÓVEL VOASSE (ideia original do escritor José Fanha)  que decorre a nível nacional entre 1 de fevereiro e 31 de maio de 2012.

Este concurso visa premiar os melhores projetos desenvolvidos no âmbito da temática DIREITO À DIFERENÇA – EU MAIS TU.

Apelando à criatividade das crianças e dos jovens, o projeto pretende contribuir para a defesa da não discriminação consignada no artigo 2º da Convenção Sobre os Direitos da Criança.

O concurso destina-se aos alunos dos estabelecimentos de ensino público e privado que frequentem o ensino básico, secundário e profissional, no ano letivo de 2011-2012.

Os grupos de alunos constituídos para o concurso devem desenvolver projetos criativos com recurso ao telemóvel (fotografia e/ou filme) ilustrando a temática DIREITO À DIFERENÇA – EU MAIS TU.

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O Ler+Ciência é uma iniciativa conjunta do Plano Nacional de Leitura, da Fundação Calouste Gulbenkian e da Ciência Viva, que procura estimular a leitura de obras científicas (e de ficção científica) entre as crianças e os jovens.

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Mais um post-convite à interactividade dos leitores na construção narrativa, mas neste caso à pura criatividade literária em modalidade de escrita colectiva.

Assim, no âmbito da comemoração do seu 20º aniversário, O PÚBLICO convidou Gonçalo M. Tavares a iniciar um conto que irá ganhar forma com a contribuição dos leitores. Num máximo de mil caracteres, envie-nos um texto que dê seguimento à proposta do escritor. Ao longo de um ano (até 5 de Março de 2011), o conto irá crescendo à medida da sua imaginação. Cada leitor pode enviar um máximo de dez textos durante a iniciativa. As contribuições devem ser feitas a partir do último contributo. Os textos a publicar serão escolhidos pela redacção do PÚBLICO.

(Nota: o texto em itálico é uma transcrição da edição online do Público, os sublinhados são da responsabilidade da edição do Bibli)

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Na sequência do post anterior, que publicita um concurso onde a criatividade é proposta como alternativa à mediocridade produtiva e moral do plágio, transcrevemos um artigo publicado na EDUCARE, que aborda este tema, bem actual,  no contexto dos trabalhos dos alunos.

Alunos plagiam cada vez mais

Lusa / EDUCARE| 2010-02-08

Coordenadora do EU Kids Online Portugal alerta para o aumento de utilização da Internet por crianças e jovens na realização de trabalhos escolares, sobretudo com o objectivo de plagiar.

“As crianças vão à Internet fazer pesquisa para o trabalho escolar e muitas vezes essa pesquisa é um plágio”, disse à agência Lusa a investigadora Cristina Ponte, a propósito do Dia Europeu da Internet Segura, que se assinala terça-feira.

3 Monkeys, Millie Ballance (in http://sandrapontes.com/)

Segundo Cristina Ponte, muitos estudantes pensam que fazer uma pesquisa é “escrever o tema no google, ver o que aparece”, fazer a impressão e entregar na escola, desconhecendo muitas vezes que estão a fazer um plágio.

“Muitas crianças pensam que fazer pesquisa é ir à Internet, está aqui, corta, cola, imprime e já está”, disse, chamando a atenção para os “efeitos negativos na qualidade do conhecimento que se adquire”.

A investigadora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa considerou que os pais devem intervir, perguntando aos filhos como estão a fazer o trabalho.

Cristina Ponte disse também que os professores na escola “devem contrariar este método”.

A coordenadora do EU Kids Online Portugal, projecto que desde 2006 faz pesquisas a nível europeu sobre os usos da Internet, telemóvel e outras tecnologias em linha por parte das crianças, sublinhou que os pais portugueses “não têm ideia de tudo o que as crianças fazem na Internet”.

“Os pais portugueses vêem com muito entusiasmo o acesso dos filhos à Internet, porque consideram a Internet como meio de aprendizagem. Mas não têm ideia, até porque são pouco utilizadores, de tudo o que as crianças fazem na Internet”, acrescentou.

Segundo Cristina Ponte, “os pais dizem que os filhos utilizam a Internet para a preparação dos trabalhos da escola e para a comunicação com os colegas, mas quando se pergunta a uma criança o que faz com a Internet, vê-se que tem muito mais actividades” do que as enumeradas pelos pais.

Segundo o último Eurobarómetro, divulgado em Dezembro de 2008, um terço dos pais portugueses, com filhos entre os 6 e os 16 anos, afirmam que “não utilizam nada” a Internet, recordou.

A EU Kids Online está actualmente a desenvolver uma investigação em 25 países europeus, entre os quais Portugal, sobre o uso de tecnologias digitais, experiências e preocupações sobre risco e segurança online dos filhos por parte dos pais.

A investigação, que deverá estar concluída no Verão, consiste num inquérito a mil crianças de cada país com idades entre os 9 e os 16 anos e aos pais.

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Grande C: um projecto dirigido aos alunos do 3º ciclo do ensino básico e do ensino secundário, sobre os temas do Direito de Autor e Direitos Conexos (…) em que alunos e professores são convidados a criar as suas próprias obras originais concorrendo a uma ou várias das categorias a concurso: Música; Letra; Design de Capa; Vídeo; Plano de Promoção Online; Escrita Criativa e Media.

Foi criado um sítio electrónico inteiramente dedicado ao projecto – que disponibiliza, por um lado, um conjunto de ferramentas como vídeos de autores, artistas e profissionais das indústrias criativas ligados a cada categoria, que apoiam e orientam os alunos ao longo de todo o projecto, e, por outro, um conjunto de informação que visa a educação para as temáticas do Direito de Autor e Direitos Conexos.

A inscrição pode ser feita entre 15 de Janeiro e 31 de Março de 2010 através do sítio do projecto, podendo os alunos participar individualmente ou em grupos, com a coordenação e acompanhamento de um ou mais docentes.

(excertos da carta às escolas de Alexandra Marques, Directora Geral da DGIDC)

aceda ao site do Grande C

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