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Posts Tagged ‘Energia’

GEOescritas está de volta com novos temas do interesse de todos! Como cidadãos conscientes do nosso papel no Planeta Terra, iremos divulgar, ao longo do ano letivo, aspetos geográficos de Portugal e do Mundo.

Não percam!

Leonett Abrantes 

A produção de Colza em Portugal

fig.3 - a produção da colza

a produção da colza

Colza (do latim, Brassica napus) é uma planta oleaginosa herbácea, que pode atingir 1 a 1,8 metros de altura e de cujas sementes é possível a extração do azeite de colza para produzir biodiesel. Em Portugal, a produção de colza iniciou-se com o projeto da IBEROL, que planeava implantar em Portugal 20 000 hectares desta planta. Os campos experimentais foram estabelecidos nas Regiões Agrárias da Beira Interior e Alentejo.

O rendimento proveniente da extração de azeite é cerca de 45%, sendo o restante farinha de colza ou bagaço.

automóveis a biodiesel

automóveis a biodiesel

Esta cultura promove inúmeras vantagens não só ao país mas, também,  para os produtores, visto ter um baixo custo de instalação e proporcionar aos agricultores uma ajuda comunitária de 45 euros por hectare. Quanto aos benefícios desta plantação para o país, resultam na diminuição da dependência externa face aos combustíveis fósseis, no equilíbrio da balança comercial pela redução das importações de gasolina e de gasóleo, na promoção da dinamização dos transportes rodoviários movidos com biodiesel e, portanto, “amigos do ambiente”, bem como na redução de gases poluentes e de «Efeito de Estufa» como o CO2, para a atmosfera.

As folhas da colza também constituem alimento para o gado, pelo seu elevado teor em lípidos e médio conteúdo em proteínas.

Em Portugal, a produção de biodiesel, também se poder extrair do girassol, que apresenta os mesmos valores energéticos que a colza, como se pode verificar na tabela abaixo.

fig.1Rita Carvalho Alves, 11ºF

O cultivo da Colza: vantagens em relação ao cultivo do Girassol

colza

colza

A colza ou a couve-nabiça é uma planta cujas sementes se extrai o azeite de colza, utilizado também na produção do biodiesel. As folhas das plantas da colza servem também de forragem (alimentação) para o gado, pelo seu alto conteúdo em lípidos e conteúdo médio em proteínas. Os principais produtores da colza são: a União Europeia (UE), o Canadá, os Estados Unidos da América, a Austrália, a China e a Índia.

A colza está a ser introduzida em Portugal para a produção de combustíveis, atendendo ao facto de poder ser cultivado no período outono/inverno, o que apresenta vantagens comparativas ao cultivo do girassol, efetuado no período primavera/verão, onde existe menor aproveitamento dos recursos hídricos. O clima português apresenta uma irregularidade da precipitação: os meses de maior necessidade de água coincidem com os meses de maior seca, portanto menor precipitação, o que constitui o principal fator limitativo ao cultivo da colza. Como a colza é utilizada para a produção de biodiesel e biocombustível, trata-se de uma cultura industrial.

campo de colza

campo de colza

O cultivo da colza apresenta uma importância muito significativa para Portugal, visto que contribui para a diminuição da dependência externa do país, face aos combustíveis fósseis. Com o cultivo de colza, Portugal cumpre as normas implementadas pela União Europeia (UE), nomeadamente, a Política 20-20-20, que visa uma redução a mais de 20% das emissões com gases que contribuem para o efeito de estufa, aumento de 20% do peso das energias renováveis e, igualmente, um aumento em 20% da eficiência energética nos países da União Europeia (UE). O cultivo da colza não apresenta apenas as vantagens anteriormente mencionadas como também aumenta a obtenção de lucros e, consequentemente, o rendimento do agricultor.

Lara Ramos,  11ºG

fig. 5 - logoFonte das imagens:

– APPB – Associação Portuguesa de Produtores de Biocombustíveis

– Wikipédia

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Eólica

A chamada energia eólica corresponde à transformação da energia do vento em energia útil. Na atualidade utiliza-se energia eólica para mover turbinas, colocadas em locais onde haja muito vento e esse movimento, através de um gerador, produz energia. A principal vantagem da energia eólica é ser renovável, pois não se esgota, substituindo assim as fontes de combustíveis fósseis e promovendo a redução do efeito de estufa.

A energia eólica é basicamente o aproveitamento da energia cinética contida no vento para produzir energia mecânica, que a seguir é transformada em energia eléctrica por um gerador eléctrico.

No entanto apresenta algumas desvantagens como o baixo rendimento nos dias em que não há vento, alteração da paisagem de uma forma negativa, poder provocar a morte de aves quando passam pelas pás em movimento, o elevado ruído que provoca e também o elevado custo do equipamento.

Valéria Vicente, 9ºE

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Como já tinha sido anunciado aqui no Bibli, foi levado a cabo um concurso de desenho no âmbito do programa anual Como a escola promove a as artes. A edição de 2012 teve como tema Energia sustentável para todos.

O concurso, com patrocínio da Texto Editora, foi organizado pelas professoras Laila Ribeiro, Ana Guerreiro e Leonett Abrantes e teve como júri os professores Sara Moura, Carlos Amaral e Fátima Campos.

Aqui ficam então, para apreciação dos nossos leitores, os 3 prémios e 3 menções honrosas atribuídas.

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Todos sabemos que o átomo é constituído por eletrões que orbitam o seu núcleo. Os eletrões dispõem-se em níveis com determinados valores de energia que corresponde ao estado fundamental do átomo. Quando um eletrão recebe energia, por exemplo, sob a forma de calor ou luz, ele salta para um nível com maior energia, originando um espetro de absorção. Do mesmo modo, ao regressar para um nível de menor energia, o eletrão emite energia sob a forma de radiação eletromagnética que pode ser luz visível, dando origem a um espetro de emissão. Todas as luzes que vemos devem-se às transições dos eletrões de uns níveis para outros.

Os espetros estão relacionados com a estrutura dos átomos e podem ser contínuos ou descontínuos. Os espetros contínuos apresentam um conjunto de radiações (cores) que se sucedem sem interrupções, e os espetros descontínuos um conjunto de radiações em que existem interrupções (espaços pretos) e por isso também se designam por espetros de riscas. Os espetros descontínuos de emissão têm interrupções coloridas (libertação de energia) e que os espectros de absorção têm interrupções pretas (absorção de energia).

Clique na imagem para aceder à simulação (onde pode selecionar um elemento para visualizar o respetivo espetro)

A cada elemento, no estado atómico, corresponde um espetro de riscas que o carateriza, isto é, a localização e o número de riscas diferem de elemento para elemento. Assim, diferentes substâncias e radiações originam espetros diferentes, o que permite aplicações muito diversas.

A descoberta de que a cada elemento correspondem riscas espetrais com determinados valores de energia levou ao desenvolvimento de processos e técnicas de análise de substâncias, a chamada análise espectral, que permite obter informações não só qualitativas mas também quantitativas, sobre as substâncias, o que conduziu à descoberta de novos elementos químicos e também ao conhecimento de estruturas moleculares.

Poderá também ver como os espectros característicos dos diferentes elementos são produzidos clicando na imagem para aceder à simulação

Atualmente, a observação de espetros de absorção permite recolher informação sobre a temperatura e a constituição das estrelas, a velocidade com que se movem relativamente à Terra, e também informação sobre campos eléctricos e magnéticos dos astros. Não só é possível conhecer quais os elementos que constituem a superfície dos astros como até as proporções em que se encontram.

Contudo, a identificação de elementos através desta técnica é dificultada pelo facto de certos elementos apresentarem a mesma cor no espetro.

José Ricardo Moreira, 12ºC

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Supercondutores são elementos metálicos capazes de conduzir corrente eléctrica sem resistências e nem perdas de energia, em condições de temperatura baixa (aproximadamente -250ºC, dependendo de cada elemento).

A supercondutividade é uma propriedade física, descoberta em 1911 quando um físico holandês observou que a resistência eléctrica do mercúrio desaparecia ao ser arrefecido a 4K  (o que corresponde a – 269,15 °C). Este fenómeno, conseguido com o mercúrio, foi verificado posteriormente para outros metais.

Num supercondutor a transferência de corrente eléctrica ocorre sem dissipação de energia, ao contrário do que acontece num condutor normal. Além de não oferecer resistência à passagem de corrente, um material supercondutor tem a propriedade de expulsar do seu interior qualquer campo magnético que lhe seja aplicado, ou seja, a distribuição do campo magnético de um supercondutor puro corresponde sempre a campo nulo no interior do condutor.

Assim, para além do transporte de energia eléctrica, a supercondutividade é aplicada em vários outros sistemas que recorrem a esta propriedade. É aplicada, por exemplo, nas máquinas de ressonância magnética que permitem obter imagens de órgãos humanos internos como o cérebro. Também é utilizada na construção de alguns aparelhos electrónicos permitindo não só diminuir a sua dimensão mas também a energia envolvida. Os fios supercondutores são igualmente utilizados em computadores, o que permite construir chips de menor dimensão e com maior velocidade no processamento de dados. Finalmente, em ímanes, utilizando-se azoto líquido, e portanto em condições de baixas temperaturas, é possível fazer com que um supercondutor crie um campo magnético oposto ao magneto apresentado, tornando deste modo possível a levitação.

Estas e outras aplicações desta propriedade levam a que a supercondutividade seja objecto de um número elevado de estudos que actualmente se desenvolvem em vários laboratórios de investigação científica.

Diogo Fonseca, 12ºA

imagens: daqui e daqui

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Um painel fotovoltaico é um conjunto de células fotovoltaicas ligadas entre si. As células fotovoltaicas são constituídas por camadas de materiais semicondutores, tipo n e tipo p, por sua vez constituídos por cristais que incorporam átomos de fósforo e de boro, respectivamente. Nestes materiais, a energia luminosa é convertida em energia eléctrica do seguinte modo: a placa tipo n, com excesso de electrões, é o dador de electrões e placa tipo p, com defeito de electrões, é o aceitador de electrões; o movimento dos electrões, de uma placa para outra, inicia-se por acção da energia luminosa que ao atravessar a placa n desloca os electrões até a placa tipo p; este processo, origina uma diferença de potencial (d.d.p.) necessária à produção de corrente eléctrica.


A utilização de painéis fotovoltaicos apresenta vantagens como fornecimento de energia eléctrica a baixo custo e também a redução da dependência de combustíveis fósseis, como o petróleo.

Contudo, também tem desvantagens, pois contam ainda com elevados custos de aquisição. A própria produção do painel envolve também elevados gastos eléctricos e elevada poluição industrial. Há também factores que condicionam a sua utilização como o facto do rendimento do painel ser apenas de cerca de 25% e as condições atmosféricas que fazem com que a produção de energia seja bastante baixa por exemplo num dia de céu nublado.

texto: Filipe Vicente,  10ºC; esquema: Fábio Lourenço, 12º C; foto: Profª. Laila Ribeiro

nota do editor: sobre este tema pode ler também o artigo, publicado na Ciência Hoje, Moléculas orgânicas aumentam eficiência de células solares.

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