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Posts Tagged ‘Radiação’

O LASER (Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation) corresponde a uma radiação electromagnética com características que não se encontram na natureza. Esta radiação tem como principais características o facto do ter um comprimento de onda único, de ser monocromática,  coerente e de se propagar como um feixe.

O funcionamento do LASER deve-se ao efeito da emissão estimulada que é necessária para estabelecer o equilíbrio térmico entre a radiação e a matéria. A emissão baseia-se na teoria de Albert Einstein que nos diz que os átomos absorvem fotões incidentes e após a absorção são libertados. Como existe a possibilidade de vários fotões interagirem com o mesmo átomo, ao absorver um segundo fotão, o primeiro fotão é imediatamente libertado, tornando-se num fotão estimulado. Os LASER funcionam desde que se consiga excitar um determinado número mínimo de átomos de um material para um nível de energia superior, de modo a que o número de átomos excitados seja maior do que os que se encontram no seu estado fundamental, o que provoca uma amplificação da emissão de fotões. Os fotões afectados pela amplificação são fotões estimulados que estimulam outros fotões num efeito em cadeia. Para se manter este fenómeno é necessário que  os fotões emitidos continuem estimulados e em interacção com os átomos.

Hoje em dia, o LASER é utilizado em diversas situações, nomeadamente na medicina, como método de cirurgia, na fisioterapia, como anti-inflamatório, nas indústrias para cortar metais e medir distâncias, no comércio, na comunicação por fibras ópticas e leitores de códigos de barras, em nossa casa, nos leitores de CD e DVD, e no ensino, como por exemplo, no laboratório de Física para o estudo da reflexão e refracção da luz.

Tiago Oliveira, 12º A

Foto: Equipamento do Laboratório de Física da ESDS.

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CFCs em sistemas de refrigeração

Os clorofluorocarbonetos (CFC’s) são um grupo de compostos químicos produzidos pelo Homem, que têm na sua constituição átomos de cloro (Cl), flúor(F) e carbono (C).  São utilizados habitualmente em sistemas de refrigeração para frigoríficos e ar condicionado, sprays vaporizadores e gases de limpeza e esterilização.

Há alguns anos, estes compostos eram considerados vantajosos, por serem quimicamente estáveis, inodoros, não inflamáveis, não corrosivos e baratos em termos de produção. Mas a partir dos anos 70, descobriu-se que afinal estes compostos químicos não eram tão inofensivos como pareciam ser nos primeiros testes. Os cientistas chegaram à conclusão de que os compostos dos CFC’s não se degradam facilmente pelo que permanecem demasiado tempo na atmosfera, e uma vez atingindo a estratosfera contribuem para a destruição da camada de ozono.

Os CFCs são utilizados como dispersores de sprays

A camada de ozono corresponde a uma grande concentração de ozono (O3) na estratosfera. Esta camada formou-se devido às condições de pressão e temperatura favoráveis na estratosfera. Este fenómeno é essencial à vida na Terra, porque tem a capacidade de filtrar as radiações solares nocivas para os seres vivos. Contudo, nos últimos anos, registou-se uma diminuição da espessura da camada de ozono na zona da Antárctida, fenómeno designado por “buraco” na camada de ozono”. Este acontecimento deve-se principalmente à poluição gerada pelos CFC’s que, ao decompor-se na estratosfera com a ajuda das radiações solares ultravioleta, liberta os seus átomos de cloro que são muito reactivos e capazes de decompor as moléculas de ozono. Um átomo de Cl, que absorve energia da radiação ultravioleta (radical livre cloro, Cl.), consegue destruir cerca de 1 000 000 moléculas de ozono num processo cíclico:


vaporizadores sem CFCs

A diminuição da espessura da camada de ozono resulta na redução da eficácia da filtração da radiação solar ultravioleta, o que pode provocar mudanças climáticas e doenças nos seres vivos. Actualmente, a produção de CFC’s tem sido evitada, graças também a leis estabelecidas em acordos como o Protocolo de Montreal, e a utilização de compostos alternativos.

José Carlos Castanheira, 10ºC

Fotos originais de Laila Ribeiro

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Das diferentes radiações emitidas pelo Sol, algumas são reflectidas ou absorvidas na atmosfera mas muitas chegam à Terra. Nestas, encontram-se radiações imprescindíveis à vida no nosso planeta mas também algumas prejudiciais.

As radiações prejudiciais, são todas as que têm consequências malignas como é o caso das radiações ultra-violeta (U.V.). Estas estão subdivididas em três, a U.V.-A, U.V.-B e U.V.-C, de acordo com os valores de comprimento de onda que apresentam. A radiação U.V.-A, é a menos energética, com comprimento de onda que varia de 320nm a 400nm enquanto que a U.V C é a mais energética, com comprimento de onda 280nm.

Entre os efeitos nocivos das radiações ultra-violeta contam-se as queimaduras solares, ao nível da pele. Felizmente as radiações ultra-violeta B e a ultra-violeta C, as mais energéticas, são filtradas pelo ozono existente nas camadas superiores da atmosfera, nomeadamente na Estratosfera, pelo que não chegam à Terra com grande intensidade. Isto é, sem a presença do ozono estratosférico, que absorve uma parte importante da radiação ultravioleta que atinge a Terra e portanto actua como um filtro, a exposição ao Sol prejudicaria seriamente todas as formas de vida.

Os filtros solares absorvem de forma selectiva um determinado tipo de radiação mas não impedem a passagem de outras radiações.

Além de filtros naturais, como o ozono e a mielina, o Homem, com a sua capacidade de descoberta e evolução científica, desenvolveu produtos que aumentam a protecção da pele de que é exemplo o creme protector solar. De acordo com a sua composição química, estes cremes filtram com intensidade diferente o que está relacionado com diferentes graus de protecção. Nestes produtos, a eficiência de protecção é indicada pelo Factor de Protecção Solar (FPS) ou Índice de Protecção Solar (IPS). Por exemplo, um FPS igual a 20 indica que o tempo de exposição ao sol poderá ser 20 vezes maior do que sem protector e, em princípio a pessoa estará mais protegida relativamente aos efeitos das radiações U.V. sobre a pele, do que se não utilizar protector solar.


Rafael Oliveira, 10ºC

fotos originais da Profª Laila Ribeiro

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