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Archive for Dezembro, 2011

olhando 2012, Francesca Cosanti

Cada ano pretende ser um ciclo que se encerra para começar um outro que todos desejam que possa ser melhor, ou pelo menos não pior que o anterior. Deita-se fora o Ano Velho (às vezes literalmente desfazendo-nos de coisas velhas, já sem uso) e saúda-se efusivamente com fogo e ruído a chegada do Novo.

O que significará realmente entrarmos em 2012? Para os eternos apocalípticos, o final dos tempos ou, pelo menos, dos tempos tal como os conhecemos, a dar fé em algumas interpretações de calendários de culturas ancestrais, nomeadamente dos Maias. Será que esta visão ancestral se refere ao colapso do Euro? Ao fim do sistema financeiro? O que é certo é que, ao ouvirmos as notícias todos os dias, não necessitamos de  interpretações complexas de calendários antigos para temer a imprevisibilidade do futuro.

Mas em que ano estamos afinal? Para os Judeus, em 5772 – os anos que o mundo tem desde o dia da sua criação; para os Muçulmanos em 1432, contados desde a data da fuga de Maomé de Meca para Medina. Finalmente, para os chineses e outros povos orientais, vivemos em pleno 4709 até 2 de Fevereiro de 2012. No entanto, até o conceito de “ano” como medida de tempo varia na sua conceção, pois enquanto o calendário Muçulmano é um calendário lunar puro, o hebraico e o chinês são lunissolares. Porém, o que nos dá, ao fim e ao cabo, pretexto, na noite de hoje, para tanto alarido é o calendário gregoriano, que diversas globalizações acabaram por tornar universal.

Jano

Curiosamente o mês que à meia-noite começa, janeiro, deve o seu nome ao deus romano Jano, o deus das escolhas e decisões, das entradas e das saídas, dos princípios e dos fins. Jano foi sempre representado com 2 caras – e reza a tradição que se uma olhava o passado, a outra fitava o futuro; se uma era pessimista, a outra, por seu turno, expressava otimismo. Assim, como o futuro vai chegando todos os dias, quer queiramos ou não, sob este calendário ou outro qualquer, ao menos que possamos olhá-lo com a cara  otimista de Jano.

Bom Ano.

Fernando Rebelo

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Aconteceu no dia 2 de Dezembro de 2011, no auditório Fernando Lopes Graça, a entrega dos prémios Jovens Talentos 2011. Sob proposta da nossa escola, foi enviada à Camara Municipal de Almada, enquanto entidade promotora do concurso, uma candidatura para a categoria “Almada Solidária”.

A visada desta candidatura foi a nossa ex-aluna, Raquel Viegas, em resultado do trabalho, de natureza solidária, desenvolvido enquanto aluna do curso profissional de Técnico de Apoio à Infância, em funcionamento na nossa escola. Participou duas vezes em ações levadas a cabo pelo Banco Alimentar Contra a Fome, uma delas através da associação ACEDA e outra através da escola secundária Daniel Sampaio. Esta última participação teve como missão dinamizar um projeto mais ambicioso que passou pela mobilização de toda a comunidade educativa, desde alunos, professores, auxiliares, associação de pais, pais e encarregados de educação, até a auxiliares da instituição onde a aluna se encontrava a estagiar. Esta atividade inseria-se num projeto desenvolvido na escola, com a turma de sociologia do 12º ano, cujo tema era – “Vive para Ajudar e Ajuda a Viver” – com o objetivo de promover os valores da solidariedade e da entreajuda, bem como, sensibilizar a comunidade educativa para a importância de ser solidário.

Segundo a aluna Raquel, esta experiência foi muito gratificante e enriquecedora porque o resultado do projeto granjeou o apreço de todos e a Escola Secundária Daniel Sampaio foi considerada a instituição com mais participantes no Banco Alimentar contra a Fome.

Ainda no ano letivo de 2010/2011, no âmbito de ações levadas a cabo pela Cruz Vermelha, organizou e participou, com a sua turma, numa atividade de recolha de alimentos, junto de duas grandes superfícies comerciais, para apoio aos Sem-Abrigo. Também para a refeição de Natal para os Sem-Abrigo e em parceria com a Comunidade Vida e Paz, executou elementos decorativos e participou na atividade de decoração da Cantina da Cidade Universitária em Lisboa.

Participou e moderou um colóquio, subordinado ao tema: “Ser voluntário, ser solidário”, inserido nas comemorações do dia da escola e contou com a presença de representantes da Associação de Defesa dos Direitos Humanos, da Amnistia Internacional, do Corpo Nacional de Escutas e do Banco Alimentar contra a fome, todas elas ligadas ao voluntariado. O objetivo deste colóquio foi alertar toda a comunidade para a importância das atividades voluntárias, como expressão de uma cidadania ativa, sensibilizando os presentes para a necessidade de unir esforços, no sentido do fortalecimento do papel da sociedade civil, na promoção de uma sociedade mais justa, humana e solidária.

Participou na campanha Escola Alerta com o projeto “Eu Sou…”, juntamente com três colegas, onde cada elemento passou por quatro experiências diferentes, cada uma num dia diferente. Dessas quatro experiências, como a cegueira, imobilidade (cadeira de rodas), utilização de muletas e por fim surdez/mudez, tentaram viver a rotina diária, enfrentando as dificuldades dos que vivem a situação e a comunidade escolar ficou sensibilizada ao assistir aquela simulação. Também respondeu ao desafio da Associação Salvador, criando uma ideia de cartaz publicitário para sensibilizar a sociedade em relação ao tema Integração de pessoas com Deficiência Motora e/ou Acessibilidades, tendo como mote “Se todos fizermos a nossa parte é mais fácil ajudar quem precisa”. Além destas ações, também procedeu à recolha de roupas usadas para poder oferecer à associação ACEDA que, por sua vez, as distribuiu a pessoas necessitadas.

Para concluir e em jeito de balanço, diremos que o seu objetivo é, através de pequenos gestos, poder contribuir para uma vida melhor dos mais necessitados e despertar a consciência da sociedade em geral para os valores humanos. Como resultado deste seu trabalho em prol dos outros, foi atribuída, pelo júri do concurso, uma menção honrosa à ex-aluna Raquel Viegas com a entrega de um diploma de participação.

Os nossos parabéns, Raquel.

Texto: Soledade Estribio e Fátima Oliveira    Fotos: Armanda Mendes

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Em 10 dezembro realizou-se  mais uma  cerimónia de entrega dos credenciados Prémios Nobel. Esta data assinala o aniversário da morte de Alfred Nobel, químico e industrial sueco, inventor da dinamite  e patrono destes galardões. Foi o culminar de um processo  iniciado em setembro do ano anterior que gera  muita expetativa quando em outubro  são anunciados os laureados.

Começo por referir o Nobel da Literatura para o qual há sempre um desfile de potenciais candidatos. A Academia Sueca atribuiu o prémio ao poeta lírico e tradutor sueco Tomas Transtromer por mérito das “imagens condensadas e translúcidas” expressas na sua obra. É o poeta sueco mais traduzido do mundo e conquistou, ao longo da sua carreira, inúmeros prémios literários. Embora hemiplégico e quase afásico devido a um acidente cerebral vascular  que sofreu em 1990, continuou a escrever e publicar obras. Na coletânea da editora Vega “21 poemas suecos”  consta um  poema deste autor com referências às zonas históricas da capital portuguesa.

O Prémio Nobel da Paz  causa, inúmeras vezes, muita polémica por parte de algumas organizações internacionais e de governos ditatoriais. Este ano, o universo feminino foi contemplado pelo Comité Nobel da Noruega com a escolha das liberianas Ellen Johnson-Sirleaf e Leymah Gbowee e da iemenita Tawakkul Karman que se distinguiram “na defesa da segurança das mulheres e na luta pelo seu direito a participarem na construção da paz”.

O prémio atribuído a Ellen Johnson-Sirleaf  causou alguma contestação embora tenha sido  a primeira chefe de Estado eleita livremente num país africano.  Foi reeleita no passado mês de novembro numas  eleições manchadas pela violência mas que os observadores internacionais declararam legais.

Mas houve consenso geral em relação às restantes laureadas. Há muito que a pacifista Leymah Gbowee, “a guerreira da paz”, luta pela defesa dos direitos humanos tendo organizado uma “greve do sexo” das mulheres liberianas que contribuiu para pôr fim à segunda guerra civil em 2003. Para a galardoada, este prémio vem recordar ao mundo “o papel das mulheres, as suas necessidades e prioridades”.

A terceira premiada é uma figura da  Primavera Árabe, a jornalista iemenita Tawakkul Karman.  Esta dedicou o prémio ao povo iemenita que,  com a sua luta persistente,  contribuiu para a saída do ditador Ali Abdullah Saleh e para a futura realização de eleições livres.

Nobel da Paz

Em plena crise económica mundial o Prémio Nobel da Economia, criado em 1968 pelo Banco Central da Suécia, também despertou alguma curiosidade.Os norte-americanos Christopher A. Sims e Thomas J. Sargent  foram premiados pelo trabalho efetuado no âmbito da investigação empírica sobre  causas e efeitos em macro economia. Estudaram as relações causais entre a política económica e as diferentes variáveis macroeconómcas como o PIB,  inflação, emprego e investimento concluindo sobre as relações bilaterais que estabelecem. Esperemos que as suas conclusões sejam analisadas pelos “ senhores do mundo” e  que tenham efeitos práticos no combate à crise.

O Prémio Nobel da Física foi  atribuído aos norte-americanos Saul Perlmutter, Brian P. Schmidt e Adam G. Riess, na área da astrofísica, “pela descoberta da aceleração da expansão do Universo, através de observações de supernovas  distantes”. Estes investigadores mediram a forma como a luz  das supernovas se distorcia para ver a rapidez como as galáxias estão a afastar-se uma das outras. Concluíram que todas as estrelas, galáxias e aglomerados de galáxias movem-se cada vez mais rapidamente, acreditando que há outra força misteriosa por trás do comportamento inesperado do universo que denominam  energia escura.

O Prémio Nobel de Medicina ou Fisiologia foi desta vez atribuído a investigadores na área do sistema imunitário. Foi dividido entre  o norte-americano Bruce A. Beutler e o luxemburguês Jules A. Hoffmann “pelas descobertas sobre a ativação da imunidade inata” e o canadiano Ralph M. Steinman “pela descoberta das células dendríticas e o seu papel na imunidade adaptativa”. Infelizmente este último não assistiu ao importante reconhecimento público pois faleceu três dias antes do anúncio. O trabalho meritório destes investigadores trouxe mais dados sobre os mecanismos de resposta às doenças, pelo que, as suas pesquisas  são decisivas para o desenvolvimento de novas vacinas e medicamentos para doenças autoimunes e neoplasias.

Por fim,  o Prémio Nobel de Química  foi  entregue  ao israelita Daniel Shechtman, investigador do Instituto de Tecnologia de Israel, responsável pela descoberta dos quasicristais. Foi o único das áreas científicas a não ser partilhado, tendo sido reconhecido pelo seu trabalho “notável, solitário, tenaz  baseado em sólidos dados empíricos”.  A sua descoberta alterou a forma como os químicos concebem a matéria sólida.

Cada laureado com um destes  prestigiosos  prémios recebe uma medalha de ouro com a efígie de Alfred Nobel, um diploma  com a citação da condecoração e um determinado valor monetário, que depende do orçamento anual da Fundação Nobel. Desde 1902 são formalmente  entregues pelo rei da Suécia no Stockholm  Concert Hall com excepção do Prémio Nobel da Paz que é entregue pelo rei da Noruega no Oslo City Hall.

Luísa Oliveira

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A Declaração  Universal dos Direitos Humanos foi proclamada e adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948. Nos  seus trinta artigos  defende, essencialmente, o reconhecimento dos direitos naturais, entre os quais  os princípios de igualdade e liberdade de todos os homens. No entanto, desde o século VI A. C.  há registos de declarações deste teor e os pensadores iluministas dos séculos XVII e XVIII influenciaram a redação de documentos fundamentais como, entre outros, a inglesa Declaração de Direitos de 1689 e Declaração dos Direitos do Homem e  do Cidadão de 1789, no início da revolução francesa. Mas regimes ditatoriais, fome,  guerra, pobreza  põem em causa a tolerância e respeito pelos direitos dos indivíduos, liberdade  individual, igualdade perante a lei e propriedade privada.  Por isso, a defesa destes direitos é o objetivo da constituição de várias organizações. A Amnistia Internacional (AI) é  uma das organizações que contribuiu para que o movimento de defesa dos direitos humanos crescesse e  tivesse  mais visibilidade a nível mundial .

 Em 2011 comemorou  os 50 anos da fundação e, em simultâneo, os trinta anos da secção portuguesa. Curiosamente, a constituição daquela organização não governamental está ligada ao regime salazarista. De facto, o advogado britânico, Peter Benenson ao tomar conhecimento  que dois estudantes portugueses tinham sido presos por gritarem “viva a liberdade!” decidiu desenvolver uma campanha  internacional para a sua libertação, protegendo os denominados “prisioneiros esquecidos”.  Este passou a ser um dos objetivos da organização que, com sede em Londres, mobiliza milhares de voluntários  em todo o mundo. Os  vários núcleos e grupos de ação desenvolvem apelos e campanhas com os quais pretendem sensibilizar a opinião pública para esta causa que defende direiros consignados na Declaração Universal dos Direitos Humanos e em outras convenções internacionais.

A valorização da consciencialização da universalidade dos direitos humanos  e legitimidade dos anseios de liberdade dos indivíduos e povos  ainda é uma utopia em muitos países onde têm lugar ferozes perseguições aos  seus defensores. Por isso,  sobre o símbolo da organização, uma vela a arder, Peter Benenson esclareceu “A vela não arde por nós mas por todos os que não conseguimos resgatar da prisão, que foram assassinados, torturados, raptados e que ‘desapareceram’. É por eles que a vela arde.”

A secção portuguesa desta organização foi criada  em 18 maio de 1981,  a partir  de um pedido feito por membros da organização residentes em Portugal. Desta forma,  possibilitou a muitos portugueses   uma intervenção mais dinâmica  na defesa dos direitos humanos. Em www.amnistia-internacional.pt  é possível obter informações  sobre as várias atividades que promove, assim como participar neste grande movimento mundial  e  contribuir para que todos possam viver num  mundo mais justo.

Luísa Oliveira

imagens: daqui e daqui

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Desde há alguns anos foi implementado o projeto ECO ao nível de alguns Departamentos do ministério da Educação. Com este projeto, pretende-se promover uma utilização mais racional dos recursos materiais existentes tendo como parceiros as diferentes instituições escolares do nosso sistema educativo. Como experiência pioneira, tivemos um convite da DGRHE de forma a possibilitar às alunas do Curso profissional de Técnico de Apoio à Infância dar uma resposta alternativa à Árvore de Natal tradicional.

As alunas, orientadas pelas suas professoras, projetaram, executaram e montaram uma árvore, onde aplicaram ecologicamente o conceito modular da forma, através do revestimento a folhas de papel de jornal de caixas de sapatos vazias. As folhas de jornal foram pintadas por crianças das creches e jardins-de-infância onde as alunas estagiam e que posteriormente forraram as caixas. As caixas de sapatos forradas com papel de jornal pintadas por crianças foram então empilhadas em forma de uma Árvore de Natal na entrada da DGRHE, que foi enfeitada por pequenos brinquedos e peluches de forma a animar visualmente o conjunto.

Assim, de forma a rentabilizar a participação no projeto ECO, as alunas promoveram ainda uma campanha de doação de brinquedos, convidando os colaboradores deste  serviço do Ministério da Educação a deixar o seu contributo de forma a angariar alguns brinquedos a entregar posteriormente numa instituição que acolhe crianças carenciadas.

Alunas do Curso Profissional de Técnico de Apoio à Infância – 10º G, 11º F e 12º I

Texto: Soledade Estribio     fotos: Armanda Mendes

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