Feeds:
Artigos
Comentários

Archive for Agosto, 2010

Mais um post-convite à interactividade dos leitores na construção narrativa, mas neste caso à pura criatividade literária em modalidade de escrita colectiva.

Assim, no âmbito da comemoração do seu 20º aniversário, O PÚBLICO convidou Gonçalo M. Tavares a iniciar um conto que irá ganhar forma com a contribuição dos leitores. Num máximo de mil caracteres, envie-nos um texto que dê seguimento à proposta do escritor. Ao longo de um ano (até 5 de Março de 2011), o conto irá crescendo à medida da sua imaginação. Cada leitor pode enviar um máximo de dez textos durante a iniciativa. As contribuições devem ser feitas a partir do último contributo. Os textos a publicar serão escolhidos pela redacção do PÚBLICO.

(Nota: o texto em itálico é uma transcrição da edição online do Público, os sublinhados são da responsabilidade da edição do Bibli)

clique para aceder ao conto

Read Full Post »

Interessante (e muito pouco “linear”) esta combinação entre a interactividade, permitida pelas hiperligações, e a  animação, nesta história que aparentemente vai sendo construída  pelo lápis do desenhador em função das escolhas do espectador.

Assim, decida você mesmo o destino desta Linha, clicando, cada vez que a personagem pedir, num dos botões que vão aparecendo no ecrã à esquerda, neste filme de Patrick Boivin.



Read Full Post »

No âmbito da celebração dos 600 anos do Cabo Espichel, um grupo de voluntários organizou o festival Músicas pelo Espichel com o objectivo de alertar para a recuperação daquele local no concelho de Sesimbra. Os concertos terão lugar no próximo dia 10 de Setembro.

ler o resto da notícia em: Sol, 25.08.10

Read Full Post »

Apesar das questões levantadas acerca da sua funcionalidade e futuro como suporte documental numa era digital, a verdade é que muitos livros têm e terão sempre um valor intrínseco como objectos patrimoniais e, como tal, a sua preservação implica tantos cuidados como qualquer outro património artístico ou documental.

Já aqui, num Bibliciência anterior, foi abordada a forma como, já no séc. XVIII, a biblioteca do Convento de Mafra havia sido pensada para a protecção dos livros contra alguns dos riscos que ameaçam a sua conservação; desta feita, convidamos os leitores a consultarem uma curiosa infografia interactiva sobre as doenças que podem afectar os livros, publicada pela revista espanhola Muy Interesante.

clique para aceder à infografia

Read Full Post »

clique para aceder ao site

Na sequência de iniciativas como a eleição das Novas 7 Maravilhas do Mundo, cujos resultados foram revelados em Lisboa, num grande evento em 7 de Julho de 2007, em simultâneo com a eleição das 7 Maravilhas  Portuguesas e, finalmente, já em 2009, das 7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo, decorre agora a votação (entre 21 finalistas) das 7 Maravilhas Naturais de Portugal.

Os lugares finalistas estão divididos em 7 categorias, incluindo cada uma delas 3 candidatos. A votação, que poderá ser efectuada online (com login), sms, telefone ou através do Facebook, decorrerá até 7 de Setembro e os resultados serão divulgados num espectáculo de ampla cobertura mediática a decorrer em Ponta Delgada, a 11 de Setembro.

Mais uma vez, na linha das iniciativas anteriores, o objectivo é sensibilizar as populações para o seu próprio património, neste caso o património paisagístico português, e dar a conhecer a sua beleza e riqueza a um número cada vez maior de pessoas.

(clique na imagem para a ampliar)

Read Full Post »

"Vista da janela do estúdio", Nicéphore Niépce, 1827

Não se pode determinar com total exactidão  quando foi produzida a primeira fotografia mas a imagem ao lado, datada de 1827, é o registo mais antigo que chegou até aos nossos dias.

O autor, Niécephore Niépce, já vinha desde o início do século a fazer experiências com a camara obscura (tecnologia já conhecida no séc. XIX, dado que tinha sido utilizada previamente por astrónomos e artistas) tendo conseguido finalmente fixar a imagem nesta “Vista da janela do estúdio” (foto=luz+grafia=registo).

Durante muito tempo foi porém atribuído a Daguerre, com quem Niépce manteve uma colaboração no final da sua vida, a produção das primeiras fotografias (através da sua técnica conhecida como daguerreótipo) classificadas como tal, por volta de 1835, data dos primeiros registos fotográficos onde figuram imagens de seres humanos.

Desta já longa história de 183 anos de luz capturada distinguiram-se fotógrafos como Nadar, Man Ray, Helmut Newton, Robert Mapplethorpe – e, da novidade técnico-científica, sobreveio a arte, o documentalismo, a especialização; a História passou a ser feita também com este “novo” registo, quer como um objecto em si mesmo, quer como um registo de outros “objectos”, imortalizados em momentos icónicos.


Fernando Rebelo

Fontes: Wikipédia, YouTube, Koetzle (2005), Photo Icons – The story behind the pictures, Taschen

Read Full Post »

“A Internet é a primeira coisa inteiramente produzida pela humanidade, que a humanidade não entende; a maior experiência de anarquia que alguma vez tivemos”

Fonte: The Independent

Read Full Post »

Imagine que recentes aplicações como o Twitter, Skype, Facebook, YouTube,  que permitiram o boom das redes sociais (as mais rápidas, massivas, globais e democráticas formas de comunicação que alguma vez existiram) eram publicitadas desta forma, com uma estética de há 40, 50 anos…

(clique nas imagens para as ampliar)

Fonte: PC Guia

Read Full Post »

Uma das razões para escrever sobre esta matéria foi a enquete (sondagem) do Bibliblog e as curiosas diferenças entre o português de Portugal (europeu) e o português do Brasil, que é popularmente chamado de “Brasileiro”, e principalmente, porque quando eu cheguei a Portugal não entendia quase nada do que as pessoas falavam comigo e as pessoas também não entendiam muito bem o que eu falava, até brincavam que eu precisava de um dicionário para falar com eles. É claro que surge sempre entusiasmo e curiosidade por parte das pessoas no que diz respeito ao modo de pronunciar certas palavras no português do Brasil.

Apesar de ser um dos filhos da globalização, sou contra o Novo Acordo Ortográfico, pois acho que cada país deveria manter a sua regra ortográfica. Sou contra essa ideia da globalização, sou a favor do encontro das culturas, do intercâmbio e da diversidade, mas contra a unificação de uma só cultura dita dominante, desta perda de identidade cultural. Mas, também devemos ter em conta, que num mundo globalizado a existência de várias versões do português é um facto limitador.

Os Romanos chegaram no Noroeste da Europa em 218 a. C., trazendo o Latim vulgar. Todas as províncias da Península Ibérica, à excepção dos Bascos, admitiram o latim como língua. A chegada dos Romanos à península marcou o inicio da nossa língua, o Latim, mas num estado corrompido, conhecido como latim vulgar.

Em 409, os germânicos invadiram a Península através dos Pirenéus. Inicia-se então o período mais sombrio da Península. Provocada a queda do Império Romano pelos Bárbaros, a língua dos Bárbaros misturou-se com o Latim, e originou as línguas nacionais europeias (latinas).  O latim popular evoluiu e transformou-se no proto-galaico-português. No entanto, os reis cristãos a partir do norte de Portugal foram conquistando o sul, povoado pelos Árabes , com isto o galaico-português sofreu diversas transformações e converteu-se progressivamente no português.

Os primeiros textos em português apareceram por volta do séc. XIII. Nesta época o galego e o português eram uma só língua. Com a expansão ultramarina, a língua portuguesa, foi transportada para “novos” continentes. Hoje os países distribuídos pela África, Ásia e América que constituem os PALOP, são independentes de Portugal porém a linguagem permaneceu; desses países destaca-se o Brasil, onde 191 480 630 (censo 2000) pessoas têm como língua materna o português.

Através dos Humanistas, deu-se a valorização das línguas nacionais europeias, pois estes traduziam obras clássicas e criavam obras inspiradas nos autores greco-latinos. Em Portugal, Luís de Camões cantava os feitos heróicos e a glória dos navegadores portugueses na sua famosa obra “Os Lusíadas”.

Camões cultivava a forma mais erudita da língua. Em toda a Europa, notou-se um movimento de afirmação das línguas nacionais, o que consequentemente, originou a sua uniformidade ortográfica, regras e um vocabulário mais rico. Shakespeare em Inglaterra e Maquiavel em Itália foram apenas alguns dos humanistas que ajudaram a construir as literaturas nacionais do Renascimento.

O português do Brasil tem uma certa particularidade, pois, sendo possuidor de um vasto território e diversidade geográfica, este país tem uma dimensão proporcional à sua variedade dialectal. Os especialistas distinguem os dialectos entre Norte e Sul. Eu mesmo, quando ouço uma pessoa oriunda de outra região do Brasil, sem ser o sudoeste, às vezes, sinto alguma dificuldade em entender, devido a algumas diferenças entre termos e na pronúncia. No Brasil, esta diversidade está no entanto mais relacionada com o aspecto sociocultural do que com o geográfico. A diversidade é bastante evidente no momento em que um homem culto fala com o seu vizinho, que é analfabeto. O “brasileiro” apresenta um vocabulário que, em parte, se afasta da “Língua de Camões”, como é possível conferir nas linhas abaixo.

“Assim como os outros idiomas, o português sofreu uma evolução histórica, sendo influenciado por vários idiomas e dialetos, até chegar ao estágio conhecido atualmente. Deve-se considerar, porém, que o português de hoje compreende vários dialetos e subdialetos, falares e subfalares, muitas vezes bastante distintos, além de dois padrões reconhecidos internacionalmente (português brasileiro e português europeu). No momento actual, o português é a única língua do mundo ocidental falada por mais de cem milhões de pessoas com duas ortografias oficiais (note-se que línguas como o inglês têm diferenças de ortografia pontuais mas não ortografias oficiais divergentes), situação a que o Acordo Ortográfico de 1990 pretende pôr cobro.”

Wikipédia (pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_portuguesa)

A língua portuguesa é falada por mais de 240 milhões de pessoas, como língua nativa, e é também a quinta língua mais falada no mundo ocidental. É o idioma oficial de alguns territórios africanos, da Índia Portuguesa e na América do Sul, o Brasil.

Em São Paulo, encontra-se o único Museu da Língua Portuguesa, que tem como objetivo criar um espaço vivo da língua portuguesa, revelando aspectos da língua quase desconhecidos.

Segundo os seus organizadores, “deseja-se que, no museu, o público tenha acesso a novos conhecimentos e reflexões, de maneira intensa e prazerosa. “O museu tem como alvo principal a média da população brasileira, composta de pessoas provenientes das mais variadas regiões e faixas sociais do país, mas que ainda não tiveram a oportunidade de obter uma ideia mais precisa e clara sobre as origens, a história e a evolução contínua da língua”.

Wikipédia (pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_portuguesa)

No dia 1º de Janeiro de 2009 entrou em vigor no Brasil a nova ortografia do português, com base no acordo de 1990. Algumas palavras perderam o acento, mudaram as regras do hífen e o trema foi extinto.

O Português é um dos principais elos entre os países lusófonos, além disto existe a CPLP Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa – que tem como um dos objetivos a preservação da língua.

Datas do acordo:

  • Dezembro de 1990: Criação do Acordo;
  • Agosto de 1991: Portugal ratificou;
  • Janeiro de 1994: Implantação prevista (não aconteceu);
  • Abril de 1995: Brasil ratificou;
  • Janeiro de 2009: Implantação no Brasil (transição);
  • Janeiro de 2013: Obrigatório no Brasil.

Os países participantes do Acordo Ortográfico são: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor -Leste.

Diferenças entre algumas palavras de Portugal e o “Brasileiro”:


Médio Oriente – Oriente Médio                             Dossier – Fichário

Palinha – Canudo                                                      Telefone Público – Orelhão

Dossie – Fichário                                                       Auto-carro – Ônibus

Telemóvel – Celular                                                 Este –  Leste

Comando-Controle Remoto                                 Centro Comercial – Shopping

Bombas – Posto de gasolina                                     Relva – Grama

Portagem – Pedágio                                      Pequeno-Almoço – Café da manhã

Preservativos – Camisinha                                      Conduzir – Dirigir

SIDA – AIDS                                                               Cancro – Câncer

VHI – HIV                                                                   ADN – DNA

Macacos – Meleca                                                   Ordenado – Sálario

Arrendar – Alugar                                                    Rato – “Mouse”

Colunas – Caixa de Som                                            Levantamento – Saque

Ecrã – Monitor                                         Desodorizante – Desodorante

Cuecas Femininas – Calcinhas                                 Fita-cola – Durex

Casa de Banho – Banheiro                                       Afiador – Apontador

Sumo s/gás – Suco                                                  Sumo c/ gás – Refrigerante

Lixívia – Água Sanitária                                             Gelado – Sorvete

Fato – Terno                                                  Banda Desenhada – Quadrinho

Cacifo – Armário da escola                                       Seleccionador – Técnico

Massa Instantâneo – Miojo                                      Fotocópia – Xerox

Equipa – Equipe                                                        Golo – Gol

Balisa – Trave                                                           Guarda-redes – Goleiro

Botija – Botijão de gás                                              Comboio– Trem

Boleia – Carona                        Líquido Correctivo – Liquipaper / Correctivo

Tabaco – Cigarro                                        Maquilhagem – Maquiagem

Pai Natal – Papai Noel                                            Mãe Natal – Mamãe Noel

Lava carros – Lava Jato                                             Talho – Açougue

Carne Picada – Carne Moída                                Dobragem – Dublagem

Mina – Ponta de grafite                                             Viola – Violão

Boxe – Cueca                                                              Coima – Multa

Camisola – Camisa de Jogador de Futebol              Chávena – Xícara

Pijama Feminino – Camisola                  Hospedeira de Bordo – Aeromoça

T – Shirt – Camiseta                                                 Cabular – Colar nas provas

Bilhete de Identidade – Carteira de Identidade         Natas – Creme de Leite

Carta de Condução – Carteira de Motorista                         Carocha – Fusca

Frigorifico – Geladeira                                                         Peão – Pedestre

Telemóvel – Celular                                                    Sebenta – Apostila

Eléctrico Bonde

Alguns filmes e Séries de TV também mudam de nome:

Portugal/Brasil

O Reino de Deus/Cruzadas

The O.C – Na Terra dos Ricos/The O.C – Um Estranho no Paraíso

A Idade do Gelo/A Era do Gelo

Tudo que uma Rapariga quer/Tudo que uma garota quer

Clube dos Poetas Mortos/Sociedade dos Poetas Mortos

Curiosidades:

Assim, como quando eu cheguei em Portugal, eu não entendia quase nada, por causa das “gírias”, e sei que se alguns dos meus colegas for ao Brasil também não vai entender quase nada, principalmente os jovens. Aqui vão algumas “gírias” do Rio de Janeiro:

Vamos jogar uma pelada?

Pelada, é um futebol, mas um futebol de rua, ou com pessoas que não sabem jogar muito.

Eu tenho um amigo que é maior “X-9”.

X-9 é uma pessoa pouco confiável, por exemplo, quando você conta uma coisa p’ra ela, ela conta para outra pessoa.

A sua “mina” é muito legal.

“Mina”, é uma rapariga, ao contrário de que em Portugal, que é ponta de grafite.

Podre de chique – elegantíssimo                            Por fora – desentendido

Quebrar o galho – resolver o problema                  Ragu – comida

Sacana – individuo sem caráter                                Vida mansa – vagabundo

Safo – sabido                                      Tirar de letra-livrar-se de uma dificuldade

Patricinha – Feminino de “Playboy”       Baranga ou Canhão – Mulher feia

Bufunfa – Dinheiro                       Destrambelhado – Desastrado, descuidado

Gringo – Estrangeiro                                 Estar duro – Estar sem dinheiro

Filé – Mulher bonita

Quando uma pessoa se machucou em Portugal fala-se aleijou. No Brasil aleijou-se é quando uma pessoa perde a perna. Quando a pessoa não tem uma perna ela é uma aleijada.

Luiz Felipe Monteiro, 10º E

Read Full Post »

aceda ao site (em inglês)

Se no post anterior evocámos uma efeméride de destruição, no extremo oposto da acção humana, podemos agora lembrar que a UNESCO juntou à lista dos sítios Património da Humanidade, em 2010, 21 novos lugares em diversas zonas do planeta, sendo 15 pelo seu valor  cultural, 5 pelo natural, 1 como misto e 8 extensões de áreas já classificadas, entre as quais se inclui o Parque de Fôz Coa. Por outro lado, foi aumentada em 4 a lista de lugares classificados como em situação de risco.

A classificação Património da Humanidade, que abrange 13 lugares em Portugal, obedece a critérios de natureza cultural e natural, como a importância histórica, estética, etnográfica, a biodiversidade, entre outros , e tem sido de  grande importância para a sua preservação, não só por afectar recursos para esse propósito como também pelo prestígio e publicidade que proporciona, com efeitos no interesse turístico mas também na sensibilização de todos para a riqueza do local classificado.

Se quer conhecer os muitos sítios do planeta com direito a esta distinção, aceda ao mapa interactivo, disponibilizado no sítio da UNESCO, clicando na imagem abaixo.


Read Full Post »

Sob esta descontraída luz das férias, assombra-nos como uma nuvem negra a memória desses dias em que, segundo testemunhos de quem lhes sobreviveu,  este mesmo sol que nos anima caiu literalmente em 6 e 9 de Agosto de 1945 sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki.

Não precisamos de atribuir o apocalipse a nenhuma intervenção divina pois, mesmo entre as catástrofes naturais que têm assolado a humanidade, dificilmente se encontrará um acontecimento com um grau de destruição tão terrível e  imediato, operado inteiramente pela determinação e mão do ser humano.

É difícil discutir qualquer lógica no contexto da dita ‘lógica de guerra’, mas houve alguns agentes desse terrível acto de destruição  a quem a consciência da sua dimensão deixou uma marca indelével do gigantismo de tal desumanidade. Foi o caso do comandante Claude R. Eatherly, que nunca conseguiu esquecer o facto de ter sido ele quem deu a ordem ao avião Enola Gay que levou a cabo o primeiro bombardamento atómico sobre seres humanos.

Claude Eatherly, que acabou por morrer num manicómio da marinha dos E.U.A. em 1978 sem nunca ter recuperado da sua depressão, trocou correspondência com o filósofo alemão Günther Anders que,  sensível ao seu  drama pessoal, lhe escrevia em 1959: Que você não tenha podido superar o sucedido é consolador. E é-o porque demonstra que continua a tentar fazer frente ao efeito do seu acto; porque tentando, mesmo que fracasse, isso indica que logrou manter viva a sua consciência, apesar de não ter sido mais que uma simples peça de um dispositivo  técnico em que se limitou a cumprir a sua função.

É a propósito desta efeméride e da recente publicação dessa correspondência em Espanha (El piloto de Hiroshima. Más allá de los límites de la conciencia. Correspondencia entre Claude Eatherly y Günther Anders. Editorial Paidós. Colección Contextos) que a revista XLSemanal, do diário Hoy, publica um pequeno e interessante artigo, assinado por Carlos Manuel Sanchez, que pode ser acedido aqui.

Nota: para informações gerais  de consulta rápida, interessante também a infografia do Expresso Arma absoluta.

Fernando Rebelo

Read Full Post »

Reconhece algumas das “caras” do mosaico? Provavelmente não através da revista homónima, embora seja muito provavel que já tenha lido algumas obras cujos autores aqui representados escreveram.

Trata-se de uma selecção editada pela revista Ler no artigo Os 50 autores mais influentes do séc. XX e o que aprendemos (ou devíamos ter aprendido) com eles, da autoria de José Mário Silva.

Como em todas as listas, o critério selectivo é  discutível, sendo nesta a palavra chave “influência” e tomando-se “autores” no sentido lato, dado que engloba cientistas, filósofos, prémios Nobel da literatura  e escritores de best-sellers ligeiros, mas de grande sucesso comercial.

Ideal para quem gosta de sínteses de cultura geral durante o despreocupado ritmo das férias,  o artigo pode ser acedido aqui.

Fonte: blogue RBE/Revista Ler

Read Full Post »