Feeds:
Artigos
Comentários

Archive for Março, 2013

Sonhatorio

clique para aceder à fonte

Read Full Post »

Primavera

ilustração de Rebecca Cobb

ilustração de Rebecca Cobb

Read Full Post »

Na sequência do Dia da Mulher, resolvemos dedicar um painel de divulgação temática, para a 1ª quinzena de março, do que temos na nossa biblioteca, ao Eterno Feminino, nas suas múltiplas dimensões e papéis: da emoção à política, do romance à  didática social, da ficção à História – em livro ou em filme. Mais um tema para uma Estante de sugestões aqui no Bibli.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Read Full Post »

Natália_Correia

Não, Antero, meu santo, não me mato.
Antes me zango até ficar um cacto.
Quem me tocar (maldito) que se pique!

Natália Correia

Read Full Post »

ef1

ef2

ef3

clique para aceder a um simulador do Efeito Doppler

clique para aceder a um simulador do Efeito Doppler

Read Full Post »

Fevereiro é um dos meses mais importantes no panorama cinematográfico mundial pois realizam-se eventos relevantes, nomeadamente, o festival de Berlim, Bernilane, os BAFTA, Prémios Goya, Césares e os da Academia de Hollywood, os Óscares. No entanto, vou começar com notícias de reconhecimento de produções nacionais.

João Viana, no festival de Berlim foi distinguido pela sua longa-metragem A Batalha de Tabatô numa edição que contou com mais de 400 filmes. O realizador português recebeu uma menção honrosa na gala de entrega de prémios tendo o júri do festival considerado a película “um grande filme” sobre a Guiné-Bissau. João Viana participou no certame em duplicado com a longa-metragem A Batalha de Tabatô na secção Fórum e a curta-metragem Tabatô selecionada para a corrida ao prémio Urso de Ouro. O referido festival contou ainda com a participação de Pedro Pinho com o filme Um fim do Mundo e Salomé Lamas com Terra de Ninguém. Tabu de Miguel Gomes continua a somar prémios, tendo sido distinguido como Melhor Argumento Original na 10ª edição dos Prémios da Sociedade Internacional Cinéfila com o título de “melhor filme de língua não-inglesa” e tendo ainda ficado em segundo lugar nas categorias de Melhor Filme, Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Realizador. O grande vencedor nestas categorias foi Holy Motors, de Leós Carax, mas diga-se em abono de Miguel Gomes e do seu filme que, na lista de premiados do ICS, Tabu fica à frente do aclamadíssimo Amor de Michael Haneke. Esta sociedade é constituída por  um grupo on line composto por cerca de oitenta profissionais da indústria cinematográfica, historiadores, jornalistas e críticos  que cobrem festivais e outras iniciativas mundiais. Também em fevereiro, no 53ª festival internacional de Cinema de Cartagena, na Colômbia, um dos mais antigos da América latina, Tabu foi distinguido com o prémio de melhor filme.

O realizador Luís Urbano, por seu turno, viu a sua obra Sízigia distinguida com o Prémio Especial do Júri na 35ª edição do festival de Clermond-Ferrand, em França, considerado o mais importante festival de curtas-metragens do mundo. Luís Urbano é o coordenador do projeto de investigação Ruptura Silenciosa da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto que pretende mostrar obras arquitetónicas através de curtas-metragens. A obra  já tinha sido distinguida no Chile no Arquitetura Film Festival 2012. Com o objetivo de publicitar e internacionalizar o cinema português cerca de trinta produtores juntaram-se para formar a Associação de Produtores de Cinema e Audiovisual (APCA), que pretende dar mais visibilidade ao setor. “É um momento importante, um ato de grande maturidade. É uma iniciativa ampla de um grupo de produtores de cinema e que fazem ficção de qualidade para televisão que querem dar a conhecer uma actividade  economicamente relevante”, explicou  o produtor Fernando Vendrell. Segundo a sua opinião, a produção cinematográfica portuguesa “tem capacidade de empregabilidade e representa um volume de negócios grande”, ainda que tenha sofrido nos últimos anos com a conjuntura económica e, em 2012, com a ausência de concursos públicos de apoio financeiro.

Já no panorama internacional, a 63ª edição do festival de Berlim teve como vencedor do Urso de Ouro e do Prémio da Federação Internacional da Crítica a obra romena Chid’s Pose de Calin Peter Netze, enquanto que na 27º edição dos Goya, os mais importantes prémios da indústria cinematográfica espanhola, o drama Blancanieves de Pablo Berger, candidato espanhol ao Óscar de melhor filme estrangeiro, arrecadou dez estatuetas.

No dia vinte e quatro a 85ª cerimónia dos famosos Prémios da Academia de Hollywood decorreu no Dolby Theatre. Este espaço, anteriormente denominado Kodak, devido à falência desta empresa com esse nome, foi rebatizado, em 2012, com o nome do seu novo patrocinador, Dolby, empresa pioneira na tecnologia de som. O glamour continuou presente num evento apresentado por Seth MacFarlane, criador da série Family Guy. Não houve vencedores absolutos, destacando-se os filmes A vida de Pi com quatro prémios e Argo com três. O prémio de Melhor Filme é sempre o mais aguardado e Michelle Obama, por vídeo, juntou-se a Jack Nicholson para entregar o galardão a Ben Affleck, realizador de Argo e aos produtores George Clooney e Grant Heslov. “Este ano concorriam oito filmes, oito grandes filmes que tinham tanto direito a aqui estar como eu”, disse Afleck, orgulhoso, ao receber o prémio que compensava o facto inédito do realizador de melhor filme não estar nomeado para essa categoria o que não sucedia desde 1989, com Driving Miss Daisy.

Sem surpresas, Daniel Day-Lewis tornou-se a primeira pessoa a conquistar o terceiro Óscar de Melhor Ator Principal pelo magnífico desempenho no filme Lincoln, de Steven Spielberg que ganhou apenas dois galardões dos onze para que tinha sido nomeado. Óscar de Melhor Atriz Principal foi entregue à deslumbrada Jennifer Lawrence, pelo papel na comédia dramática Guia Para Um Final Feliz. Aos 22 anos, Lawrence é a segunda mais nova atriz a receber um Óscar, depois de Marlee Matlin que tinha 21 quando recebeu o galardão pelo trabalho em Filhos de um Deus Menor. Com alguma polémica, Ang Lee, realizador nascido em Taiwan, arrebatou o segundo Óscar da sua carreira pelo filme A Vida de Pi. Certamente que Steven Spielberg se sentiu injustiçado pois as expetativas é de que ganharia o ambicionado galardão. Anne Hathaway pelo seu papel em Os Miseráveis estreou-se nos Óscares como a vencedora do troféu para Melhor Atriz Secundária. O ator austro-alemão, Christoph Waltz repetiu a proeza de 2010 com Sacanas sem lei e voltou a ganhar o prémio para Melhor Ator Secundário com outro filme de Quentin Tarrantino, Django libertado. Tarantino também não ficou fora dos prémios e venceu o galardão para Melhor Argumento Original.

Previsível foi o prémio de Melhor Filme Estrangeiro para a realização franco-austríaca de Michael Haneke, o emocionante Amor que na 38ª cerimónia dos Césares já tinha vencido os prémios nas categorias de melhor filme, realização, atores principais e cenário original, prémios esses que já acumulava com inúmeros outros em outros tantos festivais. No universo das várias categorias, referência ao de Melhor Documentário para Searching for Sugar Man de Malik Bendjelloul e Simon Chinn e Melhor Longa- Metragem de Animação par Brave-Indomável de Mark Andrews e Brenda Chafman.

Curiosamente, nos prémios BAFTA (British Academy Film Awards), que se realizaram no princípio de fevereiro, os contemplados foram idênticos aos Óscares, embora Ben Affleck  tenha sido distinguido com o prémio David Lean para melhor realização. No outro extremo, os Razzie criados em 1980 e denominados os Anti-Óscares classificaram como pior fime de 2012 Amanhecer, parte II da saga Crepúsculo.

A expetativa dos vários prémios não pode fazer esquecer as estreias registadas. A reposição do clássico Psycho de 1960 foi complementada com a obra Hitchcock de Sacha Gervasi, em que Anthony Hopkins interpreta a personagem do genial realizador nos bastidores da realização daquele filme, baseado no livro de Stephen Rebello. O Mentor de Paul Thomas Andersen, que também escreveu o argumento inspirado no criador da Cientologia, obra misteriosa nas suas questões sobre a natureza humana com magníficas interpretações dos nomeados para os Óscares Joaquin Phoenix, Philip Seymour-Hoffman e Amy Adams. Bestas do sul selvagem de Benh Zeitlin, uma obra que, embora um pouco estranha, tem tido reconhecimento em alguns festivais e esteve nomeada para os Óscares de melhor filme, realizador, argumento adaptado e de melhor atriz com a jovem Quvenzhané Wallis (que, quando das filmagens, tinha cinco anos); Sangue quente de Jonathan Levine, adaptação do livro de Isaac Marion, que combina, de uma forma divertida, romance com zombies. Die hard – nunca é bom dia para morrer de John Moore, filme da saga iniciada em 1988 com Bruce Willis, inspirado no livro Nothing Lasts Forever de Roderick Thorp, continua a liderar as receitas de bilheteira; As bailarinas de Bertrand Blier, cópia restaurada de um filme de culto de 1974 com Gérard Depardieu, Patrick Dewaere e Miou-Miou. Esta obra revelou-se um êxito internacional e pela atitude provocatória que apresenta foi descrito pelo The New Yorker como um “filme revolucionário”. O drama Agora fico bem de Ol Parker, adaptação do comovente romance Before I die de Jenny Downham, que nos faz refletir sobre as coisas importantes na vida. A divertida comédia E se vivessemos todos juntos de Stéphane Robelin. Laurence para sempre de Xavier Dolan, um drama em torno da transexualidade com uma excelente interpretação de Suzanne Clément e, finalmente, a animação Zarafa de Rémi Bezançon e o policial Quarta divisão de Joaquim Leitão, sobre a temática da violência doméstica e que tem o apoio da Associação Portuguesa de apoio à vítima.

Em março realizam-se iniciativas de assinalar em Lisboa e no Porto. A edição deste ano do festival Monstra – uma das maiores mostras da animação internacional em Lisboa –  arranca a 7 de Março com mais de 250 filmes. Em 2013 cumpre-se a tradição: sendo um ano ímpar, são as longas-metragens que vão estar em competição (as curtas reservam-se para os pares). Espanha e o Brasil são os países convidados, e pela primeira vez, o festival inclui a cinematografia destes países. A destacar a exibição de Boi Aruá, de Chico Liberato, um clássico que retrata a vida no sertão nordestino a partir de uma das suas lendas e que completa este ano 30 anos de estreia.

Do lado espanhol, o destaque vai para a possibilidade de ver alguns dos primeiros filmes da história do cinema no país vizinho (muito pouco tempo depois das ‘curtas’ inaugurais dos irmãos Lumière, em França) na sessão dedicada ao mestre espanhol Segundo de Chomón (1871-1929), que realizou trucagens e pequenas animações. Contemporâneo de outro pioneiro da arte cinematográfica, Georges Méliès, Chomón acabou por dirigir alguns dos mais antigos exemplares de filmes de animação.

Em competição vão estar filmes dos quatro cantos do mundo e, este ano, pela segunda vez consecutiva, as produções nacionais vão disputar o prémio SPA/Vasco Granja. O festival vai desdobrar-se, como é habitual, em diversas iniciativas, como exposições, workshops, oficinas de animação, exibição de curtas de estudantes continuando a programação da Monstrinha, para os mais novos. Com uma programação ambiciosa, a Monstra continua a ter o cinema São Jorge como base, espalhando-se um pouco por toda a cidade, entre o cinema City Alvalade, a Fundação Gulbenkian ou o Museu da Marioneta, entre outros locais.

Também em Lisboa e, pela primeira vez, realiza-se no dia 15 de março, no Teatro do Bairro, o Festival Future Shorts com a exibição de sete curtas-metragens. No Porto, a 33ª edição do Fantasporto 2013 terá lugar entre os dias 1 e 10 de março de 2013. As atividades começaram a 25 de fevereiro com as competições internacionais de 1 a 9 de março. Na sua vasta programação, destaque para Michael Powel e Emeric Pressburguer, pelos 65 anos de The Red Shoes, As Estrelas do Cinema Francês e Manoel de Oliveira, pelos 70 anos de Aniki Bobó.

Luísa Oliveira

Read Full Post »