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Archive for Junho, 2011

Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.

Antoine de Saint-Exupéry

(nascido a 29 de Junho de 1900, autor de, entre outros, O Principezinho)

imagem daqui

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Os comboios maglev  (mag de magnética;  lev de levitação) não têm rodas nem eixos de transmissão. As rodas e os carris da via férrea que conhecemos dos comboios são, neste tipo de veículo, substituídos por um sistema electromagnético onde não há qualquer contacto físico, pelo que no seu deslocamento não há rodagem mas flutuação.

A levitação por repulsão magnética baseia-se na utilização de bobinas supercondutoras ou outro noutro tipo de materiais capazes de criar fortes campos magnéticos. Estas bobinas localizadas no interior do comboio (tendo uma refrigeração especial) induzem nas bobinas colocadas nos trilhos uma corrente eléctrica, que por sua vez origina um campo magnético induzido e contrário ao que lhe foi aplicado. Surge então uma força de repulsão magnética muito intensa entre as bobinas do trilho e as bobinas do comboio, porque, como sabemos, pólos magnéticos idênticos repelem-se, o que permite a levitação do comboio. Para as operações de funcionamento como a propulsão do veículo e a manutenção do comboio no trilho, o sistema recorre à variação adequada da corrente eléctrica induzida e das forças atractivas e repulsivas do magnetismo.

Como não há contacto entre o veículo e a linha, o atrito verifica-se apenas entre o aparelho e o ar o que se traduz em grandes vantagens, como a diminuição de desgaste de peças por rodagem, pouco ruído, consumo relativo baixo de energia e velocidade elevada que este comboio consegue atingir. Já a principal desvantagem a registar está no elevado custo associado à sua produção.

Os projectos pioneiros deste tipo de comboio tiveram origem no Japão e na Alemanha, contudo, é em Xangai (China) que existe a única linha comercial do maglev desde 2004.

Diogo Fernandes, 12ºB

imagens: daqui e daqui

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Nas últimas semanas de aulas decidimos que o painel de entrada com as sugestões de leitura fosse integralmente preenchido com as escolhas dos nossos alunos leitores. Assim, cada um dos que acedeu participar tentou resumir numa pequena frase as razões porque tinha eleito aquela obra, disponível na biblioteca da sua escola, e por que razão recomendava a sua leitura.

Aqui ficam em mais uma Estante do Bibli as suas sugestões…

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Design do painel: Filomena Graça

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Saiba mais acedendo ao folheto

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Milhares de léguas andou Blimunda, quase sempre descalça. A sola dos seus pés tornou-se espessa, fendida como uma cortiça. Portugal inteiro esteve debaixo destes passos, algumas vezes atravessou a raia de Espanha porque não via no chão qualquer risco a separar a terra de lá da terra de, cá, só ouvia falar outra língua, e voltava para trás. Em dois anos, foi das praias e das arribas do oceano à fronteira, depois recomeçou a procurar por outros lugares, por outros caminhos, e andando e buscando veio a descobrir como é pequeno este país onde nasceu, Já aqui estive, já aqui passei, e dava com rostos que reconhecia, Não se lembra de mim, chamavam-me Voadora, Ah, bem me lembro, então achou o homem que procurava, O meu homem, Sim esse, Não achei, Ai pobrezinha, Ele não terá aparecido por aqui depois de eu ter passado, Não, não apareceu, nem nunca ouvi falar dele por estes arredores, Então cá vou, até um dia, Boa viagem, Se o encontrar.

Encontrou-o. Seis vezes passara por Lisboa, esta era a sétima. Vinha do Sul, dos lados de Pegões. Atravessou o rio, quase noite na última barca que aproveitava a maré. Não comia há quase vinte e quatro horas. Trazia algum alimento no alforge, mas, de cada vez que ia levá-lo à boca, parecia que sobre a sua mão outra mão se pousava e uma voz lhe dizia, Não comas, que o tempo é chegado. Sob as águas escuras do rio, via passar os peixes a grande profundidade, cardumes de cristal e prata, longos dorsos escamosos ou lisos. A luz interior das casas coava-se através das paredes, difusa como um farol no nevoeiro. Meteu-se pela Rua Nova dos Ferros, virou para a direita na igreja de Nossa Senhora da Oliveira, em direcção ao Rossio, repetia um itinerário de há vinte e oito anos. Caminhava no meio de fantasmas, de neblinas que eram gente. Entre os mil cheiros fétidos da cidade, a aragem nocturna trouxe-lhe o da carne queimada. Havia multidão em S. Domingos, archotes, fumo negro, fogueiras. Abriu caminho, chegou-se às filas da frente, Quem são, perguntou a uma mulher que levava uma criança ao colo, De três sei eu, aquele além e aquela são pai e filha que vieram por culpas de judaísmo, e o outro, o da ponta, é um que fazia comédias de bonifrates e se chamava António José da Silva, dos mais não ouvi falar.

São onze os supliciados. A queima já vai adiantada, os rostos mal se distinguem. Naquele extremo arde um homem a quem falta a mão esquerda. Talvez por ter a barba enegrecida, prodígio cosmético da fuligem, parece mais novo. E uma nuvem fechada está no centro do seu corpo. Então Blimunda disse, Vem. Desprendeu-se a vontade de Baltasar Sete-Sóis, mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia e a Blimunda.

in Memorial do Convento, José Saramago

foto de Sebastião Salgado, retirada daqui

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Como já tinha sido anunciado aqui no Bibli, realizou-se no passado dia 3 de Junho uma palestra/debate em duas sessões, uma dirigida aos alunos, outra aos professores e aos pais e encarregados de educação, sobre Segurança na Internet.

Ambas as sessões foram conduzidas pelos nossos colegas da DGIDC, João Torres e Lígia Lourenço, que amavelmente acederam a vir à nossa escola a convite da coordenadora técnica do PTE e no âmbito dos Planos de Acção do respectivo PTE e da BE, na promoção da literacia digital, mas focando desta vez os riscos de uma utilização pouco prudente da Internet, em particular das redes digitais. Esta palestra veio encerrar um programa que envolveu, ao longo do ano lectivo, diversas turmas do ensino básico, os seus directores de turma e alguns encarregados de educação, em desafios lançados regularmente pela SeguraNet.

A sessão com os alunos foi bastante produtiva, pois a audiência revelou-se atenta e conhecedora do assunto, interpelando os dois oradores com perguntas muito pertinentes, que tornaram o debate animado e esclarecedor.

A sessão para os adultos contou com  menor adesão de público, talvez por questões de calendarização da actividade ou – o que lamentamos – pela (ainda) fraca sensibilidade de muitos adultos para um tema que, para o melhor ou para o pior, é parte importante do quotidiano da esmagadora maioria dos jovens das nossas escolas.

Esperemos que a experiência adquirida este ano nesta área, faça com que consigamos futuramente convencer a nossa comunidade educativa a integrar de uma forma mais abrangente nas actividades educativas esta vertente da literacia digital, que consideramos que devia passar a fazer parte de uma forma transversal da formação (cívica, técnica e até emocional) de todos os nossos alunos.

Sandra Venda e Fernando Rebelo

(PTE/BE)

  • Diapositivos da  sessão disponíveis  aqui
  • Guia do Facebook para jovens aqui

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Ian Curtis

Image by Voxel-Ux via Flickr

Hoje gostaria de falar de um músico que, do meu ponto de vista, marcou o mundo da música, chegou mesmo, de certo modo, a revolucioná-lo com as suas letras e postura em palco. Esse cantor é Ian Curtis e a sua banda, os Joy Division.

A banda formou-se durante um concerto dos Sex Pistols, em 1976. Inicialmente, eram apenas Ian, Bernard Sumner e Peter Hooks; só mais tarde é que encontraram o seu baterista, Stephen Morris.

Ian era o cantor e compositor da maior parte das músicas da banda e as letras eram variadas. Enquanto outras bandas britânicas, pós-punk, como os The Clash ou os Sex Pistols falavam, essencialmente, da sociedade em que viviam, fazendo-lhe várias críticas, Ian falava sobre a sua vida, mas de um modo pouco evidente. Os seus ídolos eram David Bowie e Iggy Pop, e desde de cedo falava sobre a morte e como não queria viver muito tempo.

Casou-se com Deborah Woodruff, em 1975, quando ele tinha 19 anos, e ela 18, e quatro anos depois, em 1979, tiveram uma filha, Natalie.

Na altura não se sabia, mas Ian era bipolar, tinha uma grande dificuldade em lidar com os seus sentimentos, e considero o facto de ter casado cedo como um impulso de momento, tanto que ele acabou por ter uma amante, a jornalista belga Annik Honoré. A música mais conhecida da banda é Love will tear us apart again, que fala sobre o triângulo amoroso entre Deborah, Annik e Ian. Nessa música, ele próprio se interroga: “Why is it something so good/ Just can’t function no more?”, ou seja, como é que algo tão bom, já não funciona mais? Pois o que ele e Deborah tinham era algo bom, estavam juntos desde os 16 anos, e ele não entendia porque já as coisas não eram como dantes, o que revelava a sua incapacidade em lidar com os sentimentos.

Para além de ser bipolar, Ian era também epiléptico, e era frequente ter ataques em palco. Deborah, no seu livro Touching from a Distance: Ian Curtis and Joy Division, fala disso, do medo que ele tinha do palco e como a maior parte das vezes actuava sobre o efeito de drogas simplesmente para se controlar. Relativamente à sua epilepsia, ele escreve uma música chamada “She’s lost control”, pois um dia no seu local de trabalho, quando ajudava as pessoas a arranjar emprego, uma mulher teve um ataque de epilepsia à sua frente o que o deixou bastante sensibilizado. Na canção ele refere-se a “she”, mas no fundo está a referir-se a si próprio, pois para ele a sua epilepsia era uma forma de perder o controlo, era algo superior a ele, que não conseguia controlar.

Joy Division

Já referi aqui várias vezes a sua instabilidade emocional o que o levou há 31 anos atrás, no dia 18 de Maio de 1980 a suicidar-se. Disse a Deborah que queria estar sozinho, ela foi com Natalie para casa nos pais e no dia seguinte, quando voltou, encontrou Ian enforcado na cozinha, com o álbum The Idiot do Iggy Pop a tocar, enquanto na televisão passava o Stroszek de Werner Herzog.

Muitas pessoas ficaram chocadas com o facto de ele se ter suicidado, diziam que ele podia ter os seus problemas, mas que não estavam à espera, e eu pergunto, não estavam à espera?! Estava tudo na música dele! É óbvio que não estava lá escrito “Hey! Vou suicidar-me”, mas letras como a da sua canção Dead Souls: “They keep calling me” já o revelavam. Em Passover toda a música fala disso, das suas desilusões, das coisas com as quais ele não sabia lidar: “This is the crisis I knew had to come/ Destroying the balance I’d kept/ Turning around to the next set of lives/ Wondering what will come next”. Assim, o que veio a seguir foi o seu suicídio. “Can I go on with this train of events?” e a resposta é não. Ele não conseguiu porque não deixava que o ajudassem, não conseguiu porque também nunca ninguém realmente percebeu o que se passava, não conseguiu porque talvez ele próprio não quisesse. Podia ter continuado mas preferiu não o fazer.

Ian morreu aos  23 anos, quando ainda tinha muito para dar ao mundo da música.

2ª imagem daqui

Beatriz Valente, 11ºE


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Na sequência da palestra organizada pela BE em articulação com alguns docentes da área das Ciências para alunos dessa mesma área, com o intuito de dar algum dinamismo à leitura de obras de divulgação científica, os alunos do 11ºB produziram artigos críticos no âmbito das actividades da disciplina de português, em que comentaram obras  nessa linha temática, da sua preferência.
Após a publicação no Moodle da disciplina de 21 trabalhos que foram submetidos à votação dos próprios alunos, iniciamos agora a publicação dos mais votados, por ordem de preferência.

DEUS,  Jorge Dias de, Viagens no Espaço-Tempo, Gradiva, Colecção Ciência Aberta, 1998

Jorge Dias de Deus é um professor de Física no Instituto Superior Técnico e físico teórico. Apesar de possuir um extenso trabalho em investigação na área que lecciona, que se pode observar em diversos artigos publicados a nível nacional e internacional, tem sido um divulgador da ciência e das tecnologias no geral.

Isto leva-o a indicar no prefácio de Viagens no Espaço-Tempo que, apesar da ideia da realização deste livro ter partido da editora (Gradiva),  ele considerar a relatividade (tema fundamental de todo o livro) como um tema importante a abordar e divulgar visto que Segundo parece, a física do século XIX é suficiente para a educação científica dos estudantes portugueses neste entrada do século XXI!. Assim, demonstrando a sua indignação face ao actual programa escolar de física, que considera insuficiente, introduz o tema da relatividade como um importante tema na comunidade científica actual.

Como referi, o tema do livro não se debruça unicamente sobre hipotéticas viagens espácio-temporais como se poderia deduzir pelo título. Este é apenas um pretexto para introduzir a tão aclamada teoria da relatividade apresentada por Einstein. No entanto não é um livro que trate unicamente relatividade e Einstein, visto que o objectivo desta obra é de compreensão da relatividade e não da história por detrás desta.

O autor começa por introduzir conceitos básicos acerca das noções de espaço e de tempo: no quadro da teoria da relatividade, o espaço e o tempo são entidades concretas interrelacionadas, com existência física própria, noções que poderão ser um tanto ou quanto confusas visto que contradizem a noção de espaço-tempo que habitualmente possuímos. E, a partir daqui, toda esta temática se entende, pois, começando por introduzir conceitos básicos (como a noção de espaço-tempo) acaba por abordar/explicitar os grandes paradigmas científicos relacionados com a relatividade. Para a compreensão da relatividade, este livro aborda também as noções de referencial acelerado e de inércia.

Depois de fazer a referência às noções básicas, são enunciados e explicitados os princípios da relatividade (As leis da física devem ser as mesmas em todos os referenciais de inércia; A velocidade da luz no vácuo é constante independentemente da velocidade do observador); as alterações no espaço e no tempo; a conservação de energia; a relatividade restrita e a relatividade geral.

Após a leitura dos primeiros capítulos obtém-se uma visão sobre o que é a relatividade e, já nos últimos capítulos, encontra-se uma componente mais prática/demonstrativa em relação aos fenómenos descritos ao longo da obra, isto é, os testes que comprovam a relatividade associada ao espaço e ao tempo, como o “Paradoxo dos gémeos”, a deflexão da luz, a rotação da órbita de mercúrio e a (hipotética) existência de buracos negros.

No último capítulo, em que finalmente se tem uma ideia formada acerca da relatividade, é que é então abordada a questão das viagens no tempo, havendo referência a taquiões, a teoria do universo em rotação e dos wormholes (túneis no espaço-tempo).

Viagens no Espaço-Tempo é precisamente o que se poderá caracterizar como um livro “puro” de divulgação científica, visto que não apresenta qualquer tipo de enredo ou história que o estruture, apresenta apenas de maneira ordenada os conceitos necessários para a compreensão da relatividade, sendo por isso uma obra muito esclarecedora para qualquer curioso que tenha dúvidas em relação a esta temática. O tipo de linguagem utilizada é simples e de fácil entendimento (exceptuando certas referências científicas que implicam que se esteja, de certo modo ligado, ao paradigma científico), no entanto, a simplicidade da linguagem deixa um pouco a desejar quanto a certos termos utilizados (como espatifar-se, por exemplo) que contrastam com termos mais científicos.

Apesar de ser uma obra muito esclarecedora quanto às bases da relatividade, é necessário encarar a leitura com flexibilidade mental e “espírito aberto”, visto que há raciocínios que vão contra percepções que possuímos da realidade, e diversas explicações são comprovadas através de cálculos que envolvem fórmulas físicas. É por isso um livro mais aconselhável a quem esteja minimamente familiarizado com esta área científica. Não obstante, qualquer outra pessoa poderá ficar esclarecida (sem ter qualquer tipo de bases acerca de física) desde que se predisponha a seguir os raciocínios expostos.

É uma obra breve que, a meu ver, cumpre tudo aquilo a que se propõe, visto que explica sucintamente uma teoria complexa como a da relatividade, possuindo ainda outra característica interessante:  pequenos resumos no final de cada capítulo, que permitem a assimilação das ideias chave, garantindo uma coesão no raciocínio requerido para a compreensão do livro.

É de destacar que são apenas apresentadas ideias básicas, não sendo apropriado para um estudo intensivo da teoria em questão. Também é interessante o facto da sua conclusão deixar em aberto questões face à teoria da relatividade e, como todo o bom livro de divulgação cientifica, destacar a evolução da ciência não (im)pondo um “ponto final” nas questões abordadas. Decerto uma das melhores, mais simples e resumidas obras acerca da relatividade.

Diogo Mendes Cardoso, 11ºB

imagens daqui e daqui

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Título original: That’s us Portugal  autor: Luís Batista  fonte: daqui

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A propósito da aproximação da época de exames nacionais, Nuno Crato no jornal Expresso de 28 de maio, lançava sete ideias úteis para os jovens que vão a exame. Deixamos aqui um resumo desses  hábitos dos estudantes altamente eficazes:

  • Programar o estudo e controlar a execução desse plano: Traçar objectivos é meio caminho andado para os atingir. Gastar algum tempo a pensar e organizar os dias de trabalho até ao exame, ou seja, fazer uma listagem das matérias prioritárias e planear dominá-las, com horários e objectivos traçados, semana a semana e dia a dia. No final de cada dia, gastar cinco minutos a verificar o que se fez e o que não se fez e o que é preciso fazer para recuperar. Estudar bem exige disciplina.
  • Testar o que se sabe: a avaliação, através de exercícios e de testes, é um auxiliar importantissimo do estudo. Pensar sobre como responder e saber o que se errou, são fundamentais para aprendizagem.
  • Voltar atrás quando não se percebeu uma parte da matéria.  Fingir que se podem saltar obstáculos, não resulta, é um erro tremendo!
  • Decorar e perceber, perceber e decorar: a memorização ajuda à compreensão e a compreensão facilita a memorização.
  • Optar pela estratégia mais fácil, nem sempre é o melhor: saber, dominar as matérias dá trabalho e nem sempre é fácil.
  • Perante o exame, não desanimar, nem desistir: Perante a dificuldade, persistir! Quando a resposta não é óbvia, reler a pergunta e pensar um pouco mais sobre a resposta. Às vezes é preciso algum tempo entre ler a pergunta e ter uma ideia da resposta. Quando vos parecer que a resposta é demasiado fácil, não deixem de responder ou não pensem que é um truque. Acontece que algumas respostas até são simples.
  • Acrescentamos que ajuda muito, dormir bem na noite anterior e ter uma alimentação adequada, durante o período de estudo.

BOM TRABALHO!

Teresa Alves Soares
Psicóloga
SPO ESDS

imagem daqui

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O Festival Indielisboa constituiu mais um êxito e, como tal, uma selecção de obras está em exibição em várias salas de cinema do país para agrado de muitos cinéfilos. Na 8ª edição, o prémio principal foi para o documentário de Marie Losier The Ballad of Génesis and Lady Jaye  sobre o romance dos artistas de multimédia Génesis P-Orridge e Lady Jaye Becker. Ainda no que respeita a festivais, em Portugal, de 3 a 12 de Junho realiza-se  a 27ª edição do  Festróia, Festival Internacional de Cinema de Tróia. Considerado um dos festivais mais antigos do país, nesta edição, são apresentados 180 filmes de 40 países. A cinematografia turca é homenageada e o Golfinho de Carreira será atribuído ao realizador holandês Jos Stelling e à actriz e realizadora  Maria de Medeiros.

Quanto às estreias do mês, começo pelos documentários, um género que vem atraindo cada vez mais  espectadores. A coreógrafa alemã Pina Bausch foi fonte de inspiração para os documentários Pina de Wim Wenders e Sonhos de Dança de Anne Linsel e Rainer Hoffman. Os espectadores viajam pela arte da dança  a partir dos ensaios da famosa coreógrafa, já falecida.

O graffiti é apresentado como arte em  Bansky – Pinta a parede!  de Bansky, premiado no Festival de Cinema Independente de Sundance.  Vê-se, com  interesse, as obras de vários artistas desta arte urbana com incidência  especial nas de Bansky,  célebre artista de rua de identidade desconhecida.  Nas comédias, o destaque vai para o divertidíssimo filme francês Nada a declarar  de Dany Boon  que  se juntou à banalidade de  Arthur de Jason Winer.

Os dramas estreados apresentaram alguma qualidade: Cliente de risco de Brad Furman; a adaptação do romance homónimo de Sara Gruen,  no comovente Água aos elefantes de Francis Lawrence; Sem identidade de Jaume Collet-Serra;  a tragédia da Roménia em Aurora de Cristi Puiu; Lourdes de Jessica Hausner; Encontrarás  Dragões de Roland Joffé, sobre o valor do perdão ao descrever os percursos distintos de dois  amigos  durante a  guerra civil espanhola, Manolo Torres e Josemaria Escrivã, fundador da Opus Dei;   Amores imaginários de Xavier Dolan e A minha versão do amor de Richard J. Lewis com Dustin Hoffman que é sempre agradável  rever. Finalmente estreou-se Gatos Persas do realizador curdo  Bahman Ghobadi, vencedor do prémio do Júri na edição de 2009 do Festival de Cannes. É  uma interessante ficção documental sobre os riscos inerentes à formação de um grupo musical no Irão ortodoxo.

Velocidade Furiosa 5 de  Justin Lin, Tekken, o filme de Dwight H. Little, Destino infernal de Patrick Lussier, Real desatino de David Gordon Green e o 4º filme da saga Piratas das Caraíbas- por estranhas marés  de Rob Marshall, certamente que atraíram todos os que apreciam acção e aventura. O mesmo terá acontecido com os fãs de ficção científica  pois esta esteve representada com  qualidade em  Monsters- Zona interdita de Gareth Edwards e Alucinação de Greg Araki. E, por fim, para o  público infantil Winnie The Pooh de Stephen J. Anderson.

A cinematografia portuguesa marcou presença com Águas Mil de Ivo Ferreira  e a adaptação de um conto de Luísa Costa Gomes, no último filme interpretado por Raul Solnado América de João Nuno Pinto, com a acção a desenrolar-se na Cova do Vapor, Trafaria. Ainda sobre cinema nacional, é de registar o reconhecimento internacional de dois  jovens realizadores:  André Badalo  e Susana Sousa Dias. André Badalo foi distinguido, mais uma vez,  com um dos Prémios de excelência nos Los Angeles Movie Awards com a curta-metragem Catarina e os Outros. Susana Sousa Dias continua acumular prémios com a sua excelente obra 48 sobre a memória, ditadura e tortura no Estado Novo. Neste caso, o prémio foi atribuído no Festival Internacional de Cinema Independente Mar del Plata, na Argentina.

Noutra latitude, também é estimulante registar a boa recepção às obras cinematográficas portuguesas no Festival Internacional de Cinema de Jeonju, na Coreia do Sul. Esta divulgação fez-se âmbito do 50º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países .

Mas,  sem dúvida, que o mês foi marcado pela 64ª edição do Festival de Cannes.  Considerada uma das melhores edições de sempre, apesar do glamour habitual,  o festival foi marcado pelas controversas declarações do realizador dinamarquês Lars Von Trier, na conferência de imprensa de apresentação do seu filme Melancholia. Durante a sua intervenção  deixou todos os presentes  estupefactos ao declarar a sua simpatia por Adolf Hitler. Embora posteriormente tenha apresentado um pedido de desculpa pela sua polémica afirmação , não convenceu a direcção do festival que, numa decisão inédita, retirou-lhe a acreditação. Alheia à polémica esteve a actriz Kirsten Dunst que ganhou o prémio para Melhor Actriz pela sua interpretação no referido filme do controverso realizador.

Outro facto deste festival foi a apresentação do filme  do iraniano Jafar Panahi que se encontra em prisão domiciliária  em Teerão aguardando o  resultado do recurso que interpôs à sua condenação a seis anos de prisão e proibição de filmar durante vinte anos.  A sua peça, ironicamente intitulada This is not a film, saiu do país numa pen escondida num bolo.

O mais importante galardão deste festival, a Palma de Ouro, foi  para o  misterioso realizador norte-americano Terrence Malick, com A árvore da vida.  Este filme que trata o sentido da vida e da fé já é considerado, por muitos, uma autêntica obra–prima . Com excelentes interpretações dos actores Brad Pitt,  Sean Penn e Jessica Chastain, oportunamente,  foi uma das estreias de Maio e assim  aconselho a deslocação a uma sala de  cinema para visionarem um filme que, embora  longo, considero imperdível.

Luísa Oliveira

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André, 7º C

Sara Quartel, 7º C

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sara Cosme, 7º A

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Supercondutores são elementos metálicos capazes de conduzir corrente eléctrica sem resistências e nem perdas de energia, em condições de temperatura baixa (aproximadamente -250ºC, dependendo de cada elemento).

A supercondutividade é uma propriedade física, descoberta em 1911 quando um físico holandês observou que a resistência eléctrica do mercúrio desaparecia ao ser arrefecido a 4K  (o que corresponde a – 269,15 °C). Este fenómeno, conseguido com o mercúrio, foi verificado posteriormente para outros metais.

Num supercondutor a transferência de corrente eléctrica ocorre sem dissipação de energia, ao contrário do que acontece num condutor normal. Além de não oferecer resistência à passagem de corrente, um material supercondutor tem a propriedade de expulsar do seu interior qualquer campo magnético que lhe seja aplicado, ou seja, a distribuição do campo magnético de um supercondutor puro corresponde sempre a campo nulo no interior do condutor.

Assim, para além do transporte de energia eléctrica, a supercondutividade é aplicada em vários outros sistemas que recorrem a esta propriedade. É aplicada, por exemplo, nas máquinas de ressonância magnética que permitem obter imagens de órgãos humanos internos como o cérebro. Também é utilizada na construção de alguns aparelhos electrónicos permitindo não só diminuir a sua dimensão mas também a energia envolvida. Os fios supercondutores são igualmente utilizados em computadores, o que permite construir chips de menor dimensão e com maior velocidade no processamento de dados. Finalmente, em ímanes, utilizando-se azoto líquido, e portanto em condições de baixas temperaturas, é possível fazer com que um supercondutor crie um campo magnético oposto ao magneto apresentado, tornando deste modo possível a levitação.

Estas e outras aplicações desta propriedade levam a que a supercondutividade seja objecto de um número elevado de estudos que actualmente se desenvolvem em vários laboratórios de investigação científica.

Diogo Fonseca, 12ºA

imagens: daqui e daqui

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