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Archive for Junho, 2011

Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.

Antoine de Saint-Exupéry

(nascido a 29 de Junho de 1900, autor de, entre outros, O Principezinho)

imagem daqui

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Os comboios maglev  (mag de magnética;  lev de levitação) não têm rodas nem eixos de transmissão. As rodas e os carris da via férrea que conhecemos dos comboios são, neste tipo de veículo, substituídos por um sistema electromagnético onde não há qualquer contacto físico, pelo que no seu deslocamento não há rodagem mas flutuação.

A levitação por repulsão magnética baseia-se na utilização de bobinas supercondutoras ou outro noutro tipo de materiais capazes de criar fortes campos magnéticos. Estas bobinas localizadas no interior do comboio (tendo uma refrigeração especial) induzem nas bobinas colocadas nos trilhos uma corrente eléctrica, que por sua vez origina um campo magnético induzido e contrário ao que lhe foi aplicado. Surge então uma força de repulsão magnética muito intensa entre as bobinas do trilho e as bobinas do comboio, porque, como sabemos, pólos magnéticos idênticos repelem-se, o que permite a levitação do comboio. Para as operações de funcionamento como a propulsão do veículo e a manutenção do comboio no trilho, o sistema recorre à variação adequada da corrente eléctrica induzida e das forças atractivas e repulsivas do magnetismo.

Como não há contacto entre o veículo e a linha, o atrito verifica-se apenas entre o aparelho e o ar o que se traduz em grandes vantagens, como a diminuição de desgaste de peças por rodagem, pouco ruído, consumo relativo baixo de energia e velocidade elevada que este comboio consegue atingir. Já a principal desvantagem a registar está no elevado custo associado à sua produção.

Os projectos pioneiros deste tipo de comboio tiveram origem no Japão e na Alemanha, contudo, é em Xangai (China) que existe a única linha comercial do maglev desde 2004.

Diogo Fernandes, 12ºB

imagens: daqui e daqui

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Nas últimas semanas de aulas decidimos que o painel de entrada com as sugestões de leitura fosse integralmente preenchido com as escolhas dos nossos alunos leitores. Assim, cada um dos que acedeu participar tentou resumir numa pequena frase as razões porque tinha eleito aquela obra, disponível na biblioteca da sua escola, e por que razão recomendava a sua leitura.

Aqui ficam em mais uma Estante do Bibli as suas sugestões…

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Design do painel: Filomena Graça

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Saiba mais acedendo ao folheto

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Milhares de léguas andou Blimunda, quase sempre descalça. A sola dos seus pés tornou-se espessa, fendida como uma cortiça. Portugal inteiro esteve debaixo destes passos, algumas vezes atravessou a raia de Espanha porque não via no chão qualquer risco a separar a terra de lá da terra de, cá, só ouvia falar outra língua, e voltava para trás. Em dois anos, foi das praias e das arribas do oceano à fronteira, depois recomeçou a procurar por outros lugares, por outros caminhos, e andando e buscando veio a descobrir como é pequeno este país onde nasceu, Já aqui estive, já aqui passei, e dava com rostos que reconhecia, Não se lembra de mim, chamavam-me Voadora, Ah, bem me lembro, então achou o homem que procurava, O meu homem, Sim esse, Não achei, Ai pobrezinha, Ele não terá aparecido por aqui depois de eu ter passado, Não, não apareceu, nem nunca ouvi falar dele por estes arredores, Então cá vou, até um dia, Boa viagem, Se o encontrar.

Encontrou-o. Seis vezes passara por Lisboa, esta era a sétima. Vinha do Sul, dos lados de Pegões. Atravessou o rio, quase noite na última barca que aproveitava a maré. Não comia há quase vinte e quatro horas. Trazia algum alimento no alforge, mas, de cada vez que ia levá-lo à boca, parecia que sobre a sua mão outra mão se pousava e uma voz lhe dizia, Não comas, que o tempo é chegado. Sob as águas escuras do rio, via passar os peixes a grande profundidade, cardumes de cristal e prata, longos dorsos escamosos ou lisos. A luz interior das casas coava-se através das paredes, difusa como um farol no nevoeiro. Meteu-se pela Rua Nova dos Ferros, virou para a direita na igreja de Nossa Senhora da Oliveira, em direcção ao Rossio, repetia um itinerário de há vinte e oito anos. Caminhava no meio de fantasmas, de neblinas que eram gente. Entre os mil cheiros fétidos da cidade, a aragem nocturna trouxe-lhe o da carne queimada. Havia multidão em S. Domingos, archotes, fumo negro, fogueiras. Abriu caminho, chegou-se às filas da frente, Quem são, perguntou a uma mulher que levava uma criança ao colo, De três sei eu, aquele além e aquela são pai e filha que vieram por culpas de judaísmo, e o outro, o da ponta, é um que fazia comédias de bonifrates e se chamava António José da Silva, dos mais não ouvi falar.

São onze os supliciados. A queima já vai adiantada, os rostos mal se distinguem. Naquele extremo arde um homem a quem falta a mão esquerda. Talvez por ter a barba enegrecida, prodígio cosmético da fuligem, parece mais novo. E uma nuvem fechada está no centro do seu corpo. Então Blimunda disse, Vem. Desprendeu-se a vontade de Baltasar Sete-Sóis, mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia e a Blimunda.

in Memorial do Convento, José Saramago

foto de Sebastião Salgado, retirada daqui

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Como já tinha sido anunciado aqui no Bibli, realizou-se no passado dia 3 de Junho uma palestra/debate em duas sessões, uma dirigida aos alunos, outra aos professores e aos pais e encarregados de educação, sobre Segurança na Internet.

Ambas as sessões foram conduzidas pelos nossos colegas da DGIDC, João Torres e Lígia Lourenço, que amavelmente acederam a vir à nossa escola a convite da coordenadora técnica do PTE e no âmbito dos Planos de Acção do respectivo PTE e da BE, na promoção da literacia digital, mas focando desta vez os riscos de uma utilização pouco prudente da Internet, em particular das redes digitais. Esta palestra veio encerrar um programa que envolveu, ao longo do ano lectivo, diversas turmas do ensino básico, os seus directores de turma e alguns encarregados de educação, em desafios lançados regularmente pela SeguraNet.

A sessão com os alunos foi bastante produtiva, pois a audiência revelou-se atenta e conhecedora do assunto, interpelando os dois oradores com perguntas muito pertinentes, que tornaram o debate animado e esclarecedor.

A sessão para os adultos contou com  menor adesão de público, talvez por questões de calendarização da actividade ou – o que lamentamos – pela (ainda) fraca sensibilidade de muitos adultos para um tema que, para o melhor ou para o pior, é parte importante do quotidiano da esmagadora maioria dos jovens das nossas escolas.

Esperemos que a experiência adquirida este ano nesta área, faça com que consigamos futuramente convencer a nossa comunidade educativa a integrar de uma forma mais abrangente nas actividades educativas esta vertente da literacia digital, que consideramos que devia passar a fazer parte de uma forma transversal da formação (cívica, técnica e até emocional) de todos os nossos alunos.

Sandra Venda e Fernando Rebelo

(PTE/BE)

  • Diapositivos da  sessão disponíveis  aqui
  • Guia do Facebook para jovens aqui

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